Efeito da temperatura nas propriedades químicas de cimentos à base de silicato tricálcio
Antunes TBM, Gomes BPFA, Almeida JFA, Soares AJ, Zaia AA, Ferraz CCR, Abuna GF, Marciano MA
Odontologia Restauradora - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar qualitativamente a influência do aquecimento nas propriedades químicas de cimentos à base de silicato tricálcio. Os produtos da reação dos cimentos em contato com pó de dentina, simulando a interface de obturação, também foram avaliados. Os cimentos de silicato tricálcio testados foram: EndoSequence BC Sealer HiFlow, BioRoot RCS e Bio-C Sealer. O cimento AH Plus, à base de resina epóxi, foi testado como controle. As modificações químicas relacionadas ao aumento de temperatura (25 a 220ºC) foram investigadas por espectroscopia Raman, com um estágio progressivo de aquecimento. Os produtos da reação dos cimentos após aquecimento a 37 e 100ºC, em contato ou não com pó de dentina, foram avaliados por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). O aquecimento progressivo (25ºC a 220ºC) não modificou as características espectrais Raman de todos os cimentos testados. A análise por FTIR detectou a banda de absorção de água O-H a 3400 cm-1 para os cimentos a base de silicato tricálcico, que foi evidente uma redução ou supressão após o aquecimento para os cimentos Bio-C Sealer e Endosequence HiFlow, indicando desidratação. Não foram encontradas alterações químicas significativas para o AH Plus. Os espectros de FTIR dos cimentos misturados com pó de dentina aquecidos a 37 e 100 ºC não revelaram alterações químicas. A variação de temperatura não alterou quimicamente todos os cimentos testados, em contato ou não com a dentina. Os resultados sugerem a viabilidade do uso desses cimentos em técnicas de obturação termoplástica. (Apoio: CAPES N° 001)PN1201 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Influência do tabagismo no desenvolvimento da periodontite apical: análise em microCT
Vasques AMV, Silva ACR, Cury MTS, Bueno CRE, Machado NES, Duarte MAH, Cintra LTA, Dezan-Junior E
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O tabagismo tem impactos prejudiciais à saúde oral e sistêmica, sendo assim este trabalho investigou a influência do tabagismo no desenvolvimento da periodontite apical. Foram utilizados 24 ratos machos Wistar, divididos em 4 grupos experimentais: Controle (sem exposição a fumaça dos cigarros e sem a indução da periodontite apical), AP (ratos com periodontite apical), S (ratos expostos a fumaça dos cigarros e SAP (ratos expostos a fumaça dos cigarros e com periodontite apical). Os animais dos grupos S e SAP foram expostos a fumaça dos cigarros, através de uma câmara de tabagismo, 3 vezes ao dia, por 50 dias. Após 20 dias de exposição ao tabaco, os animais dos grupos AP e SAP tiveram as polpas dos primeiros molares inferiores direitos abertas e expostas ao meio bucal, por 30 dias, para indução da periodontite apical. Após o período experimental, os animais foram eutanasiados e as mandíbulas removidas e escaneadas no microtomógrafo (Bruker Skyscan1174 system, Aartselaar, Kontich, Belgium). A região de interesse (ROI) incluiu o espaço vazio de destruição perirradicular e/ou espaço do ligamento periodontal como uma medida do volume da lesão periapical (mm3). A razão volume de tecido (TV), volume ósseo alveolar (BV) foi medida usando o software CTan (Skyscan, Aartselaar, Bélgica). O grupo SAP apresentou um volume maior de reabsorção óssea quando comparado ao grupo AP (p<0,001). O efeito nocivo do tabaco potencializou os defeitos ósseos causados pela periodontite apical. (Apoio: CAPES N° 88882.435558/2019-01)PN1205 - Painel Aspirante
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2 - Terapia endodôntica
Avaliação da adaptação e da resistência de união de pinos de fibra de vidro compostos por finas hastes em canais radiculares achatados
Brazão EH, Barbosa AFS, Adolpho-Oliveira B, Silva-Sousa AC, Leoni GB, Silva SRC, Rached-Junior FJA, Silva-Sousa YTC
Odontologia - UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar adaptação e resistência de união (RU) de pinos de fibra de vidro compostos por finas hastes em raízes achatamento. Raízes distais de molares inferiores foram distribuídas em 2 grupos de acordo com o achatamento (n=30): canais ovais e canais ovais longos. Após preparo biomecânico e obturação, os canais foram desobturados, escaneados em microCT e redistribuídos em 3 subgrupos de acordo com o tipo de pino utilizado (n=10): DC- pino de fibra de vidro convencional (Rebilda Post, Voco, Alemanha); GT- pino composto por finas hastes (Rebilda Post GT, Voco); DC+GT- associação dos dois tipos de pinos. Após cimentação dos pinos com sistema adesivo universal e cimento resinoso dual, as raízes foram escaneadas para avaliação da adaptação dos pinos ao canal radicular e, posteriormente, seccionadas em slices de 2mm para o teste de push out. ANOVA e Tukey evidenciaram diferença significante para o tipo de pino (p<0,05), sendo que o DC apresentou maiores valores de RU seguido do DC+GT e do GT, independente do grau de achatamento, sem diferença significante (p>0,05) para os terços. A análise qualitativa por microCT evidenciou que a associação DC+GT resultou em melhor adaptação do material restaurador na área do canal, com menor inserção de bolhas, tanto nos canais ovais como nos ovais longos. Concluiu-se que o pino convencional apresentou maior resistência de união à dentina, entretanto, a associação do pino compostos por finas hastes com o pino convencional proporcionou bom preenchimento e adaptação do material restaurador às paredes do canal. (Apoio: CAPES N° 33032017004P0 | FAPs - FAPESP N° 2018/12694-0)PN1208 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Associação Entre Saúde Bucal, Funcionalidade e Qualidade de Vida Após Acidente Vascular Cerebral: Resultados Preliminares
Franco AM, Leão TSS, Ramos RSD, Marrone LCP, Deon PH, Mestriner RG, Gomes MS
Odontologia - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve o objetivo de avaliar a associação entre saúde bucal, funcionalidade e qualidade de vida após a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), testando a hipótese de que parâmetros de saúde bucal desfavoráveis estão associados de modo independente com um maior déficit funcional e pior qualidade de vida pós-AVC. Foram incluídos 49 pacientes com histórico recente de AVC. As variáveis de exposição bucais foram coletadas a partir de angiotomografia, sendo avaliada a presença de perda óssea periodontal (PO), periodontite apical (PA), perda dentária (PD) e carga inflamatória bucal (CIB), esta obtida pela conjunção de PO e PA. Os desfechos funcionalidade e qualidade de vida foram obtidos através dos questionários de Frenchay (FR) e da escala de auto eficácia após AVC (SSEQ-B). Modelos de regressão de Poisson com variação robusta estimaram a associação entre parâmetros bucais e os desfechos, através do cálculo da razão de prevalência (RP) e intervalos de confiança (IC), ajustando para variáveis sociodemográficas (idade, sexo) e médicas (hipertensão, diabetes, IMC, dislipidemia, fumo), com α=5%. A idade média dos participantes foi de 60,7±13,1 anos, com 55,1% de homens. Houve associação significativa entre PO (RP=1,66 IC95%=1,02-2,70), CIB (RP=2,14 IC95%=1,11-4,11) e FR, bem como entre CIB (RP=3,06 IC95%=1,06-8,83) e SSEQ-B. Os resultados preliminares sugerem que a hipótese testada foi confirmada, havendo uma associação entre a carga de parâmetros endodônticos e periodontais (CIB) e maior déficit funcional e pior qualidade de vida pós-AVC. (Apoio: CNPq)PN1212 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Avaliação longitudinal de 17 anos das condições periodontais de pilares de próteses parciais fixas
Freitas NR, Cambiaghi L, Guerrini LB, Job PHH, Cota RME, Costa MSC, Costa SMS, Almeida ALPF
Prótese e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar longitudinalmente a condição periodontal de pilares de próteses parciais fixas (PPFs) sobre dentes e implantes. Foram avaliados os seguintes parâmetros clínicos periodontais: profundidade de sondagem (PS), nível de inserção clínica (NIC), índice de sangramento (IS) e índice de placa (IP) de dentes/implantes pilares anteriores (a) e posteriores (p) de 8 pacientes, em dois tempos, no estágio inicial da reabilitação (T1) e o estado atual (T2 - 17 anos após a instalação da prótese). Foram avaliados 105 pilares de 8 pacientes (4 homens e 4 mulheres). Os parâmetros clínicos avaliados não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p>0,05), entre os tempos T1 (PSa 2,7 mm/PSp 3,1 mm; NICa 3,3 mm/ NICp 3,6 mm; ISa 0,5 / ISp 0,5; IPa 0,79/ IPp 0,62) e T2 (PSa 2,8mm/ PSp 3,5 mm; NICa 4,2 mm/ NICp 4,0 mm; ISa 0,63 / ISp 0,66; IPa 0,69/ IPp 0,84). Dentro dos limites desse estudo, os autores concluíram que não houve alteração na condição periodontal dos pilares das próteses fixas após 17 anos. (Apoio: CAPES)PN1214 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Regulação da expressão gênica de GHS-R1a e adiponectina após estímulo bacteriano e mecânico em células e tecidos periodontais
Marcantonio CC, Nogueira AVB, de Molon RS, Pinheiro IJ, Cirelli T, Nokhbehsaim M, Deschner J, Cirelli JA
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar in vivo e in vitro a regulação da expressão gênica (EG) de adiponectina (adipo) e receptor de grelina (GHS-R1a) em células e tecidos periodontais após estímulo bacteriano e mecânico. Para isso foram utilizados 48 ratos divididos em 4 grupos: C - controle, DP - doença periodontal, M - movimento ortodôntico e DPM - DP + M. A DP foi induzida 5 dias antes do início do M e os períodos de sacrifício foram de 3, 7 e 15 dias após M. Hemimaxilas foram coletadas para análise histológica de perda óssea alveolar (POA) na região de furca dos 1os molares superiores e para remoção de tecido gengival. Para o estudo in vitro células do ligamento periodontal humano (hPDL) foram tratadas por 1 e 2 dias: controle - sem nenhum estímulo, F.n. - Fusobacterium nucleatum, STSH - força mecânica tensional alta e F.n. + STSH. EG de GHS-R1a e adipo foram avaliadas nos tecidos gengivais dos animais e nas células hPDL por qPCR. No estudo in vivo, o grupo DPM apresentou maior POA comparado ao grupo DP nos períodos de 7 e 15 dias e aos grupos M e C em todos os períodos. DPM apresentou aumento na EG de GHS-R1a após 3 e 7 dias. P, M e DPM apresentaram redução na EG de adipo após 3 e 15 dias e DP teve redução após 7 dias. No estudo in vitro, houve aumento na EG de GHS-R1a e redução na EG de adipo no grupo F.n. + STSH em todos os períodos. Os resultados demonstraram que a combinação dos estímulos bacterianos e mecânicos levou a um aumento significante na POA em ratos e alterou o perfil inflamatório de células e tecidos periodontais com o aumento de GHS-R1a (ação pró-inflamatória) e redução de adipo (ação anti-inflamatória). (Apoio: CAPES N° 88887.370721/2019-00 | German Academic Exchange Service, DAAD N° 57391253 | CAPES N° 88887.370725/2019-00)PN1221 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Diagnóstico periodontal, autorrelato da condição periodontal, qualidade de vida e coping em pacientes com doenças crônicas sistêmicas
Lopez LZ, Taques-Neto L, Pochapski MT, Dalmolin AC, Huller D, Santos FA
Pos Graduação - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As doenças crônicas sistêmicas e a doença periodontal podem catalogar-se como fatores estressores, afetar a saúde geral e impactar na qualidade de vida. Estratégias de enfrentamento adequadas (Coping) perante fatores estressores e a autopercepção do paciente são essenciais na adesão ao tratamento odontológico. O objetivo deste trabalho foi analisar se a condição periodontal interfere na qualidade de vida geral e se coincide com o diagnóstico periodontal de pacientes com doenças crônicas sistêmicas. Foram triados 252 indivíduos em acompanhamento médico para doenças crônicas sistêmicas de um Hospital Universitário. Foram aplicados três instrumentos (Self-reported Periodontal Measure, SF-36 e Cope Breve) e exame clínico periodontal para a obtenção dos dados. Os resultados mostraram que a condição periodontal não interfere na qualidade de vida. O autorrelato da condição periodontal coincide com o diagnóstico clínico, porém indivíduos com pior condição periodontal, tiveram pior autopercepção da sua saúde bucal. Indivíduos com duas ou mais doenças crônicas sistêmicas têm melhor autopercepção da saúde bucal, porém pior autorrelato da condição periodontal. Indivíduos com melhor Coping tiveram pior autopercepção da saúde bucal. Concluímos que a condição periodontal não interfere na qualidade de vida geral em indivíduos com doenças crônicas sistêmicas. O autorrelato da condição periodontal coincide com o diagnóstico clínico. Indivíduos com duas o mais doenças crônicas sistêmicas têm boa autopercepção da saúde bucal. (Apoio: CAPES N° 1)PN1223 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Influência do ranelato de estrôncio na progressão e tratamento da periodontite experimental
Piovezan BR, Ervolino E, Gusman DJR, Araujo NJ, Alves BES, Furquim EMA, Matheus HR, Almeida JM
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo avaliou efeitos do ranelato de estrôncio (RE) na progressão e como coadjuvante sistêmico à raspagem e alisamento radicular (RAR) para o tratamento da periodontite experimental (PE). 80 ratos machos foram divididos em 4 grupos (n=20): PE-SS, indução da PE e administração sistêmica de solução salina fisiológica (SS); EP-RE, indução da PE e administração sistêmica de RE; PE-RAR/SS, indução da PE, RAR e administração sistêmica de SS; PE-RAR/RE, indução da PE, RAR e administração sistêmica de RE. A PE foi induzida por ligadura de fio de algodão ao redor do primeiro molar inferior esquerdo de cada animal. 7 dias após indução da PE, foi realizada RAR nos animais dos grupos PE-RAR/SS e PE/RAR/RE, e iniciou-se o protocolo de administração de SS ou RE via gavagem gástrica em todos os grupos. Animais foram eutanasiados aos 7 e 30 dais após início dos tratamentos sistêmicos. Análises histológica, histométrica de porcentagem de osso na furca (POF) e imunoistoquímica para detecção TRAP, OCN e CD45 foram realizadas. Análise estatística de dados (p≤0,05). PE-RAR/SS apresentou melhor estruturação do tecido conjuntivo e ósseo na furca que PE-RAR/RE. PE-RE apresentou maior POF que PE-SS, no entanto, nenhuma diferença foi encontrada entre PE-RAR/SS e PE-RAR/RE aos 30 dias. PE-RAR/SS e PE-RAR/RE apresentaram maior padrão de imunomarcação para OCN e CD45 que PE-SS e PE-RE aos 30 dias. PE-RAR/SS apresentou maior número de células TRAP-positivas que PE-RAR/RE aos 30 dias. Conclui-se que o RE reduz a perda óssea alveolar durante a progressão da PE, contudo não apresenta benefícios à RAR.PN1224 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Efeito da terapia probiótica (Lactobacillus reuteri) coadjuvante no tratamento da periodontite crônica associada ao Diabetes Mellitus
Pedroso JF, Longo M, Ramos TCS, Lima VCS, Ferreira CL, Jardini MAN
Biopatologia Bucal - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A associação de probióticos ao debridamento mecânico pode ser uma proposta de tratamento das doenças periodontais, em especial para pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Avaliou-se os efeitos da administração do probiótico Lactobacillus reuteri como terapia coadjuvante no tratamento da Periodontite (P) associada ao DM2. Um total de 40 participantes diabéticos e diagnosticados com P foram randomizados em Grupo Teste (n=20): receberam debridamento mecânico associado ao probiótico e Grupo Controle (n=20): tratados com debridamento mecânico associado a um placebo. Foram realizadas avaliações de profundidade de sondagem (PS), recessão gengival (RG), nível clínico de inserção (NCI), índice de placa (IP) e índice de sangramento gengival (IG) no baseline, 30 dias, 3 meses e 6 meses. Os dados foram obtidos em média e desvio padrão. Os resultados mostraram que em ambos os grupos houve uma melhora progressiva nos parâmetros clínicos periodontais ao longo do tempo. A maior redução de PS para o grupo probiótico foi em t=6 meses (2.51±0.16) em comparação à t=0 (3.72±0.44). O mesmo se observa no grupo controle, sendo 3.31±0.31 no baseline e 2.69±0.41 após 6 meses. Observou-se um discreto aumento nas medidas de RG no grupo probiótico aos 3 meses (0.85±0.02) em relação ao baseline (0.64±0.03). No grupo placebo, aos 6 meses foram encontradas as menores taxas de IP e IG, 20% e 24%, respectivamente. Para terapia periodontal em diabéticos, o debridamento mecânico isoladamente (placebo) apresenta resultados clínicos semelhantes ao uso do L.reuteri como coadjuvante. (Apoio: Fapesp N° 2016/24531-3 | CNPq N° 465259/2014-6 | CAPES)PN1228 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Associação entre periodontite, diabetes mellitus gestacional e diabetes mellitus tipo 1 e 2 em mulheres grávidas
Brant RA, Mattos-Pereira GH, Belém FV, Cyrino RM, Cota LOM, Costa FO, Lima RPE
Colegiado de Pós-graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O diabetes é considerado um fator de risco para periodontite. No entanto, é possível que a periodontite induza um processo inflamatório sistêmico que possa iniciar e propagar uma resistência à insulina. Este estudo analisou a associação entre periodontite, diabetes mellitus gestacional (DMG), diabetes mellitus tipo 1 (DM 1) e diabetes mellitus tipo 2 (DM 2) em gestantes. A amostra consistiu em estudar 20 gestantes com DM 1 ou DM 2, 20 gestantes com DMG e 40 gestantes sem endocrinopatia. O exame periodontal incluiu análise de sangramento na sondagem (SS), profundidade de sondagem (PS) e nível de inserção clínica (NIC). A periodontite foi definida como a presença de quatro ou mais dentes com pelo menos um local com PS ≥ 4 mm e CAL ≥ 3 mm com SS associada no mesmo sítio. Os resultados demonstraram associação entre DMG e idade materna elevada, índice de massa corporal (IMC) e hipertensão. A prevalência de periodontite observada foi de 55%, 40% e 42,5% para mulheres com DM 1 ou DM 2 (p = 0,360), com DMG (p = 0,853) e no grupo controle, respectivamente. A amostra mostrou alta prevalência de periodontite; entretanto, não houve diferença significativa entre mulheres grávidas com DM 1 ou DM 2, as mulheres com diabetes gestacional ou mulheres grávidas no grupo controle.