Avaliação do medo do Coronavírus em estudantes de Odontologia: um estudo utilizando a Escala de Medo da COVID-19
Souza SLX, Laureano ICC, Cavalcanti AL
Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO - UNIFACISA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal objetivou avaliar o medo da COVID-19 em estudantes de Odontologia. Compuseram a amostra 120 estudantes de faculdades públicas e privadas no estado da Paraíba. Foram coletados dados sobre questões sociodemográficas e aplicada a Escala de Medo da COVID-19 (EMC-19), ambos de forma remota. Os dados foram analisados descritivamente; o teste de Kolmogorov-Smirnov foi usado para verificação de normalidade da variável escore total de medo da COVID-19; seguido do teste t de Student ou ANOVA e o modelo de regressão linear múltipla foi construído com as variáveis com diferenças significativas. Foi adotado o nível de significância de 5%. A maioria dos estudantes de Odontologia era do sexo feminino (71,7%), entre 21-25 anos (47,5%), vivia sem companheiro (75,0%) e com renda familiar mensal de mais de um e menos de três salários mínimos (44,3%). A média do escore total na EMC-19 foi de 20,84 (DP=6,79), com escore mínimo de 7 e máximo de 30. A maioria dos estudantes mostrou ter "pouco medo" da COVID-19 (42,5%), e o item "Eu tenho muito medo da COVID-19" foi o de maior valor médio. A pontuação média de medo da COVID-19 para estudantes com companheiro foi significativamente maior do que para os sem companheiro (p=0,012), assim como em estudantes do primeiro ao quinto período em comparação com os do sexto ao décimo (p=0,013). Conclui-se que a maioria dos estudantes apresentou pouco medo da COVID-19, apesar de o item "Eu tenho muito medo da COVID-19" ter sido o de maior valor médio.PN0764 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Avaliação do serviço de prótese total na regional sudoeste no Distrito Federal, 2014 - 2019
Pinto MVP, Zanin L, Oliveira A MG, Flório FM
Saúde Coletiva - FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar o tempo de conclusão da reabilitação protética e fatores a ele associados em um serviço público da regional sudoeste do Distrito Federal. Estudo observacional transversal analítico com coleta de dados de 252 prontuários de pacientes reabilitados entre os anos de 2014 e 2019. Foram coletadas informações relacionadas ao paciente (idade, sexo, número de próteses realizadas, tipo de prótese, número de faltas) e processo de trabalho (número de sessões realizadas, número de sessões para ajuste, se houve reembasamento final, problemas de prazos do laboratório, problemas técnicos do laboratório). Foram realizadas análises descritivas dos dados e a seguir foram estimados modelos de regressão logística simples e múltiplo para o desfecho. Foram considerados dados de 242 participantes, com idade de 63,4 (±9,2) anos, 71,5% do sexo feminino. Em média foram realizadas 6,0 (±1,6) sessões para confecção das próteses, não contando os ajustes, que envolveram 1,0 (±1,3) sessão. 28,5% dos participantes tiveram pelo menos uma falta e o tempo médio de conclusão da reabilitação foi de 211,4 (±135,7) dias. Pacientes com maior número de sessões (OR=2,52; IC95%: 1,42-4,49), que faltaram mais (OR=4,56; IC95%: 2,34-8,90) e cujos casos tiveram mais problemas de prazos no laboratório (OR=4,97; IC95%: 2,60-9,51) têm mais chance de ter maior tempo de conclusão da reabilitação (p<0,05). Conclui-se que a adesão do paciente ao tratamento e o alinhamento do serviço protético com o profissional interferem no tempo de conclusão da reabilitação no SUS.PN0765 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Saúde bucal autorreferida da população adulta e idosa no Brasil: análise dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Smith CV, Herkrath FJ, Queiroz AC, Cordeiro DS, Guedes AC, Herkrath APCQ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi descrever desfechos de saúde bucal autorreferidos da população adulta e idosa do Brasil. Foram analisados dados de 88.531 moradores com mais de 18 anos selecionados nos domicílios visitados na Pesquisa Nacional de Saúde 2019, correspondendo ao terceiro estágio de seleção amostral do inquérito. Foram estimados os desfechos relacionados ao módulo de saúde bucal do questionário, considerando o plano complexo de amostragem e os pesos amostrais. 62,6% (IC95% 61,9-63,2) referiram a perda de pelo menos um dente e 38,7% (IC95% 38,2-39,3) relataram o uso de algum tipo de prótese dentária. O número médio de dentes perdidos foi 4,0 (IC95% 3,9-4,0), sendo que 7,5% (IC95% 7,2-7,8) apresentaram dentição não funcional, 2,9% (IC95% 2,7-3,1), perda severa e 1,4% (IC95% 1,2-1,6), perda total. A perda dentária foi maior entre os indivíduos mais velhos, do sexo feminino, residentes em áreas rurais e que se declararam pretos ou pardos. A autopercepção da saúde bucal foi ruim ou muito ruim em 5,3% (IC95% 5,0-5,5) dos indivíduos e 1,8 % (IC95% 1,7-2,0) reportou grau de dificuldade intensa ou muito intensa para se alimentar por causa de problemas com seus dentes ou dentadura. Quanto maior a perda dentária, pior a autopercepção da saúde bucal e maior o impacto referido na alimentação. Apesar da melhora nos indicadores de perda dentária avaliados em relação ao inquérito anterior, não se observou diferença no impacto percebido pelos indivíduos. Iniquidades persistem nas condições de saúde bucal no Brasil. (Apoio: FAPEAM | CAPES)PN0766 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Associação entre aleitamento materno exclusivo e cárie em crianças suscetíveis
Sousa FS, Fernandes JKB, Prado IA, Alves CMC, Ribeiro CCC, Thomaz EBAF
Saúde Pública - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar associação entre o aleitamento materno exclusivo (AME) e a cárie da primeira infância em crianças nascidas pré-termo (NPT) e ou com restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Para isso, foi realizado um estudo de coorte prospectivo com crianças de 12 a 32 meses. As associações foram estimadas por risco relativo (RR) com intervalos de confiança a 95% (IC95%). As associações univariáveis e multivariáveis foram estimadas por análise de regressão de Poisson para o desfecho em forma de contagem. No grupo de crianças só com RCIU o AME foi fator de risco para cárie, considerando o desfecho contínuo (RR=1,36; IC=1,04-1,78); já no grupo de crianças com NPT e com RCIU, o AME foi risco para cárie, tanto para o desfecho dicotômico (RR=5,85; IC= 3,63-9,43) quanto para a cárie avaliada por contagem do número de faces cariadas (RR=5,85; IC=3,63-9,43). Os resultados demonstram que em populações com maior risco à carie, o aleitamento materno exclusivo (deve ser orientado em conjunto com orientações de higiene bucal na tentativa de diminuir um possível risco à carie associado a esta prática. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2008/53593-0 | CNPq N° 47923/2011-7 | FAPs - FAPEMA PRONEX N° 00035/2008)PN0767 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Perfil e inserção no mercado de trabalho dos egressos de Odontologia de uma Universidade do Sul do Brasil
Alves F, Barreiros HS, Oliveira LF, Fonseca-Filho PFO, Marques-Da-silva B, Kusma SZ, Gabardo MCL, Tomazinho FSF
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desta pesquisa foi traçar o perfil dos egressos do curso de Odontologia formados entre os anos de 2014 a 2018 em uma universidade de Curitiba/PR e a sua inserção no mercado de trabalho. Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, aplicado a 602 egressos por meio de um questionário eletrônico com informações sobre dados pessoais, perfil socioeconômico e demográficos, campo de atuação e formação acadêmica, além da sua percepção do mercado de trabalho e satisfação profissional e financeira foram avaliados também pontos positivos e negativos da instituição. A taxa de resposta foi de 18,77% (n=113). Após análise dos dados (Teste McNemar; nível de significância de 5%) observou-se que a maioria era do gênero feminino (79,6%), faixa etária entre 26 a 30 anos (50%), atuando no Paraná (88,6%). Noventa dos 113 correspondentes fizeram especialização, 18 (15,9%) mestrado e 7 (6,2%) doutorado, porém a análise estatística não relacionou a continuidade nos estudos com satisfação profissional/pessoal. Nota-se que quanto maior o tempo de formação, maior é o ganho médio mensal, consequentemente maior a satisfação financeira, onde egressos com ganhos mensais de 1.000,00 a 6.000,00 reais são parcialmente realizados, e profissionais com ganho maior que 6.000,00 reais são profissionalmente realizados. Os egressos classificaram o curso de Odontologia como bom (56,1%), ruim (26,3%) e ótimo (17,5%). Conclui-se então que a maioria dos respondentes se sente parcialmente realizado profissionalmente e avalia a sua formação como adequada.PN0768 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
COVID-19 e Odontologia: o processo formativo odontológico pré, trans e e pós-pandemia
Silva MI, Mitterhofer WJS, Netto BP, Bonato LL, Mauricio NV, Teixeira VCF, Oliveira V, Almeida LE
Graduação - CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAMINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Em março de 2020 foi globalmente declarada a pandemia da COVID-19, que, dentre tantos embates, trouxe grandes desafios junto ao processo educacional. Assim, este estudo buscou analisar os possíveis atravessamentos da pandemia no processo formativo odontológico. Para tal, através de um ensaio teórico, foram estruturados três recortes temporais, pré, trans e pós-pandemia. Do primeiro, essencialmente cientificista, a formação odontológica legitimou o acesso dos complexos procedimentos odontológicos a um determinado grupo hegemônico, culminando em um modelo de saúde bucal elitista e excludente. Com a pandemia, os mesmos aerossóis que materializavam a produção de seus almejados produtos, passaram a ser o principal veículo de contaminação da doença. Entretanto, apesar de uma esperada autocrítica, a academia seguiu se apoiando no purismo de suas inacessíveis complexidades tecnológicas, acrescentando a seus procedimentos a inserção de ineficientes barreiras físicas de contenção do vírus. Quanto ao futuro, imersa às sequelas políticas e econômicas deste momento, acredita-se que a formação odontológica ainda se dedicará a refletir mais sobre outras habilidades, pautadas na plasticidade do (re)inventar e, principalmente, do contextualizar-se. Por fim, do analisado, deposita-se que os períodos trans e pós-pandêmicos poderão ser agentes indutores na transformação de se pensar e, principalmente, de se praticar uma odontologia mais humanizada e, principalmente, direcionada às solutividades das reais aflições que assolam a saúde bucal das populações.PN0770 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Impacto das condições bucais na qualidade de vida de adolescentes
Martins MH, Silva TCL, Cimões R, Sousa AM, Vajgel BCF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto das condições bucais na qualidade de vida de adolescentes escolares e os fatores socioeconômicos associados. A variável dependente foi a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), medida através do questionário OHIP-14. As variáveis independentes foram: as condições bucais - experiência de cárie, condição periodontal, trauma dental e má oclusão; e os indicadores socioeconômicos: idade, sexo, escolaridade materna, raça/cor e tempo da última consulta odontológica. Foram avaliados 1.010 adolescentes, entre 14 e 19 anos, de Camaragibe-PE, onde desses, 61,6% tinham até 16 anos, 51,2% eram do sexo feminino e 56,6% declararam renda familiar mensal de no máximo 2 salários mínimos, e 41,5% dos adolescentes foram a consulta odontológica ao menos uma vez nos últimos 6 meses. Quanto às condições bucais, a prevalência de cárie foi de 26,2%, doença periodontal de 45,8%, trauma dental 38% e má oclusão 29,7%. O impacto das condições bucais na qualidade de vida referiu-se, aproximadamente, em 34% da amostra e o desconforto psicológico foi a dimensão mais afetada 23,4%. A análise bivariada mostrou associação da QVRSB com o sexo (p<0,001), cárie (p=0,012), tempo da última consulta (p= 0,041), porém, apenas o sexo e a cárie tiveram associação na análise multivariada, evidenciando que, adolescentes do sexo feminino e experiência de cárie tinham maiores chances de possuir impacto na qualidade de vida. Conclui-se que, a condição de saúde bucal pode afetar a qualidade de vida dos adolescentes e o sexo pode ser um fator de risco associado.PN0771 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Impacto da pandemia da COVID-19 sobre a provisão de serviços odontológicos na Atenção Primária no estado do Paraná
Pacheco EC, Santos VM, Silva-Junior MF, Baldani MH
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi analisar a provisão de serviços odontológicos na Atenção Primária à Saúde (APS) antes e durante a pandemia da COVID-19 no Paraná. De delineamento ecológico, o estudo analisou dados secundários disponibilizados no Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde, e incluiu os procedimentos ambulatoriais realizados nas Unidades Básicas de Saúde dos 399 municípios paranaenses nos meses janeiro a dezembro de 2019 e 2020. As taxas dos procedimentos foram padronizadas pela população dos municípios (x1000/habitantes) e as análises comparativas entre os anos foram realizadas pelo teste de Wilcoxon (p<0,05), por porte do município. As cidades de grande (n= 22), médio (n=56) e pequeno porte (n= 322) mostraram redução na taxa de procedimentos odontológicos na APS em 2020 (p<0,05), menores para selamento de cavidades, acesso à polpa dental e biópsias. As taxas de primeiras consultas odontológicas e procedimentos preventivos, individuais e coletivos, reduziram independente do porte populacional. Nos municípios de grande porte houve maior queda nas exodontias de dentes decíduos (-96,7%) e permanentes (-96,6%) (p<0,05). Nos médios e pequenos houve maior queda nos procedimentos preventivos (p<0,001) e nas restaurações em dentes permanentes (-77,4% e -76,3%, respectivamente) (p<0,001). Houve redução na produção de procedimentos odontológicos ambulatoriais da APS durante a pandemia da COVID-19 nos municípios paranaenses, independente do porte municipal, com queda na realização de procedimentos preventivos e curativos. (Apoio: CAPES)PN0772 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Percepção da gestão de saúde bucal sobre o processo trabalho na Estratégia Saúde da Família com a Covid-19
Firmeza LMD, Freire-Júnior JLM, Silveira GM, Xavier LRM, Silva RADA, Almeida MEL, Teixeira AKM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar a percepção dos gestores de saúde bucal do município de Fortaleza sobre o processo de trabalho do serviço de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF) durante a pandemia de COVID-19. Foi realizada uma pesquisa qualitativa com os sete coordenadores de saúde bucal de Fortaleza, os quais foram entrevistados por meio de um roteiro semiestruturado e as entrevistas foram gravadas e transcritas. A análise dos dados foi feita a partir de categorias analíticas, identificando-se os temas mais recorrentes nas falas dos entrevistados. Para auxiliar a análise dos dados foi utilizado o software Nvivo. Os gestores de saúde bucal de Fortaleza relataram mudanças no processo de trabalho pós COVID-19 e destacaram como principais desafios o medo e a ansiedade das equipes de saúde bucal (ESBs), a dificuldade inicial de aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o fato de lidar com uma situação desconhecida. Foi relatada atuação das ESBs em ações destinadas à COVID-19, como na realização de Swab e teste rápido, organização do fluxo do serviço, monitoramento de síndrome gripal, notificação e participação na campanha de vacinação. Além disso, os gestores apontaram comprometimento dos atributos acesso, integralidade, longitudinalidade e coordenação do cuidado em saúde em decorrência do contexto pandêmico. Conclui-se que diante do contexto da COVID-19, os gestores relataram uma boa colaboração das ESBs diante das mudanças no serviço, perceberam o aspecto emocional como um grande desafio e que o cuidado em saúde bucal na ESF foi prejudicado.PN0773 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Prevalência e preditores do uso de mamadeira nos primeiros seis meses de vida do bebê: estudo de coorte
Melo LSA, Silva LF, Valsecki Junior A, Rosell FL, Silva SRC, Zuanon ACC, Tagliaferro EPS
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo de coorte foi investigar a prevalência do uso de mamadeira por bebês nos seis primeiros meses de vida bem como os preditores associados. Mulheres no terceiro trimestre de gestação, atendidas em uma maternidade pública de direito privado em uma cidade do interior paulista, preencheram um questionário sobre a intenção de ofertar mamadeira, informações da gestação e aleitamento materno e características sociodemográficas. Após o parto, 467 mães foram entrevistadas por ligações telefônicas ao longo dos seis meses de vida do bebê sobre o uso de mamadeira, características do parto, do recém-nascido, do aleitamento materno e informações sobre retorno ao trabalho. Foram realizadas análises descritivas dos dados e análises de associação por meio de modelos de regressão logística com nível de significância de 5%, tendo como desfecho o uso de mamadeira. A prevalência do uso de mamadeira no período foi de 52,5% e esteve significativamente associada ao retorno da mãe ao trabalho (OR=2,48; IC95%=1,54-3,97; p=0,0002), peso do bebê ao nascer ≤3,28 kg (OR=1,58; IC95%=1,07-2,33; p=0,0207), intenção de ofertar mamadeira relatada antes do parto (OR=2,51; IC95%=1,56-4,04; p=0,0002). Conclui-se que a maioria dos bebês usaram mamadeira nos seis primeiros meses de vida, especialmente aqueles cujas mães relataram retorno ao trabalho no período ou que mostraram intenção de ofertar o dispositivo ao final da gestação. (Apoio: CAPES N° 88887.483943/2020-00)