9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 631 a 640


PNa0177 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

"BOCA QUE ENSINA, SORRISO QUE INCLUI"
Isabel Rosana Benati, Tatiane Marega, Juliana Cama Ramacciato, Marcelo Sperandio

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal é um componente essencial da qualidade de vida, influenciando diretamente aspectos como alimentação, comunicação, autoestima e bem-estar geral. No entanto, no caso dos Pacientes com Necessidades Especiais (PNE), o cuidado odontológico é frequentemente negligenciado devido à falta de capacitação dos profissionais de saúde e à escassez de materiais educativos acessíveis aos cuidadores e familiares. Será desenvolvido um E-Book e um site com blog especializado em saúde bucal voltado ao público PNE, oferecendo conteúdo técnico e prático, elaborado a partir de revisão bibliográfica e levantamento qualitativo das principais dificuldades enfrentadas nesse contexto. Utilizando ferramentas digitais de criação, plataformas de hospedagem e recursos interativos, o projeto propõe uma solução inovadora de caráter informativo, formativo e colaborativo. Conta também com espaço de troca de informações e experiências, permitindo que profissionais, cuidadores e familiares compartilhem depoimentos, desafios e soluções, promovendo aprendizado coletivo e engajamento. É de grande relevância as parcerias com profissionais e empresas que oferecem serviços e produtos voltados para PNE, criando uma rede de apoio e ampliando o aceso a soluções especializadas.

Esta iniciativa contribui para reduzir desigualdades no acesso ao cuidado odontológico e fortalecer a rede de apoio entre profissionais, cuidadores e familiares.

PNa0179 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Conhecimento, percepção de risco e preparo para orientação sobre cigarros eletrônicos entre estudantes de Odontologia
Enzo de Carvalho Santinato, Michele Baffi Diniz, Renata Oliveira Guaré
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de cigarros eletrônicos (CE) tem crescido de forma expressiva, especialmente entre jovens, impondo novos desafios à prática odontológica. Este estudo avaliou o conhecimento, a percepção de risco e o preparo de estudantes concluintes de Odontologia para orientar pacientes quanto ao uso desses dispositivos. Participaram 139 estudantes do último ano de uma universidade privada em São Paulo (28,7 ± 7,7 anos; 68,3% do sexo feminino), que responderam a um questionário sobre uso, conhecimento, percepção de risco e formação acadêmica relacionada aos CE. Os dados foram analisados por estatística descritiva e teste do qui-quadrado de Pearson (p < 0,05). Mais da metade dos estudantes (55,4%) já experimentou cigarros eletrônicos, embora apenas 10,1% relatem uso recente. Apesar da elevada percepção de risco, 89,9% consideram os CE tão ou mais prejudiciais que o cigarro convencional. O conhecimento mostrou-se incompleto: apenas 56,8% sabem que a comercialização desses dispositivos é proibida no Brasil. Embora a maioria reconheça a presença de nicotina (77,7%) e os efeitos nocivos do aerossol (91,4%), menos da metade (48,2%) relatou ter recebido informações sobre o tema durante a graduação, e 51,1% não se sentem preparados para orientar pacientes. Não houve associação entre uso prévio e percepção de risco (p = 0,931), mas a formação acadêmica associou-se ao preparo para orientação (p < 0,001).

Os estudantes apresentam elevada percepção de risco em relação aos cigarros eletrônicos, porém com conhecimento parcial e preparo limitado para a orientação clínica, evidenciando que a formação acadêmica exerce papel determinante na capacitação profissional.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0181 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capital social e condições de saúde bucal em quilombolas do Médio Vale Jequitinhonha: um estudo transversal
Edwin Cardoso Neves, Rafaella Calixto Vieira Praes, Maria Rita Lima Lopes, Cristina Isolan, Thiago Fonseca Silva, Dhelfeson Willya Douglas-de-Oliveira, Paula Cristina Pelli Paiva, Haroldo Neves de Paiva
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo descrever as condições de saúde bucal e analisar associações com o capital social em comunidades quilombolas do Médio Vale do Jequitinhonha (MVJ), Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal, conduzido em 11 comunidades do MVJ. Foram incluídos indivíduos autodeclarados quilombolas com 18 anos ou mais, residentes nas comunidades selecionadas. A coleta de dados incluiu entrevistas utilizando formulário socioeconômico e o Questionário Integrado para Medir Capital Social e exames físicos intraorais. Participaram 369 indivíduos, com média de idade de 49,87 anos, sendo 70,5% do sexo feminino. O índice CPO-D médio foi de 12,95, com predominância do componente perdido (83,5%). A prevalência de cárie ativa foi de 41,1% e o edentulismo total acometeu 18,2% da amostra. Na análise bivariada, o CPO-D elevado apresentou associação estatisticamente significativa com a idade (p < 0,001) (RP = 17,76; IC 95%: 2,31-23,59) e o estado civil (p = 0,008) (RP = 0,163; IC 95%: 0,036-0,732). A presença de cárie ativa também esteve associada à idade (p = 0,001) (RP = 2,062; IC 95%: 1,352-3,144). Na análise multivariada de Poisson, ajustada pelo sexo, indivíduos com 50 anos ou mais apresentaram menor razão de prevalência de CPO-D elevado (RP = 0,929; IC95%: 0,888-0,971; p = 0,001). Indivíduos não casados apresentaram maior razão de prevalência de CPO-D elevado (RP = 1,044; IC95%: 1,004-1,085; p = 0,032).

Conclui-se que existe uma elevada carga de doenças bucais entre os quilombolas da região, com destaque para a perda dentária e doença cárie. Possuir menos de 50 anos e não ser casado foi associado a maior razão de prevalência de CPO-D elevado. Não houve associação significativa entre condições de saúde bucal e os domínios do capital social.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
PNa0182 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise de caminhos relacionando saúde bucal com estado nutricional e funcional de pessoas idosas: um estudo transversal
Fernanda Vaz de Melo Diniz Cotta, Alvaro Augusto da Silva Alves, Aline Araujo Sampaio, Thayse Mayra Chaves Ramos, Fernanda Lamounier Campos, Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa, Raquel Conceição Ferreira
DOSP UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a relação entre indicadores de saúde bucal e a condição nutricional e funcional de residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) de Belo Horizonte, MG. Os dados foram coletados em prontuários, entrevistas, exames físicos e bucais por pesquisadores treinados e calibrados. O estado funcional foi uma variável latente resultante da fragilidade, incapacidade, dependência funcional e sarcopenia. A circunferência da panturrilha indicou a condição nutricional. As variáveis de saúde bucal foram número de dentes naturais, higiene, performance mastigatória e dependência para higiene bucal. Sexo, idade e número de comorbidades foram as covariáveis. As associações foram testadas por modelagem de equações estruturais. Das 307 pessoas idosas, 295 tiveram a condição funcional avaliada e 194 passaram por exame bucal. A maioria das pessoas idosas foram consideradas frágeis ou pré-frágeis. A dependência na escovação e o acúmulo de biofilme foram relacionados a maior perda funcional. A circunferência maior da panturrilha foi associada a menor declínio funcional. Performance mastigatória e o número de dentes não mostraram relação direta com o estado funcional. Maior número de dentes naturais se relacionou positivamente com melhor performance mastigatória e esta com maior circunferência de panturrilha. Efeitos indiretos indicaram relação significativa entre número de dentes naturais e circunferência de panturrilha mediada por performance mastigatória.

A perda dentária, mediada pelo comprometimento da performance mastigatória, está associada a pior condição nutricional. Esta condição e o maior acúmulo de biofilme resultam em maior perda funcional em pessoas idosas.

(Apoio: CAPES)
PNa0183 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da pandemia nos registros de câncer de lábio e tempo para início do tratamento no Brasil: uma análise de séries temporais de 2019-2024
Jéssica Lourdes de Aguiar Gonçalves, Débora Rosana Alves Braga Silva Montagnoli, Rodnei Alves Marques, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar o impacto da pandemia da covid-19 no total de registros de câncer de lábio (CL) e do tempo para início do tratamento (TIT) no Brasil. Foram utilizados registros de câncer de lábio (CID-10: C00) do Painel Oncologia- DATASUS de 2019 a 2024. O TIT foi categorizado em ≤30 dias e >30 dias. O período pandêmico foi definido conforme as portarias de 2020 e 2022 do Ministério da Saúde sobre o início e o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Séries temporais dos registros foram analisadas por meios dos testes Ljung-Box, Dickey-Fuller, Mann-Kendal, Kruskal-Wallis e Sen-Slope e do modelo de regressão linear Interrupted Time Series Analysis-ITS utilizando o software R. A série do total de registros de CL apresentou autocorrelação temporal (p<0,001). Houve ruptura estrutural associada à pandemia, com queda consistente de casos de CL em 2021. A redução média de registros de CL foi de 22,8 casos, indicando impacto negativo persistente no período pandêmico (p=0,007). O TIT ≤30 dias foi superior ao TIT >30 dias. A série TIT≤30 apresentou tendência monotônica decrescente ao longo do tempo (p<0,001) e redução adicional média de 6,9 casos durante a pandemia (p<0,001). Já a série TIT>30 dias não apresentou efeito pandêmico significativo. Observou-se convergência entre ambas as séries TIT≤30 e TIT>30 dias em 2024, chegando a valores iguais em junho deste ano.

Houve impacto da pandemia da covid-19 com queda no total de registros de CL e do TIT ≤30 no Brasil, reforçando a necessidade de estratégias para reorganização da assistência ao CL no país.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 132264/2025-0)
PNa0184 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Perda dentária em indivíduos com doenças reumatológicas e sua associação com a atividade da doença
Laura Silva Siano Rodrigues, Lydia Silva Provinciali, Victória Boëchat Feyo, Mel Ferreira de Araújo, Rayssa Pereira Oliveira, Aneliese Holetz de Toledo Lourenço, Viviane Angelina de Souza, Gisele Maria Campos Fabri
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O envolvimento bucal nas doenças reumatológicas (DRs) permanece subestimado na prática clínica, particularmente no que concerne à perda dentária como desfecho de doença periodontal não controlada. Este estudo transversal investigou a perda dentária em indivíduos com DRs atendidos em hospital universitário, analisando sua associação com o nível de atividade inflamatória sistêmica comparados com um grupo controle. A avaliação odontológica incluiu exame clínico periodontal e a coleta do Índice de Dentes Cariado Perdidos e Obturados (CPOD), com ênfase no componente "perdido", e a atividade das doenças foi mensurada por instrumentos validados. A amostra incluiu 56 participantes (37 com DRs e 19 controles), com maior média de idade no grupo de estudo (56,9 ± 14,39 vs. 44,7 ± 14,37). Ao realizar o exame clínico odontológico, observou-se pior condição de saúde bucal nos participantes com DRs, que apresentaram maior média de CPOD (17,19 ± 4,95 vs. 13,22 ± 10,61) e de dentes perdidos (12,73 ± 16,26 vs. 1,36 ± 1,41). A presença de periodonto classificado como doente foi frequente em ambos os grupos (72,98% vs. 84,22%). Especificamente no grupo de estudo, constatou-se que indivíduos com maior atividade da doença apresentaram maior média de perda dentária (14,38 ± 15,55 vs. 9,58 ± 3,53) em relação àqueles em remissão ou baixa atividade.

Concluiu-se que indivíduos com DRs podem apresentar pior condição de saúde bucal, com maior perda dentária, potencialmente associada a maior atividade inflamatória. Estudos longitudinais são necessários para estabelecer a temporalidade dessa associação. Os dados reforçam a relação bidirecional entre saúde bucal precária e carga inflamatória sistêmica.

(Apoio: CAPES  N° 88887.228778/2025-00)
PNa0185 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Demandas odontológicas em serviços de saúde de urgência e emergência: reflexos da fragilidade na atenção básica
Carolina Santos de Almeida Carneiro, Suzely Adas Saliba Moimaz, Tânia Adas Saliba
Doutorado Saúde Coletiva em Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar a percepção dos usuários na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sobre o acesso, continuidade e qualidade do cuidado em saúde bucal. Trata-se de um estudo observacional, de corte transversal com abordagem quantitativa, realizado com 200 usuários atendidos no serviço de urgência e emergência odontológica no município de Salvador, Bahia. Os dados foram coletados por meio de instrumento semiestruturado e analisados nos softwares Epi Info 7.2.4.0 e BioEst 5.0, com testes estatísticos e nível de significância de 5%. A maioria dos participantes era do sexo feminino (62%) e tinha entre 18 e 40 anos (51,50%). A dor foi o principal motivo da procura (52%), com destaque para queixas como trauma (31,0%) e inflamação na gengiva (17,0%). A maioria dos usuários (95%) relataram tentativa prévia de atendimento na UBS sem resolução do problema, destacando-se a falta de vagas (51,50%) e de profissionais (31%). Quanto à continuidade do cuidado, houve associação significativa entre tempo de dor e procura prévia (p=0,0394), justificando a persistência dos usuários na busca por atendimento e na dificuldade recorrente no agendamento de consulta no âmbito primário. Foi relatada elevada satisfação com o atendimento na UPA (75%).

Diante desse contexto, a utilização da UPA como porta de entrada reforça a fragmentação do sistema e a centralidade em práticas curativas, evidenciando a necessidade de fortalecimento da atenção primária, com ampliação do acesso, garantia da continuidade do cuidado e qualificação da assistência em saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 92485725.6.0000.5420)
PNa0186 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

SAÚDE BUCAL NA CIRURGIA BARIÁTRICA
Lucas Fernandes Braga, Aianne Souto Pizzolato Ribeiro, Beatriz Tomé Martins de Moraes, Paula Midori Castelo
Patologia Investigativa UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Resultados prévios do grupo demonstraram deterioração da saúde bucal durante o tratamento da obesidade mórbida, com a coexistência de cárie dentária e doença periodontal associados a mudanças dietéticas, comportamentais e salivares, tanto no período pré-operatório quanto após a cirurgia bariátrica. Observou-se ainda que orientações convencionais de higiene bucal não foram suficientes para controle dessas condições, evidenciando a necessidade de orientações específicas para esse público. Diante disso, desenvolveu-se um projeto de extensão com o objetivo de elaborar materiais instrucionais voltados à promoção da saúde bucal em pacientes bariátricos e à equipe que assiste o paciente. Foram produzidos 13 vídeos educativos que abordam higiene oral, dieta, controle do biofilme e autoavaliação bucal. Os conteúdos foram disponibilizados em plataforma digital e enviados de forma sequencial aos pacientes no período de 6 meses, de acordo com o momento clínico, visando reforço contínuo das orientações.

A utilização de mídias digitais mostrou-se uma estratégia promissora para a ampliação do acesso à informação, estímulo ao autocuidado e fortalecimento da educação em saúde, destacando o potencial dessas ferramentas na prevenção de agravos bucais em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.

(Apoio: CNPq  N° 132285/2024-0)
PNa0188 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Aspectos bucais de pacientes adultos com Síndrome de Moebius
Caroline Augusta Belo Faria, Renata Lidorio Alves Pinto, Jheinis Stefany Pascuineli Duarte, Aline Aparecida Muniz, Nathália Tuany Duarte, Marina Gallottini
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Síndrome de Moebius (SM) é uma condição congênita rara e não progressiva, caracterizada principalmente por paralisia facial, limitação da abdução ocular, alterações ortopédicas e manifestações bucais atípicas, como malformação na língua, incapacidade de selamento labial, movimentos bucais de autolimpeza limitados. Ao longo de 30 anos, o CAPE (Centro de Atendimento a Pacientes Especiais) atendeu 175 pacientes com SM para tratamento odontológico, a maioria encaminhada pela AMOB (Associação de Amigos da Síndrome de Moebius), ainda na primeira infância. Entretanto, nos últimos anos, observou-se que alguns pacientes com SM passaram a procurar o CAPE pela primeira vez já na fase adulta. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi caracterizar os aspectos gerais e odontológicos desses indivíduos por meio de um estudo retrospectivo. Foram coletados dados sociodemográficos, médicos e odontológicos, incluindo queixas e condições bucais. Do total de pacientes com SM atendidos no CAPE, 12 (12/175; 6,9%) tiveram o primeiro atendimento entre 18 e 34 anos, com distribuição equivalente entre os sexos. A maioria dos pacientes exibia depressão e ansiedade. As principais queixas odontológicas incluíram sangramento gengival, cárie, dor, maloclusão, mobilidade dental, bruxismo e xerostomia. A maioria dos pacientes apresentou múltiplas lesões de cárie, com índice CPOD (dentes cariados, perdidos e obturados) variando de 6 a 32, além de alta frequência de gengivite e higiene oral insatisfatória.

Os achados evidenciam elevada demanda odontológica o que pode estar relacionado ao acesso tardio em um serviço odontológico especializado.

PNa0189 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Interprofissionalidade e produção do cuidado na Estratégia Saúde da Família em territórios rurais vulneráveis
Bárbara Rachelli Farias Teixeira, José Marcos Pereira Júnior, Amrinderbir Singh, Franklin Delano Soares Forte
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a dinâmica das práticas colaborativas interprofissionais desenvolvidas por equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) em contextos rurais vulneráveis, identificando fragilidades e potencialidades para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS). Estudo qualitativo de casos múltiplos realizado em três municípios rurais do Nordeste brasileiro, com 23 profissionais de equipes da ESF. A produção dos dados incluiu entrevistas semiestruturadas, observação não participante e registros em diário de campo. A análise seguiu a abordagem hermenêutico-dialética, com construção de categorias interpretativas. A interprofissionalidade emergiu como prática tensionada entre limites estruturais e arranjos organizacionais locais. Vulnerabilidades socioeconômicas, precariedade de infraestrutura e fragilidades na articulação da rede condicionaram a organização do cuidado e restringiram a resolutividade da APS. Em resposta, as equipes mobilizaram estratégias adaptativas, com protagonismo da enfermagem na coordenação do processo de trabalho e a atuação dos agentes comunitários de saúde na mediação entre serviços e território. Persistem, contudo, hierarquizações do modelo médico-centrado e sobrecarga assistencial, limitando a colaboração interprofissional efetiva.

Em territórios rurais vulneráveis, a interprofissionalidade configura-se menos como diretriz normativa e mais como prática situada e adaptativa. Sua consolidação requer não apenas investimentos estruturais, mas o fortalecimento de arranjos organizacionais e da educação permanente que sustentem a interprofissionalidade no cotidiano do trabalho em saúde.

(Apoio: CAPES)



.