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 2477 Resumo encontrados. Mostrando de 591 a 600


PN0516 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Estudo da citotoxicidade do iodeto de potássio associado ao azul de metileno na terapia fotodinâmica
Bastos CN, Guimarães GN, Uvini L, Benine-Warlet J, Coletta R, Steiner-Oliveira C
Odontopediatria FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a citotoxicidade de concentrações do fotossensibilizador azul de metileno (AM) associado ou não ao iodeto de potássio (KI), e avaliação da viabilidade celular (MTT) após 24 ou 72 h. Células primárias de fibroblastos de mucosa oral humana cultivadas foram divididas em grupos de exposição aos tratamentos por 5 min (n=8): C- (meio padrão), C+ (Triton 1%), AM 0,005 ou 0,01% associado ou não ao KI 10 ou 100 mM e a leitura da absorbância a 570 nm (ensaio MTT) foi realizada após 24 ou 72h, para verificar a viabilidade celular. A viabilidade celular intragrupos reduziu (p<0,05) entre os tempos (teste t, amostras independentes), exceto para o grupo C+. A maior redução da viabilidade celular foi para o grupo C+ (p<0,05), em ambos os tempos 24 e 72h (ANOVA + teste Tukey); os tratamentos isolados com KI apresentaram viabilidade semelhante ao grupo C- (p>0,05), nos dois tempos analisados. Os tratamentos isolados com AM, reduziram a viabilidade em ambos tempos e esse efeito foi dose-dependente (p<0,05). A viabilidade celular em 72h foi menor do que a encontrada em 24h, demonstrando que o efeito citotóxico do AM nas células se acumulou ao longo do tempo. Nos tratamentos associados, o KI atenuou a citotoxicidade do AM, principalmente na maior dose de KI, associada a menor dose de AM (AM 0,005% + KI 100mM), em que a viabilidade não diferiu do grupo C-, em ambos os tempos (p>0,05).

Concluiu-se que o KI associado ao AM apresentou citotoxicidade segura para células de fibroblasto de mucosa oral humana e a associação de AM 0,005% + KI 100mM pode ser promissora para tratamentos de TFDA.

PN0517 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Comparação das alterações oclusais e periodontais de incisivos inferiores 5 anos pós-tratamento com a contenção lisa ou multifilamentada
Serpa MAR, Valarelli FP, Pinzan-Vercelino CRM, Cotrin P, Iwasaki RA, Freitas KMS
Pós Graduação ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho comparou a recidiva e as condições periodontais em pacientes utilizando a contenção 3x3 lisa ou multifilamentada. A amostra foi composta por 50 pacientes e foram divididos em 2 grupos: Grupo 1(Lisa): utilizando contenção 3x3 lisa de aço fio 0,018", composto por 18 pacientes com idade inicial média de 26,25 anos (d.p.=10,35), idade final de 30,11 anos (d.p.=11,37) e idade de acompanhamento pós-tratamento de 31,32 anos (d.p.=12,21), com um período de acompanhamento pós-tratamento médio de 1,22 anos (d.p.=1,07); Grupo 2: utilizando contenção 3x3 com fio multifilamentado, Bond-A-Braid® de 0,026 × 0,010 polegadas composto por 32 pacientes com idade de 30,20 anos (d.p.=11,12), idade final de 33,66 anos (d.p.=12,81) e idade média de acompanhamento pós-tratamento de 34,89 anos (d.p.=13,05), avaliados após em média 1,23 anos (d.p.=0,75) de acompanhamento. Foram avaliados o índice de irregularidade de Little nas 3 fases estudadas e os índices de sangramento gengival e de placa na fase de acompanhamento. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste t independente. Não houve diferença significante entre os grupos. A alteração do alinhamento dos dentes antero inferiores também foi semelhante entre os grupos utilizando contenção lisa e multifilamentada. Os índices de sangramento gengival e de placa foram semelhantes entre os grupos na fase de acompanhamento pós-tratamento.

As contenções 3x3 lisa ou multifilamentada apresentaram quantidade semelhante de recidiva e mesmas condições periodontais após cerca de 1 ano de acompanhamento pós-tratamento,

PN0518 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Metabolômica e fluxo da saliva estimulada e não estimulada de crianças de 5 aos 12 anos
Araújo CS, Silva ACL, Freitas-Fernandes LB, Valente AP, Fidalgo TKS
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo tem como objetivo determinar o perfil metabolômico e o fluxo da saliva estimulada e não estimulada de crianças de 05 aos 12 anos, pois não existem relatos na literatura sobre esta faixa etária. Os pacientes foram selecionados na Clínica de Odontopediatria da UERJ e submetidos a sialometria (mL/min) em repouso e após estímulo com película de parafilme. Após a coleta, as amostras foram congeladas a -80°C, previamente a análise centrifugadas a 12.000 g, 4°C por 1 hora. Os sobrenadantes foram submetidos à espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (1H-RMN) de 500 MHz. Para avaliar se havia distinção entre os grupos, foi utilizada a análise discriminante (PLS-DA), o ortogonal (O-PLS-DA) e o VIPscore, utilizando AMIX (Bruker) e o Metaboanalyst 3.0. Os dados do fluxo foram submetidos ao teste de Wilcoxon (p<0,05). Foram incluídos 38 pacientes e observou-se distinção entre os grupos na análise multivariada quando comparadas a saliva estimula e não estimulada, o VIPscore demonstrou alteração de 16 metabólitos entre os grupos.

Na saliva estimulada metabolitos como propionato, N-Acetil açúcar, succionato, glutamato, isoleucina e glutamina estão aumentados em relação a saliva não estimulada. A saliva estimulada apresentou maior mediana de fluxo salivar de 0,74 mL/min (IC: 0,1-2,4) comparada a não estimulada de 0,48 mL/min (IC:0,05-1,80)(p<0,001). A análise metabolômica foi capaz de diferenciar que há componentes salivares diferentes nos grupos e a saliva estimulada apresentou maior fluxo. Falta próximos passos e a importância desta análise.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPERJ)
PN0519 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da cárie dentária não tratada e hipomineralização na dentição mista em escolares: um estudo transversal
Rangel M, Silva FG, Diniz MB, Guaré RO
Programa de Pós-Graduação UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os objetivos foram (1) avaliar a prevalência cárie dentária não tratada e Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) e Hipomineralização Molar Decíduo (HMD), e (2) verificar as condições clínicas e consequências associadas em crianças com dentição mista. Foram avaliados 141 escolares de 6 a 10 anos de idade do ensino público de São Paulo-SP por um examinador calibrado (Kappa>0,8). Foram empregados os índices ceo-d/CPO-D e pufa/PUFA para avaliação da cárie dentária e MIH Severity Scoring System (MIH-SSS) para identificação de hipomineralização. O teste Qui-quadrado foi usado para verificar associação entre duas variáveis (α=5%). A presença de dor de origem dentária autorreferida foi de 13,5% da amostra. A prevalência de envolvimento pulpar (p/P) e abscesso (a/A) foi 7,1% e 2,1%, respectivamente. Nenhuma criança apresentou ulceração (u/U) e fístula (f/F). A prevalência de cárie não tratada foi observada em 45,4% dos escolares, com associação com presença de dor (p<0,0001) e envolvimento pulpar (p=0,003). Não houve associação com gengivite, cálculo dental e abscesso (p>0,05). A prevalência de HMI e HMD foi de 16,3% e 13,5%, respectivamente, sem associação com cárie dentária não tratada, dor autorreferida, gengivite, cálculo, abscesso e envolvimento pulpar (p>0,05).

Conclui-se que a cárie dentária não tratada foi o agravo mais frequente nos escolares e apresentou associação significativa com dor de origem dentária e raiz residual. Não houve associação entre HMI/HMD com cárie dentária não tratada e outras condições e consequências clínicas.

(Apoio: CAPES  N° 88887498050202000)
PN0520 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação do potencial do diamino fluoreto de prata em pigmentar o esmalte bovino sem lesão de cárie
Gonçalves YMC, Rodrigues GF, Oliveira IMC, Fonseca-Gonçalves A, Pintor AVB
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diamino fluoreto de prata (DFP) é eficaz na paralisação de lesões de cárie, mas apresenta como efeito adverso a pigmentação escurecida do tecido cariado tratado. Considerando que na aplicação do DFP o esmalte íntegro adjacente à lesão pode entrar em contato com o produto, objetivou-se avaliar o potencial do DFP em diferentes concentrações, com e sem iodeto de potássio (KI), em pigmentar o esmalte bovino sem lesão de cárie. Trinta blocos (4mm x 4mm) de esmalte bovino foram alocados aleatoriamente em placas de poliestireno, considerando 3 grupos (G) (n=10) de tratamento: G1- Cariestop 30%, G2- Riva Star® 38% com KI, e G3- Riva Star® 38% sem KI. Seguiram-se as instruções dos fabricantes para aplicação do DFP. Fotografias de cada amostra foram obtidas em condições padronizadas, nos tempos (T) experimentais: antes da aplicação (T1); imediatamente após (T2); 2 min. (T3); 5 min. (T4); 24 h (T5); 72 h (T6); e 7 dias (T7). Analisaram-se as imagens pelo software Image J para obtenção de valores de tons de cinza em pixels (média ± desvio padrão). Os testes ANOVA a 2 critérios e Sidak foram empregados (α=0,05). As seguintes variações de tons de cinza foram observadas, sem diferença entre os tratamentos ao longo do tempo (p>0,05): T1 = 146,8±5,7 à 142,0±11,2; T2 = 141,9±6,8 à 140,3±6,0; T3 = 141,7±6,6 à 136,4±4,1; T4 = 140,5±4,3 à 137,6±5,2; T5 = 143,11±7,6 à 135,4±9,7; T6 = 136,0±6,2 à 133,8±7,7; e T7 = 136,5±7,1 à 135,0±8,8.

Concluiu-se que o DFP a 30% e 38%, com e sem KI, apresentaram resultados semelhantes e não causaram pigmentação em esmalte bovino hígido ao longo de 7 dias após tratamento.

PN0521 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação das desordens temporomandibulares em pacientes com classe II tratados com o propulsor mandibular PowerScope
Caleme ED, Gomes DC, Bonotto D, Topolski F, Peron APLM, Moro A
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de Desordens Temporomandibulares (DTM) em adolescentes durante o tratamento da má oclusão de Classe II com o aparelho PowerScope. Este ensaio clínico incluiu uma amostra de 31 adolescentes (18 do sexo feminino e 13 do sexo masculino). Como instrumento de medida foi utilizado o Critério de Diagnóstico na Pesquisa para Desordens Temporomandibulares RDC/TMD. A avaliação foi realizada a partir do Exame Clínico do RDC/TMD, com ênfase no Eixo I, e ocorreu em cinco momentos diferentes: antes do tratamento (T0), no dia da instalação do propulsor (T1), 3 meses após o uso do propulsor (T2), após a retirada do PowerScope (T3), e após a retirada do aparelho fixo (T4). Os resultados foram analisados por meio de teste estatístico, composto por variáveis quantitativas e categóricas, com valores de significância de p<0,05. Como resultados, no Grupo I do RDC/TMD, observou-se que 96,8% dos pacientes não apresentaram dor miofascial nas avaliações T0, T1, T2 e T3. Após a retirada do aparelho fixo (T4) 100% dos pacientes não apresentaram diagnóstico de dor. No Grupo II na avaliação em T0 93,6% dos pacientes não apresentaram deslocamento de disco, mantendo-se esse valor em T4, o que mostra que o propulsor não melhorou e nem prejudicou os sintomas da ATM. No Grupo III, foi observado que 19,4% dos pacientes apresentaram dores nas articulações, e que após o tratamento esse número foi reduzido para 6,4%.

Com base no RDC/TMD, pode-se concluir que o propulsor PowerScope não interferiu nos sinais e sintomas de DTM visíveis nos pacientes.

PN0522 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação de eventos fisiológicos durante o bruxismo do sono em crianças com apneia obstrutiva do sono: estudo polissonográfico
Bonacina CF, Soster LMSFA, Bueno C, Diniz JS, Costa ICO, Lira AO
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a ocorrência de eventos fisiológicos em relação ao momento do bruxismo do sono (BS) em crianças com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono (AOS). Foram incluídos exames de polissonografia de crianças com queixa de quadros de apneia leve, cujos exames clínicos revelaram hipertrofia de tonsilas faríngeas e palatinas, com indicação de adenotonsilectomia. Dois pesquisadores treinados por expert avaliaram janelas de 30 segundos que apresentavam BS, de acordo com parâmetros de diagnóstico previamente preconizado por protocolo internacional de consenso. O teste de Kolgomorov-Smirnov foi usado para avaliar a distribuição/normalidade dos dados para variáveis quantitativas. Foram detectados e avaliados 661 movimentos mandibulares, classificados em tônicos (n=372) e fásicos (n=289), de 21 crianças de 4 a 9 anos (M=52,38%; F=47,62%) e com média de idade de 5,81 (DP=1,99). Eventos de AOS, bradicardia e microdespertar ocorreram mais frequentemente antes das atividades musculares, sendo esse último, significante (p =0.014). Os episódios de apneia central e outros parâmetros como dessaturação, taquicardia e movimento de pernas se apresentaram distribuídos de forma semelhante tanto antes como depois do episódio de BS.

Em relação a temporalidade do BS em crianças com AOS, a atividade dos músculos mandibulares ocorre concomitante com a maioria dos parâmetros fisiológicos avaliados em polissonografia. Com exceção do micordespertar, que precede os movimentos mandibulares de forma significante.

(Apoio: CAPES  N° 8016866377505282)
PN0523 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Impacto da readequação do manejo clínico, devido a Covid-19, no ensino da odontopediatria em uma instituição pública brasileira
Gois CMB, Oliveira YI, Puppin-Rontani RM, Pascon FM
Departamento de Ciências da Saúde e Odon FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o impacto da readequação do manejo clínico, devido à COVID-19, nos procedimentos odontopediátricos realizados nos períodos pré e pós-pandemia pelos graduandos em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba/UNICAMP. Foram avaliadas três das quatro disciplinas clínicas infantis (DCs 073, 083, 093). Os dados foram coletados do prontuário clínico eletrônico (2018 a 2023) e analisados quantitativamente. Os procedimentos foram categorizados em adequação do meio bucal (AMB), fase de reabilitação (FR) e manutenção preventiva (MP). Observou-se aumento de procedimentos para AMB no pós-pandemia (92,5%, 79,9%, 79,4%) em relação ao pré-pandemia (83%, 76,4%, 68,3%) em todas as disciplinas. No período pré-pandemia, considerando FR e MP, os procedimentos foram maiores nas DCs 073 e 083 (12,4% e 4,6%; 18,7% e 4,9%), respectivamente. Na DC093 foi observado maior número de procedimentos no pré-pandemia da FR (26,8%) quando comparado ao pós-pandemia (15,6%) e o inverso foi observado para MP, sendo 4,6% antes e 5% pós-pandemia. Observou-se no pré e pós-pandemia o rendimento por procedimento operador/dia de 13,4 e 16,6, respectivamente. Considerando as disciplinas estudadas, observou-se as seguintes relações: DC073 (3,7 e 5,3), DC083 (4,2 e 6,0) e DC093 (7,4 e 5,4), respectivamente no pré e pós-pandemia.

As readequações na clínica odontológica, como a reestruturação física, estabelecimento do atendimento a quatro-mãos e intensificação da biossegurança, sugerem benefícios no processo de ensino-aprendizagem e no cuidado seguro aos pacientes.

(Apoio: CNPq  N° 131744/2019-4)
PN0524 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

A relação da anquiloglossia em bebês e sua influência na amamentação
Santana SAS, Prado IM, Paiva SM, Pordeus IA, Motta AR, Serra-Negra JMC
Departamento de Odontopediatria e Ortodo UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A anquiloglossia (AQG) é uma anomalia congênita que pode interferir na amamentação (AM). O objetivo deste estudo transversal foi avaliar a relação entre AQG e AM em bebês de 0 a 6 meses e a percepção das mães (PDM) sobre a indicação da frenotomia (FRE). A coleta ocorreu em um Posto de Saúde em Serra do Salitre - MG, e a amostra foi de 50 binômios mães/bebês. A avaliação deu-se pelos instrumentos: i) versão brasileira do "Bristol Tongue Assessment Tool" (BTAT) proposto pelo Ministério da Saúde, ii) questões sobre AM, características comportamentais e antropométricas, iii) Avaliação da Mamada do UNICEF e iv) questionário socioeconômico caracterizando a amostra. Uma semana após, os bebês com escore ≤ 3 no BTAT foram submetidos a FRE pela mesma pesquisadora, a priori calibrada (Kappa=1,0). O controle do reparo deu-se 7 dias após a FRE e com 30 dias, a reavaliação lingual, onde indagou-se sobre a AM e a PDM opondo efeitos pós-cirúrgicos. Estatísticas descritivas foram feitas e a incidência de AQG nos bebês foi 16%, mas apenas três (12%) foram frenotomizados. A maioria do sexo feminino (75%), nascidas a termo e em AM exclusiva (100%). A média de idade das mães dos bebês com AQG era 15,25 anos [±0,57] e apenas uma negou realizar FRE, as outras mesmo pesarosas, anuíram. A objeção na PAM foi dita por 75%, mas também descrita por mães de bebês sem AQG, por falta de manejo na AM. Na reavaliação cirúrgica, a melhora da dor foi relatada por 100% das mães.

Concluiu-se que, apesar do sentimento de compaixão das mães em relação à frenotomia, a maioria consentiu para sua realização e a melhora na AM foi expressiva.

PN0525 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Aspectos terapêuticos que alteram a aparência do dente possuem impacto na percepção de crianças sobre saúde e estética?
Pereira RPL, Viganó MEF, Ferreira FR, Luca ACF, Braga MM
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou se aspectos terapêuticos que alteram a cor dos dentes (inativação de lesões e restauração de amálgama) podem interferir a percepção das crianças sobre saúde e estética. Foi utilizada uma escala facial previamente validada com domínios de estética e saúde contendo cinco faces que variam do mais favorável (escore 0) ao mais desfavorável (escore 5). Foram apresentadas a 100 crianças, com idade entre 4 a 8 anos, fotografias de casos clínicos com diferentes condições: dentes hígidos (H), lesão inativa em esmalte - sulco escurecido (SE), restauração em amálgama (Am), grande lesão cavitada em dentina (Cav), representando condições extremas e as de interesse. Para cada foto, elas deviam escolher a face correspondente em cada domínio. Para comparar a percepção, em cada domínio, usou- o teste de Wilcoxon com ajuste de Bonferroni (valor crítico: p=0,0083). Nos domínios estética e saúde, a percepção das crianças foi semelhante entre grandes destruições e restaurações de amálgama (medianas; intervalo interquartil (IIQ) - estética: Cav =4: IIQ=3-4; Am =4; IIQ=2-4), p = 0,17; saúde: Cav=4;[IIQ=2,5-4,p=0,30). Os sulcos enegrecidos e restaurações de amalgama, comparados aos dentes hígidos, causaram impacto negativo na percepção das crianças em ambos os domínios (estética= 0; IIQ=0-1; saúde= 0; IIQ=0-2, p<0,001).

Conclui-se que os sulcos pigmentados e as restaurações de amálgama, mesmo representando condições em que as lesões de cárie foram controladas, têm um impacto negativo na percepção das crianças, tanto em relação à estética como à saúde.