9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 2691 a 2700


LHI006 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Efeitos Sequenciais da Adenotonsilectomia e Expansão Rápida da Maxila no Volume das Vias Aéreas e no Fluxo de Ar: Ensaio Clínico randomizado
Yamyle Claudia Velasquez Barragan, Maria Cecilia Monteiro Marques Magalhaes, Gabriella Lopes de Rezende Barbosa, David Normando, Ivy Kiemle Trindade Suedam, Carlos José Soares, Guilherme de Araujo Almeida
UBERLANDIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar o impacto de duas sequências terapêuticas - Adenotonsilectomia seguida de expansão rápida da maxila (AT-ERM) versus ERM-AT - sobre o volume das vias aéreas e a dinâmica do fluxo aéreo em crianças com apneia obstrutiva do sono (AOS). Trinta e duas crianças não obesas (média: 8,5 anos), com hipertrofia adenotonsilar e constrição maxilar, foram randomizadas nos grupos AT-ERM ou ERM-AT. Utilizou-se tomografia computadorizada de feixe cônico em três momentos: avaliação inicial (T0), após a primeira (T1) e a segunda (T2) intervenção. Os volumes foram segmentados e a resistência ao fluxo foi calculada por Dinâmica de Fluidos Computacional (CFD). Trinta participantes completaram o estudo. Observou-se que a sequência AT-ERM promoveu redução precoce e significativa da resistência ao fluxo já em T1 (P<0,001) e ganhos volumétricos orofaríngeos. Já a sequência ERM-AT apresentou aumentos nos volumes nasal e nasofaríngeo em T1, mas sem redução relevante da resistência total inicial. Interações significativas Grupo × Fase ocorreram para resistência (P=0,004) e volume orofaríngeo (P=0,002).

Concluiu-se que, em crianças não obesas com hipertrofia adenotonsilar severa, a adenotonsilectomia promoveu melhora funcional mais precoce das vias aéreas. Embora ambas as sequências apresentassem ganhos volumétricos semelhantes ao final, a ordem das intervenções influenciou o tempo de recuperação da função respiratória.

(Apoio: CAPES  N° 001)
LHI007 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Efeito do repolimento na rugosidade de superfície e estabilidade de cor de compósitos bioativos
Shareen Melannie Acuña Flores, Fernanda de Carvalho Panzeri
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito do repolimento na cor e na rugosidade (Ra) de resinas compostas convencionais e bulk-fill, com e sem carga S-PRG. Coroas de 96 incisivos bovinos foram incluídas em resina acrílica e planificadas. Cavidades vestibulares (6 × 6 × 2 mm) foram confeccionadas e restauradas. As amostras foram distribuídas em oito grupos (n=12), conforme a resina (Filtek Z350 XT - FZ, Filtek One Bulk-Fill - OB, Beautifil II - BF e Beautifil Bulk Restorative - BB) e o sistema de polimento utilizados (Sof-Lex Pop On - SOF e Enhance - EN). Na sequência, as amostras foram submetidas a manchamento em café por 15 dias, (2x/dia), seguida de repolimento. A rugosidade (Ra) e a cor (ΔE₀₀) foram avaliadas em quatro momentos: inicial, após polimento, após imersão em café e após repolimento. Os dados de Ra foram analisados por 2-way ANOVA/Bonferroni e ΔE₀₀ por Kruskal-Wallis/Dunn (P<0,05). Não houve diferença entre os sistemas de polimento quanto à alteração de cor (p>0,05), porém BB apresentou maior alteração quando polidos com SOF. Ra foi maior após manchamento e menor após repolimento, sendo influenciada por resina e sistema de polimento (p < 0,05).

Os diferentes sistemas de polimento não influenciam a alteração de cor, que depende do material. Por outro lado, a rugosidade é influenciada tanto pelo material quanto pelo sistema de polimento, sendo parcialmente revertida após o repolimento

(Apoio: CAPES)
LHI008 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Resistencia de união e viscoelasticidade de resina composta autopolimerizável associada a resinas composta fotopolimerizáveis
Lilibeth Carola Leyton Mendoza, Délio Neto Duarte Melo, Wilson Pires Flauzinho Neto, Gisele Rodrigues da Silva, Rayssa Ferreira Zanatta, Carlos José Soares
Dentística e Materias Dentários UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou características micromorfológicas e viscoelásticas de resina composta autopolimerizável (Stela Automix, SDI) e a resistência de união com 3 resinas compostas fotopolimerizáveis convencionais: Vittra APS (FGM), Forma (Ultradent), e Luna 2 (SDI) usadas como recobrimento. Foram obtidos 270 palitos com (1 mm2) combinando a resina Stela com uma das resinas compostas convencionais. Os espécimes foram testadas por ensaio de microtração após 24 horas de armazenamento 100% de umidade a 37 °C. O modo de falha foi avaliado em microscópio óptico, e análise fractográfica por microscopia eletrônica de varredura. A ultramorfologia interfacial e distribuição química foram analisadas por microscopia confocal. Os dados de resistência de união (MPa) foram avaliados por ANOVA em 1 fator e Tukey (α = 0,05). A análise mecânica dinâmica (DMA) revelou diferenças no comportamento viscoelástico. Vittra APS apresentou maior tan δ e menor módulo de armazenamento, indicando maior viscoelasticidade, enquanto a Stela exibiu menor tan δ e maior Tg, sugerindo material de maior rigidez e reticulação. Forma e Luna apresentando comportamento intermediário. A combinação Stela/Forma e Stela/Luna apresentou valores de resistência de união significativamente maiores que Stela/Vittra APS (p < 0,05). Falhas coesivas na resina composta convencional foram predominantes em todos os grupos, especialmente na combinação Stela/Vittra APS.

Conclui-se que a resistência de união entre a resina autopolimerizável Stela e as resinas fotopolimerizáveis foi dependente do material. Contudo, todas as combinações apresentaram-se aceitáveis, indicando o potencial de uso da Stela como base em restauradores combinadas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9 APQ-03238-24)
LHI009 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Desempenho de adesivos universais contendo ou não silano na adesão à dentina: um estudo in vitro
Diego Melendez, Camila Farias Monteles, Pedro Henrique de Aguiar Moreira, Gabriel David Cochinski, Mylena de Abreu Cardoso, Cesar Solar Loayza, Adriano Chaves de Oliveira Filho, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o desempenho de adesivos universais com e sem silano nas propriedades adesivas à dentina no tempo imediato e após termociclagem in vitro. Sessenta e quatro molares humanos hígidos foram distribuídos aleatoriamente em oito grupos, de acordo com a incorporação de silano (adesivos universais sem silano: Scotchbond Universal [SBU] e Ambar Universal APS [AUA]; com silano: Scotchbond Universal Plus [SUP] e Ambar Universal APS Plus [AUP]), a estratégia adesiva (condicionamento e lavagem [CL] ou autocondicionante [AC]) e o tempo de avaliação (imediato ou após termociclagem). Os adesivos foram aplicados sobre a dentina oclusal e restaurados com resina composta. Palitos resina-dentina (0,8 mm²) foram preparados para as análises de resistência de união à microtração (RU), nanoinfiltração (NI) e grau de conversão (GC). Os dados foram analisados estatisticamente (α = 0,05). A termociclagem reduziu significativamente a RU para todos os adesivos (p < 0,001), enquanto a incorporação de silano não teve efeito (p = 0,31). A estratégia CL apresentou valores de RU mais elevados do que a estratégia AC (p < 0,001). Após a termociclagem, a NI não diferiu entre os adesivos na estratégia CL; entretanto, diferenças significativas foram observadas na estratégia AC, particularmente entre SBU e SUP (p < 0,001). A NI apresentou alterações significativas ao longo do tempo para o SUP na estratégia CL e para todos os adesivos na estratégia AC (p < 0,001). O GC não foi afetado pelo tipo de adesivo nem pela estratégia adesiva (p > 0,05).

Conclui-se que o desempenho de adesão à dentina dos adesivos universais foi influenciado principalmente pela estratégia adesiva e pelo envelhecimento, enquanto a incorporação de silano teve efeito limitado.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq  N° 304817/2021-0)
LHI010 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Análise biomecânica do trauma orofacial frontal e lateral: influência do material e espessura de protetores bucais personalizados
Airin Avendano Rondon, Maribí Isomar Terán Lozada, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Carlos José Soares
Dentistica UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência do material e espessura posterior de protetores bucais customizados na dissipação de tensões orofaciais. Foram simulados protetores bucais confeccionados termoplastificados em EVA (BioArt) e impressos em resinas 3D (KeyGuard/Keystone), com 4 mm na região anterior e 2 ou 4 mm na região posterior. As propriedades mecânicas foram calculadas por ensaios de dureza Shore A, resistência à tração (MPa), módulo de elasticidade (MPa), densidade (g/cm³) e coeficiente de Poisson. Análise dinâmica por elementos finitos com modelo 3D das estruturas craniofaciais foram desenvolvidos simulando condições sem protetor e com protetores bucais, submetidas a impactos por esfera rígida a 5000 mm/s frontal na maxila e lateral na mandíbula. As tensões e deformações foram avaliadas por mapas de tensão. ANOVA em fator único revelou diferenças significativas entre os materiais para todos os testes avaliados (p<0,01), exceto para densidade (p=0,055). A ausência de protetores resultou em maiores tensões e deformações craniofaciais e dentárias. No impacto lateral, houve propagação de tensões para os dentes, corpo mandibular, rebordo alveolar, ramo e região do côndilo. Protetores com 4 mm na região posterior dissiparam melhor as tensões do que os de com 2 mm, especialmente quando produzidos em EVA. No impacto frontal, o protetor reduziu as tensões de forma mais marcante.

Concluiu-se que o uso de protetores, impressos e em EVA, reduzem drasticamente os efeitos de diferentes impactos. Impactos laterais na mandíbula demonstram que exames de imagens nas raízes de molares palatinos são recomendados.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° INCT-Odonto N°406840/2022 9/APQ-03238-24)
LHI011 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Sobrevida à fadiga de dentes anteriores restaurados com pinos de fibra e resina quimicamente ativada versus cimentos resinosos dual core
Maribí Isomar Terán Lozada, Airin Avendano Rondon, Guilherme Mendonça Benoni, Paulo César Bandeira Junqueira, Maria Eduarda Martin Dos Santos, Carlos José Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a sobrevida e o modo de falha de incisivos bovinos restaurados com pinos de fibra cimentados e reconstruídos com resina composta quimicamente ativada (Stela Automix, SDI), em comparação com 2 cimentos resinosos dual core (Clearfil DC Core Plus, Kuraray; Luxa Core Z, DMG). Quarenta e cinco incisivos com raízes retas foram distribuídos em 3 grupos (n = 15). Coroas impressas em resina 3D (Voxelprint Ceramic; FGM) foram cimentadas com os mesmos materiais e os espécimes foram submetidos à fadiga cíclica acelerada (5 Hz), iniciando com carga de 50 N e incrementos de 100 N a cada 15.000 ciclos até a falha. O modo de falha foi avaliado por meio de radiografia digital e transiluminação. Análise por elementos finitos foi realizada para caracterizar a distribuição de tensões (von Mises modificado MPa) no complexo restaurado. Os cimentos resinosos dual core Luxa Core Z (295,9 ± 80,2A N) e Clearfil DC Core Plus (260,2 ± 49,9A N) apresentaram sobrevivência mecânica em torno de 35.000 ciclos, com comportamento homogêneo entre os espécimes. A resina quimicamente ativada Stela demonstrou desempenho médio de 30.000 ciclos (204,2 ± 85,3A N). Os modos de falha foram predominantemente reparáveis em todos os grupos. Maiores picos de tensão foram localizados na interface pino-núcleo e na região cervical para os cimentos dual-cure. A resina Stela apresentou menores níveis e mais homogênea distribuição de tensões.

A resina quimicamente ativada Stela Automix apresenta comportamento similar a cimentos resinosos dual core na cimentação de pino, reconstrução e cimentação de coroas impressas 3D sob fadiga cíclica.

(Apoio: CAPES  N° 001   |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9/ APQ-03238-24)
LHI013 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Desigualdades socioeconômicas na utilização de serviços públicos e privados de saúde bucal no Brasil
Líria Sheila Chamane, Rosana Leal do Prado, Doralice Severo da Cruz, Ana Luíza Guerra Francisco, Maria Luíza Viana Fonseca, Maria Luíza do Nascimento Silva, Loliza Luiz Figueiredo Houri Chalub, Raquel Conceição Ferreira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se associação entre utilização de serviços de saúde bucal e condição socioeconômica e se o tipo de serviço utilizado modificou a associação. Estudo transversal com dados secundários dos inquéritos SBBrasil 2003, 2010 e 2023, em adultos de 35-44 anos, usando amostragem probabilística complexa. O desfecho foi utilização de serviços de saúde bucal (nunca usou, ≤1 ano, >1 - <3 e ≥3 anos). Foram ajustados modelos de regressão logística múltipla pelas variáveis idade, sexo, raça/cor, dor dentária, autopercepção de saúde bucal, presença de cárie e nr de dentes. Em modelo combinado dos 3 inquéritos, testaram-se interações entre ano e variáveis socioeconômicas e entre tipo de serviço, escolaridade e renda, com ajuste pelo ano do inquérito. Probabilidades de utilização de serviços foram estimadas segundo variáveis socioeconômicas e tipo de serviços. A utilização de serviços de saúde bucal no último ano manteve associação com escolaridade e renda. Não houve interação significativa entre ano e indicadores socioeconômicos. Observou-se interação significativa entre tipo de serviço e condição socioeconômica e associação de escolaridade e renda variou conforme o serviço utilizado. Entre usuários de serviços privados, os gradientes foram mais acentuados: a probabilidade de utilização variou de 21,35% (0 ano de estudo) a 55,06% (≥12 anos) e de 33,97% (≤1 Salário Mínimo - SM) a 58,95% (>5 SM). Entre usuários de serviços públicos, as variações foram menores, 34,75% a 52,41% para escolaridade e 46,39% a 54,77% para renda.

Persistem desigualdades socioeconômicas, modificadas pelo tipo de serviço utilizado. Serviços públicos apresentaram gradientes menos acentuados, sobretudo na escolaridade, enquanto desigualdades por renda permaneceram.

(Apoio: CAPES  N° 88887.244032/2026-00  |  CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 310938/2022-8)
LHI014 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Exploring the Integration of Artificial Intelligence in Dental Education: A Qualitative Study of Professors and Postgraduate Students
Steven Kadeem Moore, Ranielle Cristine Alves Martins, Túlio Eduardo Nogueira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

This study aimed to explore the use of artificial intelligence (AI) in dental education and examine perceived benefits, challenges, and impacts on academic and clinical training from the perspectives of professors and postgraduate students. This qualitative study was conducted at the Faculty of Dentistry, Federal University of Goiás, using a purposive sample of professors and postgraduate students from Master's and PhD programs. Postgraduate students ranged from 26 to 33 years of age, while professors ranged from 33 to 41 years and reported 4 to 13 years of teaching experience. Data were collected through semi-structured interviews and analyzed using thematic analysis. Four overarching themes emerged: academic use of AI; perceived benefits; risks and limitations; and institutional context. AI was mainly used for scientific writing, translation, content organization, and teaching preparation. Reported benefits included improved efficiency, clearer written communication, and support in accessing English-language content. Concerns involved inaccurate outputs, fabricated references, technological dependence, and impacts on critical thinking. Professors emphasized ethical and pedagogical concerns and the absence of institutional guidance, while postgraduate students reported more frequent, task-oriented use.

It can be concluded that AI is already integrated into academic practices; however, differences between professors' and postgraduate students' perspectives highlight the need for institutional guidance and curricular strategies to support responsible and critical AI use in dental education.

(Apoio: CAPES)
LHI015 - Prêmio LAOHA-Colgate de Valorização à Internacionalização
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco B - Verde

Comportamento tribocorrosivo de protocolos de descontaminação mecânica impacta respostas microbiológicas e inflamatórias em implantes
Catia Sufia Alves Freire de Andrade, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Samuel Santana Malheiros, Guilherme Almeida Borges, Catharina Marques Sacramento, Nathalia Reiche Moreira, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
Periodontia e protese FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A descontaminação mecânica é etapa fundamental no controle da peri-implantite, porém pode ocasionar liberação de partículas com potencial efeito biológico. Este estudo avaliou a influência da superfície do implante e do instrumento (cureta de titânio - cTi ou teflon - cTef) na remoção de biofilme, tribocorrosão e resposta inflamatória. Discos e implantes de titânio foram distribuídos em três grupos: sem modificação (controle), plasma eletrolítico de oxidação (PEO) e jateamento com ataque ácido (SLA). A descontaminação foi realizada com cTef, cTi ou sem instrumentação. Foram avaliadas propriedades físico-químicas, tribocorrosão, remoção de biofilme polimicrobiano e liberação de partículas e íons, bem como seus efeitos sobre fibroblastos e macrófagos, incluindo osteoclastogênese induzida por RANKL. Dados quantitativos foram analisados estatisticamente (=0,05). SLA apresentou menor resistência à tribocorrosão. A descontaminação com cTef gerou menor redução de biofilme além da liberação de detritos poliméricos, que apresentaram citotoxicidade, aumentaram mediadores inflamatórios e favoreceram a polarização de macrófagos para o fenótipo inflamatório M1, especialmente em SLA. Em contraste, superfícies PEO, enriquecidas com Ca e P, mostraram maior resistência e citocompatibilidade.

Conclui-se que o comportamento tribocorrosivo e a liberação de partículas durante a descontaminação mecânica dependem da interação entre a superfície do implante e o instrumento, sendo os detritos de teflon importantes indutores de resposta inflamatória.

(Apoio: FAPESP  N° 19/17238-6  |  FAPESP  N° 25/07655-0.)
FID001 - Prêmio Maria Fidela de Lima Navarro
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 17h30 - Local: Sala Verde

A radioterapia compromete a espessura e as propriedades viscoelásticas da película adquirida em pacientes com câncer de boca e orofaringe
Talita Mendes Oliveira Ventura, Tiago Mello Scherrer, Maria Julia Bueno Galharde, Paulo Sérgio da Silva Santos, Camila Lopes Cardoso, Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A película adquirida do esmalte (PAE) constitui uma interface biológica essencial para a proteção da superfície dentária contra desafios ácidos. Pacientes com câncer de boca (CB) e orofaringe (CO) submetidos à radioterapia apresentam alterações salivares que podem comprometer sua formação e funcionalidade. Assim, este estudo investigou, pela primeira vez, o impacto do CB, do CO e da radioterapia sobre as propriedades viscoelásticas da PAE por Microbalança de Cristal de Quartzo com Monitoramento de Dissipação (QCM-D). A saliva de pacientes com CB e CO antes (BRT), durante a radioterapia (DRT; 2-5 semanas) e de indivíduos saudáveis (controle) (n=9/grupo) foi adsorvida sobre sensores de hidroxiapatita. Após a formação da PAE, os filmes foram submetidos a desafio ácido com ácido cítrico 1% (pH 2,5). As respostas de frequência (ΔF) e dissipação (ΔD) foram ajustadas pelo modelo de Voigt, considerando significância de 5%. Embora o grupo DRT tenha apresentado elevada adsorção inicial à hidroxiapatita, a modelagem revelou um importante comprometimento estrutural da PAE. O grupo controle apresentou espessura e massa superiores (66,68±0,06nm; 6668,05±5,95ng/cm²) em comparação a BRT (45,30±0,01nm; 4530,31±1,44 ng/cm²) e DRT (41,74±0,02 nm; 4174,47±2,01 ng/cm²) (p<0,001). A viscosidade aumentou durante a radioterapia (266,58±2,32µ; p<0,001), enquanto a elasticidade foi reduzida (2,81±0,03 k) (p<0,05). Além disso, o desafio ácido demonstrou menor resistência da PAE nos grupos BRT e DRT.

Conclui-se que o CB e CO, assim como o tratamento radioterápico, comprometem a organização estrutural e a funcionalidade da PAE, tornando-a mais fina, mais viscosa, menos elástica e potencialmente menos protetora frente aos desafios ácidos.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)  N° 2024/17375-1; 2021/03389-2)



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