9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 311 a 320


PN-R0387 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 11

A associação do CPP-ACP ao fluoreto de estanho pode controlar a sensibilidade dentária pós-clareamento? Estudo clínico randomizado
Beatriz Lopes de Oliveira, Elma Vieira Takeuchi, Allícia Drielly Abreu Silva, Paulo Eliezer de Oliveira Moreira, Thamires Rosana Alencar Fonseca, Anaeli Novaes da Silva Alves, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo, Cecy Martins Silva
Instituto de Ciências da Saúde UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, paralelo e triplo cego avaliou a eficácia de um dentifrício de fosfopeptídeo de caseína-fosfato de cálcio amorfo (CPP-ACP) associado ao fluoreto de estanho (SnF2) na redução da sensibilidade dentária (SD) após clareamento dental de consultório. Sessenta e seis participantes foram randomizados em três grupos: Controle (pasta sem princípio ativo); CPP-ACPF (pasta de CPP-ACP associada ao fluoreto de sódio); CPP-ACP+SnF2 (pasta de CPP-ACP associada ao SnF2). Sessenta e quatro participantes foram submetidos a duas sessões de clareamento com peróxido de hidrogênio a 35% com 7 dias de intervalo e o tratamento dessensibilizante foi realizado antes e após cada sessão do tratamento clareador. A sensibilidade dentária foi medida por meio da Escala Visual Analógica (EVA) durante o clareamento e após 1, 24, 48 e 72 horas. A alteração de cor foi avaliada utilizando o espectrofotômetro VITA Easyshade em T0 - antes do clareamento e T1 - uma semana após a conclusão do tratamento. Na primeira sessão, CPP-ACPF e CPP-ACP+SnF2 apresentaram intensidade de dor significativamente menor que o grupo Controle em 1 hora após (p=0,003). Em 24 horas após CPP-ACP +SnF2 diferiu de CPP-ACPF e Controle (p=0,031). Na segunda sessão, Controle apresentou SD significativamente superior aos grupos experimentais nos períodos Durante e 1, 24 e 48 horas após (p<0,001). Não houve diferença na SD entre os grupos CPP-ACPF e CPP-ACP+SnF2 em nenhum dos intervalos, e após 72 horas, a SD foi semelhante em todos os grupos (p=0,116). Não foram observadas diferenças significativas na alteração de cor (∆E00) entre os três grupos (p=0,933).

A associação de CPP-ACP ao SnF2 é capaz de reduzir a SD pós-clareamento sem comprometer a eficácia da mudança de cor.

(Apoio: CNPq)
PN-R0389 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 11

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE RESINA COMPOSTA CONVENCIONAL E RESINA COMPOSTA REFORÇADA COM FIBRAS DE POLIETILENO TRANÇADO
Nayara Eliza Freire Dos Santos, Ricardo Reis Oliveira, Rodrigo Richard da Silveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente pesquisa teve como objetivo comparar a resistência à flexão de resinas compostas convencionais e bulk fill, com e sem reforço por fibras de polietileno trançado. Trata-se de um estudo laboratorial in vitro, quantitativo, com 80 corpos de prova subdivididos em quatro grupos experimentais (n=10): resina convencional Filtek Z350 XT (3M ESPE), resina convencional Filtek Z350 XT (3M ESPE) reforçada com fibra de polietileno trançado Ribbond®, resina Bulk Fill X-Tra fil (VOCO) e resina Bulk Fill X-Tra fil (VOCO) reforçada com fibra de polietileno trançado Ribbond®, avaliados após 24 horas e 7 dias de armazenamento em água destilada à 37°C. Os espécimes de 25 × 2 × 2 mm foram confeccionados em matriz metálica bipartida, com inserção das fibras entre incrementos nos grupos experimentais. Após o tempo de armazenamento, todos os espécimes foram submetidos ao ensaio de flexão em três pontos em máquina universal de testes para determinação da resistência flexural. Os resultados demonstraram que, em ambos os tempos avaliados, a incorporação da fibra de polietileno trançado Ribbond® promoveu redução da resistência flexural dos espécimes.

Conclui-se que, nas condições deste estudo, a adição da fibra Ribbond® apresentou impacto negativo no desempenho mecânico dos materiais. Estudos complementares devem ser conduzidos a fim de investigar a interferência dessa fibra em diferentes protocolos restauradores e contextos clínicos.

PN-R0391 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 11

DESEMPENHO ÓPTICO E MECÂNICO DE RESINAS COMPOSTAS MONOCROMÁTICAS: UMA REVISÃO DE ESCOPO
Iasmyn Paranhos de Oliveira, Aline Salete Teixeira, Laura Cristina Tortelli, Larissa Fernandes Costa, Aline Prado Langame Araujo, Rafael Sarkis-Onofre, Lais Rani Sales Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo objetivou mapear a literatura sobre a estabilidade de cor e propriedades mecânicas de resinas compostas monocromáticas em comparação aos compósitos convencionais. Para tanto, a metodologia seguiu as diretrizes JBI e PRISMA-ScR, com buscas em seis bases de dados eletrônicas. Sob essa ótica, o protocolo da pesquisa foi registrado na plataforma Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/5F72Z). Dos 34 estudos selecionados, verificou-se que a variação de cor (ΔE) oscilou entre 1,26 e 10,68 após envelhecimento, frequentemente ultrapassando o limiar de aceitabilidade clínica (2,7). Nesse contexto, protocolos de polimento em múltiplas etapas mostraram-se superiores na manutenção estética. No desempenho mecânico, os parâmetros mais avaliados foram dureza superficial (KHN/Vickers), rugosidade (Ra), resistência à flexão e resistência ao desgaste. Quanto a dureza, observou-se uma variação de 24,0 a 67,2 KHN, apresentando valores similares ou ligeiramente inferiores às resinas tradicionais. Ao levantar e mapear a literatura, entendeu-se que as resinas monocromáticas apresentam comportamentos in vitro similares aos das resinas convencionais, revelando resultados promissores para a simplificação operatória. Contudo, identificou-se como gap a necessidade de trabalhos que avaliem outras propriedades mecânicas, visto que a maioria dos estudos foca principalmente em rugosidade superficial e dureza.

Portanto, mais pesquisas variando as metodologias de ensaios mecânicos são necessárias para consolidar o conhecimento sobre esses materiais. Por fim, ressalta-se que um mapeamento sobre estudos clínicos se mostra indispensável para validar a durabilidade funcional em uso clínico.

PN-R0392 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 11

Caracterizações mecânicas com análise de Weibull de resinas para impressão de restaurações definitivas
Paulo Henrique Martins Fernandes, Priscila Toninatto Alves de Toledo, Alana Pinto Caroso Souza, Diana Gabriela Soares, Américo Bortolazzo Correr, Carlos Roberto Grandini, Ana Flávia Sanches Borges
Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi a realização de caracterizações mecânicas de resinas para impressão 3D de restaurações Odontológicas definitivas (VoxelPrint CERAMIC - FGM Produtos Odontológicos; Smart Print Bio VITALITY - Smart Dent; PriZma 3D BIO CROWN DIAMOND - Makertech Labs); comparando-as com uma resina composta convencional (3MT ESPET FILTEKT Z350 XT - 3M Company) e com duas resinas para impressão 3D de restaurações provisórias (PriZma 3D BIO CROWN - Makertech Labs; PriZma 3D BIO PROV - Makertech Labs). Para isso, corpos de prova das resinas para impressão e da resina Z350 foram obtidos. Foram realizadas as seguintes caracterizações mecânicas: de resistência coesiva por teste de flexão, seguida de análise de Weibull (ISO 4049) e de dureza (Knoop). Os testes de flexão com análise de Weibull revelaram que a resina Z350 apresentou maior resistência mecânica (σ0 = 138,41 MPa) e módulo de Weibull (m = 17,26) do que as resinas impressas para restaurações definitivas, assim como maior dureza (HK = 91,86).

Conclui-se que as resinas para impressão de restaurações definitivas apresentaram resistência mecânica inferior em comparação ao grupo Z350, sendo que mais estudos precisam ser conduzidos para a continuação do desenvolvimento das formulações dessas resinas e dos processos de impressão.

(Apoio: CAPES  N° 88887.643063/2021-00  |  FAPs - Fapesp   N° 2024/01.132-2)
PN-R0394 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Impacto da Intervenção com Curcuma longa L. sobre a Saúde Bucal e Marcadores de Estresse Oxidativo
Alanna Ramalho Mateus, Renan José Barzotti, Larissa Victorino Sampaio, Drielly Viudes, Brenda Renata Lopes Justo, João Victor de Araújo Narciso, Maria do Carmo Pinho Franco, Cristina Antoniali Silva
Pós Graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição crônica caracterizada por hiperglicemia persistente, inflamação sistêmica e aumento do estresse oxidativo, com repercussões importantes na saúde bucal, especialmente nos tecidos periodontais. A Curcuma longa L. apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias descritas na literatura, sendo considerada potencial terapia adjuvante no manejo do DM2. O presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da intervenção com Curcuma longa, durante 12 semanas, sobre parâmetros de saúde bucal e biomarcadores salivares de estresse oxidativo em pacientes adultos com DM2. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, envolvendo aproximadamente 110 participantes distribuídos entre os grupos intervenção e placebo. O grupo intervenção receberá 600 mg/dia de extrato seco de Curcuma longa padronizado em 97% de curcuminoides, fracionados em duas doses diárias. A avaliação incluirá exame clínico periodontal e coleta de saliva antes e após a intervenção para análise de biomarcadores de estresse oxidativo.

Espera-se que a intervenção promova melhora nos parâmetros avaliados, contribuindo para estratégias terapêuticas complementares no manejo do DM2 e suas repercussões na saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0395 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

IMPACTO DA ANQUILOGLOSSIA NO TEMPO DE ALEITAMENTO MATERNO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA: ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA EM UMA COORTE NO SUL DO BRASIL
Gabriela Fernandes Kern Dos Santos, Carlos Alberto Feldens, Amanda Baptista da Silva Heck, Isadora Correa Pignataro, Larissa Santana Barbosa, Paulo Floriani Kramer
odontopediatria PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi estimar o impacto da anquiloglossia no tempo até a interrupção do aleitamento materno (AM) no primeiro ano de vida em uma coorte ao nascimento no Sul do Brasil. A amostra foi composta de 1.055 díades mãe-bebê, recrutadas no Hospital Universitário de Canoas entre junho de 2022 e março de 2023. Dados maternos e infantis foram obtidos ao nascimento, aos 6 e aos 12 meses de idade através de entrevistas com as mães, questionário eletrônico e consulta de prontuários neonatais. A anquiloglossia foi identificada por exame físico utilizando o Protocolo de Avaliação da Língua de Bristol, por dentistas calibrados. O desfecho primário foi o tempo até a interrupção do AM no primeiro ano de vida, aferido aos 6 e 12 meses. As análises estatísticas incluíram curvas de Kaplan-Meier, teste de Log-Rank e regressão de Cox. A prevalência de anquiloglossia, definida ou suspeita, foi baixa (5,2%) e não houve diferença significativa no tempo até a interrupção do aleitamento materno entre crianças com e sem anquiloglossia (p=0,512). Além disso, foi observado efeito protetor em famílias nucleares (p=0,004) e um risco 32% maior de interrupção no aleitamento materno quando a mãe possuía alguma comorbidade (p<0,001), 51% maior quando a criança havia usado fórmula no hospital (p<0,001) e três vezes maior quando a criança usava chupeta com um mês de vida (p<0,001).

Conclui-se que a prevalência de anquiloglossia foi baixa e o risco de interromper o aleitamento materno no primeiro ano de vida não diferiu entre crianças com e sem anquiloglossia. Compreender seus efeitos de forma detalhada é fundamental para subsidiar práticas clínicas baseadas em investigações prospectivas com rigor metodológico.

(Apoio: CAPES)
PN-R0396 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Hábitos de higiene bucal e fatores associados em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista
Laís Canêdo Martins, Ana Carolina Martins de Barros, Pedro Mattos Cardoso, Fernanda Campos Machado, Camila Faria Carrada, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve alterações comportamentais e sensoriais que podem comprometer a higiene bucal. Este estudo analisou os hábitos de higiene bucal e fatores associados em crianças e adolescentes com TEA. Trata-se de estudo transversal com pais ou responsáveis de indivíduos com TEA residentes em Juiz de Fora, Minas Gerais. Os dados foram coletados por questionário eletrônico estruturado, incluindo variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas à higiene bucal domiciliar. Foram realizadas análises descritivas e bivariadas, com nível de significância de 5%. Participaram 130 respondentes. Observou-se que 61,5% realizavam escovação de uma a duas vezes ao dia e 36,2% três vezes ou mais. A maioria necessitava de auxílio (66,1%) e apresentava resistência à higiene bucal (73,1%). A maior parte não relatou incômodo com pasta de dentes (61,6%) nem com escova dental (54,6%), e 70,0% utilizavam dentifrício fluoretado. Houve associação entre frequência de escovação e sexo (p=0,014), renda familiar (p=0,002) e nível de suporte (p=0,013), e entre necessidade de auxílio e idade (p<0,001) e nível de suporte (p<0,001).

Conclui-se que a higiene bucal em indivíduos com TEA é marcada por elevada dependência e resistência comportamental, sendo significativamente influenciada por fatores clínicos e socioeconômicos, evidenciando a necessidade de abordagens individualizadas e estratégias direcionadas à promoção da autonomia e à redução das desigualdades em saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PN-R0397 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Efeito de dentifrícios fluoretados com nano-hexametafosfato de sódio no reendurecimento do esmalte previamente erodido in vitro
Samuel Campos Sousa, Amanda Costa Troncha, Luigi Pedrini Guisso, Thayse Yumi Hosida, Douglas Roberto Monteiro, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Juliano Pelim Pessan, Caio Sampaio
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A erosão dentária é uma condição química não bacteriana caracterizada pela dissolução progressiva dos minerais do esmalte devido à exposição a ácidos extrínsecos ou intrínsecos. O consumo frequente de bebidas ricas em ácido cítrico destaca-se como importante fator de risco, promovendo amolecimento inicial e perda estrutural do esmalte. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de dentifrícios contendo HMP e HMPnano, associados ou não ao flúor, no reendurecimento de lesões erosivas iniciais em esmalte e na proteção contra o amolecimento em um modelo in vitro. Blocos de esmalte bovino foram distribuídos em sete grupos experimentais: placebo, 1100 ppm de F, 5000 ppm de F, 1% de HMP, 1% HMP/1100F, 1% de HMPnano e 1% HMPnano/1100F. Após um desafio erosivo inicial com ácido cítrico (pH 3,5), foi avaliada a dureza de superfície (DS), seguida de exposição à saliva humana, tratamento com slurries dos dentifrícios e realização de novos desafios erosivos. A DS foi mensurada ao longo dos tempos experimentais, permitindo o cálculo da porcentagem de alteraçãode dureza superficial (%ADS). Também foram realizadas análises por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDX). Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e teste de Student-Newman-Keuls (p<0,05). Os resultados mostraram que os grupos placebo, HMP e HMPnano apresentaram maiores perdas de dureza, enquanto HMPnano/1100F e 5000F exibiram melhor desempenho, sem diferença significativa entre si.

Conclui-se que a associação entre HMPnano e flúor é eficaz na redução do amolecimento inicial do esmalte, apresentando desempenho comparável ao de dentifrícios com alta concentração de flúor.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0399 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Uso de medicamentos durante a gestação e o parto e sua associação com a hipomineralização dos molares decíduos: estudo de coorte prospectivo
Luis Gustavo de Souza Pardin, Kasandra Verónica Yupanqui Barrios, Diego Fernando Rojas-gualdron, Aline Leite de Farias, Manuel Restrepo Restrepo, Patricia Helen Carvalho Rondó, Diego Girotto Bussaneli, Lourdes Santos-pinto
Departamento de Morfologia e Clínica Inf UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização de molares decíduos (HMD) é um defeito qualitativo de desenvolvimento do esmalte de etiologia multifatorial, que afeta de um a quatro segundos molares decíduos. O objetivo deste trabalho, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, foi analisar a associação da HMD com o uso de medicamentos durante a gestação e o parto. Aninhado em uma coorte prospectiva de base populacional, acompanhou mães e filhos desde a gestação até a erupção dos segundos molares decíduos. Avaliou-se crianças com pelo menos 2 anos de idade, que apresentassem todos os segundos molares decíduos irrompidos. A HMD foi diagnosticada por um examinador calibrado, utilizando o índice HMI/HMD proposto por Ghanim, e as informações sobre o uso de medicamentos durante a gestação e o parto foram obtidas a partir dos dados coletados pela coorte. Modelos lineares generalizados foram empregados para estimar razões de risco (RR) brutas e ajustadas e intervalos de confiança de 95%. Foram avaliadas 303 crianças com idade mediana de 3,6 anos e observou-se uma incidência de HMD de 9,57%. A frequência de uso de medicamentos foi de 29,0%, 26,1% e 33,0% durante o primeiro, segundo e terceiro trimestres da gestação, respectivamente. O uso de antibióticos no primeiro trimestre da gestação (RR = 4,12; IC95%= 1,37-12,43) e o uso de anti-inflamatórios não esteroides durante o parto (RR = 3,44; IC95%= 1,24-9,55) estiveram associados à HMD.

Este estudo sugere que o uso de medicamentos durante a gestação e o parto pode atuar como marcador de risco para a HMD, refletindo o estado geral de saúde materno em períodos críticos do desenvolvimento dentário.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESP  N° 2015/03333-6)
PN-R0400 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

Prevalência da hipomineralização dos segundos molares decíduos - estudo transversal aninhado a uma coorte de nascimento
Isabella de Morais Veloso, Thalita Natália Nogueira Pinto, Winnie Nascimento Silva Alves, Paula Akemi Albuquerque Kominami, Vanessa Polina Pereira da Costa, Soraya Coelho Leal, Eliana Mitsue Takeshita
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização dos segundos molares decíduos (HSMD) tem sido associada à maior risco de ocorrência de hipomineralização molar‑incisivo na dentição permanente, destacando‑se a importância do seu diagnóstico precoce como potencial preditor de alterações do esmalte em dentes permanentes. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de hipomineralização dos segundos molares decíduos em crianças com 4 anos de idade. Para isso, crianças pertencentes a uma coorte de nascimento de um Hospital Universitário foram avaliadas durante o acompanhamento de 4 anos. Os pais/responsáveis responderam a um questionário sobre informações sociodemográficas e estado de saúde geral. Foi realizado exame clínico para avaliação da presença de HSMD através do Índice de DDE Modificado. Os dados foram tabulados e submetidos a estatística descritiva. Das 261 crianças avaliadas, a maioria delas eram do sexo masculino (52,1%). A prevalência de HSMD encontrada foi de 13%, na qual 8 (23,5%) crianças possuíam apenas um segundo molar (SM) afetado; 13 (38,2%) possuíam dois SM afetados; 4 (11,8%) possuíam três SM afetados e 9 (26,5%) possuíam os quatro SM afetados.

A prevalência de HSMD encontrada foi de 13% em crianças de 4 anos de idade pertencentes a uma coorte de nascimento, na qual a maioria possuía 2 segundos molares afetados pela condição.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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