Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2105 Resumo encontrados. Mostrando de 301 a 310


PN0299 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto da disciplina de cariologia aplicada à odontopediatria na decisão de tratamento de estudantes de graduação em odontologia
Silva PS, Assunção CM, Fidelis ABMG, Bendo CB, Ferreira FM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diferenças filosóficas de ensino podem interferir na tomada de decisões terapêuticas dos alunos. Este é um estudo transversal retrospectivo que analisou o impacto da disciplina optativa "Cariologia Aplicada à Odontopediatria" na decisão de tratamento frente a lesões cariosas em dentes decíduos. Essa disciplina foi ofertada pela primeira vez no Ensino Remoto Emergencial do curso de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), durante a pandemia da Covid-19. Participaram dessa pesquisa 64 alunos. No início da disciplina, foram apresentados 10 casos clínicos com diferentes opções de tratamento. Ao final da disciplina os mesmos casos foram apresentados, para avaliar se houve mudança na opção de tratamento frente a diferentes lesões cariosas. As respostas foram categorizadas em tratamento não invasivo, micro invasivo e invasivo. Em uma das situações apresentadas, inicialmente 62,9% dos alunos optaram por tratamento invasivo e após cursarem a disciplina, somente 29,7% fizeram essa mesma opção. Enquanto em outra situação clínica de lesão cariosa não cavitada interproximal, 82% dos alunos no início da disciplina optaram pelo tratamento não invasivo com a aplicação de flúor, e ao final 45,3% optaram pelo tratamento micro invasivo, incorporando o conhecimento sobre infiltrante resinoso.

Conclui-se que o conhecimento adquirido na disciplina influenciou na maior ocorrência de decisões de tratamento menos invasivas e inovadoras.

(Apoio: CNPq)
PN0300 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Maloclusão e Autopercepção Negativa de Sáude Bucal em Adolescentes do Sexo Masculino
Souza GL, Petracco LB, Kramer PF, Stona P, Feldens EG, Ferreira SH, Feldens CA
Ortodontia UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre maloclusão e autopercepção negativa (AN) de saúde bucal em adolescentes do sexo masculino. Estudo transversal foi conduzido com 432 adolescentes de 18 anos de idade que se inscreveram no serviço militar no município de Sapucaia do Sul, Brasil. Os participantes responderam a entrevista para coleta de variáveis demográficas e socioeconômicas e o desfecho do estudo: autopercepção de saúde bucal. Dois examinadores treinados e calibrados conduziram exame físico para diagnóstico de maloclusão (Índice de Estética Dental-IED), cárie dentária (OMS) e traumatismos dentários (Andreasen). Foi realizada regressão de Poisson com variância robusta para cálculo das Razões de Prevalências (RP) e Intervalos de Confiança 95% (IC95%) brutos e ajustados. A prevalência de AN de saúde bucal em adolescentes sem maloclusão/maloclusão leve, definida, severa e incapacitante foi de 37,2%, 40,9%, 54,8% e 58,5%, respectivamente. Análise multivariável mostrou que a AN de saúde bucal foi 42% maior em adolescentes com maloclusão incapacitante (RP 1,42 IC95% 1,05-1,91) e 40% maior se a maloclusão era severa (RP 1,40 IC95% 1,06-1,86). Os componentes do IED associados à AN de saúde bucal foram apinhamento (p<0,001) e espaçamento (p=0,039) nos incisivos, irregularidade na maxila (p=0,007) e na mandíbula (p=0,002) e overjet acentuado (p=0,003).

Concluiu-se que maloclusão está associada à auto-percepção negativa de saúde bucal, sendo identificadas características ortodônticas que contribuíram para este resultado.

(Apoio: CAPES  N° 88887618210/202100)
PN0301 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto da mordida aberta anterior e profunda na qualidade de vida relacionada à saúde bucal de pré-escolares: papel da resiliência parental
Souza GLN, Bittencourt JM, Martins LP, Paiva SM, Bendo CB, Abreu LG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto da Mordida Aberta Anterior (MAA) e Mordida Profunda (MP) na Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (QVRSB) de pré-escolares e investigar o papel da resiliência parental como fator moderador nessa associação. Foi realizado um estudo transversal de base populacional com 343 pares de pais e crianças de 4 a 6 anos de pré-escolas públicas e privadas de Ribeirão das Neves, Brasil. O cálculo amostral e o estudo piloto foram realizados previamente à coleta de dados principal. Os pais responderam a versão brasileira da Early Childhood Oral Health Impact Scale (B-ECOHIS). Dois examinadores calibrados realizaram o diagnóstico de MAA e MP utilizando os critérios de Foster e Hamilton. A análise de moderação foi realizada para investigar em que medida a resiliência dos pais moderou a associação da MAA e MP com a QVRSB de pré-escolares, utilizando o software PROCESS (PROCESS for SPSS, versão 3.4). Entre os pré-escolares, 53,1% eram do sexo feminino e a média de idade foi de 4,78 (±0,67) anos; 20,4% tinham MP e 11,9% MAA. A MAA (β:8,47; p=0,021) e a interação entre MAA e resiliência (β:4,21; p=0,027) tiveram impacto negativo na QVRSB das crianças. Pais com baixa resiliência e cujos filhos(as) tinham MAA apresentaram maiores escores do B-ECOHIS (β:3,95; p=0,025) em comparação àqueles com alta resiliência e cujos filhos(as) tinham oclusão normal. A resiliência parental não atuou como fator moderador na associação da MP com a QVRSB (p>0,005).

Concluímos que a resiliência dos pais atuou como fator moderador na relação entre MAA e QVRSB.

(Apoio: CAPES)
PN0303 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Alfabetismo em Saúde Bucal de pais/responsáveis e comportamentos em higiene bucal dos pré-escolares: estudo de base-populacional
Machado-Silva CBB, Martins LP, Bittencourt JM, Pordeus IA, Paiva SM, Bendo CB
Saùde Bucal da criança e do adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar associação entre alfabetismo em saúde bucal (ASB) dos pais/responsáveis com comportamentos em higiene bucal dos seus filhos. Foi realizado um estudo transversal representativo com 449 pares de pais e pré-escolares (4-6 anos), de Ribeirão das Neves, Brasil. Os pais responderam a versão brasileira do Hong Kong Oral Health Literacy Assessment Task for Paediatric Dentistry (BOHLAT-P), um questionário socioeconômico e questões sobre comportamentos em saúde bucal dos filhos. Os dados foram analisados através de Regressão de Poisson Bivariada e Multivariada (p<0,05). Dos 449 pré-escolares, 38,7% usavam fio dental, 82,6% dentifrício com flúor, 49,9% escovavam os dentes acima de duas vezes ao dia e 84,3% escovavam os dentes com supervisão. A análise bivariada demonstrou uma associação entre altos escores de ASB com o uso de fio dental (p=0,002), uso de pasta de dente com flúor (p=0,024). O modelo multivariado ajustado por renda familiar demonstrou que pais que relataram usar o fio dental apresentaram 1,06 vezes maior probabilidade de terem altos escores de ASB comparado aos pais que não relataram usar fio dental (95% IC: 1,02-1,10). Pais que relataram usar dentifrício com flúor apresentaram 1,09 vezes maior probabilidade de terem altos escores de ASB comparado com os pais que relataram uso de dentifrício sem flúor (95% IC: 1,02-1,16).

Conclui-se que pais com maior ASB, ou seja, a capacidade de compreender informações básicas e fazer escolhas adequadas em relação à saúde bucal, aplicaram melhores comportamentos de higiene bucal em seus filhos

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPEMIG)
PN0304 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto dos polimorfismos nos genes WNT3A e WNT11 sobre o desenvolvimento dentário e ósseo: um estudo retrospectivo transversal
Reis CLB, Kuchler EC, Pedroso GL, Stuani MBS, Romano FL, Castro JP, Oliveira DSB, Matsumoto MAN
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou se polimorfismos de base única (SNPs) nos genes WNT3A e WNT11 impactam o desenvolvimento dentário (DD) e ósseo (DO) de crianças e adolescentes do sudeste brasileiro. Pacientes sob tratamento ortodôntico sem comprometimento sistêmico foram incluídos. Para análise de DD, panorâmicas pré-tratamento de 79 pacientes entre 7 a 16 anos foram avaliadas pelo método de Demirjian et al. (1973). Delta Demirjian foi obtido de cada paciente pela subtração das idades cronológica e dentária. Para análise de DO, telerradiografias de 112 pacientes entre 7 a 21 anos foram avaliadas pelo método de Baccetti et al. (2005). Os pacientes foram classificados como controle, atraso ou adiantamento de acordo com Schoretsaniti et al. (2021). Amostras de DNA foram extraídas da saliva e os SNPs rs708111 (WNT3A) e rs1533767 (WNT11) foram genotipados por PCR em tempo real. Os testes T de Student e qui-quadrado foram aplicados para comparação entre os genótipos (alfa=5%). Pacientes heterozigotos (AG) para rs708111 (WNT3A) possuíam idade dentária estatisticamente maior em comparação aos pacientes homozigotos dominante (GG) (D de Cohen = 0,88; p=0,002). O genótipo homozigoto recessivo (AA) do SNP rs708111 (WNT3A) foi associado com atraso no DO (Razão de Prevalência [RP]=2,58; p=0,026), enquanto o genótipo heterozigoto (AG) foi associado ao adiantamento (RP=6,05; p=0,030).

O SNP rs708111 no gene WNT3A impacta o desenvolvimento dentário e ósseo.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/02704-1)
PN0305 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Modelagem de equações estruturais do alfabetismo em saúde bucal e fatores sociodemográficos na cárie dentária em crianças de 8 a 10 anos
Lima LCM, Perazzo MF, Neves ETB, Ferreira FM, Paiva SM, Granville-Garcia AF
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Explorar os caminhos pelos quais o alfabetismo em saúde bucal pode influenciar a cárie dentária em crianças, avaliando os efeitos diretos e indiretos da frequência de escovação, do índice de massa corporal (IMC) e de fatores socioeconômicos. Foi realizado um estudo transversal representativo de base populacional com 739 escolares de 8 a 10 anos em Campina Grande, Brasil. Os pais/responsáveis responderam a um questionário sociodemográfico e o Oral Health Literacy-Adults Questionnaire (OHL-Aq). A cárie dentária foi diagnosticada usando os critérios de ICDAS. Dois dentistas realizaram exercícios de treinamento para diagnóstico e aplicação dos questionários (kappa > 0,80).A modelagem de equações estruturais foi utilizada para determinar as associações diretas e indiretas entre as variáveis incorporadas ao modelo teórico do estudo (95%:IC). O modelo final apresentou um ajuste adequado: RMSA = 0,04 (0,03-0,05), CFI = 0,93, TLI = 0,92 e SRMR = 0,09. A idade da mãe (coeficiente padronizado[CP]: -0,08; p=0,03), escolaridade do responsável (CP: -0,22; p=0,04), IMC (CP: 0,13; p=0,03) e frequência de escovação (CP: 0,09; p=0,03) tiveram um efeito direto na cárie dentária, enquanto a alfabetização em saúde bucal, a renda mensal familiar e a quantidade de equipes de saúde bucal no distrito demográfico da criança exerceram influência indireta no desfecho.

Conclui-se que a idade materna, a escolaridade do responsável, a frequência de escovação e o IMC afetam diretamente a ocorrência de cárie dentária cavitada em crianças na fase de dentição mista.

PN0306 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Influência do número de dentes eruídos no comportamento de possível bruxismo vigília/sono em bebês
Schavarski CR, Singi P, Dezan-Garbelini CC, Paiva SM, Pordeus IA, Serra-Negra JMC
Departamento de Odontologia CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE APUCARANA / FACULDADE DE APUCARANA - FAP
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi investigar a influência do número de dentes eruídos no comportamento de possível bruxismo em vigília/sono (PBVS) em bebês. Foi realizado um estudo transversal, com pais/responsáveis de pacientes participantes do programa preventivo da Bebê Clínica da Universidade Estadual de Londrina. Os pais preencheram um questionário sobre presença tanto de bruxismo em vigília quanto do sono em seus filhos, no último mês. Foi realizado exame clínico, por um examinador previamente treinado, para o diagnóstico do número de dentes presentes eruídos na cavidade bucal. A variável dependente (PBVS) e a variável exógena (dentes eruídos) foram comparadas por meio do teste de Kruskall-Wallis (p<0,05). Participaram 100 bebês, com idade entre 4 e 36 meses (média 23,5 meses ± 9,7 ), sendo a maioria meninas (58%). A média de dentes completamente eruídos foi de 12,9 dentes (± 7,1). De acordo com o relato dos pais, a maioria dos bebês (67,0%) não apresentou o comportamento de PBVS , 7,0% apresentaram o comportamento em leve intensidade, 8,0% em intensidade moderada e 18,0% em intensidade grave. Houve diferença estatística entre a mediana do número de dentes eruídos e a intensidade do comportamento bruxômano, sendo o PBVS mais grave em bebês com menor número de dentes eruídos quando comparado à intensidade do PBVS entre aqueles com maior número de dentes eruídos (p=0,023).

Concluiu-se que houve influência do número de dentes eruídos na gravidade do PBVS entre os bebês desta amostra.

(Apoio: FAPEMIG)
PN0307 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Aleitamento materno e autoeficácia na amamentação: resultados preliminares de um estudo de coorte prospectivo
Viegas SHF, Martins M, Marchetti G, Izumi CA, Santos NRMC, Soares GMS, Assunção LRS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aleitamento materno (AM) proporciona nutrição, proteção e afeto para crianças, além de reduzir a morbimortalidade infantil. Esses aspectos são especialmente importantes em crianças prematuras devido ao maior risco de intercorrências em saúde. Este estudo avaliou a associação entre AM e a autoeficácia na amamentação (AEA) em uma coorte de crianças prematuras e nascidas a termo. Um total de 25 pares de mães e crianças nascidas a termo e 25, de mães e crianças prematuras foi avaliado em três momentos: ao nascimento (T0), aos 30 dias de vida (T1) e 90 dias de vida (T2). AEA foi analisada por meio de Breastfeeding Self-Efficacy Scale (BSES) validado para o Português do Brasil. Testes não paramétricos foram utilizados para análise estatística (α=0,05). A distribuição das crianças prematuras, segundo a idade gestacional foi: uma extremamente prematura (<28 semanas), quatro muito prematuras (28 a <32 semanas) e 20 prematuras moderadas (32 a <37 semanas). Em T2, 39 crianças (18 a termo e 21 prematuras) eram amamentadas. AM em T2 foi relacionado a maiores escores do BSES em T0 no total da amostra e em crianças nascidas a termo e prematuras, separadamente (P<0,05), mas não aos escores de BSES em T1. AEA em T0 foi correlacionada ao peso ao nascimento no total da amostra (rs=0,329;P=0,047) e ao início da amamentação em crianças prematuras (rs=-0,624;P=0,023).

AM aos três meses de idade da criança foi associado à maior AEA ao nascimento. Maior AEA ao nascimento foi relacionada ao maior peso da criança ao nascer no total da amostra, e ao início precoce da amamentação entre crianças prematuras.

PN0308 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Associação entre cárie dentária em dentes anteriores e vitimização por bullying em escolares de 6 a 10 anos de idade
Moraes FC, Fonseca PG, Neves EPS, Soares MEC, Zarzar PMPA, Ramos-Jorge ML, Fernandes IB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre a presença de cárie dentária em dentes anteriores e vitimização por bullying em crianças escolares. Este estudo transversal foi realizado em Diamantina, Minas Gerais, com uma amostra de 398 escolares de 6 a 10 anos de idade oriundos de escolas públicas. Os cuidadores das crianças responderam a um questionário que abordava aspectos sociodemográficos e econômicos e à versão brasileira do "Child Perceptions Questionnaire" (CPQ 8-10) (questionário para avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal). A ocorrência de vitimização de bullying foi avaliada através do autorrelato das crianças, pela versão brasileira do Olweus Bully Victim Questionnaire. Foi ainda realizado um exame clínico bucal, que verificava a presença de cárie dentária cavitada através do Sistema Internacional de Avaliação e Detecção de Cárie Dentária (ICDAS-II). A prevalência de vitimização por bullying foi de 66,4%, sendo maior entre as crianças que apresentavam cárie cavitada em algum dente anterior (p=0,032), que relataram problemas para falar (p=0,016) e que deixaram de falar por causa dos dentes no último mês (p=0,001), assim como aquelas com maior idade [9 anos (p = 0,001) e de 10 anos (p = 0,003)].

Conclui-se que crianças que apresentavam cárie dentária em dentes anteriores apresentaram maior prevalência de vitimização por bullying.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0309 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da resistência de união, atividades enzimática e antibacteriana de condicionadores dentinários experimentais
Sahadi BO, Sebold M, André CB, Nima G, Chiari MDS, Nascimento FD, Tersariol ILS, Giannini M
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito de condicionadores experimentais na resistência de união (RU) à dentina após 24h e 12 meses de armazenamento, padrão de fratura (PF), atividades enzimática (AE) e antibacteriana (AA). Um adesivo simplificado foi aplicado na dentina úmida condicionado com ácido fosfórico 37% (AF/Controle) ou na dentina seca após o condicionamento com nitrato de alumínio 3% + ácido oxálico 2% (NA), oxalato férrico 6,8% + ácido cítrico 10% (OF) ou ácido cítrico 10% (AC). O ensaio de RU utilizou 32 terceiros molares humanos hígidos (n=8). As amostras testadas foram analisadas em MEV para identificação do PF. A AE foi analisada por zimografia in situ (n=3). Para AA, biofilme de Streptococcus mutans foi cultivado em discos de hidroxiapatita por 24h em meio Brain Heart Infusion + 1% de sacarose (n=5) e depois coletado para contagem de células viáveis (UFC/mL). Os dados foram analisados pelo teste de normalidade Shapiro-Wilk seguido de ANOVA dois fatores para RU e um fator para AA. Os demais foram avaliados qualitativamente. Em 24h, AF apresentou maior valor de RU comparado aos grupos experimentais, enquanto estes não diferiram entre si (p<0.05). Em 12 meses AF manteve maior valor e OF o menor valor de RU. As falhas adesivas foram as mais prevalentes para todos os grupos em 12 meses. AC reduziu AE e NA inibiu totalmente. Apenas AC não reduziu a AA.

Os condicionadores experimentais resultaram menor valor de RU em comparação ao AF, porém, AF, NA e AC apresentaram RU estável após 12 meses. NA foi o único que inibiu completamente AE. AF, NA e OF apresentaram AA contra biofilme de S. mutans.

(Apoio: CNPq)