03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 1661 a 1670


PIa0028 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Metodologia para avaliação das características físicas de unidades de luz LED utilizadas na fotoativação de materiais resinosos
Lorenzo Val Seabra, Victoria Gabriela Louzada, Fuad Jacob Abi Rached-junior, Yara Teresinha Correa Silva-sousa, Mariana Lima da Costa Valente, Luciano Bachmann, Edson Alfredo
Odontologia UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi apresentar metodologia para avaliar os espectros de emissão da luz em termos da irradiância e comprimentos de onda de diferentes aparelhos fotopolimerizadores empregados no processo de polimerização de resinas fotoativadas, a fim de auxiliar o cirurgião-dentista na realização dos seus procedimentos odontológicos com segurança e eficácia. Foram realizadas medições de 4 aparelhos: LY-A180, LA400-YWJ, Led GNT e ULTRALED, empregando-se duas instrumentações: A) esfera integradora de 10ʺ de diâmetro (Illumia- 10) acoplada ao espectrorradiômetro (CDS- 610), que permitiu realizar a medida da potência espectral total na região entre 360-1000 nm, por meio do programa computacional LightMtrX (Labsphere); B) espectrômetro (USB2000) para mensurar a irradiância espectral média, na região de 280 a 800 nm, por meio de um programa computacional SpectraSuite (Ocean Optics). Os dados obtidos foram analisados e comparados com os descritos pelos fabricantes e todos apresentaram resultados inferiores de irradiância (mW/cm2): LY-A180= 543,2 (1200 a 2000); LA400-YWJ= 271,8 (1500 a 2300); Led GNT= 419,1 (1200) e ULTRALED= 180,6 (> 850), entretanto, demonstraram semelhanças na faixa espectral de emissão de luz (420 a 480 nm), com valores máximos situados entre 450 e 460 nm.

Pode-se concluir que a metodologia apresentada permitiu mensurar a irradiância espectral média, bem como a faixa espectral de emissão dos aparelhos. A ausência de conformidade dos dados de irradiância espectral média dos equipamentos atesta a necessidade de aferição periódica deles, objetivando segurança e eficácia quando da sua utilização em procedimentos odontológicos.

PIa0029 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

O papel de ingredientes bioativos em dentifrícios sobre dentina hígida e erodida: caracterização de propriedades de superfície
Sara de Andrade Pereira, Giovanna Speranza Zabeu, Marina Ciccone Giacomini, Mylena Proença Costa, Victor Mosquim, Livia Vicente, Camily Bocardo Rodrigues, Linda Wang
Departamento de dentistica, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo de dentina clinicamente exposta, principalmente quando acusa hiperestesia dentinária impulsionou o mercado de cremes dentários com propriedades específicas para a abordagem caseira. A introdução de ingredientes mais específicos tem possibilitado perspectivas mais direcionadas, consolidando a categoria denominada de bioativos. Este estudo in vitro avaliou a interação de diferentes dentifrícios com a dentina erodida. Foram analisados dois fatores: material (Colgate Total 12 (controle)- CT, Elmex Opti-namel- E, Biomin- B e S-PRG 5% - S) e condição da dentina (hígida e erodida por ácido cítrico 0,1% - 4 imersões diárias/90 segundos/5 dias). Na caracterização desta interação, o grau de molhamento (GM), microdureza de superfície (MS) e rugosidade de superfície (RS) foram avaliados. 136 amostras de dentina bovina (4x4mm) foram cortadas, polidas e aleatorizadas de acordo com os grupos. GM (n=6) foi mensurado por ângulo de contato, MS (n=6) por microdureza Knoop (três edentações/10KgF/10s) e RS (n=6, em triplicata) por rugosímetro, todos antes e após aplicação única (diluição 1:3 em peso, 2 minutos e lavagem). Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e Tukey para comparações individuais (p<0,05). Os dentifrícios reduziram o ângulo de contato em dentina hígida, indicando maior molhabilidade, mas sem diferenças entre os materiais. O desafio erosivo comprometeu a MS, enquanto que RS aumentou após aplicação dos dentifrícios, expressivamente na condição erodida, sobretudo utilizando B.

Os resultados indicam que a condição erodida comprometeu as propriedades de superfície da dentina e os dentifrícios testados com aplicação única revelaram potencialidades iniciais promissoras sobre a superfície dentinária.

(Apoio: CNPq  N° 125287/2023-2  |  Fapesp   N° 2023/05793-0  |  FAPESP   N° 2024/21213-7)
PIa0030 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Desempenho de diferentes dentifrícios bioativos na atividade gelatinolítica de dentina bovina hígida e pós-radioterapia
Livia Vicente, Marina Ciccone Giacomini, Sara de Andrade Pereira, Mylena Proença Costa, Giovanna Speranza Zabeu, Bruno Roque, Paulo Sérgio da Silva Santos, Linda Wang
Departamento de Dentística, Endodontia e UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A radioterapia causa alterações químicas e estruturais na dentina, tornando-o um desafio clínico. Nesse contexto, destacam-se dentifrícios com biotecnologias, como à base de biovidro e com a tecnologia S-PRG, que promovem uma interação biológica com a estrutura dentinária. Este estudo in vitro avaliou o potencial de inibição da atividade gelatinolítica por zimografia in situ (ZI) e grau de obliteração dos túbulos dentinários (OT) de diferentes dentifrícios bioativos em dentina pós-radioterapia. 80 blocos de dentina radicular bovina foram aleatorizados em 2 grupos de acordo com a condição da dentina: hígida (H) e pós-radioterapia (PR - 35 doses/2Gy). Em seguida, foram redivididos em 5 grupos seguindo os dentifrícios: Colgate total 12 (CT); Clinpro (CP); Elmex (E); Biomin (B) e 5% S-PRG (S), diluídos na proporção/volume de 1:3. Aplicou‑se ativamente por 15s, seguido de contato passivo por 45s e enxágue por 5s, 2x/dia por 7 dias. Para a ZI (n=5), fatias de 0,1mm foram incubadas com gelatina conjugada com fluoresceína por 48h a 37°C e analisadas por microscopia de varredura confocal a laser (MCVL). Para OT, (n=3) avaliou-se através de uma análise qualitativa em MCVL. Os dados foram submetidos aos testes de normalidade, ANOVA 2-critérios e Tukey (p<0,05). Para ZI, não houve diferença entre dentina H e PR, de forma que CT apresentou a menor atividade gelatinolítica, enquanto B e S a maior atividade, independente da condição da dentina. Para OT, CP foi o mais estável, enquanto B e S apresentaram o menor grau de OT.

Conclui-se que a radioterapia não afetou a atividade gelatinolítica. Os dentifrícios determinaram padrões específicos entre a obliteração de superfície e no interior de túbulos dentinários, tanto na dentina hígida como pós-radioterapia.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/05793-0  |  CNPq  N° 125032/2023-4)
PIa0031 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Efeito de filme de SiO2 depositado via PVD-plasma no coeficiente de atrito entre bráquetes de alumina policristalina e arcos de NiTi
Nathalia Rodrigues Valverde, Beatriz Longo Schneider, Natália Ferraz Piller , Andresa Nunes do Nascimento, Paulo Francisco Cesar, Fernando Akio Maeda, Lucas Hian da Silva
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da deposição física a vapor (PVDplasma) de um filme de sílica nas canaletas de bráquetes autoligados de alumina policristalina sobre o coeficiente de atrito com arcos de níquel-titânio. Foram testados 24 bráquetes Roth 0,022″, divididos em dois grupos (n=12): 1) AlumiSilica, com deposição de filme de sílica (~50 nm), e 2) Alumi (controle), sem tratamento. Cada conjunto bráquete/arco foi submetido a ensaio de tracionamento do arco na canaleta em máquina universal de ensaio com velocidade de 10 mm/min, registrando as forças de atrito estático e cinético (N), com cálculo dos coeficientes a partir da força normal obtida por pesagem analítica dos arcos. Em três bráquetes de cada grupo, mediu-se a rugosidade média (Ra) por perfilometria óptica digital. Após verificação de normalidade e homocedasticidade (Kolmogorov-Smirnov e Levene) dos dados, compararamse os coeficientes de atrito por ANOVA 1-fator e a rugosidade por teste t-Student global; α = 0,05). Observou-se redução estatisticamente significativa no atrito estático, 11,37 ± 5,65 (Alumi) versus 7,49 ± 2,12 (AlumiSilica; p = 0,036); enquanto o atrito cinético (6,77 ± 6,00 vs. 4,84 ± 2,34; p = 0,310) e a rugosidade média (5,29 ± 0,73 µm vs. 4,90 ± 0,31 µm; p = 0,444) não diferiram significativamente.

Conclui-se que o filme de sílica via PVD-plasma não alterou o atrito cinético nem a rugosidade média, mas reduziu o atrito estático, que é responsável por vencer a resistência inicial ao movimento entre superfícies.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2018/04050-6)
PIa0032 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Predição de falha de adaptação marginal por aprendizado de máquina em restaurações cervicais não cariosas
Ana Beatriz Bertan Clementino, Pedro Felipe de Jesus Freitas, Aline Xavier Ferraz, Kaliane Rodrigues da Cruz, Michael Willian Favoreto, Cristiano Miranda de Araujo, Alessandro D. Loguercio, Thalita de Paris Matos
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A falha na adaptação marginal em restaurações cervicais não cariosas afeta a longevidade das restaurações e os desfechos clínicos dos pacientes, tornando a identificação precoce de casos de alto risco clinicamente relevante. Este estudo teve como objetivo desenvolver um modelo de aprendizado de máquina supervisionado para prever o risco de falha na adaptação marginal em restaurações de lesões cervicais não cariosas dentro de 18 meses após o tratamento. Foram analisados dados de 262 restaurações, incorporando variáveis como sistema adesivo, geometria da cavidade, esclerose dentinária, altura incisogengival, características do dente e idade do paciente. Diversos algoritmos foram utilizados, incluindo Árvore de Decisão, SVM (support vector machine), Gradient Boosting, KNN (k-nearest neighbors), Regressão Logística, Perceptron Multicamadas e Floresta Aleatória. Os modelos foram validados utilizando validação cruzada em 5 partes, com métricas como AUC, acurácia, sensibilidade (recall), precisão e F1 score. Os principais fatores preditivos foram a altura incisogengival, a idade do paciente e o tipo de adesivo. Os valores de AUC variaram de 0,72 [IC95% = 0,57 - 0,88] a 0,52 [IC95% = 0,51 - 0,83], e a sensibilidade de 0,77 [IC95% = 0,66 - 0,89] a 0,53 [IC95% = 0,40 - 0,66]. Os modelos SVM, Gradient Boosting e KNN apresentaram o melhor desempenho.

Clinicamente, o modelo pode ajudar a melhorar o monitoramento pós-tratamento de pacientes com lesões cervicais não cariosas.

PIa0033 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Avaliação de 24 meses de uma resina composta unicromática em restauração de lesões cervicais não cariosa: ensaio clínico randomizado
Nayara Passos da Silva, Kaliane Rodrigues da Cruz, Michael Willian Favoreto, Flares Baratto Filho, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio, Michelle Nascimento Meger, Thalita de Paris Matos
odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado de equivalência, duplo-cego e de boca dividida, com 24 meses de acompanhamento, avaliou restaurações em resina composta unicromática em comparação a uma resina composta policromática em restaurações de lesões cervicais não cariosas (LCNCs). Um total de 120 restaurações foram realizado utilizando adesivo universal com condicionamento seletivo do esmalte. Os materiais restauradores - Vittra Unique (unicromática, FGM) e Vittra (policromática, FGM) - foram aplicados em incrementos, de acordo com a randomização dos grupos. As restaurações foram avaliadas no baseline, e aos 6, 12, 18 e 24 meses, segundo os critérios da FDI. A análise estatística incluiu análise de Kaplan-Meier para estimar as taxas de retenção e fratura, teste de log-rank para comparar curvas de sobrevivência dos desfechos secundários e teste t pareado para análise do tempo clínico ( = 5%). Após 24 meses, 112 restaurações foram reavaliadas. Foram observadas nove falhas: cinco no grupo Vittra Unique (taxa de retenção de 91%, IC 95%: 81-96) e quatro no grupo Vittra (93%, IC 95%: 83-97), sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p > 0,05). Os demais critérios da FDI também apresentaram resultados clinicamente aceitáveis (p > 0,05).

Conclui-se que a resina composta unicromática apresentou desempenho clínico semelhante ao da resina policromática após 24 meses de acompanhamento em LCNCs.

PIa0034 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Resistência adesiva de restauração em resina composta convencional baseada em princípios biomiméticos
Carlos Eduardo Mota Batista, Lavínia Thais Ferreira Costa, Gabriel de Albuquerque Frassy, Natanael Barbosa da Silva Neto, Gabriela Torres da Silveira, Andrey Dos Santos Albuquerque, José Alex da Silva, Rodrigo Barros Esteves Lins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência de união e o padrão de falha da resina composta convencional (RCC) com adesivo convencional de três passos (SA) sob diferentes abordagens biomiméticas. 32 molares humanos hígidos foram divididos aleatoriamente em 4 grupos (n=8): G1-SA +RCC; G2-SA + resina composta flow (RCF) + RCC; G3-SA + RCF +5 minutos(min) + RCC; G4- SA + RCF + 5 min +fibra de reforço + RCC. As restaurações foram submetidas ao ensaio de resistência de união por microtração (1 mm/min) e os padrões de falha avaliados em lupa de aumento. As fraturas foram analisadas e classificadas em: tipo 1-coesiva em resina; 2-adesiva entre resina e adesivo; 3-adesiva entre dentina e adesivo; 4-mista; 5-coesiva no adesivo; 6-coesiva na camada híbrida; 7-coesiva em dentina. Fraturas com ≥70% de um padrão foram consideradas não mistas. Os dados foram analisados estatisticamente por ANOVA de uma via e teste post-hoc de LSD; e o padrão de falha descritivamente. Houve diferença significativa entre os grupos (p<0,05). G2 apresentou maior resistência, diferindo de G4, o qual apresentou menor resistência (p=0,03) . G1 e G3 apresentaram valores semelhantes aos demais grupos (p > 0,05). Quanto as falhas, o G1 apresentou mais falhas tipo IV e VII; G2 apresentou mais falhas tipo VII; G3 apresentou maior frequência de falha tipo IV; e G4 teve mais falhas tipo II e IV.

Conclui-se que a aplicação de RCF favorece a adesão em cavidades classe I, enquanto o uso de fibras de reforço, não contribuiu positivamente na resistência de união.

(Apoio: CNPq  N° 138360/2024-3)
PIa0035 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Efeito da matriz resinosa sobre as características físico-químicas de compósitos experimentais contendo partículas de fosfato de cálcio
Mariana Costa Nakamura, Handially Dos Santos Vilela, Roberto Ruggiero Braga
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi de avaliar o efeito da composição da matriz resinosa sobre as características físico-químicas de compósitos experimentais contendo fosfato dicálcico dihidratado (DCPD).Matrizes contendo BisGMA:TEGDMA (B:T) ou UDMA:TEGDMA (U:T) foram manipuladas nas proporções molares de 1:1, 3:7 e 1:9. A cada matriz foram incorporados 40 vol% de DCPD (3µm) ou vidro de bário silanizado (VS; 0,9 µm; controle). Após 24h, os materiais foram avaliados quanto ao grau de conversão (GC, n=5) por espectroscopia FTIR. Resistência à fratura (RF, n=10) e módulo flexural (MF, n=10) foram determinados por flexão biaxial. A liberação de Ca2+ (28 dias em água) foi avaliada com um eletrodo íon-específico(n=3). Dados foram avaliados por ANOVA 3 fatores/Tukey (α=5%) para RFB, MF e GC e 2 fatores para liberação de cálcio (α=5%).Compósitos U:T apresentaram GC maiores do que B:T (respectivamente, 93%-94% e 88%-90%, p<0,001). Materiais com o mesmo monomero-base não diferiram em GC entre DCPD e VS. A composição da matriz não afetou RFB e MF de compósitos com DCPD (respectivamente, 34-39 MPa e 2-3 GPa), que foram inferiores aqueles com VS (respectivamente, 89-136 Mpa e 4-8 GPa). Para compósitos com VS, a proporção U:T afetou apenas MF, enquanto o aumento de TEGDMA reduziu RFB e ME nos materiais com B:T (p<0,001). O aumento de TEGDMA de 0,5 para 0,9 e o uso do BisGMA aumentaram a liberação de Ca2+ em 24% e 13%, respectivamente (p<0,001).

Compósitos com UDMA obtiveram maior GC, RFB e ME. Porém, aqueles com BisGMA exibiram maior liberação de Ca2+.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/10714-5)
PIa0036 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Pré-aquecimento de resina composta para restauração de lesões cervicais não cariosas: um ensaio clínico randomizado de 36 meses
Larissa Pereira Lima Lourenço, Michael Willian Favoreto, Leticia Caroline Condolo, Kaliane Rodrigues da Cruz, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio, Michelle Nascimento Meger, Thalita de Paris Matos
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A percepção dos operadores quanto à aplicação dos materiais será avaliada por meio de questionário estruturado, imediatamente após cada procedimento restaurador.Este ensaio clínico randomizado, de equivalência e com boca dividida, comparou a taxa de sobrevivência (fratura e retenção) de uma resina composta termoviscosa pré-aquecida (TA) e uma não aquecida (NTA) no tratamento de lesões cervicais não cariosas (LCNCs). Foram restauradas 120 LCNCs, 60 em cada grupo: uma com VisCalor Bulk (TA) e outra com Admira Fusion (NTA), ambas da Voco GmbH. Utilizou-se um adesivo universal com técnica autocondicionante e condicionamento seletivo do esmalte. A resina TA foi aquecida a 68°C; a NTA foi usada à temperatura ambiente. As restaurações foram avaliadas por 36 meses segundo critérios da Federação Odontológica Mundial (FDI). As análises incluíram Kaplan-Meier, teste de equivalência e qui-quadrado (α = 0,05). Após 36 meses, 108 restaurações foram reavaliadas. Dez falharam - cinco em cada grupo. As taxas de fratura e retenção, com IC de 95%, foram equivalentes: 90% (80-96) em ambos os grupos. Todos os demais critérios FDI indicaram aceitabilidade clínica das restaurações.

O desempenho do material TA foi equivalente ao NTA após 36 meses. O pré-aquecimento não trouxe benefícios adicionais em fratura ou retenção.

PIa0037 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Efeitos da Quercetina e do Resveratrol na Resistência de União e na Suscetibilidade à Biodegradação Enzimática da Dentina
Rayssa Rodrigues Dos Santos, Adonias Antonio da Silva, Roberta Bruno da Silva, Dayse Andrade Romão, Larissa Silveira de Mendonça Fragoso, Natanael Barbosa Dos Santos, Isabel Cristina Celerino de Moraes Porto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito dos polifenóis quercetina e resveratrol na resistência de união e proteção contra a degradação enzimática das fibrilas de colágeno da dentina. Amostras de dentina humana desmineralizada foram tratadas por um minuto com soluções de quercetina e resveratrol (100, 250 e 500 µg/mL), clorexidina 2% (CHX) (controle positivo) e solução salina 0,9% (SS; controle negativo). Para avaliação da biodegradação, as amostras foram imersas em colagenase (24 h, 37°C), e as alterações de massa seca foram mensuradas. Para os testes de resistência de união à microtração, os mesmos tratamentos foram aplicados em dentina condicionada com ácido fosfórico, seguidos da aplicação do adesivo Single Bond 2 (3M/ESPE) e resina composta Z350XT (3M/ESPE). A resistência adesiva foi avaliada em dois tempos: 24 horas e após um ano de armazenamento em água destilada (AD). Os dados foram analisados estatisticamente por Kruskal-Wallis/Dunn ou ANOVA/Tukey (p < 0,05). Os grupos tratados com quercetina apresentaram aumento significativo de massa seca em comparação à CHX (p < 0,05). Quercetina e resveratrol demonstraram eficácia equivalente à CHX na proteção contra a degradação por colagenase (p > 0,05). Após um ano, apenas o grupo AD exibiu redução significativa na resistência adesiva (p = 0,001), enquanto os demais grupos tratados mantiveram valores estáveis (p > 0,05), sem diferenças estatísticas.

O tratamento da dentina com quercetina e resveratrol mostrou-se eficiente na conservação da resistência adesiva e proteção do colágeno da dentina contra a biodegradação enzimática, considerando-se uma estratégia promissora para aumentar a longevidade das restaurações adesivas.




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