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 2095 Resumo encontrados. Mostrando de 1951 a 1960


RS047 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Existe associação entre cárie dentária e genética? Revisão sistemática e metanálise de estudos com gêmeos
Moura MS, Anjos AMC, Muniz FWMG, Rosing CK, Lima CCB, Moura LFAD, Lima MDM
Patologia e Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a concordância da experiência de cárie dentária entre gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ). Esta revisão sistemática foi realizada nas bases de dados: Embase, MEDLINE-PubMed, Scopus, Web of Science, além de buscas manuais e literatura cinzenta Google Acadêmico® e Opengray. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram cárie dentária em gêmeos MZ e DZ dentados, sem restrição de idade e sexo. O risco de viés foi analisado utilizando-se checklist Joanna Briggs. Metanálises foram realizadas para avaliar a Odds Ratio (OR) agrupada para estimar os valores de concordância de experiência de cárie dentária e índice CPO entre os pares de gêmeos (p<0,05). Para avaliação da certeza de evidência utilizou-se a escala GRADE. Foram identificados 1776 estudos, dos quais 19 foram incluídos na análise qualitativa e desses, seis na síntese quantitativa, com a realização de duas metanálises. Foi observada associação entre genética e o desenvolvimento da doença na maioria dos estudos. Na análise de risco de viés, 47,4% dos estudos apresentaram moderado risco. Foi observada maior concordância de experiência de cárie dentária em gêmeos MZ que DZ em ambas dentições (OR: 5,94; IC 95%: 2,00-17,57). Entretanto, não houve diferença entre os grupos de gêmeos MZ e DZ na análise comparando concordância de CPO (OR: 2,86; IC95%: 0,25- 32,79). A certeza de evidência foi considerada baixa para concordância de experiência de cárie e muito baixa para CPO.

Com certeza da evidência baixa, o fator genético parece influenciar na concordância da experiência de carie.

(Apoio: CAPES  N° Bolsa Mestrado)
RS048 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Os localizadores apicais eletrônicos são precisos para determinar o comprimento de trabalho em dentes decíduos? Uma revisão sistemática
Santos PS, Vitali FC, Cardoso M, Massignan C, Bortoluzzi EA, Garcia LFR, Teixeira CS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão foi avaliar a precisão dos localizadores apicais eletrônicos (LAEs) para determinar o comprimento de trabalho (CT) em dentes decíduos. Em setembro de 2021, dois revisores pesquisaram dez bases de dados, identificando estudos clínicos que avaliaram a precisão dos LAEs para determinar o CT em dentes decíduos. Foram excluídos estudos sem grupo de comparação e com amostras menores que dez canais radiculares. Uma meta-análise foi realizada para avaliar as diferenças nos CTs médios determinados pelos LAEs e métodos de comparação. Além disso, foi aplicada uma meta-análise de proporção, de acordo com o nível de diferença entre as medidas. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta QUADAS-2 e a certeza da evidência pelo GRADE. Vinte e nove estudos foram incluídos na análise qualitativa e 23 na quantitativa. Apenas 8 estudos apresentaram baixo risco de viés. Os métodos de comparação foram: radiografia convencional, radiografia digital, microscopia eletrônica de varredura e método visual direto. A meta-análise mostrou que a medida eletrônica tende a ser menor que a medida radiográfica convencional, sem diferença com os demais métodos de comparação. A meta-análise de proporção mostrou uma tendência do CT determinado pelos LAEs diferir das comparativas entre -0,5 a +0,5 mm (69,31%). A certeza da evidência foi considerada muito baixa.

Os resultados apontam bom desempenho dos LAEs para determinar o CT em dentes decíduos. No entanto, a baixa qualidade dos estudos incluídos e a certeza de evidência muito baixa exigem cautela para interpretar os resultados.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RS049 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Hipoclorito de sódio na pulpotomia de dentes decíduos: Uma revisão sistemática e meta-análise
Tavares BS, Bendo CB, Fernandes IB, Coelho VS, Abreu LG, Ramos-Jorge J
odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Essa revisão sistemática fornece uma síntese da literatura sobre a eficácia clínica e radiográfica do uso de hipoclorito de sódio (NaOCl) na pulpotomia de dentes decíduos comparado a outros materiais. Onze bases de dados foram consultadas. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, não randomizados e estudos de coorte. A avaliação qualitativa foi realizada. Foram realizadas meta-análises com estudos metodologicamente homogêneos. De um total de 2654 estudos,14 preencheram os critérios de elegibilidade e 12 foram para a meta-análise. Não houve diferença significativa entre NaOCl e outros materiais. Comparado ao formocresol: desfecho clínico com 6 (IC:0,13-7,47) e 12 meses (IC:0,11-2,81); radiográfico com 6 (IC:1,58-3,38), 12 (IC:0,74-4,17) e 18 meses (IC:0,90-67,89). Comparado ao sulfato férrico: desfecho clínico com 6 (IC:0,12-82,16), 12 (IC:0,75-18,86), 18 (IC:0,20-3.28) e 24 meses (IC:0,28-6,48); radiográfico com 6 (IC:0,30-5,59), 12 (IC:0,41-2.47), 18 (IC:0,05-2,19) e 24 meses (IC:0,09-5,99). Comparado ao MTA: desfecho clínico com 24 meses (IC: 0,44-38,96); radiográfico com 12 (IC:0,67-56,13) e 24 meses (IC:0,32-8,84). Comparado ao soro fisiológico: desfecho clínico com 3 (IC:0,25-116,31), 6 (IC:0,38-157,14) e 12 meses (IC: 0,21-5,29); radiográfico com 3 (IC:0,65-18,98), 6 (IC:0,09-12,25) e 12 meses (IC:0,38-2,22).

Os resultados deste estudo apontam que o NaOCl não difere de outros medicamentos como formocresol, sulfato férrico, MTA e soro fisiológico, no sucesso clínico e radiográfico da pulpotomia de dentes decíduos.

RS050 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Mapeando as evidências para o manejo das lesões de cárie em dentes decíduos - uma meta-pesquisa
Pascareli-Carlos AM, Reis TM, Raggio DP, Tedesco TK
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi mapear as evidências disponíveis para o manejo de lesão de cárie em Odontopediatria por meio de uma meta-pesquisa. A busca dos artigos foi realizada na base de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, Cochrane Library, Scopus, Embase, Web of Science, Epistemonikos, e OpenGray até fevereiro de 2021. Foram incluídas as revisões sistemáticas (RS) sobre o manejo de lesões de cárie em dentes decíduos. Estudos focando em pacientes com necessidades especiais ou dentes com defeitos de desenvolvimento de esmalte foram excluídos. Síntese qualitativa dos dados foi realizada. De 1207 RS potencialmente elegíveis, 111 foram incluídas. Destas, 24% tinham protocolo de registro, 82% realizaram a busca em mais de duas bases de dados, e 57% afirmaram não ter havido restrição de idioma na inclusão. O risco de viés foi avaliado em 72% das RS, e a certeza de evidência (GRADE) em 21%. Destes, 8 estudos eram sobre tratamento restaurador, que variaram de muito baixa a alta certeza da evidência; 4 sobre o tratamento não restaurador, com variação de muito baixa a alta; e 11 artigos sobre tratamento endodôntico, com variação de muito baixo a alta certeza de evidência.

Embora existam RS publicadas sobre as diferentes estratégias de manejo de lesão de cárie em Odontopediatria, a maior parte delas ainda não são registradas e não apresentam a certeza de evidência da questão de pesquisa. Além disso, a variação da certeza de evidência entre muito baixa e alta, mostrando grande parte das RS com muito baixa ou baixa, reforça a necessidade de estudos primários bem delineados.

RS051 - Painel Revisão Sistemática
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Percepções e opiniões dos dentistas, implementação e vontade de adotar práticas baseadas em evidências: uma revisão sistemática
Prado VO, Rodrigues LR, Vicioni-Marques F, Feres M, Nelson-Filho P, Flores Mir C, Feres MFN
Odontopediatria / Ortodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Considerando que as percepções e opiniões sobre a prática baseada em evidências podem predizer comportamentos de implementação, o objetivo desta revisão sistemática foi sintetizar e avaliar as evidências existentes relacionadas às percepções, opiniões, comportamentos de implementação de prática baseada em evidências e sua disposição de adotar a prática baseada em evidências. Incluímos estudos primários que coletaram informações de entrevistas, questionários ou conversas com dentistas. As seguintes fontes foram pesquisadas: Cochrane Central Register of Controlled Trials, Embase, PubMed, Scopus e Web of Science, além da literatura cinza. Os estudos incluídos foram avaliados de acordo com os instrumentos de avaliação recomendados pelo Joanna Briggs Institute para estudos observacionais qualitativos e quantitativos. Os dados descritivos foram coletados em tabelas padronizadas e sintetizados descritivamente. O processo de seleção resultou em 36 estudos incluídos. Apesar dos altos riscos metodológicos e heterogeneidade significativa, os resultados coletados indicaram que revistas científicas, diretrizes de prática clínica e colegas de confiança são altamente consultado. Os dentistas compartilham opiniões positivas sobre a prática baseada em evidências e relatam vontade de aprender ou adotar essas práticas.

Apesar das percepções de práticas baseada em evidências relatadas de apoio, e vontade de adotar essas práticas, existe uma certeza muito baixa sobre os comportamentos reais de implementação de práticas baseadas em evidências.

RS052 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Tratamento Restaurador Atraumático com e sem o auxílio de agentes químico-mecânicos de remoção de tecido cariado: uma revisão sistemática
Silva LB, Fonseca-Gonçalves A, Pintor AVB
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar se o uso de agentes para Remoção Químico-Mecânica de Tecido Cariado (RQMTC) é vantajoso para a técnica do Tratamento Restaurador Atraumático (TRA). Realizou-se busca eletrônica nas bases: MEDLINE, SCOPUS, EMBASE, Cochrane Library, Web of Science, BVS e Google Scholar em 02/2022. Foram incluídos estudos clínicos randomizados e não-randomizados, com indivíduos (P) que fizeram TRA utilizando RQMTC (I), em comparação com indivíduos submetidos ao TRA (escavação sem RQMTC) (C), considerando aceitabilidade, dor/desconforto, tempo de remoção/tratamento, sobrevida das restaurações, dentre outros desfechos (O). A qualidade metodológica foi avaliada (RoB 2 e ROBINS-I). De 38 artigos identificados, 11 foram incluídos: 6 com baixo, 5 com alto e 1 com preocupações de risco de viés. Quatro estudos investigaram a aceitabilidade, 5 pesquisaram a dor/desconforto, 7 analisaram o tempo de tratamento, 3 avaliaram a sobrevida das restaurações, 1 avaliou a qualidade de vida e outro a satisfação ao tratamento. TRA com RQMTC foi tão aceito quanto ao TRA e 2 estudos relataram menos dor/desconforto no grupo TRA com RQMTC. Dois afirmaram que TRA com RQMTC dispensou menos tempo para remoção de cárie e 1 estudo reportou menos tempo total de tratamento com RQMTC. Não houve diferença quanto à sobrevida das restaurações. Quanto à qualidade de vida, não houve diferença entre os tratamentos e maior nível de satisfação foi observado no TRA com RQMTC.

Conclui-se que o uso de RQMTC para o TRA é vantajoso quanto ao tempo de tratamento, oferecendo mais conforto e maior satisfação ao paciente.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° E-26/202.766/2019)
RS053 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

O uso de terapia animal durante o atendimento odontológico ajuda a reduzir a ansiedade em crianças? Uma revisão sistemática com meta-análise
Ribeiro CDPV, Kominami PAA, Alves JB, Bezerra ACB, Takeshita EM, Massignan C
MEDICINA BIOFOTÔNICA UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é considerada uma técnica útil para reduzir a ansiedade em crianças e adolescentes em ambientes médicos. O objetivo desta revisão sistemática foi investigar se o uso da TAA ajuda a reduzir a ansiedade durante o atendimento odontológico. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e não randomizados com crianças até 18 anos em consultas odontológicas. As bases de dados Embase, Cochrane, Pubmed/Medline, LILACS, PsycInfo, Scopus e Web of Science foram pesquisadas incluindo a literatura cinza. Meta-análises de efeitos aleatórios usando diferença média (MD) e síntese narrativa foram implementadas. RoB 2 foi usado para risco de viés e GRADE para certeza de evidência. Após uma seleção de 2 fases, três estudos foram incluídos. Ansiedade, comportamento e dor foram os desfechos. Uma meta-análise com 146 participantes foi realizada para ansiedade em três momentos, antes do tratamento (MD -0,40, IC: -1,06 a 0,26; I2= 0%; p=0,24), durante o tratamento (MD -3,64, IC: -11,18 a 3,91; I2= 94%; p=0,34) e após o tratamento (MD -5,97, IC: -17,08 a 5,14; I2= 98% p=0,29). Não houve diferença no tratamento odontológico com ou sem TAA (cães), bem como para análise narrativa para qualquer desfecho. O risco de viés foi alto principalmente por causa da randomização e da mensuração dos desfechos.

Não há evidências de que a presença de TAA no atendimento odontológico possa ajudar a reduzir a ansiedade em crianças (5-11 anos) e com certeza muito baixa da evidência. Estudos com amostras maiores são sugeridos. Registro de protocolo (CRD42021293593).

RS054 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Bruxismo do sono e genética: revisão sistemática e metanálise de estudos com gêmeos
Lima CCB, Pereira LF, Muniz FWMG, Rosing CK, Moura MS, Moura LFAD, Lima MDM
Patologia e Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou determinar a concordância de bruxismo do sono (BS) entre gêmeos monozigóticos (MZ) e dizigóticos (DZ) por meio de revisão sistemática da literatura. Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase e Web of Science, além de buscas manuais e na literatura cinzenta, até setembro de 2021. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram BS em gêmeos MZ e DZ, sem restrição de idade e sexo. O risco de viés foi avaliado pelo checklist Joanna Briggs. Para avaliação da certeza da evidência, foi utilizada a escala GRADE. Metanálises e análises de subgrupos foram realizadas para avaliar a Odds Ratio (OR) agrupada para estimar os valores de concordância de BS entre gêmeos (p<0,05). Foram identificados 2.471 artigos, dos quais 11 estudos foram incluídos na análise qualitativa e, desses, sete na metanálise. A maioria dos artigos apresentou baixo risco de viés (63,6%). Foi observada maior concordância de BS entre gêmeos MZ do que DZ tanto na análise de concordância geral (OR = 1,47; IC95% = 1,07 - 2,02), quanto na de concordância positiva (OR = 1,53; IC95% = 1,29 - 1,81). Nas análises de subgrupo, a significância dos achados permaneceu apenas para o BS relatado/autorrelatado na concordância geral (OR = 1,44; IC95% = 1,07 - 1,95) e na concordância positiva (OR = 1,55; IC95% = 1,28 - 1,88). Certeza da evidência foi baixa para análise de concordância geral e moderada para concordância positiva.

Concluiu-se que gêmeos MZ apresentaram maior concordância de BS do que gêmeos DZ, o que sugere possível influência genética na ocorrência da condição.

(Apoio: CAPES - Universidade Federal do Piauí)
RS055 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

As medidas antropométricas em crianças e adolescentes influenciam na experiência de cárie dentária? Overview de revisões sistemáticas
Fernandes TO, Carvalho PA, Fonseca BA, Kuchler EC, Antunes LS, Antunes LAA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cárie dentária e a má nutrição são problemas de saúde pública mundiais. A associação entre estas condições em crianças e adolescentes tem sido apontada em um número crescente de revisões sistemáticas (RS). Dessa forma, há necessidade de uma overview de RS para compilar as informações a fim de chegar a uma evidência única sobre o assunto. Portanto, este estudo objetivou avaliar a associação entre a experiência de cárie dentária e medidas antropométricas em crianças e adolescentes. Ampla busca foi realizada em 5 bases de dados, na literatura cinzenta, Google Scholar, bases de registro de revisões sistemáticas até 6 de outubro de 2021, além de busca na lista de referências dos estudos incluídos. Apenas RS foram selecionadas com base no PECO: População: Crianças e Adolescentes, Exposição: Medidas Antropométricas (Obesidade e/ou sobrepeso/ desnutrição), Comparação: Medidas Antropométricas (Normal/ideal), Desfecho: Experiência de cárie dentária. Uma síntese narrativa foi realizada extraindo-se dados de interesse das RS e aplicou-se a avaliação do risco de viés pelo ROBIS. Após remoção das duplicatas e critérios de elegibilidade, 16 RS foram incluídas com publicações de 1989- 2020. Quatorze RS apresentaram risco de viés alto. A associação entre experiência de cárie e alterações no índice de massa corpórea foi observada em 6 RS obesidade/sobrepeso, 1 de desnutrição e 9 RS não encontraram associação.

Logo, baseado em RS com alto risco de viés, a maioria dos estudos não encontrou associação entre medidas antropométricas e experiência de cárie em crianças e adolescentes.

RS057 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Lasers aplicados à frenectomia na odontopediatria: revisão sistemática da literatura
Nunes JEP, Fagundes CF, Fantini FGMM, Andrade APRCB, Mazzoni A, Azevedo LH, Motta LJ, Navarro RS
Instituto e Ciência e Tecnologia UNIVERSIDADE BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Na anquiloglossia o frênulo lingual apresenta-se curto, levando a problemas de sucção dos lactentes. A frenectomia pode corrigir a restrição de movimento lingual e permitir uma amamentação eficaz. A cirurgia pode ser realizada pela técnica convencional, com eletrocautério ou lasers de alta potência (L). O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre L aplicados à frenectomia na odontopediatria para tratamento da anquiloglossia. Foi realizada revisão sistemática da literatura de estudos clínicos randomizados com pontuação ≥ 6 na escala PEDro (Physiotherapy Evidence Database) publicados nas bases de dados PubMed, Cochrane e SciELO. Foram selecionados estudos clínicos segundo as diretrizes do PRISMA, com descritores em português, inglês e espanhol: Anquiloglossia x Laser; Frenectomia x Laser; Frenectomia x Anquiloglossia; Laser x Odontopediatria; Tratamento Anquiloglossia x Laser; Procedimentos Cirúrgicos x Anquiloglossia; Cirurgia x Frênulo Lingual; Cirurgia x Anquiloglossia, de 2009 a 2019. Os resultados mostraram no total 7 estudos clínicos com 401 pacientes submetidos as cirurgias de frenectomia com L (diodo ou CO2) e convencional.

Pode-se concluir que a frenectomia com laser de alta potência foi superior em comparação a técnica convencional nas reduções do tempo operatório, sangramento e complicações relacionadas ao procedimento, melhor visualização de campo, reparação e qualidade da sucção do lactente. Não há consenso no comprimento de onda e parâmetros do laser de alta potência mais indicados nos procedimentos.