9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 551 a 560


PNa0086 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da terapia fotodinâmica antimicrobiana associada ao blue m® para prevenção da cárie dental
Isabella Lais Azevedo Silva Domingues, Alessandra Nara de Souza Rastelli
Dentistica Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cárie dentária é uma doença de etiologia multifatorial que afeta a população mundial.O biofilme cariogênico está envolvido na etiologia da cárie dental e pode ser removido ou controlado de forma mecânica, por meio da escovação, com ou sem o uso de antissépticos como a clorexidina, e uso de flúor que libera íons na cavidade bucal permitindo a remineralização. Apesar disso, terapias adjuvantes podem complementar o processo de prevenção da doença. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da terapia fotodinâmica antimicrobiana associada ao Blue m® para prevenção de cárie dental.O Biofilme cariogênico duo-espécie (Streptococcus mutans e Streptococcus sobrinus) foi submetido à terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDA) utilizando-se curcumina, associada ou não ao Blue m® a 1%. Grupos na ausência de luz também foram realizados. Após tratamento, avaliação do metabolismo pelo teste XTT e determinação da biomassa total pelo método cristal violeta foram realizados. Os experimentos foram feitos em triplicata em três ocasiões diferentes. Comparado aos grupos "DARK" em que não se utilizou a luz notou-se redução da atividade microbiana tanto pela associação do Blue m® à curcumina, quanto pela realização da TFDA de forma gradual conforme houve o aumento da dose de luz.

Infere-se que a TFDA associada ao Blue m® demonstrou efeito antimicrobiano em biofilme duo-espécie. Ainda são necessários estudos para avaliar a viabilidade clínica desse tipo de terapia a fim de torna-la um método adjuvante na prevenção de cárie dentaria.

PNa0087 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de propriedades físico-mecânicas e ópticas de resinas compostas bioativas e convencionais: estudo comparativo in vitro
Raquel Moura Barbosa Nascimento do Ó. Albuquerque, Yan Victor Silva de Santana, Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro, Luís Felipe Espíndola-castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do tipo resinoso (bioativo vs. convencional) e da viscosidade nas propriedades de microdureza, sorção, solubilidade e estabilidade de cor das resinas compostas bioativas Beautifil II (Shofu) e Beautifil Flow Plus (Shofu) em comparação às resinas convencionais Filtek Z350 XT (Solventum) e Filtek Supreme Flow (Solventum). Foram confeccionadas 10 amostras por grupo (n=10) utilizando um molde metálico bipartido (15mm x 1mm). A microdureza Vickers foi aferida em microdurômetro digital, pela média de três indentações por amostra (300gf por 15s). Para sorção e solubilidade (n=5), seguiram-se as recomendações da norma ISO 4049/2019. A estabilidade de cor foi analisada por espectrofotometria digital antes e após a imersão em café e água destilada (controle) nos intervalos de 1 a 7 dias, calculando-se a variação de cor (ΔE00) por meio dos parâmetros CIELAB. As resinas de viscosidade regular apresentaram microdureza significativamente superior às resinas fluidas (p<0,001). Quanto à sorção e solubilidade, observou-se que, embora a sorção tenha variado entre os grupos (p=0,001), todos os materiais apresentaram conformidade com a norma ISO 4049:2019, enquanto a solubilidade não demonstrou diferença estatística (p=0,155). A imersão em café promoveu alterações cromáticas em todos os grupos, sendo que as resinas de viscosidade regular exibiram maior manchamento (ΔE) em comparação às resinas fluidas, em ambos os tempos de avaliação (p=0,001).

Conclui-se que o tipo resinoso e a viscosidade influenciam a microdureza e a estabilidade de cor, porém a composição bioativa não prejudica o desempenho essencial dos materiais, mantendo-os dentro dos padrões similares às resinas convencionais.

(Apoio: FAPs - FACEPE  N° APQ-1165-4.02/24  |  CNPq  N° 188000/2025-9)
PNa0088 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capacidade de mascaramento de técnicas de estratificação combinadas com opacos brancos ou amarelos em um fundo escuro
Gabriela Nogueira Bouchet, Ana Maria Spohr
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os clínicos têm dúvidas quanto às técnicas necessárias para obter a cor final adequada em cada caso clínico envolvendo dentes escurecidos. Em relação aos opacos, não está claro se deve ser utilizada uma tonalidade branca ou amarela, e poucos estudos compararam a capacidade de mascaramento destes opacos sob a mesma metodologia. O objetivo foi avaliar a influência das técnicas de estratificação em resina composta (RC), utilizando opacos em consistência convencional ou fluídos nas cores branca e amarela, na capacidade de mascaramento de um substrato escurecido. Incisivos centrais superiores em acrílico, cor C3, com preparos para facetas, foram divididos em 11 grupos (n=5). Dentes de acrílico íntegros na cor C3 (n=5) e A1 (n=5) foram utilizados como grupos controle negativo e positivo, respectivamente. Os dentes foram restaurados com técnicas de monocamada, bicamada ou tricamada, e opacos brancos ou amarelos foram associados à RC de dentina e/ou à RC de esmalte. Os valores de ∆E₀₀ foram obtidos com o espectrofotômetro VITA Easyshade Advance 4.0 e a fórmula CIEDE2000. De acordo com o teste de Kruskal-Wallis e teste de Dunn, os grupos restaurados com a técnica de tricamada (opaco + RC de dentina + RC de esmalte) apresentaram ∆E₀₀ significativamente menores (p<0,05), abaixo do limiar de aceitabilidade. Na técnica de tricamada, o uso de opaco branco convencional (1,18) não diferiu significativamente do controle positivo (0,69) (p>0,05). O uso de opacos amarelos aumentou o ∆E₀₀, porém este permaneceu abaixo do limiar de aceitabilidade.

A técnica de tricamada, com opacos brancos ou amarelos, RC de dentina e de esmalte, resultou em ∆E₀₀ abaixo do limiar de aceitabilidade. No entanto, os opacos brancos foram mais eficazes em mascarar o fundo escurecido.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0089 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do espectro de luz no desempenho mecânico e óptico de resinas com diferentes fotoiniciadores
Luana Dos Santos Souza, Eduardo Augusto Rebelo, Taciana Marco Ferraz Caneppele, Eduardo Bresciani
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fotopolimerização de resinas compostas depende da compatibilidade entre fotoiniciadores e a unidade de luz. Este estudo comparou a profundidade de polimerização, estabilidade de cor (Delta E00) e brilho de resinas contendo canforoquinona (CQ) ou sistema alternativo (APS), fotoativadas por luz azul (RADII) ou de amplo espectro (QUAZAR). A microdureza Knoop (KNH), a variação de cor e o brilho foram avaliados após imersão em solução de manchamento por até 30 dias. Os dados foram analisados por análise de variância e teste de Tukey (5%). Para microdureza, unidade de luz e profundidade foram significativas (p<0,001), com interação (p≤0,016). O QUAZAR promoveu maior KNH (p<0,001). O APS apresentou polimerização homogênea com QUAZAR (p>0,05), mas redução em profundidade com RADII (p<0,001), enquanto CQ apresentou queda progressiva independente da luz (p<0,001). Para cor, fotoiniciador (p<0,001) e tempo (p=0,005) foram significativos. CQ apresentou menor variação (~1,4), enquanto APS maior (~3,2) (p<0,001). O aumento do manchamento ocorreu apenas para APS com RADII (p=0,045). Para brilho, todos os fatores foram significativos (p<0,001), com maior estabilidade para APS com QUAZAR.

Conclui-se que fotoiniciadores alternativos apresentam melhor desempenho com luz de amplo espectro, enquanto CQ apresenta maior estabilidade de cor, porém maior sensibilidade à profundidade de cura.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/00163-4 )
PNa0090 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do jateamento e da abordagem adesiva em restaurações de lesões não cariosas: um estudo clínico randomizado
Natasha Tarram Hammoud, Rhafaela Ribeiro Silva, Jullyana Mayara Preizner Dezanetti, Rodrigo Nunes Rached, Evelise Machado de Souza
ALUNA MESTRADO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico randomizado, duplo-cego e de boca dividida objetivou avaliar o efeito do jateamento com óxido de alumínio na dentina (JT) e das abordagens de condicionamento total (CT) ou seletivo do esmalte (CS) com adesivo universal (Optibond Universal) no desempenho clínico de restaurações em lesões cervicais não cariosas (LCNCs). Vinte pacientes (11 homens; 9 mulheres; média de 46 anos) receberam 139 restaurações em resina composta distribuídas aleatoriamente em quatro grupos: CT, CS, JT+CT e JT+CS. Dois examinadores calibrados avaliaram as restaurações no baseline (7 dias), 6, 12 e 18 meses utilizando os sistemas de avaliação USPHS e FDI. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis, Friedman e Mann-Whitney (α=0,05). Após 18 meses, não houve diferença significante entre os grupos em nenhum dos critérios avaliados por USPHS e FDI (p>0,05). Foram registradas quatro falhas de retenção (perda total da restauração) ao longo de 18 meses. Duas ocorreram até 12 meses, ambas no grupo JT+CS (5,7%). Entre 12 e 18 meses, foram observadas uma perda no grupo CS (2,9%) e outra no grupo JT+CS (2,9%).O grupo JT+CS apresentou perda de 3 restaurações (8,6%).

Conclui-se que o jateamento com óxido de alumínio na dentina não promoveu benefício clínico significativo no tratamento restaurador de lesões cervicais não cariosas.

PNa0091 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação das propriedades físico-mecânicas e de polimerização de resinas indiretas provisórias
Eduardo Bandeira Sousa Silva, Glória Fischer Granuzzio, Regina M Puppin-Rontani, Lucas Rodrigues Thomaz, Roberta Caroline Bruschi Alonso
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo tem como objetivo comparar características de polimerização e propriedades mecânicas de resinas de impressão 3D com materiais restauradores provisórios convencionais à base de metacrilatos. Foram selecionados materiais de 3 classificações: I. Resinas de impressão 3D (P pro Crown & Bridge, Straumann; PriZma Bio Crown, Makertech Labs; PriZma Bio Prov, Makertech Labs); II. Resinas bisacrílicas (Yprov Bisacryl, Yller; Protemp 4, 3M); III. Resina Acrílica (Dencôr Clássico, Clássico). Foram avaliados: Grau de Conversão (GC), Microdureza Knoop (KHN), Resistência à Flexão (RF) e Módulo de Elasticidade (ME). Observou-se que a resina P pro Crown & Bridge apresentou KHN e ME significativamente superior às demais resinas, porém com GC inferior. As resinas PriZma BioCrown e BioProv apresentaram todas as propriedades similares entre si e RF significativamente superior aos demais materiais. As resinas bisacrílicas apresentaram as menores médias de KHN. As resinas bisacrílicas e a acrílica apresentaram RF e ME, reduzidos em relação às resinas de impressão 3D e sem diferença significativa entre si.

Conclui-se que as resinas de impressão 3D têm propriedades similares ou superiores aos materiais convencionais, sendo uma alternativa viável para a confecção de restaurações indiretas provisórias.

PNa0092 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Resistência de união de adesivos universais ao esmalte: efeito do tipo de microaplicador
Caroline Meurer Luiz, Alex Aragão Alves, Iana Schmitt, Gustavo Mussi Stefan Oliveira, Jose Paulo Barbosa Soares, Guilherme Carpena Lopes
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo comparou a resistência de união (RU) de adesivos universais (AUs) ao esmalte com diferentes microaplicadores (MAs). Foram utilizados 216 incisivos bovinos, com superfícies vestibulares expostas, polidas e distribuídas em 12 grupos (n=18). Dois AUs foram aplicados, Peak Universal (PeU) e Optibond Universal 360 (OpU), nos modos condicionamento total (ER) com ácido fosfórico a 35% ou autocondicionante (SE). Nos controles, utilizaram-se os MAs dos fabricantes (Ultradent e Kerr); adicionalmente, foram testados ZerofloX (cerdas elastoméricas) e Aplik (cerdas de fibra). Após fotopolimerização, confeccionaram-se cilindros de resina composta, armazenados por 6 meses, submetidos à termociclagem (10.000 ciclos) e ao ensaio de RU por cisalhamento. O modo de falha foi analisado por microscopia eletrônica de varredura (MEV). ANOVA-2 e teste de Tukey (α=0,05) compararam os dados. As médias de RU (±DP) variaram de 13,2 (±3,8) a 39,7 (±8.9) MPa, sendo maior nos grupos ER em relação ao SE (p<0,001). O PeU apresentou valores superiores ao OpU (p<0,01). Para o OpU, o ZerofloX resultou em menor RU (p=0,005), enquanto para o PeU não houve diferença entre os MAs. Falhas mistas predominaram em ER e adesivas em SE. Em SE, o OpU apresentou superfície semelhante ao esmalte não-tratado, enquanto o PeU mostrou condicionamento intraprismático; em ER, ambos exibiram padrão clássico de condicionamento.

Os UAs aplicados usando o modo de condicionamento ácido total resultam em maior resistência de união ao esmalte em comparação com o SE. O MA elastomérico sem fibras reduziu a resistência de união ao esmalte quando o UA tinha solvente etanol/acetona.

PNa0093 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

EFEITO DA IMERSÃO EM PRÓPOLIS VERDE NA COR E MICRODUREZA DE RESINA COMPOSTA: ESTUDO IN VITRO
Fabiana Costa Assis Magalhães, Thaís Yumi Umeda Suzuki, Cláudia Lopes Brilhante Bhering, Igor Studart Medeiros, Isabela Souza Vardasca, Marcelle Danelon, Emerson Gomes dos Santos, Amália Moreno
Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológi UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O manejo das complicações orais associadas à radioterapia destaca o uso de enxaguantes com própolis verde brasileira, cujo impacto sobre propriedades de resinas compostas ainda é pouco conhecido. Este estudo in vitro avaliou os efeitos da imersão de uma resina composta (Filtek Z350 XT - 3M ESPE) em soluções de extrato de própolis verde na cor e microdureza. Foram produzidos espécimes em quatro cores (A1B, A1E, CT e A1D), totalizando 40 discos por cor (2×10 mm), divididos aleatoriamente em quatro grupos: três com soluções de própolis (PAQ 11%, PAL 11% e PAL 20%) e um controle (água destilada). A imersão foi realizada por 6 horas. A cor foi avaliada por espectrofotometria de reflexão UV-visível (CM-3700D, Konica Minolta) e a microdureza pelo método Vickers (Wilson VH1102, Buehler). As diferenças de cor (ΔE) foram determinadas pelos sistemas CIELAB e CIEDE2000. Os espécimes permaneceram armazenados em local fechado e escuro durante o intervalo entre as medições, simulando envelhecimento natural de 365 dias. Os dados foram analisados com testes paramétricos e não paramétricos (α=0,05). Todos os espécimes apresentaram alterações de cor clinicamente inaceitáveis. As soluções alcoólicas de própolis (11% e 20%) causaram maiores alterações nas cores A1B e A1D. A imersão em própolis verde também influenciou a microdureza, exceto no grupo controle, que apresentou redução.

Os resultados indicam que as soluções de própolis verde brasileira alteram significativamente a cor e a microdureza da resina composta.

PNa0094 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da orientação de impressão nas propriedades físicas e mecânicas de uma resina para impressão 3D de restaurações provisórias
Victor de Melo Soares, Luciano Bachmann, Andréa Cândido Dos Reis, Mariana Lima da Costa Valente
Dep. Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliaram-se as propriedades físicas e mecânicas de uma resina para impressão 3D (PriZma BioProv) segundo orientações de impressão (0°, 45° e 90°). Após impressão de espécimes (Ø9×2 mm e 25×2×2 mm), realizou-se pós-lavagem em álcool isopropílico (5′) e pós-cura (10′). Análises incluíram: precisão dimensional, FTIR; rugosidade e topografia superficial, dureza Knoop, resistência à flexão e fractografia. Dados foram submetidos à ANOVA one-way e ao teste de Tukey (α=.05). Observaram-se diferenças para largura entre 0º e 90º (p<.001) e 45º e 90º (p<.001). Contudo, espessura (p=.640) e comprimento (p<.108) não diferiram entre 0º, 45º e 90º. FTIR indicou consumo de ligações duplas e densificação da rede. Maior rugosidade (Sa) foi registrada em 0° comparado com 90° (p=.019), sem diferença entre 0° e 45° (p=.37). Em 0°, observaram-se sulcos paralelos e irregularidades nas cristas; em 45°, menor variação topográfica; enquanto em 90° observaram-se cristas mais pronunciadas e sulcos mais definidos. Maior dureza foi observada em 90° em comparação a 0° (p<.001) e 45° (p=.019). Resistência à flexão foi influenciada pela orientação de impressão (p<.001), com menor desempenho em 0° em comparação a 45° (p<.001) e 90° (p=.002), sem diferença entre 45° e 90° (p=.693). Análise fractográfica evidenciou delaminação de camadas superficiais em 0° e linhas de hackle mais suaves em 45°, enquanto em 90° observou-se deslocamento das camadas.

Propriedades físicas e mecânicas foram influenciadas pelas diferentes orientações de impressão avaliadas, evidenciando comportamento anisotrópico associado à impressão 3D. Em geral, 90° exibiu menor rugosidade, maior microdureza e resistência flexural que 0°, enquanto 45° exibiu desempenho mecânico intermediário.

(Apoio: CAPES  N° 88887.211176/2025-00)
PNa0095 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Citotoxicidade de uma resina para base protética obtida por impressão 3D sob diferentes angulações e tempos de pós-polimerização
Sabrina Romão Gonçalves Coelho, Hamile Emanuella do Carmo Viotto, Larianne de Sousa Moisés, João Fernando Carrijo Queiroz, Lucas Portela Oliveira, Giovanna Gomes Maciel, Taisa Nogueira Pansani, Ana Carolina Pero
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a citotoxicidade de extratos de amostras circulares (10 x 1,2 mm) de uma resina para base protética impressa em LCD (priZma 3D Bio Denture), variando os ângulos de impressão (0º, 45º ou 90º) e os tempos de pós-polimerização em luz UV (0,10, 20 e 30 minutos). Queratinócitos humanos imortalizados (HaCaT) foram cultivados e expostos aos extratos por 24 h. Em seguida, a citotoxicidade dos extratos foi avaliada através dos ensaios de viabilidade AlamarBlue® (n=14) e sobrevivência celular Live/Dead® (microscopia de fluorescência, n=2). Os grupos foram comparados pelo teste não paramétrico de Kruskal-Wallis (α=0,05). As imagens de fluorescência foram analisadas descritivamente. O grupo 45° 0 min apresentou os menores valores de viabilidade celular (38,94 ± 20,11%), quando comparado com controle (100,00 ± 3,15%, p<0,001). Houve tendência ao aumento da viabilidade proporcional aos maiores tempos de pós-polimerização, independentemente do ângulo de impressão, com destaque para os grupos 90° 20 min (117,8 ± 15,17%) e 90° 30 min (121,2 ± 12,14%), porém sem diferença estatisticamente significante (p>0,05). As imagens de Live/Dead corroboraram os dados de viabilidade celular, demonstrando que os grupos sem pós-polimerização (0 min) apresentavam maior quantidade de células mortas.

O tempo de pós-polimerização tem efeito sobre a viabilidade e sobrevivência celular, com possível influência do ângulo de impressão. O grupo 90º 30 min apresentou maior taxa de viabilidade celular numericamente, quando comparado as demais angulações (0° e 45º). Portanto, a utilização de um tempo maior de pós-polimerização, independente do ângulo de impressão, contribui possivelmente para menores efeitos adversos na mucosa oral.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/00923-9)



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