03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2025

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 2111 a 2120


PN-R0147 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Avaliação do grau da degradação do tecido conjuntivo e elastose solar em queilite actínica e carcinoma epidermoide de lábio
Polyane Caroline Arruda de Farias, Caroline Alfaia Silva, Fernanda de Mello da Silva, Lidiane de Paula Ribeiro, Túlio Silva Rosa, Filipe Modolo, Nicole Lonni, Elena Riet Correa Rivero
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar as áreas de degeneração basofílica do colágeno (DBC) e elastose solar (ES) no tecido conjuntivo de lesões de carcinoma epidermoide de lábio (CEL) e queilite actínica (QA), por meio das colorações de hematoxilina e eosina, picrosirius red e orceína. Foram avaliadas 28 amostras de cada doença. Em CEL, a maioria era de homens (79,3%), idade média 59,4 anos (33-88). Em QA, homens (85,7%), idade média 57,3 anos. A DBC foi maior nos carcinomas in situ (23.279,55±11.520,31), enquanto ES predominou nos moderadamente diferenciados (295,41±317,62). Em QA, a DBC apresentou valores crescentes conforme progressão da displasia, pico em displasia moderada (43.439,91±26.316,11), enquanto ES teve maior valor em displasia severa (601,31±416,15). Análise comparativa não demonstrou diferenças entre graus de displasia (p>0,05). Houve associação entre DBC e idade (p=0,042), com redução de acordo com a idade. DBC e ES apresentaram valores mais elevados em QA que CEL (p<0,001), sem diferença na proporção DBC/ES entre lesões.

Os resultados mostram que DBC e ES são mais elevadas em QA que em CEL, sugerindo alterações estromais distintas. A DBC diminui com o avanço da idade. Apesar de variações na expressão conforme os graus histológicos, não houve diferenças significativas entre subgrupos. Estes achados contribuem para a compreensão das alterações do microambiente estromal nestas lesões potencialmente malignas e malignas.

(Apoio: CNPq)
PN-R0148 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

LÍQUEN PLANO ORAL E MINERAÇÃO DE PROCESSOS: ESTADO DA ARTE E PREPARAÇÃO DOS DADOS
Anne Caroline Nunes Souza, Letícia Rebeca Vieira de Oliveira, Melka Coelho sa, Hallana Stephanie Soares de Araujo Freire, Virginia Kelma Dos Santos Silva
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho aborda a importância do pré-processamento de dados na análise do fluxo de atendimento de pacientes com líquen plano oral (LPO), utilizando a Mineração de Processos (MP), além de mapear o estado da arte (EA) da MP com foco em aplicações na área da saúde. A metodologia foi dividida em duas etapas: EA e preparação dos dados. Na primeira, realizou-se uma busca sistemática nas bases Embase, IEEE Xplore, PubMed e Scopus, entre setembro/2024 e fevereiro/2025, utilizando os descritores "Process Mining", "Healthcare", "Process Discovery", "Event Log" e "Process Analytics", com operadores booleanos. Foram incluídos estudos sobre MP, com ou sem foco em saúde, sem restrições de idioma ou data. Dos 2.308 registros totais, 205 passaram para leitura de títulos e resumos, e 41 foram analisados integralmente. O EA evidenciou avanços na última década e crescente aplicação da MP na àrea, embora apenas dois artigos abordassem o pré-processamento de dados. Na segunda etapa, utilizou-se um banco de dados (2019-2023) de pacientes com desordens potencialmente malignas, filtrado para LPO. Aplicaram-se etapas de coleta, limpeza, transformação e validação, estruturando os dados na perspectiva temporal com atributos como identificador do caso, data, atividade e tipo de transação.

Conclui-se que a MP aplicada à saúde tem grande potencial para analisar fluxos clínicos com objetividade, sem vieses normativos, sendo útil na formação, gestão e atendimento à população.

PN-R0150 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Disfunção Temporomandibular: associação entre sintomatologia e achados de imagem em Ressonância Magnética
Hallana Stephanie Soares de Araujo Freire, Wilton Mitsunari Takeshita, Gabriela Dias Prado, Paulo Sérgio Flores Campos, Daniela Pita de Melo, Virginia Kelma Dos Santos Silva, Letícia Rebeca Vieira de Oliveira, Janaina Araújo Dantas
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O deslocamento do disco da articulação temporomandibular (DD) é a principal causa da disfunção temporomandibular (DTM), considerada a maior responsável por dor orofacial de origem não dentária. A ressonância magnética (RM) é o método de imagem considerado padrão ouro para avaliação da articulação temporomandibular (ATM). Esse estudo avaliou pacientes submetidos a RM das ATM, correlacionando os dados de sintomatologia obtidos por meio de questionário com o gênero, faixa etária, posição do disco articular, efusão, alterações degenerativas e morfológicas. Analisaram-se imagens de RM de 301 pacientes, totalizando 602 ATMs. Determinou-se a posição do disco em boca aberta e fechada, além da identificação de alterações degenerativas e morfológicas. Imagens em T2 foram usadas para identificar a presença de efusão e sua localização. O teste exato de Fisher avaliou as associações. A amostra teve predominância feminina (81,06%) e uma maior ocorrência de cefaleia e limitação de abertura em mulheres sugerindo uma influência de fatores hormonais e anatômicos na DTM. Pacientes acima de 40 anos mostraram mais alterações degenerativas e pacientes com menos de 40 anos foram mais acometidos por alterações morfológicas. Observou-se uma alta prevalência de efusão quando o paciente queixava-se de dor, mesmo não existindo significância estatística. Além disso, a limitação de abertura bucal correlacionou-se com alterações degenerativas e o deslocamento do disco sem redução.

Esses resultados enfatizam a complexidade da DTM e como é imprescindível a continuidade de estudos para oferecer insights mais detalhados e contribuir para o aprimoramento dos métodos de diagnóstico e tratamento das condições temporomandibulares.

PN-R0154 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Impacto da hiperglicemia na inflamação periodontal: análise histomorfométrica em modelo animal
Arthur Francisco Felix Carneiro, Jaqueline de Carvalho Rinaldi
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS DO NORTE DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) na histoarquitetura do tecido periodontal. Para isso, foram utilizados 12 ratos machos adultos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus), distribuídos em dois grupos experimentais: a) Grupo Controle (GC): animais não diabéticos que receberam injeção intravenosa (via peniana) de solução salina (0,1 mL/100 g); b) Grupo Diabético (GDM1): animais que receberam injeção intravenosa de estreptozootocina (55 mg/kg). A confirmação do estado diabético foi realizada no 4º dia após a indução, sendo considerados diabéticos os animais com glicemia de jejum ≥ 300 mg/dL. Após 30 dias, os animais foram submetidos à eutanásia, e as mandíbulas foram dissecadas, fixadas em formalina 10% e processadas para análise histológica. A avaliação histopatológica foi conduzida a partir de 20 fotomicrografias por amostra (objetiva de 20x), obtidas de quatro cortes semisseriados e capturadas por câmera digital acoplada a microscópio Olympus BX40. As imagens foram analisadas em microcomputador, utilizando a técnica de Weibel para quantificação das áreas alteradas. A morfometria revelou que o periodonto ocupava aproximadamente 54% da área nas imagens do grupo controle e 41% no grupo diabético. Dentre essas áreas, apenas 4% apresentavam infiltrado inflamatório no grupo controle, em contraste com 33% no grupo GDM1.

Assim, os achados demonstram que o Diabetes Mellitus tipo 1 promove uma evolução significativamente mais rápida do processo inflamatório periodontal, associado à reabsorção óssea e radicular. A hiperglicemia crônica mostrou-se um fator determinante no agravamento das alterações teciduais periodontais.

PN-R0159 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Análise Radiológica e Histopatológica dos Fatores de Risco em Casos de Fratura de Túber Associada à Exodontia de Terceiro Molar Superior
Leandra Basilia de Freitas, Kris Fellipe do Nascimento Santos, Eneida Franco Vencio, Rhonan Ferreira da Silva, Gileade Pereira Freitas
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fratura da tuberosidade maxilar é uma complicação rara, porém relevante, durante a exodontia de terceiros molares superiores, podendo gerar repercussões clínicas como sangramento, comunicação bucossinusal e perda de suporte protético. Este estudo retrospectivo preliminar analisou 13 casos documentados entre 2017 e 2023 na Faculdade de Odontologia da UFG, com o objetivo de identificar fatores de risco radiográficos e histopatológicos associados à ocorrência dessa intercorrência. As análises histológicas evidenciaram presença de anquilose dentoalveolar em diversos casos, caracterizada por fusão entre cemento e osso alveolar e ausência do ligamento periodontal em áreas críticas. Também foram observadas hipercementose, aumento na deposição de cemento apical e sinais de remodelação óssea ativa, como linhas de reversão e áreas fibrovasculares na medula. Radiograficamente, foram identificadas características como túber delgado, raízes dilaceradas e aproximação com o seio maxilar. Esses achados sugerem que alterações estruturais, muitas vezes não evidentes em exames de imagem convencionais, podem predispor à fratura durante a exodontia. O reconhecimento pré-operatório desses fatores é essencial para um planejamento cirúrgico mais seguro, contribuindo para a redução de complicações e melhoria dos desfechos clínicos.

As alterações estruturais observadas - como anquilose, hipercementose e remodelação óssea - demonstram que fatores histopatológicos podem comprometer a mobilidade dentária e favorecer fraturas, mesmo com técnica adequada. A avaliação prévia criteriosa é fundamental para prevenir intercorrências e orientar a conduta cirúrgica.

PN-R0163 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Lesões Periapicais Radiográficas em Pacientes com Doença de Crohn
Beatriz Batista Soares, Rodrigo Dutra Norberto de Oliveira, Marcelo Daniel Brito Faria, Larissa Aparecida Vaz Oliveira, Débora Rodrigues Dos Santos, Julia Viana Thomaz, Nicoly Ferreira Lopes, Fernanda Brito
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A lesão periapical é a inflamação local dos tecidos periapicais originada da doença da polpa dentária. Evidências demostram uma maior prevalência de periodontite em indivíduos com doença de Crohn (DC), no entanto, a literatura ainda é escassa sobre a associação entre a DC e um maior número de lesões periapicais nesses indivíduos. Este estudo teve como objetivo analisar radiografias panorâmicas de pacientes com DC para identificar e quantificar a presença de lesões periapicais radiográficas, comparando com pacientes sistemicamente saudáveis. Setenta e sete indivíduos participaram do estudo, 38 com DC e 39 controles. As radiografias panorâmicas foram examinadas por um pesquisador previamente calibrado que determinou a prevalência de lesões periapicais em nível individual e dentário. Os testes de Kruskal-Wallis e Qui-quadrado foram utilizados para análise estatística dos dados. Os resultados evidenciaram uma tendência à significância na maior quantidade de lesões periapicais em pacientes com DC em relação aos pacientes saudáveis (p=0.06), especialmente nos dentes da arcada inferior.

Esses achados reforçam a necessidade de novas pesquisas para melhor compreender a relação das lesões periapicais com a doença inflamatória intestinal e explorar potenciais fatores causais, tais como as medicações utilizadas para o tratamento da doença de Crohn.

PN-R0176 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Aprender juntos a trabalhar em equipe no cenário da Atenção Primária: análise da disponibilidade de estudantes de graduação em Odontologia
Camile Fernandes Schmitz, Everson Meireles, Ramona Fernanda Ceriotti Toassi
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal tem o objetivo de analisar, na percepção de estudantes de Odontologia que vivenciaram atividade de Educação Interprofissional (EIP) na Atenção Primária à Saúde (APS), a disponibilidade para o aprender juntos a trabalhar em equipe. Estudantes de graduação em Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que concluíram a atividade de EIP de 2021-2024 responderam à versão validada em português/ampliada da Readiness for Interprofessional Learning Scale (RIPLS-40), com informações sobre o contexto dos estudantes e suas experiências interprofissionais na graduação. Análises estatísticas foram realizadas. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética (Parecer no 1.868.125). Participaram do estudo 24 estudantes de Odontologia (percentual de resposta: 64,9%). A maioria eram mulheres (70,8%), de 24 a 26 anos (50%), na metade do curso (62,5%). Os resultados mostraram alta disponibilidade para o aprendizado interprofissional (F1. Trabalho em equipe e colaboração - Média: 4,70, Desvio-padrão: 0,35; F2. Identidade profissional - Média: 4,4 Desvio-padrão: 0,47; F3. Atenção à saúde centrada no paciente - Média: 4,43, Desvio-padrão: 0,34). A interação entre os estudantes da Odontologia com os de outros cursos da saúde, que caracteriza a EIP, foi relatada por 8,3% dos estudantes em atividades de ensino obrigatórias ao currículo, 16,7% na extensão, 4,1% na pesquisa e 100% na atividade de EIP na APS (eletiva).

O estudo reforça evidências de que atividades de EIP estão associadas a atitudes positivas e alta disponibilidade de estudantes para a aprendizagem compartilhada/trabalho interprofissional. Destaca, entretanto, o desafio da inclusão de atividades de EIP no currículo da graduação em Odontologia.

(Apoio: PROBIC FAPERGS-UFRGS)
PN-R0183 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Condição periodontal e qualidade de vida de gestantes de alto risco e risco habitual acompanhadas na Atenção Primária
Amanda Borges Pirondi, Yasmim Zinezi, Laura Teodoro de Marchi, Roosevelt Silva Bastos, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Gerson Aparecido Foratori-junior
Departamento de Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a condição periodontal e qualidade de vida de gestantes de alto risco e risco habitual acompanhadas na Atenção Primária. Foram incluídas gestantes em gestação de alto risco (G1 = 67) e risco habitual (G2 = 69) e foram analisados os parâmetros contextuais, o perfil sistêmico (obesidade, diabetes mellitus gestacional-DMG, hipertensão arterial sistêmica-HAS), os comportamentos de saúde bucal, os parâmetros periodontais e a qualidade de vida (OHIP-14). Empregaram-se os testes de Mann-Whitney, qui-quadrado e modelos de regressão de Poisson com variância robusta (desfecho: presença de periodontite) e linear múltipla (desfecho: escore OHIP-14) (P < 0,05). A condição mais prevalente em G1 foi obesidade isolada (47,8%), seguida por obesidade + DMG (20,9%), obesidade + HAS (13,4%), DMG isolada (9%), obesidade + DMG + HAS (5,9%) e HAS isolada (3%). Não houve diferenças no nível socioeconômico e nos hábitos de higiene bucal (P > 0,05). G1 apresentou maior prevalência de biofilme (P = 0,026) e da periodontite (58,7%; P = 0,015), distribuída nos estágios I (43,3%), II (11,9%) e III (4,5%) e maior escore do OHIP-14, especialmente nas dimensões de dor física (P = 0,001), desconforto psicológico (P = 0,040), incapacidade psicológica (P = 0,005) e invalidez (P = 0,015). A obesidade isolada (RP = 1,73; P = 0,017), DMG (RP = 2,05; P = 0,032), obesidade + DMG (RP = 1,76; P = 0,049) e obesidade + HAS (RP = 2,74; P < 0,001) associaram-se à periodontite, enquanto a periodontite associou-se a maior escore do OHIP-14 (β = 2,61; P = 0,022).

Conclui-se que a gestação de alto risco se associa à periodontite e ao impacto negativo na qualidade de vida, especialmente nas no que diz respeito à dor física e impactos psicológicos.

(Apoio: Fapesp  N° 2022/10292-8; 2024/01759-5)
PN-R0186 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 14

Acesso ao serviço odontológico por crianças/adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Juiz de Fora - MG
Pedro Mattos Cardoso, Laís Canêdo Martins, Fernanda Campos Machado, Camila Faria Carrada, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi investigar o acesso ao serviço odontológico para crianças/adolescentes com TEA em Juiz de Fora (MG), para identificar os principais desafios na prestação de serviços de saúde bucal para essa população. Os dados foram coletados por questionário remoto na plataforma Google Forms. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética. A análise descritiva e bivariada foi realizada. A maioria dos respondentes eram mães (86,9%), não brancas (55,4%), com até 40 anos de idade (51,5%) e com renda familiar mensal de até 02 salários mínimos (53,1%). Seus filhos com TEA, eram a maioria, do sexo masculino (76,9%), brancos (55,4%), com até 10 anos de idade (65.4%), com nível 01 de suporte (43,1%) e com comunicação verbal (69,2%). A maior parte não realiza acompanhamento odontológico periódico (56,2%), apesar de já terem recebido atendimento ao menos uma vez na vida (70,8%). Essas consultas aconteceram principalmente na rede particular (62,0%) e com dentista não especializado em TEA (50,4%). Os principais desafios relatados foram a dificuldade em encontrar profissional especializado (35,9%) e problemas financeiros (26,5%). Houve associação significativa entre idade da criança e renda familiar com a ida ao dentista ao menos uma vez (0,043/0,012 respectivamente) e acompanhamento odontológico periódico (0,005/0,012 respectivamente); e associação do nível de suporte e comunicação verbal com percepção do responsável no comportamento da criança na sala de espera (<0,001/0,001 respectivamente), no consultório do dentista (0,003/0,024 respectivamente) e durante a consulta (0,001/<0,001 respectivamente).

O estudo evidenciou os principais desafios e os fatores envolvidos no atendimento de crianças/adolescentes com TEA de Juiz de Fora (MG).

PN-R0187 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 14

TRATAMENTO ODONTOLÓGICO DE UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E EPLEPSIA PÓS TRAUMATISMO: RELATO DE CASO
Bruna Buaes Carpes, Gabriela Michels Scheffer, Daiana da Silva Ferreira, Ana Rita Vianna Potrich, Manoela Domingues Martins, Amanda de Freitas Graeff, Beatrix Danielle Fraga, Márcia Cançado Figueiredo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A deficiência intelectual (DI) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, impactando diretamente a autonomia e qualidade de vida. Quando associada a outras condições neurológicas, como a epilepsia, os traumatismos dentários podem ocorrer com frequencia e, os desafios para o atendimento odontológico, tornam-se desafiadores. A Odontologia para pacientes com necessidades especiais (OPNE) tem adotado estratégias de atuação dentro da abordagem da odontologia da mínima intervenção (OMI). Assim, este caso clínico relata sobre um paciente do sexo masculino de 11 anos de idade, diagnosticado com DI moderada (CID-10: F71) e epilepsia (CID-10: G40), que sofreu uma queda ao solo após uma convulsão, ocasionando fraturas nos incisivos centrais superiores e úlceras traumáticas nos lábios e queixo. Seu atendimento clínico odontológico foi realizado na clínica da especialização em OPNE da UFRGS e incluiu restaurações com cimento ionômero de vidro (CIV) fotopolimerizavel para proteção da dentina dos incisivos traumatizados, além da utilização da Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) com azul de metileno 0,01% e laser vermelho (4J por ponto). Após12 meses de controle, verificou-se que a aplicação da aPDT foi eficiente na cicatrização das lesões, controle da dor e redução de sinais inflamatórios e, o CIV, efetivo na proteção dentinária.

O êxito do caso clínico apresentado reforçou a importância da MI em PNEs que sofreram traumatismo, adaptadas à realidade de cada um, aliadas ao envolvimento familiar e a uma atuação individualizada. O atendimento odontológico humanizado foi essencial para promover a saúde bucal do referido paciente.




.