Desenvolvimento de um sistema de liberação controlada da sinvastatina visando seu emprego para regeneração tecidual
Bronze-Uhle ES, Gallinari MO, Bordini EAF, Rinaldo D, Lisboa Filho PN, de-Souza-Costa CA, Soares DG
Dentística - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Nesse estudo, foi realizada a encapsulação da sinvastatina (SV) em microesferas de quitosana (ME), visando a sua liberação de forma controlada para otimizar seu efeito na modulação da regeneração tecidual. As ME foram preparadas a partir de uma emulsão composta pela solução de quitosana em parafina líquida contendo surfactante sob intensa homogeneização (2000 rpm) seguido de cross-linking. O encapsulamento da SV foi realizado adicionando-se 2, 5 e 10% de SV na solução de quitosana, seguindo o procedimento de emulsão e cross-linking. As ME e ME-SV foram coletadas por centrifugação-liofilização. Os materiais obtidos foram avaliados por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia na região do infravermelho (FTIR), e a liberação da SV foi monitorada por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). A análise em MEV confirmou a arquitetura esférica das ME, independente da concentração de SV encapsulada. Análises de FTIR confirmam a incorporação de SV através de alterações nas bandas de absorção em 3500 cm-1(estiramentos -OH) e alterações de deslocamento e intensidade nas regiões de 1704 cm-1 (estiramento-C=O da SV), 1647-1566 cm-1, 1445-1375 cm-1(estiramentos -NH2 e NC=O da quitosana). A incorporação de 2% de SV proporcionou liberação lenta e gradual de baixas dosagens (0,1 a 6,0 µM) nos primeiros 12 dias, mantendo-se então constante por 40 dias. Concluiu-se que a encapsulação da SV a 2% em microesferas de quitosana proporciona o desenvolvimento de um sistema de liberação controlada em padrão desejável para regeneração de tecidos mineralizados. (Apoio: CAPES)PN0672 - Painel Aspirante
Área:
3 - Cariologia / Tecido Mineralizado
Influência do tempo e de diferentes meios de armazenamento na composição química da dentina
Carvalho MSA, Miranda RR, Lmm Q, Rodrigues RB, Simamoto-Júnior PC, Silva GR, Novais VR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se avaliar a influência do tempo e de diferentes meios de armazenamento de dentes na composição química da dentina. Setenta terceiros molares foram divididos em 7 grupos (n=10): CT - amostras analisadas em menos de 24 horas pós-exodontia e não armazenadas em nenhum meio (controle); DI - armazenadas em água destilada; DE - armazenadas em água deionizada; AU - armazenadas em água ultrapura; SS - armazenadas em soro fisiológico; SA - armazenadas em saliva artificial; DC - congeladas a -20º C. As amostras foram avaliadas após 1 e 3 meses de armazenamento por meio de Espectroscopia Infravermelha Transformada de Fourier (FTIR), através das razões fosfato/amida I (M:M), carbonato/fosfato (C:M) e amida I/amida III. Foi feito teste ANOVA One-way seguido de Dunnett (α=0,05) e, dentro de cada meio, um teste T-pareado para comparar os tempos. Houve diferença significativa entre os grupos em todas as razões analisadas (p<0,001). Na razão M:M, grupos AU (1 mês), DE (3 meses), SA (3 meses) e DC (3 meses) tiveram valores diferentes do CT. Na razão C:M, grupos DE (1 mês), SA (1 mês), DI (3 meses), SS (3 meses), DE (3 meses), SA (3 meses), AU (3 meses) e DC (3 meses) diferiram do CT. Para amida I/amida III, grupos DI (1 mês), SS (1 mês), DE (3 meses), AU (3 meses) e DC (3 meses) apresentaram diferenças do CT. O congelamento foi o melhor meio de armazenamento na análise de 1 mês. Após 3 meses, água destilada e solução salina foram as que menos alteraram as amostras. Diferentes meios e tempos de armazenamento podem alterar a composição química da dentina, alterando parâmetros orgânicos e inorgânicos. (Apoio: CAPES)PN0673 - Painel Aspirante
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Consumo de mel orgânico brasileiro reduz influxo de neutrófilos em peritônio e reabsorção óssea na doença periodontal em camundongos
Romario-Silva D, Franchin M, Lazarini JG, Pingueiro JMS, Bueno-Silva B, Alencar SM, Rosalen PL
Odontologia - UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar, in vivo, o efeito da administração diária de mel orgânico (MO-7) na inflamação peritoneal aguda e doença periodontal de camundongos. Foram conduzidos dois experimentos em camundongos C57BL/6J, n=6 (CEUA/UNICAMP aprovação n. 5348-1/2019): 1) Modelo de peritonite aguda induzida por carragenina e 2) modelo de doença periodontal induzida por ligadura + Porphyromonas gingivalis W83. Os dois experimentos foram conduzidos com 4 grupos, sendo eles: G1: sem estímulo e sem tratamento; G2: com estímulo inflamatório e sem tratamento; G3: com estímulo inflamatório e tratamento de MO-7 40%; e G4: com estímulo inflamatório e tratamento com MO-7 100%). Os grupos submetidos ao tratamento receberam por via oral 100 µL de mel orgânico (MO-7, georreferenciado) 5x ao dia, por 5 dias. A análise estatística foi realizada com ANOVA one-way e Tukey. O tratamento com MO-7 a 100% diminuiu a migração de neutrófilos na cavidade peritoneal dos animais e a liberação de TNF-α em 49% e 72%, respectivamente, em relação ao grupo controle (G2 - p<0,05). No ensaio de periodontite, observou-se diminuição da reabsorção óssea em 26% (p<0,05) com o tratamento com MO-7 na concentração 40%, em relação ao grupo controle. Portanto, concluímos que o mel orgânico avaliado (MO-7) é um alimento funcional apresentando atividade anti-inflamatória em processo agudo e diminuindo a reabsorção óssea alveolar em doença periodontal em modelos animais. (Apoio: CNPq N° 8675767556789)PN0680 - Painel Aspirante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Efeito do glicerofosfato de cálcio sobre o pH de biofilme misto de Candida albicans e Streptococcus mutans, antes e após exposição à sacarose
Sampaio C, Cavazana TP, Hosida TY, Morais LA, Monteiro DR, Pessan JP, Delbem ACB
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve o objetivo de avaliar o efeito do glicerofosfato de cálcio (CaGP), associado ou não ao fluoreto (F), sobre o pH de biofilmes mistos de Candida albicans e Streptococcus mutans, antes e após exposição a sacarose. Os biofilmes foram formados em saliva artificial suplementada com sacarose em placas de microtitulação de 6 poços, e expostos a 3 tratamentos (72, 76 e 92 horas após o início da formação), por 1 min, com soluções de CaGP nas concentrações de 0,125, 0,25 e 0,5%, associadas ou não ao F (500 ppm). Soluções de F a 500 e 1100 ppm também foram avaliadas, e o grupo tratado com saliva artificial foi considerado como controle negativo (CN). A exposição dos biofilmes a 20% de sacarose ocorreu após o terceiro tratamento (96 h). Os biofilmes tiveram o seu pH mensurado com micro-eletrodo previamente calibrado (pH 4,0 e 7,0). Os dados foram submetidos a ANOVA a um critério, seguida pelo teste Fisher LSD (p<0,05). O grupo CN apresentou valores de pH significantemente menores que todos os demais grupos avaliados. Após a exposição à sacarose, foi observada uma redução no pH de todos os grupos, exceto aqueles tratados somente com CaGP. O maior valor de pH foi observado para o grupo tratado com CaGP a 0.5% associado ao F, antes e após exposição à sacarose. Conclui-se que o CaGP promoveu um aumento no pH dos biofilmes testados, mesmo após exposição à sacarose. (Apoio: CAPES N° 88881.068437/2014-01 | CAPES N° Código 001)