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 2106 Resumo encontrados. Mostrando de 1501 a 1510


PI0165 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Potencial antimicrobiano de nanopartículas verdes sintetizadas a partir do extrato etanólico de Abarema cochliacarpos
Mota GHV, Carvalho MS, Duarte-Júnior JSX, Andrade AN, Lins NAE, Santos FRR, Nascimento PLA, Lins RBE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar atividade antimicrobiana de nanopartículas carregadas com extrato etanólico da casca de Abarema cochliacarpos - Leg. Mim. O extrato etanólico da casca da A. cochliacarpos (barbatimão) foi testado frente Staphylococcus aureus (ATCC 25923) e Enterococcus faecalis (ATCC 6057) in vitro. Para a síntese das nanopartículas de prata, partiu-se de 0,01 g de nitrato de prata (AgNO3), em 25 mL de água milli-Q e realizou-se 3 testes com os extratos secos da casca do barbatimão, com as massas de 0,04g, 0,06g e 0,1g. À solução contendo o nitrato de prata, adicionou-se cada suspensão do barbatimão e deixou-se agitar a 350 rpm pelos intervalos de tempo de 48h, 72h e 5 dias, devidamente protegidos da luz. Ao término da reação, as suspensões foram filtradas e centrifugadas a 10000 rpm por 5 min. Ressuspendeu-se em água milli-Q e armazenou-se os coloides em frascos âmbar, protegidos da luz. Espectroscopicamente o coloide AgBBT6 apresentou o pico mais intenso e sem 'ombros', o que sugere que as nanopartículas apresentavam formas e tamanhos homogêneos na suspensão. Determinou-se a concentração inibitória mínima (CIM) da AgBBT6 em microplaca 96 poços. A CIM da AgBBT6 frente S. aureus foi de 250 µg/mL e para E. faecalis 125 µg/mL.

Conclui-se que foi possível sintetizar AgNP's utilizando uma rota sintética verde, a partir do extrato de barbatimão, com resultados espectroscópicos promissores e identificou-se atividade antimicrobiana desta, frente os microrganismos testados. Será realizado o aperfeiçoamento da síntese e avaliada sua ação inibitória frente outros microrganismos.

PI0166 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da capacidade antimicrobiana de materiais seladores coronários provisórios
Miranda NO, Silva CD, Mazzon RR, Duque TM, Bortoluzzi EA, Garcia LFR, Teixeira CS, Alves AMH
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O sucesso do tratamento endodôntico depende da desinfecção do sistema de canais radiculares. Assim, todas as etapas do tratamento devem prevenir a entrada de microrganismos. O objetivo deste estudo foi avaliar a ação antimicrobiana de materiais seladores provisórios utilizados entre sessões do tratamento endodôntico. Os materiais Coltosol, Bioplic, Maxxion R e IRM foram avaliados separadamente (pó e líquído) contra as bactérias Escherichia coli, Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa. Com as culturas ajustadas a 0,5 na escala McFarland, realizou-se o teste de difusão de ágar (meio Mueller-Hinton) em triplicata. Cada placa recebeu três poços equidistantes contendo: 1 - o material estudado; 2 - controle positivo (clorexidina 0,12%) e 3 - controle negativo (solução salina 0,9%). Após incubação a 37°C por 24 horas, os halos de inibição do crescimento bacteriano foram medidos e calculadas médias e desvio padrão. Os resultados demonstraram melhor ação do líquido do Maxxion R, apresentando médias de 28,6(± 3,29), 30,6 (± 1,24) e 34,3(± 2,05) mm de halo de inibição contra Escherichia coli, Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa, respectivamente. Coltosol, IRM (pó e líquido) também apresentaram ação antimicrobiana contra as bactérias. O pó do Maxxion R apresentou ação antimicrobiana apenas contra P. aeruginosa. Bioplic não apresentou ação antimicrobiana.

Os materiais seladores provisórios, com exceção do Bioplic, apresentaram ação antimicrobiana, sendo esta mais efetiva para o líquido do que para o pó.

PI0167 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Potencial abrasivo de dentifrícios contendo carvão ativado sobre a dentina erodida - estudo in vitro
Silva JF, Vertuan M, Oliveira ACM, Magalhães AC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho in vitro objetivou avaliar o efeito abrasivo de dentifrícios contendo carvão ativado sobre o desgaste erosivo da dentina. 132 amostras de incisivos bovinos foram preparadas e distribuídas nos seguintes grupos: Colgate Tripla Ação (controle positivo); Colgate Natural Extracts; Colgate Luminous White Carvão Ativado; Oral-B Whitening Therapy Charcoal; Oral-B 3D White Mineral Clean; Curaprox Black is White e Somente erosão (controle negativo) (n=12). As amostras foram submetidas à ciclagem de pH (4 x 90 s/dia em ácido cítrico 0,1%, pH 2,5) e ao desafio abrasivo (2 x 15 s/dia abrasão + 45 s de tratamento), utilizando uma máquina de escovação, por 7 dias. O desgaste foi quantificado por perfilometria de contato (μm) e comparado por Kruskal-Walis/Dunn (p<0,0001).

Os dentifrícios dos grupos Oral-B 3D White (9,37μm), Oral-B whitening (9,37μm) e Colgate Luminous White (9,37μm) promoveram maior desgaste da dentina em comparação ao grupo erosão apenas, sendo que os dois primeiros foram mais abrasivos que o dentifrício controle positivo (5,30μm). Por outro lado, os dentifrícios Colgate Natural Extracts (4,16μm) e Curaprox (4,06μm) promoveram desgaste semelhante à erosão, mostrando que estes dentifrícios não potencializaram o desgaste já promovido pelos desafios erosivos. Podemos concluir que os dentifrícios contendo carvão ativado podem aumentar o desgaste dentário, especialmente aqueles que têm associação com pirofosfato.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/06143-4)
PI0168 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Nióbio e Odontologia: revisão crítica e bibliométrica da literatura
Dias MO, Leite KLF, Tavares FOM, Chevitarese AB, Martins ML, Fonseca-Gonçalves A, Menezes LR, Maia LC
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se o perfil do uso do Nióbio (Nb) em materiais odontológicos por meio de uma revisão crítica e bibliométrica da literatura. Buscas eletrônicas foram realizadas em 6 bases de dados até agosto/2021. Estudos in vitro, in situ e in vivo, que avaliaram o uso de Nb na odontologia foram incluídos e suas duplicatas foram removidas utilizando o RayyanT. Dados sobre anos de publicação, autores, países, periódicos, desenho dos estudos, áreas de aplicação, ligas de nióbio, abordagens do estudo, tipos de ensaio e resultados foram agrupados e analisados ​​por meio dos softwares VantagePointT e Excel. Foram realizadas análises descritivas de frequência e tabelas cruzadas. Foram incluídos 315 estudos entre 1977-2021, com aumento do número de publicações entre 2010 e 2021 (n=209; 66,3%). DOI, H. foi o autor mais produtivo (n=9; 2,8%), e o Brasil teve o maior número de publicações (n=70; 22,2%). O Dental Materials foi o periódico com mais publicações (n=24; 7,6%), e a maioria dos estudos foram realizados in vitro (n=266; 84,4%), na área de implante (n=162; 51,4%). A liga ternária (n=147; 46,7%), estudos de caracterização estrutural (n=131; 41,6%), e ensaios mecânicos (n=114; 36,2%) foram predominantes. No geral, foi encontrado resultado positivo em 264 artigos (83,8%) e apenas 13 artigos tiveram resultado negativo (4,1%).

O Nb apresentou resultado positivo na melhoria das propriedades mecânicas de materiais odontológicos. No entanto, mais ensaios clínicos são necessários para confirmar esses efeitos, uma vez que a maioria dos estudos foi realizada em modelos in vitro.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/202.037/2021  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/201.175/2021)
PI0169 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Associação da necessidade de tratamento ortodôntico com a flexibilidade cervical e da cadeia muscular posterior
Santanna RWC, Ferreira KCS, Vedovello-Filho M, Vedovello SAS, Santamaria-Jr M
Programa de Pós-graduação em Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Associar a necessidade de tratamento ortodôntico com a flexibilidade cervical e da cadeia muscular posterior. Estudo transversal foi realizado com 300 indivíduos adultos, de ambos os sexos, com IMC inferior a 30 kg/m2 e que apresentavam condições satisfatórias para a realização dos testes de flexibilidade. A má oclusão foi avaliada com o Índice de necessidade de tratamento ortodôntico (IOTN). A flexibilidade da cadeia muscular posterior foi avaliada usando o banco de Wells e a amplitude de movimento da coluna cervical com o Cervical Range of Motion. Realizou-se análises de regressão logística simples entre cada desfecho e variáveis independentes. As variáveis com p<0,20 nas análises individuais foram estudadas nos modelos múltiplos, permanecendo no modelo final apenas aquelas com p≤0,05 após os ajustes. A magnitude das associações foi estimada Odds Ratio brutos e ajustados, com os respectivos intervalos de 95% de confiança. Não houve associação da flexibilidade cervical e da cadeia muscular posterior com a má oclusão. Homens apresentam menor flexibilidade cervical (OR=1,78; IC95%: 1,12-2,83, p<0,05). O aumento da idade (OR=1,95; IC95%: 1,20-3,17; p<0,05) e do IMC reduzem a flexibilidade de cadeia muscular posterior e cervical (OR = 1,94; IC95%: 1,21-3,12, p<0,05).

Concluiu-se a má oclusão não apresentou associação com a flexibilidade cervical e da cadeia muscular posterior. O estudo mostrou que homens apresentam menor flexibilidade e amplitude de movimento cervical e o aumento da idade e do IMC reduzem a flexibilidade de cadeia muscular posterior e cervical.

PI0170 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Efeito in vitro de solução e dentifrício experimentais contendo novos agentes no desgaste dentário erosivo
Tavares FOM, Dias MO, Leite KLF, Rocha GM, Alencar CM, Carneiro PMA, Maia LC
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito in vitro de solução e dentifrício experimentais na progressão do desgaste dentário erosivo no esmalte e na dentina radicular. Espécimes de esmalte bovino (n = 40) e dentina radicular (n = 40) foram pré-erodidos (HCl 0,3%; pH 1,2; 5 min) e randomizados em 4 grupos (n = 10, por grupo e substrato): solução experimental à base de sílica mesoporosa contendo cálcio e flúor (SMCaNaF); dentifrício experimental à base de magnésio e flúor (MgF2) e controles negativo (água, Milli-Q®) e positivo (dentifrício contendo estanho, Elmex®). Após semi-cobertura, foram submetidos a novo desafio erosivo por cinco dias (100μL; 1min; 3×/dia). Avaliaram-se diferenças na rugosidade volumétrica (Sa) e perda de estrutura dentária (PED) pelo uso de perfilometria óptica, além de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os dados foram submetidos à Kruskall-Wallis, Mann Whitney e Wilcoxon (α=0,05). A avaliação intragrupo da Sa mostrou que os grupos diferiram da condição inicial, enquanto os grupos experimentais apresentaram diferença na rugosidade com o controle negativo (p<0,05). A análise da PED revelou que os grupos MSCaNaF, MgF2 e controle positivo foram semelhantes (p>0,05) e mais eficazes em minimizar a perda dentária. Nas imagens de MEV, o controle negativo apresentou a pior perda de estrutura dentária. A topografia da superfície dentinária mostrou túbulos parcialmente ou totalmente obliterados após os tratamentos, exceto no controle negativo.

Os novos produtos à base de MSCaNaF e MgF2 são eficazes no controle da progressão da erosão do esmalte e da dentina.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° E-26/201.175/2021  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/203.437/2021)
PI0171 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Desenvolvimento de plataforma fotônica sustentável e sem utilização de reagentes para detecção da proteína Spike do SARS-CoV-2 pela saliva
Taveira EB, Vega MFG, Santos IA, Caixeta DC, Grosche VR, Carneiro MG, Jardim ACG, Sabino-Silva R
Instituto de Ciências Biomédicas UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Autodeclarado "Existe expectativa de depósito de patente "

O diagnóstico da COVID-19 tem sido realizado por técnicas de biologia molecular em amostras invasivas e desconfortáveis da nasofaringe. Propomos desenvolver um novo método para detecção de SARS-CoV-2 baseado na plataforma sustentável e livre de reagentes de espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (ATR-FTIR). Neste estudo, buscamos identificar a capacidade de detecção da proteína Spike do SARS-CoV-2 em saliva artificial pelo ATR-FTIR. Para isso, foi utilizado um pseudovírus de SARS-CoV-2 contendo proteína Spike na superfície. O SARS-CoV-2 foi diluído em 8 concentrações entre 2,27x10⁶ até 1,77x10⁴ em saliva artificial (Teste T-Student não pareado vs. Saliva não-infectada). Os modos vibracionais relacionados à detecção da Spike do SARS-CoV-2 estão aumentados (p<0.01) em amida I (1656 cm-1, 1638 cm-1) e amida II (1549 cm-1, 1531 cm-1 e 1508 cm-1). A análise de discriminação por meio do algoritmo de inteligência artificial LDA (análise discriminante linear) teve 100% de acurácia para concentração 2.77x 10⁶ e de 85 a 94% para as concentrações entre 1.14x10⁶ e 7.10x10⁴. A acurácia de discriminação 1.77x10⁴ foi de 80%.

Nossos resultados demonstram a potencial aplicação desta plataforma biofotônica sustentável, livre de reagentes e de baixo custo para detecção da proteína Spike do SARS-CoV-2 na saliva.

(Apoio: CNPq)
PI0172 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Alterações radiográficas associadas ao comprometimento pulpar de dentes decíduos atendidos em um serviço de referência do RJ (2013-2022)
Avelino MG, Sancas MC, Duarte ML, Souza IPR, Primo LG
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a prevalência de sinais radiográficos associados ao comprometimento pulpar (SRCP) de dentes decíduos de pacientes atendidos nas clínicas de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Avaliaram-se prontuários de crianças atendidas nas clínicas de pós-graduação nos últimos 10 anos, sendo incluídos aqueles com SRCP em pelo menos um dente, observado em radiografia periapical, e excluídos os prontuários cujas radiografias não estivessem disponíveis para análise. Dados sobre gênero, idade, características da lesão, sua causa, grupo de dente e arco dentário foram coletados e submetidos à análise descritiva. Preliminarmente, foram avaliados 529 prontuários de pacientes atendidos de 2013 a 2022. Identificaram-se 82 (15,5%) pacientes de 1 a 12 anos de idade (média=4,5 anos) com exames completos, sendo a maioria do sexo masculino (n=51, 62,2%). A presença de lesão foi observada em 165 dentes, predominantemente associada à cárie (n=130, 78,8%), em contato com a cripta do dente sucessor em quase metade dos casos (n=81, 49%). O comprometimento foi relatado majoritariamente em dentes superiores (n=111, 67,3%), sem predileção por região do arco (n=81, 49%), sendo o elemento 51 o mais afetado (n=30, 18,2%). O tratamento mais realizado foi exodontia n=62 (37,6%), seguido pela pulpectomia n=58 (35,1%), enquanto 18 dentes (10,9%) receberam retratamento ou outro tratamento.

A prevalência de lesão associada ao comprometimento pulpar foi considerada baixa, no entanto, o contato dessa com o dente sucessor foi alto.

(Apoio: FAPs - FAPERJ   N° E-26/202.264/2021  |  FAPs - FAPERJ   N° E-26/204.607/2021  |  FAPs - FAPERJ   N° APQ1 2010.352/2019)
PI0173 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto da interrupção dos atendimentos devido à pandemia de Covid-19 na condição odontológica de pacientes pediátricos com deficiência
Letieri AS, Marques VO, Souza MAN, Kort-Kamp LM, Sales SC, Lotito MCF, Portela MB, Castro GFBA
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo preliminar longitudinal avaliou o impacto na condição bucal e manejo odontológico de pacientes pediátricos com deficiência (PPcD) que ficaram sem atendimento odontológico em decorrência da pandemia de Covid-19. Foram avaliados todos os pacientes que retornaram para atendimento desde que o serviço da Clínica de PPcD, FO-UFRJ, foi reestabelecido, de dezembro de 2021 até abril de 2022. Foram então atendidos 43 pacientes, com idade média de 6,56 ±3,27 anos, e que ficaram, em média, 25 meses sem atendimento. A maioria dos pacientes (30, 70%) retornou com necessidade de algum tipo de intervenção, sendo 42% procedimentos restauradores e 14% exodontias. A maior parte desses (25, 83%) precisou de intervenções novas. Dos 14 pacientes que apresentaram novas lesões de cárie pós-pandemia, 64% tinha história de cárie no primeiro exame, sendo a média de dentes cariados pré e pós-pandemia, respectivamente, de 2,95±3,85 e 1,05±2,08. Os pacientes sem necessidade de tratamento pós-pandemia tinham 2 vezes mais consultas de revisão antes da pandemia. Observou-se piora do comportamento pós-pandemia, uma vez que 10 (71%) dos 14 pacientes que não se comportaram bem nunca tiveram essa postura antes. Também houve aumento da necessidade de estabilização protetora, usada em 12 pacientes, dos quais 10 (83%) nunca haviam precisado.

A maioria dos pacientes pediátricos com deficiência apresentou necessidade de intervenção odontológica pós-pandemia, em especial de procedimentos novos, além de piora no comportamento e aumento da necessidade de estabilização protetora.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PI0174 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Frequência de possível bruxismo do sono em crianças brasileiras durante a pandemia: uma análise descritiva
Nascimento NG, Lima VAS, Silva CA, Santos KS, Kammer PV, Massignan C, Bolan M
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O propósito do estudo descritivo foi investigar frequência de bruxismo do sono em crianças brasileiras de 3-10 anos durante a pandemia de Covid-19. Entre março e abril/2021 foram enviados questionários via redes sociais Whatsapp, Instagram e Facebook para famílias brasileiras (n=466) que responderam sobre dados socioeconômicos, infecção por Covid-19, retorno às aulas presenciais, uso de telas, permissão dos pais para a criança brincar em parques e frequentar casa de amigos. A frequência de bruxismo foi coletada pelo relato do responsável (possível bruxismo) na escala nunca ouvi, menos, igual ou mais do que antes da pandemia. Foram aplicados testes qui-quadrado e Kruskal-Wallis. A média de idade das crianças foi 5,41(±2,11), as que nunca apresentaram bruxismo foram 184 (39,5%), tiveram menos do que antes da pandemia 75 (16,1%), igual 143 (30,7%) e mais do que antes da pandemia 64 (13,7%) (p<0,001). Entre as 358 (73,8%) crianças que usaram telas mais do que antes da pandemia, 53 (14,8%) apresentaram mais bruxismo do que antes da pandemia (p=0,37). Houve diferença na distribuição das crianças com bruxismo entre as regiões do país (p=0,03) e renda (<0,001).

A maioria das crianças não apresentou possível bruxismo ou permanaceu igual à antes da pandemia. Houve diferença na distribuição entre as regiões do país e renda. Não houve associação com sexo e idade da criança, tipo de trabalho dos pais, auxílio financeiro, infecção por Covid-19 na família, retorno às aulas presenciais, uso de telas, permissão dos pais para brincar em parques e frequentar casa de amigos.