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PN0237 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação do estresse oxidativo relacionado a fotobiomodulação e nimesulida preemptivos em cirurgias para remoção de terceiros molares
Cetira-Filho EL, Silva PGB, Wong DV, Aguiar ASW, Quispe CC, Cesário FRAS, Fonseca SGC, Costa FWG
Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o efeito da fotobiomodulação com laserterapia de baixa intensidade (LBI) combinado ou não à nimesulida 100mg oral sobre desfechos relacionados ao estresse oxidativo em cirurgias de terceiros molares inferiores (3MI). Quarenta voluntários participaram de um ensaio clínico, boca-dividida, randomizado, bifatorial, triplo cego, controlado, que se submeteram à remoção de 3MI. Os grupos de estudo preemptivos (1 hora antes da cirurgia) foram: LBI+nimesulida (LN), LBI+placebo (LP), nimesulida+placebo (NP), placebo+placebo (PP). Durante a cirurgia foram removidas amostras de tecido gengival na região adjacente ao 3MI nos tempos zero (T0) e 30 minutos (T30), sendo avaliados: mieloperoxidase (MPO), malonaldeído (MDA), glutationa (GSH) e proteínas totais (PT). Os grupos PP (p=0,841), LP (p=0,674) e LN (p=0,450) não demonstraram variação significante na concentração de GSH de T0 para T30. O grupo LP demonstrou aumento significativo desse marcador no período avaliado (p=0,009). Níveis de MPO aumentaram significantemente de T0 para T30 nos grupos PP (p<0,001), LP (p<0,001) e LN (p<0,001). Níveis de MDA aumentaram significantemente de T0 para T30 nos grupos PP (p<0,001) e LP (p=0,007). A dosagem de PT aumentou significantemente de T0 para T30 nos grupos PP (p=0,040), LP (p<0,001) e LN (p<0,001).

O uso de nimesulida inibiu a peroxidação por aumento dos níveis de GSH e interrupção da migração de neutrófilos (MPO). O benefício da associação de ambas as estratégias não foi superior ao uso isolado de LBI.

(Apoio: CNPq  N° 315479/2021-3)
PN0238 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Repressão epigenética do SP7 em células do ligamento periodontal com baixa capacidade de deposição mineral: análise in silico
Ferreira RS, Assis RIF, Racca F, Bontempi AC, Ferreira MR, Silva RA, Wiench M, Andia DC
Programa de Pós Graduação - Doutorado UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O gene SP7 é um dos principais marcadores osteogênicos. Aqui, investigamos a maquinaria epigenética envolvida na regulação (pós)transcricional deste gene em células mesenquimais do ligamento periodontal humano (PDLCs). A acessibilidade da cromatina (ATAC-seq), metilação do genoma (Metiloma) e sequenciamento de RNA (RNA-seq) foram investigados em PDLCs com baixa (l-) e alta (h-) capacidade de deposição mineral, in vitro, em meios de cultura padrão (DMEM) e osteogênico (OM), por 10 dias. Os dados foram processados nos programas HOMER, Genome Studio e edgeR, e os metadados analisados com ferramentas de bioinformática on-line e ambiente R. Nas análises genômicas, as l-PDLCs apresentaram cromatina mais acessível em relação às h-PDLCs, tanto em DMEM quanto em OM. As análises gene-específicas demonstraram expressão diminuída do SP7 nas l-PDLCs (x h-PDLCs), sem diferença significativa no padrão de metilação do DNA. O RNA longo não-codificante (lncRNA) MIR31HG e os microRNAs MIRs 3151, 3192, 4269 e 601, preditos como repressores do SP7, apresentaram expressão aumentada nas l-PDLCs comparadas às h-PDLCs (MIRs 4269 e 601 em DMEM, MIRs 3151 e 3192 em OM e MIR31HG em ambos). Os lncRNAs LINC01622 e LINC01711, preditos como RNAs endógenos concorrentes (ceRNAs) dos MIRs 4269 e 3151, respectivamente, apresentaram correlações de expressão negativa com seus miRNAs alvos, indicando ação promotora indireta na regulação pós-transcricional do SP7.

As análises in silico realizadas neste estudo indicam a existência de um complexo repressivo epigenético sobre o gene SP7 em l-PDLCs.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Fapesp  N° 2017/07944-5)
PN0239 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Efeito da superexpressão de agrin por CRISPR-Cas9 na diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais imortalizadas
Gomes MPO, Adolpho LF, Lopes HB, Freitas GP, Souza ATP, Rosa AL, Beloti MM
Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proteína da matrix extracelular agrin está envolvida em diversos processos biológicos e seu silenciamento inibe a diferenciação osteoblástica. O objetivo desse estudo foi investigar o efeito da superexpressão de agrin na diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea imortalizadas (iMSCs). A superexpressão de agrin foi realizada a partir da técnica de edição gênica CRISPR-Cas9. As iMSCs foram transduzidas com vetor Cas9 (iMSCs-VPR, controle) e então com RNA guia para superexpressar agrin (iMSCs-VPRagrin+). A superexpressão foi confirmada por PCR em tempo real e imunofluorescência. O efeito da superexpressão na diferenciação osteoblástica foi avaliado pela expressão gênica de marcadores ósseos aos 5, 7 e 10 dias, atividade de fosfatase alcalina (ALP) in situ aos 7 e 10 dias, e formação de matriz extracelular mineralizada aos 21 dias. Os dados foram comparados por teste-t ou ANOVA (p≤0,05). A superexpressão de agrin foi confirmada pelo aumento de 50% na sua expressão, bem como maior marcação proteica (p=0,003 para ambos). A superexpressão de agrin aumentou a expressão dos genes Sp7, Alp, Bglap e Spp1 (p=0,004 para todos), a atividade de ALP aos 7 (p=0,009) e 10 (p=0,007) dias e a formação de matrix extracelular mineralizada (p=0,001).

Portanto, a técnica CRISPR-Cas9 foi adequada para gerar iMSCs que superexpressam agrin, aumentando seu potencial para diferenciar em osteoblastos. Assim, essas células geneticamente modificadas podem ser uma ferramenta promissora na terapia celular para induzir a regeneração óssea.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/03204-2  |  FAPESP  N° 2020/14950-4  |  CNPq  N° 303464/2016-0)
PN0240 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Impacto da bichectomia na atividade eletromiográfica dos músculos masseteres e temporais: estudo longitudinal
Cardoso AHLS, Palinkas M, Xavier SP, Branco T, Bettiol NB, Vasconcelos PB, Siessere S, Regalo SCH
Departamento de Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou examinar indivíduos submetidos à bichectomia, utilizando a análise eletromiográfica (EMG) dos músculos masseteres e temporais em algumas tarefas mandibulares, antes, 1 mês e 2 meses de pós-operatório. Participaram 10 indivíduos saudáveis, ​​com oclusão normal e sem desordem temporomandibular. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (processo número 10589419.0.0000.5419). A atividade EMG incluiu análises dos músculos mastigatórios durante as tarefas mandibulares de repouso, lateralidade direita e esquerda, protrusão e apertamento dental em contração voluntária máxima por meio do eletromiógrafo Delsys Trigno TM wireless. Os dados foram tabulados e submetidos à estatística utilizando o teste de medidas repetidas realizado ao longo do tempo (p < 0,05), utilizando o software Statistical Package for the Social Sciences, versão 22.0 (SPSS Inc, Chicago, IL). Foram observadas diferenças significantes para o músculo temporal direito no repouso entre os períodos analisados (p = 0,003). Houve diminuição regular da atividade EMG em quase 100% dos músculos durante as tarefas mandibulares no primeiro mês de pós-operatório. Após 2 meses da bichectomia, ocorreu aumento da atividade EMG em quase todos os músculos, atingindo valores próximos aos valores anteriores à cirurgia.

Este estudo sugere que uma recuperação funcional em relação a atividade EMG dos músculos masseteres e temporais foi alcançada pelos indivíduos que foram submetidos a bichectomia, após 2 meses de pós-operatório.

(Apoio: CAPES)
PN0241 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da expressão gênica temporal de agrin e seus receptores durante a diferenciação de osteócitos
Adolpho LF, Souza ATP, Gomes MPO, Bighetti-Trevisan RL, Rosa AL, Beloti MM
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proteína agrin atua na diferenciação de osteoblastos, o que sugere seu envolvimento na regulação da atividade dos osteócitos, uma vez que ambos derivam da mesma linhagem osteoprogenitora. Assim, nosso objetivo foi avaliar a expressão de agrin e seus receptores durante a diferenciação osteocítica de células da linhagem Ocy-454. Para isso, as células foram expandidas a 33oC, plaqueadas, e após 72 horas, mantidas a 37oC para induzir a diferenciação osteocítica. A expressão gênica dos marcadores de osteócitos Sost e Rankl, bem como de Agrin e seus receptores Dag1 e Lrp4 foi avaliada no momento do plaqueamento e aos 7, 10, 14 e 17 dias por PCR em tempo real. Os dados foram analisados por ANOVA one-way (p≤0,05). A expressão de Sost aumentou continuamente a partir do dia 10, com pico aos 17 dias (p=0,001). A expressão de Rankl diminuiu até o dia 7 (p=0,001) e manteve-se constante até os 17 dias. A expressão de Agrin aumentou continuamente, atingindo o pico de expressão aos 10 dias (p=0,001), e então, decaiu continuamente até os 17 dias (7 = 17; p=1,000). A expressão de Dag1 diminuiu até o dia 7 (p=0,001), manteve-se constante aos 10 dias (p=1,000), diminuindo aos 14 dias (p=0,001) e mantendo-se constante até os 17 dias (p=0,404). A expressão de Lrp4 aumentou até o dia 7 dias (p=0,001), diminuiu continuamente até os 14 dias e manteve-se constante até os 17 dias (14 = 17, p=0,999).

Estes resultados indicam que agrin e seus receptores podem ser alvos para regular a diferenciação e atividade de osteócitos e consequentemente modular o metabolismo do tecido ósseo.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/14950-4   |  CAPES  N° 88887.669765/2022-00  |  CNPq  N° 303464/2016-0)
PN0242 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Influência da experiência do cirurgião na acurácia de implantes instalados com cirurgia guiada ou convencional - estudo in vitro
Garbim AL, Nascimento RD
Diagnóstico e Cirurgia INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência da experiência do cirurgião na acurácia do posicionamento de implantes imediatos instalados na região anterior da maxila por meio de cirurgia guiada ou convencional. Dez cirurgiões inexperientes e 10 cirurgiões experientes instalaram em modelos odontológico, um implante de forma guiada e convencional na região do dente 12 e 22, distribuídos aleatoriamente. A amostra foi composta por 4 grupos: experiente e guiado (EG), experiente e convencional (EC), inexperiente e guiado (IG) e inexperiente e convencional (IC) com 10 casos em cada grupo, totalizando 40 implantes. Foram impressos 20 modelos obtidos a partir do escaneamento de um manequim de treinamento padronizado (MOM). Os modelos foram escaneados e tomografados e feito o planejamento cirúrgico utilizando o software coDiagnostiX®. Após a instalação dos implantes foram obtidas novas tomografias dos modelos e a acurácia do posicionamento foi comparada ao planejamento inicial por meio da sobreposição das imagens nos sentidos global, e linear, e os dados tabulados e submetidos a analise estatística. Os maiores desvios foram no posicionamento tridimensional apical para os cirurgiões experientes de forma convencional. Os menores desvios foram observados na plataforma no sentido mésio distal e vestíbulo palatino, em ambos os cirurgiões com cirurgia guiada.

Verificou-se uma variação global menor quando utilizado o método guiado versus o método convencional, tanto para os cirurgiões experientes como para os inexperientes, com melhores resultados com a guia cirúrgica.

PN0243 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Alterações nasossinusais em pacientes submetidos à osteotomia Le Fort I
Silva CCG, Faro TF, Martins-De-barros AV, Souza RRL, Lima-Junior MO, Silva EDO, Laureano Filho JR
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) as alterações nasossinusais em pacientes submetidos à osteotomia Le Fort I. Trata-se de um estudo retrospectivo que teve como universo os pacientes submetidos à cirurgia ortognática no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Recife-PE, entre os anos de 2015 e 2020. Sessenta e oito TCFCs pré (T1) e pós-operatórias (T2) foram analisadas por meio do software Dolphin Imaging. A variável preditora foi o período (T1 versus T2). As variáveis de desfecho foram volumes das cavidades sinusal e nasal, presença e patência do óstio maxilar, espessamento da mucosa sinusal, desvio do septo nasal e alterações na anatomia nasossinusal. O teste t para amostras pareadas e o teste de Wilcoxon foram utilizados para comparar as diferenças entre T1 e T2, com nível de significância de 5%. A idade dos indivíduos variou entre 18 e 55 anos (29.97 ± 9.85), sendo a maioria mulheres (64.7%) e de perfil facial tipo III (52.9%). Houve diferença estatisticamente significativa entre os volumes médios do seio maxilar (p = 0.001) e da cavidade nasal (p = 0.042) e no grau de espessamento mucoso dos seios maxilares (p = 0.013; p = 0.046) nos períodos T1 e T2.

Diante disso, existe alteração tomográfica significativa na região nasossinusal em pacientes submetidos à osteotomia Le Fort I. As evidências afirmam diferença estatisticamente significativa entre os volumes médios do seio maxilar e da cavidade nasal, bem como no grau de espessamento da mucosa sinusal nos períodos pré e pós-operatório.

PN0244 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Estudo epidemiológico retrospectivo das fraturas do complexo zigomático maxilar no Complexo Hospitalar Padre Bento em Guarulhos
Lima RSP, Macedo DS, Jacomo TS, Pimentel AC, Roman-Torres CVG, Momesso GAC, Sendyk WR, Marão HF
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi pesquisar a etiologia, incidência e tratamento de escolha das fraturas do Complexo Zigomático Maxilar (CZM), no Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos, Guarulhos, SP, Brasil. Foi realizado um estudo epidemiológico retrospectivo de pacientes que apresentaram fratura do CZM entre o ano de 2017 e 2018 e foram coletados os dados de 54 pacientes referentes ao sexo, idade, etiologia da fratura e tratamento de eleição. O principal gênero acometido foi o masculino com maior acometimento entre as faixas etárias de 20 a 40 anos em 2017 e 51 a 70 anos em 2018. As principais etiologias foram acidentes automobilísticos, quedas de própria altura e agressão física, com variação dos dados entre o período estudado. Em 2017 o principal tratamento realizado entre os homens foi não-cirúrgico (57,14%) e em 2018 o cirúrgico (68,42%). A fratura nasal foi a mais associada em ambos os gêneros. A fratura de CZM é mais prevalente em homens sendo o acidente automobilístico, quedas de própria altura e agressões físicas as principais etiologias da região estudada.

As informações apresentadas elucidam dados para esclarecer o tipo de atendimento realizado pelo serviço, contribuindo para o planejamento, organização e melhoria dos atendimentos aos pacientes, podendo estas informações serem comparadas com dados de outros os serviços, contribuindo para as políticas de prevenção das fraturas.

PN0246 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Efeito da pentoxifilina na reparação de defeitos ósseos
Ramos JIR, Freitas GP, Paz JERM, Calixto RD, Beloti MM, Rosa AL
CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tecido ósseo apresenta grande capacidade de regeneração quando lesado. No entanto, em algumas situações, a extensão do dano ultrapassa a capacidade de regeneração. Assim, tratamentos adicionais são necessários e, devido as limitações dos tratamentos atuais novas terapias vêm sendo pesquisadas, dentre elas, a terapia farmacológica baseada no uso sistêmico de drogas com efeito anabólico sobre o tecido ósseo Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de diferentes doses de pentoxifilina (PTX) sobre o reparo de defeitos ósseos. Para isso, defeitos ósseos de 5 mm foram criados em calvária de ratos machos Sprague-Dawley (6 semanas / 200g) e após 2 semanas os animais foram tratados diariamente com PTX via oral nas doses de 30, 60 e 120 mg/Kg por 4 semanas. O grupo controle recebeu o mesmo volume de solução salina. Aos 28 dias, os animais foram eutanasiados para coleta da calvária e os efeitos de PTX na reparação óssea foram avaliados por microtomografia. Os dados foram comparados por ANOVA. Os parâmetros superfície óssea, volume ósseo, % volume ósseo, densidade mineral óssea, número de trabéculas e separação trabecular mostraram que a dose de 60 mg/Kg foi a mais eficaz em induzir formação óssea.

PTX na dose de 60 mg/Kg induziu significativa formação óssea e poderá ser utilizada juntamente com tratamentos locais para a regeneração do tecido ósseo.

(Apoio: FAPESP  N° 2020/03616-6)
PN0247 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Análise comparativa do reparo alveolar em camundongos fêmeas C57BL/6 em falência ovariana prematura ou fisiológica
Bacelar ACZ, Momesso NR, Simionato GB, Pederro FHM, Biguetti CC, Ervolino E, Chaves-Neto AH, Matsumoto MA
Cirurgia e Clínica Integrada UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho comparou o reparo ósseo após a exodontia de camundongos em estropausa fisiológica, induzida quimicamente e por ovariectomia. Utilizou-se 46 camundongos fêmeas C57BL/6, 25g, divididas em 5 grupos: CT - não receberam tratamento (6 meses), SHAM - ovariectomia fictícia (4 meses), OVX - ovariectomizadas (4 meses), VCD - medicadas com diepóxido 4-vinilciclohexeno (4 meses) 160 mg/Kg/dia, via intraperitoneal por 20 dias e ID - pós-estropausa fisiológica (18 meses). Constatado o diestro persistente, foram submetidas a exodontia do incisivo superior direito para posterior eutanásia aos 7 e 21 dias, as maxilas foram escaneadas em microCT e obtidas lâminas histológicas coradas com HE e Picrosirius-red. CT e SHAM apresentaram trabeculado ósseo regular e em remodelação. Já OVX e ID apresentaram trabéculas ósseas irregulares e delgadas desde o dia 7, as quais mostravam-se pouco celularizadas aos 21 dias. VCD exibiu trabéculas ósseas neoformadas, de aspecto irregular acompanhada de distribuição "desorganizada" dos osteócitos aos 7 dias. Aos 21 dias não foram detectadas diferenças significativas nos parâmetros microarquiteturais, porém, notou-se aumento de fibras colágenas verdes nas trabéculas de VCD em comparação ao CT e SHAM. Para BV/TV, este grupo exibiu redução significativa em comparação com todos os grupos, com exceção das OVXs, no período inicial do reparo.

Conclui-se que os diferentes modelos de falência ovariana, não impedem a reparação óssea alveolar pós-exodontia; porém, resultam em qualidade óssea morfológica e microarquitetural distintas.

(Apoio: CAPES  |  FAPs - FAPESP  N° 2020/07999-7)