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Resultado da busca [Siglas PN0637 a PN0646 ]
 6 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 6


PN0638 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Efeito de osteoclastos sobre osteoblastos crescidos sobre o titânio com nanotopografia
Bighetti-Trevisan RL, Gordon JAR, Tye C, Lian JB, Stein GS, Stein JL, Rosa AL, Beloti MM
Biologia Básica e Oral - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A remodelação óssea, crucial para a osseointegração de titânio (Ti), envolve atividades osteoblástica e osteoclástica. O Ti com nanotopografia (Ti-Nano), obtido por condicionamento com H2SO4/H2O2, induz diferenciação osteoblástica, mas a ação de osteoclastos na interação osteoblastos/Ti-Nano não foi investigada. Assim, nosso objetivo foi avaliar o efeito de osteoclastos em osteoblastos crescidos sobre Ti-Nano, comparado ao Ti-Usinado. Pré-osteoblastos (MC3T3-E1) foram plaqueados sobre superfícies de Ti e macrófagos (RAW 264.7), em insertos (1x104 células), e mantidos em condições osteogênicas ou osteoclastogênicas por 4 dias, para diferenciação osteoblástica e osteoclástica, respectivamente, seguidos de 2 dias em cocultura em meio osteogênico. Osteoblastos crescidos sobre superfícies de Ti, na ausência de osteoclastos, foram usados como controle. Utilizando RNAseq (DESeq2: FC>1,7; p≤0,05), identificamos 4.338 genes modulados nas condições experimentais testadas, os quais estão relacionados, em parte, com organização de matriz extracelular, regulação de transcrição e de histonas. Estes dados foram confirmados por expressão gênica por PCR em tempo real (Runx2, Alp, Ibsp, e Bglap; p≤0,05) e proteica por Western blotting (RUNX2), e atividade de ALP (p≤0,05), mostrando que osteoclastos inibem a diferenciação osteoblástica sobre ambas as superfícies, mas menos intensamente sobre Ti-Nano.
Assim, concluímos que a nanotopografia regula o crosstalk osteoclastos/osteoblastos, o que pode impactar positivamente a osseointegração de Ti-Nano.
(Apoio: FAPESP   N° 2019/09349-2   |  FAPESP  N° 2018/17356-6  |  CNPq  N° 303464/2016-0)
PN0641 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Influência da vitamina D na osseointegração de implantes dentários com dois tipos de tratamentos de superfície: estudo em animais
Michels R, Araújo LM, Martinez EF, Lemos AB, Silva J, Benfatti CAM
Pós Graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A insuficiência de vitamina D é altamente prevalente na população, e está associada a deficiência de reparação e osseointegração em implantes dentários. Nesse estudo foi investigado a deficiência de vitamina D nos estágios iniciais de osseointegração em implantes com dois diferentes tipos de tratamentos de superfície. Foram instalados implantes com dois tipos de tratamento de superfície, um com duplo ataque ácido (DDA) e outro com duplo ataque ácido mais revestimento de nano hidroxiapatita (DDA + nano) em dez coelhos. Estes grupos foram sub-divididos em dois grupos, um controle (alimentação padrão) e um teste (alimentação com deficiência de vitamina D), e analisados em dois tempos diferentes de osseointegração (7 e 30 dias), onde foram realizados testes de torque inserção e remoção dos implantes (N/cm2), e análises histológicas. Obteve-se diferença significantemente estatística (p<0,05) quando comparados torque de inserção (DDA=16,2 N/cm2/DDA + nano=22,3N/cm2) de remoção (DDA=17,3N/cm2 /DDA + nano= 29,1N/cm2) em ambos os grupos. Analisando somente a osseointegração, de forma quantitativa, independente de superfície, houve uma taxa maior de osseointegração (p<0,05) do grupo controle.
Os resultados desse trabalho permitem concluir que a deficiência de vitamina D interfere diretamente no processo de osseointegração.
PN0642 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

A influência da descontaminação bacteriana na adesão e proliferação celular osteoblástica em superfícies rugosas de implantes dentários
Balderrama IF, Cardoso MV, Stuani VT, Oliveira RC, Matos AA, Marcantonio-Junior E, Greghi SLA, Santana ACP
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar em superfícies de implantes o comportamento celular osteoblástico após a descontaminação bacteriana. Implantes dentários de diferentes tratamentos de superfície foram adquiridos: CM (Neoporos) e ACQ (Acqua) da Neodent®/Brasil, SLA (SLActive) Straumann®/Suíça, OT (Osseotite) e NT (Nanotite) da Biomet 3i®/Estados Unidos. Propriedades físico-químicas da superfície (n=2/implante) foram avaliadas através da análise de rugosidade, espectroscopia de raios-X e teste de molhabilidade. Implantes foram contaminados (n=6/implante) com A. actinomycetencomitans e descontaminados por terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT), EDTA associado com ácido cítrico (EDTA+CA) e clorexidina (CHX). As amostras foram analisadas em 3 áreas para determinação da contagem de células osteoblásticas (Saos-2) aderidas nos implantes descontaminados (D) e não-descontaminados (ND) após 24 e 72 horas (n=5/implante). Apenas NT e CM resultaram 100% de composição química com titânio e ACQ evidenciou uma melhor propriedade hidrofílica. NT mostrou maior superfície contaminada quando comparado com ACQ (p=0.0016; Tukey's test) e SLA resultou em descontaminação favorável com aPDT vs. EDTA+CA (p=0.0114; ANOVA post-hoc Tukey's test). Implante CM demonstrou ser o único sem diferença estatística entre área coberta por células em D vs. DC durante 72 horas (p=0.2833; Tukey's test).
A presença de bactéria residual e agente químico de descontaminação afetam negativamente a adesão e proliferação de células osteoblásticas em implantes.
PN0643 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Analgesia preemptiva com ibuprofeno no controle da dor pós-operatória em cirurgias de implantes: ensaio clínico randomizado, triplo-cego
Pereira GHM, Cota LOM, Lima RPE, Costa FO
Clínica, Patologia e Cir - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A analgesia preemptiva tem como princípio básico a administração de analgésicos antes do início dos estímulos dolorosos, a fim de reduzir ou prevenir a dor pós-operatória, mas essa questão é pouco explorada na implantodontia. Assim, este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a eficácia clínica do ibuprofeno na prevenção da dor após cirurgia de implante unitário. Para este ensaio clínico triplo-cego, paralelo, controlado por placebo e randomizado, foram realizadas 54 cirurgias de inserção de implantes unitários. Dois grupos receberam dois protocolos diferentes 1 hora antes da cirurgia: grupo ibuprofeno (IBU) 600 mg de ibuprofeno; e grupo placebo (amido de milho). A intensidade da dor foi avaliada por meio da escala visual analógica (EVA) em 6 momentos (1, 6, 12, 24, 48 e 72 horas após a cirurgia). Os pacientes foram instruídos a tomar 750 mg de paracetamol como medicamento de resgate, se necessário. A ocorrência e a intensidade da dor foram analisadas por meio de uma análise de variância ANOVA com medidas repetidas usando o procedimento geral do modelo linear. O grupo IBU teve escores EVA significativamente mais baixos no geral (IBU = 0,30, ± 0,57; placebo = 1,14, ± 1,07; p <0,001) e em todos os momentos nas comparações intra-grupo e interação tempo / grupo do que o grupo placebo ( p <0,001). O uso de medicação de resgate foi significativamente menor e o intervalo pós-operatório foi maior no grupo IBU em comparação ao placebo (p = 0,002).
O uso único de ibuprofeno é significativamente superior na redução da dor após cirurgia de implante unitário em comparação ao placebo.
PN0639 - Painel Efetivo
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Análise histomorfométrica da perfuração do leito receptor no processo de neoformação óssea do enxerto autógeno onlay corticomedular
Gusmão PS, Fabri GMC, Chaves MGAM, Nunes FD, Netto BP, Netto HDMC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou, por histomorfometria, em humanos, se existe influência do método de perfurar o leito receptor no processo de neoformação óssea do enxerto autógeno onlay corticomedular. Após exames clínicos e radiográficos, foram selecionados nas clínicas da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, oito pacientes (2 homens, 6 mulheres; média de 56,9 anos), que apresentavam rebordos alveolares atróficos, em região de maxila, com indicação de enxerto ósseo autógeno onlay, sendo a área doadora de eleição a sínfise. Os pacientes passaram por dois procedimentos cirúrgicos, sendo a primeira fase de enxertia e a segunda, após seis meses, coleta de material para análise histomorfométrica e instalação dos implantes. Cada paciente participou, simultaneamente, dos dois grupos de estudo, ou seja, grupo teste (GT) em que o leito receptor foi perfurado e grupo controle (GC), em que o leito receptor não recebeu perfuração para inserção do enxerto em bloco.As características microscópicas de ambos os grupos evidenciaram presença de neoformação óssea, observando-se que houve diferença estatística entre os grupos (p = 0,046), em que uma média de 5,74% (±1,82) foi atribuída a GT e 3,68 (± 1,82), a GC.
No grupo de pacientes analisados, a perfuração do leito receptor demonstrou influência no processo de neoformação óssea do enxerto autógeno onlay corticomedular.
PN0646 - Painel Efetivo
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Reprodutibilidade da aferição de perda óssea peri-implantar em tomografia computadorizada de feixe cônico
Villarinho EA, Coltro MPL, Cunha KS, Ozkomur A, Teixeira ER, Shinkai RSA
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A tomografia computadorizada de feixe cônico (TC) permite a visualização do osso peri-implantar em vários planos. Este trabalho avaliou a reprodutibilidade intra e inter examinador para aferição de perda óssea em implantes de próteses totais fixas implantossuportadas. Este estudo avaliou 22 exames TC de 22 próteses com 111 implantes. As imagens TC foram obtidas após a instalação da prótese (T0) e um ano (T1). Os arquivos Dicom foram processados no software Mimics®, com filtros específicos para a visualização óssea. No corte axial foram identificados o centro do implante e as faces mesial (M), distal (D), vestibular (V) e lingual/palatina (P). O nível ósseo foi medido nas quatro faces do implante nos cortes sagital e coronal, totalizando 1332 mensurações. A perda óssea foi calculada pela diferença T1-T0. Dois examinadores realizaram as mensurações, e um dos examinadores repetiu a aferição após 30 dias. Para análise da concordância inter e intra examinador foi utilizado o coeficiente de correlação intraclasse (CCI). A perda óssea foi de 0,94 ± 1,47, 0,92 ± 0,91, 0,96 ± 1,06, 1,25 ± 1,20 e 1,02 ± 0,87mm nas faces V, P, M, D e média VPMD, respectivamente. O CCI inter-examinador foi de 0,98; 0,95; 0,97 e 0,96 (IC 95% 0,97 - 0,98; 0,92 - 0,96; 0,96 - 0,98 e 0,95 - 0,97) nas faces V, P, M e D, respectivamente, e o CCI intra-examinador foi de 0,99 (IC 95% 0,99- 0,99) em todas as faces.
Pode-se concluir que a mensuração de perda óssea peri-implantar em imagens TC apresenta excelente reprodutibilidade com uso do método proposto.
(Apoio: CAPES  N° 001)