Avaliação de sinais e sintomas de Disfunção Temporomandibular (DTM) e limiar de dor em crianças com e sem bruxismo: um estudo transversal
Conte AL, Silva CAL, Costa ICO, Braga MM, Lira AO
Curso de Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar sinais e sintomas de DTM e limiar de dor orofacial entre crianças e adolescentes com e sem bruxismo do sono. A amostra foi composta por 42 indivíduos de ambos os sexos, de 8 a 15 anos, divididos em: grupo estudo (GE), de 21 indivíduos com diagnóstico de bruxismo de sono e grupo controle (GC), de 21 sujeitos sem bruxismo do sono, pareados por sexo e idade. Os grupos foram submetidos às avaliações de sinais e sintomas de DTM pelo Diagnostic Criteria of Temporomandibular Disorders (DC/TMD) e de limiar de dor com algômetro de pressão. Posteriormente, responderam mediante Escala Visual Analógica (EVA) o nível da dor que sentiram nas avaliações. Para análise dos desfechos foram utilizados os testes T de Student, Mann-Whitney e Qui-quadrado (p<0,05 - 95%). Não houve diferença entre GE e GC em relação aos parâmetros avaliados. Apenas 6 (14%) participantes apresentaram ruído articular (p=0,378), enquanto 23 (53,5%) referiram cefaleia (p=0,352). Não houve associação entre os desfechos com idade, gênero e lado avaliado (p>0,05). O escore médio de dor em crianças do GE foi 2,14 ± 1,96, do GC foi de 2,52 ± 1,50 e não foi encontrada diferença entre os grupos (p=0,483). Também não houve diferença em relação aos limiares de dor à taxa média de pressão (p<0,05). Porém, houve diferença entre as áreas avaliadas, onde os valores de Kpa foram maiores para o músculo temporal quando comparado ao masseter (IRR=1,08; IC=1,00-1,16). Não houve diferença na frequência de sinais e sintomas de DTM, nem no limiar de dor orofacial, entre as crianças com e sem bruxismo do sono. (Apoio: CAPES N° 177056)PN1161 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Efeito de verniz fluoretado suplementado com nanopartículas de trimetafosfato de sódio sobre a erosão dentinária in vitro
Martins TP, Delbem ACB, Silva IF, Capalbo LC, Paiva MF, Cunha RF, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o efeito de vernizes fluoretados suplementados com nanopartículas de Trimetafosfato de Sódio (TMP) sobre o desgaste erosivo em dentina in vitro. Blocos de dentina radicular bovina (n=50) foram selecionados por microdureza de superfície e divididos aleatoriamente em 5 grupos (n=10/grupo), de acordo com os vernizes a serem testados: Placebo (sem flúor ou TMP - controle negativo), 5% NaF (controle positivo), 5%NaF + 5% TMP micropartículado (5%micro), 5% NaF + 2,5% TMP nanopartículado (2,5%nano) e 5% NaF + 5% TMP nanopartículado (5%nano). Os vernizes foram aplicados uma única vez sobre os blocos, os quais foram imersos em saliva artificial por 6 h. Em seguida, os vernizes foram removidos e os blocos, submetidos a desafios erosivos diários (imersão em ácido cítrico 0,05 M, pH 3,2, 90 s, 4x/dia), durante 5 dias. Posteriormente, o desgaste erosivo da dentina foi determinado por perfilometria. Os dados foram submetidos à análise de variância a um critério, seguida pelo teste de Fisher LSD (p<0,05). Diferenças significativas foram observadas entre todos os vernizes testados, com exceção dos grupos 5%micro e 2,5%nano. O verniz 5%nano promoveu o mais alto efeito protetor sobre o desgaste erosivo, seguido pelos grupos 5%micro, 2,5%nano, 5% NaF e Placebo. Conclui-se que a adição de TMP a vernizes fluoretados melhorou significativamente a proteção contra o processo de erosão dentinária in vitro. O uso de TMP 5% em escala nanométrica aumentou ainda mais este efeito. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2019/02354-0 | CNPq N° 120124/2020-3)PN1162 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Resistência adesiva de acessórios ortodônticos após desproteinização do esmalte dental: ensaio clínico randomizado split-mouth
Borba DBM, Peloso RM, Cotrin P, Gobbi RC, Oliveira RCG, Valarelli FP, Freitas KMS
Mestrado - ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse ensaio clínico teve como objetivo avaliar a influência da desproteinização do esmalte dental com hipoclorito de sódio nas descolagens de acessórios ortodônticos usando dois tipos de adesivos ortodônticos. A amostra foi composta por 39 pacientes, divididos de maneira randomizada em dois grupos de acordo com o adesivo utilizado. Grupo Transbond XT: 20 indivíduos, 9 homens e 11 mulheres, idade média 20,77 anos (d.p.=6,44). Grupo Orthocem: 19 indivíduos, 9 homens e 10 mulheres, idade média: 23,14 anos (d.p.=7,98). O estudo foi do tipo Split-mouth, em uma hemi-arcada usou-se o hipoclorito de sódio a 5% e a outra serviu como controle, sem aplicação do hipoclorito. A colagem dos acessórios ortodônticos foi realizada de acordo com o preconizado por cada fabricante. A descolagem dos acessórios foi acompanhada por 6 meses. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste t independente e ANOVA a um e dois critérios de seleção. Observou-se que a aplicação do hipoclorito de sódio previamente à colagem não influenciou significantemente as descolagens dos acessórios ortodônticos (p=0,867). O sistema adesivo, associado ou não ao hipoclorito de sódio, não influenciou as descolagens dos acessórios (p=0,929). Ao final da pesquisa, concluiu-se que a desproteinização do esmalte com hipoclorito de sódio a 5% não diminuiu significantemente o número de descolagens de acessórios ortodônticos. Os dois adesivos utilizados apresentaram resultados clínicos semelhantes entre si, com ou sem a aplicação de hipoclorito de sódio durante os 6 primeiros meses de tratamento.PN1163 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Influência dos aspectos dentários e faciais da má oclusão na autoestima de adolescentes
Andrade SLG, Dallé H, Vedovello SAS, Meneghim MC, Menezes CC, Degan VV
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou avaliar a influência dos aspectos dentários e faciais da má oclusão na autoestima de adolescentes. Estudo transversal com 332 adolescentes (média de idade de 12,4 ± 1,2 anos) foi realizado e os aspectos dentários da má oclusão foram aferidos pelo Componente de saúde dental do Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (IOTN-DHC) e o perfil facial dos voluntários foi analisado através de fotografias. Os dados referentes às variáveis psicossociais foram obtidos pelo Componente estético do IOTN e autopercepção OASIS; a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVSB) através do índice Oral Health Impact Profile - OHIP -14 e a autoestima pelo questionário GSE - Global Negative Self-Evaluation. As associações foram analisadas por modelo de regressão múltipla e estimados os odds ratios, assim como por meio de modelos de regressão de Poisson (p<0,05) com os respectivos intervalos de confiança de 95%. Adolescentes com alta preocupação estética apresentaram 2,94 vezes mais chance de ter baixa autoestima. Aqueles com maior impacto nos domínios incapacidade e deficiência social do OHIP-14 apresentaram 2,42 (IC95%: 1,41-4,15) e 1,98 (IC95%: 1,15-3,39) vezes mais chance, respectivamente, de ter baixa autoestima (p<0,05). A má oclusão e o perfil facial não apresentaram impacto negativo na autoestima, contudo, a preocupação estética desta condição e alguns aspectos de baixa QVSB influenciam negativamente a autoestima.PN1164 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Época ideal de tratamento da maloclusão de Classe II esquelética e sua importância no Sistema Único de Saúde
Araújo KC, Arcas MF, Costa MC, Cruz CV
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Odontopediatra acompanha o desenvolvimento da oclusão dentária no período de maior ocorrência de oclusopatias. A maloclusão ocupa a terceira posição em uma escala de prioridades entre os problemas Odontológicos de saúde pública no Brasil e no mundo, devido a sua alta prevalência. Apesar disso, sua abordagem precoce ainda não é definida nas políticas públicas de saúde. Desta forma, este trabalho tem por objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura sobre a época ideal de tratamento da maloclusão de Classe II esquelética e a sua importância no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Para tanto, foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Bireme, Periódicos Capes, Google scholar e também foi realizada uma busca manual nas referências dos artigos selecionados. A estratégia de busca foi adequada de acordo com os critérios de cada base de dados, associada aos caracteres boleanos "AND" ou "OR". Foram avaliados 91 registros para leitura de título e resumo e selecionadas 79 referências para leitura na íntegra. Conclui-se que a dentição mista precoce foi indicada como período ideal para iniciar a abordagem ortopédica no protocolo precoce de avanço mandibular na maloclusão de Casse II esquelética. O período da dentição mista tardia ou da dentição permanente também são opções a serem consideradas, no protocolo de tratamento tardio. O SUS não abrange o tratamento de maloclusões esqueléticas e há insuficiente capacidade de cobertura, além de uma necessidade de maior captação dos cirurgiões-dentistas no serviço-público.PN1165 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Avaliação das alterações do posicionamento dos pré-molares inferiores após tratamento ortodôntico: acompanhamento de 5 anos
Silva DKC, Pereira ALP, Freitas KMS, Gurgel JA, Cotrin P, Santos CMPM, Campelo RC, Pinzan-Vercelino CRM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre pacientes que permaneceram com a contenção fixa inferior e os que removeram a mesma durante a fase de crescimento tardio. A amostra foi constituída pelos modelos de estudo iniciais (T1), finais (T2) e de 5 anos de acompanhamento (T3) de 53 indivíduos com má oclusão de Classe I tratados ortodonticamente sem extrações dentárias que finalizaram o tratamento ortodôntico durante a adolescência. A amostra foi dividida em dois grupos: G1 - com uso da contenção fixa inferior em T3 (n=29) e G2 - sem contenção em T3 (n=24). Foram avaliados o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores, o índice PAR, o índice de irregularidade de Little, o comprimento do arco e as distâncias intercaninos, interpremolares e intermolares. As alterações no posicionamento dos primeiros pré-molares foram similares entre os grupos. Houve diferença estatisticamente significante entre T2 e T3 para os índices PAR e de irregularidade de Little, verificando-se a ocorrência de maiores alterações para o grupo 2. As distâncias interprimeiros pré-molares e intermolares e o comprimento do arco também apresentaram alterações entre T2 e T3, observando-se uma diminuição estatisticamente significante destas medidas para o grupo 2. Apesar de ocorrerem maiores alterações gerais para o grupo 2, não houve diferença estatisticamente significante no posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre os pacientes que permaneceram ou não com a contenção fixa inferior na fase de crescimento tardio.PN1166 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Comparação da ansiedade odontológica entre pré-escolares tratados com o Diamino Fluoreto de Prata e submetidos ao TRA
Rodrigues GF, Vollú AL, Costa TC, Barja-Fidalgo F, Fonseca-Gonçalves A
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Comparou-se a ansiedade de pré-escolares antes e após o tratamento com diamino fluoreto de Prata (DFP) e o tratamento restaurador atraumático (TRA); e investigou-se a influência do comportamento, sexo, idade, ceod, experiência odontológica prévia e histórico de dor de dente na ansiedade odontológica (AO). Crianças (n=93;3,91±0,78 anos) com lesão de cárie em dentina em molares decíduos foram alocadas nos grupos TRA (n=47) e DFP (n=46). Para avaliação da AO utilizou-se uma Escala de Imagens Faciais, sendo as possíveis respostas: não ansiosas, indiferentes e ansiosas. Com a Escala Comportamental de Frankl avaliou-se o comportamento: colaborador (++/+) ou não colaborador (--/-). Aplicaram-se os testes X2 e Fisher para associação entre AO e comportamento. Com um modelo de regressão logística investigou-se a influência das variáveis independentes na mudança da ansiedade (positiva, negativa ou nenhuma mudança). Da amostra (ceod=6,32±3,63), 54,8% eram meninos e a maioria já havia passado por consulta odontológica (62,4%) e sentido dor de dente (61,3%). Não houve diferença entre a AO antes do tratamento com DFP e TRA e o comportamento (p>0,05). Ao comparar a ansiedade antes e depois, não foi observada diferença (p>0,05) e, em geral, nenhuma mudança foi encontrada (p=0,583), considerando ambos os grupos. O sexo, ceod, idade, experiência odontológica e histórico de dor não tiveram influência na mudança da AO (p>0,05). Não houve diferença entre os grupos DFP e TRA na ansiedade antes e após os tratamentos e as variáveis estudadas não influenciaram a mudança na ansiedade. (Apoio: CAPES N° DS 001 | E-26/202.766/2019 N° FAPERJ)PN1167 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Alfabetismo em Saúde Bucal de pais/responsáveis, percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos: um estudo representativo
Martins LP, Bittencourt JM, Pordeus IA, Bendo CB, Paiva SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a associação entre alfabetismo em saúde bucal (ASB) dos pais com percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos. Foi realizado um estudo transversal de base populacional com 449 pares de pais/responsáveis e pré-escolares (4-6 anos), de Ribeirão das Neves, Brasil. Os pais responderam a versão brasileira do questionário Hong Kong Oral Health Literacy Assessment Task for Paediatric Dentistry (BOHLAT-P) para mensurar ASB, um questionário socioeconômico e questões sobre percepção da saúde bucal. Os dados foram analisados através de Regressão Logística Binária Multivariada (p<0,05). Em relação aos dados de percepção, 49,1% relataram que o bem-estar geral de seus filhos é afetado pelas condições bucais e 42,0% perceberam a sua própria saúde bucal como 'ruim'. A análise bivariada demonstrou uma associação entre baixo ASB com autopercepção dos pais quanto a sua saúde bucal (p=0,016), percepção dos pais quanto a influência da condição bucal no bem estar geral do filho (p=0,004), renda familiar (p<0,001) e escolaridade materna (p<0,001). O modelo multivariado demonstrou que pais que relataram uma influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos apresentaram mais chances de terem baixo ASB comparado aos pais que não relataram influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos (OR= 1,64; 95% IC: 1,09-2,47). Conclui-se que o nível de ASB dos pais é influenciado diretamente pela percepção dos pais quanto as repercussões das condições de saúde bucal no bem-estar dos filhos bem como na avaliação da sua própria saúde bucal. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPEMIG)PN1168 - Painel Aspirante
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4 - Ortodontia
Aplicação dos critérios de avaliação do board brasileiro de ortodontia e ortopedia facial (BBO) em casos tratados na PUCRS
Behs BS, Rizzatto SMD, Menezes LM, Lima EMS
Ortodontia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os objetivos deste estudo retrospectivo foram avaliar o percentual de casos tratados ortodonticamente na Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (ECSV-PUCRS) que são compatíveis com os critérios mínimos do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO), comparar a finalização dos casos entre as diferentes maloclusão, verificar se há relação entre a complexidade do caso e a qualidade da finalização e quais são as maiores dificuldades de finalização. A amostra foi constituída por 70 casos tratados na ECSV-PUCRS com documentação ortodôntica completa e foi dividida conforme o tipo de maloclusão, sendo que 18 casos eram de Classe I, 44 de Classe II e 08 de Classe III. Foi aplicado o Índice de Grau de Complexidade (IGC) nas documentações iniciais para averiguar a complexidade de cada caso e o Sistema Objetivo de Avaliação (SOA) nas documentações finais para calcular quantos pontos este caso perderia na avaliação do BBO e quais quesitos que mais descontaram pontos. 58,6% (41 casos) apresentaram o critério mínimo do BBO (até 30 pontos descontados no SOA) 41,4% (29 casos) não apresentaram esse critério (descontando mais de 30 pontos no SOA). Não houve associação significativa (p=0,23) entre o tipo de maloclusão e a pontuação do SOA. O nível de complexidade (IGC) dos casos de Classe I, foi menor que dos casos de Classe II, que foi menor que dos casos de Classe III. Entre o IGC e o SOA houve correlação direta (p=0,04 e r=0,25). (Apoio: CAPES N° 01)PN1170 - Painel Aspirante
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4 - Odontopediatria
Avaliação do conhecimento dos pais sobre trauma dentário durante a pandemia: estudo piloto
Fonseca JDS, Moraes PR, Caetano N, Tanaka MH
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar o conhecimento dos pais e /ou responsáveis por crianças e adolescentes sobre os primeiros-socorros durante e após o trauma dentário, principalmente durante a pandemia. Este estudo foi realizado por meio de um questionário on-line aos pais ou responsáveis de 89 participantes, relacionadas ao traumatismo dental. Os resultados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (α=0,05). A idade entre os 4 aos 7 anos de idade foram 31% dos entrevistados, sem diferença estatística entre os outros grupos e 75,28% relatam que já ocorreu algum acidente/queda, durante o momento de brincadeira. Dos entrevistados, 65,67% relataram a fratura de pelo menos um elemento dental (dentes anteriores, 34,33%) e o amolecimento do elemento dental traumatizado ocorreu em 39,13% dos casos. Dos dentes traumatizados, 52,81% eram decíduos e 4,49% eram permanentes. No momento do trauma, 74% dos entrevistados indicaram nunca ter recebido informação sobre trauma dentário. A consulta de urgência com um cirurgião-dentista foi realizada por apenas 34,33%. O fragmento dentário foi recolhido e levado ao atendimento por apenas 29,55% dos entrevistados. Após o trauma dentário, o medo de escovar os dentes da criança foi relatada por 38,20% dos responsáveis. A maioria dos entrevistados (70,29%) relatou utilizar o creme dental com flúor. Conclui-se os pais e/ou responsáveis ainda possuem dúvidas sobre o que fazer quando ocorre o trauma dentário e sobre o que fazer no pós-atendimento, sendo necessário uma orientação mais clara aos pais e/ou responsáveis sobre este tema.