Análise da demanda de atendimento odontológico antes e durante a pandemia do covid 19 em Angola
Songa MAS, Saliba TA, Saliba NA, Moimaz SAS
Pós - Graduação - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A assistência odontológica está atravessando uma fase muito difícil, em diversos países, em função d relacionadas à pandemia do COVID19. O objetivo neste trabalho foi analisar a demanda de atendimento odontológico da clínica do Instituto Superior Politécnico de Benguela, denominada "Centro de Reabilitação da Estética Oral - CREO", antes e durante a pandemia do covid19, da cidade de Benguela, em Angola. Realizou-se uma pesquisa documental, exploratória, quantitativa. Foram consultados o sistema de gestão de clínica de odontologia, na cidade de Benguela e páginas oficiais do governo de Angola, do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística de Angola. A análise realizada compreendeu o período de janeiro de 2019 a janeiro de 2020, considerado anterior à pandemia e fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021, considerado período pandêmico. Foram atendidos 2.709 pacientes no período anterior à pandemia e 1.368 pacientes durante a pandemia. Comparando-se os dados, houve redução de 46% do atendimento odontológico. Angola possui mais de 30.000.000 de habitantes e a cidade de Benguela aproximadamente 700.000 habitantes. Até o mês de abril de 2021, o país registrava 26.431 casos confirmados; 23.606 casos recuperados e 594 mortos por COVID19. As clínicas odontológicas enfrentam inúmeras dificuldades, especialmente relacionadas à obtenção de materiais de consumo, equipamentos de proteção individual. Houve drástica redução da demanda de pacientes por assistência odontológica em Benguela, devido às restrições impostas pela pandemia do COVID 19. (Apoio: CAPES N° SCO200182)PN0893 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Condições de saúde bucal em idosos na província de Benguela e município do Bocoio, Angola, Africa
Caconda LLI, Saliba NA, Moimaz SAS, Saliba TA
Ciências da Saúde - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A saúde bucal da população africana segundo a Organiza Mundial da Saúde é deficiente, afetam a saúde geral e o bem-estar de milhões de pessoas, entretanto há poucos dados sobre o idoso. Objetivo foi verificar a saúde bucal em idosos nas comunidades de Benguela e Bocoio em Angola. Foi realizado um estudo de caráter transversal e descritivo na província de Benguela, nas regiões de Benguela e Bocoio, no período de outubro a dezembro de 2019. A população estudada envolveu idosos dos 60 a 90 anos. A amostra foi constituída por 320 idosos, sendo 40 pertencem ao lar de terceira idade Ondjo Yetu, 67 domicílios da cidade de Benguela e 213 da comunidade do Bocoio. Foram avaliadas as variáveis sociodemográficas, percepção de saúde bucal, higiene bucal, alimentação e uso de bebidas açucaradas uso de álcool e cigarro, cárie dentária, saúde periodontal, perda de inserção, lesão bucal uso e necessidade de prótese. A maioria eram de sexo feminino 65,31%, vivem em zona rural 66,56%, e não foram alfabetizados 71,25%. O índice de CPOD constatou que maior parte possui 20 dentes ou mais 58,43%, alta proporção de dentes perdidos por cárie (60,04%) e quase a totalidade (99,69%) não usava e necessitava de prótese dentária (95,62%). A população idosa tem uma saúde oral precária e deficiente. (Apoio: CAPES N° 001)PN0894 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
"Quando eu tive mucosite senti que de fato eu tinha câncer": percepção dos pacientes oncológicos com mucosite oral
Pereira NF, Soares GH, Aragão AS, Michel-Crosato E, Biazevic MGH
Odontologia Social - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Mucosite oral é um efeito colateral de quimioterapia e radioterapia muito conhecido pelos impactos na qualidade de vida. Investigar os impactos do tratamento oncológico na saúde bucal de acordo com a percepção dos próprios pacientes, por meio de suas falas. 10 pacientes participaram de entrevistas qualitativas gravadas e transcritas. A análise textual foi realizada por meio do método Reinhert (softwares Iramuteq e R). Foram identificados os segmentos de texto. O corpo do texto foi dividido inicialmente em duas categorias ("cuidados" e "impactos"). A categoria "impactos" foi posteriormente subdividida em social, dor, percepções e atividades. As palavras "alimentação", "dor" e "boca" apresentaram a maior frequência de citação. Uma entrevista foi interrompida pela dificuldade cognitiva de um dos entrevistados e foi descartada da análise Os resultados indicam que o tratamento oncológico produz impactos significativos na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pacientes, principalmente na capacidade de realização de atividades cotidianas como alimentação, deglutição e comunicação. A centralidade da palavra "dor" indica a relevância dos cuidados odontológicos voltados para pacientes submetidos à quimioterapia ou radioterapia. A mucosite oral traz relatos marcantes, dolorosos e impactantes para o paciente, de forma que a comunicação sobre a causa e a boa escolha dos termos de explicação pode melhorar a vivência e o tratamento.PN0895 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Distribuição espacial dos serviços odontológicos de atenção especializada no Brasil: um olhar sobre os vazios assistenciais
Prado IA, Sousa FS, Ribeiro AGA, Queiroz RCS, Figueiredo N, Thomaz EBAF
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição espacial dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) nas regiões de saúde no Brasil, identificando vazios assistenciais no país, comparando os resultados das avaliações do 1º e 2º ciclo do PMAQ-CEO. Trata-se de um estudo ecológico longitudinal, que utiliza os dados do IBGE e da avaliação externa dos dois ciclos do PMAQ-CEO (2014 e 2018). A disponibilidade de serviços odontológicos especializados foi definida considerando o número de cadeiras odontológicas nos CEO para cada 100 mil habitantes das regiões de saúde, incluindo as 450 regiões do Brasil. Foram confeccionados mapas coropléticos com três categorias: regiões de saúde sem CEO; regiões com menos de 4 cadeiras odontológicas/100 mil habitantes; e com 4 ou mais cadeiras odontológicas/100 mil habitantes. Houve diminuição das regiões de saúde sem CEO. No ciclo 1, 109 (24,22%) regiões de saúde não possuíam CEO e no ciclo 2, 93 (20,67%). Os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul apresentaram as maiores áreas de vazios assistenciais, com menos de metade das regiões de saúde com CEO em 2014 e 2018. Houve aumento de regiões de saúde com maior número de cadeiras odontológicas por habitantes entre os ciclos do PMAQ-CEO, como no caso do estado Roraima, Acre, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A piora deste indicador foi observada no Pará, Amapá e Mato Grosso. Persistem vazios na assistência odontológica especializada no Brasil, especialmente no Norte e Centro-Oeste do país. (Apoio: Ministério da Saúde | CNPq - Ministério da Saúde)PN0896 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
A influência de fatores psicossociais protetores na incidência de dor dentária em crianças: um estudo longitudinal
Alvarenga MGJ, Paula JS, Lamarca GA, Rebelo MAB, Vettore MV
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A percepção da dor dentária resulta de uma complexa relação entre fatores biológicos, comportamentais e psicossociais. O presente estudo investigou a associação entre fatores psicossociais protetores e a incidência de dor dentária nos últimos seis meses em crianças de 12 anos residentes em Manaus (AM). Um estudo de coorte prospectivo de base escolar foi realizado com 210 alunos de 12 anos matriculados em escolas públicas da zona leste de Manaus (AM) que foram acompanhados por 2 anos. Questionários validados foram usados para avaliar os fatores psicossociais protetores, incluindo senso de coerência (SOC), apoio social e autoestima na linha de base e após 2 anos. Regressão de Poisson multinível multivariada foi usada para estimar o risco relativo (RR) e o intervalo de confiança de 95% (IC 95%) entre a variação dos escores dos fatores psicossociais e incidência de dor dentária, ajustada para os escores dos fatores psicossociais na linha de base, plano de saúde odontológico, frequência de escovação dentária e cárie dentária. As médias dos escores do SOC e do apoio social reduziram significativamente entre linha de base e seguimento de 2 anos. A incidência de dor dentária no seguimento de 2 anos foi 28,6%. O risco de dor dentária foi 14% maior para cada 10 pontos na mudança do escore do SOC (RR = 1,14, IC95% = 1,02 - 1,20), e 6% maior para cada 10 pontos na mudança do escore do apoio social (RR = 1,06, IC95% = 1,01 - 1,11). A mudança na autoestima não foi associada com o risco de dor dentária. A variação do SOC e do apoio social no período de 2 anos influenciou a incidência de dor dentária em crianças.PN0897 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Como os dentistas brasileiros estão lidando com a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)?
Aquino MSL, Oliveira DD, Serra-Negra JMC, Abreu LG
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar como os dentistas brasileiros estão lidando com a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Participaram deste estudo transversal 594 dentistas contatados por WhatsApp, redes sociais e e-mail. Os participantes responderam a um questionário online sobre aspectos sociodemográficos, conhecimento sobre a SAOS, fatores associados e SAOS autorrelatada. Análise descritiva e regressão de Poisson foram utilizadas (p<0,05). A maioria dos participantes era do sexo feminino (66,7%) e residiam na região sudeste (56,7%). O autorrelato de SAOS foi de 9,3%, sendo que dentre estes, 44,2% usavam aparelhos intraorais para dormir e 32,5% usavam CPAP (Continuous Positive Airway Pressure). A regressão de Poisson demonstrou que indivíduos com 6 a 10 anos de graduação apresentaram escore significativamente maior de conhecimento sobre SAOS do que indivíduos com mais de 30 anos de graduação (RP = 1,038, IC = 1,009 - 1,069, p = 0,011). Especialistas em Disfunção Temporomandibular (DTM) (RP=1.073, IC=1.036 - 1.111, p=0.001) e com estágio pós-doutoral (RP=1.059, IC=1.014 - 1.106, p=0.009) apresentaram maior escore de conhecimento sobre SAOS comparados a outras especialidades e níveis de formação. Concluiu-se que menos tempo de graduação, especiação em DTM e estágio pós-doutoral aumentaram a chance de maior conhecimento sobre SAOS entre os dentistas participantes desta amostra.PN0898 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Avaliação psicométrica da aplicabilidade da versão brasileira previamente validada da Children's Fear Survey Schedule‐ Dental Subscale
Amorim CS, Pires PP, Lebre LMS, Jural LA, Maia LC, Pithon MM
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se reavaliar a estrutura da versão brasileira da Children's Fear Survey Schedule‐Dental Subscale (B-CFSS-DS), observando sua aplicabilidade para avaliar a ansiedade odontológica infantil. Previamente ao atendimento odontológico, o instrumento de 15 itens foi aplicado por meio de entrevista a 120 crianças com idades entre 7-12 anos. A análise da dimensionalidade foi obtida por matriz de correlação policórica e análise paralela. Considerando o instrumento com itens ordinais, a análise foi feita a partir de procedimentos de Teoria de Resposta ao Item (TRI), pelo Graded Rating Scale Model (GRSM). A função de informação dos itens foi avaliada por curtose. Os resultados da análise da dimensionalidade apontaram para uma solução unidimensional, com o primeiro fator retido contendo 41,8% de variância verdadeira - em contraste com 17,4% do primeiro autovalor simulado. A partir do ajuste via GRSM, o item 14 mostrou-se precário (χ²=22.35, p=0.022). Dependência local por resíduos correlacionados foi detectada entre os itens Q8 e Q10 (Z=4,26), Q6 e Q7 (Z=4,95), Q2 e Q3 (Z=3,58), assim como Q8 e Q9 (Z=3,54), indicando potencial redundância ou informação altamente dependente para os pares. Considerando a função de informação dos itens, os indicadores menos discriminativos (curva platicúrtica) foram os itens 3, 6, 7, 12 e 13. Os resultados sugerem que a B-CFSS-DS apresentou aplicabilidade limitada, sendo uma medida com necessidade de reformulação, a fim de melhor caracterizar o continuum do constructo para avaliação da ansiedade odontológica infantil. (Apoio: CAPES N° DS 001)PN0899 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Ative as notificações: Conexão SUS um canal do Youtube como instrumento de formação educacional e fortalecimento do Sistema Único de Saúde
Aragão MGB, Farias MR
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Trata-se da análise estatística de alcance, engajamento e audiência do canal Conexão SUS através dos dados do Youtube Studio. Foram analisados o alcance do canal e engajamento do público de 2016 a 2021, avaliando-se o padrão anual de: número de inscritos, visualizações, impressões, compartilhamentos, marcações "gostei", marcações "não gostei e tempo de exibição em horas. Além disso, estudou-se a série temporal de número de visualização por dia e a sazonalidade na audiência através do mapa de calor da média mensal de visualização do canal. Foi avaliado o comportamento dos usuários do canal com base nos conteúdos abordados pelos vídeos, que foram categorizados em: atenção básica à saúde, legislação, gestão e assistência à saúde. O canal conta com 19.625 inscritos, 984.347 visualizações, 36.796 horas assistidas e 4.259.577 impressões. A audiência do canal conta com a participação de 73,3% de mulheres com idade entre 25 e 34 anos e que acessam os conteúdos produzidos através do dispositivo móvel. Há um padrão de alta seguido de queda de visualizações que se repete a cada 180 dias, sendo a alta relacionada aos períodos letivos no primeiro e segundo semestres do ano e a baixa concentrada nos meses de férias ou recesso escolar. Atenção básica é o conteúdo com maior engajamento e alcance do canal, sendo "agente comunitário de saúde" o vídeo mais assistido (mais de 7 mil horas de exibição). O canal Conexão SUS se mostrou uma ferramenta propulsora da comunicação sobre o SUS nas redes sociais, que pode ser utilizada como instrumento de formação educacional fortalecimento do sistema.PN0900 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Avaliação crítica de revisões sistemáticas de intervenção em odontologia publicadas entre 2019-2020 usando a ferramenta AMSTAR 2
Pauletto P, Polmann H, Reus JC, Oliveira JMD, Massignan C, Stefani CM, Flores Mir C, Canto GL
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo é avaliar criticamente as revisões sistemáticas de intervenção em odontologia usando a ferramenta "A Measurement Tool to Assess Systematic Reviews 2" (AMSTAR 2). Por meio de busca eletrônica na base de dados PubMed, foram identificadas revisões sistemáticas de intervenção em odontologia publicadas no período de um ano (setembro de 2019 a setembro de 2020). A seleção dos estudos foi realizada em duas fases. A primeira fase identificou as revisões sistemáticas de intervenções em odontologia por título e resumo. Na segunda fase, foi realizada a leitura do texto integral, aplicando-se os critérios de elegibilidade. Três revisores calibrados avaliaram metodologicamente todas as revisões sistemáticas identificadas usando a ferramenta AMSTAR 2. Duzentas e vinte e duas revisões sistemáticas foram incluídas. A classificação geral de confiança das revisões sistemáticas incluídas neste estudo foram: criticamente baixa (56,8%), baixa (27,9%), moderada (14,4%) e alta (0,9%), conforme AMSTAR 2. Menos de um por cento das revisões sistemáticas publicadas recentemente em odontologia foram classificadas com alta confiança geral. Esperamos que este estudo alerte os pesquisadores sobre a necessidade de melhorar a qualidade metodológica das revisões sistemáticas em odontologia. (Apoio: CAPES)PN0901 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Fatores contextuais relacionados ao atendimento odontológico de pretos e pardos na Atenção Primária em Saúde no Brasil
Araújo ECF, Silva RO, Falcão TN, Pontes JCX, Lucena EHG, Cavalcanti YW
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se identificar a relação do número de atendimentos odontológicos com a raça/cor dos indivíduos atendidos na Atenção Primária em Saúde (APS) no Brasil. Realizou-se um estudo transversal com base nos dados da plataforma e-Gestor da Atenção Básica (AB) do Ministério da Saúde, de todos os municípios do Brasil, entre 2017 e 2019. A variável dependente foi a proporção de pessoas pretas e pardas atendidas pelas equipes de saúde bucal da APS em relação aos demais. As variáveis independentes foram região do Brasil, porte populacional (>100.000; 50.001 até 100.000; 30.001 até 50.000 e até 30.000), IDHM, índice de Gini e cobertura de saúde bucal na atenção básica (<80% e >80%). Os dados foram analisados por Regressão Multivariada de Tweedie (p<0,05). A proporção de atendimento odontológico de indivíduos pretos foi maior na região Norte (n=144.486; 8,79%) e de indivíduos pardos foi maior na região Nordeste (n= 5.371.397; 68,64%). A regressão demonstrou que municípios com maior IDHM (p<0,001; B=1,188) e menor porte populacional (p<0,001; B=0,813) têm maior proporção de pessoas pretas e pardas atendidas na APS. Uma menor proporção de atendimento odontológico para indivíduos pretos e pardos está relacionada à locais com maior índice de GINI (p<0,001; B= -1,335) e menor cobertura de saúde bucal na AB (p<0,001; B= -0,665). Municípios menores e mais desenvolvidos têm maior proporção de atendimento odontológico de pessoas pretas e pardas. Locais com maior desigualdade e menor cobertura de saúde bucal na AB têm menor proporção de atendimento odontológico desses indivíduos. (Apoio: CAPES)