03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 2141 a 2150


PN-R0277 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Efeito de diferentes dentifrícios fluoretados sobre o esmalte clareado
George Monteiro Filho, Beatriz Lopes de Oliveira, Paulo Eliezer de Oliveira Moreira, Wallyson Luis Maués da Fonseca, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo, Lívia Tosi Trevelin, Miriam Lacalle Turbino, Cecy Martins Silva
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito de dentifrícios fluoretados no esmalte bovino clareado com peróxido de hidrogênio a 35% (Whiteness HP 35%/ FGM), por meio da alteração de cor (ΔE), ultramicrodureza (DUH) e módulo de elasticidade (ME). Os espécimes de esmalte bovino (4x4 mm) foram distribuídas aleatoriamente em 3 grupos (n= 10): Controle - dentifrício sem princípio ativo; NHAP - dentifrício com nanohidroxiapatita (Be You/ Curaprox); CPP-ACP + SnF2 - dentifrício com caseína fosfopeptídeo-fosfato de cálcio amorfo associado a fluoreto de estanho (Mi Pate One Perio/ GC). Os dentifrícios foram aplicados por 10 minutos antes de cada sessão de clareamento. As análises ΔE, DUH e ME foram realizadas antes (T0) e após o tratamento clareador (T1). A cor foi analisada por meio do espectrômetro Easyshade Advanced (Vita-Zahnfabrik, Bad Säckingen, Alemanha) utilizando o protocolo CIEDE2000. A DUH e ME foram analisadas no DUH-211S (Shimadzu, Japão) com força de 10mN e tempo de espera de 0s. Foram realizadas 5 endentações em cada espécime. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=0,05). Todos os grupos apresentaram alteração significativa de cor, com aumento no parâmetro L*, sem diferença entre grupos (p=0,326). 

A média de DUH e Me diminuíram significativamente em todos os grupos após o clareamento (p<0,05), sendo os menores valores observados no grupo controle. Os dentifrícios com NHAP e CPP-ACP + SnF2 não influenciaram na efetividade de tratamento clareador e apresentaram maior média de DUH e Me quando comparada ao grupo controle.

PN-R0287 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 1

Efeito do extrato de limoneno na resistência de união à dentina afetada por cárie
Giulia Franc Liberatori, Rocio Geng-Vivanco, Eduardo José Soares, Fernanda de Carvalho Panzeri
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do extrato de limoneno (LIM) na resistência de união (RU) à dentina afetada por cárie após 24h e 6 meses. Foram preparados 80 molares humanos utilizando broca cilíndrica e separados em quatro grupos (n=20) conforme os protocolos de tratamento DESMINERALIZANTE/REMINERALIZANTE (37°C por 8 dias): Controle Positivo (sem DES e LIM), Grupo Hígido+LIM (sem DES com LIM) - LIM+RE/2h, Controle Negativo (com DES sem LIM) - DES/14h+RE/10h, e Grupo Cariado+LIM (com DES e LIM) - DES/14h+LIM+RE/2h+RE/8h. Após aplicação do sistema adesivo (Single Bond Universal - self-etch), as cavidades foram restauradas (Filtek Z350) e seccionadas em palitos de 0,9 mm², armazenados a 37°C por 24h e 6 meses. Os palitos foram submetidos à microtração. Os padrões de fratura foram observados por microscópio óptico e a interface adesiva por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Nos resultados apresentados não houve diferença na RU (p>0,05) entre os grupos, mas o grupo Controle Negativo apresentou menor RU (p<0,05) após 6 meses comparado a 24h (2-wayANOVA, Bonferroni, p<0,05). O padrão de fratura mais prevalente foi adesivo, exceto em Hígido+LIM, que apresentou maior incidência de fraturas coesivas (24h). Na MEV, observou-se que em Hígido+LIM os túbulos estavam abertos e mais amplos, independente do tempo de envelhecimento, com tags de resina. No grupo Cariado+LIM, em 24h, foram identificadas fibrilas colágenas desprotegidas e desorganizadas, e após 6 meses, menos tags de resina.

Com isso, conclui-se que a aplicação de LIM em substrato cariado diminuiu a RU e, com o tempo, houve aumento de fraturas adesivas.

(Apoio: FAPESP  N° 2022/16029-7)
PN-R0289 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Extrato antioxidante de cacau (Theobroma cacao L.) em diferentes veículos reduz a erosão da dentina in vitro?
Maria Eduarda Martins Bentes, Tayanne Laíse da Rocha Pirixan Louzeiro, Pedro Henrique Pimentel Campos, Eveline Lassance Cunha de Alencar Camacho, Gilson Celso Albuquerque Chagas Junior, Nelson Rosa Ferreira, Daniela Pinheiro Gaspar, Cristiane de Melo Alencar
Clínica Integrada CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial antierosivo de uma solução e de um creme dental base enriquecidos com polifenóis derivados do cacau (Theobroma cacao L.) sobre dentina erodida in vitro. O extrato foi analisado quanto ao teor de polifenóis totais e potencial antioxidante por ensaio DPPH (2,2-Difenil-1-Picrilhidrazil). Um creme dental sem ingredientes ativos foi desenvolvido e enriquecido com uma solução concentrada dos polifenóis. Amostras de dentina bovina foram pré-erodidas em ácido cítrico e randomizadas em quatro grupos: (G1) - creme dental sem ativos, (G2) - solução de polifenóis, (G3) - creme dental enriquecido e (G4) - creme dental comercial anti-erosivo. Após a aplicação dos materiais, os desafios erosivos ocorreram por três dias. A perda de superfície da dentina (dSL-eroded) foi medida por perfilometria óptica; o colágeno degradado (dColl) foi calculado pela diferença entre a perda erosiva e a perda total após degradação com colagenase tipo VII. A liberação de cálcio (CaR) foi quantificada por espectrometria de absorção atômica e a análise da superfície foi realizada por MEV. Os dados foram analisados por ANOVA seguida do teste de Tukey (α=0,05). A solução apresentou maior teor de fenólicos antioxidantes em comparação ao creme dental enriquecido (p=0,037) e atividade antioxidante superior antes da manipulação (p=0,025). O grupo G2 apresentou menores perdas de superfície, menor degradação de colágeno e menor liberação de cálcio (p<0,05). Nas imagens de MEV, observou-se oclusão parcial ou total dos túbulos dentinários em G3.

A solução de polifenóis derivados do cacau demonstrou efeito antierosivo, prevenindo o desgaste orgânico e inorgânico da dentina e favorecendo a obliteração dos túbulos.

(Apoio: CNPq)
PN-R0290 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Caracterização de resina composta pré-aquecida incorporada com nanomaterial antimicrobiano β-AgVO3
Sofia Bignotto de Carvalho, Lívia Maiumi Uehara, João Marcos Carvalho Silva, Izabela Ferreira, Luciano Bachmann, Andréa Cândido Dos Reis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo objetivou incorporar o nanomaterial antimicrobiano vanadato de prata nanoestruturado com partículas de prata (β-AgVO3) à resina composta pré-aquecida e analisar a influência do pré-aquecimento em suas propriedades físico-químicas. Amostras foram divididas em 6 grupos: GC1: Sem pré-aquecimento e sem β-AgVO3; GC2: Com pré-aquecimento e sem β-AgVO3; G2,5%1: Sem pré-aquecimento e com 2,5% β-AgVO3; G5%1: Sem pré-aquecimento e com 5% β-AgVO3; G2,5%2: Com pré-aquecimento e com 2,5% β-AgVO3; G5%2: Com pré-aquecimento e com 5% β-AgVO3. Realizou-se a caracterização superficial por microscopia eletrônica de varredura (MEV); rugosidade; microdureza; grau de conversão e alteração de cor. O MEV demonstrou superfícies planas, com ranhuras e irregularidades mesmo após o polimento. A rugosidade e a microdureza não apresentaram alterações significativas com o aquecimento ou com a incorporação de diferentes concentrações de β-AgVO3. O grau de conversão polimérica da resina foi reduzido proporcionalmente a maiores concentrações de β-AgVO3 e ao aquecimento. Contudo, a adição de β-AgVO3 aumentou o grau de conversão nas resinas aquecidas em comparação às não aquecidas. Os sistemas CIELab e CIEDE2000 demonstraram maior alteração de cor com o aquecimento das resinas e alterações de cor semelhantes com a adição de 2,5% e 5% de β-AgVO3. Além disso, verificou-se que a interação entre o aquecimento e a incorporação de β-AgVO3 é significativa e a alteração de cor foi considerada inadequada para uso clínico, pois os valores de ΔE excederam os limiares de perceptibilidade (>1 e >1,7) e aceitabilidade (>3 e >4,1).

Conclui-se que rugosidade e microdureza foram mantidas, concomitantemente à alteração de cor e grau de conversão significativos.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/00299-0)
PN-R0291 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

MODELOS IMPRESSOS PARA CONFECÇÃO DE PROTETORES BUCAIS: AVALIAÇÃO DE ESPESSURA E ADAPTAÇÃO
Kamilla de Oliveira Pereira, Allyce Marques de Abreu, Egina Maria Gomes Brum, Ariane Paredes de Sousa Gil, Mayra Torres Vasques, Ivan Onone Gialain
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo visa comparar as medidas de espessura e adaptação de protetores bucais confeccionados sobre modelos obtidos de maneira analógica e digital. Um modelo em gesso tipo IV obtido a partir de manequim odontológico foi utilizado como modelo mestre. 30 modelos de trabalho foram obtidos em 3 formas diferentes: moldagem em alginato e modelo em gesso tipo III (G1); escaneamento e impressão 3D em filamento, que foi posteriormente duplicado em gesso (G2); impressão 3D em resina (G3). Sobre cada modelo foi confeccionado um protetor bucal de EVA com 3 mm de espessura inicial. Cada protetor foi adaptado sobre o modelo mestre e submetido a tomografia computadorizada. Nas imagens tomográficas, foi mensurada a espessura vestibular e oclusal incisivos centrais (IC) e primeiros molares (1M), além da distância entre o modelo e o EVA na região de sulco gengival vestibular e palatino dos mesmos dentes. Os valores foram comparados em relação ao grupo dental e o material do modelo. Houve diferença estatística dos valores de espessura entre IC e 1M tanto por vestibular quanto por oclusal, maior espessura para 1M (p<0,05). Não houve diferença de adaptação entre os grupos dentais tanto por vestibular (p=0,053) quanto por palatina (p=0,2). Quando comparados os materiais, houve diferença entre espessuras apenas entre G1 e G3 na região oclusal (1,52 mm vs. 1,59 mm). Para a avaliação de adaptação, os modelos em resina apresentaram valores maiores e pior adaptação. Valores de adaptação vestibular e palatina: G1=0,77 mm e 1,01 mm; G2=0,89 mm e 1,1 mm; G3=1,21 mm e 1,56 mm.

Modelos impressos em resina demonstraram valores discretamente maiores de espessura oclusal, mas pior adaptação em comparação com modelos em gesso ou duplicados a partir de impressões em filamento.

(Apoio: FUNADESP  N° 56-3063/2024)
PN-R0299 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Melhorando a performance de um cimento de ionômero de vidro pela adição de extrato de Schinopsis brasiliensis Engler
Giovanna Valerio de Melo, Amanda Pessoa de Andrade, José Victor Correia de Melo, Israel Luís Diniz Carvalho, Lorena Pinheiro Vasconcelos Silva, Geisa Aiane de Morais Sampaio, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este projeto investigou a modificação de cimentos restauradores à base de ionômero de vidro com extrato de Schinopsis brasiliensis, com objetivo de aprimorar suas propriedades físico-químicas. Folhas da planta foram coletadas em Arcoverde/PE, desidratadas, pulverizadas e submetidas à extração hidroetanólica. O extrato bruto foi incorporado ao líquido do cimento Maxxion R, e corpos de prova foram moldados em matrizes padronizadas. Para elaboração dos testes, o grupo experimental foi comparado ao grupo controle. Os testes revelaram que o grupo experimental apresentou menor solubilidade (100,8 ± 94,9 µg) e sorção (79,7 ± 12,2 µg) em comparação ao controle (292,0 ± 356,8 µg e 92,0 ± 37,9 µg, respectivamente). A rugosidade superficial foi maior no grupo experimental (2,654 ± 1,41 µm vs 2,185 ± 0,83 µm). A análise de cor indicou menor luminosidade (L* = 65,46 ± 2,86), sem prejuízo clínico relevante. O pH das amostras foi estável, com leve aumento no grupo experimental após 15 dias (5,86 ± 0,12). A liberação de flúor ocorreu de forma mais constante no grupo experimental em todos os períodos (p<0,01).

Esses resultados indicam que a incorporação do extrato vegetal influenciou positivamente parâmetros fundamentais dos cimentos, sugerindo maior bioatividade e resistência à degradação.

(Apoio: CNPq  N° 169765/2024-5)
PN-R0303 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Efeito da técnica de repolimento em propriedades físicas de uma resina composta após imersão em café
Heloísa Caroline da Mota, Paola Magalhães de Almeida, Vitória Marques Gomes, Guilherme Miguel Moreira de Oliveira, Ticiane Cestari Fagundes, André Luiz Fraga Briso, Victor Eduardo de Souza Batista, Anderson Catelan
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito de técnicas de repolimento na alteração de cor, fluorescência e rugosidade de uma resina composta após o manchamento por café. 45 espécimes cilíndricos (5 x 2 mm) foram confeccionados de um compósito nanoparticulado (n = 15) usando uma matriz. Após 24 h, foi feito o polimento com lixas de granulação decrescente. Então, foram realizadas as leituras iniciais de cor usando um espectrofotômetro, para obtenção das coordenadas L*, a* e b* e posteriormente a alteração de cor (∆E00). A intensidade de fluorescência foi mensurada usando um espectrofluorímetro e a rugosidade média (Ra) foi obtida por meio de um rugosímetro. Os espécimes foram imersos por 12 dias em café, trocado diariamente. Finalizada a etapa de manchamento, as propriedades físicas foram reavaliadas. Posteriormente, os espécimes foram submetidos aos protocolos: A- disco abrasivo (4 granulações), B- borracha abrasiva (3 granulações) ou C- associação do disco abrasivo (1 granulação) + borracha abrasiva (2 granulações). Finalizado o repolimento, as propriedades físicas foram reavaliadas. Os dados foram submetidos à ANOVA e Tukey (α = 0,05). A maior alteração de cor foi observada após a imersão em café. A intensidade da fluorescência foi reduzida após o manchamento, mas foi restabelecida após o repolimento. A imersão na solução corante aumentou a rugosidade, que foi reduzida após o repolimento, sendo os menores valores de rugosidade obtidos na mensuração inicial. As técnicas de repolimento não apresentaram diferença entre si.

Portanto, o café propiciou a maior alteração de cor, diminuiu a fluorescência e aumentou a rugosidade. Mas, o repolimento restabeleceu a fluorescência inicial e parcialmente a cor e a rugosidade, não sendo afetado pela técnica de repolimento.

PN-R0305 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 2

Análise micromorfológica, cristalina e de perda de dureza do esmalte dental com película adquirida exposta ao modelo erosivo com pepsina
Klícia Kallynne Cutrim Sousa, Mayron Guedes Silva, Alan Silva de Menezes, Leily Macedo Firoozmand
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, o impacto da pepsina na erosão do esmalte dental com película adquirida, por meio da análise da porcentagem de perda de dureza superficial (%SHL), microscopia eletrônica de varredura/espectroscopia de energia dispersiva por raios X (MEV/EDS) e difração de raios X (DRX). Blocos de esmalte bovino foram preparados, padronizados de acordo com a microdureza Knoop superficial inicial e aleatoriamente divididos em dois grupos (n = 24/grupo): HCl (exposição modelo erosivo de ácido clorídrico, pH 2,0) e HCl+Pep (exposição ao modelo erosivo associado à pepsina, pH 2,0). As amostras foram expostas diariamente à saliva humana para a formação da película adquirida e submetidas a um modelo de ciclagem erosiva ao longo de 9 dias, incluindo desafios erosivos (6 x 5min), intercaladas com saliva artificial (6 x 2h/durante a noite). Após este período, foram analisadas a porcentagem de perda de dureza superficial (%SHL), alterações morfológicas e na composição mineral por MEV/EDS, e características cristalinas por DRX. A análise estatística foi realizada utilizando teste ANOVA one way (p < 0,05). O grupo HCl+Pep apresentou %SHL significativamente maior do que o grupo HCl (p < 0,001). As imagens de MEV revelaram perda mineral severa nas regiões interprismáticas do grupo HCl+Pep. A análise de DRX indicou modificações na microestrutura da hidroxiapatita (HAp).

Conclui-se que a pepsina agrava a erosão do esmalte, aumentando a %SHL e alterando a morfologia superficial, bem como o padrão estrutural dos cristais de HAp.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMA)
PN-R0315 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Gel de Fluoreto de Sódio/Quitosana: Síntese, Caracterização e Impacto no Biofilme de S. mutans e no Esmalte
Karina de Castro Bernardino, Ranam Moreira Reis, Ângelo Márcio Leite Denadai, Alessandra Maia de Castro, Danielly Cunha Araújo Ferreira, Hugo Lemes Carlo, Fabíola Galbiatti de Carvalho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou formular um gel de NaF/Quit (5,6%: 2,8% NaF + 2,8% Quit) sem agente reticulante e avaliar seus efeitos sobre o biofilme de S. mutans, a desmineralização do esmalte e a viabilidade celular. O gel foi caracterizado por testes reológicos, espectroscopia de impedância elétrica (EIS) e infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). Sua viscosidade foi avaliada por testes oscilatórios e estacionários. Após caracterização, blocos de esmalte bovino (4 x 4 mm) foram divididos em cinco grupos (n=5): i) gel Quit 2,8%; ii) solução NaF 2,8%; iii) gel NaF/Quit 5,6%; iv) gel FFA 1,23% (controle positivo); v) ácido acético 1,0% (controle negativo). O biofilme de S. mutans (UA159) formou-se em 48 h, com aplicação diária das substâncias por 1 min. Foram avaliados a contagem bacteriana (UFC/mL), a microdureza Knoop (KHN) antes e após o biofilme, e a viabilidade celular em macrófagos RAW 264.7 pelo ensaio MTT. A análise foi feita por Kruskal-Wallis (UFC/mL) e ANOVA de duas vias/Tukey (KHN) (α=0,05). O gel de NaF/Quit apresentou tixotropia, maior viscosidade que o gel de Quit e dissociação de íons (EIS). Quit, NaF/Quit e FFA reduziram UFC/mL, mas NaF/Quit apresentou o maior KHN pós-biofilme (p<0,05). O IC50 do NaF/Quit foi de 0,086 mg/mL.

Apesar da viabilidade celular inferior a 50%, o NaF/Quit inibiu efetivamente o biofilme e a desmineralização do esmalte, mostrando potencial no controle da cárie dentária.

(Apoio: FAPEMIG  N° APQ-02895-21)
PN-R0319 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 3

Comparação da sorção e solubilidade de resinas bulk fill aquecidas
Pedro Viotto Del Conte, Pedro Henrique Bressanim, William Jorge Fernandes Ribeiro, Klissia Romero Felizardo, Sandrine Bittencourt Berger, Ricardo Danil Guiraldo, Ricardo Shibayama, Murilo Baena Lopes
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o surgimento de compósitos bulk-fill e da técnica de aquecimento, é importante predizer a longevidade das restaurações. O objetivo foi comparar a sorção e solubilidade de resinas compostas do tipo bulk-fill aquecidas. As resinas compostas Filtek One Bulk Fill, Tetric N-Ceram Bulk Fill, Filtek Z-350 e o cimento Filtek Ultimate (3M Espe) na cor A2 foram utilizadas para os testes. Foram confeccionadas 20 amostras para cada resina, 10 não aquecidas e 10 aquecidas, seguindo a norma ISO 4049:2009. As amostras foram individualmente armazenadas em um dessecador à 37ºC. Os discos foram pesados diariamente em uma balança de 0,0001 g de precisão. Na etapa seguinte as amostras foram armazenadas em água, a 37ºC por 7 dias. Na terceira etapa, as amostras foram retornadas ao dessecador, e o ciclo repetido até se obter uma massa constante. Os dados foram submetidos à ANOVA e ao teste de Tukey (5% de significância). A análise dos dados demonstra que as resinas Filtek One Bulk-Fill (5,86±3,58 b) e Tetric N-Ceram bulk fill (7,84±4,04 b) apresentaram sorção menor que o Filtek Ultimate (14,48±3,30 a) e a Z-350 (14,75±2,82 a) quando não aquecidos e quando aquecidos (Filtek One Bulk Fill - 5,99±3,20 b, Tetric N-ceram - 8,11±4,41 b, Z-350 - 13,10±2,35 a). Não houve diferença entre os materiais aquecidos e não aquecidos. Na solubilidade não houve diferença entre a resina não aquecida (Filtek One Bulk Fill - -1,14±2,85 a, Tetric N-ceram - -0,42±2,72 a, Z-350 - 2,45±2,34 a, Filtek Ultimate - 0,70±3,76 a ) para resina aquecida (Filtek One Bulk Fill - -1,39±3,92 a, Tetric N-ceram - -0,71±3,51 a, Z-350 - 3,17±4,19 a) nem entre os compósitos.

Com isso, podemos concluir que o aquecimento das resinas não interferiu no grau de sorção e solubilidade das resinas aquecidas e não aquecidas.

(Apoio: CNPq)



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