03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2784 Resumo encontrados. Mostrando de 1801 a 1810


PIc0174 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

JUVENTUDE EM RISCO: UM ESTUDO ACERCA DOS COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA O CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE ENTRE ESCOLARES DE ENSINO MÉDIO NO BRASIL
Giullie Anne de Souza Giffoni da Conceição, Lucas Alves Jural, Antonio José Ledo Alves da Cunha, Patrícia de Andrade Risso, Saul Martins Paiva, Lucianne Cople Maia
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adolescência é um período de alerta para prevenção de comportamentos que podem desencadear doenças crônicas. Objetivou-se avaliar, por meio de um estudo transversal de base populacional, a associação entre fatores sociodemográficos e comportamentos de risco à saúde (CRS) para câncer de boca e orofaringe entre escolares de ensino médio brasileiros, com base na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE, 2019). Utilizaram-se dados públicos do IBGE e análise por Regressão de Poisson com variância robusta, considerando razões de prevalência - RP (IC95%; p<0,05). Foram analisadas as variáveis: área de moradia, sexo, raça/cor e tipo de escola. Os CRS incluíram uso de cigarros convencionais e eletrônicos, etilismo e relação sexual desprotegida, além da experiência cumulativa dos CRS (0-4). Incluíram-se 70.554 adolescentes. Verificou-se maior experiência cumulativa de CRS entre estudantes de escolas públicas (RP=1,090), e menor entre meninas (RP=0,972), adolescentes não brancos (RP=0,947) e moradores de áreas rurais (RP=0,873). Com relação ao tabagismo, o uso de cigarros convencionais foi mais prevalente em escolas públicas (RP=1,023), enquanto o uso de cigarros eletrônicos foi menor (RP=0,979) em relação às privadas. A relação sexual desprotegida foi mais comum entre meninas não brancas, de áreas urbanas e escolas públicas (p<0,001). O etilismo foi mais prevalente em meninos, brancos, de escolas privadas e áreas urbanas (p<0,001). A combinação de etilismo e tabagismo foi discretamente maior em áreas rurais (p<0,001).

Conclui-se que os fatores sociodemográficos influenciam o acúmulo de comportamentos de risco para o câncer de boca e orofaringe, reforçando a importância de ações de promoção da saúde bucal com foco em equidade.

(Apoio: CAPES  N° DS-01  |  PIBIC UFRJ)
PIc0175 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

O conduto MV2 em molares superiores de pacientes da Pós-Graduação em Endodontia UniFOA: análise tomográfica de prevalência e tipos
Davi Damato Bemfeito Barroso, Leonardo Dos Santos Barroso, Laura Damato Bemfeito Barroso, Adriana Marques Nunes, Alcemar Gasparini Netto, Ilana Ferreira de Oliveira Christovam, Danúsia da Silva Vilela
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DA ESCOLA DE ODONTOLOGIA DE VOLTA REDONDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O primeiro molar superior frequentemente apresenta um segundo conduto radicular (MV2) na raiz mésio-vestibular, que possui relação direta com o sucesso da intervenção endodôntica. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a presença, a prevalência e a trajetória, segundo a classificação de Vertucci, utilizando a tomografia computadorizada de feixe cônico como meio de detecção. Para tanto, 50 exames de 40 pacientes, da faixa etária de 9 a 85 anos (média de 46,5 anos), de ambos os sexos, do banco de dados do curso de especialização em Endodontia do UniFOA foram analisados no software XelisTM dentalviewer (LED dental, EUA). Os resultados mostraram um valor de prevalência de 88% do MV2 (44 dentes no total) sendo 59,09% com trajetória tipo II de Vertucci, 36,37% tipo IV, 2,27% tipo VI e 2,27% tipo VIII, de acordo com a classificação mencionada. Na segmentação por faixa etária, a distribuição foi: 09 a 20 anos (prevalência de 76,92% do MV2), 21 a 40 anos (prevalência de 100% do MV2), 41 a 60 anos (prevalência de 95,65% do MV2) e 61 a 85 anos (prevalência de 77,77% de MV2). Em cada um dos intervalos descritos, também foram analisados a prevalência de cada um dos tipos mencionados.

Concluiu-se que a ocorrência da presença do conduto MV2 é alta em todas as faixas etárias estudadas e, portanto, precisa ser considerado quando da realização do tratamento endodôntico em primeiros molares superiores e que a tomografia computadorizada de feixe cônico é um importante recurso para a análise e planejamento da intervenção, o que pode impactar sobremaneira o sucesso da terapia endodôntica.

PIc0176 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Funcionalização dos implantes com teriparatida e o impacto sobre o reparo peri-implantar em ratas osteopênicas
André Luis Balbino da Silva, Ana Cláudia Ervolino da Silva, Paula Buzo Frigério, Fábio Roberto de-Souza-Batista, Sabrina Cruz Tfaile Frasnelli, Kathryn Grandfield, Roberta Okamoto
Ciências Básicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da funcionalização de implantes com teriparatida sobre o reparo ósseo peri-implantar em ratas osteopênicas. Para isso, 48 ratas foram submetidas à ovariectomia e separadas em grupos de acordo com a presença (PTH) ou ausência de funcionalização (SF), formando 2 grupos: PTH e SF. 30 dias após a ovariectomia, as ratas foram submetidas à instalação dos implantes e, aos 14, 28 e 42 dias após a instalação dos implantes, foi realizada a eutanásia e coleta das amostras para as análises de microtomografia computadorizada (micro-CT) e PCR em tempo real, sendo que as amostras de 14 dias foram utilizadas tanto para a micro-CT, quanto para o PCR. Além disso, aos 14 dias foi realizada a mensuração do contra-torque dos grupos, não havendo diferença siginificativa entre eles. Na análise de PCR, foi constatado uma maior expressão gênica das proteínas VEGF, OPG e OCN e menor expressão da proteína RANKL e da taxa RANKL/OPG no grupo PTH. Na micro-CT, aos 14 dias houve maior valor de Tb.Th no grupo PTH, porém com menor Tb.N e maior Tb.Sp, já aos 28 dias, não houve diferença significativa entre os grupos. Aos 42 dias, o grupo PTH teve melhoras em seus parâmetros, com melhores valores principalmente em BV/TV, Tb.N e I.S.

Desse modo, conclui-se que a funcionalização do implante com a teriparatida é uma estratégia promissora no reparo peri-implantar, visto que o grupo PTH teve resultados melhores quando comparado ao outro grupo, tendo maior sinalização para angiogênese, formação e mineralização óssea na análise de PCR, que juntamente aos melhores resultados na análise de micro-CT aos 42 dias, evidenciou melhora no reparo peri-implantar nas condições avaliadas no estudo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/14193-0  |  FAPs - Fapesp  N° 2021/13026-4  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PIc0177 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Eficiência e precisão na sobreposição de modelos virtuais 3D em tomografias computadorizadas: implicações para Cirurgia Ortognática
Marco Antonio de Bem de Souza, José Nazareno Gil, Luiz Fernando Gil
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

No planejamento digital da cirurgia ortognática, a integração de modelos virtuais 3D da dentição (STL) em tomografias computadorizadas (TC) é essencial para representar com precisão as superfícies dentárias. Este estudo comparou a precisão e o tempo de execução na sobreposição do STL sobre a TC de pacientes submetidos à cirurgia ortognática, utilizando a técnica de demarcação de pontos afim de otimizar o planejamento virtual da cirurgia ortognática. A amostra foi composta por 30 pacientes. Foram incluídos pacientes submetidos à cirurgia ortognática com aparelho ortodôntico fixo, presença de TC pré-operatória e STL. Excluídos pacientes menores de 18 anos, pacientes sem consentimento, com implantes, próteses ou ausências dentárias de mais de dois elementos por arco. O método foi realizado por um único pesquisador avaliado pelo coeficiente de correlação intraclasse que resultou em > 0.9. Avaliaram-se duas variáveis: tempo para demarcação dos pontos (em segundos) e precisão (em milímetros), utilizando três protocolos de sobreposição: grupo 1 (3 pontos), grupo 2 (5 pontos) e grupo 3 (7 pontos). Os dados não apresentaram distribuição normal (Teste de Shapiro-Wilk) e foram analisados pelo Teste de Friedman com post-hoc de Durbin-Conover. Houve diferença estatística no tempo entre os grupos, sendo o grupo 1 de execução mais rápida (p < 0.01). A precisão variou de 0,1 mm a 0,395 mm, sem diferença estatística entre os grupos.

Portanto, o uso de três pontos reduz significativamente o tempo sem comprometer a precisão, sendo mais eficaz para o planejamento cirúrgico virtual. Esses resultados corroboraram para a otimização da execução do planejamento digital na cirurgia ortognática, gerando uma economia de tempo e, consequentemente, de recursos.

PIc0179 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

AVALIAÇÃO DA DOSE DE RADIAÇÃO NA ABERTURA BUCAL EM PACIENTES COM TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO TRATADOS COM RADIOTERAPIA: ESTUDO OBSERVACIONAL
Ana Rebeca Fernandes da Silveira, Ravy Jucá Farias, Hannah Christie Gomes Abreu, Yasmim Teles da Silva, Maria Eduarda Martins Costa, Bruna Carolina Coelho da Silva, Edson Luiz Cetira Filho, Paulo Goberlânio de Barros Silva
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo, busca investigar a relação entre a dose de radiação recebida pelos músculos mastigatórios, a incidência e gravidade da limitação da abertura bucal em pacientes com câncer de cabeça e pescoço (CCP) submetidos à radioterapia (RT). 14 pacientes com CCP sem tumor incluso na região dos músculos mastigatórios ou na Articulação Temporomandibular, com estadiamento I a IV em que tenha indicação de radioterapia de câncer de cabeça e pescoço (RTCCP) ou quimiorradioterapia foram incluídos. Foram avaliados e coletados dados como localização do tumor primário, escala ECOG, protocolos de RT, questionário de qualidade de vida (OHIP-14), ingestão alimentar (ASGP), entre outros dados. Imagens de tomografia obtidas no software foram submetidas ao delineamento dos músculos mastigatórios e através da Dose Volume Histograma dos masseteres direito e esquerdo (D/E), pterigoideos mediais e laterais (D/E) e temporais (D/E), além da ATM (D/E) adquirida as informações da dose de radiação. A abertura bucal foi coletada em cada sessão de RT, dor durante abertura bucal e à palpação em cada músculo mencionado, além da escala CTCAE v5.0 para classificar o grau de trismo. A média da abertura bucal variou de 45.65±9.13cm chegando até 52.40±12.83cm. Com relação a dor da abertura bucal começou com 0.64±2.41cm e houve um aumento diário de 7% (p=0,132). Dos dados avaliados, a incapacidade social (p=0,035) mostrou-se inversamente correlacionada com a abertura bucal final, bem como a avaliação de dor física (p=0,018) e incapacidade social (p=0,014).

Destaca-se a necessidade de estudos futuros com amostras mais amplas e maior tempo de seguimento, a fim de avaliar de forma mais precisa o desenvolvimento de trismo em longo prazo após o término da radioterapia.

PIc0180 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Terapia Fotodinâmica no Controle da Estomatite Protética em Usuários de Prótese Dentária: Revisão Narrativa
Vanessa Barbosa Dias, Gabriel Nunes de Paula, Thyago Oliveira Cardoso, Sirlei Moura de Almeida Maggioni, Fabiano Luiz Heggendorn
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A estomatite protética (EP) é uma manifestação comum de candidíase oral em indivíduos portadores de prótese dentária. Essa patologia caracteriza-se por graus distintos de inflamação, manifestando-se morfologicamente por petéquias e inflamação localizada ou difusa da mucosa oral. A terapia fotodinâmica (TF) é uma técnica minimamente invasiva que associa um fotossensibilizante à irradiação com laser de baixa potência, que promove espécies reativas de oxigênio e a destruição seletiva de microrganismo. O estudo objetivou realizar uma revisão narrativa sobre a eficácia da TF no tratamento da EP em usuários de prótese dentária. Foi realizado um levantamento bibliográfico na base PubMed, de 2010 a 2025, com os termos: "candida or oral candidiasis or denture stomatitis and photodynamic therapy or PDT or photosensitizer and treatment or therapy". Foram incluídos estudos em humanos, longitudinais e estudos comparativos. Excluíram-se revisões, relatos de caso, estudos em animais e laboratoriais. Foram identificados 590 estudos; após triagem por título e resumo, 12 foram lidos na íntegra e 10 incluídos. Os estudos avaliaram o grau da EP: 1 pelo índice de Budtz-Jorgensen e 9 pela classificação de Newton, apenas 6 avaliaram cultura microbiológica. Seis estudos compararam a Nistatina tópica com a TF e 4 compararam com diferentes formas farmacêuticas do Miconazol.

A TF demonstrou eficácia na redução da carga fúngica da EP quando combinada com fármacos tradicionais, além de diminuir o uso exacerbado de antifúngicos, minimizando o risco de resistência microbiana. Ainda são necessários mais estudos clínicos padronizados para consolidar a eficácia, definir um protocolo otimizado e avaliar o custo-efetividade para os pacientes.

PIc0181 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Escleroterapia guiada por Ultrassonografia: tratamento minimamente invasivo de anomalias vasculares
Luís Otávio Pereira da Silva, Ricardo Alves de Mesquita, Maurício Augusto Aquino de Castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As malformações arteriovenosas são anomalias vasculares (AVs) caracterizadas por desordens na estrutura ou no desenvolvimento de veias, artérias e capilares. O presente estudo propôs-se a avaliar a eficácia do tratamento minimamente invasivo de anomalias vasculares na região orofacial, por meio de escleroterapia guiada por ultrassonografia, utilizando polidocanol a 3%. A amostra foi composta por pacientes atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais, entre os anos de 2023 e 2025, com queixas estéticas ou funcionais relacionadas às malformações. Os critérios de elegibilidade foram: presença de anomalias vasculares na região orofacial, medindo no mínimo 3 mm de diâmetro, diagnosticadas clinicamente por vitropressão e por exame ultrassonográfico com uso de recurso doppler. A amostra final foi composta por 31 AVs, medindo entre 3 mm e 25 mm (média = 8 mm). O local mais acometido foi o lábio inferior (n=12; 38,7%). Após o tratamento, a maioria das AVs apresentou redução da área (n=83,9%), além de redução do fluxo sanguíneo e densidade vascular, avaliados por doppler. Clinicamente, a eficácia do tratamento foi verificada pela regressão visual das malformações e melhoria funcional. Foi constatada alta satisfação dos pacientes com o tratamento, aferida pela escala de Likert.

Assim, a abordagem minimamente invasiva da escleroterapia guiada por ultrassonografia para o tratamento de malformações arteriovenosas na região orofacial, se mostrou efetiva. A ultrassonografia contribuiu para o diagnóstico, para a orientação da decisão terapêutica e para minimizar riscos inerentes a procedimentos cirúrgicos, pela alta precisão no posicionamento dos instrumentos, mesmo em alterações menores.

PIc0182 - Painel Iniciante
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

ANÁLISE MORFOMÉTRICA DAS VARIAÇÕES ANATÔMICAS DE MANDÍBULAS DENTADAS E EDÊNTULAS
Gustavo Figueiredo Martins, Mariana Horta Oliveira, Tatiana Wscieklica, Monique Lalue Sanches
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o avanço da idade, observa-se a diminuição da altura e comprimento do corpo e ramo da mandíbula. A localização do forame mentual, é de extrema importância para o bloqueio anestésico mentual e incisivo em cirurgias e proteção do nervo de traumas, que podem resultar em disfunção sensorial do queixo, lábio inferior e gengiva. O objetivo desse trabalho foi realizar uma análise quantitativa e descritiva das possíveis variações do forame mentual em mandíbulas secas dentadas e edêntulas e elaborar um banco de dados para levantamento dessas alterações. Este é um estudo do tipo observacional prospectivo de corte transversal onde foram analisadas 95 mandíbulas adultas secas provenientes do acervo de peças anatômicas do Laboratório de Anatomia Humana da Universidade Metodista de São Paulo. As mandíbulas foram fotografadas com câmera digital. Por intermédio do software de domínio público Image J, foi realizada uma mensuração da presença e área dos parâmetros avaliados. As variáveis do estudo foram obtidas a partir das mensurações das distâncias lineares horizontais, verticais, referências anatômicas e áreas totais do forame mentual. Os resultados encontrados corroboraram com os estudos existentes mostrando uma maior predominância do forame mentual abaixo do 2 pré-molar, independente do lado e do tipo de dentição. Além disso, existe um equilíbrio no formato do forame em ser oval ou redondo nas mandíbulas dentadas, que passa a ter um predomínio do formato oval nas mandíbulas parcialmente dentadas.

O edentulismo altera a conformação mandibular que deve ser considerada para a localização do forame mentual. Por esse fato, há necessidade de variações nas técnicas anestésicas dependendo da condição e faixa etária de cada paciente.

(Apoio: CNPq  N° 831/23)
PIc0183 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Uso de curativo intraoral no pós-operatório de cirurgias de implantes osseointegráveis. Estudo clínico prospectivo e randomizado
Julia Camily Coutinho Fernandes, Henrique Zambon Massaferro, Izabella Sol, Marcos Eduardo Gomes Alves, Tatsuya Henrique Kano, Martina Andreia Lage Nunes, Daniela Ponzoni
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os tecidos moles peri-implantares são essenciais para a estabilidade e longevidade dos implantes, atuando como barreira contra inflamações e infecções. A proteção mecânica desses tecidos, por meio de curativos intraorais como o Ora-Aid®, tem sido proposta como uma estratégia para otimizar o reparo tecidual. Este estudo avaliou os efeitos do uso do Ora-Aid® na recuperação pós-operatória de implantes dentários. Vinte e quatro pacientes foram distribuídos em dois grupos: Grupo Controle (GC), submetido apenas à sutura simples, e Grupo Experimental (GE), que recebeu a sutura associada ao curativo intraoral. Os desfechos analisados incluíram trismo, edema, dor, qualidade de vida, sangramento pós-operatório, necessidade de analgésicos de resgate, reparo das feridas cirúrgicas e estabilidade do curativo. Os resultados mostraram que ambos os grupos apresentaram desfechos clínicos semelhantes, sem diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis analisadas. No entanto, o GE apresentou uma tendência à redução no sangramento e na intensidade da dor, além de menor consumo de analgésicos, sugerindo um possível benefício no conforto pós-operatório.

Ambos os grupos apresentaram evolução satisfatória em relação aos sinais e sintomas pós-operatórios, indicando que, independentemente da abordagem utilizada, a recuperação foi eficaz e dentro dos padrões esperados. Os parâmetros clínicos pós-operatórios, como trismo, edema, intensidade de dor, qualidade de vida, sangramento pós-operatório e o processo de reparo de feridas cirúrgicas em mucosa oral após a instalação de implantes osseointegráveis, com e sem o uso do curativo intraoral OraAid®, foram semelhantes. O consumo de analgésicos foi menor no grupo experimental.

PIc0184 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Expressão exossomal de genes da família miR-200 em linhagens celulares de carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço: estudos in vitro
Marcos Vinícius Santos Pinto, Victor Hugo Dantas Guimarães, Guilherme Gonçalves Fernandes, Júlia Ramos de Amorim, Gabriel Donner Oliveira, Luciana Mara Barbosa Pereira, Juciane Fagundes Durães Benitez, Alfredo Mauricio Batista de Paula
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CCECP) é o tipo mais prevalente de câncer que surge na mucosa do trato aerodigestivo superior. Os miRNA são um grupo de biomoléculas reguladoras chaves da carcinogênese, especialmente pelo envolvimento desses genes com a modução da transição epitélio-mesenquimal (TEM) e ocorrência de metástases evidenciada em outros tipos de cânceres. Este estudo investigou a expressão da família miR-200 em linhagens celulares de CCECP. Os níveis de expressão de miR-200a, miR-200b, miR-200c, miR-141 e miR-429, incluindo suas sequências maduras 3p e 5p, foram analisados a partir de dados de sequenciamento de RNA de exossomos obtidos de quatro linhagens de CCECP: Cal27 (língua), FaDu (hipofaringe), Detroit562 (faringe) e H413 (mucosa jugal), e de uma amostra controle (HGEPP: queratinócitos normais). Os níveis de expressão desses miRNA foram acessados no repositório GEO (GSE84306). O teste de Shapiro-Wilk foi usado para normalidade e ANOVA unidirecional, seguida do teste post-hoc de Bonferroni, para comparações múltiplas entre os grupos. O nível de significância estatística foi de 95% de confiança. Os achados deste estudo mostraram superexpressão de todos os membros da família mir200 em todas as linhagens de CCECP em comparação ao grupo controle. Notavelmente, as isoformas 3p apresentaram maiores níveis de expressão do que as 5p, com destaque para miR-200c-3p e miR-141-3p, particularmente superexpressas nas células FaDu e Detroit562.

Esses achados sugerem que a expressão exossomal de membros da família miR-200 pode servir como biomarcadores promissores não invasivos para o diagnóstico e progressão tumoral do CCECP

(Apoio: CNPq  N° 441306/2023-3  |  FAPEMIG  N° 1412-23, 1644-24, e 4800-24)



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