9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 201 a 210


PN-R0244 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Fatores de risco comportamentais de doenças crônicas não transmissíveis na população rural ribeirinha do Médio Solimões, Amazonas
Camila Valente Smith, Fernando Jose Herkrath, Ellen Roberta Lima Bessa, Juliana Vianna Pereira, Adriana Corrêa de Queiroz, Gabriele de Souza Cruz, Jordana Herzog Siqueira, Ana Paula Corrêa de Queiroz Herkrath
DASPAM FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar fatores de risco comportamentais para doenças crônicas não transmissíveis na população rural ribeirinha municípios de Tefé e Coari, na região do Médio Solimões, Amazonas. Trata-se de um estudo transversal de base domiciliar, que incluiu adolescentes (15 a 19 anos) e adultos (35 a 44 anos) residentes em localidades ribeirinhas cobertas por Equipes de Saúde da Família Fluviais. Foram coletados dados sociodemográficos e de comportamentos relacionados à saúde (consumo abusivo de álcool, tabagismo, consumo alimentar e inatividade física), por meio da aplicação de questionário estruturado, utilizando o aplicativo REDCap instalado em smartphones. Os dados foram analisados de forma descritiva, utilizando o software Stata SE, versão 17.0. Foram avaliados 358 participantes, 180 adolescentes e 178 adultos, sendo 56,2% do sexo feminino. A ocorrência de uso problemático, abuso ou dependência de álcool foi observada em 14,8% da população (IC95% 11,5-18,9), sendo que 11,7% dos adolescentes e 27,0% dos adultos referiram episódio de consumo abusivo de álcool nos 30 dias anteriores. Eram tabagistas 15,6% (IC95% 12,2-19,8), com proporção similar nas duas faixas etárias. Eram ex-tabagistas 12,9% (IC95% 9,6-17,2). Referiram o consumo de refrigerante e biscoitos recheados pelo menos três vezes na semana 31,8% e 45,8%, respectivamente. Quase a totalidade da população era fisicamente ativa (57,5%) ou muito ativa (42,2%).

Os achados evidenciam um consumo elevado de álcool e uma prevalência de tabagismo superior às estimativas de inquéritos nacionais, indicando a necessidade de ações ampliadas de promoção da saúde, e da implementação de políticas públicas que favoreçam a adoção de estilos de vida saudáveis.

(Apoio: CNPq  N° 445105/2023-2)
PN-R0245 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Saúde bucal, qualidade de vida e dependência funcional em pessoas idosas inseridas em distintos modelos de cuidado
Isabella de Miranda Cardoso, Ana Beatriz Cesnik Cardoso, Luis Eduardo Genaro, Andréa Cândido Dos Reis, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres, Lígia Antunes Pereira Pinelli, Fernanda Lopez Rosell
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar a dependência funcional moderada-leve com as condições de saúde bucal e qualidade de vida relacionada à saúde bucal em idosos inseridos em diferentes modelos assistenciais. Trata-se de estudo transversal com 79 pessoas idosas distribuídas entre 4 modelos de cuidados de um município do interior de São Paulo: 2 instituições de longa permanência (ILP), 1 centro de convivência e 1 república. Foram realizadas avaliações da dependência funcional, perfil sociodemográfico (idade, sexo e escolaridade), além de condições clínicas bucais (índice CPO-D, edentulismo, uso e necessidade de próteses) e qualidade de vida relacionada a saúde bucal de idosos por meio do GOHAI. As análises incluíram estatística descritiva, teste de Kruskal-Wallis com pós-teste de Dunn, qui-quadrado e correlação de Spearman (α=5%). Houve predomínio do sexo feminino (57%) e idade média de 78,7 anos. A escolaridade mais frequente foi ensino fundamental incompleto (48%) em todos os grupos. Indivíduos residentes em ILP apresentaram maior dependência funcional, enquanto moradores da república exibiram maior independência. Não foram observadas diferenças significativas entre as moradias quanto ao edentulismo, uso e necessidade de prótese e escores de GOHAI (p>0,05). Houve diferença global para o CPO-D (p<0,05), sem diferenças entre pares no pós-teste. Não foi identificada correlação entre dependência funcional e CPO-D ou GOHAI (p>0,05).

Conclui-se que as condições de saúde bucal e a qualidade de vida relacionada à saúde oral foram semelhantes entre diferentes modelos assistenciais e níveis de dependência funcional, o que destaca que o modelo de cuidado, isoladamente, não explica as condições bucais em pessoas idosas.

(Apoio: Pró Reitoria de Pesquisa (PROPe/Unesp)   N° 14/2024)
PN-R0246 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

COMO SE APRESENTA A SAÚDE BUCAL DE PACIENTES PEDIÁTRICOS COM FIBROSE CÍSTICA NO CEARÁ?
Lília Viana Mesquita, Leticia Penin Silva, Janaina Ferreira da Costa, Sara Maria Silva, Fábio Wildson Gurgel Costa, Cauby Maia Chaves Júnior, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Thyciana Rodrigues Ribeiro
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo objetivou avaliar e comparar a saúde bucal através dos índices de placa, de sangramento gengival e de cárie em pacientes com fibrose cística (grupo FC) e sem a doença (grupo controle). Foram incluídos 25 pacientes com FC de um serviço de referência especializado em doenças raras do Ceará com idades entre 4 e 17 anos, e 25 indivíduos controles pareados por sexo e idade. Para avaliar a saúde periodontal, utilizou-se os índices de placa e sangramento gengival. Para avaliar a prevalência de cárie, utilizou-se o método Sistema Internacional de Detecção e Avaliação de Lesões de Cárie (ICDAS). No grupo FC, havia 13 pacientes do sexo feminino e 12 do sexo masculino. No grupo controle, havia 12 pacientes do sexo feminino e 13 do sexo masculino. A média de idade dos grupos FC e controle foi 10,12 ± 3,35 e 10,60 ± 3,50 anos, respectivamente. O grupo FC apresentou maior índice de placa (0,678 ± 0,219) comparado ao grupo controle (0,397 ± 0,227; p < 0,001). O índice de sangramento gengival também foi maior no grupo FC (0,630 ± 0,213), quando comparado ao grupo controle (0,365 ± 0,239; p < 0,001). A prevalência de cárie dentária nos indivíduos do grupo FC foi menor (0,093 ± 0,113) em comparação aos pacientes do grupo controle (0,118 ± 0,184), porém não houve diferença estatisticamente significante (p = 0,852).

Em conclusão, pacientes com FC possuem maior suscetibilidade para o acúmulo de placa, evidenciado se ter uma atenção maior relacionada à saúde periodontal neste grupo de pacientes. Já o índice de cárie não diferiu estatisticamente entre pacientes pediátricos com e sem FC, esse achado pode ser justificado pela manutenção da higiene bucal pelos pais e pelo acesso aos cuidados odontológicos disponibilizados no serviço de referência especializado.

PN-R0247 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Conhecimento sobre processo saúde-doença em enfermidades cardiovasculares de estudantes de odontologia de Guiné-Bissau
Jannice de Queiroz Fernandes, Erick Ibraim Carlos da Costa, Antônio Sérgio Teixeira de Menezes, Renata Mota Rodrigues Bitu Sousa, Patricia Cristiane Mota Porto, Adriano de Aguiar Filgueira, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Fabricio Bitu Sousa
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em 2025, a Universidade Christus/Ceará iniciou a primeira graduação de odontologia da Escola Nacional de Saúde/ENS de Guiné-Bissau. Esse estudo representou uma avaliação quali-quantitativa dos discentes e abordou as variáveis de análise: sexo, idade, etnia, causa de mortalidade das comunidades e a relação de compreensão e associação entre práticas tradicionais em saúde e tratamento médico. Foram avaliados todos os 35 estudantes, sendo 57,1% do sexo feminino, 57,1% com até 30 anos de idade e 28,7% da etnia Balanta. Quanto a frequência de hipertensão e diabetes nas comunidades, 80% dos alunos afirmaram ser moderada/alta e a principal causa de mortalidade apontada pelos estudantes foram os acidentes vasculares cerebrais por 42,9% dos relatos. As influências culturais e religiosas foram relatadas em 62,9% das respostas e 54,3% afirmaram que há desafios religiosos na implementação de processos de prevenção e cuidados em saúde. Na análise qualitativa, muitos relatos afirmaram que as pessoas podem preferir tratamentos tradicionais a base de ervas e chás em casos de hipertensão e diabetes, mas que a realização de sensibilizações contínuas com a participação de líderes religiosos pode contribuir para a compreensão do processo saúde-doença.

Dessa forma, concluímos que a formação odontológica dos futuros dentistas guineenses deve contemplar uma abordagem sistêmica e que o respeito aos aspectos culturais podem contribuir para o enfrentamento de doenças cardiovasculares.

PN-R0248 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Prevalência e fatores associados a distúrbios do sono em crianças com Transtorno Do Espectro Autista
Mariana Castro Silva, Debora Guedes da Mota, Thiago Peixoto da Motta, Laís Braga Paulon, Sandra Marina Antunes da Rocha, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Júnia Maria Cheib Serra-negra, Fabiana Vargas-ferreira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Distúrbios do sono são comuns em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e podem estar relacionadas a disfunções na regulação da melatonina e do ritmo circadiano, fatores que influenciam a progressão do transtorno. Este estudo transversal teve como objetivo avaliar distúrbios do sono em indivíduos assistidos em projeto de Extensão e instituição não governamental. A coleta de dados foi realizada em 2024 e 2025. Para o desfecho, foi utilizado o questionário Sleep Disturbance Scale for Children, validado para o português. O instrumento é composto por seis domínios: distúrbios de início e manutenção do sono (DIMS), respiratórios do sono (RS), distúrbios da agitação (DA), da transição sono-vigília (TSV), de sobrecarga excessiva (SE) e, por fim, a hiperidrose do sono (HS). As exposições foram coletadas por questionário (demográficas, uso de medicação, uso e tempo de tela e comportamento). A análise estatística foi conduzida no software STATA versão 12.0 utilizando-se regressão de Poisson com variância robusta (Razão de Prevalência - RP e IC95%). A amostra foi composta por 99 crianças com TEA (idade média de 3,9 anos), sendo a maioria meninos (75,8%) e não brancos (60,6%). Na análise ajustada, a exposição a telas aumentou em mais de duas vezes a probabilidade de distúrbios do sono (RP = 2,17; IC95%: 1,01-4,67), enquanto o não uso de medicação configurou fator protetor (RP = 0,52; IC95%: 0,31-0,86). Baixa renda esteve associada a maior probabilidade de dificuldades para iniciar e manter o sono (RP = 1,62; IC95%: 1,10-2,40) e de hiperidrose do sono (RP = 1,70; IC95%: 1,16-2,49).

Conclui-se que crianças com TEA têm distúrbios do sono e são importantes intervenções interdisciplinares que considerem tanto a criança quanto o contexto familiar.

(Apoio: FAPEMIG)
PN-R0249 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Carcinoma de células escamosas da cavidade oral no Ceará acompanha padrão nacional: estudo ecológico de base populacional (2017-2023)
Maria Clara Holanda Delfino Aragão, Lídia Laís de Deus Silva, Nalber Sigian Tavares Moreira, Lucas de Farias Gomes, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Fabricio Bitu Sousa, Ana Paula Negreiros Nunes Alves, Thinali Sousa Dantas
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A análise da distribuição temporal e espacial do carcinoma de células escamosas (CCE) da cavidade oral no estado do Ceará, em comparação com o cenário nacional, permite identificar padrões epidemiológicos relevantes para a vigilância em saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a evolução temporal dos casos de CCE no Ceará e no Brasil entre 2017 e 2023, com base em dados populacionais secundários. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, observacional, retrospectivo e de base populacional, conduzido com informações extraídas da plataforma DATASUS. Foram incluídos todos os registros de CCE da cavidade oral, classificados pelos códigos CID-10 C00 a C06, sendo analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas, assistenciais, temporais e geográficas. Os resultados evidenciaram oscilações anuais no número de casos, sem tendência sustentada de redução no período, tanto no Ceará quanto no Brasil. Observou-se predomínio do sexo masculino em todos os anos, correspondente a 70% a 74% dos diagnósticos no Ceará, com comportamento semelhante nacionalmente. A maior concentração de casos ocorreu em indivíduos com 60 anos ou mais. Houve predominância de diagnósticos em estágios avançados (III e IV), com baixa frequência em estágios iniciais. Em relação ao tratamento, predominou intervalo superior a 60 dias entre diagnóstico e início terapêutico, indicando atraso assistencial persistente. Os tumores da cavidade oral e do lábio foram os mais frequentes, seguidos pelas neoplasias de língua. A análise espacial no Ceará demonstrou concentração dos diagnósticos na Região Metropolitana de Fortaleza, enquanto Cariri e Sobral apresentaram participação intermediária.

Conclui-se que o CCE no Ceará segue o padrão nacional.

PN-R0250 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Associação entre cárie dentária, desempenho e absenteísmo em escolares socialmente vulneráveis de Manaus, Amazonas: estudo transversal
Maria Isabelle Leão Pedrosa, Igor Miguel Lago Cecilio, Janete Maria Rebelo Vieira, Maria Augusta Bessa Rebelo, Yan Nogueira Leite de Freitas
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi investigar a associação entre cárie dentária, bullying, desempenho e absenteísmo dos escolares de 12 anos da rede pública de uma zona socialmente vulnerável de Manaus, Amazonas. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Parecer n.º 6.866.971). A experiência e sequelas da cárie foram mensuradas de acordo com os critérios dos índices de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPO-D) e Pulpar, Fistula, Ulceration, Abcesso (PUFA/pufa), respectivamente, numa amostra de 261 escolares. O desempenho escolar e absenteísmo foram coletados por meio dos boletins escolares. As variáveis demográficas, socioeconômicas, bullying e dor dentária foram coletadas por meio de questionários validados. O desempenho escolar médio foi de 7,71 (± 0,90) e o absenteísmo 47,46 (± 46,50) horas. Na análise bivariada, por meio do teste T, estiveram associadas (p ≤ 0,05) ao pior desempenho escolar: sexo, renda familiar, escolaridade dos responsáveis, bullying, CPO-D, PUFA/pufa e dor dentária. Em relação ao absenteísmo, observou-se que a maior quantidade de horas de aulas perdidas esteve associada (p ≤ 0,05) ao PUF/pufa e a escolaridade dos responsáveis. As regressões lineares simples foram calculadas apenas para o desempenho escolar, mostrando que cada unidade do índice CPO-D contribuiu com um decréscimo de 0,415 na média escolar (r2 = 0,42). Ao passo que cada unidade do índice PUFA/pufa contribuiu com um decréscimo de 0,211 nessa média (r2 = 0,38).

Os resultados ressaltam a necessidade de políticas públicas intersetoriais de promoção e recuperação da saúde bucal para reduzir barreiras ao aprendizado, especialmente em populações socialmente vulneráveis.

(Apoio: CAPES)
PN-R0251 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Saúde bucal de pacientes portadores de neoplasias malignas sob tratamento quimioterápico e radioterápico
Israel Filippe Fontes de Oliveira, Rafiza Felix Marao Martins, Susie Kellen sá Dias, Ludmilla Bastos Everton Cutrim, Dara Lourenna Silva da Nóbrega, Mayra Moura Franco
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a autopercepção em saúde bucal, perfil socioeconômico, frequência de visitas ao dentista e práticas de higiene bucal de pacientes em tratamento quimioterápico e radioterápico. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com 100 pacientes oncológicos (50 em quimioterapia e 50 em radioterapia) atendidos no Hospital Aldenora Bello em São Luís, Maranhão, Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de questionários estruturados, respondidos de forma voluntária. Os dados foram organizados em planilhas no software Microsoft Excel 2016 e analisados por meio de estatística descritiva com frequências absolutas e relativas. A amostra foi composta predominantemente por indivíduos adultos do sexo feminino. Observou-se que a maioria dos pacientes realiza sua própria higiene bucal e apresenta frequência de escovação considerada adequada. No entanto, nem todos utilizam instrumentos complementares, como fio dental e enxaguante bucal, o que pode comprometer a qualidade da higiene. Verificou-se também que, embora a maioria dos participantes já tenha realizado consultas odontológicas, há descontinuidade no acompanhamento, evidenciada pelo tempo prolongado desde a última visita ao dentista. Além disso, fatores socioeconômicos mostraram-se relevantes, influenciando tanto o acesso quanto a regularidade do cuidado odontológico.

Conclui-se que, a assistência odontológica preventiva, contínua e integrada ao tratamento oncológico é fundamental para reduzir complicações bucais, morbidade e custos, além de promover melhor qualidade de vida. Estratégias educativas baseadas na autopercepção e ampliação do acesso aos serviços são indispensáveis.

PN-R0252 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Tendência e desigualdades na oferta de procedimentos endodônticos no Sistema Único de Saúde no Brasil
Bruna Ramos da Costa, Suzely Adas Saliba Moimaz, Tânia Adas Saliba
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Procedimentos endodônticos são essenciais para a preservação dentária e integram a assistência odontológica do Sistema Único de Saúde. Objetivou-se analisar a tendência temporal e as desigualdades regionais na oferta de procedimentos endodônticos realizados no SUS. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal (2015 a 2021), com dados secundários do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. Foram incluídos procedimentos de tratamento e retratamento endodôntico em dentes permanentes, agregados por região e ano. As estimativas populacionais foram obtidas no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram calculadas taxas por 100.000 habitantes e realizada análise descritiva, com avaliação da tendência por regressão linear. Em 2015, a maior taxa foi no Centro-Oeste (501,18/100.000 habitantes) e a menor na região Sul (238,5/100.000). O Sudeste manteve valores intermediários (315,1 em 2015 e 257,5 em 2019). A região Nordeste foi a única com tendência inicial de crescimento, passando de 387,4 em 2015 para 399,0 em 2019 (3%). Em 2020, todas as regiões apresentaram reduções expressivas nas taxas (Sudeste −60%, Sul −57%, Nordeste −56%, Centro-Oeste −55% e Norte −20%), possivelmente relacionadas ao contexto da pandemia de COVID-19 e à redução da oferta de serviços odontológicos. A análise de regressão linear indicou tendência de redução das taxas ao longo do período (p = 0,018).

Concluiu-se que há desigualdades regionais na oferta de procedimentos endodônticos no SUS, com tendência geral de redução ao longo do tempo (p = 0,018).

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0254 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Análise demográfica e clínica de idosos que recebem assistência odontológica para pacientes de transplantes, em relação a não idosos
Dener Lucio Sabino, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Thiago Magalhães de Aguiar, Carolina Nemesio de Barros Pereira, Sonia Chaves Dos Santos Jardim, Livia Fávaro Zeola, Suellen da Rocha Mendes, Danilo Rocha Dias
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Programa de Assistência Odontológica a Pacientes de Transplantes da UFMG (PAOPT/UFMG) oferece cuidado integral a pacientes de transplantes de tecidos e órgãos, em fases pré e pós-transplante. Esses pacientes apresentam doenças sistêmicas e imunossupressão, exigindo atenção à saúde geral e bucal. Em idosos, somam-se aspectos como comorbidades e polifarmácia. Avaliou-se a relação entre idade (idosos e não idosos), variáveis sociodemográficas e clínicas, comparando a demanda por cuidado odontológico. Incluíram-se prontuários de 2002 a 2025, com registro de idade, sexo, residência, tipo e fase do transplante, diabetes, hipertensão arterial, consultas e procedimentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG (parecer nº 77375517.9.0000.5149). Dados de 1104 prontuários foram analisados por estatística descritiva e testes bivariados (p<0,05), maioria homens (61%), idade média de 40,2 anos (17,2) e idosos (13,5%). Não houve associação entre idade e sexo. Idosos residiam mais em Belo Horizonte e região metropolitana (82,5%), com distribuição distinta dos não idosos (p=0,003). A proporção de idosos foi maior em transplantes de coração (27,3%), fígado (24,8%), rim (17,4%) e medula óssea (6,8%) (p<0,001), e na fase pré-transplante (p=0,012), com maior frequência entre diabéticos e hipertensos (p<0,001). Não houve diferença no número de consultas e procedimentos em dentística, endodontia e profilaxia, mas os periodontais e exodontias foram mais frequentes em idosos (p=0,002; p=0,02) e biópsias em não idosos (p<0,001).

Conclui-se maior presença de idosos entre pacientes com diabetes e/ou hipertensão arterial e maior demanda por procedimentos invasivos, reforçando a importância da assistência odontológica.




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