03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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PNa0170 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

ESTIMATIVA DO SEXO A PARTIR DE MEDIDAS CRANIANAS EM CRÂNIOS BRASILEIROS: UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA
Ezequiel Ortiz Rosa, Sergio Ricardo Marques, Edgard Michel-crosato, Thais Torralbo Lopez-Capp, Maria Gabriela Haye Biazevic
Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de uma abordagem quantitativa para estimativa do sexo a partir de nove medidas cranianas em crânios de brasileiros. Foram analisados 96 crânios adultos secos (56 masculinos e 40 femininos), provenientes do acervo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com inumação entre 1933 e 1970. Foram excluídos crânios com danos que comprometiam a análise. Utilizaram-se medidas cranianas padronizadas, sendo elas: GOL (Comprimento máximo do crânio), BBH (Altura Basion-Bregma), BNL (Comprimento da base do crânio), NLH (Altura nasal), ZYB (Largura bizigomática), APLd (APL direito), PMLe (PM esquerdo), MDHd (Comprimento mastoide direito), MDHe (Comprimento mastoide esquerdo); tomadas com paquímetro digital e compasso curvo por avaliador treinado. A confiabilidade intraobservador foi testada, e os dados foram analisados por curvas ROC para determinar sensibilidade, especificidade e área sob a curva (AUC). Os resultados demonstraram uma acurácia geral de 82% na estimativa do sexo, com maior precisão para o sexo feminino (95%) em relação ao masculino (65%). As medidas com maior poder discriminatório foram: comprimento máximo do crânio (GOL), largura bizigomática (ZYB) e altura nasal (NLH), com AUC de 0,85, 0,80 e 0,77, respectivamente. As medidas PMLe e MDHe também se destacaram pela alta especificidade no sexo feminino.

Conclui-se que o uso de medidas cranianas quantitativas é eficaz na estimativa sexual, especialmente em contextos forenses nos quais a pelve não está disponível. Destaca-se a importância de validações em populações locais, dada a diversidade biológica brasileira, e recomenda-se padronização no processo de mensuração intraobservador e interobservador.

(Apoio: CNPq  N° 142105/2020-1)
PNa0188 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Saúde bucal de crianças/adolescentes com paralisia cerebral e resiliência materna: impacto na qualidade de vida
Natália Cristina Ruy Carneiro, Laura Costa Gonçalves, Vanessa Lira Siqueira, Letícia Veloso de Freitas, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Maria Teresa Botti Rodrigues Santos, Ana Cristina Borges-Oliveira
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar o impacto da condição bucal de crianças e adolescentes com paralisia cerebral (PC) na qualidade de vida familiar e na resiliência materna. Realizou-se um estudo transversal com 204 pares de mães e filhos de 3 a 18 anos, com e sem PC. As mães responderam a um questionário estruturado e os instrumentos Escala de Resiliência e Family Impact Scale (FIS). As crianças/adolescentes passaram por exame bucal para diagnóstico de cárie e avaliação da higiene bucal. Utilizou-se o Gráfico Acíclico Direto (DAG) para identificar variáveis de confusão. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade Cruzeiro do Sul. Foi realizada análise de regressão multivariada (IC 95%). A média de idade foi de 9,5 anos (±4,6). Mães de filhos com PC apresentaram uma chance 40 vezes maior de estarem no grupo com alto impacto da condição bucal dos filhos na qualidade de vida familiar (OR=38,93; IC 95%: 10,22-148,19). As variáveis lesão de cárie cavitada na criança/adolescente (OR=4,41; IC 95%: 1,01-19,55), renda familiar baixa (OR=4,45; IC 95%: 1,07-18,51) e resiliência materna baixa (OR=3,82; IC 95%: 1,10-13,32) foram associadas ao maior impacto da condição bucal dos filhos sobre a qualidade de vida familiar.

Conclui-se que o maior impacto da saúde bucal infantil na qualidade de vida da família foi associado ao diagnóstico de PC, presença de lesão de cárie, renda familiar e resiliência materna baixas.

(Apoio: CNPq  |  CAPES)



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