9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 781 a 790


PNb0341 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

ASSOCIAÇÃO DA IDADE E INCIDÊNCIA DE MANIFESTAÇÕES BUCAIS AUTORREFERIDAS NA CONDIÇÃO PÓS-COVID
Auriane Silva Grígolo Ide, Eduarda Pereira, Letícia Simeoni Avais, Elis Carolina Pacheco, Camila Marinelli Martins, Pollyanna Kássia de Oliveira Borges
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a incidência de manifestações bucais autorreferidas na condição pós-Covid, e compreender sua relação com a idade dos participantes. Estudo epidemiológico longitudinal feito via inquérito telefônico pelo grupo de pesquisa "COVID Longa Ponta Grossa". Foram realizadas entrevistas em dois momentos distintos: 2023 e 2024. Foram considerados casos de condição pós-Covid pessoas com sintomatologia persistente por um período superior a 3 meses desde o quadro agudo da Covid-19. Realizou-se a análise descritiva e de associação bivariada. Na primeira etapa, dos participantes entrevistados em 2023 (n=1721), foram elegíveis 1435 para a pesquisa e saúde bucal. Destes, a maioria autorrelatou manifestações bucais pós-Covid (n=766). Na segunda etapa, em 2024, dos que participaram (n=389), alguns relataram o surgimento de novos casos de manifestações bucais pós-Covid (n=27). Em análise bivariada, a variável idade mostrou associação com a incidência da condição (p=0,030). Observou-se que participantes com 50 anos ou mais apresentaram 2,61 maior risco no surgimento de manifestações bucais comparado àqueles com idade entre 18 e 40 anos (RR=2,61; IC95%: 1,05-6,48).

Participantes com idade avançada tendem a um maior risco no desenvolvimento de novos casos de manifestações bucais comparado às pessoas mais jovens. Destaca-se a necessidade de mais estudos longitudinais que sirvam como base para desenvolvimento de estratégias de diagnóstico e intervenção no pós-Covid, a fim de minimizar a sintomatologia desta condição, especialmente para indivíduos com faixa etária avançada.

PNb0342 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

IMPACTO DA CONDIÇÃO BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE UMA EQUIPE DE TRABALHADORES DE SERVIÇOS GERAIS - ESTUDO TRANSVERSAL
Ana Caroline de Almeida Peçanha, Maiara Campos Linhares Sampaio, Maria Helena Monteiro de Barros Miotto, Beatriz Ribeiro de Souza, Igor Ambrosio Gama Barroso, Elizabeth Pimentel Rosetti
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde deve ser compreendida como resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, que influenciam diretamente a qualidade de vida. Este estudo descritivo-analítico, de abordagem quantitativa e delineamento transversal, teve como objetivo avaliar o impacto da condição bucal na qualidade de vida de trabalhadores de serviços gerais do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, bem como sua associação com a condição socioeconômica e com o índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD). A amostra aleatorizada foi composta por 122 indivíduos. A coleta de dados incluiu a aplicação dos questionários Oral Health Impact Profile (OHIP-14) e Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), além de exames clínicos para obtenção do CPOD. As análises estatísticas foram realizadas no software IBM SPSS versão 20, utilizando análise descritiva, teste Exato de Fisher, teste t para amostras independentes, método de Mantel-Haenszel e regressão logística (p < 0,05). Mais da metade dos participantes (54,5%) relatou impacto da saúde bucal na qualidade de vida. A média do CPOD foi de 9,14 (DP = 5,28).

Observou-se associação entre dentes cariados e quatro dimensões do OHIP-14, enquanto a perda dentária por cárie esteve associada a seis dimensões. Os maiores impactos ocorreram nos domínios desconforto psicológico e incapacidade psicológica. O impacto esteve associado a indivíduos mais jovens, de classes socioeconômicas C, D e E, e com experiência de cárie. A utilização conjunta de indicadores clínicos e subjetivos mostrou-se eficaz para identificar grupos vulneráveis e subsidiar ações em saúde bucal.

PNb0343 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Alterações Salivares Associadas ao Uso de Medicamentos em Crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus :Estudo Transversal
Carla Alves de Siqueira Alciati, Cyntia Luciancencov Petrillo, Gheyza Torres Chaves, Driany Tamami Yamashita de Carvalho, Thays Soares Nascimento Eleodorio, Cristina Lucia Feijo Ortolani
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZV) demanda regimes farmacológicos complexos decorrentes de comprometimentos neurológicos, motores e comportamentais. Fármacos como anticonvulsivantes, antipsicóticos ,e agentes com ação anticolinérgica apresentam potencial efeito xerostômico, podendo reduzir o fluxo salivar e alterar o pH, fatores relacionados à suscetibilidade à cárie dentária e alterações bucais. Avaliar a associação entre o uso de medicamentos e os parâmetros salivares (fluxo e pH) em crianças com SCZV.Estudo transversal com 60 crianças com SCZV. Avaliaram-se fluxo salivar não estimulado (mL/min) e pH salivar, considerando hipossalivação <0,1 mL/min. Registraram-se número de medicamentos, polifarmácia (≥3 fármacos) e classes terapêuticas. Realizou-se análise descritiva. 22 crianças (36,7%) apresentaram polifarmácia e 38 (63,3%) utilizavam menos de três medicamentos. Crianças em polifarmácia apresentaram menor fluxo salivar médio (0,39 mL/min) em comparação às demais (0,41 mL/min). O pH médio foi 6,77 no grupo com polifarmácia e 6,66 no grupo sem, sugerindo tendência de comprometimento da função salivar associada à maior carga medicamentosa.

Crianças com SCZV em uso de múltiplos medicamentos apresentam maior probabilidade de alterações salivares, especialmente redução do fluxo, reforçando a necessidade de monitoramento e estratégias preventivas.

(Apoio: CAPES  |  CAPES)
PNb0344 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Disfunções Temporomandibulares e Saúde Bucal em Indivíduos com Deficiência Intelectual: Prevalência e Fatores Associados
Amanda Kerin Alves Cavalheiro, Giselle Emilaine da Silva Reis, Thalita de Paris Matos, Priscila Brenner Hilgenberg Sydney, Yasmine Mendes Pupo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar as condições de saúde bucal e a prevalência de disfunções temporomandibulares (DTM) em indivíduos com deficiência intelectual (DI) de escolas especiais em Curitiba (PR), bem como investigar fatores sociodemográficos associados, qualidade de vida relacionada à saúde bucal e a acurácia do Three-Question Temporomandibular Disorder screening tool (3Q/TMD). Indivíduos de 15 a 59 anos foram avaliados quanto à cárie dentária pelo índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD), higiene bucal pelo índice de higiene oral simplificado, qualidade de vida pelo Oral Health Impact Profile - versão de 14 itens (OHIP-14) e DTM pelo protocolo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders. O 3Q/TMD foi utilizado para triagem. As associações foram analisadas por testes não paramétricos e correlação de Spearman (α=0,05). Adultos apresentaram maiores escores de CPOD que adolescentes (p=0,001), assim como indivíduos sem cuidado materno (p=0,005). Higiene bucal deficiente associou-se à presença de cárie (p<0,001), sem correlação com qualidade de vida (p=0,577). A prevalência de DTM foi de 27,8%, sem associação com variáveis sociodemográficas. O 3Q/TMD apresentou sensibilidade de 94,2%, especificidade de 79,5%, valor preditivo positivo de 78,3%, valor preditivo negativo de 94,6% e acurácia de 86,0%.

Observou-se ocorrência de DTM com valores compatíveis aos da literatura para a população geral. Fatores como cuidado materno e higiene bucal estiveram associados à ocorrência de cárie dentária. Os achados reforçam a importância da atenção à DTM em indivíduos com DI e destacam o potencial do 3Q/TMD como instrumento de triagem em contextos com limitações de tempo, comunicação e recursos.

(Apoio: CAPES)
PNb0346 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Práticas e significados produzidos pelo cirurgião-dentista frente ao paciente alcoólatra: resultados preliminares
Lucas Gonçalves de Sousa, Laura Eduarda de Oliveira Ferreira, Laura Bezerra Borges, Jaqueline Vilela Bulgareli, Álex Moreira Herval
FOUFU UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Conforme relatório da Organização Mundial da Saúde publicado em 2019, cerca de 400 milhões de pessoas com 15 anos ou mais viviam com algum transtorno relacionado ao uso de álcool. Pessoas com Transtornos por Uso de Álcool costumam apresentar prejuízos à saúde bucal e ter comportamentos danosos à saúde (sistêmica e bucal). Apesar dessa maior vulnerabilidade, o acesso aos serviços de saúde é frequentemente dificultado. Nesse sentido, buscou-se compreender as vivências e práticas de cuidado odontológico direcionadas aos pacientes com Transtornos por Uso de Álcool. Foi realizada uma pesquisa qualitativa com cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde, de um município de grande porte do interior de Minas Gerais, com experiência no atendimento desse grupo. Os dados foram coletados por entrevistas semiestruturadas audiogravadas que, após transcritas, foram analisadas segundo a Teoria Fundamentada nos Dados. As primeiras etapas de análise (codificação inicial e axial) foram realizadas, permitindo elencar algumas categorias formadas a partir das entrevistas: 1) não realização do atendimento por medo do paciente estar agressivo ou não cooperar; 2) insegurança quanto ao uso da anestesia local, limitando-se ao cuidado paliativo; 3) reconhecimento do uso de álcool para redução de dor e ansiedade; e 4) noção de insuficiência das práticas de cuidado não interventivas.

Apesar de reconhecer a insuficiência das práticas de cuidado disponibilizadas ao paciente com Transtornos por Uso de Álcool, os profissionais de saúde não desempenham medidas interventivas por medo e insegurança. Protocolos de cuidado, em especial quanto ao uso de anestésicos locais, parecem ter o potencial de reduzir barreiras de cuidado.

(Apoio: CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CAPES  N° 88887.210379/2025-00)
PNb0347 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Condição labial de ambulantes das praias de São Vicente/SP: radiação solar e suas repercussões
Cristiane Leal Mendes Bicudo, Reinaldo Oliveira Guedes jr, Alvaro Luiz Mendonça Pinheiro Barbosa, Maria Rogéria Barbosa, Tatiana de Almeida Bezzi, Sumaya Takan Bordalo, Luana Campos, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alguns trabalhadores como os ambulantes e agricultores, que se expõe ao sol com grande frequência, são considerados populações de risco para desenvolvimento de alterações labiais. A detecção de sinais de forma precoce pode levar ao diagnóstico de lesões potencialmente malignas da mucosa oral e evitar a evolução desta. O objetivo do presente estudo foi avaliar a condição clínica labial de ambulantes das praias do município de São Vicente -SP. Uma equipe de 40 dentistas foi calibrada por meio de 3 capacitações realizadas de modo on-line. Apenas os dentistas que participarem de todas as capacitações puderam ser avaliadores durante a ação. Um folder específico foi elaborado com explicações sobre cuidados preventivos e de proteção aos raios solares foi distribuído e após leitura e assinatura do termo de consentimento foi aplicado um questionário socioeconômico e os lábios avaliados. As variáveis analisadas foram: idade, sexo, etnia, tabagismo, etilismo, frequência de exposição solar semanal e diária e medidas de fotoproteção em nível ocupacional. Foram avaliados 98 em ambulantes; a idade média foi de 45,3 anos; a maioria dos entrevistados foi do sexo masculino (68,4%), da raça negra (57,1%), a exposição solar foi observada em 100% dos ambulantes. Alterações labiais foram observadas em 35 ambulantes. Os fatores associados às alterações labiais foram: exposição solar, os dias de trabalho, horas de trabalho e falta de proteção contra radiação ultravioleta (corporal e labial).

Diante dos dados apresentados, ressalta-se a necessidade de ações voltadas ao atendimento das populações expostas de maneira rotineira a radiação excessiva, como os ambulantes; desenvolvendo ações de cunho educativo e acesso aos serviços de saúde.

(Apoio: Bolsa UNISA)
PNb0348 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Parceria público-privada na atenção a saúde bucal aos ambulantes das praias de Santos/SP: ação, levantamento epidemiológico e tratamento
André Luís Nishi Osandabaráz, Alvaro Luiz Mendonça Pinheiro Barbosa, Ellen Christine Rodrigues de Abreu, Gustavo Antonio Correa Momesso, Cristiane Leal Mendes Bicudo, Wilson Roberto Sendyk, Luana Campos, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
Mestrado UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A exposição crônica à radiação ultravioleta é um importante fator de risco para alterações mucosas, como lesões potencialmente malignas na região labial e trabalhadores expostos ao sol apresentam maior vulnerabilidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de alterações labiais em ambulantes das praias de Santos/SP. Uma equipe de 40 dentistas participou de 2 capacitações, para calibração da aplicação da anamnese e do exame clínico. Estes profissionais foram agrupados em 5 equipes e percorreram as praias de Santos. Os ambulantes receberam folder explicativo, tiveram acesso e assinaram o TCLE e então um questionário foi aplicado e exame clínico dos lábios foi realizado. O questionário foi aplicado em 169 ambulantes. As variáveis analisadas incluíram dados demográficos, exposição solar, uso de fotoproteção, hábitos de vida. Os dados foram submetidos à análise descritiva, teste do qui-quadrado e regressão de Poisson. Os dados obtidos mostraram 43 indivíduos tabagistas (25,4%) e 71 etilistas (42,0%), 112 participantes (66,3%) relataram ter recebido orientação sobre proteção, porém apenas 45 (26,6%) utilizavam protetor labial. Clinicamente, 79 indivíduos apresentaram lábios ressecados (46,7%), enquanto 11 (6,5%) apresentaram aspecto atrófico, 1 (0,6%) úlcera e 5 (3,0%) placas brancas. A maioria dos participantes 118 (69,8%) relatou ser a primeira vez em avaliação.

Há elevada frequência de alterações labiais entre trabalhadores ambulantes e observa-se uma discrepância entre o recebimento de orientações em saúde e a adoção efetiva de medidas de fotoproteção. Os achados apontam para a necessidade de estratégias de educação em saúde, ampliação do acesso a medidas preventivas e fortalecimento das ações de vigilância.

(Apoio: Bolsa UNISA)
PNb0349 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Consumo alimentar e consequências clínicas da cárie não tratada (PUFA) em crianças e adolescentes do interior de Mato Grosso do Sul
Hazelelponi Querã Naumann Cerqueira Leite, Rafael Aiello Bomfim
PPGSD UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - FACULDADE DE ODONTOLOGIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo avaliar a associação entre raça/cor, condição socioeconômica e consumo alimentar com o índice PUFA (Pulpal involvement, Ulceration, Fistula, Abscess) em crianças e adolescentes do interior de Mato Grosso do Sul. Trata-se de estudo transversal com 836 escolares de 5 e 12 anos, avaliados em levantamento epidemiológico de saúde bucal. O desfecho foi o índice PUFA, utilizado para mensurar consequências clínicas da cárie não tratada, como envolvimento pulpar, ulceração, fístula ou abscesso. As variáveis independentes incluíram raça/cor (brancos e não brancos), condição socioeconômica (abaixo da linha da pobreza, entre a linha da pobreza e um salário mínimo per capita e acima de um salário mínimo per capita) e consumo de alimentos não saudáveis (baixo, médio e alto). A associação foi estimada por regressão linear, com coeficientes, intervalos de confiança de 95% e valores de p. A prevalência de PUFA foi de 11,8%, semelhante entre crianças de 5 anos (11,9%; IC95%: 9,2-15,3) e adolescentes de 12 anos (11,8%; IC95%: 8,9-15,4). O modelo explicou 25,1% da variação. A condição socioeconômica permaneceu associada ao desfecho, com menores valores médios de PUFA nas categorias entre a linha da pobreza e um salário mínimo per capita (-0,80; IC95%: -0,91; -0,70; p<0,001) e acima de um salário mínimo per capita (-0,85; IC95%: -0,96; -0,74; p<0,001). O consumo alimentar também se associou ao PUFA, sendo maior consumo de alimentos não saudáveis associado ao aumento do índice (0,11; IC95%: 0,01; 0,22; p=0,031).

Os achados reforçam a importância de estratégias integradas de prevenção, envolvendo promoção da alimentação saudável, acesso oportuno ao cuidado odontológico e ações direcionadas a grupos em maior vulnerabilidade social.

PNb0350 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal
Doany Cevada Dos Santos, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba
Departamento de Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Abordar aspectos relacionados à saúde bucal no ambiente escolar compreende a visão integrada do cenário familiar, social e ambiental da criança, destacando o papel dos educadores na formação de hábitos saudáveis. O objetivo neste estudo foi avaliar o conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal. Trata-se de estudo observacional, transversal e descritivo, realizado com professores de escolas públicas do Ensino Fundamental de uma cidade paulista, em 2026. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais com aplicação de questionário semiestruturado. Do total de 153 educadores, 118 (77,12%) eram mulheres e 35 (22,88%) homens, com idade média de 46,28 anos. Verificou-se que 38 (24,84%) consideram a cárie dentária uma doença infecciosa; 11 (7,19%) acham o envelhecimento a principal causa de perda dentária em adultos. Notou-se desconhecimento sobre as características dos alimentos relacionados ao maior risco de cárie, considerando a consistência (28,10%), quantidade de açúcar (3,92%), tipo de açúcar (14,38%) e resistência à mastigação (56,21%). Constatou-se que 9,80% não conhecem o efeito preventivo do flúor; 64,05% escova os dentes 3 ou mais vezes ao dia; 49,67% consulta o cirurgião-dentista somente em caso de necessidade. Observou-se que 22 (14,38%) acham que a escola não deve ter nenhuma atitude em relação às orientações sobre saúde bucal; e 20 (13,07%) pensam que abordar o tema não é responsabilidade dos professores.

Existem lacunas no conhecimento, atitudes e práticas de educadores do Ensino Fundamental sobre saúde bucal, evidenciando a necessidade de aprimoramento e incentivo para que possam abordar o tema nas escolas, atuando como efetivos multiplicadores do conhecimento.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 001)
PNb0351 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Transtorno Opositor Desafiador na Odontologia
Viviane Marques Dos Santos, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é um distúrbio comportamental caracterizado por padrões persistentes de oposição, irritabilidade e resistência a figuras de autoridade, impactando a adesão ao tratamento odontológico. Este estudo analisou os desafios enfrentados por cirurgiões-dentistas no atendimento desses pacientes e desenvolveu um material educativo com protocolos clínicos, estratégias de comunicação e técnicas lúdicas. Trata-se de estudo qualitativo e aplicado, realizado com 30 cirurgiões-dentistas com experiência no atendimento de pacientes com transtornos comportamentais. Os dados foram coletados por entrevistas semiestruturadas e analisados por análise de conteúdo temática. Os resultados mostraram que o atendimento a esses pacientes é frequente na prática clínica, geralmente entre 1 e 5 casos por ano, sendo mais comum em serviços especializados, com associação a maiores taxas de faltas e abandono do tratamento. Apesar de bom conhecimento teórico sobre manejo comportamental, foram identificadas dificuldades na aplicação prática e na diferenciação entre ansiedade odontológica e comportamento opositor. Também foi observado uso ocasional de estratégias inadequadas, como elevação do tom de voz e manutenção do atendimento durante escalada comportamental. As principais barreiras relatadas foram falta de treinamento específico, tempo clínico insuficiente e baixa colaboração dos cuidadores. O material educativo desenvolvido organiza protocolos estruturados para aplicação clínica.

Os achados indicam que a sistematização de condutas pode melhorar a cooperação dos pacientes, reduzir o estresse clínico e favorecer uma prática odontológica mais humanizada e resolutiva.




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