O tempo decorrido do clareamento e o uso de ascorbato de sódio interferem na resistência de união de cimento resinoso ao esmalte clareado?
Ribeiro MES, Lopes ALC, Baia JCP, Santos GC, Ramos CO, Rocha MPC, Souza-Júnior MHSE, Loretto SC
Dentística Restauradora - ESCOLA SUPERIOR DA AMAZÔNIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se a influência do intervalo de tempo e de diferentes concentrações (10% e 35%) de ascorbato de sódio (AS), após o clareamento de consultório na resistência de união adesiva (RUA) do cimento resinoso ao esmalte. Oitenta e um dentes incisivos bovinos foram divididos em (n=18): G1 (não clareado), G2 (clareado + cimentação após 24h), G3 (clareado + cimentação após 7 dias), G4 (clareado + AS10% + cimentação após 24h), G5 (clareado + AS10% + cimentação após 7 dias), G6 (clareado + AS35% + cimentação após 24h), G7 (clareado + AS35% + cimentação após 7 dias). Após a terceira sessão de clareamento (peróxido de hidrogênio a 35%), os grupos G4, G5, G6 e G7 receberam aplicação de AS. Decorridos 24h ou 07 dias, 02 cilindros de cimento resinoso fotopolimerizável foram confeccionados sobre a superfície do esmalte e submetidos ao teste de microcisalhamento, seguido da avaliação dos padrões de fratura por microscopia eletrônica de varredura. Os resultados foram submetidos a ANOVA two-way e pós-teste de tukey (α = 5%). A maior média foi observada em G1 (19.1 MPa), e a menor em G2 (16.4 MPa). O G2 foi o único grupo que apresentou diferença estatística em relação a G1 (p<0,05). O padrão de fratura predominante foi do tipo misto. Conclui-se que a união adesiva de cimento resinoso pode ser realizada até 24h após o clareamento dental sem que haja comprometimento da RUA desde que que se utilize o AS (10% ou 35%), ou depois de 7 dias da finalização do tratamento clareador.PN0334 - Painel Aspirante
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5 - Dentística
O uso de resinas Bulk-Fill aumenta o risco de sensibilidade pós-operatória? Resultados de um estudo clínico randomizado
Marins SS, Santo TME, Batista HS, Ornellas GD, Correa LSA, Barcelos R, Calazans FS, Barceleiro MO
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo clínico randomizado duplo cego comparou a influência de diferentes técnicas restauradoras utilizando resinas bulk-fill sobre a sensibilidade pós-operatória imediata em 212 restaurações classe I ou II. No grupo OI, usou-se a resina Opus Bulk fill regular (FGM) em cavidades classe I, inserida pela técnica incremental e no grupo OB, usou-se a mesma resina inserida com incremento único também em cavidades classe I. No grupo FP, usou-se a resina Opus Bulk fill flow (FGM) para fechar a parede proximal de cavidades classe II, enquanto no grupo IP, usou-se uma resina Incremental para fechar a parede proximal, e o restante da cavidade foi preenchida com resina bulk flow e finalizada com resina convencional pela técnica incremental. A sensibilidade dental (SD) foi registrada em escalas analógicas visuais (VAS) e escalas com classificação numérica (NRS) em diferentes períodos, até 7 dias após as restaurações. Os resultados de sensibilidade tratados por um modelo de equação estimativa generalizada, mostraram que as estratégias restauradoras não influenciaram a sensibilidade pós-operatória (0,66 [0,18-2,01]). 2 pacientes relataram dor leve até 7 dias após a realização das restaurações (OB=1 e FP=1). Ocorreram 11 casos (8 leves, 2 moderadas e 1 considerável) após 48 horas. Conclui-se que a adoção de diferentes técnicas restauradoras utilizando resinas bulk-fill não influencia a sensibilidade pós-operatória em restaurações classe I ou classe II. (Apoio: CAPES | )PN0336 - Painel Aspirante
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5 - Dentística
Influência de tipos de luz LED e da espessura de incrementos na microdureza e microtração de resinas compostas tipo Bulk Fill e nanohíbrida
Hoshino IAE, Santos PH, Briso ALF, Sundfeld RH, Anchieta RB
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a microdureza (KHN) superficial e em profundidade e a resistência de união a microtração (µTBS) de resinas compostas tipo Bulk Fill (BF) e nanohíbrida (NH), variando a espessura dos incrementos e a fonte de luz LED. 180 espécimes em resina foram confeccionados para a KHN, sendo divididos em 12 grupos (n=15). Para a KHN superficial foram feitas microperfurações na face externa, sendo a KHN em profundidade obtida em cada milímetro da face interna. Para a (µTBS) imediata foram utilizados 120 restaurados em dente bovino, divididos em 12 grupos (n=10). Esses espécimes restaurados foram então divididos em mais 2 grupos, sendo µTBS imediata e após 10.000 ciclos térmicos. O padrão de fratura foi verificado em microscópio eletrônico de varredura. Os testes de Mann Whitney e Kruskall-Wallis e pós teste de Dunn foram utilizados para a KHN superficial. Para a KHN em profundidade foram utilizados o teste de Wilcoxon e Friedman. Para a resistência de união foi utilizado o teste Two-way Anova e Tukey (p<0.05). Os resultados demonstraram que a NH mostrou maior KHN superficial e em profundidade que a BF (p< 0,05). Os valores de KHN foram significativamente maiores quando utilizou-se o LED Valo. Não houve diferença significativa na µTBS, ao se comparar NH e BF, e entre unidades LEDs imediatamente e pós termociclagem. A fotoativação com o LED Valo proporcionou maiores valores de KHN em ambas resinas, independente da espessura do incremento. A µTBS parece não ter sido influenciada pelo tipo de LED, tipo de resina e profundidade do incremento.PN0337 - Painel Aspirante
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5 - Dentística
Efeitos do polimento e do gel bloqueador de oxigênio na susceptibilidade ao manchamento de lesões de mancha branca infiltradas com resina
Santos TMA, Matuda AGN, Alarça LG, Veloso SM, Pucci CR, Torres CRG, Borges AB
Odontologia - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A infiltração resinosa (IR) tem sido utilizada para mascarar lesões de mancha branca (LMB) em dentes com estética comprometida. Porém, questiona-se se a camada superficial inibida pelo oxigênio no material pode reduzir sua longevidade. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do polimento (P) e da aplicação de gel bloqueador de oxigênio no potencial de manchamento de LMB tratadas com resina infiltrante (IR- Icon, DMG). 120 amostras de dente bovino polido foram divididas nos grupos (n=20): controle negativo-CN (dente sadio); controle positivo=CP (LMB); IR + P; IR s/ P; IR + P + Gel e IR s/P s/Gel. Após os tratamentos, os espécimes foram imersos em caldo de manchamento (7 dias) e posteriormente, submetidos ao repolimento. Foram feitas leituras de cor (CIE L*a*b*) com espectrofotômetro nos tempos: inicial, após LMB, após tratamentos, após manchamento e após repolimento. Os valores de alteração de cor (ΔE) foram calculados com base nos valores iniciais e os dados avaliados pelos testes RM-ANOVA e Tukey (5%). Valores de ΔE após o manchamento foram: IR+P (14,53±3,21)a; IR+P+Gel (15,42±4,76)a; CN (16,32±2,71)a; CP (20,01±4,12)b; IR s/P s/Gel (20,54±3,29)b; IR s/P (22,55±2,82)b. Após o repolimento, houve redução da alteração de cor, sem diferença significante entre os grupos (p>0.05). O polimento superficial da resina infiltrante é fundamental para prevenção do manchamento da mesma e não há necessidade de usar gel bloqueador de oxigênio durante sua polimerização. Os procedimentos de repolimento promovem redução da alteração de cor com valores semelhantes ao dente sadio. (Apoio: CAPES)PN0338 - Painel Aspirante
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5 - Materiais Dentários
Avaliação do módulo de elasticidade do etileno-vinil-acetato para confecção de protetores bucais por teste de tração uniaxial
Firmiano TC, Cardoso LS, Costa PVM, Silva VAS, Freitas LAS, Pereira RD, Veríssimo C
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo objetivou avaliar o módulo de elasticidade de lâminas de etileno vinil acetato (EVA) utilizadas para confecção de protetores bucais personalizados em função de diferentes marcas comerciais: Bioart®, EssenceDental®, Polyshock®, Erkodent® e Compact EVA®. O módulo de elasticidade foi calculado por meio de teste de tração uniaxial. Foram confeccionadas amostras (n=15) nas dimensões de 70 x 10 x 3mm e submetidas ao teste. As amostras foram fixadas entre dois grampos pneumáticos conectados à uma máquina de ensaio universal (Instron, 3367) e submetidas ao carregamento de tração com velocidade de 500mm/min. O módulo de elasticidade (MPa) foi determinado pelo software Bluehill pela tangente da curva tensão-deformação. Os valores de módulo de elasticidade apresentaram distribuição normal, porém não houve homogeneidade de variância. Portanto, os dados foram submetidos ao teste não-paramétrico de Kruskal Wallis e teste de Dunn (α= 5%). Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas para os valores de módulo de elasticidade das marcas comerciais testadas (P<0.001). Os valores de mediana (DP) foram: EssenceDental (38,1 (2,8) A), Bioart (34,9 (1,7) AB), Proform (20,8 (1,6) BC), Polyshock (18,6 (1,7) C), Compact EVA (17,4 (0,7) CD) e Erkodent (15,0 (0,5) D). O menor valor de módulo de elasticidade foi observado para a marca Erkodent®. Letras diferentes apresentam diferenças estatisticamente significantes. Houve diferenças significativas nos valores do módulo de elasticidade de lâminas de EVA em função da marca comercial. (Apoio: CNPq N° 420637/2018-4 | CAPES)PN0339 - Painel Aspirante
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5 - Dentística
Avaliação de um gel contendo fluoreto e estanho como uma opção de tratamento profissional para o controle do desgaste dentário erosivo
Pereira LGS, Bezerra SJC, Viana IEL, Lima LC, Borges AB, Scaramucci T
Dentistica - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo analisou o efeito de um gel experimental contendo fluoreto e estanho no controle do desgaste dentário erosivo. Espécimes de esmalte e dentina, foram submetidos a uma lesão inicial (1% ácido cítrico, 10min) e alocados aleatoriamente em 5 grupos (n=10, para cada substrato): 1. Gel de fluoreto de sódio e cloreto de estanho experimental (7,500 ppm F- e 15,000 ppm Sn2+, pH=4,5); 2. Gel de fluoreto de sódio experimental (7,500 ppm F-, pH=4,5); 3. Gel de fluoreto fosfato acidulado comercial - APF (12,300 ppm F-, pH=3,2); 4. Gel placebo (Hydroxypropyl Methylcellulose-HPMC); 5. Controle negativo. Os tratamentos foram aplicados por 60s e os espécimes submetidos a uma ciclagem (5 min em 0,3% de ácido cítrico, 60min em saliva artificial, 4×/dia, 5 dias). A perda de superfície (SL, in μm) foi determinada no perfilômetro óptico ao final da ciclagem. Os dados foram analisados por ANOVA e Tukey (α=0,05). Para o esmalte, o gel de F+Sn apresentou a menor PS (p<0,01), sem diferença significativa para o gel APF (p=0,363), o qual não diferiu do gel de F (p=0,502). Grupo controle e placebo mostraram significativamente as maiores PS (p<0,05). Para dentina, os grupos F+Sn, F e F comercial não diferiram significativamente (p>0.05), mostrando uma PS menor em relação ao grupo controle e placebo (p<0.001). O gel experimental de F+Sn foi capaz de controlar a progressão do desgaste erosivo dentário, sendo uma alternativa clínica viável, que pode potencialmente aumentar a proteção de produtos de uso diário em indivíduos de alto risco. (Apoio: CAPES)PN0340 - Painel Aspirante
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5 - Materiais Dentários
Remineralização Dentinária e Obliteração Tubular por Materiais Bioinspirados em Acetato de Estrôncio e Colágeno
Almeida LPA, Dotta TC, Arnez MM, Castelo R, Ramos AP, Catirse ABCEB
Materiais Dentários e Próteses - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar a capacidade de remineralização da dentina submetida a tratamento com acetato de estrôncio revestido por colágeno, e após o desafio ácido em diferentes intervalos de aplicações. Foram utilizados 18 discos de dentina, divididas aleatoriamente em três grupos de acordo com o número de aplicações: 1 aplicação (A1); 2 aplicações diárias durante 7 dias (A2); 2 aplicações diárias durante 14 dias (A3). Os espécimes destinados ao desafio ácido foram imersos em 3mL de refrigerante cola por 2 minutos. A análise da composição química foi realizada através da Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR). Os elementos químicos presentes antes e após os tratamentos foram obtidos pela Espectroscopia por Dispersão de Raios X (EDS). Ao final, os espécimes foram levados ao Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para avaliação do percentual e profundidade de obliteração. Foi observado que em A2 e A3 houveram alterações na frequência vibracional referente à hidroxiapatita e grupo amina. Após análise topográfica, foi observado que houve recobrimento total da superfície de A2 e A3. Após desafio ácido foi observado desgaste parcial em regiões específicas, mas com manutenção de áreas que sofreram modificações com a presença de estrôncio. Observou-se a presença de estruturas fibrilares referentes ao colágeno. Em A1, não foram observados grandes mudanças. A frequência de aplicações para A1 foi insuficiente, enquanto A2 e A3 apresentaram comportamentos semelhantes. Mudanças na composição e na estrutura da dentina foram notórias.PN0342 - Painel Aspirante
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5 - Dentística
Análise in vitro da eficácia e alterações em estrutura dentária sob o uso de diferentes géis clareadores de consultório, com e sem LED Violeta
Mendonça RP, Oliveira AC, Lopes LS, Monnerat AF, Miragaya LM, Calazans FS, Barceleiro MO, Miranda MS
Odontologia Restauradora - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do trabalho foi de avaliar a ação do LED Violeta na estrutura dentária, e sua eficácia na mudança de cor com o uso ou não de géis clareadores de consultório de diferentes pHs, tal como o uso ou não da luz, em contato com o esmalte de dentes bovinos. Quarenta incisivos bovinos foram separados em 4 grupos (n=10) numerados. A aferição do pH foi realizada ao início e ao final de cada aplicação nos grupos com gel, por meio de um pHmetro portátil. A avaliação estrutural de uma amostra aleatória de cada grupo foi feita por microscópio de força atômica (AFM) antes e após o clareamento, segundo recomendação das fabricantes. Para avaliação da cor, foram calculados valores de variação por escores numéricos dos dados das escala Vita Clássical (VC) e Vita 3D Master (VM). Os dados do pH foram tabelados e avaliados estatisticamente por teste de Tukey. Os resultados do AFM não mostraram alterações com a aplicação do LED. As amostras que sofreram ação de géis clareadores obtiveram resultados positivos no clareamento nos 2 grupos, com uso de LED (VC - 3,9 e 5,7 ; VM - 5,2 e 7,3), tal como no grupo sem o uso do LED (VC - 5,9 ; VM - 8,5), enquanto as amostras sem gel não obtiveram alteração significativa (VC - 1,5 ; VM - 1,5). Além disso, não houve diferença estatística (p>0,05) entre a variação de pH com e sem a aplicação do LED (Δ pH= -0,29 e Δ pH= -0,39) entre grupos com a mesma marca de gel. O uso de LED Violeta sozinho, portanto, não foi capaz de promover alterações significativas na cor do substrato dental, muito menos promoveu alterações estruturais, tal como no comportamento de eficácia e do pH dos géis clareadores.