9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 621 a 630


PNa0161 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O CAMPO DE ESTUDOS EM SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL: EXPANSÃO, DISPUTAS E LIMITES EPISTÊMICOS (1988-2025)
Caio Vieira de Barros Arato, Vitor Rafael Gomes, Michelli Caroliny de Oliveira, Brunna Verna Castro Gondinho, Lucas Marques Angelim, Roberto Martins de Oliveira , Carlos Botazzo, Luciane Miranda Guerra
Saúde Coletiva FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi analisar o campo da Saúde Indígena (SI) no Brasil ao longo das últimas quatro décadas. Realizou-se uma revisão de escopo, com buscas na Biblioteca Virtual da Saúde e no PubMed. Os dados foram extraídos conforme áreas temáticas. Foram incluídos 633 artigos. Observou-se aumento da produção. As publicações concentraram-se no periódico Cadernos de Saúde Pública. O locus esteve concentrado no Rio de Janeiro, com destaque para a Fundação Oswaldo Cruz. As áreas temáticas foram Saúde Coletiva e Epidemiologia. O campo da amplia-se ao incorporar dimensões inter e intraculturais, ao reconhecer que a autoridade do conhecimento não depende da validação pela ciência hegemônica. São as próprias práticas, territórios e cosmologias que fundamentam o saber, evidenciando-se como elementos constitutivos de um Brasil historicamente marcado pela marginalização desses conhecimentos. O que antes era concebido como "problema indígena" ressurge sob uma perspectiva invertida: como potência capaz de desestabilizar a pretensa universalidade do modelo vigente, reposicionando o território e a coletividade, elementos centrais da saúde coletiva, no centro do cuidado e pluralizando as formas de fazer saúde.

Embora o campo da SI tenha crescido, esse movimento reflete respostas reativas, e não um "desenvolvimento" epistêmico sustentado. Permanece dominado por referenciais biomédicos, com concentração da produção do conhecimento, enquanto os povos indígenas são reconhecidos simbolicamente, mas raramente considerados como fontes epistêmicas autônomas. A SI corre o risco de perpetuar o "reconhecimento" sem empoderamento, mantendo assimetrias e limitando o potencial dos sistemas indígenas de reconfigurar a(s) saúde(s) coletiva(s).

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/18763-5)
PNa0162 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Atenção odontológica em centro cirúrgico hospitalar para pessoas com deficiência (PCD): Análise na região de Lins-SP
Darlene Pereira Duailibi Sperandio, Tatiane Marega, Marcelo Sperandio
pesquisa FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A odontologia hospitalar é essencial para o atendimento de pessoas com deficiência (PCD) que não toleram o tratamento convencional. Na região de Lins - SP, a ausência de centros cirúrgicos odontológicos especializados limita o acesso e compromete a continuidade do cuidado. Este estudo avaliou a percepção de cirurgiões dentistas sobre a necessidade de implantação desse serviço. Estudo observacional, transversal e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. Participaram 40 cirurgiões dentistas da região, selecionados por conveniência. A coleta foi realizada por questionário estruturado, e os dados analisados por estatística descritiva e análise qualitativa. A maioria dos profissionais possuía mais de 10 anos de experiência (65,0%), sendo que 55,0% relataram experiência com PCD, porém com baixa frequência. A necessidade de atendimento hospitalar foi identificada por 72,5% dos participantes. Dificuldades no encaminhamento foram relatadas por 82,5%, principalmente pela ausência de centros especializados (67,5%). Houve concordância de 97,5% quanto à implantação de um centro cirúrgico odontológico. Os resultados evidenciam demanda reprimida e fragilidades na rede assistencial. A implantação de um centro cirúrgico odontológico pode ampliar o acesso, qualificar o cuidado e promover maior equidade em saúde bucal. Palavras-chave: Pessoas com Deficiência; Odontologia Hospitalar; Anestesia Geral.

Houve concordância de 97,5% quanto à implantação de um centro cirúrgico odontológico.Os resultados evidenciam demanda reprimida e fragilidades na rede assistencial. A implantação de um centro cirúrgico odontológico pode ampliar o acesso, qualificar o cuidado e promover maior equidade em saúde bucal.

PNa0163 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Perfil dos brasileiros com relato de diagnóstico de câncer de boca, orofaringe ou laringe
Lara Martins Araújo, Nildelaine Cristina Costa Rocha , Débora Rosana Alves Braga Silva Montagnoli, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal descritivo analisou o perfil de indivíduos com relato de diagnóstico de câncer de boca, orofaringe ou laringe. Variáveis sociodemográficas, de acesso e uso dos serviços e de condições de saúde, provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), foram analisadas descritivamente no programa SPSS 22. A amostra foi composta por 91 indivíduos, com idade média de 63,46 anos. A maioria era do sexo masculino (59,90%), relatou ser da raça branca (58,30%), ter até 9 anos de estudo (59,00%), renda per capita de até um salário mínimo (48,40%), ter domicílio com água tratada para beber (76,70%), rede de esgoto (83,10%) e coleta de lixo (95,40%). Entre os fatores de risco, a maior parte declarou não consumir álcool (74,80%) e não fumar (66,90%). Sobre o acesso e uso dos serviços de saúde, a maioria relatou não possuir plano médico (73,00%) ou odontológico (96,40%), mas 99,20% relataram ter consultado um médico no último ano e apenas 41,60% relataram consulta odontológica no mesmo período. Sobre os hábitos de higiene bucal a maioria relatou utilizar escova (93,90%) e pasta de dente (92,01%), mas apenas 48,70% relataram uso do fio dental. A saúde geral foi considerada regular por 46,60% dos respondentes, enquanto a bucal foi avaliada como boa/muito boa por 62,80%. Além disso, 65,90% não relataram dificuldades para se alimentar e 58,40% não referiram limitações funcionais decorrentes da doença.

O perfil dos participantes mostrou-se condizente com a literatura. Muitos indivíduos ainda mantêm fatores de risco para o desenvolvimento da doença, apresentam baixa frequência de consultas odontológicas regulares e parecem dissociar a saúde bucal da geral.

(Apoio: CAPES)
PNa0164 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores associados ao tipo de serviço odontológico utilizado e interação com o sexo na população adulta brasileira: uma análise multinível
Nildelaine Cristina Costa Rocha , Juliana Vaz de Melo Mambrini, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
Odontologia Social e Coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou fatores associados ao tipo de serviço de saúde bucal utilizado pela população adulta brasileira e possíveis interações com o sexo. Dados de 7460 adultos, de 35 a 44 anos, que participaram do SB Brasil 2023, residentes em 331 municípios, foram analisados. O desfecho foi o tipo de serviço odontológico utilizado, dicotomizado em público e privado. As variáveis independentes individuais incluíram sexo, idade, cor da pele, escolaridade, recebimento de Bolsa Família, plano de saúde, acesso à internet, tempo e motivo da última consulta, dor de dente, cárie, CPI, autopercepção da saúde bucal e de necessidade de tratamento. As variáveis contextuais incluíram IDH, Índice de Gini e cobertura de saúde bucal. Os dados foram analisados por Regressão Logística Multinível, com ponderação amostral e erros padrão robustos, no STATA 14.0. O maior uso de serviço público foi associado à maior desigualdade de renda (2º e 3º tercis do Índice de Gini, respectivamente: OR=2,09; IC95%:1,11-3,90; OR=2,17; IC95%:1,24-3,81) e recebimento de Bolsa Família (OR=1,83; IC95%:1,38-2,44). Maior escolaridade (≥9 anos; OR=0,28; IC95%:0,15-0,54), ter plano de saúde (OR=0,10; IC95%:0,04-0,23) e acesso à internet (OR=0,52; IC95%:0,29-0,94) associaram-se ao menor uso desse tipo de serviço. A análise de sensibilidade confirmou a estabilidade dos resultados. Apenas a cobertura de saúde bucal (2º tercil) apresentou interação significativa com o sexo feminino (OR = 2,61; IC95%: 1,14-5,96; p = 0,023).

O tipo de serviço de saúde bucal utilizado por adultos foi associado a fatores individuais e contextuais, com maior uso de serviço público por indivíduos com maior vulnerabilidade social e por mulheres em contextos com maior oferta do serviço.

(Apoio: CAPES)
PNa0166 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

FATORES PSICOSSOCIAIS MATERNOS E SEU IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE BUCAL DE CRIANÇAS COM TEA
Victor Bruno Ferro Uchoa, Cleaide Ataíde Lima Assuncao, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Susilena Arouche Costa
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre fatores psicossociais maternos e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Trata-se de um estudo transversal com 150 mães de crianças com TEA, recrutadas em clínicas especializadas no Maranhão. A QVRSB foi avaliada pelo Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ). Ansiedade, estresse percebido, suporte social e qualidade do sono materno foram mensurados por instrumentos validados. Foram realizadas análises de regressão linear múltipla hierárquica, com nível de significância de 5%. A média do escore total do P-CPQ foi 14,48 (±11,14). Maiores níveis de ansiedade materna estiveram significativamente associados a piores escores de QVRSB (β=0,36; IC95%: 0,17-0,56; p<0,001), enquanto maior suporte social apresentou associação inversa (β=-0,10; IC95%: -0,20- -0,00; p=0,049). A ansiedade materna associou-se a maior impacto emocional (β=0,14; p<0,001), funcional (β=0,10; p=0,002) e social (β=0,19; p<0,001). Maior nível de suporte no TEA e pior qualidade do sono materno também influenciaram domínios específicos.

Conclui-se que fatores psicossociais maternos, especialmente ansiedade e suporte social, estão associados à QVRSB em crianças com TEA. Esses achados reforçam a importância de abordagens interdisciplinares que integrem saúde bucal e suporte psicossocial familiar.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0167 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

AUTOPERPÇÃO,SINTOMAS BUCAIS E ACESSO AOS SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS EM POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE:ANALISE TRANSVERSAL
Marciana Canto Pessanha
Pos Graduação Mestrado Esp FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo: investigar a autopercepção da saúde bucal, sinais e sintomas autorreferidos, hábitos de higiene oral e acesso ao atendimento odontológico em pessoas privadas de liberdade. Materiais e métodos: estudo transversal, quantitativo, com 766 indivíduos após validação de dados (n inicial = 1.084). Variáveis: dor de dente (desfecho), inchaço/ferida, dificuldade mastigatória/fala, frequência de escovação e acesso ao atendimento. Análises: descritiva, qui-quadrado (p<0,05), correlação e regressão logística penalizada (Firth). Resultados: 30,7% relataram dor de dente, 29,0% inchaço/ferida e 20,8% dificuldade funcional. A escovação diária foi frequente, porém sem associação com dor (p>0,05). Houve associação significativa entre dor e lesão e dificuldade funcional (p<0,001). A regressão indicou inchaço/ferida como principal fator associado (OR>1). Observou-se limitação no acesso efetivo ao atendimento e presença de demanda reprimida. Conclusão: a população apresenta elevada carga de doença bucal ativa, associada a fatores clínicos e limitações estruturais de acesso, indicando necessidade de ampliação do cuidado odontológico no sistema prisional.

A população privada de liberdade apresentou elevada frequência de sinais e sintomas bucais, com destaque para dor de dente, lesões e comprometimento funcional. A ausência de associação entre escovação e dor indica influência predominante de fatores estruturais. A presença de lesões foi o principal fator associado à dor, caracterizando doença bucal ativa. Observou-se limitação no acesso efetivo ao atendimento e existência de demanda reprimida, reforçando a necessidade de ampliação e qualificação da atenção odontológica no sistema prisional.

PNa0168 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Uso de serviços odontológicos por crianças com Transtorno do Espectro Autista atendidas em um centro especializado no sul do Brasil
Laura Dos Santos Hartleben, Gabriela Kraemer, Lisandrea Rocha Schardosim, Marina Sousa Azevedo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo observacional investigou a utilização de serviços odontológicos por crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com até sete anos e onze meses de idade, atendidas em um centro educacional especializado no sul do Brasil. Por meio de questionário semiestruturado aplicado a 94 cuidadores, analisaram-se as barreiras relatadas e os fatores associados ao uso dos serviços, tendo como desfecho principal a ida ao dentista. Foram coletados dados socioeconômicos e demográficos, nível de suporte, motivo da consulta e barreiras ao atendimento odontológico. A análise incluiu estatística descritiva e o Teste Exato de Fisher para testar as associações e um valor de P<0,05 foi considerado estatisticamente significante. Observou-se que 45,7% das crianças nunca haviam consultado o dentista, sendo a falta de necessidade o motivo mais referido (55,8%). Entre aquelas que consultaram, a primeira visita ocorreu no primeiro ano de vida (15,7%), entre 2 e 4 anos (47,1%) e entre 5 e 7 anos (37,2%). O principal motivo da consulta foi orientação e prevenção (31,4%). A maioria utilizava o serviço menos de uma vez ao ano (44,9%), com uso semelhante entre rede pública (47,1%) e privada (45,1%). Barreiras relatadas incluíram custo financeiro, ausência de profissionais qualificados e dificuldades sensoriais e comportamentais da criança. A idade mostrou associação significativa com a consulta odontológica, mais frequente entre crianças de 6 a 7 anos (p=0,007) em comparação aos mais jovens.

O uso de serviços odontológicos por crianças com TEA é baixo e tardio, aumentando com a idade. Barreiras estruturais e comportamentais influenciam o uso, evidenciando a necessidade de qualificação profissional e incentivo à atenção precoce.

PNa0170 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

PRODUÇÃO DIGITAL DE PRÓTESES NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: ANÁLISE ECONÔMICA PRELIMINAR DOS CUSTOS DIRETOS
Eduarda Betiati Menegazzo, Matheus Borges Loures, Maria de Lara Araujo Rodrigues, Maria Regina Vinhadelle Neves, Rafaela da Silveira Pinto, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Carlos José Soares, Jaqueline Vilela Bulgareli
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo realizar uma avaliação econômica parcial dos custos diretos de insumos utilizados na produção digital de próteses fixas unitárias e placas oclusais impressa no âmbito do SUS. Trata-se de uma avaliação econômica parcial, conduzida sob a perspectiva dos custos diretos de aquisição de materiais de consumo utilizados nas etapas clínicas e laboratoriais do fluxo digital. O estudo integra um projeto piloto aprovado pelo Ministério da Saúde, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, em cinco polos regionais. Os preços dos insumos foram obtidos por levantamento de mercado em até três fornecedores nacionais, adotando-se a média aritmética como referência. Não foram incluídos custos de manutenção, depreciação, infraestrutura ou mão de obra. Considerando uma estimativa de produção mensal de 100 próteses fixas unitárias e 100 placas oclusais, e com base no custo médio dos insumos obtidos por levantamento de mercado, o custo direto unitário foi estimado em R$ 120,28 para placas oclusais e R$ 295,96 para próteses fixas unitárias impressas produzidas por fluxo digital.

Os achados evidenciam que a incorporação do fluxo digital para a produção de próteses fixas unitárias e placas oclusais no SUS apresenta viabilidade sob a perspectiva dos custos diretos de insumos, constituindo uma alternativa promissora para ampliação do acesso à reabilitação protética. Este estudo inaugura uma agenda de investigação mais ampla, sendo necessários estudos futuros que incluam a produção de próteses totais, bem como análises de custo-efetividade e avaliações econômicas completas, a fim de subsidiar de forma mais abrangente a tomada de decisão na incorporação dessas tecnologias no sistema público de saúde.

(Apoio: INCT  N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 001)
PNa0171 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Higiene Bucal em Pacientes de UTI do Hospital de Aeronáutica de Manaus: Procedimento Operacional Padrão
Pedro da Silva Rodrigues Filho, Tatiane Marega, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato
PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO ESPECIAL EM OPNE FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo desenvolver e propor um Procedimento Operacional Padrão (POP) voltado à higiene bucal de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva e Unidades de Internação do Hospital de Aeronáutica de Manaus. A proposta visa padronizar práticas assistenciais, promovendo maior segurança, eficácia e redução de complicações orais e sistêmicas, em consonância com normativas vigentes. Trata-se de um estudo descritivo e documental, fundamentado em revisão de literatura nacional e internacional e análise de diretrizes institucionais da Odontologia Hospitalar. Foram consultados artigos científicos, legislações e protocolos assistenciais, com ênfase na prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica e outras infecções oportunistas. Os achados evidenciam a relevância da higiene oral como medida preventiva em pacientes críticos, considerando a cavidade bucal como reservatório de microrganismos patogênicos. Intervenções como escovação regular, uso de clorexidina e avaliação odontológica precoce demonstram redução significativa de infecções respiratórias.

Com base nessas evidências, foi elaborado um POP adaptado à realidade institucional, contemplando avaliação oral, cuidados diários, uso de antissépticos e registro das condutas. Conclui-se que a padronização das práticas e a capacitação da equipe multiprofissional contribuem para a segurança do paciente e fortalecimento da Odontologia Hospitalar.

PNa0175 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Percepções sobre cuidados bucais após cirurgia bariátrica e desenvolvimento de material educativo
Grace Schuch, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cirurgia bariátrica é um importante recurso terapêutico para a obesidade grave, porém pode repercutir na saúde bucal e demandar cuidados específicos. O objetivo deste estudo foi compreender as percepções de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica sobre os cuidados bucais no pós-operatório, subsidiando a elaboração de um material educativo. Realizou-se uma pesquisa descritiva e aplicada, com aplicação de questionário a 62 participantes. Os resultados mostraram melhora significativa da qualidade de vida após a cirurgia e reconhecimento da necessidade de mudanças de hábitos. Em relação à saúde bucal, observou-se relato de alterações após o procedimento, embora a maioria não tenha referido aumento importante de sensibilidade dentária, cárie, desgaste dentário ou dor gengival. Verificou-se baixa frequência de orientação odontológica antes e após a cirurgia, além de carência de informações sobre cuidados bucais e possíveis complicações orais. Houve ampla aceitação da proposta de elaboração de um material educativo, com concordância sobre a necessidade de orientações específicas para esse público.

Conclui-se que existem lacunas na orientação em saúde bucal de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, reforçando a relevância de se desenvolver um material educativo para promoção do autocuidado e prevenção de agravos bucais.




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