03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2783 Resumo encontrados. Mostrando de 2721 a 2730


PDIA02 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

Influência do limiar de dor mecânica intraoral na eficácia de anestésicos tópicos
Suéllen Laiz Meneghin, Aylla Mesquita Pestana, Gabriela Gama Xavier Augusto, Lígia Nunes de Morais Ribeiro, Yuri Martins Costa, Michelle Franz-Montan
Programa de Pós-Graduação em Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se o limiar de dor mecânica intraoral influencia a resposta anestésica de formulações tópicas aplicadas na mucosa palatina. Este estudo clínico randomizado cruzado incluiu 40 voluntários saudáveis. Quatro formulações (três experimentais e uma placebo) foram aplicadas por 2 minutos na mucosa palatina na região do segundo pré-molar, em ambos os lados, em duas sessões distintas, de forma aleatória, e seguidas da injeção de uma solução anestésica. A intensidade da dor após a inserção da agulha e após a injeção do anestésico foi avaliada por escala visual analógica (0-100 mm - EVA). O limiar de dor mecânica foi avaliado previamente por meio de filamentos de von Frey. Os participantes foram classificados em dois grupos com base nos escores-Z: baixa sensibilidade dolorosa e sensibilidade dolorosa normal e/ou elevada. Um modelo de análise de variância mista foi aplicado (p<0,050). Indivíduos com baixa sensibilidade dolorosa relataram menor intensidade de dor durante a inserção da agulha, independentemente da formulação (p=0,001). Ainda, esses indivíduos também apresentaram menores intensidade de dor ao placebo quando comparados aos indivíduos com sensibilidade normal e/ou reduzida (p=0,015).

Indivíduos com baixa sensibilidade dolorosa mecânica intraoral podem ser mais suscetíveis ao efeito placebo, o que indica que essa avaliação é uma estratégia relevante para aumentar a sensibilidade de ensaios clínicos em estudos de anestesia tópica.

(Apoio: 2020/03786-9  N° FAPESP)
PDIA03 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação da associação de lidocaína e prilocaína com amitriptilina ou Acmella oleracea na anestesia tópica: estudo randomizado e cruzado
Michael Henrique Araújo Monteiro, Josilanny Araujo de Souza Alencar, Roberta Priscilla Gonçalves Monteiro, Francisco Carlos Groppo, Luiza Cristina Rodrigues, Camila Batista da Silva de Araujo Candido, Maria Júlia Fontes Pavanello, Sidney Figueroba Raimundo
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia anestésica de formulações tópicas contendo lidocaína e prilocaína associadas a amitriptilina ou extrato de Acmella oleracea, com e sem Pentravan®, aplicadas nas mucosas vestibular e palatina de pré-molares superiores. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, cego e cruzado, com 40 voluntários saudáveis submetidos a seis intervenções: (1) EMLA® (lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5%); (2) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + amitriptilina 5% em pomada; (3) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + extrato de Acmella oleracea 20% (7,5% espilantol) em pomada; (4) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + amitriptilina 5% em Pentravan®; (5) lidocaína 2,5% + prilocaína 2,5% + extrato de Acmella oleracea 20% em Pentravan®; (6) Pomada base sem princípio ativo (placebo). A dor foi avaliada por Escala Visual Analógica (EVA) e a resposta pulpar por teste elétrico. As análises estatísticas incluíram ANOVA, Tukey e Friedman (p<0,05). As formulações 1 e 2 apresentaram menor EVA em ambas as mucosas, com diferença significativa frente às demais. A intervenção 6 apresentou os maiores escores de dor. As formulações 3, 4 e 5 demonstraram eficácia intermediária e semelhante entre si. Nenhuma intervenção promoveu anestesia pulpar significativa.

O EMLA® confirmou sua eficácia como padrão-ouro; a associação com amitriptilina demonstrou potencial promissor; Acmella oleracea e Pentravan® não apresentaram vantagens clínicas.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/15414-7)
PDIA04 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 15h30 - Local: Salão Turquesa

DESENVOLVIMENTO TRANSLACIONAL DO CREME DE AMITRIPTILINA 5% PARA TRATAMENTO DA DOR OROFACIAL: DTMs ARTICULAR E MUSCULAR
Thomas Barbin, Victor Augusto Benedicto Dos Santos, Francisco Carlos Groppo, Sidney Figueroba Raimundo
Biociências FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor orofacial por disfunções temporomandibulares (DTM) afeta a qualidade de vida dos pacientes. Este estudo preparou e avaliou um creme tópico de amitriptilina 5% em base Pentravan para manejo da dor muscular e articular em DTMs. Foram realizados ensaios de desenvolvimento farmacotécnicos (cromatografia, estabilidade, pH, viscosidade), laboratoriais (liberação/permeação, microbiologia, viabilidade celular), pré-clínicos (camundongos) e clínicos (pacientes). A formulação mostrou estabilidade, uniformidade e segurança por HPLC. A permeação foi superior com Pentravan (4,23 ng/cm²/h) comparada à base Lanette (0,90 ng/cm²/h), base tópica mais utilizada na farmácia magistral. Em testes microbiológicos, as formulações atenderam às normas da ANVISA descritas na Farmacopeia Brasileira. Em células HaCat, a amitriptilina reduziu a viabilidade em altas concentrações (p<0.0001). Em 18 camundongos, o teste de Tail Flick revelou o efeito analgésico da amitriptilina (5% e 10%) foi mais duradouro (270 min) e com latência >10 min, versus diclofenaco (<90 min) (p<0,05). Em ensaio clínico randomizado duplo-cego com 60 pacientes com DTMs, a amitriptilina 5% reduziu significativamente a dor após 1 semana (p<0,0001), assim como o controle (diclofenaco), avaliados por Escala Visual Analógica, Escala de Faces e Escala Verbal de dor.

Os achados indicam que a formulação tópica de amitriptilina 5% em base Pentravan é uma alternativa terapêutica promissora para DTMs, combinando eficácia, segurança e conveniência de uso. Apesar dos resultados positivos, estudos adicionais com amostras maiores e maior duração são necessários para validar a aplicabilidade clínica em larga escala e compreender os mecanismos envolvidos no efeito analgésico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.512405/2020-00 )
PMI001 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

EFEITOS DA FOTOBIOMODULAÇÃO E DA REMOÇÃO SELETIVA NA NEOFORMAÇÃO DENTINÁRIA EM LESÕES CARIOSAS PROFUNDAS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Adan Lucas Pantoja de Santana, Thais de Mendonça Petta, Ana Karoline Oliveira Nunes, Rayka Nohara Furtado Gomes da Silva, Giovana Monteiro Teles, Helder Henrique Costa Pinheiro, Márcia Martins Marques, Roberta Souza D'Almeida Couto
Departamento de Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado avaliou o efeito da remoção seletiva de cárie em cavidades profundas de dentes posteriores, associada ou não à fotobiomodulação (FBM), sobre a sensibilidade pós-operatória, vitalidade pulpar e neoformação dentinária. Vinte e sete molares permanentes com cáries profundas de Classe I foram randomizados em três grupos (n=9): controle (remoção seletiva), remoção seguida de FBM com laser infravermelho (810 nm) ou vermelho (660 nm). As cavidades foram restauradas com adesivo autocondicionante de duas etapas e compósito em incrementos. A sensibilidade foi avaliada por escala visual analógica após a restauração e em 1, 3 e 6 meses. Dois dentes por grupo foram submetidos à Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) para análise da espessura, densidade de mineralização e área da dentina neoformada. Os escores de sensibilidade foram analisados pelo teste de Friedman (p<0,05) e a neoformação dentinária foi avaliada descritivamente. Todos os dentes permaneceram vitais, sem diferença significativa de sensibilidade entre os grupos ao longo do tempo. A análise de TCFC revelou neoformação dentinária em todos os grupos, com aumento da densidade mineral tanto na dentina afetada quanto na área remanescente, sendo mais evidente nos grupos irradiados.

A remoção seletiva da dentina infectada, seguida de restauração adesiva, foi eficaz na manutenção da vitalidade pulpar, na atenuação da sensibilidade pós-operatória e na indução de neoformação dentinária após 6 meses. A adição da FBM potencializou o aumento da densidade de mineralização da dentina neoformada.

(Apoio: CAPES  N° 88887.646868/2021-00)
PMI002 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Tratamento Vital Pulpar em dentes permanentes com sinais clínicos de pulpite moderada: resultados parciais de 6 meses
Manuella Goulart Buchmann, Ariel Goulart Rup, Clarissa Cavalcanti Fatturi Parolo, Roberta Kochenborger Scarparo, Marisa Maltz
Departamento de Odontologia Preventiva e UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo clínico de lesões de cárie profunda varia na literatura, sendo frequentemente guiado pela sinais e sintomas do paciente. Frente ao diagnóstico de pulpite moderada (PM), caracterizada por dor espontânea que pode ser aliviada com medicação, a pulpotomia (PT) é o tratamento padrão ouro. No entanto, estudos recentes sobre Terapia Vital Pulpar (TVP) sugerem que a remoção seletiva do tecido cariado (RSTC) pode ser eficaz em casos de pulpite moderada. O objetivo deste ensaio clínico randomizado foi avaliar a eficácia clínica do manejo conservador pulpar em dentes permanentes posteriores com PM. Foram incluídos, até o momento, 22 dentes diagnosticados com PM, randomizados em dois grupos: RSTC (n=13) e PT (n=9). Ambos os tratamentos utilizaram MTA como proteção pulpar e resina composta para restauração direta. A manutenção da vitalidade pulpar foi o desfecho principal avaliado após 6 meses de acompanhamento. A associação entre as variáveis preditoras (sociodemográficas e clínicas) e o desfecho foi analisada por meio de regressão logística e a comparação entre grupos quanto à taxa de sucesso foi realizada pelo teste exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5% e as análises foram conduzidas no software STATA 12.0. As taxas de sucesso foram de 76,9% no grupo RSTC e 66,7% no grupo PT (p = 0,65). Nenhuma variável preditora demonstrou associação significativa com o desfecho.

Os resultados preliminares indicam que a RSTC pode ser uma alternativa conservadora e viável ao tratamento convencional de pulpite moderada.

(Apoio: FAPERGS  |  FAPERGS  |  CAPES)
PMI003 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação in vitro de técnicas de microabrasão e infiltração resinosa para tratamento de manchas brancas pós tratamento ortodôntico
Natalia Vanuza Contente Rosa, Luis Alberto Wambier Adimari, Ellen Gaspar, Bruna Therly Ferreira Cunha, Ana Claudia Rodrigues Chibinski
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se, in vitro, dois métodos (microabrasão e infiltração resinosa) para tratamento estético de lesões cariosas iniciais em esmalte após tratamento ortodôntico. 40 dentes humanos foram divididos em dois grupos: Microabrasão e Infiltrante Resinoso. Analisou-se a superfície do esmalte no momento inicial, após indução de mancha branca e após os tratamento de acordo com as variáveis: cor (espectrofotômetro), rugosidade (rugosímetro de contato), conteúdo mineral (espectroscopia micro-Raman e EDS), topografia superficial (MEV). Após medições iniciais, bráquetes ortodônticos foram colados e manchas brancas induzidas quimicamente. Os dentes foram tratados com microabrasão (Whitness RM FGM) ou infiltração resinosa (ICON - DMG). A análise estatística dos dados foi feita com ANOVA por postos (= 0.05); os dados de micro-Raman, MEV e EDS foram descritos qualitativamente. Cor (ΔE) e rugosidade foram alteradas após indução de manchas brancas, mas retornaram aos valores iniciais após os tratamentos independente do grupo (p>0.05). As porcentagens de cálcio e fósforo (EDS) reduziram significativamente após indução de mancha branca, e retornaram a valores similares ao esmalte hígido apenas após micrabrasão, achado que foi corroborado pelos picos de PO-3 (micro-Raman). A micromorfologia superficial apresentou diferenças, com a microabrasão exibindo uma superfície lisa e polida e a infiltração resinosa uma superfície densa com pequenas irregularidades.

Ambas as técnicas obtiveram sucesso no mascaramento das lesões de manchas brancas, com cor e rugosidade finais similares à do esmalte hígido; o conteúdo mineral com o infiltrante resinoso foi levemente reduzido e saliências discretas puderam ser observadas.

PMI004 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Princípios de mínima intervenção alteram a decisão de dentistas no controle de lesões de cárie em crianças? - Experimento de Escolha Discreta
Luanna Gonçalves Ferreira, Gabriela do Manco Machado, Ana Clara Falabello de Luca, Lucas Gabriel Santini Rodrigues, Renata da Paz Leal Pereira, Laura Regina Antunes Pontes, Fernanda Campos de Almeida Carrer, Mariana Minatel Braga
Departamento de Odontopediatria e Orto UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar como os princípios de mínima intervenção influenciam os dentistas na escolha de tratamentos, quanto ao seu efeito, para controle de lesões de cárie em crianças. Foi realizado um experimento de escolha discreta (Discrete Choice Experiment - DCE), com profissionais de saúde bucal do estado de São Paulo. Eles tiveram que realizar escolha forçada entre pares de alternativas relacionados a intervenções para controle de lesões de cárie, descritas por níveis de diferentes atributos (efeito, custo, desconforto, remoção de tecido cariado etc). Usamos modelos multivariados para verificar como diferentes atributos relacionados à mínima intervenção, além de caraterísticas dos profissionais, influenciavam sobre o efeito do tratamento preferido pelos dentistas. As Razões de Chances (OR;95% IC) foram então calculadas. Ao final, 140 dentistas participaram do DCE. Cerca de 40% dos dentistas preferiram intervenções que não piorassem a condição inicial do paciente (efeito não perfeito), mesmo que fosse necessário repeti-la (41%; 95%IC:40-42%). A possibilidade de preservar tecido dentário e o menor tempo clínico aumentaram em 20% a chance de o dentista escolher essa opção (OR=1,2;95%IC:1,10=1,31), focada no controle da lesão. Já, a ausência desconforto para a criança aumentou em 40% a escolha pela mesma opção (OR=1,4; 95%IC: 1,3-1,5). A idade e o tipo de prática (público/privada e operacional/gestão) também influenciaram nessa escolha.

Os dentistas valorizam opções de intervenções que controlem as lesões de cárie, mesmo quando haja necessidade de reintervenções em longo prazo, em particular se estiverem alinhadas a princípios de mínima intervenção, priorizando especialmente o bem-estar do paciente.

(Apoio: CNPq  N° 443951/2023  |  CNPq  N° 409689/2023-8  |  Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação - USP  N° 2020.1.4353.1.5 and 2022.1.15982.1.0.)
PMI005 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação da pigmentação em dentina cariada tratada com duas apresentações diferentes de Diamino Fluoreto de Prata: Um estudo in vitro
Isabela Ramos, Julia Maldonado Garcia, Aurélio de Oliveira Rocha, Pablo Silveira Santos, Andressa da Silva Barboza, Carla Miranda Santana, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou e comparou a pigmentação do Diamino Fluoreto de Prata (DFP) nas concentrações de 30% e 38% associado ao Iodeto de Potássio (KI) em dentina bovina cariada. Trata-se de um estudo laboratorial in vitro no qual 20 dentes bovinos hígidos foram incluídos e preparados em discos com 1mm de espessura de esmalte e dentina e 7mm de diâmetro. As amostras foram alocadas em dois grupos: (n=10 cada): G1 e G2, pigmentados com DFP 38% + KI e DFP 30%, respectivamente. Biofilme de Streptococcus mutans foi cultivado por 14 dias nas amostras utilizando um meio de BHI suplementado com 1% de sacarose e posteriormente à indução de cárie. A avaliação de cor após indução da cárie foi realizada em cada amostra em T0 (antes da aplicação da solução), T1 (12h após a aplicação) e T2 (7 dias após a aplicação). As coordenadas L*a*b* capturadas foram utilizadas para o cálculo do potencial de pigmentação (ΔE00) e do grau de escurecimento (ΔL) através da fórmula CIEDE2000. Constatada normalidade da amostra para comparação entre os grupos em T1 e T2, utilizou-se o teste T independente, já para a análise intragrupo ao longo do tempo, aplicou-se teste T pareado, adotando p<0,05. Ambos os grupos mostraram uma mudança de cor extremamente inaceitável (ΔE00>5.40). Não houve diferença no valor de ΔE00 e ΔL entre G1 e G2 em nenhum dos períodos analisados (p>0,05). A análise pareada indicou que não houve diferença no ΔE00 e ΔL de G1 e G2 ao longo do tempo (p>0,05).

Não houve diferença na pigmentação causada pelo DFP 38% + KI em comparação ao DFP 30%. Ambas as soluções chegaram a um nível de escurecimento em 12h que não foi modificado ao longo de 7 dias.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PMI006 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Melhora na saturação de oxigênio pulpar de incisivos com HMI após tratamento com infiltrante resinoso: estudo clínico longitudinal
Thalia Carvalho de Almeida Dos Santos, Maria Julia Delsin Gallo, Antonio Assis Leandro Junior, Ana Beatriz de Souza Ramos, Laurindo Borelli Neto, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Fabrício Kitazono de Carvalho, Alexandra Mussolino de Queiroz
DCI UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) é uma condição que compromete a qualidade do esmalte, resultando em hipersensibilidade, fraturas e questões estéticas. O esmalte poroso desses dentes pode facilitar inflamações pulpares. A oximetria de pulso (SaO2) surge como ferramenta promissora para detectar inflamações pulpares subclínicas, embora ainda não tenha sido amplamente estudada em casos de HMI. Infiltrantes resinosos, como o Icon, têm demonstrado eficácia na redução da hipersensibilidade e no fortalecimento do esmalte afetado, mas seus efeitos na oxigenação pulpar permanecem pouco explorados. Este estudo avaliou longitudinalmente os níveis de SaO2 em incisivos com HMI, comparando dentes tratados com o infiltrante Icon a controles não tratados. Foram incluídos 112 dentes de crianças entre 6 e 14 anos, provenientes de escolas públicas. Os participantes foram submetidos a exames clínicos e radiográficos, além de medições de SaO2 por oximetria de pulso, sendo randomizados em grupo controle (GC; n=53) e grupo intervenção (GI; n=59). As medições ocorreram na antes, imediatamente após o tratamento, e após 2 e 4 semanas. Inicialmente, não houveram diferenças significativas nos níveis de SaO2 entre os grupos (GC: 91,0 [90,0-92,5] vs GI: 91,5 [90,5-93,0]; p=0,300). No entanto, o GI apresentou aumentos significativos nos níveis de SaO2 imediatamente após o tratamento (GI: 93,0 [91,0-93,5]) e nas avaliações subsequentes de 2 semanas (GI: 92,5 [91,5-93,5]) e 4 semanas (GI: 92,5 [91,5-93,0]), todos com p<0,001. O GC manteve valores estáveis ao longo do tempo.

Conclui-se que o tratamento com Icon melhora significativamente os níveis de SaO2 em incisivos com HMI, com efeitos sustentados por até 4 semanas.

(Apoio: CAPES  N° 88887.926483/2023-00)
PMI007 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 05/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Síntese de um infiltrante resinoso experimental com partículas de estrôncio-apatita no tratamento do esmalte desmineralizado
Gabriella de Deus Bressane, Brunna Silva Menezes, Igor Chaparro Chilinque, Renata Nunes Jardim Reis, Eduardo Moreira da Silva, Giovanna Duarte Paschoal da Silva, Fernanda Paes de Figueiredo Costa Pietoso, Maristela Barbosa Portela
Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver um infiltrante dental resinoso (ID) experimental contendo partículas de estrôncio-apatita, caracterizar suas propriedades físico-químicas e avaliar sua eficácia funcional na recuperação da dureza do esmalte desmineralizado após ciclagem de pH. A formulação base (80% TEGDMA, 5% HEMA, 13,5% UDMA, 1% EDMAB e 0,5% canforoquinona) foi associada a 5%, 10% e 15% de partículas (G5%, G10%, G15%, respectivamente), além de grupo controle (sem partículas) e controle comercial (ICON®️). As análises incluíram grau de conversão (DC), microdureza (KHN), viscosidade, sorção (WS) e solubilidade (SL). Para análise funcional, blocos padronizados de esmalte bovino foram desmineralizados, tratados com os ID e submetidos à ciclagem de pH por 7 dias, com avaliação da microdureza superficial e transversal. Os dados foram submetidos à ANOVA, Tukey HSD e teste de Dunnett (α = 0,05). G10% apresentou menor DC e KHN (p<0,05), sendo este último semelhante ao ICON®️. A viscosidade aumentou proporcionalmente à concentração de partículas, com G15% exibindo o maior valor. Não houve diferença estatística para WS e SL entre os grupos. G5% e G10% apresentaram maior recuperação de dureza superficial em comparação ao controle; G15% e ICON®️ foram estatisticamente semelhantes ao controle. Todos os grupos tratados demonstraram recuperação de dureza transversal próxima ao esmalte hígido, com G5% superando esses valores.

Conclui-se que o infiltrante dental resinoso experimental com 5% de estrôncio-apatita apresentou desempenho físico-químico e funcional superior ou equivalente ao infiltrante comercial.




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