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 2477 Resumo encontrados. Mostrando de 1711 a 1720


PI0204 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Efeito do uso de agentes naturais na resistência de união dentina/adesivo em substrato erodido
Romano LK, Oliveira RFL, Soares EJ, Geng-Vivanco R, Pires-De-souza FCP
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o efeito do extrato de Bromelina (Br) e Própolis (Pr) na resistência de união (RU) adesivo/dentina erodida. Molares humanos hígidos tiveram superfícies oclusais aplainadas. Metade da dentina de cada dente foi protegida com resina composta (Controle) e a outra metade foi submetida ao desafio erosivo com ciclos de imersão em ácido cítrico 0,05M (pH 2,3) por 5 min e solução remineralizadora (1,5 mM CaCl2, 0,9mM NaH2PO4, e 0,15 M KCl - pH 7) por 60 min. Foram realizados 6 ciclos/dia por 10 dias. Os dentes foram separados em 3 grupos: Controle -Adesivo (Scothbond Universal - self etch); Br - Bromelina (10%); Pr - Própolis. Os dentes foram restaurados (Z350), seccionados em palitos (0,9mm²) e armazenados por 24h e 6 meses. Foram submetidos à microtração (0,5 mm/min). Os padrões de fratura (microscópio digital VH-M100) e interface adesiva (MEV) foram analisados.

Os dados (2-way ANOVA, Bonferroni, p < .05) demonstraram que, independente do substrato, a maior RU ocorreu após Pr diferente (p< ,05) dos demais tratamentos, que não apresentaram diferença entre si (p > 0,05). A fratura mais predominante foi a não-adesiva, exceto para Controle em substrato erodido. A MEV demonstrou smear layer parcialmente sobre dentina contudo, quando erodida, apresentou maior remoção da smear layer e túbulos dentinários mais abertos do que dentina hígida. Concluiu-se que independente do substrato e tempo de envelhecimento, a Pr promoveu maior RU do adesivo à dentina. O substrato erodido com Br ou Pr apresentou mais fraturas não adesivas, independente do tempo de envelhecimento.

PI0205 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Profundidade de cura de resinas compostas convencionais ebulk-fill ativadas por técnica acelerada com alta irradiância
Comin LFP, Ribeiro MTH, Maucoski C, Price RBT, Soares CJ
Dentistica UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a profundidade de cura (PC) de 8 resinas compostas (RCs) ativadas com fonte de luz (FL) no modo padrão no tempo recomendado pelo fabricante das RCs e usando o modo de 3 s com alta irradiância. Foram utilizados 3 RCs convencionais: Tetric Evoceram (Evo), Tetric N-Ceram (Cer), Tetric Prime (Pri); e cinco bulk-fill: Tetric N-Ceram Bulk Fill (CerBF), Opus Bulk Fill APS (OpusBF), Opus Bulk Fill Flow APS (OpusF), Tetric PowerFill (PFill) e Tetric PowerFlow (PFlow). PFill e PFlow são fabricadas para serem ativadas em 3 s. As RCs foram confeccionadas em molde metálico sendo ativados Bluephase PowerCure nos dois modos testados. As amostras foram imersas em solvente por 1 hora após fotoativação. O comprimento das amostras de RC foi medido e dividido por 2 (ISO 4049). Os dados foram analisados de acordo com o desenho experimental (α = 0,05). Não houve diferença significante no PC para PFill e PFlow independente do protocolo de fotoativação. Todas as demais RC atingiram valores PC significativamente mais altos (p < 0,001) quando ativadas pelo tempo recomendado pelo fabricante. As RCs convencionais e de ativação rápida (PFill e PFlow) atingiram valores de PC reivindicados pelos fabricantes, independentemente do protocolo de ativação.

Apenas PFill e PFlow podem ser ativadas usando alta irradiância em 3 s. Nem todas as RCs podem ser fotoativadas com sucesso em 3 s.

PI0206 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Papel da proteína p16 nas características histopatológicas do adenoma pleomórfico
Freitas JVP, Barbosa KC, Magalhães IA, Silva PGB, Dantas TS
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo analisou a imunoexpressão de p16 nos diferentes estromas do adenoma pleomórfico (AP). As amostras foram coletadas através do levantamento de dados clínico-patológicos de pacientes tratados no Instituto do Câncer do Ceará (ICC) no período entre 2010 a 2020, incluindo 60 AP. Os AP foram submetidos a análise histomorfológica e imuno-histoquímica para p16, e comparada a expressão da proteína nos padrões estromais. Os dados foram analisados pelos testes de Mann-Whitney e qui-quadrado (p<0,05, SPSS v20,0). Os AP apresentaram uma média de 11.35±13.93% células positivas para p16 e apenas 27 (45.0%) casos apresentaram mais de 5% de células marcadas. O perfil para a proteína p16 variou nos adenomas pleomórficos, em que as células periductais foram p16- e que células ductais e mioepiteliais apresentaram aumento significativo na imunoexpressão de p16 (p<0.001). Houve perda de expressão para p16 em tumores com espessura média da cápsula inferior (p=0,042), e menor espessura capsular máxima (p=0,047).

Portanto, partes dos componentes dos AP podem estar relacionados com características microscópicas de agressividade, como o tamanho capsular.

PI0208 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Células do Microambiente tumoral interfere no prognóstico de pacientes com carcinoma espinocelular de orofaringe
Sales YMC, Crispim AA, Freitas JVP, Barbosa JV, Dantas TS
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo propõe analisar a influência da imunoexpressão de marcadores do microambiente tumoral na sobrevida dos pacientes em carcinomas espinocelular de orofaringe (CECOf). Foram levantadas 50 peças cirúrgicas de CECOf tratados no Instituto do Câncer do Ceará as quais foram submetidas a imuno-histoquímica para CD3, CD8, CD20 e CD68. O número de células positivas intratumoral (IT) e peritumoral (PT) foram contados e associados com dados clínico-patológicos e sobrevida global. Dos CECOf, 29 eram tumores p16- e 21 p16+. Os tumores p16+ apresentaram maior expressão IT de células CD3+ (p=0,005), CD8+ (p=0,045), CD20+ (p<0,001) e CD68+ (p=0,005). Pacientes p16- com >60 anos apresentaram maior número de células CD3+ PT (p=0,041), tumores pT3/4 (p=0,048) apresentaram maior número de células IT CD8+ e tumores N+ maior número de células IT CD8+ (p=0,044) e CD20+ (p=0,028). Nos tumores p16- pacientes com <60 anos apresentaram mais células CD20+ IT (p=0,037), fumantes apresentaram maior números de células CD3+, CD8+ e CD20+ PT e IT (p<0,05) e tumores T1/T2 maior número de células CD8+ IT (p=0,034). Apenas tumores p16+ com alta densidade de células CD3+ PT (p=0,004), CD8+ IT (p=0,004 e CD68 PT (p=0,003) apresentaram maior sobrevida global.

Assim, o microambiente tumoral parece exibir um papel protetor nos CECOf p16+, mas não nos p16-.

PI0209 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Imunoexpressão de tetraspaninas em desordens potencialmente malignas e carcinoma espinocelular oral e do lábio inferior
Santos LWS, Da Silva PVR, Silveira HA, Silva EV, Chahud F, León JE, Bufalino A
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As desordens potencialmente malignas orais (DPMO) podem evoluir para carcinoma espinocelular (CEC). A leucoplasia é uma das desordens potencialmente malignas mais comuns, a qual pode evoluir para CEC oral (CECO), já a queilite actínica (QA), pode evoluir para CEC de lábio inferior (CECL). As tetraspaninas (TSPANs) são uma superfamília de proteínas que estão envolvidas na sinalização celular, consideradas importantes reguladoras do microambiente tumoral. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar a expressão dos anticorpos CD9, CD63 e CD81 em casos de leucoplasia (n=10), QA (n=10), CECO (n=10) e CECL (n=10) através de análise imunoistoquímica (IQ), em aumento de 40x, avaliando porcentagem e intensidade de marcação, registrando-se a média e desvio padrão dos resultados. Como resultado, as DPMO apresentaram significativa maior expressão de CD9 quando comparados com os CECs. A QA/CECL apresentou maior expressão de CD63 quando comparado com leucoplasia/CECO. Os CECs mostraram ausência de expressão de CD81, enquanto, nas desordens potencialmente malignas orais, os níveis de expressão de CD81 foram ligeiramente maiores do que CD9.

Estes achados sugerem, portanto, que a perda de expressão de CD9, e relevantemente de CD81, associada com a expressão diferencial de CD63, esteja associada com mecanismos moleculares envolvidos na carcinogênese oral e labial.

PI0210 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Tratamento com rituximabe interfere negativamente na cicatrização de úlceras traumáticas orais em ratas
Farias RJ, Cetira-Filho EL, Sousa FB, Pimentel KF, Coelho AA, Carvalho RR, Paiva ALM, Silva PGB
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As úlceras traumáticas orais (UTO) são condições dolorosas que afetam a cavidade oral e fármacos como o rituximabe (RTX), um anticorpo monoclonal anti-CD20 usado em doenças autoimunes e desmielinizantes, pode interferir significativamente em sua cicatrização. Esse estudo objetivou avaliar a influência do tratamento com RTX na cicatrização de UTO em ratos utilizando 112 ratas Wistar que, após administração subcutânea de salina ou RTX 2.5 (R2.5), 10 (R10) ou 40 (R40) mg/kg foram submetidas a ulceração em mucosa jugal e eutanasiadas após 3, 7, 14 e 21 dias. Dados clínicos como tamanho da úlcera e variação de peso e histológicos como escores de cicatrização e contagem de células inflamatórias polimorfonucleares (PMN) e mononucleares (MN)foram analisados estatisticamente (testes ANOVA/Bonferroni ou Kruskal-Wallis/Dunn; p<0,05, GraphPad Prism). O tratamento com RTX retardou a redução da área de úlcera (p=0,002), e interferiu negativamente no ganho de massa corporal (p<0,001). Após 21 dias os animais que receberam RTX-40 apresentaram aumento no número de PMN (p=0,020) e MN (p<0,001) e após 14 dias os escores de cicatrização tecidual foram maiores nos grupos tratados com RTX (p=0.002).

O tratamento com RTX, portanto, interfere negativamente na cicatrização de UTO.

PI0211 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

População de células dendríticas em diferentes estágios de maturação em tumores de células escamosas tonsilares sob influência do HPV
Claudio TP, Cuellar AGG, Scarini JF, Mariano FV, Kowalski LP, Albuquerque Júnior RLC, Gondak R, Rabelo GD
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo identificou e quantificou as células dendríticas (CDs) no carcinoma de células escamosas tonsilar (CCET) sob influência do papilomavírus humano (HPV). Foram incluídos 33 CCETs e 10 tonsilas normais (TNs) de 3 serviços de referência em Patologia Oral. Reações imuno-histoquímicas com os anticorpos CD1a e CD83 foram usados para identificação das CDs imaturas e maduras, respectivamente. Para as amostras de CCET, o número de CDs foi avaliado nos compartimentos intra e peritumoral. Para as TNs, a quantificação das CDs foi avaliada nos compartimentos intra e peritonsilar. Houve menor quantificação de CDs CD1a+ intratumorais nos grupos CCET HPV-positivo e HPV-negativo do que no grupo TN (p<0,05). No compartimento peritumoral, houve uma menor população de CDs CD83+ nos grupos CCET HPV-positivos e HPV- negativos do que no grupo TN (p<0,001). A quantificação dos subtipos de CDs não mostrou diferenças estatísticas entre os grupos CCET HPV-positivos e HPV-negativos (p>0,137). Pacientes com CCET HPV-positivo tiveram taxa de sobrevida global significativamente melhor do que aqueles com TSCC HPV-negativo (p=0,004).

Diante destes resultados, concluímos que a atividade tumoral contribui para a depleção de CDs independentemente da positividade intralesional para o HPV e um melhor prognóstico é evidenciado em pacientes com TSCC HPV-positivo.

PI0212 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avalição do brotamento tumoral em relação ao padrão de invasão e diferenciação histológica do carcinoma epidermoide de boca
Santos KS, Nascimento NL, Miguel AFP, Vieira DSC, Rivero ERC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O carcinoma epidermóide de boca (CEB) é caracterizado pela invasão das células epiteliais neoplásicas no tecido conjuntivo. Essas células malignas podem apresentar diferentes graus de diferenciação o que pode também influenciar na forma como as mesmas invadem os tecidos adjacentes. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a intensidade de brotamento tumoral (BT) e correlacionar com o padrão de invasão (PI) e a diferenciação histológica em 31 casos de CEB provenientes de ressecções cirúrgicas. Dois avaliadores calibrados analisaram as variáveis histopatológicas em lâminas digitalizadas coradas em hematoxilina e eosina e imunomarcadas com AE1/AE3+ (pan-citoqueratina). Nossos resultados mostraram que 12,9% dos casos foram classificados com baixa intensidade de BT (BT < 5) e 87.1% com alta intensidade de BT (BT ≥ 5). O padrão de invasão foi classificado em 16,1% dos casos como coesivo, em 45,2% como não coesivo e em 38,7% como disperso. Com relação a diferenciação histológica, 29% dos casos eram bem diferenciados, 61,3% eram moderadamente diferenciados e 9,7% eram pouco diferenciados. O teste de Kruskal-Wallis mostrou que os carcinomas bem diferenciados apresentaram menor intensidade de BT do que os moderadamente diferenciados e os indiferenciados (P=0.001). O número de BT também foi maior em tumores com padrão de invasão disperso, em comparação com o padrão coesivo e não coesivo de invasão (P=0.001).

Em conclusão, observamos que a intensidade de BT teve relação com o padrão de invasão das células malignas e com a diferenciação histológica dos tumores.

PI0213 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação de pacientes com proteinúria por espectroscopia FT-IR associada a inteligência artificial
Magalhães VCP, Cortelli SC, Silva SL, Silva RA, Toledo GS, Nogueira MS, Silva SMSD, Carvalho LFCES
Odontologia UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A eliminação excessiva de proteínas na urina é um marcador da doença renal e desempenha um papel importante na triagem, no diagnóstico e na monitorização das doenças renais. A proteinúria é reconhecida como um sinal da doença renal podendo ser transitória ou persistente. Porém, a análise laboratorial tradicional não é precisa e leva ao descarte de resíduos químicos na natureza. Para superar as desvantagens da análise tradicionais e complementá-la em termos de análise bioquímica, propomos o uso da espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FT-IR) como diagnóstico molecular baseado na impressão digital molecular de amostras biológicas em tempo real. O propósito do presente estudo é avaliar o plasma de pacientes com proteinúria e de pacientes sem proteinúria pela técnica de espectroscopia FT-IR, na qual avaliamos as transições vibracionais de ligações químicas após interação da matéria com luz infravermelha . A análise de dados foi realizada numa rotina do software MATLAB para a suavização, normalização vetorial e cálculo da segunda derivada dos espectros. Ao analisar a região espectral entre 600-1800 cm-1, a classificação por aprendizado de máquina obteve 83.59% de sensibilidade e 86.22% de especificidade.

Portanto, foi possível discriminar os pacientes com proteinúria e sem esta condição por meio da técnica de espectroscopia FT-IR utilizando plasma como amostra. Assim, é uma técnica vantajosa visto que é possível a obtenção do diagnóstico correto de forma mais rápida do que a análise tradicional de proteinúria.

PI0214 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Expressão imuno-histoquímica da podoplanina em neoplasias de glândulas salivares
Knoblauch LS, Silveira GB, Nascimento NL, Reinheimer A, Vieira DSC, Rivero ERC
Centro de Ciências da Saúde (CCS) UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A podoplanina (PDP) é uma proteína multifuncional que pode ser expressa no endotélio linfático, em células epiteliais, mioepiteiais e miofibroblastos, estando também associada à progressão de neoplasias epiteliais. O objetivo deste estudo foi avaliar a expressão imuno- histoquímica da PDP em neoplasias de glândulas salivares e verificar a associação com características clínicas e histológicas. A amostra foi composta por 19 adenomas pleomórficos (AP), 6 carcinomas adenoide císticos (CAC), 5 carcinomas ex-adenomas pleomórficos (CXAP) e 8 carcinomas mucoepidermóides (CME). Primeiramente foi realizada a análise morfológica da imunoexpressão de PDP no componente epitelial, seguido da categorização qualitativa em imagens digitalizadas em: leve, moderada e intensa. Na análise morfológica a expressão de PDP em AP, CXAP e CAC ocorreu predominantemente em células mioepiteliais, o que foi comprovado pela expressão de alfa actina de músculo liso. No CME a expressão ocorreu predominantemente no componente de células epidermóides e intermediárias. Na análise categorizada houve diferença significativa na expressão de PDP em neoplasias com origem em glândulas maiores, as quais exibiram predominância do padrão intenso de marcação, quando comparado a expressão de lesões em glândulas menores (p=0,048).

Conclui-se que a PDP pode ser utilizada como marcador de células mioepitelial em tumores de glândulas salivares, além disso, a expressão dessa proteína parece estar relacionada ao sítio de origem, sendo mais expressa em neoplasias que ocorrem nas glândulas maiores.