03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2783 Resumo encontrados. Mostrando de 2121 a 2130


PN-R0207 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

As redes sociais e o Código de Ética Odontológica - noções na esfera acadêmica
Naara Hilário Mazzi, Fabrício Tinôco Alvim de Souza, Karina Lopes Devito, Vinícius Neves Marcos, Letícia Miquelitto Gasparoni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As redes sociais estão cada vez mais integradas às estratégias de divulgação na área da saúde, impactando significativamente a interação entre profissionais e pacientes. No campo da Odontologia, seu uso deve respeitar os princípios éticos e legais estabelecidos pelo Código de Ética Odontológico (CEO). Este estudo transversal, conduzido por meio de questionário eletrônico, teve como objetivo avaliar o conhecimento dos estudantes de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sobre as normas éticas relacionadas à divulgação de serviços odontológicos nas redes sociais, abordando temas como o uso de imagens de pacientes e a realização de postagens digitais, considerando os aspectos éticos e legais envolvidos. A pesquisa contou com 199 respondentes válidos, entre graduandos e pós-graduandos, sendo 71,4% do sexo feminino e com faixa etária predominante entre 21 e 23 anos. As redes mais utilizadas foram WhatsApp, Instagram e TikTok, tendo como principal motivação a divulgação profissional (89,9%) e a captação de novos pacientes (73,4%). Os resultados buscam oferecer subsídios para o fortalecimento da formação ética dos futuros cirurgiões-dentistas, reforçando a importância da compreensão das diretrizes do CEO para assegurar responsabilidade profissional e proteção ao paciente.

Conclui-se que, diante do avanço das tecnologias e da presença crescente das redes sociais na prática odontológica, torna-se importante promover uma formação crítica dos estudantes e alinhada aos princípios do CEO, para que os futuros profissionais possam atuar com responsabilidade diante dos novos canais de comunicação.

PN-R0210 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

COMO AS TECNOLOGIAS DIGITAIS PODEM APOIAR A IMPLEMENTAÇÃO DO OSCE NA ODONTOLOGIA?
Dinorah Soares Castro, Eulla Pamela Nascimento do Lago, Sandy Alves Silva, Cadidja Dayane Sousa do Carmo
Departamento de odontologia I UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar o impacto do método OSCE (Objective Structured Examination) adaptado ao formato virtual, como aprimoramento no ensino em Odontologia. Trata-se de uma revisão de literatura, com o levantamento bibliográfico na base de dados PubMed, Scielo e Google Acadêmico, por meio dos descritores "OSCE", "Odontologia", "Virtual", com filtro temporal de 5 anos. Como resultados, identificou-se que as adaptações virtuais, como web conferência, vídeos e plataformas próprias, podem apresentar vantagens como acessibilidade, facilidade de uso e flexibilidade de tempo durante a execução do exame. A aplicabilidade de softwares específicos foi apontada como um meio de implementação na construção de roteiros padronizados, controle de tempo, automatização de notas e feedbacks individualizados. Além disso, a simulação digital combinada com a realidade aumentada pode contribuir com a implementação do OSCE em formato virtual. Como limitação, destaca-se a avaliação de habilidades clínicas relacionadas ao "mostrar como fazer" e como desafios, a ausência de equipamentos adequados nas instituições, o custo inicial da implantação, a capacitação de docentes e a garantia de equidade e acessibilidade, uma vez que a experiência avaliativa deve ser a mesma para o desempenho de todos os discentes.

Os recursos digitais podem ser essenciais no aprimoramento do OSCE, contribuindo com a uma possibilidade adicional de implementação do método, de forma interativa e ordenada às demandas contemporâneas da educação em Odontologia, sendo imprescindível o apoio institucional com a infraestrutura e formação docente necessárias.

(Apoio: CNPq  N° Cota Pibic 2024-2025)
PN-R0216 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Medicamentos injetáveis no controle da obesidade e seus reflexos bucais
Brian Otávio de Melo Rodrigues, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Maria Julia Pereira Euzebio, Marcelo Salmazo Castro, Leonardo Trench, Ana Virginia Santana Sampaio Castilho, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Saúde coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tratamento clínico da obesidade vem ganhando destaque frente aos resultados com a significativa perda de peso. Este estudo objetivou identificar os medicamentos injetáveis para controle e manutenção da perda de peso e seus efeitos nas condições bucais. A amostra foi composta por indivíduos maiores de 18 anos foram convidados a participar do estudo de voluntaria e online, através de um link de formulário do Google Forms. Os dados foram coletados por meio de dois questionários validados, Questionário de Frequência de Consumo Alimentar- QFCA e Oral Health Impact Profile adaptado (OHIP-14), acrescidos dos dados demográficos, condições sistêmicas, uso de tratamentos farmacológicos da obesidade (semaglutida, tirzepatida ou saxenda) e seus efeitos nas condições bucais. Os hábitos de vida foram divididos quanto ao tabagismo e etilismo. Foram incluídos 111 participantes, sendo 80 (72,1%) do sexo feminino, etilistas 37 (43,2%) e tabagistas 19 (17,1%). As reações relatadas foram: ansiedade 22 (19,8%), enjoo 42 (37,8%), diarreia 24 (21,6%), tontura 23 (20,7%), dor de cabeça 36 (32,4%) e suor frio 22 (19,8%). As comorbidades foram analisadas por sexo masculino e feminino, hipertensão arterial 31 (27,9%) e 29 (26,1%), diabetes 14 (12,6%) e 18 (16,2%), aumento da circunferência abdominal 31 (27,9%) e 70 (63,1%), baixo HDL em 10 (9%) e 20 (18%), respectivamente. Os medicamentos utilizados para perda de peso foram a semaglutida 36 (32,4%), liraglutida 15 (13,5%) e tirzepatida 8 (7,2%), com perda de peso de 9,23 kg e 41,2% com boca seca.

As medicações injetáveis foram capazes de proporcionar perda de peso. Entretanto, houve a presença de boca seca em quase a metade dos indivíduos, demonstrando que estudos futuros deverão investigar essa relação.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/04277-1)
PN-R0221 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

ATENÇÃO DOMICILIAR A IDOSOS: ANÁLISE DO CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Thamiris Grizante Aurelio, Luis Eduardo Genaro, Aylton Valsecki Junior, Julia Dandara Furilli Valentim, Fernanda Lopez Rosell
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo analisar a assistência domiciliar prestada a pessoas idosas em um município do interior paulista. A pesquisa utilizou dados provenientes de prontuários clínicos de 78 pacientes com 60 anos ou mais, acompanhados pelas Unidades de Saúde da Família entre 01/2022 e 12/2024. A coleta das informações foi realizada por meio da digitalização dos prontuários físicos com o auxílio de aparelho telefônico, permitindo a extração dos dados relevantes para a investigação. A análise dos dados foi conduzida por meio de estatística descritiva. Os usuários apresentaram idade média de 76,3 anos, predominância do sexo feminino (60,25%). Das morbidades mais frequentes destacaram-se hipertensão arterial (83,3%), diabetes mellitus (48,7%) e mobilidade reduzida (37,2%). Também foram observadas outras condições relevantes, como dor em membros (15,4%), distúrbios do trato urinário e hipotireoidismo (11,5% cada), doença de Alzheimer e insuficiência cardíaca (7,7% cada), doença pulmonar obstrutiva crônica e fraturas (6,4% cada) e doença de Parkinson (5,12%). Em relação à assistência recebida, observou-se uma atuação médica expressiva, com 411 atendimentos por médicos clínicos, 645 por enfermeiros, 117 por médicos especializados e 59 por cirurgiões-dentistas. Dentre a equipe multiprofissional, 33,3% foram atendidos por fisioterapeutas, 26,9% por nutricionistas, 16,6% por assistentes sociais, 10,25% por urologistas ou nefrologistas, 3,8% por psicólogos e 2,5% por neurologistas.

A assistência prestada revelou-se abrangente, com participação de diversos profissionais da equipe multiprofissional, especialmente médicos e cirurgiões-dentistas, refletindo a complexidade das demandas de saúde desse grupo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/13176-4)
PN-R0222 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Atenção da saúde multiprofissional de criança atendida no Centro Avançado Translacional do Obeso: Relato de Caso
Maria Julia Pereira Euzebio, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Gabriela de Figueiredo Meira, Ana Virginia Santana Sampaio Castilho, Leonardo Trench, Marcelo Salmazo Castro, Carlos Eduarde Bezerra Pascoal, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Ortodontia e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A obesidade infantil e a cárie dentária são consideradas condições crônicas, altamente prevalentes e multifatoriais, que geram impactos negativos significativos ao longo da vida das crianças e adolescentes. Este estudo de caso objetivou relatar um paciente infantil com múltiplas lesões de cárie ativa e com obesidade, atendido no Centro Avançado Translacional do Obeso- CATO/USP. O CATO oferece atendimento multiprofissional com foco na promoção, prevenção e reabilitação da saúde de forma integral, com acompanhamento endocrinológico, nutricional, psicológico e odontológico. Paciente do sexo masculino, 05 anos de idade, durante a anamnese foi verificado que a criança nunca tinha ido ao dentista, apresentava a dieta rica em sacarose, hábito de escovação 2 vezes ao dia, fazia amamentação materna a noite e uso de mamadeira. A cárie dentária foi mensurada pelo ICDAS. A avaliação antropométrica foi realizada pelo Índice de massa corporal (IMC). As lesões de cárie ativas com escore 3 e 5 do ICDAS foram encontradas nas faces vestibulares dos incisivos anteriores superiores. O IMC encontrado demonstrou que a crianças apresentava obesidade com percentil 99 (19,72 kg/m2). A criança foi tratada pela técnica tratamento restaurador atraumático (ART), com mínima intervenção e máxima preservação das estruturas dentárias.

A atenção integral oferecida pela equipe do CATO foi capaz de devolver a saúde e qualidade de vida para a criança, evitando a progressão da doença cárie e das comorbidades associadas a obesidade infantil.

(Apoio: CNPq - FAPESP  N° 302002/2022-7  |  FAPESP  N° 2023/07554-3  |  FAPESP  N° 2023/05647-4)
PN-R0223 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Conhecimento e segurança das gestantes sobre saúde bucal da gestante e do bebê
Ana Julia de Barros Cerri, Maria Alana Bicheiro, Daniella de Souza E. Silva, Karin Migliato Sarracini, Marcia Hiromi Tanaka, Lenita Marangoni Lopes
Área da saúde CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi analisar o perfil socioeconômico, conhecimento e segurança das gestantes sobre os cuidados bucais da gestante e do bebê através de um questionário virtual. Gestantes de 18 e 41 anos (n=104) foram convidadas a responder um questionário estruturado na plataforma Google Formulários contendo questões sobre informações sociodemográficas e sobre conhecimento e segurança sobre a saúde bucal durante a gestação e do bebê. Os resultados foram analisados descritivamente. Foi realizado a comparação dos fatores socioeconômicos entre as respostas ao formulário pelo teste T e Mann Whitney. Além disso, foi realizada análise de correlação de Spearman para as variáveis estatisticamente significantes (p<0,05). As gestantes tinham idade média de 26,8 (18-41) anos de idade e 25,3 (1-41) semanas de gestação. A maior parte das gestantes tinha ensino médio completo (50%), renda familiar de 1 a 5 salários mínimos (86,5%), e estava na primeira gestação (54,8%). As gestantes que relataram ter recebido orientação com relação à saúde bucal e estar seguras sobre como cuidar da saúde bucal do seu bebê tinham maior escolaridade (p=0.020) e idade (p=0.004). Foi observado correlação positiva (Coef. Spearman = 0.248) entre a escolaridade das gestantes e o relato de ter recebido orientação sobre saúde bucal na gestação e se sentir segurança sobre como cuidar da saúde bucal do seu bebê.

Concluiu-se que gestantes com maior escolaridade e idade relataram ter recebido orientações sobre saúde bucal e sentir segurança sobre os cuidados com a saúde bucal do bebê, destacando a importância da educação na promoção da saúde materno-infantil.

PN-R0226 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Higiene bucal, percepção de saúde e queixas odontológicas autorreferidas no ambulatório Trans de Florianópolis
Alisson Luiz Schmitt, Zeno Carlos Tesser Junior, Andreia Morales Cascaes, Rodrigo Otávio Moretti-pires
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As desigualdades em saúde bucal refletem processos históricos de exclusão social e afetam de forma particularmente intensa a população transgênero. Este estudo descreveu os hábitos de higiene bucal, a percepção de saúde e as queixas odontológicas autorreferidas por 182 pessoas transgênero de 18 anos ou mais atendidas em um ambulatório específico do Sistema Único de Saúde (SUS), em Florianópolis/SC. Trata-se de estudo descritivo, de abordagem quantitativa, com dados obtidos por meio de nove perguntas estruturadas, formuladas com base nas questões do projeto SB-Brasil 2023. Quanto à escovação, 3,9% não realizavam diariamente, 16,2% escovavam uma vez ao dia e 79,9% duas ou mais vezes. O uso de fio dental foi relatado como inexistente por 35,2%; 40,2% usavam de uma a três vezes por semana; 10,1% de quatro a seis vezes; e 14,5% diariamente. Dor de dente nos últimos seis meses foi referida por 34,6% e dor em face, bochechas, lateral da cabeça ou frente do ouvido por 42,5%. O uso de prótese ou implante foi mencionado por 9%. A percepção de necessidade de tratamento odontológico foi indicada por 71,9% dos participantes, sendo 51,6% por razões preventivas e 48,4% por problemas bucais. A autoavaliação da saúde bucal foi considerada boa por 37,4%, regular por 53% e ruim por 15,6%. Apenas 4,5% relataram procedimentos faciais relacionados à afirmação de gênero.

Os achados mostram que, apesar da adoção de práticas básicas de higiene, muitas pessoas transgênero ainda apresentam queixas e reconhecem a necessidade de tratamento, o que reforça a urgência de ações que ampliem o acesso e qualifiquem o cuidado em saúde bucal para essa população.

(Apoio: CNPq  N° 404546/2021-8)
PN-R0227 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

Fatores psicossociais e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de adolescentes: um estudo descritivo
Maria Isabelle Leão Pedrosa, Igor Miguel Lago Cecilio, Alessandra Maria Couto Neves, Maria Augusta Bessa Rebelo, Yan Nogueira Leite de Freitas, Janete Maria Rebelo Vieira
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi descrever a autoestima, o senso de coerência (SOC), o apoio social, a experiência de bullying, a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (QVRSB), bem como os fatores demográficos e socioeconômicos dos escolares de 12 anos da rede pública de Manaus, Amazonas, por meio de um estudo transversal. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Parecer n.º 6.866.971). Numa amostra representativa de 789 adolescentes, os instrumentos utilizados para medir as variáveis foram: a Escala de Autoestima de Rosenberg, Sense of Coherence - 13 (SOC-13), Social Support Appraisals (SSA), questões adaptadas da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019 (PeNSE 2019) e o Child Perception Questionnaire (CPQ 11-14). Mais da metade da amostra era composta por escolares do sexo feminino (55%), pardos (68%), com renda familiar de até 1 salário-mínimo (63%), cujos pais concluíram o Ensino Médio (75%). Os escores médios foram: autoestima 27,06 (± 3,53); SOC 40,31 (± 5,19); apoio social 130,43 (± 19,21); QVRSB 37,98 (± 9,68). Cerca de 48% dos participantes afirmaram ter sofrido algum tipo agressão verbal na escola e 12% afirmaram que o motivo estava relacionado aos seus dentes. Quase 38% dos escolares disseram ter sofrido exclusão social e 25% relataram ter sido vítimas de agressão física, também no ambiente escolar.

Os achados revelaram valores moderados para os fatores psicossociais e QVRSB, porém indicam a importância de considerar esses aspectos no planejamento de políticas públicas que favoreçam o bem-estar dos adolescentes estudados.

PN-R0229 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

Uso de técnicas não farmacológicas para controle do comportamento em ambientes odontológicos: um estudo de coorte
Bárbara Borelli Bizerra, Djessyca Miranda e Paulo, Carlos Flores Mir, Joao Marcos da Costa Ribeiro, Rui Barbosa de Brito Junior, Rafael Rodrigues Lima, Maiza Segatto Cury, Luiz Renato Paranhos
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a eficácia de intervenções individualizadas de manejo comportamental na colaboração de pacientes com transtornos comportamentais durante procedimentos odontológicos. Realizou-se uma coorte retrospectiva, em um hospital odontológico, com pacientes que completaram ao menos três sessões de condicionamento. O protocolo utilizou técnicas como "Dizer-Mostrar-Fazer", reforço positivo, recursos visuais, princípios do TEACCH (tratamento e Educação para Crianças com Autismo ou Deficiências Relacionadas à Comunicação) e exposição gradual. A maioria dos participantes era do sexo masculino (80,4%) e diagnosticada com TEA (80%). A mediana do tempo de condicionamento foi de três sessões. Interrupções por necessidades clínicas aumentaram significativamente esse tempo (mediana de 6,5; p=0,010), e intervalos curtos entre consultas também foram associados a maior duração do condicionamento (p=0,010). Inicialmente, apenas 3,9% realizavam a etapa de uso do fio dental; após as intervenções, esse número subiu para 90,6%.

Técnicas não farmacológicas individualizadas mostraram-se eficazes na melhora da cooperação, especialmente em procedimentos preventivos. A continuidade do cuidado e um agendamento estratégico foram determinantes para o sucesso do condicionamento, indicando a importância da integração dessas abordagens na prática odontológica de rotina para pacientes com TEA( transtorno do espectro autista) e condições semelhantes.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  |  FAPs - FAPEMIG)
PN-R0233 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

A influência da saúde bucal na qualidade de vida familiar: estudos em escolas promotoras de saúde com o P-CPQ
André Marques Godinho Matos, Lorena Aparecida Nery Araújo, Larissa Costa Freitas, Mateus Antonio Mussolin, Matheus de Paula Pessoa Dias, Amanda Gripp Cabral, João Vitor de Oliveira Pereira, Ronaldo Luís Almeida de Carvalho
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAMINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal infantil influencia diretamente o bem-estar da criança e a qualidade de vida familiar, sendo especialmente relevante em contextos escolares com ações educativas e preventivas. Este estudo buscou avaliar a influência da saúde bucal na qualidade de vida familiar em crianças de 6 a 12 anos, matriculadas em escolas públicas promotoras de saúde no bairro São Cristóvão, em Muriaé, interior de Minas Gerais. Aplicou-se o questionário validado Parental Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ), traduzido para o português, a pais ou responsáveis, contemplando sintomas orais, função, bem-estar emocional e impacto familiar. A amostra foi composta por 126 participantes, divididos nas faixas etárias de 6 a 8 e 9 a 12 anos. A análise descritiva revelou escore médio total de 52,40 (DP = 47,92), com maior impacto nos domínios de sintomas orais e bem-estar emocional. Embora a maioria dos responsáveis tenha avaliado a saúde bucal como boa ou excelente, muitos relataram efeitos negativos no bem-estar infantil. Os testes de Mann-Whitney não indicaram diferenças significativas entre os grupos etários (p > 0,05), e a correlação de Spearman entre idade e escores também não foi significativa. Os escores totais foram 51,34 para o grupo de 6 a 8 anos e 53,29 para o de 9 a 12 anos, evidenciando percepção semelhante de impacto. Notou-se que a saúde bucal interfere na qualidade de vida infantil, especialmente nos aspectos orais e emocionais, reforçando a importância de ações preventivas nas escolas desde a infância.

Notou-se que a saúde bucal interfere na qualidade de vida infantil, especialmente nos aspectos orais e emocionais, reforçando a importância de ações preventivas nas escolas desde a infância.




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