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RESUMOS APROVADOS

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 929 Resumo encontrados. Mostrando de 681 a 690


PI0133 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

A oxidação por plasma eletrolítico estimula bioatividade de miniplacas utilizadas na fixação de fraturas femorais: estudo pré-clínico
Barbosa S, Momesso GAC, Polo TOB, Silva WPP, Lima-Neto TJ, Cordeiro JM, Barão VAR, Faverani LP
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a bioatividade de miniplacas texturizadas pela oxidação por plasma eletrolítico (PEO) no reparo de fraturas femorais em ratas osteoporóticas. Para isso, 35 ratas foram submetidas à cirurgia de ovariectomia bilateral (OVX) e outras 35 à cirurgia fictícia (SHAM). Após 90 dias, os animais foram submetidos à osteotomias para simulação de fraturas femorais e fixação com miniplacas de titânio (1,5mm). Para cada animal, utilizou-se uma miniplaca texturizada por PEO, no fêmur direito, e uma miniplaca com superfície convencional (CONV), no fêmur esquerdo. Após 60 dias, todos os animais foram eutanasiados e as amostras encaminhadas para análise por microtomográfia computadorizada, histometria, microscopia confocal, análise molecular e biomecânica. A partir da microtomografia computadorizada observou-se que o grupo OVX/PEO obteve maior valor para os parâmetros Tb.Th, Tb.N e Tb.Sp quando comparado ao grupo OVX/CONV. A análise histométrica constatou formação óssea mais significante para o grupo OVX/PEO, do que o obtido pelo grupo OVX/CONV (p<0.05- Teste de Tukey). Em relação a área de fluorocromo, houve uma maior precipitação de calceína do que de alizarina para os grupos OVX (PEO e CONV). A análise molecular demonstrou que as proteínas presentes na fase final da formação óssea foram as mais expressadas (P<0.05). OVX/PEO demonstrou ainda, maiores valores de resiliência óssea em relação aos outros grupos (P<0.05).
Portanto, a texturização por PEO leva a uma otimização do reparo ósseo em fraturas femorais de ratas osteoporóticas.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2018/00522-0)
PI0134 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Qualidade de vida e DTM em pacientes com má oclusão esquelética classe II submetidos à cirurgia ortognática
Fanderuff M, Bergamaschi IP, Cavalcante RC, Gerber JT, Petinati MFP, Sebastiani AM, Costa DJ, Scariot R
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da cirurgia ortognática na qualidade de vida (QV) relacionada à saúde bucal, disfunção temporomandibular (DTM) e sintomas psicológicos em pacientes com má oclusão esquelética classe II, assim como verificar quais são as variáveis que alteram a percepção da QV pós-operatória. Para isso, 43 pacientes com má oclusão esquelética classe II submetidos à cirurgia ortognática foram avaliados quanto sua percepção de QV relacionada à saúde bucal, através do OHIP-14 e quanto a DTM, segundo os eixos I e II do RDC/TMD, nos períodos pré e pós-operatório (6 meses a 1 ano). Foi então verificada a evolução da QV e da DTM, assim como a relação entre essas variáveis utilizando os testes Wilcoxon, McNemar, Qui-Quadrado e Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. Através da diminuição da pontuação do OHIP-14 geral e de 5 de seus domínios, pode-se observar melhora na percepção da QV após a cirurgia ortognática (p < 0,05). Houve também melhora de dor articular (p = 0,016), dor crônica (p = 0,019) e sintomas físicos não específicos excluindo dor (SFNEED) (p = 0,013) no pós-operatório. Além disso, observou-se associação entre a pior percepção de QV (geral e domínios) e as variáveis do eixo II do RDC/TMD (p < 0.05).
Logo, sugere-se que a cirurgia ortognática melhora a percepção de QV relacionada à saúde bucal, dor articular, dor crônica e SFNEED nos pacientes com má oclusão esquelética classe II. Além disso, pacientes com algum diagnóstico do eixo II tendem a apresentar pior percepção de QV.
PI0141 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Influência da espessura do laminado cerâmico nas tensões de impacto durante trauma dental com e sem protetor bucal
Cunha LS, Vilela ABF, Versluis A, Tantbirojn D, Soares CJ
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Laminados cerâmicos (LC) são amplamente utilizados para fins estéticos, no entanto, pouco se sabe sobre o efeito de traumatismo dentário e o uso de protetor bucal personalizado (PBP) em sua estrutura. Este estudo avaliou a influência da espessura do LC e a presença de PBP nas tensões de impacto durante o traumatismo dentário em um incisivo central superior. Seis modelos de elementos finitos com estruturas maxilares e incisivo central foram criados a partir de uma imagem de tomografia computadorizada de feixe cônico. As três condições de LC foram: incisivo hígido (sem LC), LC fino de 0,3 mm; e LC convencional de 1,0 mm. Estes foram avaliados com e sem PBP de 4,0 mm de espessura. Foi realizada uma análise de impacto, na qual a cabeça atingiu frontalmente uma superfície rígida, impactando o incisivo a uma velocidade de 1 m / s (3,6 km / h). As tensões durante o impacto foram avaliadas usando critério von Mises modificado, que reflete a resistência às falhas de cada material. A presença de PBP reduziu as tensões de impacto no LC, cimento interfacial e esmalte. Áreas de tensões foram encontradas no esmalte palatino e na região cervical vestibular para todos os modelos sem PBP. O esmalte alcançou os níveis mais altos de tensão sem o PBP, enquanto os laminados atingiram a maior concentração de tensão ao longo da interface de cimento do modelo LC de 1,0 mm de espessura.
A falha na interface com esmalte é mais provável no impacto, a presença do LC aumentou os níveis de tensões no impacto em esmalte. O uso de PBP reduziu substancialmente os níveis de tensão de impacto nas estruturas dentárias.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PI0142 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Estudo in vitro da eficácia do clareamento dental com uso de luz violeta
Felix LHP, Almeida SAG, Daltro TWS, Silva CHV, Guimarães RP
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se, in vitro, a eficácia de diferentes protocolos de clareamento dental utilizando LED violeta, comparados a técnicas clareadoras usuais. Setenta incisivos bovinos foram distribuídos aleatoriamente em 7 grupos (n=10) de acordo com a técnica e o produto de clareamento utilizado. Grupo 1 = Saliva artificial; Grupo 2 = 3 sessões Peróxido de Hidrogênio (PH) a 35% sem ativação de luz; Grupo 3 = 3 semanas de Peróxido de Carbamida (PC) a 16% - 4h/dia; Grupo 4 = 3 sessões PH a 35% sem ativação de luz + 2 semanas de PC a 16% - 4h/dia; Grupo 5 = 4 sessões com LED violeta (Bright Max Whitening - MMO); Grupo 6 = 3 sessões com PH a 35% + LED violeta (Bright Max Whitening - MMO); Grupo 7 = 3 sessões com PC a 16% + LED violeta (Bright Max Whitening - MMO). A modificação da cor foi mensurada por espectrofotômetro digital portátil (Easyshade-Vita). Os dados foram expressos através das estatísticas média de ∆E, L* e desvio padrão. Por meio da análise dos dados obtidos, observou-se diferenças significativas apenas quando comparado o Grupo Controle com os demais. Revelando que todas as técnicas estudadas proporcionaram alteração na cor dos dentes.
O uso do LED violeta associado ou não a géis clareadores de diferentes concentrações foi eficaz para o clareamento dental, além disso, concluiu-se também que a técnica de clareamento físico, com LED violeta, produziu menor variação da luminosidade dentária quando realizadas 4 sessões clínicas.
PI0147 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Desenvolvimento de um cimento de ortofosfato de cálcio-ionômero
Avelino SG, Fronza BM, Vilela HS, Braga RR
Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi desenvolver um cimento de ortofosfato de cálcio-ionômero, baseado na reação entre ortofosfato de cálcio (CaP) e ácido poliacrílico, e comparar suas propriedades mecânicas com dois cimentos comerciais (ionômero de vidro/CIV e hidróxido de cálcio/HC). Foram realizadas análises químicas dos materiais através de espectroscopia ATR-FTIR. A microdureza (KHN; 10 g, 10 s, n=5) foi determinada em discos com 5 mm de diâmetro. A resistência à flexão (RF) foi determinada em barras (10x2x1 mm, n=10) armazenadas a seco (25±2 ºC) ou sob umidade relativa (37±2 ºC). Os dados foram analisados por ANOVA/Tukey (5%). Existem semelhanças entre os espectros do cimento experimental e CIV, com bandas intensas em 3480cm-1 (O-H da água) e 1750cm-1 (C-O do ácido poliacrílico). Entretanto, os espectros do cimento experimental não evidenciam a ocorrência de reação química como observado no CIV, com o surgimento de uma banda em 1600 cm-1 (ligações O-Ca). O cimento experimental apresentou KHN semelhante ao cimento de HC (11,1±1,1 e 9,5±0,1, respectivamente) e inferior ao CIV (21,7±1,6). O cimento experimental não tomou presa sob umidade. Entre as amostras armazenados a seco, não houve diferença estatística na RF entre o CIV (18,4±1,1 MPa) e o cimento de CaP-ionômero (16,9±3,4 MPa).
Para os cimentos comerciais, não houve influência das condições de armazenamento sobre RF. Apesar de não ser detectada uma reação química entre partículas de CaP e o ácido poliacrílico, foi possível determinar as propriedades mecânicas do cimento experimental quando armazenado a seco.
(Apoio: bolsa PUB-USP)
PI0148 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Efeito de agentes clareadores sobre resinas compostas e cerâmicas
Rodrigues MLA, Mendonça LC, Quagliatto PS, Soares CJ
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) e visual direta o efeito dos géis clareadores peróxido de hidrogênio a 7,5% - PH7,5% (PolaDay - SDI); de peróxido de carbamida a 16% - PC16% (Whiteness Perfect - FGM); e peróxido de hidrogênio a 35% - PH35% (Whiteness HP Maxx - FGM) sobre resinas compostas nano-híbridas (Vittra APS, FGM, e IPS Empress Direct, Ivoclar Vivadent); resina composta nanoparticulada (Filtek Z350XT, 3M Oral Care); cerâmicas feldspática (Noritake EX-3), reforçada por leucita (IPS Empress CAD, Ivoclar Vivadent); e por dissilicato de lítio (e-max CAD, Ivoclar Vivadent). Para cada material restaurador foram confeccionadas 6 amostras sendo utilizada 2 amostras para cada protocolo clareador. As imagens em MEV foram realizadas com aumento de 20.000X e a analise qualitativa realizada por dois operadores. As imagens demonstraram maior influência dos géis clareadores, principalmente o PH35% nas resinas nano-híbridas do que na resina nanoparticulada. A degradação não foi perceptível pela analise visual. Sobre materiais cerâmicos analisados foi evidente a ausência de dano tanto pela análise visual e por MEV.
Géis clareadores causam danos superficiais mínimos sobre resinas compostas e não altera a superfície de cerâmicas de diferentes composições.
PI0149 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Efeito da dose de energia na resistência à flexão e módulo de elasticidade de compósitos contendo MAPO em diferentes bases monoméricas
Stabile VM, Sousa BI, Anauate-Netto C, Paula EA, Alonso RCB
Dentística - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da dose de energia em compósitos experimentais contendo o fotoiniciador óxido mono-alquil fosfínico (MAPO) em diferentes bases monoméricas na resistência à flexão (RF) e módulo de elasticidade (ME). Seis compósitos experimentais com diferentes bases monoméricas contendo 1% de MAPO (1. TEGDMA; 2. BISEMA; 3. UDMA; 4. BISEMA+TEGDMA; 5. UDMA+TEGDMA; 6. BISGMA+ TEGDMA) foram preparados. Para avaliação da RF e ME, espécimes em forma de barra (7 mm x 2 mm x 1 mm, n=10) foram confeccionados e fotoativados com Valo Cordless (1000 mW/cm2) por 10s, 20s ou 40s. As doses de energia testadas foram 10J, 20J ou 40J. Foi realizado teste de 3 pontos em máquina de ensaios Instron (distância entre apoios de 5mm; 0,5 mm/min). Os dados foram submetidos a ANOVA 2 critérios e Teste de Tukey (α=0,05). Para RF, apenas para compósito UDMA+TEGDMA houve aumento progressivo da resistência com o aumento da dose de energia. Para os demais compósitos a dose de energia não afetou a resistência. Para ME, não houve diferença significativa entre as 3 doses de energia independentemente do tipo de base monomérica. O compósito contendo apenas TEGDMA apresentou valores significativamente inferiores.
Conclui-se que o iniciador MAPO foi capaz de iniciar adequadamente a reação de polimerização para todas as bases monoméricas testadas. A dose de energia de 10J foi capaz de gerar valores adequados de resistência a flexão e módulo de elasticidade para todas as bases testadas.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2015/16569-8)
PI0150 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Caracterização de pH, capacidade tamponante e perfil técnico de enxaguatórios bucais comerciais
Derigi LP, França FMG, Kantovitz KR, Basting RT, Vieira-Junior WF
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o pH, capacidade tamponante e caracterizar a composição de enxaguatórios bucais comerciais. Foram avaliados 3 lotes de: Colgate Fresh Mint (CFM); Colgate Plax Soft Mint (CSM); Colgate Clean Mint (CCM); Listerine Tartar Control (LTC); Listerine Cool Mint (LCM); Listerine Night Reset (LNR), Listerine Whitening Extreme (LWE); Listerine Natural White (LNW); Colgate Luminous White (CLW); e ácido cítrico 0,1% (controle). Os enxaguatórios foram submetidos a análise de pH, capacidade tamponante e caracterização do perfil técnico (rótulos e MSDS). Os resultados foram submetidos à análise descritiva, ANOVA, teste de Dunnett (pH e capacidade tamponante) e Tukey (pH) (α=0,05). CFM, CSM, CCM, LTC, LCM, LNR e LWE apresentaram pH<5,5. LNW apresentou pH<6,5 e demandou maiores quantidades de NaOH para atingir pH=10. CCM e LTC apresentaram uma curva de capacidade tamponante similar ao ácido cítrico 0,1%. A análise dos rótulos demonstrou que os produtos avaliados são comercializados normalmente como agentes "clareadores" (33,3%) ou "antihalitose" (33,3%). 55,6% dos enxaguatórios avaliados possuem álcool e 66,7% algum agente fluoretado. Não foram encontrados MSDS de CLW, LNW e LWE; e CFM e LTC possuíam informações não declaradas, como toxicidade e contaminação ambiental.
Dentre os enxaguatórios avaliados a maioria apresentou pH<5,5 (CFM, CSM, CCM, LTC, LCM, LNR, LWE). Além do potencial erosivo estabelecido, algumas informações foram divergentes entre os rótulos e MSDS, ou ainda, não foram descritas pelos fabricantes.
PI0159 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Caracterização Composicional e Microestrutural de Cerâmicas Odontológicas
Silva JCF, Silva JRR, Pacheco ND, Amarante JE
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho caracterizou química e microestruturalmente 3 cerâmicas dentais utilizadas no sistema CAD/CAM. A zircônia e.max ZirCAD (IvoclarVivadent, Schaan, Liechtenstein) foi usinada utilizando um sistema CAD/CAM. Em uma máquina de corte Isomet, foram cortados dois blocos comerciais sinterizados e parcialmente cristalizados das cerâmicas vítreas IPS e.max CAD (IvoclarVivadent, Schaan, Liechtenstein), e Suprinity (VITA Zahnfabrick, Bad Säckingen, Germany). Todas as amostras, após preparação, possuíam a espessura de 1 mm a 1,4 mm e o diâmetro de 12 mm de acordo com a ISO 6872-15. As amostras tiveram suas faces desbastadas com lixas de papel de carboneto de silício com granulação de 600, 800 e 1200 e foram polidas com pastas diamantadas de granulometria 3, 1 e ¼ μm. Por fim, foram então levadas ao polidor vibracional VibroMet 2 com sílica coloidal, permanecendo por 24 horas numa frequência de 60 Hz. As fases cristalinas presentes foram identificadas por difração de raios-x (DRX). As amostras foram também analisadas quanto aos seus constituintes químicos por espectrometria de energia dispersiva (EDS). As superfícies das amostras foram condicionadas e recoberta com ouro para análise micrográfica.
Pôde-se concluir que devido a sua característica de transformação de fase martensítica a zircônia parece ser o material mais indicado frente às cargas mais severas de mastigação e que a quantidade de zircônia não é suficiente para tenacificação por transformação de fase na cerâmica vítrea Suprinity.
PI0165 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Efeito de diferentes superfícies de titânio (Ti-6Al-4V) na rugosidade e energia livre de superfície
Puls GL, Simões IG, Kreve S, Cruz MAE, Ramos AP, Reis AC, Valente MLC
Clínica Infantil - Dci - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve por objetivo avaliar a influência de três superfícies de titânio (Ti-6Al- 4V) nas propriedades de rugosidade e energia livre de superfície. Foram confeccionados 30 discos de Ti-6Al-4V (Ø 8mm × 3mm de espessura) pelo método de usinagem convencional e divididos em 3 grupos de análise (n=10): G1 - Usinado polido; G2 - Usinado com tratamento de superfície H3PO4 + NaOH e G3 - Usinado com tratamento de superfície de Hidroxiapatita (HA). A rugosidade superficial foi avaliada por meio de um microscópio confocal a laser 3D, através do parâmetro de rugosidade média (Ra) e a energia livre de superfície através de medidas de ângulo de contato, método de gota séssil, utilizando-se três líquidos com diferentes polaridades (diiodometano, água destilada e formamida). Após a obtenção dos dados e de acordo com a distribuição dos mesmos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis (α=0,05). Diferença significativa foi observada na rugosidade (Ra) entre os grupos (p=0,013), tendo o G1 0,71 [0,06;0,60] μm apresentado a maior rugosidade (p=0,010) comparada ao G2 0,16 [0,12;0,23] μm. Para a energia livre de superfície foi observado menor valor para o G1 39,94 [35,86;48,46] mJ/m 2 , comparado ao G2 68,42 [61,92;68,88] (p=0,041) e G3 71,11 [68,07;71,61] (p<0,001).
Os discos que receberam tratamento de superfície, H3PO4 + NaOH e hidroxiapatita, sugerem melhor desempenho biológico, visto que apresentaram melhor capacidade de molhamento.
(Apoio: FAPESP  N° 2019/14287-6)