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 2919 Resumo encontrados. Mostrando de 931 a 940


PN0742 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

Aceitabilidade dos municípios a um sistema de informação de prescrições odontológicas de antibióticos em Minas Gerais, Brasil
Santos JS, Cruz AJS, Ruas CM, Pereira-Junior EA, Mattos FF, Abreu MHNG
Odontologia Social e Preventiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho objetivou avaliar a associação entre fatores socioeconômicos e de organização de serviços municipais e a aceitabilidade dos municípios a um sistema de informação de prescrições odontológicas em Minas Gerais, Brasil. Os dados foram obtidos do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e foram referentes às dispensações de antibióticos prescritos por cirurgiões-dentistas ocorridas nos serviços públicos de saúde no ano de 2017. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e a técnica Classification And Regression Tree para identificar as variáveis municipais associadas ao desfecho. Foram pesquisadas 57.279 dispensações de antibióticos. Essas dispensações foram para 40.630 pessoas, sendo a maioria do sexo feminino (58,0%). A amoxicilina representou 84,5% das prescrições. Do total dos municípios de Minas Gerais, 49,4% (n=421) registraram dispensações. Fatores socioeconômicos municipais não estiveram associados à aceitabilidade a este sistema de informação. Municípios com maior cobertura populacional em saúde bucal (p=0,038) e sem Centro de Especialidades Odontológicas (p=0,034) mostraram maior participação no registro das dispensações de antibióticos prescritos por cirurgiões-dentistas.
Pode-se concluir que há necessidade de avanços na vigilância da prescrição de antibióticos nos serviços públicos de saúde bucal do estado de Minas Gerais e que fatores de organização de serviços estiveram associados à aceitabilidade dos municípios a este sistema.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 303772/2019-0  |  Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais  N° 001)
PN0744 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Profilaxia pré-exposição ao HIV/AIDS: análise situacional após 03 anos de disponibilidade no Sistema Único de Saúde
Butarelo AV, Garbin CAS, Saliba TA, Garbin AJI
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a adesão à profilaxia pré-exposição ao HIV após 3 anos de implantação no Sistema Único de Saúde. Trata-se de um estudo ecológico, de abordagem quantitativa, realizado no ano de 2021 no Brasil. Os dados foram coletados no painel de monitoramento da PrEP, disponibilizado pelo Ministério da Saúde em http://www.aids.gov.br/pt-br/painel-prep. Analisou-se tipo de população-chave, faixa etária, escolaridade, raça/cor; número de dispensações, número de serviços de saúde que oferecem a PrEP, descontinuidade, novos usuários ao mês, uso de preservativo e parcerias sexuais. O software Bioestat 5.0 foi utilizado para análise estatística. 18.704 pacientes estão em tratamento. 82.6% da população são gays ou homens que fazem sexo com homens, faixa etária entre 30 e 39 anos (51%), cor branca ou amarela (57,2%) e 12 anos ou mais de escolaridade (71%). Encontrou-se associação estatisticamente significante entre "tipo de população-chave" e "descontinuidade entre as populações-chave" (p<0,0001). Foram dispensados 143202 comprimidos da PrEP, em 246 unidades de serviços de saúde. 42% dos indivíduos interromperam o tratamento em algum momento. Houve diminuição no uso de preservativo e no número de parcerias sexuais entre a primeira e última consulta realizada.
Existem entraves relacionados à adesão da PrEP no Sistema Único de Saúde, uma vez que a descontinuidade no tratamento entre os usuários é elevada.
(Apoio: CAPES)
PN0747 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Avaliação dos parâmetros e metas do indicador de proporção de atendimento odontológico de gestantes no estado da Paraíba
Rodrigues RCS, Galvão ICM, Santos FGA, Lima KF, Martins JPG, Araújo MF, Cavalcanti YW, Lucena EHG
Centro de Ciências da Saúde - Ccs - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o desempenho dos municípios paraibanos no indicador de proporção de atendimento odontológico de gestantes (PAOG) nos anos de 2018 a 2020. Realizou-se um estudo transversal, descritivo e analítico, com base nos dados secundários do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). O indicador foi obtido para todos municípios, por quadrimestre, a partir do número de gestantes cadastradas, que realizaram uma consulta pré-natal e um atendimento odontológico individual, ambos na Atenção Primária à Saúde. A variável dependente foi o alcance da meta (mínimo de 60%) em um quadrimestre (atendimento odontológico a no mínimo 60% das gestantes). As variáveis independentes foram: porte populacional, IDH municipal, Índice de Gini, cobertura de saúde bucal na atenção básica e extensão territorial. Os dados foram analisados por regressão logística binária (p<0,05). Dos 223 municípios, 56 (25,1%) atingiram a meta em pelo menos um quadrimestre em 2018, 57 (25,6%) em 2019 e 83 (37,2%) em 2020. Nenhum município acima de 50 mil habitantes (n = 10) atingiu a meta. Dos municípios com 100% de cobertura de saúde bucal, 127 (62,9%) não alcançaram a meta. A regressão ajustada demonstrou que o índice de Gini está associado negativamente com a chance do município alcançar a meta (um quadrimestre) (OR=0,001; IC95%: 0,001-0,619).
Aumentou o número de municípios que alcançaram a meta do indicador (PAOG), mesmo durante a pandemia (2020). Contudo, os municípios mais desiguais apresentaram dificuldades em alcançar a meta de atender 60% das gestantes pelas equipes de saúde bucal.
(Apoio: SES)
PN0748 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

O impacto da pandemia COVID-19 no humor e aspectos do sono de universitários de diferentes perfis cronotipo
Silveira KSR, Aguiar SO, Reis TVD, Hermont AP, Prado IM, Serra-Negra JMC, Auad SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da pandemia COVID-19 no humor e aspectos do sono de universitários de diferentes perfis cronotipo. Participaram deste estudo transversal 218 estudantes de graduação e pós-graduação em odontologia de instituições públicas e privadas de Minas Gerais, que responderam a um questionário auto aplicado, por meio da ferramenta Google Forms. O questionário avaliou o perfil cronotipo (escala CIRENS), humor, qualidade do sono, hábito de acordar durante a noite, horários de dormir e acordar e uso de medicamentos para dormir, antes e durante a pandemia COVID-19. Foi realizada análise descritiva e bivariada, com o Teste qui-quadrado de Pearson (p< 0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética Institucional. A média de idade foi de 24,3 anos (+/-5,6), sendo 83,9% do gênero feminino, 62,8% com perfil cronotipo matutino e 37,2%, vespertino. A maioria dos participantes relatou ter horários regulares para dormir e acordar antes da pandemia, mas não manteve a regularidade durante este período (59,6%), 61% relataram piora no humor e 55,5%, piora na qualidade do sono. O perfil matutino foi associado à piora na qualidade do sono (p=0,001) e à perda de horários regulares para dormir e acordar durante o período da pandemia (p< 0,001).
Concluiu-se que a pandemia COVID-19 impactou mais fortemente aspectos do sono de universitários de perfil cronotipo matutino. Campanhas educativas e de apoio psicológico devem ser incentivadas, considerando o perfil cronotipo.
(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPs - Fapemig)
PN0749 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Avaliação do nível de empatia de estudantes de odontologia
de Assunção Costa BJ, Silva TVS, Vieira LM, Assunção MG, Oliveira RVD
Cariologia- Bioquímia Oral - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A empatia nos cuidados de saúde envolve compreender o paciente e como as suas experiências e sentimentos influem e são influenciados pela doença e seus sintomas. Buscou-se avaliar o nível de empatia de acadêmicos de odontologia do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Utilizou-se formulários Google abordando aspectos sociodemográficos; Escala de empatia Jefferson (JSPE) e Escala Multifatorial de Reatividade Interpessoal (EMRI). Participaram 230 estudantes do 5° ao 10° semestre. Os dados foram analisados com auxílio dos testes de Student independente e ANOVA two-way(α=0.05).Observou-se que a maioria dos estudantes era do sexo feminino (79,6%), na faixa etária de 21 a 23 anos (48,7%), com distribuição equitativa entre os semestres. A especialidade mais pretendida foi Dentística (33,48%), seguida de Endodontia (31,74%) e Cirurgia (21,74%). Já as menos pretendidas foram DTM e Dor Orofacial (1,3%), Odontogeriatria (1,3%) e PNE (2,17%). O escore global da JSPE foi 90,13 ± 9,01 e da EMRI foi 72,52 ± 7,33. Embora as médias dos escores tenham sido levemente mais altas no sexo masculino (JSPE= 91,34 ± 8,71); na faixa etária de 18 a 20 anos (JSPE= 91,25 ± 12,60 e EMRI= 73,56 ± 8,65), no 6°semestre (JSPE= 92,67 ± 15,37) e 10°semestre (EMRI= 74,26 ± 8,11), essas diferenças não foram estatisticamente significativas.
Os achados evidenciaram que o nível de empatia dos acadêmicos foi considerado alto (na escala JSPE) e mediano (na EMRI), não havendo diferença significativa quanto ao sexo, idade e fase do curso.
PN0750 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Empreendedorismo, gestão e Marketing no consultório odontológico privado: revisão crítica
Trigueiro, FH, Grael AMF, Meira GF, Mapengo MAA, Capela IRTCS, Anjos AMPE, Sales-Peres SHC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A maioria dos Cirurgiões-Dentistas (CD) registrados nos Conselhos de Odontologia atua em consultório privado, seja em consultório próprio ou por meio de parcerias. Independentemente da forma, o CD tem a necessidade de utilizar habilidades na área de Empreendedorismo, Gestão e Marketing para tornar-se capaz de resolver de forma eficaz problemas além da sala clínica. Esta revisão crítica teve por objetivo relacionar estes temas em consultório odontológico privado. A busca de artigos ocorreu no Pubmed e Scielo, até janeiro de 2021. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade poucos estudos foram encontrados, o que direcionou para uma revisão crítica baseada em literatura científica. Para isso, foram avaliadas as séries Harvard Business Review e Gestão empresarial FGV. Essas bases científicas demonstraram que O CD precisa administrar sua carreira e/ou seu consultório como se fosse uma empresa, os preceitos básicos nessa área possibilitam valorização profissional, maior controle da saúde empresarial e maximização dos resultados para seus clientes.
Mesmo não sendo abordados de forma integral na graduação ou pós-graduação, será necessário o desenvolvimento de um mindset voltado para o lado empresarial da Odontologia, permitindo aplicar conhecimentos de planejamento administrativo, financeiro, contábil, jurídico, liderança e estratégias de Marketing ético, já que apenas as habilidades técnicas especializadas da Odontologia não são suficientes para tornar o CD um profissional de "sucesso".
PN0751 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Correlações entre o vício em smartphones e os impactos à saúde de estudantes universitários
Citó EBC, Gondim DV, Alves BWF, Freire-Júnior JLM, Damasceno PS, Silveira GM, Araújo JPMF, Teixeira AKM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A necessidade de atividades remotas com a pandemia aumentou ainda mais o já imenso número de usuários de smartphones (SP) no Brasil. Muitos problemas de saúde têm sido associados ao uso problemático de SP. O objetivo deste estudo foi avaliar as correlações entre o vício em SP (VSP) e a qualidade do sono (QS), incapacidade de pescoço (IP), disfunção temporomandibular (DTM), presença de dor e qualidade de vida (QV) de estudantes da área da saúde. 349 estudantes universitários responderam questionários sobre o uso de SP e as variáveis avaliadas. Foram realizados testes de correlação e regressões multilineares, os parâmetros de VSP foram as variáveis dependentes. A idade média foi 21,6 anos, 65,5% eram mulheres, 73,9% tinham VSP. Não houve diferença entre sexo pra VSP, QS e QV, mas as mulheres relataram mais dor, IP e DTM. O VSP mostrou correlação com todas as variáveis, sendo negativa só pra QV. De acordo com a regressão, usar o SP por mais de 5h/dia teve correlação com todos os parâmetros do VSP. Maior satisfação nos domínios físico e psicológico da QV se correlacionou com menos VSP, compulsão, comprometimento funcional e abstinência. Pior QS teve correlação com VSP, comprometimento funcional, compulsão e tolerância. A IP mostrou correlação positiva com a compulsão. Quanto maior a idade mais tolerância e menos comprometimento funcional. Quanto mais cedo começou o uso de eletrônicos, maior abstinência. Quem apresentou dor ≥ 4 apresentou menos vício em todos os parâmetros.
É importante que a comunidade universitária esteja ciente dos impactos do VSP à saúde dos estudantes.
(Apoio: FUNCAP)
PN0752 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Impacto psicológico do distanciamento social e atividades de ensino online relacionados a COVID-19 em professores de Odontologia no Brasil
Martins-Junior IG, Lima RB, Oliveira AA, Pucinelli CM, Silva LAB, Nelson-Filho P, Castro GPA, Silva RAB

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pandemia da COVID-19 trouxe mudanças no ensino acadêmico e na forma de ensino da Odontologia, mas o impacto na saúde mental e na qualidade de vida de professores desta área continua incerto. O objetivo deste estudo foi avaliar os impactos do distanciamento social e do ensino online na qualidade de vida e ansiedade de professores universitários de Odontologia no Brasil durante a pandemia da COVID-19. Nesse estudo transversal realizado de agosto de 2020 a outubro de 2020 três ferramentas em uma versão online foram utilizadas: um questionário sobre dados pessoais, informações acadêmicas e atividades de ensino online; Transtorno Geral de Ansiedade (GAD-7) e o Instrumento Abreviado de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-bref). As ferramentas foram enviadas por e-mail, mídia social e aplicativos de mensagem para professores de universidades públicas e particulares no Brasil. Após 318 respostas, pode-se constatar que o acesso à internet, um local adequado de trabalho, dificuldades para produzir materiais de ensino remoto e a realização simultânea de tarefas domésticas apresentaram um efeito significativo na qualidade de vida e na ansiedade (p<0.05). Ainda, os professores que declararam que fariam mais esforços se as atividades fossem presenciais apresentaram efeitos significativos na qualidade de vida e na ansiedade (p<0.05).
Assim, é possível concluir que o distanciamento social e o ensino online relacionado a COVID-19 afetam negativamente a qualidade de vida e a saúde mental de professores universitários de Odontologia no Brasil.
(Apoio: CAPES)
PN0753 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Tendência das doenças bucais em escolares de 12 anos em uma capital do Nordeste Brasileiro: ascensão ou declínio?
Saldanha KGH, Silva PGB, Rocha-De-sousa-almeida J, Teixeira AKM, Almeida MEL
Pós Graduação Em Clínica Odontológica - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diagnósticos em saúde bucal são importantes para conhecer a tipologia, prevalência e distribuição das doenças e agravos, além das deficiências da atenção à saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição das doenças bucais em escolares de 12 anos em Fortaleza, Nordeste, Brasil. Trata-se de estudo transversal realizado em 1509 crianças distribuídas em 33 escolas. Os exames bucais foram realizados por 60 dentistas calibrados com coeficiente Kappa variando de 0,7 a 0,92. Considerou-se os critérios e códigos do SB Brasil 2010. Os dados foram submetidos aos testes de Quiquadrado de Pearson ou Exato de Fisher considerando o p<0,05. Observou-se que 67,3 % das crianças pesquisadas estavam livres de cárie e o CPO-D médio foi de 0,86, com predominância do componente cariado (69,8%) em sua composição. As principais necessidades de tratamento encontradas foram de restaurações (33,5%), seguida de tratamento pulpar (4,8%) e exodontias (4,1%). A prevalência de fluorose foi de 32,5%. Quanto à doença periodontal, 56,6% dos escolares não apresentaram sangramento e presença de cálculo nos sextantes examinados. A prevalência de má oclusão foi de 40,3%.
A pesquisa demonstrou baixa prevalência de cárie e de doença periodontal. A fluorose apresenta-se em maior prevalência na forma muito leve. Quanto à severidade das oclusopatias detectadas, prevaleceu a má oclusão definida. Mediante a análise dos dados obtidos, sugere-se uma melhor qualificação do cuidado das crianças para além da cárie dentária, estimulando uma melhor organização e ampliação dos serviços.
PN0754 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Adicção a smartphone e características do sono de estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19
Torres-Ribeiro JD, Prado IM, Paiva SM, Perazzo MF, Silva GLF, Serra-Negra JMC, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre adicção a smartphone e características do sono em universitários brasileiros em isolamento social devido à pandemia de COVID-19. Participaram deste estudo transversal, 547 estudantes selecionados a partir do método amostral por bola de neve. Os participantes responderam a um questionário na plataforma Google Forms respondendo sobre dados sociodemográficos, a versão brasileira curta do Smartphone Addiction Scale (SAS-SV) e a versão brasileira do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Análise descritiva, binária e regressão logística multifatorial foram utilizadas (p˂0,05). A média de idade foi de 24,9 anos (±5,5) e a maioria era do sexo feminino (74,5%). A prevalência de adicção a smartphone foi de 48,3% e de distúrbios do sono foi 56,3% dos participantes. O escore total do PSQI-BR foi mais alto entre estudantes com adicção a smartphone (p˂0,001). O modelo final de regressão logística evidenciou que estudantes que usavam smartphone para acessar redes sociais (OR = 3,681; 95% IC: 2,18 - 18,71), para entretenimento (OR = 2,121; 95% IC: 1,41 - 3,19) e aqueles com alto escore do domínio de disfunção diurna do PSQI-BR (OR = 1,487; 95% IC: 1,15 - 1,92) tinham mais chance de desenvolver a adicção a smartphone.
Concluiu-se que usar seus smartphones para entretenimento e acessar redes sociais, bem como possuir dificuldades de concentração nas atividades diurnas influenciaram no desencadeamento de adicção a smartphones entre universitários.
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)