2476
Resumo encontrados. Mostrando de 1861 a
1870
PI0371 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Influencia da cor da pele de pacientes infantis na decisão de tratamento tomada por estudantes de Odontologia
Oliveira TF, Neves M, Bernardo GA, Amaral-Júnior OL, Rodrigues JA
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a associação da cor da pele de pacientes infantis a decisão de tratamento odontológico tomada por estudantes de graduação. Participaram do estudo 233 estudantes de uma IES pública. Os estudantes responderam um questionário sociodemográfico e foram randomizados em dois grupos. Cada grupo recebeu um caso clínico composto por um conjunto de fotos intra e extra-bucais de um mesmo paciente, manipuladas digitalmente de forma que um dos grupos retratasse os tecidos peribucais, lábios e gengiva de um paciente de pele preta. As fotos apresentavam diferentes situações clínicas e suas respectivas opções de tratamento. A partir do questionário sociodemográfico variáveis relacionadas ao perfil dos estudantes foram escolhidas como preditoras: sexo, orientação sexual, cor da pele, renda domiciliar per capita e forma de ingresso no ensino superior. Os dados foram analisados utilizando o software STATA 14.0. Observou-se na análise descritiva que a prevalência de estudantes que optaram pela decisão clínica mais invasiva foi maior para o caso clínico do paciente preto. Entretanto, ao testar a análise univariada e multivariada, não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre a decisão de tratamento para ambos os casos clínicos e os preditores.
Pode-se concluir que a cor da pele do paciente não esteve associada a decisão de tratamento odontológico dos estudantes, no entanto é fundamental a necessidade contínua de investigar possíveis preconceitos e discriminações no atendimento odontológico e em outras áreas da saúde.
PI0372 - Painel Iniciante
Área:
4 - Ortodontia
Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Apneia Obstrutiva do Sono em Crianças e Pré-adolescentes: Atuação da Odontologia
Novaes GA, Melo-Silva TCF, Melo ARF, Gomes APA, Barbosa CGC, Carvalho IC, Souza LFA, Caetano RM
Odontologia CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DE VOLTA REDONDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi enfatizar o papel do cirurgião dentista em identificar e encaminhar crianças e pré-adolescentes com síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono, bem como a contribuição da Ortodontia no tratamento. Foi realizado um estudo com 8 crianças e pré-adolescentes que iniciaram tratamento ortodôntico na Clinica de Ortodontia do UniFOA. Foi aplicado o Questionário Pediátrico do Sono aos pais, constando 22 perguntas objetivas, além de outras 7 perguntas objetivas, relacionadas a presença de sinais e sintomas dos distúrbios respiratórios do sono. Foram avaliadas as respectivas documentações ortodônticas, com relação a presença de fatores de risco para a SAHOS, tais como: presença de obesidade, tipo de respiração predominante, presença de atresia maxilar, posicionamento ântero-posterior da maxila e da mandíbula, relacionamento maxilo-mandibular, padrão facial, dimensão da nasofaringe e orofaringe. Com relação ao Questionário, em dois pacientes foram identificadas mais de 7 respostas positivas (alto risco para SAHOS), identificados como paciente 1 e 2. Ambos apresentavam obesidade e o paciente 2 com diminuição da dimensão da nasofaringe e predisposição da morfologia crânio facial. Os sintomas da SAHOS no paciente 2, que foi tratado com a ERM, diminuíram significativamente.
Concluiu-se que a SAOS, pode ser identificada por uma anamnese direcionada realizada pelo cirurgião dentista. O ortodontista contribuirá no tratamento, ao tratar o retrognatismo mandibular e maxilar e principalmente a atresia maxilar dos pacientes.
PI0373 - Painel Iniciante
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Toxicidade de uma formulação tópica de lidocaína incorporada em sistema precursor de cristal líquido em modelo de membrana corioalantóica
Moraes LCD, Bezerra AAC, Calixto GMF, Ferreira MBP, Pestana AM, Leite MFMB
Graduação FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivo deste estudo foi avaliar a toxicidade de uma formulação tópica de lidocaína a 5% incorporada em um sistema precursor de cristal líquido à base de óleo de semente de uva e ácido hialurônico (LDC/SCL), previamente desenvolvida pelo grupo de pesquisa, em modelo de membrana corioalantóica do embrião de galinha (CAM) in vivo. A toxicidade da formulação foi comparada à uma formulação comercial de lidocaína 5%, hidróxido de sódio (controle positivo) e solução salina (controle negativo) além do SCL sem lidocaína, utilizando protocolo HET-CAM adaptado. Uma imagem da CAM foi obtida por meio de um estereomicroscópio, antes e depois da aplicação das formulações (180 s), e as possíveis lesões (lise, hemorragia e coagulação) foram pontuadas de acordo com o protocolo, possuindo 5 níveis diferentes de classificação, variando de não-irritante à severamente irritante. A formulação comercial de lidocaína e a LDC/SCL foram classificadas como moderadamente irritantes (nível 3), assim como o SCL, enquanto que o controle negativo foi classificado como não irritante (nível 1) e o controle positivo como irritante (nível 4).
A formulação desenvolvida apresentou toxicidade semelhante à formulação disponível comercialmente, podendo ter potencial para futuros testes de eficácia in vivo.
PI0374 - Painel Iniciante
Área:
7 - Patologia Oral
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Infiltração de monócitos no microambiente 3D de células neoplásicas de câncer de língua
Ferreira TS, Fernandes NAR, Nascimento CR, Reis IB, Rossa-Junior C
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a invasão e distribuição espacial de monócitos em esferóides 3D de linhagens de câncer de língua (OSCC), num modelo de estudo da interação entre células neoplásicas e monócitos. Para a formação dos esferóides foram utilizadas as linhagens celulares HSC3 e SCC9 em sistema magnético bioprinting em placas de 96 poços; após 3 dias, a co-cultura foi iniciada com monócitos isolados do PBMC de 3 doadores saudáveis diferentes, na proporção 3 células neoplásicas : 1 monócito. Para visualização diferencial dos tipos celulares, foram utilizados corantes vitais fluorescentes distintos. Após 24 h e 72 h do início da co-cultura, foram geradas imagens dos esferóides em microscópio confocal (ZEISS, LSM 800), as quais foram analisadas no software ZEN 3.4.
Foi possível observar diferenças na intensidade de invasão dos esferóides das diferentes linhagens neoplásicas pelos monócitos. Esferóides de células HSC3 foram 'menos invadidos' em comparação aos da linhagem SCC9 no período de 24h. Porém, observou-se maior avanço em profundidade da invasão dos monócitos nos esferóides da linhagem HSC3 no período de 72h. As linhagens celulares tumorais diferem na capacidade de quimioatração inicial de monócitos. A efetiva invasão do microambiente tumoral pelos monócitos podem ser influenciadas por outras características específicas de cada linhagem e das culturas esferóides, como densidade celular e produção de matriz extracelular.
PI0375 - Painel Iniciante
Área:
7 - Estomatologia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Tratamento com curcumina atenua osteonecrose dos maxilares induzida por ácido zoledrônico em ratos
Caetano CFF, Barreto GAV, Coelho AA, Sousa FB, Lemos JVM, Martins JOL, Borges MMF, Silva PGB
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a influência do pré-tratamento com curcumina na severidade da osteonecrose dos maxilares (OM) induzida por ácido zoledrônico (AZ) em ratos. Para isso, 50 ratos Wistar machos foram divididos em um grupo controle negativo (GCN) tratado com solução salina, um grupo controle positivo (GCP) tratado com AZ (0,20mg/kg) e três grupos testes tratados com AZ e co-tratados com curcumina 75, 150 ou 300 mg/kg (GTC-75, -150, -300). Os animais foram submetidos a quatro administrações venosas de AZ nos dias 0, 7, 14, 49 e exodontia do primeiro molar inferior esquerdo no dia 42. A solução salina e os fármacos foram administrados por gavagem desde o início do protocolo três vezes por semana, durante 10 semanas (70 dias). As mandíbulas foram submetidas a análise radiográfica (mensuração de área radiolúcida) e histomorfométrica (contagem de lacunas de osteócitos vazias, e osteoclastos normais e apoptóticos e de células inflamatórias polimorfonucleares (PMN) e mononucleares (MN)). Teste ANOVA/Bonferroni foi utilizado (p<0,05). Após tratamento com curcumina houve redução da área radiolúcida sugestiva de OMB (p=0,001), do percentual de lacunas de osteócitos vazias (p=0,001), do total osteoclastos (p=0,001), mas não do percentual de osteoclastos apoptóticos (p=0,001) e do número de células inflamatórias PMN (p=0,001) e MN (p=0,001).
A curcumina atenuou a severidade da OMB induzida por AZ em ratos por redução do processo inflamatório.
PI0376 - Painel Iniciante
Área:
7 - Estomatologia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Disgeugia durante quimioterapia para tumores sólidos aumenta o risco de morte e de outros efeitos adversos
Barreto GAV, Caetano CFF, Araújo ABSM, Carlos ACAM, Malta CEN, Borges MMF, Costa GAJ, Silva PGB
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a influência da disgeusia na incidência de outros efeitos adversos e na sobrevida global durante quimioterapia (QT) antineoplásica. Foi realizado um estudo observacional, retrospectivo, transversal que utilizou dados do sistema de Prontuário Eletrônicos do Instituto do Câncer do Ceará em um período de dois anos. Antes da sessão de QT a equipe multiprofissional avaliava o paciente quanto a presença e severidade de efeitos adversos (EA), utilizando escores da escala Common Terminology Criteria for Adverse Events (CTCAE) v5.0. Foi coletado os escores de disgeusia e associado com dados clínicos patológicos, com outros efeitos adversos (náusea, vômito, diarreia, mucosite oral, anorexia, constipação) e com sobrevida global. Testes qui-quadrado e Log-Rank Mantel-Cox foram usados. De 5744 pacientes avaliados a disgeusia apresentou uma frequência de 50.6%, sendo diretamente associada ao sexo feminino (p=0.001), sobrepeso (p=0.022), estágios tumorais elevados (p=0.009), combinação de adjuvância e neoadjuvância (p=0.010) e menor sobrevida em quatro anos (p=0.030). A frequência de disgeusia foi diretamente associada a diarreia (p<0.001), anorexia (p<0.001), mucosite oral (p<0.001), náusea (p<0.001), obstipação (p<0.001) e vômito (p<0.001), sendo inversamente associada a fadiga (p=0.035).
Assim, a disgeusia durante QT aumenta o risco de outros efeitos adversos e impacta negativamente no prognóstico.
PI0378 - Painel Iniciante
Área:
7 - Patologia Oral
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Citotoxicidade do óleo essencial de Myrciaria tenella em fibroblastos gengivais humanos e células de carcinoma epidermoide oral
Veiga JDS, Costa VG, Chemelo GP, Guimarães LHS, Oliveira FGNA, Kataoka MSS, Menezes TOA, Pinheiro JJV
Faculdade de Odontologia - ICS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Myrciaria tenella O. Berg (M. tenella) é uma espécie vegetal de interesse medicinal pelo seu potencial farmacológico e possível ação antitumoral. Popularmente conhecida como cambuí, cambuí-preto, cambuizinho ou murta-do-campo, é usada na medicina popular para o alívio de doenças intestinais, dermatites e na cicatrização de pequenos ferimentos. No presente estudo, avaliou-se in vitro a citotoxicidade do óleo essencial (OE) de M. tenella em linhagem de fibroblastos gengivais humano (FGH) e de carcinoma epidermoide oral (CEO). As células foram expostas ao OE durante 24 e 48 horas em concentrações de 125, 250, 500 e 1000 µg/mL. Apenas meio de cultivo foi utilizado no grupo não exposto (controle). A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio do metiltetrazólio (MTT). Nos tempos de 24 e 48 horas, as concentrações de 125 e 250 μg/mL não foram tóxicas à linhagem FGH. Na linhagem de CEO, a citotoxicidade foi observada a partir da concentração de 250 μg/mL, com 24 horas de exposição. Todas as concentrações do OE foram citotóxicas para a linhagem de CEO em 48 horas.
Portanto, as menores concentrações do OE exibiram resultados promissores em relação à citotoxicidade nas linhagens testadas, uma vez que não alteraram a viabilidade da linhagem de fibroblastos gengivais, e apresentaram citotoxicidade dependente do tempo, para as células tumorais.
PI0379 - Painel Iniciante
Área:
7 - Patologia Oral
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Imunoexpressão de proteínas associadas às células-tronco: SALL4, LIN28A e KLF4, em ameloblastoma
Silva NF, Dias RA, Balbinot KM, Costa MEC, Veiga JDS, Kataoka MSS, Alves-Junior SM, Pinheiro JJV
Faculdade de Odontologia - ICS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O ameloblastoma (AME) convencional é um tumor odontogênico benigno de origem epitelial caracterizado por ser recorrente, e que embora apresente crescimento lento, é agressivo e infiltrativo, com capacidade de invadir estruturas adjacentes e atingir grandes dimensões. Nesse contexto, a expressão de proteínas relacionadas às células-tronco têm se mostrado de grande importância na esfera da biologia tumoral, uma vez que estão associadas à invasividade, angiogênese e crescimento tumoral. Diante disso, o presente estudo se propõe a avaliar a expressão das proteínas SALL4, LIN28A e KLF4, marcadoras de pluripotência celular, em linhagem celular de AME. Para tanto, células da linhagem AME-hTERT foram semeadas sobre lamínulas de vidro e submetidas ao protocolo de imunofluorescência indireta, utilizando-se anticorpos contra SALL4, LIN28A e KLF4. A linhagem AME-hTERT expressou todas as proteínas estudadas e o padrão de imunoexpressão exibido foi granular. SALL4 apresentou expressão nuclear e citoplasmática, enquanto a expressão de LIN28 e de KLF4 foram predominantemente nuclear.
A partir dos resultados obtidos, confirmou-se a imunoexpressão de proteínas associadas às células-tronco na linhagem celular de AME, sugerindo a influência desses marcadores no desenvolvimento tumoral dessa lesão.
PI0380 - Painel Iniciante
Área:
7 - Patologia Oral
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Estudo in vivo dos marcadores de células-tronco SALL4, LIN28A e KLF4 em ameloblastoma
Costa MEC, Dias RA, Balbinot KM, Costa RV, Silva NF, Kataoka MSS, Alves-Junior SM, Pinheiro JJV
Faculdade de Odontologia - ICS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O ameloblastoma (AME) convencional é um tumor benigno derivado do epitélio odontogênico, que possui comportamento localmente agressivo, o que resulta em recidivas frequentes. As células tumorais têm apresentado vias de sinalização e mecanismos semelhantes aos das células-tronco, que podem estar relacionados à progressão neoplásica. Nesse contexto, as proteínas SALL4, LIN28A e KLF4, biomarcadores de células-tronco que atuam na pluripotência, progressão e diferenciação tumoral, têm demonstrado relevância frente ao comportamento biológico agressivo de tumores benignos. O presente estudo teve como objetivo avaliar, por imuno-histoquímica, a expressão dos biomarcadores SALL4, LIN28A e KLF4 em amostras de AME, cisto dentígero (CD) e folículo dentário (FD). Com este propósito, utilizaram-se 21 casos de AME, 10 casos de CD e 10 casos de FD. A análise estatística foi realizada utilizando o programa GraphPadPrism 8, com nível de significância de 5% (α= 0,05). Na avaliação da imunomarcação os resultados demonstraram que a expressão das proteínas SALL4, LIN28A e KLF4 foi significativamente maior, principalmente no parênquima das amostras de AME, em comparação às de CD (p < 0,001) e de FD (p < 0,001).
Conclui-se que os biomarcadores SALL4, LIN28A e KLF4 podem estar desempenhando um importante papel no comportamento biológico do AME, sugerindo uma possível atuação das células-tronco na gênese e na progressão desse tumor.
PI0381 - Painel Iniciante
Área:
7 - Estomatologia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Incidência e fatores de risco para náusea e vômito durante quimioterapia antineoplásica para tumores sólidos
Araújo ABSM, Borges MMF, Carlos ACAM, Malta CEN, Barreto GAV, Costa GAJ, Crispim AA, Silva PGB
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi avaliar a incidência e fatores de risco para náusea e vômito durante quimioterapia antineoplásica para tumores sólidos. Avaliaram-se prontuários eletrônicos de pacientes do Instituto do Câncer do Ceará em um período de dois anos (2018-2019). Por meio da ferramenta estruturada Escalas de Toxicidade, coletou-se escores CTCAE (0-5) para náuseas e vômitos atribuídos a cada paciente durante os ciclos de quimioterapia (QT), além dos seguintes dados: tipo e fenótipo do tumor, idade, sexo, peso, altura, intenção da QT, estadiamento TNM, protocolo de QT, localização do tumor primário, data do início da QT e da última consulta/morte para cálculo de sobrevida global. Utilizaram-se os testes de qui-quadrado e Log-Rank Mantel-Cox (SPSS 20.0, p<0.05). De 5.744 pacientes avaliados 3315 (57.7%) apresentaram náusea e 1564 (27.2%) vômito (p<0,001), estando a severidade desses dois efeitos adversos diretamente associados (p<0,001). Pacientes do sexo feminino (p<0,001) e com 21-40 anos de idade (p<0,001) tiveram maior incidência de náusea e vômito, e estádio clínico 2/3 (p<0,001) tiveram maior incidência de náusea. Protocolos para tratamento de tumores de útero (p<0,001), e com uso de cisplatina (p<0,001) ou gencitabina (p<0,001) aumentaram significantemente ambos os efeitos adversos. A presença de vômito (p<0,001), mas não de náusea (p=0,275) influenciou significativamente a sobrevida global.
Assim, a frequência de náusea é maior do que a de vômito durante QT antineoplásica e uso de cisplatina e gencitabina são os principais fatores de risco.