03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2784 Resumo encontrados. Mostrando de 1641 a 1650


PIa0009 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Efeito da deleção de agrin em células que expressam Runx2 na diferenciação osteoblástica de células-tronco do tecido adiposo
Aline Ying Ying Wang, Gabriela Camarneiro Siqueira, Maria Paula Oliveira Gomes, Adalberto Luiz Rosa, Márcio Mateus Beloti
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proteína da matriz extracelular agrin regula a diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais (MSCs) derivadas da medula óssea. No entanto, não há dados na literatura acerca da participação de agrin na diferenciação osteoblástica de MSCs derivadas do tecido adiposo. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da deleção de agrin em células que expressam Runx2 na diferenciação osteoblástica de MSCs derivadas do tecido adiposo. As MSCs foram obtidas do tecido adiposo inguinal de camundongos transgênicos Runx2-Cre; Agrinfl/fl (deleção de agrin) e Agrinfl/fl (controle), cultivadas em meio osteogênico e foram avaliadas a expressão gênica de agrin e seus receptores, e de marcadores ósseos, por PCR em tempo real, e a atividade de fosfatase alcalina (ALP) aos 7 dias. Os dados foram comparados pelo teste t de Student (p≤0,05). A deleção de agrin reduziu a expressão gênica de Agrin (p<0,001) e seus receptores, Dag (p<0,001) e Lrp4 (p=0,029), além dos marcadores Runx2 (p<0,001), Alp (p=0,004), Col1a1 (p=0,029), Opn (p<0,001) e Oc (p=0,029), e a atividade de ALP (p<0,001).

Portanto, agrin desempenha um papel crítico nas etapas inicias da diferenciação osteoblástica de MSCs derivadas do tecido adiposo, sugerindo que esta pode ser uma proteína importante para o equilíbrio entre diferenciação osteoblástica e adipocítica de MSCs e, consequentemente, para o processo de osteogênese.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/07711-4)
PIa0010 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Análise Comparativa de Duas Técnicas de Queiloscopia Forense
Ana Carolina Marcolla Gambus, Luiz Carlos Carta Gambus, Sérgio Aparecido Ignácio, Soraya de Azambuja Berti Couto, Paulo Henrique Couto Souza
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo comparou as técnicas de queiloscopia forense elaboradas por Sivapathasundharam e Chandra Sekharan. Cinquenta imagens de impressões labiais, 25 do sexo feminino e 25 do sexo masculino, foram obtidas pela técnica de impressão labial digital (ILD). Para a obtenção das imagens dos contornos e impressões labiais foram realizadas fotografias labiais digitais (FLD), com uma régua posicionada na região central do lábio inferior, demarcando a área de 1,0 cm. Para a técnica de Sivapathasundharam (2001), a parte central do lábio inferior correspondendo a 1,0 cm foi "recortada" da imagem original para a avaliação isenta da influência das áreas adjacentes. Para a técnica de Chandra Sekharan (2011) as imagens foram analisadas com o programa Microsoft PowerPoint juntamente com a ferramenta "desenhar". A opção "Marca-texto: vermelho, 4mm" foi utilizada para delimitar os contornos labiais inferiores presentes nas fotografias os quais foram copiados e colados em um slide em branco. Para a análise estatística intraobservador utilizou-se o teste não paramétrico de Wilcoxon, confirmando ausência de diferença estatística das respostas nos dois momentos de análise (p=0,564). Para a comparação entre as técnicas descritas utilizou-se os testes do Qui-quadrado e Mc-Nemar (p=0,05). O resultado demonstrou uma associação estatística entre o Tipo 1 de Sivapathasundharam e o Tipo 3 de Chandra Sekharan e entre os Tipos 3 de Sivapathasundharam e de Chandra Sekharan (p=0,042).

O presente trabalho mostrou que as técnicas de Sivapathasundharam e de Chandra Sekharan apresentaram associação estatística, quando comparadas entre si, o que pode contribuir para identificação humana em análises forenses.

PIa0011 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Aumento da expressão de proteínas relacionadas à hipóxia: O papel do invadopódio na invasão local do ameloblastoma unicístico mural
Karolayne Aparecida Queiroz Vitelli, Gabriela Cristina Avertano Rocha da Silveira, Rebeca Vieira Costa, Maria Sueli da Silva Kataoka, Adriana Etges, Fabricio Passador-santos, Sergio de Melo Alves Junior, João De Jesus Viana Pinheiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a imunoexpressão das proteínas HIF-1α, NOTCH-1, ADAM-12 e HB-EGF, biomarcadores relacionados à hipóxia e formação do invadopódio, nos diferentes subtipos histológicos do ameloblastoma unicístico (AU) e no ameloblastoma convencional (AC). Para isso, utilizou-se 29 casos de AU subdivididos em: 14 do tipo mural (AMU), 7 do luminal (ALU) e 8 do intraluminal (AIL). Como controle, foram obtidas 9 amostras de AC e 9 de folículo dentário (FD). Todas as amostras foram submetidas ao protocolo de imunohistoquímica. Para quantificar a imunoexpressão nas células epiteliais neoplásicas, 5 imagens de cada amostra foram adquiridas, sendo as do subtipo AMU analisadas separadamente em cápsula cística e lúmen. A comparação da imunoexpressão entre os grupos foi realizada por análise de variância (ANOVA), com pós teste de Bonferroni. No MUA, essa comparação entre a cápsula e o lúmen foi verificada pelo teste Mann-Whitney. Para as 4 proteínas houve diferença estatística significativa entre as amostras de ameloblastomas e FD. Entre os subtipos do ameloblastoma unicístico, houve superexpressão das proteínas HIF-1a, NOTCH-1, ADAM-12 e HB-EGF no AMU em relação ao ALU (p< 0,0001) e ao AIL (p< 0,0001). Na comparação entre as células epiteliais neoplásicas da cápsula cística e as do lúmen no MUA, todas as proteínas foram mais expressas na cápsula cística. Não houve diferença de imunoexpressão entre AMU e AC, exceto para NOTCH-1.

A partir dos resultados obtidos, a alta expressão de proteínas associadas à hipóxia e à formação de invadopódios sugere um comportamento mais agressivo e invasivo do ameloblastoma unicístico mural em relação aos demais subtipos, luminal e intraluminal.

PIa0012 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Análise fractal na mandíbula de atletas: resultados preliminares da comparação entre indivíduos considerando a densidade mineral óssea
João Lucas Marques, Helena Pickler Fronza, Tatiane Blaskowski, Giovanna Mozzaquattro Nascimento, Sheila Cristina Stolf, Mabel Mariela Rodríguez Cordeiro, Leticia Ruhland Corrêa, Gustavo Davi Rabelo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi comparar índices radiográficos associados à análise fractal em atletas com diferentes valores de densidade mineral óssea (DMO) corporal. Vinte atletas foram selecionados por conveniência e submetidos a duas radiografias periapicais digitais (RPD) em mandíbula (canino e pré-molar) e Absorciometria de Dupla Emissão de Raios-X (DXA). Os participantes treinavam por mais de 8 horas semanais há, no mínimo, seis meses e tinham idade inferior a 30 anos. Nas RPD foram selecionadas 3 regiões de interesse de tamanho 150x150 pixels (apical do canino, interdental entre pré-molares e apical do segundo pré-molar) para cálculo da intensidade dos pixels (média M e desvio-padrão DP dos tons de cinza) e dimensão fractal (DF), pela técnica da binarização e esqueletonização, usando uma macro em JAVA gerada por IA generativa para uso no ImageJ/FIJI. No DXA obteve-se os valores de DMO total (DMO.t) e da região da cabeça (DMO.c), sendo a mediana da DMO.t (1,25 g/cm2) usada para dicotomização em dois grupos: G1 com maior densidade (média 1,33±0,09) e G2 com menor densidade (média 1,18±0,07). Houve diferença significante (Mann-Whitney) entre DMO.t (p<0,0001) e DMO.c (p=0,005), sendo o grupo G1 com valores maiores de mediana 1,30 (25%=1,27; 75%=1,35) vs 1,18 (25%=1,14; 75%=1,23) para DMO.t e mediana de 2,13 (25%=2,05; 75%=2,27) vs 1,93 (25%=1,85; 75% 2) para DMO.c. Não houve diferença significativa na comparação de M (135,9 vs 133,8), DP (20,44 vs 20,42), DF (1,24 vs 1,25) e idade (26,5 vs 26,6) (test-t não pareado).

Conclui-se que não existe diferença na organização trabecular mandibular e no grau de mineralização quando comparados atletas com maior ou menor densidade mineral óssea corporal.

(Apoio: CNPq  N° 403656/2021-4)
PIa0013 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Recursos de inteligência artificial na preparação de modelos odontológicos para impressão 3D
Daniela Jiyoon Hong, Hikari Toma, Karoliny Barros Persch, Raphael Daniel Rodrigues, Leticia Mello Bezinelli, Daniela Franco Bueno, Mayra Torres Vasques
Graduação SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A precisão dos modelos odontológicos é fundamental para a confecção de próteses, guias cirúrgicos, alinhadores ortodônticos, etc. No fluxo de impressão 3D uma etapa crítica para a qualidade dos modelos é o seu posicionamento no software fatiador, incluindo a orientação do modelo, ajuste de suportes e outros parâmetros que minimizam falhas, distorções e consumo de material. Recentemente, alguns fabricantes lançaram recursos de automação baseados em inteligência artificial (IA) com o objetivo de solucionar esse problema. Este estudo avaliou a aplicação de IA na automatização e padronização do posicionamento de modelos odontológicos no processo de impressão 3D, comparando a frequência de falhas e a precisão dimensional (em mm) posicionados manualmente ou por IA. Para isso, modelos foram impressos (n=40) em 2 impressoras diferentes (Formlabs Form3 - software Preform e Creality Halot Sky - software Chitubox Pro). A frequência de falhas foi registrada, e os resultados dimensionais foram avaliados através de software de metrologia 3D (GOM Inspect - ZEISS). Os dados foram submetidos à avaliação estatística.

Resultados sugerem que a automação por IA tende a reduzir a variabilidade e o erro dimensional, indicando potencial para otimizar a qualidade de impressões odontológicas.

PIa0014 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Segmentação tomográfica para geração biomodelos tridimensionais: recursos computacionais na criação de modelo experimental
Hikari Toma, Daniela Jiyoon Hong, Karoliny Barros Persch, Raphael Daniel Rodrigues, Leticia Mello Bezinelli, Daniela Franco Bueno, Mayra Torres Vasques
graduação SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A segmentação da imagem de tomografia computadorizada (TC) envolve a identificação e separação de diferentes estruturas anatômicas, através das diferentes densidades tomográficas e criação de modelos tridimensionais (3D) que reproduzem a anatomia exata do paciente, sendo cada vez mais utilizados para o diagnósticos e planejamento odontológico mais precisos. O processo pode ser realizado manualmente por profissionais ou por meio de recursos computacionais com algoritmos que automatizam a divisão de áreas de interesse. Este estudo piloto visa o desenvolvimento de modelo experimental para a avaliação da acurácia do uso de recursos computacionais no processo de segmentação das imagens tomográficas de fenda palatina. Em casos complexos, como a fenda palatina, a proximidade de tecidos com densidades tomográficas semelhantes impõe desafios adicionais à segmentação automatizada. Foram utilizadas imagens de tomografias computadorizadas tipo cone beam, segmentadas utilizando software (3D Slicer). Na primeira etapa foi realizada a segmentação manualmente por um profissional, para a criação do modelo mestre. A seguir, realizou-se repetidas vezes a segmentação (n=10) utilizando recursos computacionais; os modelos gerados foram sobrepostos entre si e com o modelo mestre para avaliar a precisão dimensional e reprodutibilidade através de software de metrologia 3D (GOM Inspect - ZEISS). Os dados foram submetidos à avaliação estatística.

O estudo piloto contribui para a validação do uso de recursos computacionais na segmentação de imagens tomográficas, a partir de modelo experimental reproduzível para determinação de parâmetros de qualidade, em especial nos casos complexos.

PIa0015 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Associação entre gênero e raízes fusionadas de molares permanentes
João Vitor Ronska, Ludmylla Gomes de Lima, Maria Eduarda Nunis Locks, Julia Carelli, Allan Abuabara, Celia Maria Condeixa de França Lopes, Flares Baratto Filho
Odontologia UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Raízes fusionadas são caracterizadas pela união de duas ou mais raízes, condição que apresenta variação entre homens e mulheres, demonstrando um dimorfismo sexual. O presente estudo teve como objetivo investigar a prevalência de raízes fusionadas em molares permanentes, com ênfase na variação de frequência entre o gênero. Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE, parecer 4.478.866. A amostra final foi composta por 74 radiografias panorâmicas de pacientes entre 10 e 80 anos, atendidos nas Clínicas Integradas da UNIVILLE, após aplicação dos critérios de exclusão: síndromes, má qualidade radiográfica, reabsorção radicular, raízes imaturas, tratamentos endodônticos e pinos intraradiculares, além de não serem considerados os terceiros molares. No total, 571 molares foram analisados de 74 pacientes (31 homens, 43 mulheres). Raízes fusionadas foram encontradas em 47,3% dos pacientes, com maior prevalência em molares superiores (47,1%), especialmente segundos molares (33,8%). Observou-se a prevalência do gênero feminino, porém sem diferença estatística significativa. Esses resultados sugerem uma possível influência de fatores genéticos no desenvolvimento radicular.

Conclui-se que molares permanentes podem apresentar raízes fusionadas, sendo o segundo molar superior esquerdo o mais comumente afetado. Há uma tendência de maior prevalência no gênero feminino.

PIa0016 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

ACURÁCIA DO ÍNDICE PERDA ÓSSEA ALVEOLAR EM RADIOGRAFIAS PANORÂMICAS NA ESTIMATIVA DO RISCO DE FRATURAS OSTEOPORÓTICAS
Rebecca Garcia Rabelo, Lorena Araújo Coura, Talita Gabriella Alves Vieira, Rafaella Aparecida Barros Dias, Gustavo Lottermann Lorenz, Sâmila Gonçalves Barra, Lucas Guimarães Abreu, Cláudia Borges Brasileiro
CPC UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a acurácia do índice Perda Óssea Alveolar (POA), obtido em radiografias panorâmicas, na estimativa do risco de fraturas osteoporóticas (FO) em mulheres no período pós-menopausa. A amostra foi composta por 81 imagens panorâmicas. O índice POA, dado pela razão entre a altura óssea total (distância da crista óssea alveolar à base da mandíbula) e a altura basal (distância do centro do forame mentual à base da mandíbula), foi mensurado com o software ImageJ. Para a estimativa de alto e baixo risco de FO, utilizou-se a ferramenta FRAX (Fracture Risk Assesment Tool). Os resultados revelaram que, quando comparado ao FRAX, o índice POA apresentou alta sensibilidade para a identificação de mulheres pós-menopausa com risco de FO maiores (91,6%) e FO de quadril (90,1%). Contudo, a baixa especificidade (24,6% e 39,1% para FO maiores e FO de quadril, respectivamente) revela um elevado número de falso positivos. A área sob a curva (51,0% para FO maiores e 65,2% para FO de quadril) e o índice Youden (0,1630 para FO maiores e 0,3004 para FO de quadril) apontam para um desempenho limitado do índice POA em discriminar indivíduos com alto e baixo risco a FO. O ponto de corte para o aumento do risco de FO foi ≤2,473 para FO maiores e ≤2,332 para FO de quadril.

Conclui-se que o índice POA pode ser empregado como ferramenta auxiliar no rastreamento de pacientes com suspeita de FO, mas não deve substituir o FRAX na estimativa do risco de FO. O ponto de corte do índice pode ser utilizado na prática clínica como protocolo para triagem do risco de FO.

(Apoio: PRPq - PROBIC/FAPEMIG)
PIa0018 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Perfil epidemiológico, clínico e histopatológico de lesões de palato diagnosticadas em um serviço de Patologia Oral no Estado de São Paulo
Beatriz Bucker Tralhão, Vivian Petersen Wagner
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos casos de lesão de palato diagnosticados no Serviço de Patologia Cirúrgica da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) durante período de 10 anos. Realizou-se um estudo observacional retrospectivo, contemplando casos com envolvimento do palato diagnosticados entre Janeiro de 2014 e Dezembro de 2023. Dados demográficos e clínicos foram extraídos dos formulários de biópsia, enquanto os diagnósticos finais foram obtidos a partir de relatórios histopatológicos. Hipóteses clínicas foram registradas e classificadas como corretas ou incorretas com base no diagnóstico final. As lesões foram categorizadas como infecciosa, reativa, cística, imunológica, neoplásica benigna e neoplásica maligna. Os dados foram tabulados no Excel e analisados utilizando o SPSS. A análise de 1,513 casos apontou que a idade dos pacientes varia de 1 a 99 anos. Foram calculadas a média, a mediana e o desvio padrão das idades ao diagnóstico dos pacientes: 52,2454, 54 e 21,136318, respectivamente. A maioria dos casos envolveu mulheres (58,75%, n=889), seguida por homens (40,31%, n=610), enquanto 1,05% tinha sexo não especificado. O palato duro foi o local mais frequentemente afetado (n=751), seguido pelo palato mole (n=415). Ademais, a média da duração das lesões foi de 655,849065 dias.

A maior compreensão da prevalência das lesões de palato é essencial para melhorar a precisão diagnóstica, avaliar fatores de risco e aprimorar o prognóstico dos pacientes. Ademais, a correlação entre fatores de risco, como tabagismo e consumo de álcool, e a incidência de patologias específicas ressalta a importância de abordagens preventivas.

(Apoio: CAPES  N° 2024-1399)
PIa0019 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

ALTERAÇÕES PSICOSSOCIAIS, PERCEPÇÃO DE DOR E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM LPO E SAB: UM ESTUDO LONGITUDINAL
Liliane Novaes Joaquim, Henrique Pacheco Peres, Nathalia Souza de Andrade, Bruno Munhoz Marotta, Italo Tomonari Kano, Luana Lumi Minami, Camila de Barros Gallo
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Fatores psicossociais que podem influenciar na sintomatologia do líquen plano oral (LPO) e síndrome da ardência bucal (SAB). Nesse contexto, este estudo avaliou o impacto da pandemia de COVID-19 em pacientes com LPO e SAB, com base nos escores da escala numérica de avaliação de dor (END) e do questionário de qualidade de vida relacionado à saúde bucal (OHIP-14), antes e depois do período pandêmico, por meio de um estudo observacional do tipo longitudinal e comparativo pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 31751920.0.0000.0075). No grupo LPO (n = 32), a dor aumentou 292% e o escore do OHIP-14 reduziu 7,8%. Na SAB (n = 9), a dor aumentou 112% e o OHIP-14 apresentou queda de 53,2%. O teste de Wilcoxon indicou diferença estatisticamente significativa para ambas as variáveis no LPO (dor, p = 0,018; OHIP-14, p = 0,009). Já na SAB , a diferença foi significativa apenas para a dor (p = 0,018), sem alteração funcional relevante (p = 0,463).

Esses achados sugerem que a percepção de dor aumentou expressivamente nos pacientes com LPO e SAB, confirmando a associação com os aspectos emocionais na modulação do sintoma. Mas não se observou piora funcional, visto a melhora na qualidade de vida em relação à saúde bucal, possivelmente influenciada pelo impacto do medo da nova doença. Esta divergência destaca a complexidade da dor crônica e a importância de estratégias multidimensionais e personalizadas no acompanhamento clínico destas condições orais.




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