9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 261 a 270


PN-R0320 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Impactos físico-químicos e biológicos in vitro da incorporação de tt-farnesol em resina composta
Lorena Maranhão de Lima, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Gabriella Rodrigues da Silva, Lorena Pinheiro Dantas Farias, Maria Helena Nunes Borges, Jaqueline Souza de sá Nogueira, Jamyson Martins Alves, Moan Jéfter Fernandes Costa
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar, in vitro, a incorporação de 0,5% de tt-farnesol (FAR) em resinas compostas convencional e flow. Os corpos de prova foram confeccionados com Vittra APS e Vittra APS Flow, com e sem FAR. Seguindo a norma ISO 4049, os corpos de prova foram confeccionados em barras (25x2x2 mm; n=6/grupo) para resistência à flexão (RF) e módulo de elasticidade (ME), e discos (5x2 mm; n=8/grupo) avaliados quanto à microdureza Vickers (VHN), rugosidade superficial (Ra), sorção e solubilidade (SO/SOL) e grau de conversão por FTIR (GC). A atividade antibiofilme foi testada contra S. mutans por MTT. A estatística utilizou ANOVA one-way/Tukey ou Kruskal-Wallis/Dunn (Bonferroni) (α=0,05). A incorporação de FAR promoveu aumento significativo da atividade antibiofilme, com redução de até 79,82% na formação. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para RF, VHN, SO/SOL e GC. O ME e a Ra apresentaram variações pontuais entre os grupos experimentais, com Flow+Farnesol exibindo maior ME (18,73±7,59 MPa) e menor Ra (0,0706 μm), enquanto Convencional+Farnesol apresentou menor ME (7,97±1,58 MPa) e maior Ra (0,156 μm) (p<0,05).

Conclui-se que a incorporação de tt-farnesol promoveu significativa atividade antibiofilme nas resinas testadas, sem prejuízo de suas propriedades físico-mecânicas e químicas, configurando-se como uma promissora estratégia de funcionalização bioativa.

(Apoio: CNPq  N° 444207/2023-6)
PN-R0322 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Impacto do pH e do protocolo de aplicação de géis clareadores na alteração cromática e nas propriedades físico-mecânicas do esmalte
Marissa Geretti Timpurim Silva, Lara Maria Bueno Esteves, Maria Eduarda Zonta, Alice de Oliveira Santos, Karen Milaré Seicento Aidar, Jully Anna Cardoso Correa, Ticiane Cestari Fagundes, André Luiz Fraga Briso
Dentística e Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do pH de géis clareadores in-office (ácido e básico) e das diferentes formas de aplicação (ativa (A), passiva (P) e com reaplicação) sobre a alteração cromática, rugosidade e microdureza do esmalte. Para isso foram utilizados 90 discos de esmalte/dentina bovinos pigmentados distribuídos em seis grupos (n=15), conforme o tipo de gel e protocolo: gel básico (B) (Whiteness HP Blue, pH 8,1), 3x15B, 45PB e 45AB; gel ácido (A) (Mix One Supreme, pH 4,7), 3x15A, 45PA e 45AA. Foram avaliados ΔE00 e WID, microdureza, rugosidade e morfologia superficial do esmalte. A análise de cor foi realizada por ANOVA de três fatores com medidas repetidas, e rugosidade e microdureza por ANOVA de dois fatores com medidas repetidas, seguidas pelo teste de Tukey (α=5%). Todos os grupos apresentaram alteração cromática com índices de clareamento semelhantes. Protocolos com reaplicação e aplicação ativa, especialmente com géis ácidos, promoveram maior perda de microdureza e aumento da rugosidade superficial. Alterações morfológicas mais evidentes foram observadas nos grupos com gel ácido, enquanto o gel básico apresentou melhor preservação da integridade superficial do esmalte.

Géis ácidos apresentaram eficácia estética equivalente aos básicos, porém com maior impacto sobre o esmalte, evidenciando menor perfil de segurança. Protocolos passivos com gel básico mostraram-se mais indicados, enquanto géis ácidos, especialmente em reaplicações, podem comprometer a integridade do esmalte.

PN-R0324 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Modulação do valor em sistemas de Resinas Simplificadas: realidade clínica ou construção comercial?
Mel Amélia de Souza Pereira, Erik Vinícius Barros Guedes, Carolina Menezes Maciel
DOD - Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo estudos publicados nos últimos 3 anos, que avaliaram o potencial de ajuste de cor de sistemas simplificados de resinas compostas universais específicos: o sistema Transcend da marca Ultradent e o EasyMatch, da marca Solventum. Esses dois sistemas prometem facilitar a escolha do clínico frente a diferentes situações restauradoras baseando-se na modulação do valor, diferente dos sistemas mais tradicionais e antigos que baseiam-se no matiz. Foram incluídos estudos laboratoriais e clínicos que investigaram a interação entre material restaurador e substrato dental. Os achados indicam que os sistemas simplificados apresentam capacidade variável de ajuste cromático, sendo influenciados por fatores como espessura do material, tonalidade do substrato e distância da interface. Embora resultados satisfatórios sejam observados em restaurações de pequena extensão, limitações são evidentes em cavidades maiores ou em substratos com maior discrepância de cor.

Conclui-se que, apesar das vantagens clínicas, os sistemas universais simplificados não apresentam comportamento totalmente previsível, devendo sua indicação ser criteriosa. O uso baseado em evidências é essencial para evitar decisões clínicas fundamentadas exclusivamente em apelos comerciais.

PN-R0325 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Combeíta derivada de resíduo vítreo como plataforma bioativa sustentável para odontologia regenerativa
Luísa Figueredo de Carvalho, Tiago Moreira Bastos Campos, Sheila Cristina Stolf, Adriana Poli Castilho Dugaich, Mariana Krieck Melo Dias, Marco Cicero Bottino, Juliana Silva Ribeiro de Andrade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A combeíta (Na₂Ca₂Si₃O₉), fase cristalina bioativa, pode ser obtida por rota sol-gel a partir de precursores derivados de resíduos vítreos. Nesse sentido, essa biocerâmica emerge como alternativa sustentável para o desenvolvimento de materiais bioativos. Este estudo teve como objetivo sintetizar e caracterizar a combeíta explorando seu potencial para aplicações em odontologia regenerativa. A combeíta foi sintetizada pela rota sol-gel, utilizando ácido silícico obtido por troca iônica e nitratos de cálcio e sódio em proporções estequiométricas, seguida de secagem (100 °C/48 h), calcinação (800 °C/5 h), moagem e peneiramento (<75 μm), com confirmação estrutural por difração de raios X e composição química por EDS. A concentração inibitória mínima (CIM) foi determinada por microdiluição em caldo frente a Streptococcus mutans ATCC 25175. A biocompatibilidade foi avaliada por Alamar Blue (ISO 10993-5) em células do ligamento periodontal (PDL) e células-tronco da polpa dentária (DPSC) expostas a 0,06-1% nos dias 1, 3 e 7. A mineralização foi analisada por Alizarin Red em DPSC cultivadas em meio osteogênico aos 28 dias. A combeíta apresentou atividade bactericida na CIM comparável à clorexidina. Concentrações de combeita ≤0,25% mantiveram viabilidade celular semelhante ao controle celular, com aumento proliferativo ao longo do tempo (PDL ~96%; DPSC ~122% no dia 7). Todas as concentrações promoveram maior deposição mineral que o controle (p<0,05), com destaque para 0,25%.

Combeíta sintetizada via sol-gel combina atividade antimicrobiana e mineralizante, posicionando-se como uma plataforma translacional promissora para o desenvolvimento de materiais bioativos destinados à regeneração de tecidos mineralizados em odontologia.

(Apoio: FAPs - FAPESC  N° 3245/2025)
PN-R0326 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

PROPRIEDADES MECÂNICAS E SUPERFICIAIS DE RESINAS HÍBRIDAS IMPRESSAS EM 3D COMPARADAS À RESINA COMPOSTA CONVENCIONAL: UM ESTUDO IN VITRO
Rafaela Santana Freitas Monteiro, Lorena Maranhão de Lima, Mateus Fernando Souza Leite, Rafaela de Oliveira Cavalcanti Albuquerque Melo, Pedro Thiago de Oliveira Neves, Laura Buarque Caminha Lins, Bruno Gustavo da Silva Casado, Rafaella de Souza Leao
Faculdade de Odontologia de Pernambuco UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou e comparou as propriedades mecânicas e superficiais de resinas híbridas impressas em 3D (PriZma Bio Crown - PB; VarseoSmile Crown Plus - VS) comparadas a uma resina nano-híbrida convencional (Forma-FC). Pelo método in vitro, confeccionou-se corpos de prova (CP) para ensaios de resistência à flexão (RF, n=10), microdureza (VHN, n=12), rugosidade superficial (Ra, n=12) e ângulo de contato (AC, n=12). A RF foi determinada por ensaio de 3 pontos; VHN por método Vickers; Ra por rugosímetro; e AC por gota séssil. A análise estatística incluiu os testes de ANOVA e Kruskal-Wallis com comparações múltiplas, com nível de significância de 5%. Resultados mostraram que a resina FC (convencional) apresentou valores significativamente superiores de RF (94,81±17,50 MPa) e VHN (88,65±6,57 kgf/mm2) em comparação às resinas impressas (p<0,001). Entre as impressas, VS demonstrou desempenho intermediário e PriZma Bio Crown os menores valores. Quanto às propriedades superficiais, as resinas impressas exibiram ângulos significativamente maiores (p<0,001), indicando maior hidrofobicidade. Na Ra, PB apresentou os maiores valores (0,75±0,31μm), enquanto PriZma Bio Crown e Forma foram inferiores e estatisticamente semelhantes entre si (respectivamente 0,28±0,06 μm e 0,21±0,05 μm, p<0,001).

Conclui-se dessa forma que as resinas híbridas impressas em 3D apresentaram desempenho mecânico inferior à resina composta convencional. Contudo, apresentam características superficiais potencialmente favoráveis, porém estudos clínicos são necessários para avaliar o comportamento mecânico do material em regiões de maior exigência funcional.

(Apoio: UPE-PFA)
PN-R0327 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Influência do agente de limpeza para remoção de cimento endodôntico e protocolo adesivo na durabilidade da adesão de restaurações dentais
Heloísa Caroline da Mota, Natália Barros Ferracin, Vitória Marques Gomes, Caio César Pavani, André Luiz Fraga Briso, Ticiane Cestari Fagundes, Victor Eduardo de Souza Batista, Anderson Catelan
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo neste estudo foi avaliar a influência de agentes de limpeza da dentina para remoção de resíduos de cimento endodôntico e do protocolo de aplicação de um sistema adesivo universal na resistência de união (RU) de restaurações dentais. A dentina coronária da porção vestibular de 140 incisivos bovinos foi planificada, sendo os dentes divididos (n = 10) de acordo com o agente de limpeza (acetona, álcool, acetato de amila, xilol, óleo de laranja, eucaliptol e água destilada) e a técnica adesiva (autocondicionante e condicionamento ácido por 3 s). A limpeza foi realizada esfregando os agentes de limpeza por 10 s, profilaxia e protocolo adesivo. No modo autocondicionante, o adesivo universal foi aplicado ativamente, volatilizado e fotoativado com um LED (1000 mW/cm2). No protocolo convencional, a dentina foi previamente condicionada com ácido fosfórico 35% por 3 s e o adesivo aplicado como descrito anteriormente. Então foi um bloco de resina composta foi confeccionado e após 24 h foram obtidos os palitos (1 x 1 mm). Metade dos palitos foram avaliados após 24 h e a outra metade após a ciclagem térmica. A RU foi obtida pelo teste de microtração e o padrão de fratura foi observado em lupa estereoscópica. Os dados foram analisados pela ANOVA 3 critérios e teste de Tukey (α = 0,05). O xilol, óleo de laranja e eucaliptol reduziram a RU (p < 0,01). O condicionamento ácido prévio por 3 s apresentou maior RU comparada à técnica autocondicionante (p < 0,01). A RU foi reduzida após a termociclagem (p < 0,01).

Pode-se concluir que o condicionamento ácido da dentina por 3 s foi efetivo para aumentar a RU das restaurações adesivas, mas a ciclagem térmica e os agentes de limpeza, xilol, óleo de laranja e eucaliptol, reduziram a adesão.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/22138-9)
PN-R0329 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Trimetafosfato de magnésio com ou sem cálcio: síntese, caracterização e efeito in vitro em géis clareadores com peróxido de hidrogênio a 35%
Raquel Borges Amancio de Lima, Bianca Tiemi Uehara Lima, Leonardo Antonio de Morais, João Carlos Silos Moraes, Emerson Rodrigues Camargo, Thayse Yumi Hosida, Juliano Pelim Pessan, Alberto Carlos Botazzo Delbem
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi sintetizar e caracterizar o trimetafosfato de magnésio (MgTMP) e o trimetafosfato de magnésio associado ao cálcio (CaMgTMP), avaliando a eficácia clareadora e os impactos estruturais de géis à base de peróxido de hidrogênio (PH) a 35%. MgTMP e CaMgTMP foram sintetizados a partir de trimetafosfato de sódio utilizando coluna de cromatografia e caracterizados por MEV e EDS. Os compostos foram incorporados a géis experimentais e aplicados em discos de esmalte bovino (n=10/grupo): 1) Placebo; 2) 35% PH; 3) 35% PH + 1% MgTMP; e 4) 35% PH + 1% CaMgTMP. As aplicações foram semanais (40 min) por 21 dias. Analisou-se a cor (ΔEab, ΔE₀₀, ΔWID), dureza superficial (SH), porcentagem de perda de dureza (%SH) e difusão trans-amelodentinária do PH (ANOVA/Student-Newman-Keuls, α=5%). Todos os grupos com PH promoveram alterações de cor semelhantes entre si (p>0,05), indicando que a incorporação de MgTMP ou CaMgTMP não comprometeu a eficácia estética. Quanto às propriedades estruturais, os grupos com 1% MgTMP e 1% CaMgTMP apresentaram menor %SH e menor difusão de PH comparados ao grupo 35% PH (p<0,05), com melhor desempenho protetor para o grupo CaMgTMP.

Conclui-se que a incorporação de MgTMP e CaMgTMP em géis de alta concentração é uma estratégia promissora para reduzir a desmineralização e a difusão do peróxido sem prejuízo estético.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0331 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Análise das propriedades físico-mecânicas de resinas compostas utilizadas nas técnicas convencional, injetável e pré-aquecida
Luciano Vale Faustino da Silva, Vitorio Araujo Farias, Yohanna Kalynna Santos Wanderley, Paola Bernardes, Rafael Rocha Pacheco, Luís Henrique Araújo Raposo, João Paulo da Silva Neto
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou as propriedades físico-mecânicas in vitro de materiais resinosos obtidos a partir de três tipos de técnicas restauradoras. Os corpos de prova foram confeccionados e arranjados em função do material e da técnica: C- controle (técnica incremental/resina convencional), IN - injetável (resina fluida injetável) e TM - termicamente modificada (resina convencional pré-aquecida a 69°C/8min). Corpos de prova em formato de disco (5×2 mm) foram obtidos (n=10) e submetidos a testes de grau de conversão, rugosidade superficial, microdureza Knoop e radiopacidade. Os resultados foram submetidos a análise estatística (GraphPad, versão10.5.0) sendo verificado sua normalidade pelo teste de Kolmogorov-Smirnov (α=0,05). Para dados paramétricos, foi realizado ANOVA one-way ou two-way com pós-teste de Tukey; para resultados não paramétricos, teste de Kruskal-Wallis. Os resultados não mostraram diferenças entre os grupos na superfície superior para grau de conversão e microdureza (p>0,05). Na superfície inferior, o grupo IN apresentou maior grau de conversão, menor rugosidade superficial e maior microdureza em comparação aos grupos C e TM (p<0,001). Quanto à radiopacidade, o grupo IN apresentou menores valores em relação aos grupos C e TM (p<0,0001), que não diferiram entre si (p=0,1448). Embora todos tenham atendido ao mínimo de 2,0 mmAl estabelecido pela ISO 4049.

A resina fluida para técnica injetável apresentou maior grau de conversão, maior microdureza e menor rugosidade superficial na superfície inferior das amostras, enquanto o pré-aquecimento da resina convencional não promoveu melhorias nas propriedades avaliadas. Todos os materiais apresentaram radiopacidade clinicamente aceitável.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0332 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Análise comparativa da composição química de cimentos biocerâmicos endodônticos por MEV/EDS
Thales Belluzzo Silva Maciel, Daniela Landim Messias, Fabiana Câmara Titoneli, Marcela Corrêa Dos Santos, Rafael Barroso Pazinatto, Mariane Floriano Lopes Santos Lacerda, Anamaria Pessoa Pereira Leite, Ronaldo Luís Almeida de Carvalho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A crescente incorporação de cimentos biocerâmicos na Endodontia exige compreensão aprofundada de suas características composicionais e implicações biológicas. Este estudo teve como objetivo analisar comparativamente a composição química dos cimentos CIMMO DTA®, Biodentine® e MTA Angelus® branco por microscopia eletrônica de varredura acoplada à espectrometria de energia dispersiva (MEV/EDS). Foram confeccionados cinco espécimes de cada material (4 mm × 1 mm), sendo analisados seis pontos aleatórios por amostra, totalizando 30 pontos por material. Os dados foram submetidos ao teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliação da normalidade, seguido pelos testes ANOVA ou Kruskal-Wallis (α=5%). Foram identificados 13 elementos químicos (O, Na, Al, Mg, Si, S, W, Ca, C, F, Au, Ba e Cl). O, Ca, Si e C estiveram presentes em todos os materiais, com maiores concentrações para O (34,6%) e Ca (38,1%), sem diferença estatística para Ca (p>0,05). Houve diferença significativa para O entre CIMMO DTA® (18,8%) e Biodentine® (47,2%) (p<0,05). Apenas no MTA Angelus® branco foi identificado o Tungstênio (W), com média de concentração de 19,5%. O CIMMO DTA® apresentou Enxofre (S), Magnésio (Mg) e Bario (Ba), na concentração de 22,3%, enquanto Cloro (Cl) com concentração de 0,4% e Fluor (F) em concentração de 1% foram exclusivos do Biodentine®.

Conclui-se que os cimentos avaliados apresentam heterogeneidade composicional, com presença de elementos específicos em cada material, destacando-se o CIMMO DTA® pela maior diversidade elementar, a qual pode influenciar suas propriedades físico-químicas.

PN-R0333 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Influência da pigmentação de placas de EVA na resistência de união interlaminar de protetores bucais
Caroline Daiana Scabeni Oliveira Lima, Girliane Maia Costa, Gileade Pereira Freitas, Ivan Onone Gialain
Ciências Odontológicas integradas UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência da cor e fabricante na resistência de união interlaminar e espessura final de placas de EVA utilizadas na confecção de protetores bucais esportivos. Estudo experimental in vitro com espécimes em formato de meia ampulheta confeccionados pela sobreposição de placas de EVA. Foram utilizadas duas variáveis: cor (transparente, branca e preta) e fabricante (Bioart e Scheu Dental). Após termoformação em plastificadora a vácuo, os corpos de prova foram submetidos ao ensaio de tração tipo T-peel, com resultados expressos em N/mm. A espessura final foi mensurada com paquímetro digital. A análise estatística foi realizada por ANOVA de um fator e teste de Tukey para as cores e teste t de Student ou Mann-Whitney para as fabricantes (p<0,05). Houve diferença significativa entre as cores (p<0,01). As placas brancas (8,83±1,02 N/mm) e transparentes (8,07±1,41 N/mm) apresentaram resultado semelhantes (p=0,076) e maior em relação às pretas (6,97±1,09 N/mm). A espessura final não diferiu entre os grupos (p=0,15). Predominaram falhas adesivas, com maior frequência nas placas pretas (95,8%) em relação às brancas e transparentes (70,8%). Placas da Bioart apresentaram menor espessura final (3,75±0,51 mm) em relação à Scheu Dental (4,09±0,23 mm) com p<0,01. Não houve diferença entre fabricantes para resistência de união (p=0,70). Em relação ao tipo de falha, Bioart apresentou predomínio de falhas adesivas (97,2%), enquanto Scheu Dental apresentou 61,1% das falhas adesivas e 38,9% de falhas coesivas.

A cor das placas de EVA influencia a resistência interlaminar, com pior desempenho para placas pretas. Placas da Bioart resultaram em menor espessura final.




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