RESUMOS APROVADOS

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 2947 Resumo encontrados. Mostrando de 1051 a 1060


PN0864 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 22

Influência do diabetes mellitus e do controle glicêmico nos níveis de beta-defensinas do fluido gengival de pacientes com e sem periodontite
Vitor GP, Pereira AG, Costa LCM, Abreu MHNG, Costa FO, Zandim-Barcelos DL, Cota LOM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Beta-defensinas (hBDs) tem ação antimicrobiana protetora para periodontite (PE) e condições de glicose elevada mostraram ser capazes de alterar a expressão das hBDs. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis de hBD-1,2 e 3 no fluido crevicular gengival (FCG) de indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2), com ou sem PE, bem como o efeito do controle glicêmico sobre esses níveis. A amostra de conveniência compreendeu 120 indivíduos em 6 grupos (=20): saudáveis, DM2 compensados, DM2 descompensados, periodontite PE, DM2 compensados + PE e DM2 descompensados + PE. o controle glicêmico da DM2 foi avaliado pela hemoglobina glicada. Amostras de FCG foram coletas em sítios sadios em indivíduos sem PE, e em sítios sadios e doentes em indivíduos com PE. Níveis de hBD-2, 2 e 3 foram avaliados por ELISA sanduíche. Diferenças nos níveis de hBDs entre sítios e indivíduos foram avaliados por modelos Equações de estimativa Generalizada - GEE (p<0,05). Indivíduos com PE ou DM2 sem PE, apresentaram níveis significativamente reduzidos de hBD-1 sem diferença nos níveis de hBD-2 e 3 em relação aos indivíduos saudáveis, sendo estes valores de hBD-1 mais elevados no grupo PE+ DM2; indivíduos com PE apresentaram maiores níveis de hBD-2 e 3. Nenhum diferença significativa ente os níveis de hBD-1,2 e 3 entre indivíduos com DM2 compensados e descompensados com e sem PE foi verificada em relação ao controle glicêmico. COEP UFMG CAAE #05290.0.203.0001-11.
Os resultados sugerem que os níveis de hBDs no fluido gengival parece ser influenciado pelo DM2 pela PE independente do controle glicêmico.
(Apoio: FAPs - FAPEMIG)
PN0866 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 22

Reconstrução de papila interdental-duas técnicas minimamente invasivas
Paiva SAF, Saguchi AH, Brugnera Junior A, Zanin FAA, Bacci JE, Miguel-Junior H, Barioni ED, Araki AT
Endodontia - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O black space ou espaço é um problema comum que compromete estética e função, tem origem multifatorial e de difícil resolução. O objetivo desse estudo foi avaliar técnicas minimamente invasivas para fechamento dos espaços negros. Foram selecionados 8 pacientes apresentando comprometimento estético ou funcional, realizado adequação do meio bucal, e registros fotográficos iniciais. Em seguida foram divididos em 2 grupos de forma aleatória. G1(4) Aplicação de ácido Hialurônico (Renova fill) em três pontos, em seguida estimulou-se o sangramento gengival e foi realizada a aplicação de laser vermelho 660nm, 1J por ponto totalizando 3J cada papila, esse processo foi repetido por 3 vezes com intervalo de 7dias. G2(4) Irradiação de laser de Er:YAG 2.940nm, 0.80W, 20Hz, 4 J, modo gentle tissue em toda a papila por vestibular e lingual seguido do sangramento e irradiação laser vermelho nos mesmos pontos e parâmetros do G1. Ao final das três semanas as fotos finais foram realizada e comparadas com as fotos iniciais. Os dados foram tabulados e submetidos ao teste t de Student com p=0,05 com 95% de confiança. Pode-se observar que não houve diferença estatística significativa entre as duas técnicas avaliadas, porém houve ganho de papila
. Pode-se concluir que as duas técnicas promoveram um desconforto mínimo e houve formação de papila interdental diminuindo o black space.
(Apoio: CAPES  N° 1798137)
PN0868 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 22

Anticorpos antipepetídeos citrulinados e antiproteínas carbamiladas em indivíduos com artrite reumatóide e periodontite
Cruz APCF, Moura MF, Silva TA, Cortelli SC, Cortelli JR, Cota LOM, Costa FO
Cpc - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os níveis de anticorpos antipeptídeos citrulinados (ACPA) e anticorpos antiproteínas carbamiladas (Anti-CarP) estão relacionados às doenças autoimunes, incluindo artrite reumatoide (AR), mas sua associação com periodontite (PE) foi pouco estudada e ainda não elucidada na literatura. O objetivo deste estudo foi investigar a influência do tratamento periodontal não-cirúrgico (TPNC) nos níveis subgengivais de Porphyromonas gingivalis e ACPAs e Anti-CarP por meio de um ensaio clínico piloto controlado em indivíduos com AR e PE. Vinte e seis indivíduos foram considerados elegíveis e consecutivamente alocados em 3 grupos: - indivíduos sem AR e PE (AR-PE-, n = 5, controles); - indivíduos com AR e sem EP (AR + PE-, n = 9); e indivíduos com AR e PE (AR + PE +, n = 12). Exames clínicos periodontais em toda boca, avaliações do Disease Activity Score (DAS-28) e análises microbiológicas ACPAs / Anti-CarP foram realizados no início do estudo (T1) e 45 dias após o TPNC (T2). Níveis significativamente mais elevados de ACPAs e Anti-CarP foram observados em indivíduos com AR (com e sem PE) em comparação aos controles. Houve redução significativa nos ACPAs (p = 0,005) e Anti-CarP (p = 0,032) no soro após TPNC no grupo AR + PE +. Foram observados valores de correlação positiva e significativa entre DAS-28 e Porphyromonas gingivalis e ACPAs / Anti-Carpa no soro em T2.
Em síntese, pode-se observar que o TPNC foi eficaz na redução da concentração de Porphyromonas gingivalis e ACPAs / Anti-CarP no soro.
(Apoio: CNPq)
PN0870 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 23

Influência da melatonina na perda óssea periodontal em ratas com periodontite induzida
Costa RAS, Meulman T, Kantovitz KR, França FMG, Peruzzo DC
Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A melatonina (MLT) é um hormônio neuroendócrino secretado pela glândula pineal que vem sendo estudado na odontologia na a diminuição do estresse oxidativo, como analgésico e anti-inflamatório; e ainda como auxiliar nos processos de reparos ósseos. O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da administração sistêmica de melatonina no controle da perda óssea alveolar em periodontite induzida em ratas. Para isso, 10 ratas foram aleatoriamente divididas em dois grupos (n=5): Grupo Teste - animais que receberam administração intraperitoneal de 50 mg/kg de MLT, por 30 dias; e Grupo Controle - animais que receberam administração de solução fisiológica. Todos os animais tiveram seus primeiros molares do lado esquerdo submetidos à colocação de uma ligadura para o desenvolvimento da doença periodontal, em um delineamento de boca-dividida. Após 30 dias os animais foram eutanasiados e as mandíbulas coletadas e processadas para posterior análise morfométrica. Após a análise dos dados (alfa=5%), pode-se observar maiores valores de perda óssea nos molares com a ligadura, quando comparados aos do lado oposto, que não receberam a ligadura (p<0,05). Comparando os dois grupos (com e sem MLT), os resultados demonstraram que houve uma perda óssea menor no grupo de ratas que receberam a administração de MLT (p<0,05). Pode-se concluir que a administração de 50 mg/kg de MLT intraperitoneal resultou em uma diminuição na perda óssea periodontal em ratas.
Os resultados deste estudo sugerem que a Melatonina pode influenciar de maneira a prevenir a perda óssea periodontal.
PN0872 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 23

Expressão de Profilina 1 correlaciona-se a parâmetros glicêmicos de indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2, Dislipidemia e Periodontite
Silva ANA, Ferreira KS, Corbi SCT, Silva BR, Cirelli T, Cirelli JA, Orrico SRP, Scarel-Caminaga RM
Morfologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O gene Profilina 1 (PFN1) foi evidenciado por transcriptoma e validado por RT-qPCR como marcador de saúde, em oposição ao quadro combinado de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), Dislipidemia (DisLip) e Periodontite (P). Pouco se sabe sobre o gene PFN1 no contexto dessas patologias, pois uma das funções mais conhecidas deste é regular o citoesqueleto de actina. O objetivo foi estudar a correlação da expressão do gene PFN1, com parâmetros físicos, bioquímicos (perfis glicêmico e lipídico) e periodontal completo em pacientes com DM2 (compensado/descompensado), DisLip e P. Foram submetidos a tais exames 150 indivíduos, divididos em: DMdDisP = DM2 descompensado + DisLip + P (n=30); DMcDisP = DM2 compensado + DisLip + P (n=30); DisP = DisLip + P(n=30); P = apenas P (n=30); e Controle (n=30). Dos leucócitos obtidos de cada participante foi extraído o RNA, e a expressão do gene PFN1 foi investigada por RT-qPCR pelo sistema TaqMan®, sendo o gene GAPDH o controle endógeno. Correlação de Spearman entre a expressão de PFN1 e o perfil glicêmico, lipídico e periodontal de cada indivíduo foi investigada (GraphPad Prism 8.4.3). Maior expressão do gene PFN1 ocorreu no Controle e nos indivíduos com P, comparando aos DM2 e DisLip. A expressão de PFN1 correlacionou-se moderadamente no grupo P com insulina e resistência à insulina (HOMA-IR), sendo que nos indivíduos DMcDisP a correlação foi inversa para glicemia de jejum e risco cardiovascular (Proporção Cintura/Quadril).
A expressão de PFN1 parece estar correlacionada ao controle metabólico glicêmico dos indivíduos estudados.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2010/10882-2, 2014/16148-0, 2018/26338-1 e 2016/08070-6 )
PN0873 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 23

Uso adjunto de probióticos sistêmicos no tratamento periodontal: dados preliminares de estudo clínico randomizado
Oliveira EHS, Feres M, Retamal-Valdes B, Izumi CA, Gabriel NTR, Furquim CP, Moreira CALG, Soares GMS
Estomatologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Autodeclarado "O probiótico utilizado foi cedido pela empresa Biogaia."

O objetivo desse estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo foi avaliar os efeitos clínicos e microbiológicos do uso de probióticos (PROB) sistêmicos associados à raspagem e alisamento radicular (RAR) sozinha ou associada com antibióticos (ANT) no tratamento da periodontite estágios III e IV. Treze participantes foram aleatoriamente distribuídos para receber: RAR (n=3), RAR+PROB (2 pastilhas contendo 2 cepas de Lactobacillus reuteri: DSM 17938 e ATCC (PTA 5289), durante 90 dias, n=3), RAR+ANT (metronidazol 400mg + amoxicilina 500mg, 3x ao dia, por 14 dias, n=4) ou RAR+PROB+ANT (n=3). Todos receberam avaliações clínica e microbiológica no início e 3 meses pós-terapia. Amostras de biofilme subgengival foram analisadas por checkerboard DNA-DNA hybridization e os resultados foram analisados usando os testes Friedman e Dunn. Todos os grupos apresentaram melhoras clínicas (p<0,05) e microbiológicas (p>0,05) aos 3 meses. A associação de terapias favoreceu maior ganho de inserção (p<0,01), que o grupo RAR. Os grupos que receberam ANT sozinho ou com PROB alcançaram maiores reduções de profundidade de sondagem (PS) e no número de sítios com PS5mm (p<0,01) do que os grupos RAR e RAR+PROB. A menor proporção de complexo vermelho aos 3 meses foi observada no grupo RAR+ANT+PROB (2,1%), seguido pelo grupo RAR+ANT (2,9%) e depois pelos grupos RAR (5,3%) e RAR+PROB (5,4%) (p>0,05).
Os dados sugerem que o uso de probióticos associado a RAR+ANT no tratamento da periodontite estágios III e IV leva a efeitos benéficos nos parâmetros clínicos e microbiológicos.
(Apoio: Biogaia)
PN0874 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 23

Investigação de polimorfismo no gene LPL na suscetibilidade genética à Periodontite associado ao Diabetes Mellitus tipo 2
Nicchio IG, Cirelli T, Hidalgo MAR, Cirelli JA, Orrico SRP, Theodoro LH, Scarel-Caminaga RM
Cirurgia e Diagnostico - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite (P) é uma doença inflamatória disbiótica multifatorial com impacto adverso na saúde sistêmica, como Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Dislipidemia. O gene LPL atua como um ligante de LDLR para a endocitose de VLDL e LDL, sendo que mutações mais graves nesse gene causam hiperlipoproteinemia tipo I, enquanto mutações menos extremas em LPL foram previamente associadas a diversas doenças do metabolismo de lipoproteínas. O objetivo deste estudo foi avaliar a possível associação do polimorfismo rs13702 no gene LPL com suscetibilidade à P isoladamente ou conjunta ao DM2. Considerando o cálculo amostral, foram investigados 810 pacientes divididos em grupos conforme o perfil periodontal e glicêmico: Grupo DM2_P (n=176) indivíduos com DM2 e com P; Grupo Periodontite (n=321) indivíduos sem DM2 e com P; Grupo Controle (n=313) indivíduos sem DM2 e sem P. O DNA de células da mucosa oral foi extraído por salting-out, e a genotipagem foi realizada por PCR com o sistema TaqMan®. Após análise de regressão logística múltipla normalizada para idade, sexo e tabagismo foi observado que os homens com genótipo CC tiveram maior suscetibilidade a P em conjunto com DM2 (OR = 4,38; IC 95% = 1.52 - 12.58; p= 0.006)
Conclui-se que o polimorfismo rs13702 no gene LPL, em pacientes do sexo masculino, foi associado ao DM2 em conjunto ou não com a P.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2016/03753-8  |  FAPs - FAPESP  N° 2016/08070-6)
PN0876 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 23

Avaliação periodontal da contenção ortodôntica 3x3 ondulada e coaxial: um estudo longitudinal
Sapata DM, Ramos AL
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo prospectivo avaliou o acúmulo de cálculo e as condições periodontais decorrente do uso das contenções 3x3 coaxial de 0,215" e da contenção 3x3 ondulada após seis meses de uso cada. Dezenove voluntários adultos jovens, sendo 4 homens e 15 mulheres, com média de idade (23.8 +- 3.76 dp) foram selecionados, considerando um drop out de 20%. Foi aplicado um modelo de estudo randomizado cruzado com um washout de 15 dias. Todos os voluntários usaram ambas as contenções por 6 meses cada. Os seguintes parâmetros periodontais foram avaliados nas faces disto-lingual, lingual e mésio-lingual: índice gengival (IG), índice de placa (IP) e índice de cálculo (IC). Além disso, foi aplicado um questionário para avaliar as preferências do paciente em relação as contenções. O IP foi avaliado pelo teste de Fisher e os IC, IG e os resultados do questionário foram avaliados pelo teste de McNemar, com nível de significância de 5%. O IP foi discretamente maior, porém significante, na contenção ondulada nas faces proximais (Lingual mesial 61,1% e lingual distal 59,7%). O IG foi discretamente maior na ondulada nas faces (lingual-distal 59,7% e lingual 38,8%). Quanto ao IC não foi possível observar diferenças. Quanto a preferência por determinada contenção não houve diferença estatisticamente significante.
A contenção ondulada parece ser mais fácil de higienizar, enquanto a coaxial mais fácil de se acostumar. Contudo, a contenção coaxial apresentou índices periodontais discretamente melhores.
(Apoio: CAPES)
PN0877 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 23

Avaliação do perfil transcriptômico do A. actinomycetemcomitans na doença periodontal
Paz HES, Lopes MP, Carvalho LM, Stolf CS, Noronha MF, Casati MZ, Casarin RCV, Monteiro MF
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Conhecer o perfil funcional dos patógenos associados a doença periodontal é de suma importância para entender a patogênese e os diferentes fenótipos periodontais. Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil transcricional do A. actinomycetemcomitans em pacientes com diferentes fenótipos periodontais. Três pacientes com periodontite grau A e três com periodontite grau C (indivíduos jovens com rápida progressão de doença) foram selecionados e biofilme subgengival foi coletado de sítios doentes. RNA do biofilme foi extraído, sequenciado com a plataforma Illumina Miseq e analisados com ferramentas de bioinformática. Os dados do transcriptoma foram mapeados contra um genoma de referência do A. actinomycetemcomitans utilizando a ferramenta HISAT2. A montagem do genoma foi realizada pelo programa Stringtie e a quantificação dos transcritos pelo Kallisto. Análise de expressão diferencial foi realizada com a ferramenta Sleuth. Foi observado uma maior expressão do gene associado ao transporte de ferro na periodontite grau C quando comparado ao grau A (p<0.05), enquanto a expressão dos demais transcritos permaneceu inalterada. Dentre os transcritos mais expressos em ambas as condições se destacam os associados ao processo de tradução, transporte de substâncias, metabolismo e no processo de oxirredução.
Em conclusão, em um ambiente associado a maior severidade de doença, como a periodontite grau C, o A. actinomycetemcomitans apresenta maior expressão de gene associado ao transporte de ferro, condição que pode estar associado com sua patogenicidade.
PN0879 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 23

Associação entre periodontite e aumento nos níveis séricos de ferritina em pacientes sob terapia de hemodiálise
Palmeira RV, Schöffer C, Oliveira LM, Bortolaso RV, Zanatta FB, Antoniazzi RP
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo transversal teve como objetivo avaliar a associação entre periodontite e os níveis séricos de ferritina em pacientes com estágio final de doença renal crônica. 167 pacientes adultos em regime hemodialítico regular, foram avaliados. Os pacientes foram submetidos a exame periodontal completo, realizado por examinadores calibrados, e classificados em saudáveis, periodontite estágio I, II, III e IV. Amostras sanguíneas foram coletadas da extremidade arterial do acesso vascular e analisadas quanto aos níveis de ferritina. Modelo de regressão logística foi utilizado para testar a associação entre periodontite e ferritina. Os níveis médios séricos de ferritina foram significativamente maiores em pacientes com periodontite estágio III ou IV generalizada comparados aos saudáveis/periodontite estágio I ou II localizada (362,84±222,76 x 271,52±235,30 ng/ml). Os pacientes com maiores estágios de periodontite generalizada tiveram aproximadamente 4 vezes mais chance de apresentarem níveis séricos de ferritina superiores a 300 ng/ml, após o ajuste para possíveis fatores confundidores.
Pode-se concluir que estágios mais avançados de periodontites generalizadas estão associadas a níveis séricos de ferritina elevados em adultos com estágio final de doença renal crônica.