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RESUMOS APROVADOS

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 929 Resumo encontrados. Mostrando de 501 a 510


PN1038 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Efeito de diferentes tratamentos de superfície e da aplicação do adesivo na resistência de união cerâmicas vítreas ao cimento resinoso
Miranda LM, Vila-Nova TEL, Moura DMD, Araújo GM, Silva NR, Silva BCD, Souza KB, Souza ROAE
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Para cerâmicas vítreas, condicionamento com ácido hidrofluorídrico (HF), seguido da silanização, ou a utilização de um primer cerâmico autocondicionante (MEP) tem sido proposto como tratamento de superfície. Dessa forma, o estudo avaliou o efeito do HF e do MEP e da aplicação do adesivo na resistência de união (SBS) de diferentes cerâmicas ao cimento resinoso. Para isso, 68 blocos (12x10x2.5mm) de cada material foram confeccionados: Silicato de Lítio (LS), Cerâmica infiltrada por polímero (PIC), Feldspatica reforçado por leucíta (FD) e Dissilicato de Lítio (LD). Depois foram randomizados em 16 grupos (n=15) de acordo com os fatores: "Cerâmica", "tratamento de superfície (HF+Silano; MEP)" e "Adesivo (com ou sem)". Cilindros de cimento resinoso (Ø = 2 mm) (AllCem Dual) forma confeccionados, polimerizados por 40 s, submetidos a termociclagem (106 ciclos, 5/55°C, 30s), ensaio de cisalhamento (100 KgF, 0.5 mm/min) e análise de modo de falha. Os dados (MPa) foram analisados por ANOVA (2-fatores), teste de Tukey (5%) e análise de Weibull. ANOVA revelou que o fator "adesivo" não foi significativo para nenhuma das cerâmicas (p> 0,05). Para PIC, FD e LD, o MEP foi semelhante ao HF + S. Para o LS o HF + S foi o melhor protocolo. O módulo Weibull (m) mostrou que HF + S e MEP foram estatisticamente semelhantes para todos os materiais.
Baseado nos resultados o MEP promove o SBS semelhante ao HF + S e aplicação adicional do adesivo na superficie cerâmica após o HF não melhora a resistência da união para nenhum dos materiais cerâmicos utilizados.
PN1045 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

O consumo de bebidas energéticas entre adolescentes e os fatores associados
Teixeira KOM, Guimarães MO, Lisboa JL, Vieira-Andrade RG, Sampaio AA, Ferreira RC, Zarzar PMPA
Odontopediatria - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi investigar a prevalência do consumo de bebidas energéticas entre adolescentes e os fatores associados. Trata-se de um estudo transversal representativo em adolescentes de 10 a 13 anos de idade de escolas públicas de Belo Horizonte, Brasil. Os adolescentes preencheram formulário/questionário em sala de aula com perguntas sobre o consumo de bebidas energéticas no último mês, consumo de álcool em binge através do Teste de identificação de problemas relacionados ao uso do álcool (Audit-C) e perguntas sobre a religiosidade. Os responsáveis preencheram um formulário sobre a condição socioeconômica. Foram realizadas análise descritiva, teste qui-quadrado e regressão de Poisson. Participaram do estudo 952 adolescentes, 55,1% (n=525) eram meninas e 51,6% (n= 490) tinham idade entre 10-11 anos. A prevalência do consumo de bebidas energéticas foi de 23,2% (n=221), 11,7% (n=111) consumiram álcool em binge e a religião predominante foi a evangélica, 51,3% (n=488). Na análise ajustada, o consumo de bebidas energéticas esteve associado ao sexo feminino (PR: 0,599; IC 95%: 0,434-0,826), consumo de álcool em binge (PR: 6,833; IC 95%: 4,458-10,471) e as religiões católica/espírita (PR: 0,435; IC 95%: 0,313-0,926) e evangélica (PR: 0,538; IC 95%: 0,450-1,247).
A prevalência do consumo de bebidas energéticas por adolescentes foi alta e esteve associada com sexo, religião e consumo de bebidas alcoólicas em binge.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  |  FAPEMIG)
PN1046 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Análise temporal dos planos de saúde médicos e odontológicos do Brasil
Oliveira JMA, Saliba TA, Botan GHR, Garbin AJI, Moimaz SAS
Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os planos de saúde médicos e odontológicos apresentam uma expansão significativa no Brasil, logo torna-se necessário analisar as características desse tipo de prestação de serviço, como parte de um modelo de atenção à saúde. Nesta pesquisa o objetivo foi analisar as características dos beneficiários dos planos e das operadoras prestadoras de serviços, e relacionar com a interface e diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Trata-se de uma pesquisa realizada por meio de uma análise descritiva dos dados fornecidos pela plataforma de registro online da ANS. Foram analisadas as seguintes variáveis, no período de 2009 a 2019: número de operadoras e modalidades, faixa etária, tipo de plano e sexo dos beneficiários. Em 2009 havia 1498 operadoras de planos de saúde e em 2019, notaram-se 1022. Quanto aos beneficiários, havia 55 milhões de beneficiários em 2009 e em 2019 foram verificados 72 milhões, com predomínio do sexo feminino 53%, e faixa etária entre 34 a 38 anos e modalidade coletiva empresarial, para ambas coberturas assistenciais, médica e odontológica.
Conclui- se que houve crescimento expressivo no número de beneficiários dos planos de saúde, entretanto ocorreu um decréscimo na quantidade de operadoras de 2009 a 2019.
(Apoio: CAPES)
PN1049 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Iniquidades no edentulismo entre adultos e idosos: uma comparação entre as regiões brasileiras
Campos FL, Rodrigues LG, Rhodes GAC, Soares ARS, Carvalho LRA, Chalub LLFH, Ferreira RC
Odontologia Social e Preventiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar iniquidades socioeconômicas do edentulismo nos adultos e idosos entre as cinco regiões brasileiras. Foram analisados dados de 9779 adultos e 7619 idosos obtidos no levantamento nacional de saúde bucal - SB Brasil (2010). O edentulismo foi definido pela ausência dos 32 dentes. Prevalência de edentulismo ajustada por sexo e idade foi estimada para cada nível de escolaridade (0-3, 4-7, 8-11, > 12 anos de estudo) e renda (até 1, 1-2, 3-4, > 5 salários mínimos). A magnitude relativa e absoluta da iniquidade entre os maiores e menores níveis de escolaridade e renda foi estimada pelo Relative Index of Inequality (RII) e Slope Index of Inequality (SII), respectivamente. Metanálise foi empregada para avaliar a variabilidade das desigualdades entre as regiões. Maior prevalência de edentulismo foi observada entre aqueles com menor nível educacional e renda. A metanálise evidenciou homogeneidade nas desigualdades educacionais absolutas (SII) e relativas (RII) entre as regiões (I2 = 0,0%). Considerando a renda, houve heterogeneidade na magnitude da iniquidade entre adultos (I2 = 59,8%, p = 0,041) e idosos (I2 = 61,5%, p = 0,034). Maior desigualdade absoluta e relativa por renda foi observada na região nordeste para adultos (SII = -0,11: IC95% = -0,17, -0,05; RII = 0,05: IC95% = 0,01.0.17) e idosos (SII = -0,46: IC = 0,59, -0,33; RII = 0,43: IC95% = 0,34,0,54).
Há um gradiente social do edentulismo em todas as regiões brasileiras e a maior iniquidade entre os indivíduos com maior e menor renda foi observada na região Nordeste do Brasil.
(Apoio: CAPES)
PN1053 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Influência do tabagismo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal, associada ao grau de dependência
Soares AC, Silveira FM, Neves BTP, Gomes CC, Assaf AV, Valente MIB
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para as doenças crônicas, estando também associado ao câncer de boca e à doença periodontal. Esta pesquisa avaliou o grau de dependência ao tabaco associando-o ao impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Trata-se de um estudo observacional, transversal, realizado com usuários fumantes que procuraram atendimento no Curso de Odontologia do ISNF/NF-UFF. Foram coletados dados sócio-demográficos, realizados exames clínicos bucais para avaliação de cárie, doença periodontal e perda dentária, e aplicados o Questionário de Qualidade de Vida (OHIP-14) e o Teste de Fargerström. Participaram do estudo 95 usuários fumantes, 54.7% do sexo masculino. A média etária foi 44.9 (±13.9) anos e o tempo médio do hábito de fumar foi de 24.9 (±14,8) anos. Verificou-se que 31.6% dos participantes apresentaram grau de dependência elevado/muito elevado, sendo que 25.3% relataram levar menos de 6 minutos para fumar o primeiro cigarro ao acordar e 43.2% informaram fumar entre 11-20 cigarros/dia. Os dados referentes à saúde bucal são reveladores, onde o CPO-D médio foi 18.3 (±8.1), com número médio de 8.4 dentes perdidos. Em relação ao OHIP-14, observou-se que 20.2% apresentaram impacto em relação ao sentimento de vida menos satisfatória devido aos problemas nos dentes ou boca e 29.7% relataram impacto na interação com os outros.
É imprescindível conhecer as possíveis comorbidades dos dependentes de tabaco, possibilitando a inclusão de políticas públicas que levem em consideração a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade.
(Apoio: CAPES)
PN1055 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Cárie dentária e fluoretos: é uma relação compreendida por cirurgiões-dentistas da atenção básica?
Alves dos Santos GN, Portela IJZ, Lima CCB, Vale GC, Lima MDM, Moura LFAD, Moura MS
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar conhecimentos dos cirurgiões-dentistas (CDs) da Atenção Básica (AB) sobre cárie dentária, fluoretos e fluorose dentária. A amostra foi censitária e todos os CDs da AB de município de grande porte do nordeste brasileiro foram convidados a participar através do aplicativo WhatsApp®. Para coleta de dados foram utilizados questionários eletrônicos autoaplicáveis contendo informações sobre aspectos demográficos, formação acadêmica e conhecimentos e práticas dos CDs sobre cárie, fluoretos e fluorose. Análise descritiva e regressão de Poisson foram realizadas (p<0,05). Participaram 191 (80,2%) CDs. Quanto ao conhecimento dos CDs sobre cárie dentária, fluoretos, e fluorose dentária, 17,3%, 28,3% e 84,7% foram considerados adequados, respectivamente. CDs que têm especialização como maior titulação apresentaram 64% menor prevalência de ter conhecimento adequado sobre cárie dentária (p=0,007). Observou-se associação entre o conhecimento adequado dos CDs sobre fluoretos e idade entre 36 a 50 anos (RP= 2,67, IC95%= 1,05 - 6,78) e possuir mestrado como maior titulação (RP= 2,40, IC95%= 1,04 - 5,53). CDs com menor tempo de formado têm maior prevalência de conhecimento adequado sobre fluorose dentária (p<0,05).
A maioria dos CDs desse serviço público demonstrou conhecimento adequado quanto à fluorose dentária, entretanto necessitam rever seus conceitos sobre cárie dentária e uso de fluoretos.
(Apoio: Universidade Federal do Piauí)
PN1058 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Avaliação da conscientização e adesão ao uso de protetores bucais na prática esportiva
Ribeiro APF, Carrijo GAN, Loureiro C, Vieira LR, Rodrigues ML, Tumelero S, Fagundes TC, Jacinto RC
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a conscientização de atletas sobre a importância do uso de protetores bucais e a adesão desses atletas ao uso de protetores bucais personalizados. Foram aplicados questionários aos atletas da delegação de esportes do município de Araçatuba-SP (n=99) contendo questões sobre o conhecimento, uso prévio e opinião sobre a importância do uso de protetores bucais durante a prática esportiva. Foram confeccionados protetores bucais personalizados para os atletas das equipes do handebol, futebol de salão, basquetebol e karatê e realizada posterior avaliação do comportamento dos atletas em relação ao uso do protetor personalizado. Para a confecção dos dispositivos de proteção, foram utilizadas placas de EVA de 3 e 4 mm e uma máquina plastificadora a vácuo. Os dados coletados foram analisados estatisticamente ao nível de significância de 5%. 13 atletas não se enquadraram nos critérios para confecção do protetor bucal. 42 atletas aderiram a pesquisa e receberam os protetores. 41 responderam o segundo questionário. A maioria dos atletas não fazia uso de protetores bucais anteriormente, porém após o trabalho de intervenção, muitos atletas passaram a utilizar e se adaptar aos dispositivos de proteção confeccionados (p<0,05).
A ação interventiva fornecendo os protetores bucais, proporcionou aos atletas uma melhora na conscientização sobre a importância do uso de equipamento de proteção durante a prática de esportes, fazendo com que boa parte dos esportistas passassem a utilizar os protetores bucais personalizados.
(Apoio: CAPES  N° 88882.435544/2019-01  |  PROEX)
PN1059 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Diferenças no acesso e percepção de saúde bucal entre adultos e crianças/adolescentes com coagulopatias e hemoglobinopatias hereditárias
Monte CMF, Silva VC, Silva LT, Almeida GS, Lorenzato CS, Menezes JVNB, Fraiz FC, Torres-Pereira CC
Estomatologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi avaliar as diferenças em relação ao acesso a saúde bucal entre adultos e crianças/adolescentes portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias hereditárias. Participaram da pesquisa 128 indivíduos, sendo 67 crianças/ adolescentes (idade média = 7,94 anos; DP=4,55) e 60 adultos (idade média = 39,4 anos; DP=15,6). Foram aplicados questionários envolvendo questões sociodemográficas, autopercepção de saúde bucal e de acesso ao serviço odontológico. Foram aplicados os testes qui-quadrado com correção de Yates e exato de Fischer (α=0,05). A taxa de relato de recusa dos serviços ao atendimento odontológico foi de 28,1%. Os adultos apresentaram maior taxa de recusa dos serviços ao atendimento odontológico (45,8% x 14,1%; p<0,001) e pior acesso devido a falta de vaga ou a impossibilidade financeira (53,6% x 24,2%; p=0,003) do que as crianças/adolescentes. Adultos também apresentaram maior prevalência de relato de dor odontogênica (84,5% x 40,9%; p=0,004), sangramento gengival (54,9% x 26,9; p=0,003) e pior percepção de saúde bucal (33,3% x 14,7; p=0,023) do que as crianças/adolescentes.
Pode-se concluir que a recusa ao atendimento odontológico de portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias hereditárias é alta, sendo que o acesso aos serviços odontológicos e a percepção de saúde bucal é pior nos adultos do que nas crianças/adolescentes.
(Apoio: CAPES  N° 40001016065P8)
PN1063 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Aleitamento materno e aspectos da saúde bucal do bebê e sua relação com a internação infantil e uso de antibióticos
Ramirez GTV, Okamoto AC, Saliba TA, Moimaz SAS
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aleitamento materno (AM) fornece ao bebê uma transferência passiva de imunidade, com atributos protetores inquestionáveis associados à redução do risco de infecção neonatal, entretanto quando ocorre o desmame precoce há um maior risco para o desenvolvimento de infecções do trato respiratório superior e inferior, uso de antibiótico e a consequente internação do bebê. O presente estudo teve como objetivo verificar a relação entre o desmame precoce, condição da saúde bucal, o uso de antibiótico e a internação da criança. Trata-se de um estudo transversal, com uma amostra de 42 bebês. Foi empregado o teste de regressão logística, ao nível de significância de 5%, para análise estatística. Em entrevista domiciliar as mães foram abordadas sobre aspectos de AM, desmame precoce, uso de antibiótico e internação hospitalar, além da realização de exame bucal nas crianças para verificação do Índice de Higiene Oral Simplificado (IHOS) e presença de cárie. Verificou-se a relação do desmame precoce e as variáveis presença de cárie p=0,056; IHOS p= 0,973; uso de antibiótico (57,14%) p=0,780 e internação hospitalar (21,42%) p=0,349. Dentre as crianças, 64,28% já haviam desmamado antes de completar 06 meses de idade; 11,90% apresentavam lesão de cárie e 92,10% apresentaram IHOS regular e 07,90% IHOS ruim.
No referente estudo, não houve relação entre o desmame precoce, condições de saúde bucal, internação hospitalar e uso de antibióticos. Todas as crianças apresentaram IHOS insatisfatório e não houve relação dessa variável com as demais.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN1067 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Avaliação da probabilidade do desenvolvimento de má oclusão na dentadura mista: estudo longitudinal
Santos PR, Vedovello SAS, Ambrosano GB, Meneghim MC
Ortodontia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo deste estudo é avaliar por meio da análise bayseana a probabilidade do desenvolvimento de má oclusão na dentadura mista. Estudo longitudinal realizado com 121 crianças, 5 anos de idade, em dois tempos (T1: baseline e T2: 3 anos). Foram coletadas dados para sexo, raça e renda familiar e características clínicas da má oclusão seguindo os critérios de Foster e Hamilton preconizados pela OMS, 1987. Para a análise dos dados foram utilizados modelos bayesianos para estimava de parâmetros, o parâmetro de probabilidade (θ) foi utilizado para as distribuições de Bernoulli para presença ou não de má oclusão, indicando a probabilidade de se apresentar uma determinada condição, por ser uma estatística bayesiana foi considerado o Intervalo de Credibilidade (IC) de 95%. Os resultados mostraram que as crianças que não apresentavam má oclusão em T1, tiveram uma probabilidade maior probabilidade em T2 (θ=21,5%; IC95%:14,8% - 29,2%) sendo que o sexo feminino apresentou maior probabilidade (θ=71,8%; IC95%: 60,3% - 82,0%). Não foi encontrada diferença significativa nas probabilidades de mudanças na má oclusão para as variáveis raça e renda familiar.
Conclui-se que a probabilidade do desenvolvimento da má oclusão em crianças na dentadura mista foi de 29,2%, sendo maior a probabilidade no sexo feminino (82,0%). A raça e renda familiar não mostraram probabilidade de desenvolverem má oclusão.
(Apoio: CNPq  N° 141794/2018-6)