RESUMOS APROVADOS

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 2947 Resumo encontrados. Mostrando de 1111 a 1120


PN0935 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 19

Perfil dos cirurgiões-dentistas que atuam no estado de Alagoas diante da pandemia de COVID-19
Sandes-Filho MS, Duarte LCGC, Santos LV, Romão DA, Nóbrega DF, Albuquerque SAV, Albuquerque RM, Santos NB
Programa de Pós Graduação - CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE MACEIÓ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os profissionais de odontologia apresentam risco elevado para infecção pelo SARS-CoV-2, em decorrência da natureza dos procedimentos odontológicos. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo traçar um perfil dos cirurgiões-dentistas que atuam no estado de Alagoas, diante da pandemia da COVID-19. A amostra foi constituída por 384 cirurgiões-dentistas ativos, sendo utilizado um questionário. Os resultados mostraram 53% dos profissionais atuam há mais de 10 anos. Em relação ao seu campo de atuação, 36% atuam nas redes pública e privada. Sobre a renda familiar, 71% dos participantes relataram que esta sofreu impacto da pandemia. Em relação aos atendimentos, 87% dos participantes realizaram atendimentos ambulatoriais durante a fase emergente da pandemia. Houve mudança na rotina de atendimentos de 89% dos participantes da pesquisa. No que tange aos EPIs, 87% da amostra utiliza gorro descartável, máscara PFF2 ou N95 e protetor facial. Sobre protocolos de desinfecção do ambiente odontológico, 89% dos cirurgiões-dentistas utilizam algum protocolo. Sobre a participação em curso de capacitação, 56% dos participantes referiram ser capacitados. Sobre a infecção pelo COVID, 82% relataram não terem se infectado, todavia, 58% da amostra total tiveram algum familiar acometido.
A pandemia afetou a vida profissional dos cirurgiões-dentistas, todavia, as mudanças trouxeram resultados positivos no que diz respeito a contaminação entre os profissionais, que é baixa. Por outro lado, houve um impacto na renda familiar desses profissionais.
PN0936 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Saliva, biofilme dentário e saburra lingual em pacientes com síndrome metabólica
Capela IRTCS, Yamashita JM, Anjos AMPE, Groppo FC, Sales-Peres SHC
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta pesquisa teve por objetivo identificar saliva, acúmulo de biofilme dentário e saburra lingual em pacientes eutróficos e comparar com os portadores de síndrome metabólica. A amostra foi constituída por 150 indivíduos, divididos em dois grupos: grupo controle (GEU: 75) e grupo experimental (GSM: 75). Foram realizadas as análises: 1. Antropométrica- índice de massa corpórea (IMC-kg/m2) circunferência abdominal (CA-cm); 2. Biofilme dentário- fluorescência vermelha (QLF- Quantitative Light-induced Fluorescence); 3. fluxo salivar estimulado em mL/min e; 4. índice de saburra lingual. Foram adotados os testes Mann-Whitney, Qui-quadrado e Exato de Fisher (p<0,05). Os dois grupos apresentaram mais mulheres, GEU=29;82.9% e GSM=22;88%, que homens. O IMC foi maior no GSM (44,5; IC95% 32-69) que no GEU (22,3; IC95%16,3-25,8) kg/m2. A circunferência abdominal encontrada em GEU foi 75cm (IC95% 61-94) e em GSM foi 123cm (IC95%98-170). Foram encontradas diferenças entre os grupos (p<0,0001): volume de saliva (GEU= 5, IC95% 0,8-12; GSM=3,4, IC95% 0,6-11,4), fluxo salivar (GEU= 1, IC95% 0,16-2,4; GSM=0,68, IC95% 0,12-2,28) e índice de saburra (GEU=16,7; IC95% 5,6-55,6; GSM=33,3; IC95% 5,6-83,3). A análise QLF mostrou maior adesividade de biofilme dentário na superfície dentária dos pacientes do GSM.
Os fatores protetores como saliva e os de exposição como o biofilme dentário e adesividade da saburra lingual, apresentaram as piores condições nos indivíduos obesos com síndrome metabólica, evidenciando a necessidade da atenção especial para esse grupo de pacientes.
(Apoio: FAPESP  N° 2015/05749-5)
PN0937 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Métodos destrutivos e não destrutivos para estimativa de idade dental em peças arqueológicas: uma revisão de escopo
Bento MIC, Maciel DR, Tinoco RLR, Braga MM, Biazevic MGH, Michel-Crosato E
Odontologia Social - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo buscou investigar quais os tipos de métodos de estimativa de idade para dentes permanentes (destrutivos ou não destrutivos) são aplicados em vestígios arqueológicos. Foram realizadas buscas bibliográficas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Scopus e Web of Science, em abril de 2020. Foram incluídos estudos transversais que estimaram a idade à morte de indivíduos arqueológicos a partir da análise de dentes permanentes. Foram excluídos os estudos que estimaram a idade em dentes decíduos, populações contemporâneas ou fauna. A busca eletrônica resultou em 573 estudos, e após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 55 artigos foram incluídos para análise. Foram relatadas 12 técnicas destrutivas nos referidos estudos, sendo a cementocronologia a mais utilizada (8) e 66 não destrutivas foram utilizadas nos 43 estudos que utilizaram dessas técnicas, sendo o desenvolvimento dental o mais abordado (23).
Dessa forma, foi possível observar uma predileção pelos métodos não destrutivos para estimativa da idade dental nessas populações, ainda, percebeu-se uma tendência em transformar técnicas destrutivas em conservadoras, de forma a preservar as estruturas analisadas. É sabido que, na Arqueologia, o que direciona o pesquisador em sua tomada de decisão de qual método utilizar para a estimativa e se este será destrutivo ou não destrutivo, é a qualidade e a disponibilidade da amostra e o valor da estrutura que será analisada.
PN0938 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Idosos com neoplasia maligna de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia: impactos na qualidade de vida relacionados à saúde geral
Silva ELC, Brandão RBA, Miranda RR, Fontes JGS, Ferreira MC, Novais VR
Doutorado Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou os impactos da radioterapia na qualidade de vida de idosos com neoplasia de cabeça e pescoço. Realizado estudo longitudinal com 14 idosos em tratamento no Hospital Aldenora Bello, São Luís, MA. Foram coletados dados sócio demográficos, hábitos de vida e relacionados à neoplasia. Um instrumento de qualidade de vida foi aplicado antes e após a radioterapia, no intervalo de 30 dias após o tratamento inicial. Utilizou-se o Questionário de Qualidade de Vida da Universidade de Washington (UW-QOL) avaliando 12 itens: Dor, Aparência, Atividade, Recreação, Deglutição, Mastigação, Fala, Ombro, Paladar, Saliva, Humor e Ansiedade. Realizou-se estatística descritiva e teste de Wilcoxon (α = 5%). A média de idade foi de 62,9 anos, 57,1% (homens) e 42,9% (mulheres). A maioria do interior do Estado (78,6%). Houve aumento significativo dos efeitos negativos na qualidade de vida após serem submetidos à radioterapia, considerando os itens e escore total (média): Dor (36,54±16,51), Aparência (34,62±12,66), Atividade (34,62±12,66), Recreação (28,85±13,87), Deglutição (28,08±23,00), Mastigação (17,31±12,01), Fala (30,46±9,15), Ombro (66,77±23,69), Paladar (33,08±13,68), Saliva (33,15 ±19,34), Humor (33,08±13,68), Ansiedade (30,62±21,42), e para o escore total (613,14±140,87) (p<0,05).
A radioterapia interferiu de maneira negativa na qualidade de vida, em especial no item ombro representado por endurecimento, dor ou fraqueza; comprometendo a saúde de uma forma global, refletindo na autonomia e independência nas Atividades de Vida Diária dos idosos.
PN0939 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Os povos indígenas e a Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de Mato Grosso: Um estudo ecológico
Oliveira JMA, Moimaz SAS, Garbin AJI, Saliba TA
Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os povos indígenas são alvo de preocupação global em relação a Covid-19. O objetivo neste estudo foi analisar os dados epidemiológicos da Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de Mato Grosso e avaliar a importância da educação em saúde no combate a pandemia nas comunidades indígenas. Trata-se de um estudo observacional, ecológico, de caráter quantitativo realizado no mês de novembro de 2020 em Mato Grosso. Foram coletados dados sobre a Covid-19 disponíveis nos sistemas públicos da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) notificados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), bem como do número de Unidades Básicas de Saúde Indígenas localizadas nos distritos do estado. Em relação ao número de Unidades Básicas de Saúde Indígena, o estado conta com 176 unidades e 51 delas apenas no Distrito de Cuiabá. A taxa de incidência do DSEI Cuiabá foi de 17.412,5 por 100.000 habitantes. Quanto a taxa de mortalidade, o DSEI Cuiabá apresentou 310,9 por 100.000 habitantes. Em relação ao Brasil, a taxa de mortalidade estava em 80,2 por 100.000 habitantes e taxa de incidência de 2934/100.000habitantes.
O número de Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em Mato Grosso está de acordo com o recomendado pelo ministério da saúde, entretanto, as taxas de mortalidade e incidência da Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas se encontram elevadas quando comparadas com as taxas de mortalidade e incidência do Brasil. Medidas de prevenção e educação em saúde são determinantes no combate á patologias respiratórias em comunidades indígenas no Brasil.
(Apoio: CAPES)
PN0940 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Fatores individuais e contextuais associados à insatisfação com a saúde bucal em adolescentes brasileiros: uma análise multinível
Lopes MWP, Signor GR, Perusso N, Cardoso MZ, Lana TMSD, Bervian J, Collares KF, Borba M
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Indicadores subjetivos são alternativa para entender como doenças afetam o indivíduo, mas a literatura sobre fatores associados à autopercepção em saúde bucal em adolescentes é escassa. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre fatores individuais, contextuais e autopercepção em saúde bucal em adolescentes. Este estudo transversal foi realizado em 2019 com escolares aos 12 anos de idade, de 20 escolas públicas e privadas de Passo Fundo (RS), cujos cuidadores consentiram sua participação na pesquisa. O processo de amostragem usou uma randomização por cluster em dois estágios. Dois examinadores calibrados conduziram os exames seguindo as recomendações da OMS. O desfecho "autopercepção da saúde bucal" foi obtido pela questão do CPQ11-14 "Você diria que a saúde dos seus dentes, lábios, mandíbulas e boca é? ". Os fatores individuais foram obtidos por meio de questionários (aplicados a crianças e cuidadores) e exames. Os fatores contextuais foram obtidos por sites governamentais. Uma regressão de Poisson multinível foi usada para avaliar a associação entre os resultados e as variáveis preditoras. Foram devolvidos 593 questionários e a prevalência de autopercepção insatisfatória foi de 39,8%. A regressão mostrou que escolares com cárie dentária, má oclusão e dor dentária apresentaram probabilidade 54%, 86% e 39% maior de estarem insatisfeitos com sua saúde bucal, independente das variáveis contextuais.
Os fatores individuais clínicos foram associados à autopercepção insatisfatória, independentemente dos fatores contextuais.
(Apoio: CAPES  N° Modalidade II  |  CAPES  N° Modalidade I)
PN0941 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Impacto da má oclusão na qualidade de vida relacionada à saúde de adolescentes: um estudo longitudinal
Freitas MOS, Herkrath FJ, Vettore MV, Rebelo MAB, Queiroz AC, Rebelo Vieira JM, Pereira JV, Herkrath APCQ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da má oclusão na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em adolescentes, com base no modelo teórico de Wilson e Cleary. Foi realizado estudo longitudinal envolvendo 415 escolares de 12 anos de idade, com seguimento de dois anos e avaliação em quatro tempos (baseline, 6 meses, 1 ano e 2 anos). A má oclusão foi avaliada por meio do DAI e a QVRS pelo Kiddo-KINDL. Para avaliar o bem-estar social e limitação funcional foram mensurados os domínios correspondentes do CPQ11-14. A análise dos dados foi realizada através da modelagem de equações estruturais com a variação na QVRS nos tempos de estudo avaliada por um modelo de crescimento latente. O modelo de mensuração foi composto pelo crescimento latente e os construtos status socioeconômico e apoio social. Foi identificada uma piora da QVRS dos adolescentes ao longo do tempo de acompanhamento (declive médio = -1,17; p<0,001). Adolescentes com maior severidade da má oclusão no baseline apresentaram pior evolução no bem-estar social (β=0,116) e limitação funcional (β=0,109) do CPQ11-14. Uma melhor evolução no bem-estar social foi protetora para a piora na QVRS (β=-0,213), assim como menor redução na autoestima (β=0,609). Escolares do sexo feminino, apesar da pior QVRS no baseline, mostraram menor redução da QVRS ao longo do tempo (β=-0,223). A má oclusão apresentou efeito indireto na QVRS através do impacto no bem-estar social (β=-0,025).
Os achados permitiram avaliar os mecanismos pelos quais a má oclusão pode impactar na qualidade de vida de adolescentes.
(Apoio: CAPES  |  FAPEAM  |  CNPq)
PN0942 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Conhecimentos e práticas sobre o controle de infecção cruzada durante a pandemia de Covid-19 no contexto da odontologia
Vargas RP, Reis GR, Zeola LF, Herval AM, Naves KSC, Menezes MS
Dentística e Materiais Odontológicos - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar por meio de questionário on-line, a percepção de Cirurgiões-Dentistas (CD) e acadêmicos de odontologia sobre o controle de infecção no cenário da pandemia da COVID-19. O questionário foi dividido em duas fases (validação e transversal). A primeira possibilitou verificar o nível de clareza das perguntas, por meio da percepção de pós-graduandos. Já a segunda teve como propósito a aplicação, em todo território brasileiro, do questionário validado. O questionário foi hospedado na plataforma Google Forms, composto por 26 questões relacionadas a biossegurança no atendimento clínico. O estudo contou com a participação de 1.216 voluntários, no período de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Foram feitas análises estatísticas descritivas com frequências absolutas e relativas das variáveis categóricas e as distribuições das variáveis numéricas. A significância foi definida em P=0,05. Como resultado, 92% dos voluntários acreditam que o CD é um dos profissionais mais expostos ao coronavírus e 81,4% relataram algum nível de receio ou despreparo para executar atendimentos clínicos às pessoas diagnosticadas com COVID-19. Além disso, foi constatado que a restauração em resina composta é o procedimento mais executado pelos respondentes, todavia, relatam também possuir dúvidas quanto à limpeza das pontas polidoras utilizadas no procedimento.
Nessa conjuntura, salienta-se a importância de melhor compreensão do controle de infecção cruzada, não somente para a COVID-19, mas também para os demais microrganismos presentes no meio oral.
PN0943 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 20

Vigilância em Saúde Bucal: conhecimentos e práticas das equipes de saúde bucal da Estratégia Saúde da Família do Município do Rio de Janeiro
Souza EER, Maia KD

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho se propôs a investigar os conhecimentos e práticas sobre Vigilância em Saúde Bucal, o planejamento e as dificuldades encontradas pelas equipes de saúde bucal (ESB). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 dentistas que atuavam nas unidades de Estratégia Saúde da Família da área de planejamento 1.0 do município do Rio de Janeiro. Os dados obtidos sofreram análise de conteúdo. Estes foram consolidados e sistematizados em categorias previamente selecionadas. O projeto foi aprovado pelo parecer nº2.774.240 do CEP. A maioria dos sujeitos possuía mais de cinco anos de experiência na ESF e realizaram cursos de pós graduação. Os entrevistados reconhecem que seus cursos de graduação estavam direcionados para uma prática assistencialista e que seu conhecimento sobre vigilância em saúde bucal provinha de cursos de pós graduação na área. Em relação às práticas, constatou-se que algumas ações desenvolvidas se articulavam a elementos da vigilância, como a realização do monitoramento dos usuários cadastrados com base nas linhas de cuidados para planejar. As dificuldades relacionadas foram: planejamento em equipe com territórios e uma população extensa a ser assistida, fragilidades sobre o tema da vigilância na formação e a desproporção entre equipes de saúde da família e ESB.
Sugere-se que a gestão local em saúde invista na educação permanente, possibilitando que as equipes executem suas ações mais próximas ao idealizado pelas políticas de vigilância.
PN0945 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 20

Estresse no ambiente odontológico e associação com senso de coerência em alunos de graduação e pós-graduação: estudo transversal
Dora PL, Casarin M, Ortiz FR, Muniz FWMG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo investigar as relações de estresse e senso de coerência no ambiente odontológico, entre estudantes de graduação e pós-graduação, durante a pandemia da COVID-19. Todos os estudantes de Odontologia matriculados no primeiro semestre de 2020 da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, foram convidados para o estudo. A coleta de dados foi realizada por um questionário online, que incluiu informações quanto a idade, sexo, cor da pele, ansiedade e medo do COVID-19 e o questionário de Senso de Coerência (SOC). O desfecho do estudo, nível de estresse, foi medido pelo "Dental Environmental Stress" (DES). Análises de regressão linear foram realizadas para verificar a associações entre os escores de DES e variáveis independentes (α<0,05). Foram incluídos 408 estudantes. Na análise ajustada final, maior idade esteve significativamente associada com maiores escores na escala DES (β: 0,666; IC95%: 0,034-1,298). O sexo feminino apresentou maiores valores médios da escala DES em relação ao sexo masculino (β: 11,560; IC95%: 7,017-16,104). O nível de estresse foi maior nos não-brancos quando comparado aos brancos (β: 9,380 IC95%: 4,136-14,625). Além disso, os indivíduos com maior SOC apresentaram significativamente menores escores da escala DES (β: -0,395; IC95%: -0,499--0,291).
Conclui-se que os estudantes com maior SOC apresentam menores impactos de estresse no ambiente odontológico. Maiores níveis de estresse foram encontrados nos estudantes mais velhos, em mulheres e indivíduos não-brancos.