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 2090 Resumo encontrados. Mostrando de 1481 a 1490


PI0151 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Fatores enfrentados por gestantes durante a pandemia de COVID-19 e sua influência no desmame
Reis MS, Souza DM, França TC, Lenzi MM, Santos APP, Alexandria A
Odontologia Preventiva e comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho teve como objetivo identificar fatores enfrentados por gestantes durante a pandemia de COVID-19 que possam contribuir para o desmame. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UERJ (n. 4.095.149) e os dados foram coletados por meio de questionários on-line aplicados durante a gestação e após o nascimento da criança. As mulheres foram recrutadas em mídias sociais através das técnicas "bola de neve", "nós" centrais e periféricos e uso de hashtags específicas sobre o tema maternidade. Foi realizada análise de regressão logística com α≤0,05. Obteve-se 194 respostas de mulheres com idade média de 31,4 anos (σ=5,5); 151 (77,8%) apresentavam ensino superior; 132 (68%) eram primíparas; 149 (76,8%) estavam realizando o aleitamento materno exclusivo (AME), com média de 132,1 dias (σ=65,9). Os resultados mostram que receber incentivo para amamentação durante a gravidez (OR=0,06; IC95%:0,01-0,35) e puerpério (OR=0,07; IC95%:0,01-0,50) diminuiu a chance de desmame, enquanto o medo de amamentar durante a pandemia (OR=2,67; IC95%:1,01-7,07) e o uso de mamadeira (OR=40,44; IC95%:12,07-135,51) aumentou a chance de desmame. Observou-se que mulheres mais velhas têm mais chance de desmame (OR=1,11; IC95%:1,01-1,22), sendo a chance 11% maior a cada um ano a mais de idade. O relato de estresse na gestação e puerpério não apresentou associação com o desmame (OR=1,10; IC95%:0,89-1,36 e OR=0,97; IC95%:0,79-1,18, respectivamente).

Conclui-se que a idade mais avançada, o medo de amamentar durante a pandemia e o uso de mamadeira estão associados com o desmame.

(Apoio: FAPERJ  |  IC/UERJ/CNPq)
PI0152 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Conduta clínica de cirurgiões-dentistas no tratamento de lesões de cárie profundas
Magalhães MM, Miranda HM, Melo MAS, Sales EMA, Vasconcelos BC, Barros MMAF, Frota LMA, Muniz FWMG
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Propôs-se conhecer e identificar as práticas clínicas adotadas para o tratamento de lesões de cárie profundas por cirurgiões-dentistas (CD) da estratégia saúde da família (eSF) de um município Brasileiro. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal, realizado com 43 CD da eSF da cidade de Sobral, Ceará, Brasil, através de um formulário Google, contendo perguntas relacionadas aos critérios clínicos utilizados durante a remoção de cárie, técnica de remoção de cárie dentinária profunda, materiais de forramento, taxa de sobrevida de alguns tratamentos, além de dados sociodemográficos e questões referentes à qualificação profissional. Observou-se que a maioria (58,7%) dos profissionais consideram que o assoalho da cavidade deve estar duro ao fim da remoção de cárie, não aderindo aos protocolos de Remoção Seletiva de Tecido Cariado (RSTC). Além disso, apenas 25,6% consideraram a RSTC um tratamento de sucesso e sobrevida de 2 anos superior a 80%. 51,2% dos CD discordaram da manutenção de tecido cariado em paredes axiais/pulpares de cavidades profundas para preservação da vitalidade pulpar, sendo os tratamentos mais invasivos adotados em maior proporção por CD que trabalham exclusivamente na rede pública (66,7%) em relação aos que também atendem na iniciativa privada (17,6%) (p=0,002).

Os CD que participaram do estudo mostraram pouco emprego de técnicas menos invasiva no tratamento de lesões de cárie profunda, sendo evidente a necessidade de atualização e capacitação dos profissionais pertencentes a esse setor.

PI0154 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Fatores que influenciam procura pelo pré-natal odontológico de gestantes
Raso GF, Soares GM, Santos ICM, Oliveira DSB, Lima DC, Gomes HS
FACULDADE DE ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo investigou as variáveis que se associam a pequena procura pelo pré-natal odontológico em decorrência dos mitos e tabus. A pesquisa é do tipo transversal e foi realizada através de um questionário (Google forms) enviado aos cirurgiões-dentistas (CDs) brasileiros. A coleta dos dados foi por meio de emails e por redes sociais (WhatsApp, Instagram). As respostas foram tabuladas, analisadas pelo teste Qui-quadrado Likelihood ratio (P<0,05), no software IBM SPSS, versão 20.0. Dentre as 61 respostas obtidas, 75,6% acreditam que os mitos e tabus sobre o atendimento odontológico de gestantes influenciam na procura por este tratamento, sendo anestesia, raio-X e problemas com o feto os principais motivos citados (84,6%). Além disso, embora 50,8% dos CDs atendam gestantes no segundo trimestre de gestação, houve associação estatisticamente significativa entre a baixa procura por tratamento odontológico com o período gestacional que a paciente se encontra; e com a necessidade pelos profissionais de haver ações efetivas de ensino quanto a este atendimento ainda durante a graduação (P=0,035; P=0,024, respectivamente). Entretanto, essa baixa demanda não foi associada estatisticamente com o fato de os CDs terem algum curso e/ou capacitação (P=0,18), nem com os tipos de ações que poderiam ser aplicadas na graduação (P=0,073).

Portanto, embora a maioria atenda no segundo trimestre gestacional, o período de gestação influência na procura por este atendimento, bem como a necessidade de estratégias efetivas durante a graduação.

(Apoio: CNPq  N° 125854/2021-8)
PI0155 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Odontopediatras Brasileiros conhecem o Tratamento Endodôntico Não Instrumental?
Andrade VS, Sancas MC, Pintor AVB, Avelino MG, Perazzo MF, Duarte ML, Neves AA, Primo LG
Departamento de Odontopediatria e Ortodo UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se o conhecimento de Odontopediatras do Brasil sobre Tratamento Endodôntico Não Instrumental (TENI) através de questionário online com amostragem em "bola de neve". Dados sobre formação, atuação profissional e conhecimento sobre TENI foram obtidos e as respostas incompletas foram excluídas. Respostas em desacordo com as evidências científicas vigentes, como revisões sistemáticas e o guia da Academia Americana de Odontopediatria, foram classificadas como incorretas. Dados foram analisados descritivamente. Compunham a amostra final 1.093 participantes, destes, 92,7% eram mulheres, 56,9% realizaram especialização em instituição privada, 54,2% há mais de 10 anos, 49,8% tinham a especialização como maior titulação e 58,6% trabalham somente no setor privado. A maior parte (78,5%) relatou conhecer o TENI. Destes, 42,2% conheceram na especialização e 64,8% o realizam. Cerca de 23,0% indicaram de forma equivocada para dentes com inflamação pulpar reversível. Os praticantes removem corretamente apenas a polpa da câmara pulpar e entrada dos canais (52,2%) com colher de dentina (90,2%). Porém, alguns (16,4%) realizam sob isolamento relativo mesmo utilizando hipoclorito de sódio como irrigante. A pasta CTZ foi utilizada por 80,0% dos participantes, mas, 16,4% indicavam pastas obturadoras. Apenas 13,8% realizavam alargamento entrada dos canais e 18,6% restauração com coroa de aço.

A maioria dos Odontopediatras conhece o TENI e o realiza de forma correta, no entanto, há aqueles que se equivocam quanto às indicações e protocolo.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° E-26/204.607/2021  |  FAPs - FAPERJ  N° APQ12010.352/2019  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/211.100/2021)
PI0156 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Transmissão de imunidade contra COVID-19 através do leite materno em mulheres vacinadas: um estudo bibliométrico
Siva FS, Souza DM, Reis MS, Henrique SC, Dhyppolito IM, França TC, Alexandria A
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi explorar o perfil de artigos publicados sobre a transmissão de imunidade contra COVID-19 via leite materno após a vacinação materna. Foi feita uma busca sem quaisquer restrições no Medline via PubMed, utilizando palavras-chaves, sinônimos e termos livres de forma combinada. Estudos que não avaliassem vacinas ou incluíssem análise imunológica do leite materno foram excluídos. Até dezembro de 2021, obteve-se 68 artigos, e após remoção de duplicatas e análise, 27 cumpriam os critérios de elegibilidade. Todos os artigos foram publicados em 2021, com maior número de publicações em agosto (n=6; 22,2%). As revistas com mais publicações foram The Journal of the American Medical Association (n=4; 14,8%) e American Journal of Obstetrics and Gynecology (n=3; 11,1%). A maioria das pesquisas foi originada nos Estados Unidos (n=11; 40,7%), com maior contribuição das Universidades de Harvard (n=4; 14,8%) e da Califórnia (n=2; 7,4%). O desenho de estudo mais frequente foi o do tipo coorte com 18 artigos (66,7%). A maioria das publicações relatam vacinas de RNA mensageiro (n=26; 96,3%), dentre essas a da Pfizer foi a mais citada (n=17; 65,4%), seguida da Moderna (n=9; 34,6%), apenas 2 artigos citaram a vacina da AstraZeneca (7,4%).

A segurança e eficácia das vacinas em lactantes foram amplamente discutidas na pandemia. O volume de artigos em 2021 nesse tema foi expressivo e a análise bibliométrica destacou países e instituições que contribuíram para o melhor entendimento acerca da imunidade via leite materno após o uso de vacinas.

PI0157 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Um ensaio clínico randomizado triplo-cego e controlado do efeito do creme dental clareador durante o tratamento ortodôntico
Puls GL, Horta KC, Marañón-Vásquez G, Saraiva MCP, Watanabe E, Panzeri FC, Matsumoto MAN
Clínica Infantil - DCI UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os componentes do aparelho ortodôntico fixo aumentam os níveis de placa dental e provocam mudanças em sua composição. Novos materiais ortodônticos foram propostos para reduzir a adesão de Streptococcus mutans, dentre eles os dentifrícios clareadores. O objetivo principal desta pesquisa foi avaliar o efeito de um dentifrício clareador contendo 1,0% de H2O2 sobre a contaminação por S. mutans, bem como alterações de cor em ligaduras elásticas estéticas. Este estudo foi desenhado como um ensaio clínico prospectivo, triplo-cego, randomizado, cruzado de boca dividida e dois braços. Um total de 46 pacientes de ambos sexos (25 mulheres e 21 homens) com idades entre 12 e 19 anos, recebendo tratamento ortodôntico corretivo, foram selecionados e 336 ligaduras elastoméricas avaliadas. Realizou-se contagem do número de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) de S. mutans e avaliação quanto à alteração de cor por meio da espectofotometria (espaço de cores CIELAB definido para cada amostra). Uso do pacote estatístico SAS 9.3 ou SUDAAN. Contaminação por S. mutans não apresentou diferença entre os dois cremes dentais (p = 0,8696) nem elásticos (p = 0,0949). Não foi observada interação entre dentifrício e elásticos (p = 0,0049). Diferença pode ser explicada pelo componente ativo do produto clareador e similaridade entre os grupos pela alta variabilidade das quantidades de S. mutans relatada.

Não há evidências clínicas de que o dentifrício clareador seja eficaz na redução da formação de S. mutans na superfície de ligaduras elastoméricas estéticas, nem influencie na estabilidade da cor.

(Apoio: CAPES  N° 88881.190624/2018-01)
PI0158 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da precisão de medidas transversais de modelos digitais e impressos
Santos BVM, Abreu ACT, Mota-Júnior SL, Azevedo DGR, Campos MJS, Tanaka OM, Gasparello GG, Vitral RWF
Departamento de Odontologia Social e Inf UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a precisão de medidas transversais de modelos digitais e impressos. Foram utilizados 20 indivíduos com dentição permanente completa com os respectivos modelos digitais e impressos para medições inter molares, inter pré-molares e inter caninos superiores e inferiores. Os indivíduos formaram o grupo controle, que foram medidos com compasso de ponta seca e paquímetro digital. Os modelos digitais foram medidos com ferramentas de medições no Software NemoCast e os modelos impressos foram adquiridos a partir de impressão em impressora 3D Anycubic Photon S e medidos com paquímetro digital. Os três grupos foram medidos por 2 operadores, que apresentaram ICC > 0,995, mostrando grande concordância entre as medições nos três grupos, que foram avaliados estatisticamente. Para a comparação entre os grupos testes foi feito o teste Bland-Altman, que mostrou concordância entre as medições digitais e os modelos impressos. Na comparação de cada grupo com o grupo controle foi observado que não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05), o que mostra que os modelos digitais e impressos foram considerados confiáveis para a utilização na Ortodontia.

Os modelos digitais e impressos apresentaram precisão satisfatória na avaliação de medidas lineares transversais e concordantes com as respectivas medidas reais obtidas diretamente na boca dos indivíduos.

(Apoio: PROPP BIC UFJF)
PI0159 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Potencial fotossensibilizante de extratos de Baccharis Trimera e Alpinia zerumbet na terapia fotodinâmica frente Staphylococcus aureus
Matos WS, Carvalho MS, Duarte-Júnior JSX, Andrade AN, Lins NAE, Athayde FRRS, Nascimento PLA, Lins RBE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou, in vitro, a eficácia de extratos da casca do caule de Baccharis trimera (carqueja) e folhas de Alpinia zerumbet (colônia) como fotossensibilizantes quando submetidos à terapia fotodinâmica antimicrobiana (PDT). O material botânico foi preparado com álcool etílico PA por maceração. A fonte de luz utilizada foi o laser de diodo de InGaAlP, Flash Lase I. O microrganismo utilizado no estudo foi Staphylococcus aureus (ATCC 25923). Para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) dos extratos frente ao microrganismo, utilizou-se concentrações dos extratos que variaram de 1000 a 62,5 μg/mL. Foi realizada subcultura para identificar efeito bactericida ou bacteriostático. A fim de detectar as condições mais favoráveis dos extratos para a ação antimicrobiana na PDT, empregou-se um planejamento fatorial 23, com três variáveis independentes: tempo de pré-irradiação (minutos), concentração fotossensibilizante (mg/mL) e tempo de irradiação (segundos), em dois níveis experimentais e quatro pontos centrais, totalizando 12 ensaios. A variável dependente foi a atividade antimicrobiana. Para análise estatística, o teste de Kruskal-Wallis foi aplicado. Ambos os extratos apresentaram CIM de 125 μg/mL para S. aureus. Nos testes da PDT, nos dois casos, o ensaio 6 demonstrou maior potencial de inibição bacteriana. Neste teste, utilizou-se 5 minutos de pré-irradiação, concentração do extrato de 0,01 mg/mL e tempo de irradiação de 60 segundos.

Os extratos etanólicos de carqueja e colônia apresentaram poder fotossensibilizante para S. aureus.

PI0160 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Análise de três métodos de estimativa da idade pela mineralização dentária em crianças do Sul do Brasil
Silva GS, Gomes MV, Kaminski C, Carelli J, Lopes CMCF
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi analisar métodos existentes de estimativa de idade cronológica pela mineralização dentária em crianças de Joinville-SC. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade da Região de Joinville-UNIVILLE, parecer 4.392.279/20. Foram avaliados 9117 prontuários odontológicos de pacientes de ambos os gêneros com idade variando entre 6 e 12 anos que realizaram e/ou estão em tratamento na Clínica Integrada Infantil da Univille. Destes 9117 prontuários odontológicos, 8888 foram excluídos do estudo por não apresentarem radiografia panorâmica para realização da avaliação dos estágios de maturação e mineralização dentária pelos três métodos selecionados: Método de Demirjian et al., (1973), Método de Hofmann et al., (2016) e Método de Cameriere et al., (2006); e 161 foram excluídos por não apresentarem na radiografia panorâmica o germe dentário dos quatro terceiros molares permanentes, critério para aplicação do Método de Hofmann et al., (2016). Portanto a amostra foi composta por 68 radiografias panorâmicas e aplicados os três métodos de desenvolvimento dentário. Os dados encontrados foram analisados pelos testes Shapiro-Wilk e Mann-Whitney. A idade cronológica média para gênero feminino foi de 9,55 (+/- 0,88) e para o gênero masculino foi de 9,80 (+/- 0,96) anos. Superestimativas de idade foram observadas após o uso do Método de Demirjian et al., (1973) e Método de Hofmann et al., (2016).

O Método de Cameriere et al., (2006) teve a maior precisão na estimativa de idade da amostra estudada.

PI0161 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

O uso de fio dental está associado ao menor risco de cárie dentária em crianças pré-escolares?
Guimarães RA, Ramos-Jorge J, Mourão PS, Ramos-Jorge ML, Fernandes IB
Saúde bucal da criança e do adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar se o uso de fio dental está associado a um menor risco de cárie dentária em crianças pré-escolares. Este estudo longitudinal foi realizado com 151 crianças de 1 a 3 anos na primeira fase do estudo e com 4 a 6 anos de idade no acompanhamento. A coleta de dados realizada nos dois momentos incluiu a aplicação de questionários às mães, abordando aspectos econômicos e sociodemográficos da família. Foram realizados exames clínicos bucais das crianças para avaliar a presença de cárie dentária através dos critérios do Sistema Internacional de Avaliação e Detecção de Cárie dentária e calcular a incidência de cárie dentária. Após a primeira avaliação, todos os responsáveis por essas crianças receberam orientações de higiene bucal, incluindo sobre o uso de fio dental. No acompanhamento foi registrado quais responsáveis adotaram essa recomendação. A incidência de cárie dentária no acompanhamento foi de 56,3% e 55% dos responsáveis adotaram o uso do fio dental em seus filhos após recomendação. A menor incidência de cárie foi associada à adoção do uso de fio dental (RR 0,72; IC 95% 0,54-0,97; p= 0,032) e ao menor consumo de sacarose pela criança (RR 0,63; IC 95% 0,47-0,83; p= 0,001).

Conclui-se que a adoção do uso de fio dental foi associado a um menor risco de incidência de cárie dentária em crianças pré-escolares.

(Apoio: CAPES)