RESUMOS APROVADOS

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 2919 Resumo encontrados. Mostrando de 951 a 960


PN0765 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 20

Saúde bucal autorreferida da população adulta e idosa no Brasil: análise dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Smith CV, Herkrath FJ, Queiroz AC, Cordeiro DS, Guedes AC, Herkrath APCQ
Daspam - FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi descrever desfechos de saúde bucal autorreferidos da população adulta e idosa do Brasil. Foram analisados dados de 88.531 moradores com mais de 18 anos selecionados nos domicílios visitados na Pesquisa Nacional de Saúde 2019, correspondendo ao terceiro estágio de seleção amostral do inquérito. Foram estimados os desfechos relacionados ao módulo de saúde bucal do questionário, considerando o plano complexo de amostragem e os pesos amostrais. 62,6% (IC95% 61,9-63,2) referiram a perda de pelo menos um dente e 38,7% (IC95% 38,2-39,3) relataram o uso de algum tipo de prótese dentária. O número médio de dentes perdidos foi 4,0 (IC95% 3,9-4,0), sendo que 7,5% (IC95% 7,2-7,8) apresentaram dentição não funcional, 2,9% (IC95% 2,7-3,1), perda severa e 1,4% (IC95% 1,2-1,6), perda total. A perda dentária foi maior entre os indivíduos mais velhos, do sexo feminino, residentes em áreas rurais e que se declararam pretos ou pardos. A autopercepção da saúde bucal foi ruim ou muito ruim em 5,3% (IC95% 5,0-5,5) dos indivíduos e 1,8 % (IC95% 1,7-2,0) reportou grau de dificuldade intensa ou muito intensa para se alimentar por causa de problemas com seus dentes ou dentadura. Quanto maior a perda dentária, pior a autopercepção da saúde bucal e maior o impacto referido na alimentação.
Apesar da melhora nos indicadores de perda dentária avaliados em relação ao inquérito anterior, não se observou diferença no impacto percebido pelos indivíduos. Iniquidades persistem nas condições de saúde bucal no Brasil.
(Apoio: FAPEAM  |  CAPES)
PN0766 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Associação entre aleitamento materno exclusivo e cárie em crianças suscetíveis
Sousa FS, Fernandes JKB, Prado IA, Alves CMC, Ribeiro CCC, Thomaz EBAF
Saúde Pública - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar associação entre o aleitamento materno exclusivo (AME) e a cárie da primeira infância em crianças nascidas pré-termo (NPT) e ou com restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Para isso, foi realizado um estudo de coorte prospectivo com crianças de 12 a 32 meses. As associações foram estimadas por risco relativo (RR) com intervalos de confiança a 95% (IC95%). As associações univariáveis e multivariáveis foram estimadas por análise de regressão de Poisson para o desfecho em forma de contagem. No grupo de crianças só com RCIU o AME foi fator de risco para cárie, considerando o desfecho contínuo (RR=1,36; IC=1,04-1,78); já no grupo de crianças com NPT e com RCIU, o AME foi risco para cárie, tanto para o desfecho dicotômico (RR=5,85; IC= 3,63-9,43) quanto para a cárie avaliada por contagem do número de faces cariadas (RR=5,85; IC=3,63-9,43).
Os resultados demonstram que em populações com maior risco à carie, o aleitamento materno exclusivo (deve ser orientado em conjunto com orientações de higiene bucal na tentativa de diminuir um possível risco à carie associado a esta prática.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2008/53593-0  |  CNPq  N° 47923/2011-7  |  FAPs - FAPEMA PRONEX  N° 00035/2008)
PN0767 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Perfil e inserção no mercado de trabalho dos egressos de Odontologia de uma Universidade do Sul do Brasil
Alves F, Barreiros HS, Oliveira LF, Fonseca-Filho PFO, Marques-Da-silva B, Kusma SZ, Gabardo MCL, Tomazinho FSF
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi traçar o perfil dos egressos do curso de Odontologia formados entre os anos de 2014 a 2018 em uma universidade de Curitiba/PR e a sua inserção no mercado de trabalho. Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, aplicado a 602 egressos por meio de um questionário eletrônico com informações sobre dados pessoais, perfil socioeconômico e demográficos, campo de atuação e formação acadêmica, além da sua percepção do mercado de trabalho e satisfação profissional e financeira foram avaliados também pontos positivos e negativos da instituição. A taxa de resposta foi de 18,77% (n=113). Após análise dos dados (Teste McNemar; nível de significância de 5%) observou-se que a maioria era do gênero feminino (79,6%), faixa etária entre 26 a 30 anos (50%), atuando no Paraná (88,6%). Noventa dos 113 correspondentes fizeram especialização, 18 (15,9%) mestrado e 7 (6,2%) doutorado, porém a análise estatística não relacionou a continuidade nos estudos com satisfação profissional/pessoal. Nota-se que quanto maior o tempo de formação, maior é o ganho médio mensal, consequentemente maior a satisfação financeira, onde egressos com ganhos mensais de 1.000,00 a 6.000,00 reais são parcialmente realizados, e profissionais com ganho maior que 6.000,00 reais são profissionalmente realizados. Os egressos classificaram o curso de Odontologia como bom (56,1%), ruim (26,3%) e ótimo (17,5%).
Conclui-se então que a maioria dos respondentes se sente parcialmente realizado profissionalmente e avalia a sua formação como adequada.
PN0768 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

COVID-19 e Odontologia: o processo formativo odontológico pré, trans e e pós-pandemia
Silva MI, Mitterhofer WJS, Netto BP, Bonato LL, Mauricio NV, Teixeira VCF, Oliveira V, Almeida LE
Graduação - CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAMINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em março de 2020 foi globalmente declarada a pandemia da COVID-19, que, dentre tantos embates, trouxe grandes desafios junto ao processo educacional. Assim, este estudo buscou analisar os possíveis atravessamentos da pandemia no processo formativo odontológico. Para tal, através de um ensaio teórico, foram estruturados três recortes temporais, pré, trans e pós-pandemia. Do primeiro, essencialmente cientificista, a formação odontológica legitimou o acesso dos complexos procedimentos odontológicos a um determinado grupo hegemônico, culminando em um modelo de saúde bucal elitista e excludente. Com a pandemia, os mesmos aerossóis que materializavam a produção de seus almejados produtos, passaram a ser o principal veículo de contaminação da doença. Entretanto, apesar de uma esperada autocrítica, a academia seguiu se apoiando no purismo de suas inacessíveis complexidades tecnológicas, acrescentando a seus procedimentos a inserção de ineficientes barreiras físicas de contenção do vírus. Quanto ao futuro, imersa às sequelas políticas e econômicas deste momento, acredita-se que a formação odontológica ainda se dedicará a refletir mais sobre outras habilidades, pautadas na plasticidade do (re)inventar e, principalmente, do contextualizar-se.
Por fim, do analisado, deposita-se que os períodos trans e pós-pandêmicos poderão ser agentes indutores na transformação de se pensar e, principalmente, de se praticar uma odontologia mais humanizada e, principalmente, direcionada às solutividades das reais aflições que assolam a saúde bucal das populações.
PN0770 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Impacto das condições bucais na qualidade de vida de adolescentes
Martins MH, Silva TCL, Cimões R, Sousa AM, Vajgel BCF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto das condições bucais na qualidade de vida de adolescentes escolares e os fatores socioeconômicos associados. A variável dependente foi a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), medida através do questionário OHIP-14. As variáveis independentes foram: as condições bucais - experiência de cárie, condição periodontal, trauma dental e má oclusão; e os indicadores socioeconômicos: idade, sexo, escolaridade materna, raça/cor e tempo da última consulta odontológica. Foram avaliados 1.010 adolescentes, entre 14 e 19 anos, de Camaragibe-PE, onde desses, 61,6% tinham até 16 anos, 51,2% eram do sexo feminino e 56,6% declararam renda familiar mensal de no máximo 2 salários mínimos, e 41,5% dos adolescentes foram a consulta odontológica ao menos uma vez nos últimos 6 meses. Quanto às condições bucais, a prevalência de cárie foi de 26,2%, doença periodontal de 45,8%, trauma dental 38% e má oclusão 29,7%. O impacto das condições bucais na qualidade de vida referiu-se, aproximadamente, em 34% da amostra e o desconforto psicológico foi a dimensão mais afetada 23,4%. A análise bivariada mostrou associação da QVRSB com o sexo (p<0,001), cárie (p=0,012), tempo da última consulta (p= 0,041), porém, apenas o sexo e a cárie tiveram associação na análise multivariada, evidenciando que, adolescentes do sexo feminino e experiência de cárie tinham maiores chances de possuir impacto na qualidade de vida.
Conclui-se que, a condição de saúde bucal pode afetar a qualidade de vida dos adolescentes e o sexo pode ser um fator de risco associado.
PN0771 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Impacto da pandemia da COVID-19 sobre a provisão de serviços odontológicos na Atenção Primária no estado do Paraná
Pacheco EC, Santos VM, Silva-Junior MF, Baldani MH
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar a provisão de serviços odontológicos na Atenção Primária à Saúde (APS) antes e durante a pandemia da COVID-19 no Paraná. De delineamento ecológico, o estudo analisou dados secundários disponibilizados no Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde, e incluiu os procedimentos ambulatoriais realizados nas Unidades Básicas de Saúde dos 399 municípios paranaenses nos meses janeiro a dezembro de 2019 e 2020. As taxas dos procedimentos foram padronizadas pela população dos municípios (x1000/habitantes) e as análises comparativas entre os anos foram realizadas pelo teste de Wilcoxon (p<0,05), por porte do município. As cidades de grande (n= 22), médio (n=56) e pequeno porte (n= 322) mostraram redução na taxa de procedimentos odontológicos na APS em 2020 (p<0,05), menores para selamento de cavidades, acesso à polpa dental e biópsias. As taxas de primeiras consultas odontológicas e procedimentos preventivos, individuais e coletivos, reduziram independente do porte populacional. Nos municípios de grande porte houve maior queda nas exodontias de dentes decíduos (-96,7%) e permanentes (-96,6%) (p<0,05). Nos médios e pequenos houve maior queda nos procedimentos preventivos (p<0,001) e nas restaurações em dentes permanentes (-77,4% e -76,3%, respectivamente) (p<0,001).
Houve redução na produção de procedimentos odontológicos ambulatoriais da APS durante a pandemia da COVID-19 nos municípios paranaenses, independente do porte municipal, com queda na realização de procedimentos preventivos e curativos.
(Apoio: CAPES)
PN0772 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Percepção da gestão de saúde bucal sobre o processo trabalho na Estratégia Saúde da Família com a Covid-19
Firmeza LMD, Freire-Júnior JLM, Silveira GM, Xavier LRM, Silva RADA, Almeida MEL, Teixeira AKM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a percepção dos gestores de saúde bucal do município de Fortaleza sobre o processo de trabalho do serviço de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF) durante a pandemia de COVID-19. Foi realizada uma pesquisa qualitativa com os sete coordenadores de saúde bucal de Fortaleza, os quais foram entrevistados por meio de um roteiro semiestruturado e as entrevistas foram gravadas e transcritas. A análise dos dados foi feita a partir de categorias analíticas, identificando-se os temas mais recorrentes nas falas dos entrevistados. Para auxiliar a análise dos dados foi utilizado o software Nvivo. Os gestores de saúde bucal de Fortaleza relataram mudanças no processo de trabalho pós COVID-19 e destacaram como principais desafios o medo e a ansiedade das equipes de saúde bucal (ESBs), a dificuldade inicial de aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o fato de lidar com uma situação desconhecida. Foi relatada atuação das ESBs em ações destinadas à COVID-19, como na realização de Swab e teste rápido, organização do fluxo do serviço, monitoramento de síndrome gripal, notificação e participação na campanha de vacinação. Além disso, os gestores apontaram comprometimento dos atributos acesso, integralidade, longitudinalidade e coordenação do cuidado em saúde em decorrência do contexto pandêmico.
Conclui-se que diante do contexto da COVID-19, os gestores relataram uma boa colaboração das ESBs diante das mudanças no serviço, perceberam o aspecto emocional como um grande desafio e que o cuidado em saúde bucal na ESF foi prejudicado.
PN0773 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 21

Prevalência e preditores do uso de mamadeira nos primeiros seis meses de vida do bebê: estudo de coorte
Melo LSA, Silva LF, Valsecki Junior A, Rosell FL, Silva SRC, Zuanon ACC, Tagliaferro EPS
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo de coorte foi investigar a prevalência do uso de mamadeira por bebês nos seis primeiros meses de vida bem como os preditores associados. Mulheres no terceiro trimestre de gestação, atendidas em uma maternidade pública de direito privado em uma cidade do interior paulista, preencheram um questionário sobre a intenção de ofertar mamadeira, informações da gestação e aleitamento materno e características sociodemográficas. Após o parto, 467 mães foram entrevistadas por ligações telefônicas ao longo dos seis meses de vida do bebê sobre o uso de mamadeira, características do parto, do recém-nascido, do aleitamento materno e informações sobre retorno ao trabalho. Foram realizadas análises descritivas dos dados e análises de associação por meio de modelos de regressão logística com nível de significância de 5%, tendo como desfecho o uso de mamadeira. A prevalência do uso de mamadeira no período foi de 52,5% e esteve significativamente associada ao retorno da mãe ao trabalho (OR=2,48; IC95%=1,54-3,97; p=0,0002), peso do bebê ao nascer ≤3,28 kg (OR=1,58; IC95%=1,07-2,33; p=0,0207), intenção de ofertar mamadeira relatada antes do parto (OR=2,51; IC95%=1,56-4,04; p=0,0002).
Conclui-se que a maioria dos bebês usaram mamadeira nos seis primeiros meses de vida, especialmente aqueles cujas mães relataram retorno ao trabalho no período ou que mostraram intenção de ofertar o dispositivo ao final da gestação.
(Apoio: CAPES  N° 88887.483943/2020-00)
PN0774 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 21

Associação entre mitos sobre saúde bucal e a ocorrência de cárie em gestantes
Campos MLR, Azevedo TCS, Martins RFM, Costa EM, Azevedo JAP, Alves CMC, Thomaz EBAF
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar a associação entre os mitos sobre saúde bucal na gestação (MSBG) e a ocorrência de cárie dentária em gestantes. Trata-se de um estudo transversal aninhado a uma coorte prospectiva, que envolveu uma amostra de conveniência de 202 gestantes recrutadas no momento das consultas pré-natais na maternidade de um Hospital Universitário. Informações sobre MSBG foram coletadas em entrevistas, utilizando questionário estruturado previamente testado. A prevalência de cárie foi avaliada por exame clínico, utilizando o ICDAS II. Comparações entre o número de dentes cariados nas gestantes segundo MSBG foram efetuadas pelo teste Mann-Whitney (alpha=5%). A idade média das gestantes foi de 25,6 (±6,0) anos, variando de 13 a 44 anos. A média de dentes cariados foi de 5,9 (±4,0), com mediana igual a 4,0 (±5,0). Muitas gestantes acreditavam ser normal desenvolver cárie (47,7%) e gengivite (17%) neste período; e quanto mais filhos, mais cárie (25,8%) e doença periodontal - DP (25,4%) teriam. 21,1% acreditavam que gestantes não poderiam receber tratamentos odontológicos, especialmente procedimentos com anestesia dentária (75,6%), extração dentária (78,8%) e até mesmo fluorterapia (7%). O número de dentes cariados foi semelhante entre gestantes, independentemente dos MSBG.
Conclui-se que as gestantes não tinham um conhecimento adequado sobre a saúde bucal e cuidados odontológicos durante a gravidez. No entanto, tais crenças não foram fatores determinantes para a ocorrência de cárie na gestação.
(Apoio: CNPq  |  FAPEMA)
PN0776 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 21

Mudanças no consumo de tabaco durante a pandemia de covid-19: uma pesquisa nacional no Brasil
Leonel ACLS, Souza MLM, Ribeiro ILA, Martelli Júnior H, Kaminagakura E, Pontual MLA, Bonan PRF, Perez DEC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da COVID-19 na taxa de iniciação e cessação do tabagismo na população brasileira. Foi realizado um estudo transversal por meio de um questionário online que abordou questões demográficas e relacionadas ao tabagismo, bem como fatores que poderiam influenciar esse comportamento. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. No total, 1.515 brasileiros adultos participaram do estudo, destes 1120 (73,9%) eram do sexo feminino, com média de idade de 31,8 anos. Antes da pandemia, 1371 (90,5) se declararam não-fumantes e 144 eram fumantes (9,5%). Durante a pandemia, de 144 fumantes, 43 (29,8%) relataram ter abandonado o tabagismo. Ao contrário, de 1371 não-fumantes, 10 (0,7%) adquiriram o hábito durante a pandemia. Avaliando apenas fumantes atuais antes da pandemia, 12 (11,9%) relataram fumar acima de 10 cigarros/dia e 52 (51,5%) entre 1 e 10 cigarros/dia. Durante a pandemia, 30 (29,7%) pessoas relataram fumar acima de 10 cigarros e 36 (35,6%) entre 1 e 10 cigarros/dia (p <0,001). Aposentados (p=0,002) e pessoas que se alimentavam de uma dieta saudável (p=0,003) apresentavam maiores chances de parar de fumar durante a pandemia. Mulheres (p<0,001) e pessoas que estavam até 2kg acima do seu peso normal (p=0,004) apresentaram menos chances de parar de fumar durante a pandemia.
Os achados do presente estudo apontam para mudanças no comportamento da população brasileira em relação ao tabagismo durante a pandemia. Essas mudanças poderão ter impacto na prevalência de doenças bucais causadas pelo tabaco.