Avaliação do osso trabecular durante o planejamento de implantes dentais utilizando a ressonância magnética como método de imagem
Bohner L, Parize H, Tortamano P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar a morfologia do osso trabecular para planejamento de implante dental utilizando a ressonância magnética (RM). Amostras de osso porcino (n=9) foram escaneadas utilizando um equipamento de ressonância magnética 3T, sequência spin-eco ponderada em T1 (TR 25 ms, TE 3.5 ms, FOV 100 x100 x 90, voxel 0.22 x 0.22 x 0.50 mm, tempo de escaneamento 11:18). Imagens obtidas por micro-tomografia computadorizada (μTC) sob os parâmetros 80kV, 125mA e voxel 16µm, foram utilizadas como grupo controle. A partir do software de imagem Imalytics, uma região cônica do osso trabecular (diâmetro x comprimento = 5 x 10 mm) foi determinada como região de interesse (ROI). Em seguida, a segmentação do osso trabecular presente na ROI foi realizada com base nos valores de tons de cinza, e refinada por parâmetros morfológicos utilizando um mapeamento de distância. A análise morfométrica da região óssea trabecular foi calculada automaticamente. Os seguintes parâmetros ósseos foram avaliados: volume ósseo trabecular (BvTv), superfície específica óssea (BsBv), espessura trabecular (TbTh) e separação trabecular (TbSp). Parâmetros de BvTv, TbTh e TbSp foram sobrestimados pela RM em comparação à μTC, enquanto a BsBv foi subestimada pela mesma (p<0.05). Houve uma correlação estatisticamente significante (r=0.82; p<0.05) entre valores de BvTv mensurado pela RM e pela μTC. Em geral, parâmetros morfológicos ósseos foram sobrestimados pela RM em comparação à μTC. Entretanto, a RM apresentou uma alta correlação com a μTC para determinar o volume ósseo trabecular.AO0181 - Apresentação Oral
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Rubus coreanus administrado de forma profilática ou terapêutica melhora o reparo ósseo perimplantar
Monteiro NG, De-Souza-batista FR, Gandolfo MIL, Hassumi JS, Faverani LP, Okamoto R
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi caracterizar o reparo ósseo perimplantar frente a administração de Rubus coreanus (200mg/kg/dia) em ratas saudáveis e deficientes em estrógeno. 40 ratas foram divididas em 4 grupos: SHAM/SAL; SHAM/RUBUS; OVX/SAL; OVX/RUBUS. Iniciou-se as administrações 30 dias após a cirurgia fictícia/ovariectomia. Após 60 dias de adminstração os implantes foram instalados nas metáfises tibiais. 14 dias após a instalação foi aplicado o fluorocromo calceína e aos 42 dias alizarina. A eutanásia foi feita 60 dias após a instalação dos implantes. As amostras foram utilizadas para as análises biomecânica (torque reverso), histometria dinâmica, PCR em tempo real e análise imunoistoquímica buscando caracterizar a expressão de OPG, RANKL, ALP e OC. Todos os dados quantitativos foram submetidos ao teste de homocedasticidade e o nível de significância foi em 0<0,05. O torque reverso apontou os maiores valores para SHAM/RUBUS e em seguida OVX/RUBUS. A histometria dinâmica mostrou os melhores padrões de precipitação de minerais para o grupo SHAM/RUBUS e em seguida OVX/RUBUS. O PCR-RT e imunoistoquímica mostraram que o rubus favorece a expressão de OPG evidenciando o estímulo da formação quando administrada de forma preventiva, e quando terapêutica proporciona maior expressão de OC e ALP. Contudo, os resultados deste trabalho apontam que o Rubus coreanus melhorou o reparo ósseo perimplantar em ratas saudáveis e ovariectomizadas. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2016/08617-5)