9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 2751 a 2760


PW008 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Susceptibilidade do esmalte clareado à erosão: influência da película adquirida
Douglas Ferreira da Silva, Mariane Cintra Mailart, Carlos Rocha Gomes Torres, Tommy Baumann, Thiago Saads Carvalho, Alessandra Bühler Borges
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito de sistemas clareadores de uso caseiro à base de peróxido de hidrogênio (PH) na susceptibilidade do esmalte à erosão, na presença ou ausência da película adquirida. Espécimes de esmalte bovino polido foram divididos de acordo com a presença ou ausência da película adquirida e com o tratamento clareador (n = 15): água deionizada (controle negativo - CN); gel convencional (9,5% PH, Pola Day/SDI - controle positivo - CP); moldeira pré-carregada (10% PH, Opalescence Go/Ultradent - MP); e fitas clareadoras (9,5% PH, 3D Whitestrips/Crest - FS). Os espécimes foram submetidos a dez ciclos incluindo 2 h de exposição à água deionizada ou à saliva humana para formação de película, 1 h de tratamento clareador e desafio erosivo com ácido cítrico (pH 3,6; 5x1 min e 5x5 min; total de 30 min). Foram avaliadas microdureza superficial (rSH), índice de reflexão superficial (rSRI), rugosidade (Sa), liberação de cálcio (CaR) e perda superficial (SL). Os dados foram analisados por Kruskal-Wallis, testes de Dunn e Mann-Whitney (α = 0,05). A película promoveu efeito protetor, evidenciado pelos resultados de rSH e SL. Na ausência da película, foram observados menores valores de rSRI e maiores valores de Sa nos grupos CN e FS, enquanto esses efeitos não foram evidentes nos grupos tratados com gel clareador (CP e MP). Os valores de CaR foram maiores para o grupo FS na ausência da película, sem diferença para CN. FS promoveram maiores valores de SL, independentemente da presença da película (p < 0,05).

A película adquirida protegeu o esmalte clareado frente aos desafios erosivos. Sistemas clareadores em gel não aumentaram a susceptibilidade do esmalte à erosão, entretanto, as fitas clareadoras resultaram em maior desgaste dental erosivo.

(Apoio: CAPES  N° 88881.125627/2025-01)
PW009 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Eficácia do clareamento com seringa acoplável: imediatamente e após 72 horas da manipulação - Ensaio clínico randomizado e triplo-cego
Gabrielle Gomes Centenaro, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Maria Alice de Matos Rodrigues, Emanuel Adriano Hul, Camila Wolter, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clinico randomizado, boca dividida e triplo cego teve como objetivo avaliar a equivalência na eficácia do clareamento (EC), sensibilidade dental (SD), irritação gengival (IG), autopercepção estética (AE) e impacto na condição oral (IO) entre participantes submetidos à aplicação de um gel clareador com peróxido de hidrogênio a 35% (Whiteness HP Blue 35%) em seringa acoplável imediatamente e 72 horas após a manipulação. Sessenta e dois participantes foram submetidos ao procedimento, após seguirem os critérios de inclusão, por 40 minutos, em duas sessões, com intervalo de uma semana. A EC foi avaliada por meio de um espectrofotômetro Vita Easyshade (ΔE00, ΔEab e ΔWID) e pelas escalas Vita Classical e Bleachedguide (ΔSGU), nos tempos inicial, 7, 14 e 30 dias após a conclusão. A ocorrência e a intensidade de SD e IG foram mensuradas pela escala visual analógica (EVA; 0-10), imediatamente após cada uma das duas aplicações do clareamento e novamente em 1 h, 24 h e 48 h. A AE e o IO foram avaliados antes e após o procedimento utilizando, respectivamente, a Orofacial Aesthetic Scale e o Oral Health Impact Profile-14. Os dados de EC foram analisados por ANOVA; o risco absoluto de SD e IG foi determinado pelo teste de McNemar; e a intensidade de SD e IG foi analisada pelo teste t pareado de Student, assim como AE e IO (α = 0,05). Ambos os protocolos apresentaram EC equivalente (p > 0,05) para todos os parâmetros avaliados. Os dois tempos após a manipulação mostraram risco e intensidade semelhantes de SD e IG (p > 0,05). Foram observadas melhorias significativas em AE e IO.

A utilização do gel clareador 72 horas após a manipulação demonstrou resultados equivalentes à aplicação imediata quanto à eficácia clareadora, irritação gengival e sensibilidade dental.

(Apoio: CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001)
PW012 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Tempo ótimo de LED violeta no clareamento dental fotoassistido: estudo in vitro em dentes bovinos
Pedro Augusto Beraldo Braga, Osmir Batista de Oliveira Júnior
Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo foi avaliada a influência do tempo de irradiação com diodo emissor de luz violeta na eficácia e estabilidade do clareamento dental fotoassistido em esmalte bovino. Dentes bovinos hígidos foram seccionados, incluídos em resina acrílica e polidos para padronização das superfícies vestibulares. Após hidratação, a cor inicial foi mensurada por espectrofotometria no sistema CIELAB. Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em grupos submetidos aos mesmos agentes clareadores, variando-se apenas o tempo de exposição ao diodo emissor de luz violeta, conforme delineamento fatorial. Novas leituras de cor foram realizadas após o clareamento e depois de 7 ou 14 dias de armazenamento em saliva artificial foram calculadas as diferenças de cor CIELAB e CIEDE2000, o WID e as variações individuais dos eixos L*, a* e b*. Os dados foram analisados por análise de variância de medidas repetidas, considerando-se o tempo de avaliação como fator intraespécime e o tempo de irradiação como fator intergrupo, seguida pelo teste de Tukey, com nível de significância de 5%. Espera-se identificar o intervalo de irradiação associado ao maior ganho cromático e à melhor estabilidade de cor, sem acréscimo proporcional em tempos superiores.

O protocolo permitirá estimar o tempo ótimo de uso do diodo emissor de luz violeta no clareamento, contribuindo para reduzir tempo clínico desnecessário e orientar protocolos fotoassistidos mais eficientes.

PW013 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Tempo para estabilizar a cor durante o clareamento em consultório com peróxido de hidrogênio 35%: Um estudo clínico prospectivo
Roberta Micheten Dias, Deisy Cristina Ferreira Cordeiro, Mariah Ignez Maluf Lenhani, Maria Alice de Matos Rodrigues, Michael Willian Favoreto, Alessandro D. Loguercio, Alessandra Reis
odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os participantes foram submetidos a seis sessões de clareamento em consultório ao longo de 21 dias, utilizando peróxido de hidrogênio 35%. A alteração de cor foi avaliada após cada sessão utilizando métricas instrumentais e visuais. A estabilização foi definida como a primeira sessão após a qual todas as alterações subsequentes entre as sessões permaneceram abaixo dos limiares de percepção pré-definidos. O tempo para estabilização foi analisado utilizando o método de Kaplan-Meier. A SD e a IG foram registradas utilizando escalas visuais analógicas. A autopercepção estética foi avaliada no início do estudo e após o tratamento.Utilizados limiares de perceptibilidade, menos de 50% dos participantes atingiram a estabilização em seis sessões para as métricas instrumentais, e apenas 18-25% estabilizaram na terceira sessão. A sensibilidade dentária e a irritação gengival foram transitórios e leves, sem evidência de piora cumulativa ao longo das sessões (p < ,05). Todos os itens da apresentaram melhora significativa do início ao final do tratamento (p ≤ ,05). O clareamento em consultório com peróxido de hidrogênio 35% não atingiu a estabilização da cor. Menos da metade dos participantes estabilizou em seis sessões, e apenas uma minoria estabilizou na terceira sessão. A SD e a IG foram leves e não pioraram ao longo das sessões. Observou-se alta satisfação dos pacientes.

Sendo assim, as decisões sobre a duração do clareamento em consultório devem ser guiadas pela resposta visível de clareamento em vez de um número fixo de sessões.Sendo que o ponto de saturação pode ter diferenças entre os pacientes.

(Apoio: CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CAPES  N° 001)
PW014 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Engenharia de Película Adquirida no clareamento dental: análises de eficácia estética e efeitos no substrato
Karen Milaré Seicento Aidar, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Flavio Henrique Silva, Lara Maria Bueno Esteves, Heloísa Vitória Amorim Pereira Corrêa, Maria Fernanda Souto de Oliveira Fernandes, Paulo Henrique dos Santos, André Luiz Fraga Briso
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar comparativamente o efeito da película adquirida (PA), modificada ou não pela cistatina derivada da cana de açúcar (CaneCPI-5) no tratamento clareador com peróxido de hidrogênio (H2O2 ) a 35% (PH35) e 9% (PH9), quanto à eficácia estética e alterações no substrato dental. Assim, 108 discos de esmalte/dentina bovina foram pigmentados e alocados em 9 grupos segundo os fatores em estudo (n=12): Concentração de H2O2 (1- PH35; 2- PH9; 3-gel placebo) e tratamento do esmalte (1- PA;2- PA + CaneCPI-5; 3-sem tratamento). Foram realizadas 3 sessões clareadoras de 45 minutos, com formação prévia da PA modificada ou não pela CaneCPI-5 por 2 horas. A eficácia clareadora foi avaliada pelo índice de clareamento (WID) em espectrofotometria 24h após cada sessão e 14 dias após o término. As alterações de substrato foram avaliadas em outros espécimes, não pigmentados, realizando-se testes de microdureza, rugosidade superficiais (n=12) e ATR/FTIR (n=3) antes e após os tratamentos. Os dados foram submetidos à ANOVA 3 critérios com medidas repetidas e pós-teste de Tukey (α=0.05). Observou-se aumento dos valores WID, com PH35>PH9>placebo, sem diferença estatística entre os tratamentos de esmalte. Entretanto, os grupos com PA e PA+CaneCPI-5, apresentaram maiores valores já na 2ª sessão. Nas análises de substrato, os grupos tratados com PA+CaneCPI-5 apresentaram menores variações de rugosidade, microdureza e razão Ca/P do que os grupos sem tratamento.

Conclui-se que a eficácia clareadora e os efeitos adversos no esmalte são dependentes da concentração, sendo mais pronunciados em PH35. A modificação da PA com CaneCPI-5 mostrou-se uma estratégia promissora para atenuar alterações no substrato sem comprometer a eficácia estética.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/20549-1  |  CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 88881.126111/2025-01)
PW015 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Eficácia e manutenção do clareamento dental com diferentes concentrações de peróxidos: estudo in vitro longitudinal
Daniella Birnbaum Pessoa de Mello, Adriano de Almeida de Lima, Maria Eduarda Casadei Motta Bellini, Thalita Siqueira Borges, Leonardo Fernandes da Cunha, Liliana Vicente Melo de Lucas Rezende, Fernanda Cristina Pimentel Garcia
Faculdade ciências da saúde- Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar, in vitro, a eficácia clareadora e a estabilidade do clareamento promovido por diferentes concentrações de peróxido de carbamida (10%, 16% e 22%) e de peróxido de hidrogênio (7,5% e 9,5%), em dentes bovinos ao longo de quatro semanas e após 12 meses. Sessenta dentes bovinos foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos (n=12). Os agentes foram aplicados conforme recomendações dos fabricantes: peróxido de carbamida a 10% (4 h/dia), 16% (2 h/dia) e 22% (1 h/dia); e peróxido de hidrogênio a 7,5% e 9,5% (30 min/dia). A cor foi mensurada por espectrofotometria nos tempos inicial, 7, 14, 21 e 28 dias e após 12 meses, utilizando CIELAB, CIEDE2000 e WID. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores com medidas repetidas e teste de Tukey (α=0,05). Todos os protocolos promoveram alteração de cor clinicamente perceptível desde a primeira semana, com aumento até aproximadamente 14 dias e estabilização até 28 dias. Em CIELAB e CIEDE2000, não houve interação entre tempo e material nem diferença entre materiais (p>0,05), mas houve diferença entre 7 dias e 12 meses em relação aos demais tempos. O peróxido de carbamida a 22% apresentou valores iniciais mais claros, sem alterar o padrão de resposta. Para o WID, houve interação entre tempo e material (p<0,05), indicando variação na manutenção da brancura. Após 12 meses, todos os protocolos apresentaram redução parcial do efeito.

As concentrações de peróxido de carbamida e de hidrogênio apresentaram eficácia semelhante no clareamento inicial. Contudo, nenhum protocolo manteve integralmente os resultados após 12 meses.

(Apoio: CAPES  N° 23106.028232/2026-97)
PW016 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Avaliação in vitro da genotoxicidade induzida pela irradiação com LED violeta em fibroblastos orais e células-tronco da polpa dentária
Geovanna Siqueira Rocha, Guilherme Silva Furtado, Andréa Dias Neves Lago
PPGO UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diodo emissor de luz (LED) no espectro violeta, associado ou não ao peróxido de hidrogênio, tem sido sugerido como técnica promissora para o clareamento dental; entretanto, por apresentar comprimento de onda entre 405- 410 nm, próximo ao da radiação ultravioleta, levanta-se a preocupação quanto a possíveis efeitos biológicos adversos em tecidos humanos. Este estudo avaliou in vitro a citotoxicidade da irradiação com LED violeta em fibroblastos de mucosa bucal (FMM1) e células-tronco da polpa dentária humana (hDPSC). A segurança biológica foi investigada por meio da contagem de micronúcleos em células humanas em cultura, como indicador de genotoxicidade. Os grupos experimentais foram: G1- FMM1 controle: células fibroblastos não irradiadas; G2- FMM1 LED: células fibroblastos irradiadas com LED no espectro violeta; G3- hDPSC controle: células-tronco de polpa dentária humana não irradiadas; G4- hDPSC LED: células-tronco de polpa dentária humana irradiadas com LED violeta. Os resultados demonstraram ausência de diferenças estatisticamente significativas na frequência de micronúcleos entre os grupos controle e irradiados, para ambos os tipos celulares (p > 0,05). Esses achados indicam que a irradiação com LED violeta, nas condições experimentais avaliadas, não induz danos genotóxicos em fibroblastos orais nem em células-tronco da polpa dentária.

Dentro das limitações deste estudo in vitro, o LED violeta apresenta-se biologicamente seguro quanto ao potencial genotóxico, corroborando sua aplicabilidade clínica em protocolos de clareamento dental. Estudos adicionais, incluindo modelos in vivo e avaliações de longo prazo, são recomendados para consolidar o perfil de biossegurança dessa tecnologia.

PW017 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Efeito de enxaguatórios experimentais clareadores contendo biovidro e do meio de armazenamento na cor e microdureza do esmalte
Lara Steffany de Carvalho, Daniele Mara da Silva Ávila, Carlos Rocha Gomes Torres, Alessandra Bühler Borges, Mariane Cintra Mailart
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar o efeito de enxaguatórios experimentais à base de peróxido de hidrogênio (PH) com diferentes concentrações de biovidro e do meio de armazenamento na cor e microdureza superficial do esmalte. Espécimes de esmalte/dentina bovino foram distribuídos aleatoriamente nos tratamentos (n=12): enxaguatórios experimentais contendo PH 2,5% com 0%, 0,5% e 2,5% de biovidro; enxaguatório comercial contendo PH a 2,5%; e água deionizada (controle negativo). Os espécimes foram submetidos a 30 ciclos. Cada ciclo consistiu em imersão nos tratamentos por 2min, seguida por 30min em saliva artificial. Subsequentemente, metade dos espécimes foi armazenada em saliva artificial, e a outra metade em umidade relativa. A cor (CIELAB, ΔL*, Δa*, Δb* e ΔE00) e a microdureza superficial (SMH) foram avaliadas antes e após os ciclos. Os dados foram analisados pelo teste ANOVA dois fatores e teste de Tukey (α=5%). Os grupos experimentais apresentaram valores semelhantes de diferença de cor (ΔE00) e significativamente maiores do que o grupo controle negativo (p<0,001). Comportamento semelhante foi observado na variação das coordenadas L* e b*, indicando aumento da luminosidade e redução dos valores de b* (p<0,001). Observou-se um aumento significativo de SMH nos grupos tratados com enxaguatórios contendo 0,5% e 2,5% de biovidro, e, ao final do tratamento, maiores valores de SMH foram observados nesses grupos experimentais (p<0,001). Não houve diferença para o fator meio de armazenamento nas variáveis avaliadas (p>0,05).

Conclui-se que os enxaguatórios experimentais contendo biovidro apresentaram eficácia clareadora e promoveram aumento da microdureza. O meio de armazenamento não influenciou a cor e a microdureza do substrato.

(Apoio: CNPq  N° 140665/2025-0  |  FAPESP  N° 2025/08724-5)
PW018 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Alteração de Cor em Restaurações de Resina Composta Unicromática Após Clareamento em Consultório: Ensaio Clínico Randomizado
Jainny Rodrigues Medeiros, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Thalita de Paris Matos, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio, Eric Mayer dos Santos, Lívia Tosi Trevelin, Michael Willian Favoreto
Departamento de Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego e boca dividida avaliou a progressão da alteração de cor em lesões cervicais não cariosas (LCNCs) restauradas com resina composta unicromática (UNI) ou policromática (POLI) após clareamento dental de consultório. Foram restauradas 84 LCNCs utilizando duas resinas compostas (n = 42): UNI (Vittra Unique, FGM) e POLI (Vittra APS, FGM). Após uma semana, foi realizado clareamento de consultório com peróxido de hidrogênio 35% (Whiteness HP Automixx Plus, FGM) em duas sessões. A progressão de cor foi avaliada por meio do WID, ΔEab e ΔE00. Também foi avaliada a correspondência de cor entre os terços cervical (restauração) e médio (estrutura dental adjacente). Os desfechos secundários incluíram sensibilidade dental e desempenho clínico de acordo com os critérios da FDI. Os dados foram analisados por testes t pareados, ANOVA de medidas repetidas e teste de McNemar (α = 0,05). No terço médio, não foram observadas diferenças entre os materiais (p > 0,05). No terço cervical, a UNI apresentou maior aumento no WID (p < 0,05), em contrapartida, sem diferença em ΔE00 e ΔEab em comparação à POLI (p > 0,05). Quanto à correspondência de cor, não houve diferenças no baseline (p > 0,05), porém, após um mês, a POLI apresentou desajuste em relação à UNI (p < 0,05). Não foram observadas diferenças na sensibilidade dental entre os grupos (p = 1,00). Além disso, todas as restaurações foram classificadas como clinicamente muito boas de acordo com os demais critérios da FDI (p > 0,05).

A resina UNI apresentou uma alteração de cor mais pronunciada na área restaurada após o clareamento, contribuindo para melhor correspondência de cor ao longo do tempo.

PW019 - Prêmio Whiteness - FGM de Incentivo à Pesquisa em Clareamento
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Efeito do polifosfato de cálcio em gel de peróxido de hidrogênio 35% nas propriedades físicas de resinas compostas nanohíbrida e bulkfill
Marina Paparotto Lopes, Julliana Andrade da Silva, Carolina Meneghin Barbosa, Karine Laura Cortellazzi, Waldemir Francisco Vieira Junior, Klaus Rischka, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Débora Alves Nunes Leite Lima
Dentística- Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou, in vitro, o efeito do polifosfato de cálcio (PPCa) em gel de peróxido de hidrogênio 35% (PH35%) sobre cor, rugosidade, brilho e morfologia superficial de resinas nanohíbrida e bulkfill. Foram feitas 72 amostras, divididas aleatoriamente em 6 grupos (n=12), de acordo com: resina Vittra FGM ou Opus Bulk Fill FGM, clareamento com Whiteness HP 35%, com ou sem PPCa e grupo controle (sem clareamento). Sete dias após clareamento os grupos foram escovados com Colgate Máxima Proteção Anticáries em sessão única. Foram avaliados cor (∆Eab, ∆E00 e ∆WID), rugosidade (Ra) e brilho (GU) em: T0 (inicial), T1 (24 horas após clareamento) e T2 (24 horas após escovação). Microscopia eletrônica de varredura foi realizada ao final de todos os tratamentos. Análise estatística foi realizada por modelos mistos de medidas repetidas (T e GU), Tukey-Kramer (Ra e WID), Mann-Whitney, Kuskal-Wallis e Dunn (ΔEab e ΔE00), α= 0,05. ∆Eab e ∆E00 não diferiu entre grupos para bulkfill em T1 e T2 (p>0,05). ∆Eab, para nanohíbrida, foi maior em T1 após clareamento sem PPCa (p=0,0048) e não diferiu entre tratamentos no T2 (p>0,05). ∆E00 foi maior para grupos clareados em T1 (p=0,0002) e T2 (p=0,0005). Ra e WID não diferiram entre tratamentos para as mesmas resinas (p>0,05). Bulkfill apresentou brilho inferior a nanohíbrida em T0, T1, T2, independente do tratamento (p≤0,05). Para bulkfill, o brillho em T1 foi maior que em T0 e T2 e para nanohíbrida não houve diferença entre tempos. Avaliação por microscopia não demonstrou diferenças morfológicas entre grupos.

Conclui-se que o gel clareador de alta concentração contendo polifosfato de cálcio não influencia a rugosidade das resinas compostas testadas; entretanto, pode induzir alterações de cor e brilho de acordo com o tipo de resina.

(Apoio: CAPES  N° #001)



.