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 2477 Resumo encontrados. Mostrando de 301 a 310


PN0186 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Adaptação transcultural do eHealth Literacy Scale para utilização em adolescentes do Brasil
Barbosa MCF, Baldiotti ALP, Dias MLLS, Granville-Garcia AF, Paiva SM, Ferreira FM
Saúde da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o crescente aumento de adolescentes que buscam informações de saúde na internet, faz-se necessário conhecer o letramento digital em saúde (LDS) nesta população. Este estudo objetivou adaptar transculturalmente o instrumento eHealth Literacy Scale (eHEALS) para mensuração do LDS em adolescentes brasileiros. O eHEALS é uma escala de 8 itens que mensura a autopercepção relacionada ao letramento digital em saúde, por meio de uma escala likert de 5 pontos. A pontuação total pode variar de 8 a 40 pontos. Trata-se de um estudo metodológico de adaptação transcultural realizado durante o primeiro semestre de 2022. As seguintes etapas foram executadas utilizando uma abordagem universalista: avaliação e adequação da equivalência cultural por um comitê de especialistas; retrotradução; síntese das retrotraduções; pré-teste com adolescentes brasileiros matriculados em escolas municipais de Belo Horizonte, Minas Gerais. Participaram do estudo 42 adolescentes com média de idade de 16,0 ± 2,0 (13-19) anos. Todos os itens com dificuldade de compreensão foram adaptados ao contexto dos adolescentes brasileiros. No pré-teste, os adolescentes participantes obtiveram pontuação média de 25,83 ± 5,3 (16 - 36) pontos e o coeficiente alfa de Cronbach para os 8 itens foi de 0,810.

Conclui-se que a versão brasileira do eHealth Literacy Scale para adolescentes (eHEALS-BrA) demonstrou evidências de boa adaptação transcultural para adolescentes brasileiros.

(Apoio: CAPES)
PN0187 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Capacitação e retenção de conhecimento dos profissionais da rede educacional pública de Itaguaí-RJ acerca do traumatismo dentário
Sousa JTN, Alves LA, Kimura JS, Guaré RO, Novaes TF, Diniz MB
Pós Graduação / Mestrado UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os objetivos foram (1) desenvolver um programa de capacitação online sobre traumatismo dentário (TD) aplicado aos profissionais da rede educacional pública do município de Itaguaí-RJ e (2) avaliar a retenção do conhecimento desses profissionais após seis meses da capacitação. Foram convidados a participar todos os profissionais envolvidos na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I e II de escolas pactuadas. Os participantes foram divididos em dois grupos de acordo com o tipo de capacitação: (G1) TD em dentes decíduos (n=15) e (G2) TD em dentes permanentes (n=12). O estudo foi composto por três etapas: (1) capacitação online dos profissionais; (2) aplicação de questionário online sobre TD; e (3) elaboração de e-book sobre TD. O questionário foi aplicado em três fases: (T0) baseline, (T1) imediatamente após a capacitação e (T2) após 6 meses. As respostas foram classificadas como corretas ou incorretas de acordo com as diretrizes da IADT (International Association of Dental Traumatology). Os testes ANOVA ou Friedman de medidas repetidas foram empregados para comparações das pontuações nas três fases. Para G1 e G2, as pontuações médias foram respectivamente 4,0±1,0 e 4,6±1,6 (T0), 5,9±1,1 e 6,0±1,3 (T1) e 5,5±1,6 e 5,9±1,1 (T2). Nos dois grupos, houve aumento significativo na pontuação média dos participantes em T1 comparado a T0 (p<0,05), que se manteve constante em T2 (p>0,05).

Conclui-se que os profissionais apresentavam pouco conhecimento sobre TD no baseline. Após a capacitação, houve melhora significativa, com retenção do conhecimento em TD após 6 meses.

PN0188 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

O que é mais estressante para o cirurgião-dentista e cuidadores: atendimento infantil sob estabilização protetora ou sob sedação moderada?
Amorim-Júnior LA, Moterane MM, Alves TCS, Trevisan LM, Costa LRRS, Corrêa-Faria P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pouco se sabe sobre o estresse sentido pelo cirurgião-dentista e pelos cuidadores das crianças durante o atendimento de crianças usando técnicas avançadas de manejo do comportamento. O objetivo desta análise secundária de ensaio clínico não randomizado é avaliar o estresse autorrelatado por cirurgiões-dentistas e cuidadores de crianças com problemas de manejo de comportamento no atendimento odontológico tratadas sob sedação moderada (SM) e estabilização protetora (EP). Após o atendimento odontológico de crianças de 2 a 5 anos, com cárie e com história de comportamento não colaborador, sob SM ou EP, os cirurgiões-dentistas e os cuidadores registraram, em uma escala visual analógica (0: nada estressado,100: maior estresse possível), o quanto se sentiam estressados. Os dados foram analisados descritivamente. Trinta crianças (mediana de 40 meses; mínimo 27, máximo 61 meses; 56,7% meninos) foram tratados sob SM (n=21; 70%) ou EP (n=9; 30%). Mais de 90% delas foram acompanhadas pelas mães. Participaram 10 cirurgiões-dentistas e 30 cuidadores. A mediana de estresse autorrelatada pelos cuidadores (23,5; 0-100) e cirurgiões-dentistas (26,0; 0-100) foi baixa. Os cuidadores sentiram-se mais estressados quando a criança foi tratada sob SM (mediana 33; 0-100) do que sob EP (8; 0-100). Por sua vez, os cirurgiões-dentistas sentiram-se mais estressados no atendimento de crianças sob EP (62; 1-100) do que sob SM (6; 0-100).

A partir dos resultados preliminares, concluiu-se que o atendimento sob EP e SM foi pouco estressante para os cuidadores e cirurgiões-dentistas.

PN0190 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Anquiloglossia e duração de aleitamento materno no primeiro ano de vida: estudo de coorte multicêntrico no Brasil
Heck ABS, Feldens CA, Vítolo MR, Rodrigues PH, Amorim LM, Mantelli AR, Coan GF, Kramer PF
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A identificação e quantificação de fatores de risco da interrupção do aleitamento materno é relevante para o desenho de estratégias de promoção de saúde na primeira infância. O presente estudo multicêntrico investigou a associação entre anquiloglossia e duração de aleitamento materno no primeiro ano de vida em três capitais do Brasil. Uma coorte de crianças ao nascimento, captada em Hospitais de Manaus, Salvador e Porto Alegre, foi acompanhada prospectivamente até os 12 meses. A amostra final foi composta de 294 crianças. Os desfechos envolveram a duração de aleitamento materno exclusivo e total. Anquiloglossia foi coletada aos 12 meses de idade da criança através do Protocolo Bristol. A análise de dados envolveu Regressão de Poisson com variância robusta, com cálculo dos Riscos Relativos (RR) brutos e ajustados e Intervalos de Confiança 95%. A prevalência de anquiloglossia definida e suspeita foi de 1% e 4,8%, respectivamente, totalizando 5,8% (IC 95% 3,1-8,5). Ao comparar crianças com anquiloglossia definida/suspeita e sem anquiloglossia, observou-se que não houve diferença na prevalência de aleitamento materno exclusivo e total com 1, 4 e 6 meses. Análise multivariável mostrou que a probabilidade de a criança atingir 6 meses de aleitamento materno não diferiu entre crianças com anquiloglossia definida/suspeita e crianças sem anquiloglossia (RR=0,98; IC 95% 0,79-1,23; p=0,907).

Em conclusão, a anquiloglossia não esteve associada com o tempo de aleitamento materno exclusivo e total.

PN0193 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Estar fora das redes sociais é estar fora do mercado? preferência de pacientes ao procurar serviços odontológicos
Sgarbi D, Bark MJ, Berretta LM, Hartmann GC, Gasparello GG, Castilhos JS, Ignácio SA, Tanaka OM
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As plataformas de mídia social continuam a crescer em popularidade em todo o mundo, no Brasil, o número de usuários deve atingir mais de 188 milhões até 2027, contra 165 milhões em 2022. A população em geral quanto os profissionais de saúde, incluindo ortodontistas, estão usando cada vez mais essas plataformas. Portanto, este estudo tem como objetivo avaliar quais plataformas de mídia social os leigos usam quando procuram serviços odontológicos. O estudo utilizou a plataforma Qualtrics e consistiu em duas partes. A primeira parte do estudo coletou dados epidemiológicos dos participantes, enquanto a segunda parte consiste em uma série de perguntas. O questionário padrão era composto por três perguntas: 1) Como você procura serviços odontológicos? 2) Você usa as redes sociais para ler notícias e se manter atualizado? 3) Quais plataformas de mídia social você usa? Dos 266 participantes, 234 (87,97%) relataram buscar indicações de amigos e familiares, enquanto 168 (63,16%) buscaram informações nas redes sociais. Quase todos os participantes 261 (98,12%) relataram usar as mídias sociais para ler notícias e se manter atualizados. As plataformas de mídia social usadas com mais frequência entre os participantes foram Instagram 262 (98,50%), WhatsApp 259 (97,37%) e Facebook 201 (75,56%).

Embora as recomendações de amigos e familiares continuem sendo a forma preferida de procurar tratamento odontológico, conclui-se que a mídia social foi a segunda opção mais popular, o que indica sua crescente influência no processo de tomada de decisão.

PN0196 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Odontologia para pacientes com necessidades especiais: estruturação curricular nos cursos de odontologia do Estado do Rio Grande do Sul
Siqueira LS, Ferreira SH, Coelho EMRB, Rodrigues PH, Hernández PAG, Oliveira AF, Feldens CA, Kramer PF
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O ensino de Odontologia deve incluir o acolhimento com resolutividade terapêutica de pessoas com necessidades especiais (PNE). Este estudo descritivo tem como objetivo apresentar o panorama do ensino de "Odontologia para Pessoas com Necessidades Especiais (OPNE)" nos currículos dos Cursos de Odontologia do Rio Grande do Sul (RS), Brasil. A pesquisa foi realizada por meio de uma busca nos sites do Ministério de Educação e Cultura e dos Cursos de Odontologia de cada Instituição de Ensino Superior (IES). Cada curso foi avaliado quanto à presença do ensino de OPNE; nomenclatura, estruturação curricular (eletiva/optativa/projeto de extensão) metodologia oferecida (teórica e/ou prática); carga horária; e semestre. Foram descritas as frequências simples e relativas, assim como medidas de tendência central das diferentes variáveis. Verificou-se que o RS tem 23 IES com curso de graduação em Odontologia, sendo que 11 possuem ensino de OPNE. Dentre estas, quatro apresentam a OPNE como curricular; cinco como eletiva/optativa e duas como projeto de extensão. Quanto à metodologia, nove Cursos de Odontologia apresentam o ensino na forma teórico/prático e dois somente teórico, com uma carga horária que variou entre 30 e 80 horas, com média de 54 horas, não havendo padronização na nomenclatura e semestre oferecido.

Em conclusão, há necessidade de expandir o ensino de OPNE e estabelecer protocolos para a estruturação de uma base comum de capacitação acadêmica que favoreça uma atenção odontológica com maior inclusão de pessoas com deficiência.

PN0197 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Resistência de mini-implantes à fratura na região de buccal shelf: um estudo com ossos artificiais
Barros VPN, Campos CBA, Pereira ALP
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar se a composição do material influencia na resistência à fratura de mini-implantes (MI) utilizados para inserção na região de buccal shelf (SH). Foram utilizados 130 MI divididos em 2 grupos sendo comparados quanto a duas diferentes ligas metálicas (Ti6Al4V e Aço Inoxidável). Destes, 20 MI de cada grupo foram submetidos ao teste de fratura e 15 MI de cada grupo foram inseridos em ossos artificiais de 3 mm, 4 mm e 5 mm de espessura cortical na profundidade de 7 mm para mensuração do torque de inserção e torque de remoção. Nove mini-implantes de cada grupo foram submetidos a análise em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) antes e após as inserções nos ossos artificiais para avaliação da morfologia e possíveis alterações após inserção. O grupo aço apresentou torques de inserção significativamente maiores que o grupo TiA independente da espessura cortical. Torques na cortical de 4mm foram significativamente maiores no grupo aço. Torques de inserção foram progressivamente maiores com o aumento da espessura cortical. Torques de fratura foram estatisticamente superiores no grupo aço em relação ao grupo TiA. O coeficiente de regressão demonstrou que ambos os materiais foram estatisticamente superiores ao valor de torque de fratura limite indicado pelo fabricante. A análise em MEV não encontrou alterações na superfície dos MI antes e após as inserções nos ossos artificiais.

O MI de liga de aço mostrou-se superior ao MI de liga de titânio em relação ao torque de inserção e à resistência à fratura. Ambos os materiais podem ser utilizados para instalação em buccal shelf.

PN0198 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

A inserção da odontopediatria na estrutura curricular dos cursos de Odontologia do Estado do Rio Grande do Sul
Santos GFK, Ferreira SH, Feldens EG, Maciel SS, Teixeira RFM, Almeida MC, Feldens CA, Kramer PF
odontopediatria UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi investigar a inserção do ensino da Odontopediatria na matriz curricular dos Cursos de Odontologia do Rio Grande do Sul (RS). Neste estudo exploratório descritivo foi solicitado ao Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (CRO-RS) a lista dos Cursos de Odontologia para consulta dos sítios eletrônicos. Foram identificados os Cursos de Odontologia em março de 2023, sua categorização (público ou privado), duração, carga horária, estruturação do ensino de Odontopediatria (curricular, eletiva/optativa ou extensão universitária), carga horária; semestre e nomenclatura. Os dados foram descritos por meio de frequências simples e relativas. Os resultados indicaram a presença de 23 Cursos de Odontologia no RS: três públicos e 20 privados. A carga horária total variou de 4.000 a 4.695 horas e 80% dos cursos possuem duração de 10 semestres. Foram identificadas 61 disciplinas envolvidas com o ensino de Odontopediatria, sem padronização na nomenclatura e com uma grande diferença de carga horária de Odontopediatria, variando de 140 a 420 horas. Destas, 90% são ofertadas entre o 7°e 9° semestres e a maioria é desenvolvida em dois semestres. Atividade teóricas e práticas são descritas em todas as disciplinas e apenas duas são eletivas, ambas focadas no atendimento de bebês.

Concluiu-se que há uma grande discrepância na carga horária do ensino da Odontopediatria, indicando a necessidade de definição de conteúdos e treinamento mínimo que permita a capacitação de alunos para o atendimento de crianças.

PN0199 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Práticas de higiene bucal no primeiro ano de vida: estudo de coorte multicêntrico no Brasil
Oliveira AF, Moller L, Mantelli AR, Coelho EMRB, Kramer PF, Vítolo MR, Scharlau JMM, Feldens CA
CIENCIAS DA SAÚDE UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Escovar os dentes com dentifrício fluoretado desde a erupção do primeiro dente representa uma prática importante na prevenção e controle da doença cárie. O objetivo do presente estudo foi estimar a prevalência de práticas de higiene bucal e investigar fatores associados em crianças de 12 meses em três capitais do Brasil. Uma coorte de crianças ao nascimento, captada em Hospitais de três capitais do Brasil - Manaus, Salvador e Porto Alegre - foi acompanhada prospectivamente até os 12 meses (n=281). Os instrumentos de pesquisa foram entrevista com as mães ao nascimento e aos 12 meses de idade e exame odontológico aos 12 meses. Análise estatística compreendeu regressão de Poisson com variância robusta. A prevalência de práticas de higiene bucal aos 12 meses foi de 54,4% (153/281), sendo mais frequente em crianças de mães com maior escolaridade materna e maior número de dentes erupcionados. Análise multivariável mostrou que o risco da criança não ter os dentes escovados foi 80% maior quando a escolaridade materna era de até 8 anos (RR 1,80 IC95% 1,05-3,09), 38% maior em famílias não nucleares (RR 1,38 IC95% 1,03-1,85) e 37% menor em crianças com pelo menos 8 dentes erupcionados (RR 0,63 IC95% 0,45-0,89). Variáveis demográficas, práticas alimentares e frequência à creche não estiveram associados ao desfecho.

Concluiu-se que a prevalência de higiene bucal é baixa aos 12 meses de idade, com quase metade das crianças não tendo seus dentes escovados. Maior escolaridade materna e família nuclear são fatores de proteção para práticas de higiene.

PN0200 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Influência da dieta na alteração de cor e rugosidade dos alinhadores ortodônticos: Estudo longitudinal
Bespalez-Neto R, Bocato JR, Berger SB, Silva PHGS, Taniguchi A, Conti ACCF, Fernandes TMF, Oltramari PVP
Odontologia UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência da dieta na alteração de cor e rugosidade dos alinhadores ortodônticos (AO) durante os 6 meses iniciais de tratamento. A amostra foi composta por 20 pacientes, tratados com AO. A estabilidade de cor dos AO foi analisada em uma série de 12 alinhadores não consecutivos utilizados durante 10 dias, durante 6 meses iniciais de tratamento. Utilizou-se recorte de cada alinhador para avaliação no espectrofotômetro X-Rite SP62 Series. A rugosidade da superfície foi medida em 3 posições (vertical, horizontal e transversal) com um perfilômetro (SJ 410, Mitutoyo, Tóquio, Japão), nas mesmas amostras. O Questionário investigou: dieta ácida, frequência de uso dos aparelhos, intervalo de escovações, presença de refluxo e uso dos alinhadores durante a alimentação. Realizaram-se os testes de Friedman (alteração de cor e rugosidade) e coeficiente de correlação de Spearman (dieta) (=5%). Os participantes relataram dieta rica em alimentos ácidos e com corantes. Houve maior manchamento (p<0,05) e maior rugosidade (p<0,05) ao longo dos 6 meses de tratamento nos pacientes que ingeriram líquidos além da água com os AO. Os pacientes que se alimentavam utilizando os AO também apresentaram maior manchamento (p<0,05); no entanto, a alteração da rugosidade foi menos evidente.

Verificou-se correlação significante entre a alteração de cor e a rugosidade. A dieta ácida rica em pigmentos pode contribuir para a alteração de cor e rugosidade dos AO, sugerindo-se que os pacientes devem remover os AO para suas refeições

(Apoio: CAPES)