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PN0261 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

O uso de chupeta e mordida aberta anterior em pré-escolares: resiliência dos responsáveis como fator atuante na duração do hábito
Paiva ACF, Bittencourt JM, Martins LP, Paiva SM, Bendo CB
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se investigar a associação entre uso de chupeta e presença de mordida aberta anterior (MAA), e verificar a resiliência dos responsáveis na duração do hábito. Foi realizado um estudo transversal em Ribeirão das Neves, MG, incluindo pré-escolares de 4-6 anos, de escolas públicas e privadas (CAAE:86759218.0.0000.5149). O uso da chupeta foi relatado pelos responsáveis e categorizado em "nunca usou", "usou até 24 meses" e "usou mais de 24 meses". Os responsáveis responderam à pergunta "Eu tenho energia suficiente para fazer o que tem que ser feito", item da Escala de Resiliência. Variáveis socioeconômicas foram coletadas. Os pré-escolares passaram por exame clínico para detecção de presença ou ausência de MAA. A amostra final foi de 497 pré-escolares, dos quais 11,9% apresentaram MAA. Pré-escolares que usaram chupeta por mais de 24 meses tiveram 6,21 vezes mais chance de apresentar MAA quando comparado com aqueles que não utilizaram chupeta (IC95%:2,98-12,92; p<0,001). Pré-escolares que removeram a chupeta antes de 24 meses apresentaram pais com maior resiliência do que aqueles que não removeram o hábito antes dos 24 meses (OR:1,22: IC95%:1,01-1,47). Não houve diferença significativa na resiliência dos pais entre os que nunca ofereceram chupeta e os que removeram depois de 24 meses de uso.

O uso de chupeta esteve associado à presença de MAA e a maior resiliência dos pais pode ser um fator atuante para a remoção do hábito em tempo inferior a 24 meses.

(Apoio: CAPES)
PN0262 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Precisão de modelos tridimensionais obtidos por diferentes métodos de processamento digital
Soares MER, Montalli VAM, Barbosa JA, Basting RT
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a precisão de modelos tridimensionais obtidos com diferentes tipos de processamentos digitais. Foram obtidos 40 modelos tridimensionais do arco superior de um manequim por meio de diferentes métodos de processamento digital (n=10): MSLA (Anycubic Photon Mono SE), MSLA (Anycubic Photon Mono X), DLP (Sprint Ray Pro 95) e Polyjet (Statasys). Os modelos impressos foram escaneados e, com o auxílio do software Geomagic, o arquivo STL original (padrão) foi superposto com cada arquivo dos modelos impressos de acordo com três pontos correspondentes: dois pontos posteriores (sulco principal dos primeiros molares) e um ponto anterior (cervical palatina dos incisivos laterais). Foram analisadas as medidas das distâncias intercaninos, intermolares, plano antero-posterior, plano vertical e plano misto entre os modelos impressos nas diferentes impressoras (ANOVA/ teste de Tukey) e com o modelo padrão (teste t). Para a distância intercaninos, PolyJet apresentou maiores medidas do que as demais impressoras (p<0,05), enquanto MSLA (Mono X) apresentou menores medidas (p<0,05). Os modelos das quatro impressoras diferiram significativamente do padrão (p<0,05). As diferenças médias variaram de 0,00 (DLP) a -0,79 mm MSLA (Mono X) para distância intermolares, sendo esses os maiores valores obtidos dentre todas as medidas.

Conclui-se que, apesar de haver diferenças significativas entre os modelos impressos e o padrão, os diferentes métodos de processamento permitem a obtenção de modelos com discrepâncias reduzidas e clinicamente aceitáveis.

PN0263 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Fatores individuais e contextuais associados a ida ao dentista na infância
Prata IMLF, Lima LCM, Bernardino VMM, Paiva SM, Ferreira FM, Granville-Garcia AF
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a associação entre fatores individuais e contextuais e a ida ao dentista de crianças em fase de dentição mista. Foi realizado um estudo transversal representativo com 739 escolares de 8 a 10 anos em Campina Grande-PB. Os pais/cuidadores responderam um questionário socioeconômico e os instrumentos OHL-Aq para verificar o nível de alfabetismo em saúde bucal (ASB) do responsável e o FACES III, para investigar a adaptabilidade familiar. Utilizou-se o índice ICDAS para o diagnóstico de cárie dentária por dois examinadores calibrados (Kappa>0,80).Também foram coletadas a renda média do bairro e a quantidade de equipe de saúde bucal (ESB) no distrito escolar como variáveis contextuais. Realizou-se análise descritiva, seguida de análise multinível de regressão binomial negativa robusta para amostras complexas ajustada e não ajustada (p<0,05). A média de dentes com cárie cavitada foi de 2,7 (DP=2,0), 50,7% das crianças não haviam ido ao dentista no último ano. Crianças com mais lesões de cárie (RR=2,23; IC95%: 1,16-2.80), de escola privada (RR=2,20; IC95%: 1,22-3,79), de família estruturada (RR=1.15; IC95%:1.01-1.31), cujos pais tinham ASB adequado (RR=9,42; IC95%: 8,70-10,17) e que tinham mais ESB no distrito sanitário (RR=2,74; IC95%: 1,95-4,54) tiveram maior probabilidade de ter ido ao dentista no último ano.

A adaptabilidade familiar, o ASB do responsável, o tipo de escola da criança e a quantidade de ESB no distrito do estudante foram associadas a ida ao dentista no último ano.

(Apoio: FAPESQ-PB)
PN0264 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Caminhos entre a cárie dentária e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal da infância para a adolescência: um estudo de coorte de 10 anos
Brondani B, Knorst JK, Ardenghi TM, Mendes FM
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar as vias diretas e indiretas entre a cárie dentária não tratada e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) durante a transição da infância para a adolescência. Um estudo de coorte acompanhou uma amostra inicial de 639 crianças de 1 a 5 anos, no sul do Brasil, por 10 anos. Além da linha de base (T1), foram realizadas duas reavaliações subsequentes (T2 e T3). A QVRSB foi mensurada por meio do ECOHIS, CPQ8-10 e CPQ11-14, de acordo com a faixa etária. A cárie dentária foi avaliada pelo índice ICDAS nas 3 avaliações. Variáveis demográficas, socioeconômicas e fatores relacionados à saúde bucal (frequência de escovação e dor de dente) também foram coletados. A modelagem de equações estruturais foi utilizada para estimar os efeitos diretos e indiretos entre as variáveis ao longo de 10 anos. Um total de 449 e 429 crianças foram reavaliadas em T2 e T3, representando 70,3% e 67,1% dos indivíduos avaliados em T1, respectivamente. A cárie dentária em T1 e T2 predisse diretamente a ocorrência de uma pior QVRSB nos respectivos tempos de seguimento. A cárie dentária em T3 predisse indiretamente uma pior QVRSB (T3), via dor de dente. A cárie dentária em T1 e T2 predisse diretamente a ocorrência de cárie dentária em T3, enquanto uma pior QVRSB em T2 predisse diretamente uma pior QVRSB em T3.

A cárie dentária pode impactar negativamente, direta ou indiretamente, a QVRSB desde a primeira infância até a adolescência. A presença de cárie dentária não tratada no início e T2 influenciou diretamente a incidência de cárie dentária em T3. A QVRSB em T3 foi diretamente impactada pela QVRSB em T2.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2019/27593-8)
PN0265 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Medo odontológico da infância à adolescência: análise de caminhos em uma coorte de 10 anos
Silveira DL, Godois LS, Knorst JK, Noronha TG, Pohl MB, Emmanuelli B, Tomazoni F, Ardenghi TM
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo de coorte explorou as vias comportamentais, psicossociais e clínicas que podem influenciar o medo odontológico ao longo de 10 anos de acompanhamento. Em 2010 (T1), uma amostra aleatória de 639 crianças de 1-5 anos, no Sul do Brasil foi avaliada. Destas, 429 foram reavaliadas em 2020 (T2), (taxa de retenção de 67,1%). O medo odontológico foi mensurado através da versão brasileira do "Children's Fear Survey Schedule-Dental Subscale". Tanto em T1 quanto em T2, fatores demográficos, socioeconômicos e comportamentais foram coletados através de questionário semiestruturado e dados clínicos através de avaliações bucais. Além disso, em T2 foi aplicada a versão reduzida da escala de Senso de Coerência (SOC-13). Modelagem de Equações Estruturais foi utilizada para avaliar as diferentes vias que levam à ocorrência do medo odontológico. Níveis elevados de cárie dentária não tratada, visitas ao dentista por dor/tratamento e baixo senso de coerência em T2 (p<0,05) impactaram diretamente em maior medo odontológico. A presença de cárie dentária não tratada, baixa renda familiar e baixa escolaridade materna no T1 apresentaram efeito indireto na ocorrência de medo odontológico, por meio da presença de cárie não tratada no T2.

Os resultados demonstraram que níveis mais elevados de medo dental estão diretamente associados a fatores clínicos, psicossociais e comportamentais e são indiretamente afetados pelas condições socioeconômicas e clínicas na primeira infância.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPERGS)
PN0266 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Perfil e resolutividade das consultas de urgência em Odontopediatria: estudo retrospectivo baseado em uma Instituição Pública de Ensino
Gois CMB, Puppin-Rontani RM, Pascon FM
Departamento de Ciências da Saúde e Odon FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou estabelecer o perfil, avaliar a resolutividade dos atendimentos de urgência em Odontopediatria e a inserção dos pacientes nos atendimentos regulares de uma instituição pública de ensino em Odontologia. Trata-se de um estudo retrospectivo, baseado em prontuários odontológicos de pacientes infantis que procuraram pelo serviço de urgência da instituição, por um período de 9 anos. Dados demográficos, dos procedimentos realizados de acordo com a queixa principal e a inserção nas clínicas regulares da instituição foram coletados. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, testes Qui-quadrado e exato de Fisher (p<0,05). Foram incluídos 4.233 prontuários odontológicos e 5.449 procedimentos foram realizados no período de 2011-2019. Cárie dentária foi o principal motivo de procura por atendimento de urgência (52,8%). Foram encontradas associações significativas entre sexo, idade, fonte de referência, dor e local de residência com as queixas principais (p<0,05). Houve associação significativa entre procedimentos e dentes afetados (p<0,05). Foram realizados 1.276 procedimentos curativos (extração, restauração, abordagens endodônticas) considerando a queixa principal e 1.862 (44%) dos pacientes foram inseridos nas clínicas odontológicas regulares da instituição.

O perfil foi caracterizado por escolares do sexo masculino, procedentes do município da instituição, auto-referidos ao serviço devido à cárie dentária, sendo o procedimento mais frequente a extração e a resolutividade do serviço foi alcançada.

(Apoio: CNPq  N° 131744/2019-4)
PN0267 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Alinhadores ortodônticos em diferentes composições: existe diferença na toxicidade?
Gutierrez LMO, Trevisan MF, Machado DC, Freitas MPM
Odontologia UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo teve como objetivo avaliar a citotoxicidade "in vitro" dos alinhadores ortodônticos, comparando diferentes composições e tempos de exposição. Para tanto, foram avaliados 100 amostras, com dimensões de 5x5mm, divididos em 2 grupos experimentais (n=50, cada), de acordo com as composições (Poliuretano - Invisalign®; PET-G - Clear Aligner®). A viabilidade celular foi analisada através do teste com MTT, nos tempos de 24h, 48h, 72h, 7 e 14 dias. Como controle negativo C(-), foi utilizado o crescimento celular e, como controle positivo C(+), o hipoclorito de sódio a 1%. Os dados foram analisados utilizando os testes estatísticos de ANOVA, para comparação entre os grupos, e não-paramétrico de Friedman, para a comparação entre os tempos, ambos com p<0,05. Pode-se observar que, até as 72h, ambos os grupos diferiram estatisticamente do controle negativo, sugerindo influência negativa sobre a viabilidade celular, com diferença entre as composições avaliadas. Após 7 dias, houve uma redução significativa na média de viabilidade celular para o grupo Poliuretano - Invisalign®, sendo diferente das 72h, enquanto os valores para o grupo PET G - Clear Aligner® aumentaram, chegando a semelhança estatística com o C(-) (p>0,05) até os 14 dias.

Os alinhadores ortodônticos, independente da sua composição, reduziram a viabilidade celular dos fibroblastos até 72h. Após esse período, apenas aqueles a base de poliuretano mantiveram esse comportamento, atingindo o pico de toxicidade aos 7 dias, com regressão no período posterior.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0268 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação dos sistemas de forças, gerados pelas molas de Sander, com diferentes protocolos de pré-ativações, na verticalização de molares
Brandão HB, Gandini Júnior LG
Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar, por meio do sensor Orthodontic Force Tester (OFT), os sistemas de força gerados pela mola de Sander com diferentes protocolos de pré-ativações, na verticalização de molares. Foi selecionado um paciente ortodôntico, com perda do primeiro molar inferior esquerdo e com o segundo molar inferior esquerdo inclinado 32° em relação ao plano oclusal. O modelo da arcada inferior foi escaneado, impresso em 3D e fixado na base do OFT. Os pré-molares inferiores esquerdo tiveram braquetes Roth Sprint 0,022" e o segundo molar inferior esquerdo recebeu tubo duplo Roth 0,022". Foi inserido um fio de aço 0,019" x 0,022" e um tubo cruzado 0,022" entre os pré-molares. Três configurações de ativação da mola foram dividas em grupos (G1,G2 e G3). O G1 teve ativação de 0° no segmento anterior (α), G2 teve ativação de 45° em (α), G3 teve ativação de 60° em (α) e ambos tiveram ativação de 30º no segmento posterior (β). Os molares apresentaram extrusão no valor -1,33N G1, -0,78N G2 e -0,33 G3. Nos pré-molares a força foi predominantemente intrusiva, com variação de 1,34N G1, 0,77N G2 e 0,31N G3. Os molares apresentaram verticalização com momento distal e valores de 53,45N G1 e 19,87N G2, porem G3 teve o momento para mesial, no valor de -6,23N. Os pré-molares apresentaram momento distal e valores de 3,58N G1, 2,45N G2 e 0,682N G3.

Os sistemas de força gerados pelas diferentes configurações da mola de Sander não correspondem aos sistemas descritos pelo autor. Em todas as pré ativações testadas houve força extrusiva no molar que está sendo verticalizado.

(Apoio: CAPES  N° 0000-0002-7238-7078)
PN0269 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Assimetrias Mandibulares em Adolescentes Brasileiros: Avaliando Prevalência e Fatores Associados
Fonseca PC, Garcia RDP, Gribel BF, Freitas MPM
Odontologia UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivos: Estimar a prevalência de assimetrias mandibulares em adolescentes brasileiros e investigar fatores demográficos e esqueléticos associados a esta desarmonia. Material e Métodos: Foram analisadas imagens de tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) de 376 indivíduos, com idade entre 10 e 19 anos. O desfecho analisado foi a assimetria mandibular, que foi categorizada em simetria mandibular relativa, assimetria moderada, e assimetria severa. As variáveis de exposição incluíram sexo, idade, lado de desvio mandibular, padrão esquelético sagital e vertical dos indivíduos, além da angulação da base do crânio. Para verificar a associação entre a assimetria e as variáveis de exposição, foi utilizado o teste X2. Foram estimadas as razões de prevalência bruta e ajustada através da regressão de Poisson com variância robusta. A análise estatística considerou o nível de significância de 5%. Resultados: Os valores de prevalência de 78,2%, 14,4%, e 7,4% foram observados para simetria mandibular relativa, assimetria moderada, e assimetria severa, respectivamente. Na análise bivariada houve associação da assimetria mandibular com idade, sexo, e lado de desvio (p=0.021, p=0.038 e p=0.000, respectivamente).

Conclusões: A prevalência de assimetrias mandibulares em adolescentes brasileiros foi de 21,8%, estando mais presente no sexo masculino, faixa etária entre 17-19 anos e com desvio mandibular para o lado esquerdo do paciente.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0270 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto do uso de serviço odontológico sobre a dor dentária em indivíduos brancos e não brancos: uma coorte de 10 anos
Rauber ED, Knorst JK, Zemolin NAM, Noronha TG, Ardenghi TM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o uso dos serviços odontológicos durante a infância e adolescência entre indivíduos brancos e não brancos e a sua relação com a ocorrência de dor dentária. Esse estudo trata-se de uma coorte com 10 anos de acompanhamento, iniciada no ano de 2010 com uma amostra de 639 crianças pré-escolares (1 a 5 anos) avaliadas na cidade de Santa Maria, sul do Brasil. Posteriormente, os indivíduos foram reavaliados nos anos de 2017 e 2020. A utilização dos serviços odontológicos, a raça e a presença de dor dentária foram autorrelato pelos indivíduos. Foi realizada análise de Regressão de Poisson em multinível para avaliar a interação entre cor da pele e uso dos serviços odontológicos na ocorrência de dor dentária ao longo do tempo. Cerca de 449 e 429 foram reavaliadas em 2017 e 2020, gerando taxas de resposta de 70,3% e 67,1%, respectivamente. A prevalência de dor de dente ao longo da coorte foi de 60.7%. Indivíduos da cor de pele branca e que usaram o serviço odontológico ao longo da coorte tiveram uma chance 51% menor de apresentar dor de dente do que aqueles que também o utilizaram, mas eram de cor de pele não branca (OR 0.49; 95% IC 0.27-0.90).

Com isso, concluiu-se que houve iniquidade racial na ocorrência de dor de dente entre os indivíduos que conseguiram acessar o serviço odontológico ao longo dos acompanhamentos.