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PN0204 - Painel Aspirante
Área:
7 - Estomatologia
Análise comparativa do infiltrado linfocítico em leucoplasia verrucosa proliferativa e líquen plano oral
Palaçon MP, Ferrisse TM, Ormeño EAA, Barbeiro CO, León JE, Bufalino A
Diagnostico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A leucoplasia verrucosa proliferativa (LVP) e o líquen plano oral (LPO) muitas vezes podem compartilhar aspectos clínicos e microscópicos. Contudo, a taxa de transformação maligna da LVP é maior que 70%, enquanto o LPO apresenta potencial de transformação controverso e taxas inferiores à 1%. Assim, avaliar o perfil de resposta imunológica da LVP e LPO pode colaborar para o melhor entendimento do processo de transformação maligna destas lesões. O objetivo deste estudo foi comparar a densidade intraepitelial e subepitelial dos linfócitos T (LT; CD3+, CD4+ e CD8+) e linfócitos B (LB; C20+ e CD138+) entre amostras de LVP e LPO por meio de imuno-histoquímica. Foram utilizadas 5 amostras de hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI - controle), 14 de LPO e 35 de LVP. A densidade média de células positivas para cada amostra foi calculada em 5 campos intra e subepitelial em objetiva de 20×. Os resultados revelaram uma redução estatisticamente significativa de LT CD3+, CD4+ e CD8+ na área subepitelial do HFI e LVP comparado ao grupo LPO (P<0,05). Além disto, foi observado também na região subepitelial um número reduzido de LB CD20+ no grupo LVP em relação a HFI e LPO (p<0,05 para ambas), enquanto os LB CD138+ mostraram-se reduzidos no LPO e LVP em relação ao controle (p<0,05 para ambas). Concluímos que o padrão de resposta imunológica no LPO parece ser mediado principalmente por LT e LB CD20+ não maduros. No entanto, a LVP revelou uma densidade reduzida de todas as populações, sugerindo que este pode ser um fator de favorecimento no processo de transformação maligna da LVP. (Apoio: FAPESP N° 2018/22236-0)PN0209 - Painel Aspirante
Área:
7 - Imaginologia
Avaliação da dosimetria e importância clínica do scout utilizado na tomografia computadorizada de feixe cônico
Vilela DS, Nobile RE, Oenning ACC, Nascimento MCC, Martinez EF
Radiologia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A preocupação com a dose de radiação recebida pelos pacientes no exame de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) é crescente devido aos efeitos estocásticos. A função scout-view (SV) não está presente em todos aparelhos de TCFC. A SV é uma aquisição de imagem extra com baixa dose de radiação X para definir o correto posicionamento do paciente no exame. O objetivo do trabalho foi avaliar a dosimetria e importância clínica da SV. Um dispositivo prototipado com 3 locais, centro e periferias do campo de visão (FOV - 5X5 e 8X15cm), para os dosímetros foi estabilizado no aparelho de raio X OP 300 Maxio para padronizar as aquisições de imagens. Dosímetros termoluminescentes (OSL e TL, n=36 cada) foram irradiados, em duplicata, com 15 disparos para cada SV, 5 para cada FOV e 5 para SV+FOV. Adicionalmente, 10 clínicas de radiologia de São Paulo e Rio de Janeiro foram avaliadas por um período de 5 meses sobre o uso da SV e o percentual de erro de posicionamento do paciente no exame. As análises foram realizadas no programa R pelos testes de qui-quadrado e Exato de Fisher. Os resultados da dosimetria indicaram ganho de 1,8% de dose no uso da SV. 40% das clínicas avaliadas possuem a SV no tomógrafo. As clínicas repetiram 6,4% dos exames, sendo 3,2% por erro de posicionamento. A repetição do exame por erro de posicionamento nas clínicas sem o SV foi de 3,8% e nas que possuem o SV foi de 1,7% (p<0,05). Conclui-se que a dose de radiação extra recebida no uso da SV é importante pois evitou repetição de exame (dose maior) por erro de posicionamento do paciente, minimizando os efeitos biológico estocásticos.PN0210 - Painel Aspirante
Área:
7 - Patologia Oral
Perfil odontológico de pacientes com câncer infantojuvenil e o papel do cirurgião-dentista: estudo retrospectivo
Longo BC, Popiolek IM, Vale NG, Rangel ALCA, Souza MDB
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Terapias antineoplásicas têm como alvo as células malignas, preferencialmente as em mitose. Contudo, as da mucosa oral encontram-se em estado celular semelhante predispondo a manifestações bucais indesejadas, que afetam a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo deste estudo retrospectivo foi analisar a frequência de pacientes de até 19 anos com câncer tratados no Hospital de Câncer de Cascavel-UOPECCAN entre 2000-2014 que foram atendidos pelo dentista da instituição, a fim de determinar os tipos de neoplasia, tratamento e manifestações orais mais prevalentes. Os prontuários foram analisados para os seguintes desfechos: gênero, idade, tipo de câncer e de tratamento, informações do exame clínico odontológico e o ano em que esse atendimento aconteceu. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Dos 201 pacientes, apenas 100 foram atendidos pelo dentista, destes: 57% eram meninos; 42% entre 1 a 4 anos. A leucemia foi a mais prevalente (48%), seguida do rabdomiossarcoma (10%) e neuroblastoma (7%). A quimioterapia foi o tratamento mais utilizado (55%). Manifestações orais foram observadas em 86% dos pacientes, ligadas ao efeito do tratamento (mucosite, 34%), questões de higiene oral (gengivite, 9%; cárie, 33%), infecções (gengivoestomatite herpética, 11%; herpes labial, 7%; candidíase, 9%) e a fase de dentadura mista (esfoliação do decíduo e edema, 8%) O estudo demonstra a importância da correta avaliação odontológica para prevenção e tratamento das alterações na cavidade oral, as quais podem agravar o quadro sistêmico.PN0202 - Painel Efetivo
Área:
7 - Imaginologia
Mensuração da densidade óssea de maneira digital na odontologia: proposta de um novo protocolo
Miguel LCM, Inacio LL, Nakashima AS, Cotter HM, Seberino VF, Andrades KMR, Cruz GV, Gonçalves JM
Odontologia - UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O conhecimento prévio da densidade dos ossos gnáticos dos pacientes pelo cirurgião-dentista é indispensável em diversos procedimentos odontológicos. Levando em consideração que a intensidade dos pixels é capaz de representar a densidade óssea, métodos de mensuração da expressividade de pixels nas radiografias tornam-se cada vez mais viáveis. No entanto, as metodologias de análise existentes ainda são pouco padronizadas, gerando grande variabilidade dos resultados. O objetivo desse estudo é apresentar um novo protocolo para mensurar a densidade óssea de radiografias panorâmicas. Quinze radiografias panorâmicas digitais foram obtidas a partir do equipamento Instrumentarium (Orthopantomograph® OP300) e submetidas à mensuração de intensidade de pixels (Δ0 = preto e Δ255= branco) através do software ImageJ por pesquisadores distintos e calibrados. No software, cada radiografia foi dividida em quatro regiões e em cada região foi selecionado um local específico na cortical óssea na base mandibular e outro local na região medular da mandíbula, na mesma altura da cortical. Preconizou-se a manutenção da mesma altura e largura das áreas selecionadas. As áreas eleitas para análise não possuíam artefatos e nem estruturas anatômicas que pudessem interferir na expressividade de pixels. Os resultados foram submetidos ao teste Kappa que demonstrou coeficiente substancial (0,69) com 82.5% de concordância. Embora haja carência de estudos e técnicas de densitometrias digitais por meio de radiografias, o presente método demonstra-se fidedigno e acessível.