03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 1691 a 1700


PIa0058 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Quais os procedimentos mais realizados pelos Centros de Especialidades Odontológicas em Belo Horizonte?
Ana Clara Ribeiro Dos Santos, Camila Mundim Palhares, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi conhecer os procedimentos mais realizados nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO's) de Belo Horizonte. Dados secundários do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) e Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIA-SUS) de 2024, foram utilizados, para extrair a produção dos CEOs em funcionamento. Foram avaliados os indicadores de produção definidos pelo Ministério da Saúde, para as especialidades de Endodontia, Periodontia, Estomatologia/Cirurgia e atendimento a Pacientes com Necessidades Especiais (PNE), TABWIN foi utilizado para selecionar município, CEOs e indicadores das especialidades. Os dados foram analisados descritivamente por meio de frequências. Quatro CEOs, tipo III, estavam em funcionamento. Na especialidade de Periodontia (n= 4.399) os procedimentos mais executados foram raspagem corono-radicular (62,61%), gengivectomia (18,07%) e gengivoplastia (10,87%). Já em Estomatologia/Cirurgia (n= 1.490) a remoção de dente incluso/impactado (54,30%), seguida de ulotomia/ulectomia (21,68%) e curetagem periapical (17,72%) foram as mais frequentes. Em PNE (n=881), selamento provisório de cavidade (50,40%), exodontia de decíduo (13,96%) e aplicação tópica de flúor (10,78%) foram os procedimentos mais realizados, enquanto na Endodontia (n=729), os tratamentos endodônticos de dentes permanentes com três ou mais raízes (41,44%), unirradiculares (24,01%) e birradiculares (21,54%) foram os mais executados.

O maior número de procedimentos foi realizado na especialidade de Periodontia e o menor na de Endodontia. Periodontia, Estomatologia/Cirurgia e Endodontia concentraram a maioria da sua produção em três procedimentos.

(Apoio: CNPq  N° 127390/2024-3)
PIa0059 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Fotobiomodulação extra e intraoral para a prevenção e tratamento da mucosite oral e xerostomia em pacientes oncológicos
Maria Olívia Marcondes Pinto, Gabriele Borghesi Brunelli, Sérgio Luiz Pinheiro
Dentística PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho avaliou a fotobiomodulação (FBM) extraoral associada a intraoral para o controle da mucosite oral (MO) e xerostomia em pacientes em tratamento oncológico. Foram selecionados 70 pacientes oncológicos, randomizados em dois grupos: FBMI-SE: simulação do laser extraoral e aplicação do laser intraoral, e FBMIE: os pacientes foram submetidos a FBM extraoral e intraoral. Foi utilizado um laser de baixa intensidade com 100 mW e densidade de energia de 10.20 J/cm2. FBM intraoral: 660 nm, 10 segundos por ponto, 1 J, em 26 pontos. FBM extraoral: 808 nm, 10 segundos por ponto, 1 J, em 40 pontos. A qualidade de vida relacionada a MO e xerostomia, sintomas de MO, grau da MO e a taxa de fluxo salivar foram avaliados. Os resultados foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis (Student-Newman-Keuls). A FBM intraoral e extraoral acarretou melhora da qualidade de vida (OHIP-14, PROMS e XeQOLS) em comparação com a FBM somente intraoral (p=0.0003, p=0.0004 e p<0.0001, respectivamente). Em relação ao grau da MO, a partir da segunda semana do início do tratamento oncológico, foram observados graus menores de MO (p=0.0000) no grupo FBMIE em comparação ao grupo FBMI-SE. A aplicação da FBM intraoral e extraoral acarretou melhora significativa na sialometria em repouso e estimulada a partir da segunda coleta em relação ao grupo FBMI-SE (p=0.0000).

A associação da FBM extraoral com a FBM intraoral apresentou melhora na qualidade de vida de pacientes em tratamento oncológico relacionados aos eventos adversos mucosite oral e xerostomia. A associação da FBM extraoral com a FBM intraoral foi eficaz no controle do grau da mucosite oral e melhora do fluxo salivar, sendo considerada uma opção terapêutica para pacientes oncológicos.

(Apoio: CAPES)
PIa0060 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Conhecimentos e práticas dos intensivistas sobre a saúde bucal de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva
Isabella Maria de Souza Caramaschi, Giuliana Martina Bordin, Stefany Eduarda Batista, Gustavo Proença Wyatt, Arthur Porto Spada, Gilvan Robson Spada, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Paula Porto Spada
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As Unidades de Terapia Intensiva oferecem tratamento a pacientes em estado crítico, exigindo a atuação de uma equipe multidisciplinar, incluindo a odontologia, por meio da assistência à saúde bucal. Este trabalho avaliou o conhecimento e as práticas dos profissionais de terapia intensiva quanto à saúde bucal de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo um estudo transversal, exploratório, com coleta de dados, realizado com o corpo clínico da UTI de um hospital de Curitiba, Paraná, Brasil. Os participantes responderam a um questionário eletrônico contendo 16 questões: seis relacionadas à demografia dos participantes e dez abordando o tema saúde bucal em pacientes internados em UTI. Participaram do estudo 17 profissionais, sendo seis do sexo masculino e 11 do sexo feminino, com idades entre 21 e 59 anos. O tempo médio de atuação em UTI foi de 6,62 anos. Entre os entrevistados, 94,1% relataram conhecimento sobre as condições de saúde bucal de pacientes internados e suas implicações para a saúde sistêmica; 88,2% seguiam algum protocolo de higiene bucal; 58,8% não haviam recebido treinamento sobre higiene e exame da cavidade oral; 82,4% não tinham conhecimento para diagnosticar doenças bucais, embora 70,6% conseguissem identificar lesões de tecidos moles.

A equipe da UTI demonstrou conhecimento e práticas insuficientes em relação às condições de saúde bucal dos pacientes hospitalizados, destacando a necessidade de treinamento contínuo e a importância da presença do cirurgião-dentista neste ambiente, para garantir o cuidado integral dos pacientes.

PIa0061 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

O Peso da Cor e do Prato: Risco Aumentado de Cárie em Crianças Negras e Indígenas
Caroline Murat Amadeu Marti, Hazelelponi Querã Naumann Cerqueira Leite, Rafael Aiello Bomfim

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o excesso de risco devido à interação entre raça e consumo alimentar não saudável na prevalência de cárie dentária em crianças e adolescentes negros e indígenas. Estudo transversal conduzido segundo os critérios da 5ª edição da Organização Mundial da Saúde. Foram utilizados os índices CEO-S (para crianças) e CPO-S (para adolescentes). Coletaram-se dados sociodemográficos (renda e raça/cor) e frequência de consumo de alimentos não saudáveis (baixo: até 2 vezes/semana; alto: mais de 2 vezes/semana). As análises foram guiadas pelo modelo dos determinantes sociais da saúde. Estimou-se o excesso de risco devido à interação (RERI), ajustado por sexo e renda, utilizando o software Stata v.14 (College Station, TX, EUA). Participaram 445 crianças e 391 adolescentes. A menor prevalência de cárie foi observada entre os brancos com baixo consumo de alimentos não saudáveis (39,7%; IC95%: 29,0-51,6; p<0,05), enquanto a prevalência foi de 57,6% entre aqueles com alto consumo de alimentos não saudáveis (IC95%: 51,3-63,8; p<0,05). Entre negros, a prevalência foi de 63,2% (IC95%: 58,1-68,0) para alto consumo e 59,4% (IC95%: 49,7-68,5) para baixo consumo. Entre indígenas, as prevalências foram de 70,8% (IC95%: 48,5-86,3) e 63,6% (IC95%: 28,8-88,3), respectivamente. Houve excesso de risco (RERI>0) entre consumo alimentar não saudável e cárie em negros e indígenas, evidenciando interação aditiva.

Crianças e adolescentes negros e indígenas com maior frequência de consumo de alimentos não saudáveis apresentam excesso de risco para cárie dentária. Políticas públicas devem priorizar a equidade racial nas ações preventivas de saúde bucal no SUS.

(Apoio: CNPq  N° 402403/2021-5)
PIa0062 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Frequência de interação medicamentosa potencial entre varfarina e anti-inflamatórios em macrorregiões do estado de Minas Gerais
Anna Clara da Cruz Martins, Jennifer Reis de Oliveira, Widla Emanuella Pereira Barreto Garcez, Alex Júnio Silva da Cruz, Jacqueline Silva Santos, Maria Auxiliadora Parreiras Martins, Ana Cristina Borges-Oliveira, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi investigar a frequência de interações medicamentosas potenciais entre a varfarina, um anticoagulante oral, e os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) prescritos por cirurgiões-dentistas, nas quatorze macrorregiões do estado de Minas Gerais. Utilizaram-se dados secundários do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica (Sigaf), referentes ao período de janeiro a dezembro de 2021, incluindo indivíduos com 18 anos ou mais que receberam prescrição de varfarina. Em seguida, identificou-se quais desses pacientes também tiveram AINEs prescritos por cirurgiões-dentistas. A interação medicamentosa potencial, definida como o uso concomitante de varfarina e AINEs, foi o desfecho do estudo. Foi realizada análise descritiva dos dados, com cálculo de proporções, estratificada por cada macrorregião do estado de Minas Gerais, utilizando o software SPSS, versão 26.0. Dos 14.474 pacientes que receberam prescrição de varfarina, as proporções de interações medicamentosas potenciais variaram entre 0% e 1,2%, conforme a macrorregião. A região Central apresentou o maior número de registros, totalizando 12 casos (0,4%), enquanto a Centro Sul não apresentou nenhum caso (0%).

Concluiu-se que, em 2021, a ocorrência de interações medicamentosas potenciais entre varfarina e AINEs foi baixa nas macrorregiões de Minas Gerais. No entanto, apesar da baixa frequência, trata-se de uma interação clínica relevante, com risco potencial grave, o que destaca a importância dos dados obtidos para fins de monitoramento e vigilância pelos órgãos competentes.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPEMIG)
PIa0063 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Conhecimento e interesse de alunos de Graduação em Odontologia sobre a prática da Odontologia Hospitalar
Gustavo Proença Wyatt, Giuliana Martina Bordin, Sabrine Carsten Farias, Rebecca Garbin Nunes, Arthur Porto Spada, Gilvan Robson Spada, Joao Armando Brancher, Paula Porto Spada
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Odontologia Hospitalar (OH) visa ao atendimento integral de pacientes internados ou acamados, contribuindo para a manutenção e promoção da saúde geral. Evidências destacam a relação entre saúde bucal e sistêmica, especialmente em pacientes imunossuprimidos, nos quais a falta de higiene bucal pode desencadear focos infecciosos e agravar o quadro clínico. Este estudo transversal avaliou o conhecimento e o interesse de estudantes de Odontologia de uma Universidade Privada da cidade de Curitiba-PR sobre a atuação do cirurgião-dentista (CD) em hospitais. O convite para participação na pesquisa foi estendido a todos os alunos matriculados. Os que aceitaram participar, receberam o questionário de forma online (Google Forms). Dentre os 686 matriculados, 112 responderam adequadamente (taxa de resposta: 16,3%). Os principais resultados revelaram que 55,4% dos participantes relataram conhecer a OH. Entretanto, 42,9% apontaram carência do tema na grade curricular; 29,5% manifestaram interesse em capacitação para atuação hospitalar e 18,8% desejavam observar procedimentos na prática. Outros 12,5% buscaram informações sobre o papel do CD nesse contexto.

Os dados evidenciam a necessidade de abordagem interdisciplinar e da inclusão da OH na formação acadêmica, preparando futuros dentistas para atuação em ambiente hospitalar.

PIa0064 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Prevalência de desgaste dentário e sua relação com hábitos e uso de suplementos em praticantes de musculação
Julia Akemy Koga da Silva, Luana Karoliny Sousa Lima , Vinicius Cappo Bianco, Patrícia Rafaela dos Santos
Pós Graduação em Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o desgaste dentário e a associação com cárie dental, hábitos diários, uso de suplementos e os fatores associados em praticantes de musculação. Estudo transversal realizado com 40 indivíduos de ambos os sexos praticantes de musculação com idade entre 18 a 50 anos (31,6). Após a assinatura do TCLE os participantes responderam um questionário sobre uso de suplementos, hábitos de alimentação, suplementação, higiene bucal em seguida foi realizada uma avaliação clínica bucal para identificação de desgastes dentários (BEWE) e cárie dentária (CPO-d). Os dados foram analisados estatisticamente pelo software R (R CORE TEAM, 2025), adotando-se um nível de significância de 10%. Para avaliar as associações das variáveis com a presença de desgaste, aplicou-se o teste do qui-quadrado e o teste Exato de Fisher. A prevalência de desgaste dentário entre os praticantes de musculação foi alta (42,5%) e 80% dos praticantes consomem algum tipo de suplemento alimentar, além disso, 75% da amostra apresenta experiência de cárie. Por meio da análise de associação, observou-se que praticantes de musculação que escovam os dentes logo após o uso de suplementos apresentaram maiores desgastes dentários (p<0,10), não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre o desgaste dentário e as outras variáveis analisadas (p>0,10).

Conclui-se que a prevalência de desgaste dentário e a experiencia com cárie dental em praticantes de musculação é alta, e que a escovação logo após o uso de suplementos esteve associada a maiores desgastes dentários.

(Apoio: PIC - FHO  N° 187 - 2025)
PIa0065 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Avaliação do uso de suplementos esportivos e a percepção do impacto na saúde bucal de praticantes de musculação
Luana Karoliny Sousa Lima , Julia Akemy Koga da Silva, André Pedro Dos Santos Lopes, Vinicius Cappo Bianco, Patrícia Rafaela dos Santos
Pós graduação em odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de suplementos nutricionais e o impacto na saúde bucal de praticantes de musculação. Estudo transversal realizado com 244 indivíduos praticantes de musculação com idade entre 18 e 45 anos de idade com média de idade de 26,9 anos, as informações foram coletadas por meio de questionário eletrônico, além das informações sociodemográficas como sexo e idade, foram avaliados o uso de suplementos esportivos, avaliação de dieta, uso de hormônios e a avaliação da saúde bucal percebida por meio das questões. Foram realizadas análises descritivas de todos os dados com frequências absolutas e relativas. Para avaliar as associações entre variáveis, foram aplicados os testes Exato de Fisher e Qui-quadrado. O nível de significância de 5% foi adotado em todas as análises. Pode-se observar que, 51,2% dos participantes declararam realizar dieta, e 73% fazem uso de suplementos esportivos, a maioria com até 3 anos de consumo (84%), com relação aos suplementos e 92,2% dos participantes desconhecem os efeitos dos suplementos na saúde bucal. Para os que fazem uso de suplementos 21% perceberam alguma mudança nos dentes após o uso e 50% desse grupo relatou episódios de apertamento ou ranger dos dentes durante o dia, noite ou durante os treinos.

Através desses dados conclui-se que foi baixa a prevalência de percepção de mudanças na saúde bucal em indivíduos que fazem uso de suplementos vitamínicos, e que os praticantes de musculação desconhecem os efeitos do uso de suplementos na saúde bucal.

(Apoio: PIC-FHO  N° 158-2024)
PIa0066 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLO ODONTOLÓGICO PARA O TRATAMENTO DE PACIENTES COM HIPOFOSFATEMIA LIGADA AO CROMOSSOMO X
Suzann Strapasson, Thalita de Paris Matos, Giordano Oliveira Zandoná, Victor Luiz de Castro Santos, Camila Paiva Perin, Cintia Mussi Milani, Maria Carolina Botelho Pires de Campos, Liliane Roskamp
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipofosfatemia ligada ao X (XLH) é um distúrbio raro, que resulta de um aumento do nível do fator de crescimento de fibroblastos 23 (FGF23), causando aumento da excreção renal de fosfato e redução da sua absorção intestinal, diminuindo a síntese da vitamina D 1,25(OH)2. Isto leva a hipomineralização óssea e dentária. Implica em fendas no esmalte dentário, cáries, abcessos de origem pulpar não relacionados ao trauma ou cáries e perda precoce dos dentes. Este estudo tem o intuito de desenvolver um protocolo clínico odontológico, uma vez que a doença não é bem conhecida pelos dentistas. Foi realizada uma revisão de literatura usando as pesquisas EMBASE, MEDLINE, PUBMED, Scopus e Cochrane Databases for Systematic Reviews de 1988 a 2024, além de avaliações e discussões sobre os casos diagnosticados e tratados nesta clínica. O grupo de trabalho incluiu pesquisadores e clínicos experientes de várias especialidades odontológicas e da clínica geral. A revisão atual representa a melhor evidência com base na literatura disponível e nas opiniões de especialistas. Nos casos em que os dados publicados não foram conclusivos, as recomendações foram baseadas nas opiniões de consenso do grupo de trabalho, que estabeleceu diagnóstico e sugeriu tratamento nas áreas de odontopediatria, periodontia, endodontia, cirurgia, dentística, ortodontia e cuidados preventivos.

Entende-se que as diretrizes devem ser aplicadas por meio de uma avaliação cuidadosa de circunstâncias clínicas específicas de cada paciente e estágio da doença. São necessárias diretrizes para prevenir e tratar as manifestações odontológicas do XLH para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

PIa0067 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 04/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças com Transtorno de Espectro Autista
Gustavo Lottermann Lorenz, Thiago Peixoto da Motta, Debora Guedes da Mota, Cauã Gabriel Dos Santos, Ana Clara Valadares da Silveira, Renata Kézia Pereira Dos Anjos, Laís Braga Paulon, Fabiana Vargas-ferreira
DOSP UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) interfere na comunicação e interação social. Dado divulgado em abril de 2025, aponta que 1 em cada 31 crianças de oito anos terá diagnóstico de TEA nos Estados Unidos. No Brasil, pensando em proporção, estimam-se seis milhões de pessoas com TEA. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) é multidimensional. Ter um indivíduo com TEA, muitas vezes afeta a dinâmica familiar e exige adaptações nos papéis e interações entre seus membros. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de impacto na QVRSB e os fatores associados ao desfecho. Estudo transversal envolvendo cuidadores e crianças com TEA assistidas em uma instituição, Contagem, Minas Gerais. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (CAAE: 75020723.9.0000.5149). Exame clínico para cárie e gengivite (OMS) realizado por dois dentistas (kappa > 0.80) e questionário respondido pelos responsáveis. Variáveis da criança: sexo, idade, cor da pele, idade do diagnóstico, nível de apoio, bruxismo de vigília e de sono. Variáveis familiares: estrutura familiar, escolaridade materna e renda familiar. O desfecho através do instrumento "Early Childhood Oral Health Impact Scale" e categorizado em (baixo x alto) impacto na QVRSB. Programa SPSS. Análise bivariada pelos testes Qui-Quadrado de Pearson e Fisher (p<0,05). Participaram 101 famílias. A maioria das crianças era do sexo masculino (75,2%), de cor não branca (61,4%) e com idade de 4 até 5 anos (76,2%). A família ganhava até R$1412 reais (58,4%) e mais da metade tinha 2 ou mais filhos (50,5%). Houve maior impacto na QVRSB entre as crianças com cárie não tratada (p=0,001) e com gengivite (p=0,005).

QVRSB é influenciada por características clínicas.

(Apoio: CNPq - PROEX  N° PIBIC)



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