9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 511 a 520


PNa0042 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência da ozonioterapia na redução dos sintomas pós-operatórios após o tratamento endodôntico com alargamento foraminal
Caio Cesar Lessa Rodrigues, Ludmila da Silva Guimarães, Erlange Andrade Borges da Silva, Náthalie Nesi de Abreu, Karla Bianca Fernandes da Costa Fontes, Francisco Ubiratan Ferreira de Campos, Lívia Azeredo Alves Antunes, Leonardo dos Santos Antunes
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A instrumentação com alargamento foraminal pode melhorar a desinfecção apical em dentes com lesão periapical, porém pode intensificar a dor pós-operatória devido à injúria tecidual e/ou extrusão de detritos. Nesse contexto, a ozonioterapia tem sido investigada como terapia adjuvante por seu possível efeito antimicrobiano e modulador da inflamação e da dor, embora sua eficácia ainda não esteja bem estabelecida. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da ozonioterapia na redução da dor pós-operatória após tratamento endodôntico com alargamento foraminal, em dentes com lesão periapical. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (6.920.926). A amostra foi composta por 70 pacientes com dentes unirradiculares com necrose pulpar associada à lesão periapical, distribuídos aleatoriamente em dois grupos (n=35): controle (hipoclorito de sódio) e experimental (hipoclorito de sódio +ozonioterapia). Todos os procedimentos foram realizados em sessão única, com sistema reciprocante. No grupo experimental, realizou-se irrigação final com 20 mL de água ozonizada (46 μg/mL), seguida da aplicação intracanal de 4 seringas de 60 mL de gás ozonizado (42 μg/mL), a 4mm aquém do comprimento de trabalho. A dor pós-operatória foi avaliada por escala visual analógica nos primeiros 7 dias, no 14º e 30º dias. Os dados foram analisados pelo teste de Mann-Whitney (α=5%). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto à dor pós-operatória e dor ao toque (p>0,05)

Conclui-se que a ozonioterapia não promoveu redução significativa da dor pós-operatória em tratamentos endodônticos com alargamento foraminal.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPs - FAPERJ  |  CNPq  |  FAPs - FAPERJ  |  CAPES)
PNa0043 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da crioterapia após o tratamento endodôntico com alargamento foraminal na qualidade de vida relacionada à saúde bucal
Jonia Cristina Nogueira Pereira, Ludmila da Silva Guimarães, Erlange Andrade Borges da Silva, Fellipe Navarro Azevedo de Azeredo, Lívia Azeredo Alves Antunes, Leonardo dos Santos Antunes
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A crioterapia baseia-se na aplicação intracanal de soluções salinas em baixas temperaturas, com o objetivo de modular a resposta inflamatória local e reduzir a dor pós-operatória. Em dentes com necrose pulpar associada à lesão periapical, especialmente quando há alargamento foraminal, pode ocorrer exacerbação dos sintomas pós-operatórios, impactando negativamente a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). No entanto, ainda são escassas as evidências clínicas acerca da influência da crioterapia nesse desfecho. O presente estudo clínico randomizado teve como objetivo avaliar o efeito da crioterapia após tratamento endodôntico com alargamento foraminal sobre a QVRSB. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (5.614.669) da Universidade Federal Fluminense. A amostra foi composta por 70 participantes com diagnóstico de necrose pulpar associada à lesão periapical, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: controle (n=35), submetido a instrumentação reciprocante e irrigação com 15 mL de hipoclorito de sódio a 2,5%, e grupo crioterapia (n=35), submetido ao mesmo protocolo, acrescido de irrigação final com 20 mL de solução salina estéril a 2,5 °C por 5 minutos. A QVRSB foi avaliada por meio do questionário OHIP-14, aplicado antes do tratamento e após 7 e 30 dias. Os dados foram analisados pelo teste de Mann-Whitney (α=5%). Observou-se melhor QVRSB no grupo crioterapia no domínio limitação funcional após 7 dias (p=0,034) e, após 30 dias, nos domínios dor física (p=0,031), desconforto psicológico (p=0,014) e soma total (p=0,007). .

Concluiu-se que a crioterapia contribuiu significativamente para a melhora da QVRSB.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  |  CAPES  |  CNPq)
PNa0044 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise do perfil inflamatório e nível da reabsorção óssea e dentária entre camundongos machos e fêmeas após infecção endodôntica
Isadora Stella Souza E. Andrade, Nallery Steysi Rostran Jimenez, Ariadne Juliany Goulart de Assis, Alice Corrêa Silva-Sousa, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Daniela Silva Barroso de Oliveira, Camila Soares Lopes , Luciano Aparecido de Almeida Junior
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A resposta inflamatória decorrente da infecção endodôntica pode variar de acordo com as características do hospedeiro, incluindo o sexo. Camundongos machos e fêmeas apresentam diferenças imunológicas que podem alterar a intensidade da inflamação e o padrão de reabsorção. O estudo propôs comparar a reabsorção óssea periapical e a reabsorção dentária após a infecção endodôntica em camundongos machos e fêmeas. Foram utilizados 20 camundongos da linhagem C57BL/6 (10 machos e 10 fêmeas) nos quais foi realizada a indução da lesão periapical por exposição e contaminação dos canais radiculares dos primeiros molares inferiores. Foram realizadas análises de microtomografia computadorizada, histopatológica em hematoxilina e eosina, e histoenzimologia para detecção da enzima fosfatase ácida resistente ao tartarato, além da contagem de neutrófilos e macrófagos. Os resultados obtidos foram analisados utilizando o software GraphPad Prism 8.0. Após confirmação de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk, os dados foram submetidos ao teste t de Student (α = 5%) e ao teste de Welch. Os achados mostraram que o sexo influenciou significativamente a evolução das lesões periapicais. As fêmeas apresentaram maior perda óssea (p < 0,05), maior volume de lesão (p = 0,0497) e maior perda de volume na reabsorção dentária (p < 0,0001). Já os machos apresentaram maior densidade de neutrófilos (p = 0,04) e maior peso (p < 0,0001). Os resultados demonstram que o sexo biológico influencia significativamente a resposta imunológica na periodontite apical experimental, com padrões inflamatórios distintos.

Esses achados reforçam a importância de considerar o sexo como variável biológica em pesquisas e a necessidade de estudos clínicos para investigar esse fenômeno.

PNa0045 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Variabilidade dimensional de cones de guta-percha de diferentes marcas comerciais em relação às normas de qualidade
Antonio Plinio Leonardi Zono Junior, Pollyana Oliveira Santos, Valentina Todaro Rossino, Manoel Damião Sousa-neto, Graziela Bianchi Leoni, Laís Lima Pelozo
PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O selamento apical depende da conformidade dimensional e adaptação dos cones de guta-percha ao preparo do canal. Esses cones são fabricados de acordo com normas ISO, que permitem variação dimensional de ± 0,05 mm. Este estudo avaliou o diâmetro de cones 25.06 de diferentes marcas comerciais, em diferentes extensões, verificando a conformidade com as normas ISO 6877 e ANSI/ADA 57. Foram analisados doze cones das marcas VDW - Sistema Rotate (VDW), Tanari - Pro.06 (Tanari), Dentsply - Conform Fit (Dentsply), Easy Bassi - 25.06 (Easy) e MK Life - 25.06 (MK Life). As mensurações foram realizadas em D0, D3, D5 e D10, por meio do software LAS X Core a partir de imagens obtidas em estereomicroscópio (Leica) com aumento de 10×, por dois avaliadores calibrados (Kappa > 0,8). Os dados foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). Considerando o diâmetro da ponta (D0), VDW (0,23 mm) apresentou dimensões inferiores ao valor de referência (250 µm) (p<0,05), porém dentro dos limites normativos. Tanari (0,25 mm), Dentsply (0,25 mm) e Easy (0,26 mm) apresentaram valores semelhantes ou próximos ao valor de referência (p>0,05). MK Life (0,32 mm) apresentou valores superiores ao de referência e fora dos limites estabelecidos pelas normas (p<0,05). Em D3, D5 e D10, VDW, Tanari e Easy apresentaram valores dimensionais inferiores aos de referência, porém dentro dos limites normativos, com exceção da Tanari em D10. Dentsply e MK Life apresentaram valores superiores aos de referência (p<0,05), sendo que MK Life manteve-se dentro dos limites permitidos, enquanto a Dentsply ultrapassou o limite de variação em D5 e D10.

Conclui-se que há variabilidade dimensional entre as marcas avaliadas, sendo que VDW e Easy apresentaram maior conformidade com as normas vigentes.

(Apoio: CAPES  N° 88887.163474/2025-00)
PNa0046 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades físico-químicas, atividade antibiofilme e bioatividade da associação de Biosilicato à pasta à base de hidróxido de cálcio
Guilherme Yukio Arakaki Murayama, Pedro Luis Busto Rosim, Marina Trevelin Souza, Edgar Dutra Zanotto, Fernanda Ferrari Esteves Torres, Mário Tanomaru-filho, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru
Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Biosilicato (BSE) é um vidro-cerâmico bioativo com potencial osteogênico e antimicrobiano. Este estudo avaliou as propriedades físico-químicas, o potencial bioativo e a atividade antimicrobiana da pasta de hidróxido de cálcio (HCEXP) pura e em associações com BSE (75/25% e 50/50%). O pH foi mensurado após imersão em água destilada nos períodos de 1, 3, 7, 14 e 21 dias e a solubilidade pela perda de massa (7 e 14 dias). A caracterização química superficial foi realizada por espectroscopia no infravermelho (FTIR) após exposição à umidade relativa ou imersão em PBS por 28 dias. A atividade antimicrobiana foi avaliada em biofilmes formados em blocos de dentina bovina com Enterococcus faecalis e E. faecalis + C. albicans por contato direto com o eluído das pastas. Os dados foram analisados por ANOVA e Tukey (P<0,05). pH mais elevado foi observado para HCEXP, seguido pelas associações com BSE; 50/50% apresentou os menores valores de pH e solubilidade. Na análise de FTIR, HCEXP exibiu intensa carbonatação. A adição de BSE após PBS promoveu a formação de fosfatos de cálcio/apatita (bandas em 1030 e 560 cm⁻¹) e reduziu a carbonatação. As pastas experimentais demonstraram atividade antibiofilme superior ao controle. No biofilme monoespécie, a eficácia foi similar entre os grupos; no dual-espécie, a proporção 50/50% mostrou menor ação sobre E. faecalis.

Conclui-se que a associação do biosilicato ao hidróxido de cálcio reduz o pH e a solubilidade, além de favorecer a mineralização superficial ao substituir a carbonatação pela deposição de fosfatos. A proporção 75/25% manteve melhor a capacidade antibiofilme frente ao biofilme dual-espécie e promoveu bioatividade.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2021-11496-3  |  CNPq  N° 312703/2023-6 )
PNa0047 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do exercício físico crônico excessivo (overtraining) na periodontite apical: estudo em camundongos
Andréia Bosco Boaventura, Rosmeli Coasaca Rivera, Bárbara Roma Mendes, Sandra Lia do Amaral , Adelino Sanchez Ramos da Silva, Paulo Sérgio Cerri, Gisele Faria
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi investigar os efeitos do overtraining sobre o desenvolvimento da periodontite apical (PA). Foram utilizados 60 camundongos machos C57BL/6, com seis semanas, distribuídos em 6 grupos (n=10): sedentário e sem PA (SED), sedentário e com PA (SED PA), treinamento aeróbico e sem PA (AERO), treinamento aeróbico e com PA (AERO PA), overtraining e sem PA (OVER) e overtraining e com PA (OVER PA). Os protocolos de treinamento tiveram duração de 8 semanas, com indução da PA na 4ª semana por abertura coronária dos 1os molares inferiores. Foram avaliados desempenho físico, reabsorção óssea perirradicular, infiltrado inflamatório, osteoclastos, imunomarcação de IL-6, TNF-α e IL-10, expressão gênica de IL-1β, IL-6, TNF-α, RANKL, OPG e catepsina K e níveis plasmáticos de IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-α (α=0,05). Os grupos OVER e OVER PA apresentaram redução significativa do desempenho físico, confirmando o desenvolvimento do overtraining (p < 0,05). O grupo OVER PA exibiu maior reabsorção óssea em relação a AERO PA e SED PA (p<0,05), além de infiltrado inflamatório mais intenso, maior número de osteoclastos e maior imunomarcação de IL-6 e TNF-α em relação ao AERO PA (p<0,05), e sem diferença para SED PA (p>0,05). Houve aumento da expressão gênica de marcadores inflamatórios e osteoclásticos nos grupos com PA em comparação aos sem PA (p < 0,05), exceto para OPG. O overtraining não alterou os níveis de citocinas plasmáticas (p>0,05).

O overtraining agravou a PA, aumentando a reabsorção óssea perirradicular e eliminando os efeitos protetores do exercício moderado; os animais em overtraining apresentaram perfil inflamatório e osteoclástico semelhante ao dos sedentários, porém com destruição óssea periapical mais severa.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 24/16074-8  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/08004-4  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/16085-0)
PNa0048 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do Biovidro Dopado com Cobre no Tratamento da Guta-percha e sua Interação com Cimentos Obturadores
Thaís Sousa Santana Pimentel, Maria Laura Grotto Nogueira, Pedro Luis Busto Rosim, Marina Trevelin Souza, Airton Oliveira Santos-Junior, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru, Mário Tanomaru-filho
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Biovidro dopado de íons cobre (BVCu) foi desenvolvido pelo Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV - UFSCar), apresentando alta bioatividade e atividade antimicrobiana. Guta-percha (GP) pode ser modificada por materiais bioativos visando maior bioatividade e interação com cimentos endodônticos. O estudo avaliou o tratamento da GP associada ao BVCu em diferentes concentrações por revestimento de superfície (RS) e incorporação física (IN) através de análise por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e teste de resistência de união (RU) por tração. Discos de GP associados ao BVCu foram preparados por RS nas concentrações de 2,5% e 5% ou IN na concentração de 2% para análise por MEV após imersão por 28 dias em PBS. O teste RU por tração foi realizado após contato com cimento biocerâmico Bio-C Sealer (BCS) e resinoso AH Plus (AHP). O teste mecânico foi feito com a máquina EMIC DL 2000. Os dados obtidos foram submetidos aos testes de ANOVA e post hoc de Tukey com significância de 5%. A análise de MEV demonstrou deposição de biomaterial sobre a superfície da GP modificada. Para a técnica RS, GP-BVCu 5%/BCS apresentou maiores valores de RU, seguido por GP-BVCu 2,5%/BCS, enquanto controle sem tratamento apresentou os menores valores (p<0,05). AHP apresentou diminuição da RU após tratamento BVCu em relação ao controle (p<0,05). Para técnica IN, BCS apresentou maior RU com GP-BVCu 2%, enquanto o AHP não demonstrou diferença significativa após tratamento da GP (p<0,05).

Conclui-se que a modificação da GP por revestimento com BVCu promoveu alterações de superfície, aumentou a resistência de união com o cimento biocerâmico e diminuiu a RU para AHP. A técnica IN promoveu maior RU para o cimento biocerâmico, sem interferir nesta propriedade para AHP.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2021/11496-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  CNPq  N° 309100/2021-6 )
PNa0049 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades físico-químicas de uma nova proposta de cimento endodôntico resinoso associado ao biovidro bioativo
Guilherme Ariolli Arellaro, Nathalia Machado da Silva Teixeira, Pedro Luis Busto Rosim, Guilherme Yukio Arakaki Murayama, Marina Trevelin Souza, Mário Tanomaru-filho, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru
Pós graduação - odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Biovidro dopado de íons cobre (BVC) foi desenvolvido pelo Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV - UFSCar), apresentando alta bioatividade e atividade antimicrobiana. Materiais bioativos podem ser utilizados em associação ao cimento endodôntico visando maior biocompatibilidade e promoção de bioatividade. O objetivo deste estudo foi desenvolver e testar as propriedades físico-químicas do cimento endodôntico experimental à base de resina AHPlus (AHP, Dentsply Sirona), em associação ao BVC em diferentes concentrações: AHP, AHP/BVC 1% e AHP/BVC 2 %. Foram avaliados tempo de presa e solubilidade. A solubilidade foi avaliada pela perda de massa após imersão em água destilada por 7 dias. Os dados obtidos foram analisados quanto à normalidade e, posteriormente, ANOVA e post hoc de Tukey, com p<0,05. A incorporação de 1% e 2% de BVC reduziu significativamente o tempo de presa do cimento AH Plus (p< 0,05). Todos os grupos apresentaram solubilidade inferior a 3%, porém a adição de biovidro aumentou significativamente a perda de massa em relação ao controle (p < 0,05), sem diferença estatística entre as concentrações de 1% e 2% (p> 0,05).

Conclui-se que a incorporação de 1% e 2% de BVC ao AH Plus alterou as propriedades físico-químicas do material, reduzindo o tempo de presa e elevando a solubilidade, embora de acordo com limites estabelecidos pelas normas internacionais.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/13106-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2021-11496-3  |  CNPq  N° 312703/2023-6 )
PNa0050 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Peptídeo CAP-p5 estimula atividades osteogênicas em células MC3T3-E1: estudo in vitro
Ana Paula Gomes e Moura, Higinio Arzate, Lana Kei Yamamoto Almeida, Nilza Letícia Magalhães, Raquel Assed Bezerra da Silva, Heloísa Lanzoni Martinelli, Paulo Nelson Filho, Lea Assed Bezerra da Silva
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estratégias terapêuticas que preservam a polpa dentária são consideradas as melhores abordagens no tratamento de dentes vitais com lesões de cárie profundas ou exposições pulpares, sendo denominadas terapia pulpar vital. Nesse contexto, materiais bioativos capazes de estimular respostas celulares são essenciais para o sucesso do reparo tecidual. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o potencial bioativo do peptídeo CAP-p5, derivado da Proteína de Adesão do Cemento (CAP), sobre células osteoblásticas MC3T3-E1. Foram realizadas análises de viabilidade celular pelo ensaio de MTT (1, 2.5 e 5 µg) nos dias 1, 2 e 3 de cultivo; migração celular pelo método Transwell (1, 3, 5, 10, 15 e 20 µg) após 24h e mineralização pela coloração com vermelho de alizarina S (ARS) (2,5 e 5 µg) após 5, 10 e 15 dias de estímulo com o peptídeo. Para cada análise proposta, foram utilizados testes específicos de acordo com a natureza dos dados, adotando o nível de significância de 5%. No ensaio de MTT, observou-se aumento significativo da viabilidade celular ao longo do tempo, com pico entre os dias 2 e 3 (p<0,05). No ensaio de migração, observou-se efeito dose-dependente, com aumento significativo a partir de 5 µg do peptídeo em relação ao controle (meio de cultura puro) e maiores valores em 10 µg (p<0,05). A mineralização foi significativamente maior nos grupos tratados com CAP-p5 aos 10 e 15 dias, quando comparados ao controle (p<0,05).

Conclui-se que o CAP-p5 modulou positivamente atividades osteoblásticas, promovendo proliferação, migração e mineralização, com maior eficácia na concentração de 10 µg.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/09074-1)
PNa0051 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Potencial de aprimoramento das propriedades físico-químicas de cimentos experimentais à base de silicato de cálcio ou resina epóxica
Leonardo Cabau, Murilo Priori Alcalde, João Vitor Oliveira de Amorim, Henrique Mattos Bastidas, Thiago Resende da Silva, Marco Antonio Hungaro Duarte, Guilherme Ferreira da Silva
Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os cimentos endodônticos devem apresentar propriedades adequadas para utilização na prática clínica. A alta solubilidade e porosidade ainda são características que devem ser aprimoradas. Este estudo buscou avaliar as propriedades físico-químicas de cimentos obturadores experimentais à base de resina epóxica (R1 e R2) e de Silicato de cálcio sem (S1) ou com a adição de um superplastificante (S2) em comparação com o Sealer 26. O tempo de presa, solubilidade e radiopacidade foram avaliadas de acordo com a norma ISO 6876/2012. A alteração de pH foi medida em tubos de polietileno preenchidos com cada material após 3, 24, 72 e 168 horas. Além disso, a porosidade dos materiais foi avaliada por microtomografia computadorizada. Os cimentos S1 e S2 apresentaram os menores tempo de presa (p<0,05). Os cimentos com resina epóxica e o de silicato de cálcio com superplastificante (S2) apresentaram os menores valores de porosidade e solubilidade (p<0,05), sem diferença estatística entre si. Os grupos Sealer 26, S1, S2 e R2 apresentaram os maiores valores de radiopacidade, sem diferença estatisticamente significativa entre si e acima do limite necessário de 3mm Al. Os valores de pH permaneceram alcalinos em todos os grupos. S1, S2 e R2 apresentaram os maiores valores, sendo estes, constantes. Já o Sealer 26 e R1 apresentaram redução progressiva do pH ao longo dos períodos avaliados (p>0,05). As formulações R1 e R2 apresentaram alteração no tempo de presa e pH em relação ao Sealer 26.

Conclui-se que os materiais apresentaram propriedades adequadas. Além disso, a adição de superplastificante (S2) reduziu significativamente a porosidade e solubilidade do material à base de silicato de cálcio, sendo uma alternativa para melhora das propriedades deste cimento.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/25267-7)



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