9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 1661 a 1670


PIa0070 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Perfil epidemiológico, resolutividade e continuidade do atendimento odontológico em uma unidade prisional paulista
Gabriela Arcúrio Landini Marchi, Giovana Renata Gouvêa, Amanda Pelegrin Candemil
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou caracterizar o perfil epidemiológico, a resolutividade e a continuidade do atendimento odontológico na Penitenciária "Joaquim de Sylos Cintra", em Casa Branca-SP. Realizou-se um estudo descritivo, transversal e documental, com coleta de dados retrospectiva de prontuários referentes ao ano de 2024. A amostra compreendeu 838 atendimentos realizados em 340 pacientes únicos (média de 2,46 atendimentos/indivíduo). Evidenciou-se um expressivo fluxo de cuidado longitudinal, no qual 68,2% da amostra (n=232) retornou ao serviço ao menos uma vez, estabelecendo um Indicador de Continuidade Assistencial (ICA) de 0,68; um caso de alta complexidade demandou 12 atendimentos. Os resultados indicam predominância de atendimentos eletivos (60,7%) frente às urgências (39,3%). No tocante à resolutividade clínica, observou-se a realização de 197 procedimentos conservadores frente a 81 intervenções cirúrgicas, as quais resultaram na exodontia de 102 elementos dentários, estabelecendo um Indicador de Resolutividade (IR) de 0,51. Tal dado confirma um perfil assistencial predominantemente preservador, no qual o volume de restaurações superou as extrações. As ações preventivas apresentaram índice residual (1,1%).

Conclui-se que o serviço apresenta resolutividade satisfatória e alinhada à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), rompendo com o modelo puramente emergencial através da continuidade da assistência. Persiste, contudo, a necessidade de fortalecer o componente preventivo para garantir a integralidade do cuidado no sistema prisional.

(Apoio: CNPq  N° 135703/2025-5 - IC)
PIa0071 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Medidas de orientação sexual e identidade de gênero na vigilância em saúde no Brasil (1967-2025)
Valeska Lacerda Domingos Garcia, Phelipe Elias da Silva, Heitor Bernardes Pereira Delfino, Bruno Monteiro Silva, Euvesley Silva, Roberto Francisco Moura Gomes Santos, Catarina Machado Azeredo, Priscilla Barbosa Ferreira Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a incorporação de medidas de orientação sexual e identidade de gênero (OSIG) nos sistemas nacionais de vigilância em saúde ao longo de quase seis décadas. Foi realizado estudo documental transversal com base em fontes públicas, incluindo bases do DATASUS e levantamentos do IBGE, contemplando pesquisas nacionais, como o SB Brasil, e sistemas administrativos implementados entre 1967 e 2025. Os sistemas foram examinados quanto à presença e à organização das variáveis de OSIG e classificados como ausentes, parciais ou conforme a abordagem em duas etapas, que distingue sexo atribuído ao nascimento e identidade de gênero atual. Foram avaliadas 228 observações sistema-ano. A maioria não incluiu qualquer medida de OSIG (91,2%), enquanto apenas 8,8% incorporaram ao menos uma variável. Informações sobre orientação sexual foram mais frequentes do que aquelas relativas à identidade de gênero, restritas a poucos sistemas recentes. Nenhum sistema contemplou simultaneamente sexo atribuído ao nascimento e identidade de gênero, evidenciando ausência completa da abordagem recomendada. Os achados revelam uma lacuna estrutural persistente na vigilância em saúde brasileira.

A ausência de medidas padronizadas compromete a identificação de populações historicamente negligenciadas e limita a produção de evidências essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas equitativas.

(Apoio: CAPES  N° #001  |  CNPq  N° INCT Saúde Oral e Odontologia #406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED #00204-23 )
PIa0073 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Hábitos de higiene e necessidades odontológicas em crianças com Síndrome Congênita do Zika
Nadielly Gomes Fernandes, Lucas Gabriel Pacas do Nascimento, Matheus Nobrega Pereira, Maria Renata Caballero Lettieri Pinto, Marcele Jardim Pimentel
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Síndrome Congênita do Zika (SCZ) está associada a alterações orofaciais e elevada demanda por cuidados odontológicos, sobretudo em populações com acesso limitado à assistência, mesmo não especializada. Este estudo avalia hábitos de higiene oral e sua relação com as necessidades de tratamento em crianças com SCZ, considerando ainda a via de alimentação. Trata-se de estudo observacional, descritivo e comparativo, com análise retrospectiva de 20 prontuários de pacientes atendidos pelo projeto de extensão Odonto em Campo/UFPB. Foram analisadas frequência e métodos de higiene oral, percepção dos cuidadores e necessidades de tratamento bucal. A associação entre necessidade de tratamento e via de alimentação foi também investigada e para isto os pacientes foram divididos conforme via alimentar: oral (GO; n=10) e enteral (GE; n=10) (Fischer p<0,05). Observou-se que 95% dos cuidadores relataram ter recebido orientações de higiene, apesar disto, 60% classificaram a saúde bucal como ruim e 75% não possuíam acompanhamento odontológico periódico. Foi observada associação entre a via de alimentação e o perfil de necessidades odontológicas, com predominância de restaurações no GO (p<0,001) e raspagens supragengivais no GE (p=0,025). Mesmo sem alimentação oral para GE, não foi observada diferença na frequência de higiene oral entre os grupos (p=0,320), sendo esta realizada predominantemente 2x ao dia (65%), com uso de escova e dentifrício, sendo limitado o uso de instrumentos auxiliares (40%).

Conclui-se que pacientes SCZ com via enteral estão mais susceptíveis a doenças periodontais, mesmo com relato de frequência regular de higiene oral. Este achado indica a necessidade de estratégias educativas mais específicas para este público.

PIa0074 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

ANÁLISE COMPARATIVA DOS VALORES DE COLUTÓRIOS COMERCIALIZADOS NO ESTADO DA BAHIA
Ana Bruna Ferreira Ribeiro, Marianna Miranda Sampaio, Érica Jamilly Mendes Ferreira, Priscila Moraes Lima, Manoelito Ferreira Silva-Junior
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi comparar o custo de colutórios comercializados no estado da Bahia. O estudo de análise econômica foi realizado com dados secundários públicos, baseado nos itens classificados conforme a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM:3306.90.00). Em sites de distribuidoras foram extraídas informações do código de barras (EAN), princípio ativo, presença de álcool, presença de fluoreto e quantidade em mililitros (mL). Os preços médios anuais (01/abril/2025 a 01/abril/2026) foram obtidos no aplicativo Preço da Hora para a Bahia. Foram excluídos colutórios do tipo spray, combo com outros produtos, infantis ou sem quantidade. Os valores anuais foram padronizados para 100 mL. A análise foi realizada no Bioestat (5.3) pelas medianas, utilizando os testes Mann-Whitney ou Kruskal Wallis/Dunn (p<0,05). Foram identificados 732 e incluídos 158 colutórios. Houve diferença entre os princípios ativos, onde colutórios com cloreto de cetilpiridínio (n=69, R$R$3,41), apresentou valores menores comparado a clorexidina (n=14, R$9,50) e óleos essenciais (n=28, R$5,57), mas sem diferença para triclosan (n=12, R$4,04) ou outros (n=35, R$4,33) (p<0,001). Os colutórios com fluoretados (n=93, R$4,26) apresentaram menores valores comparado aos não fluoretados (n=49, R$6,14) (p=0,0043). Não houve diferença significativa para colutórios com (n=22, R$4,33) ou sem álcool (n=124, R$4,69) (p=0,3489).

Os colutórios comercializados na Bahia apresentaram alta amplitude de preço. Os valores foram influenciados pelo tipo de princípio ativo e presença de fluoreto, mas não com a presença de álcool.

PIa0075 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Relação entre avaliação odontológica pré-operatória e infecções após cirurgias cardíacas: estudo retrospectivo
Nicole Galdino Rusaffa, Marcela Alves Dos Santos-paul, Ana Eliza Durães de Faria, Itamara Lucia Itagiba Neves, Ricardo Simoes Neves, Bianca de Fátima Borim Pulino, Raphael Capelli Guerra, Heloisa Fonseca Marão
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a prevalência e o histórico de infecções após cirurgias cardíacas coronárias e valvares em hospital terciário e verificar a relação entre essas infecções e a avaliação odontológica prévia. Foi realizado um estudo retrospectivo no InCor-HCFMUSP, avaliando pacientes submetidos à cirurgias cardíacas eletivas entre janeiro de 2018 e abril de 2019. Os dados foram obtidos de banco institucional e prontuários eletrônicos. Foram excluídos casos de urgência/emergência, infecções pré-cirúrgicas e registros incompletos. A avaliação odontológica foi composta de exame clínico e radiográfico e a liberação odontológica como ausência de focos infecciosos após tratamento. A análise estatística incluiu testes qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas e teste t de Student para variáveis quantitativas, adotando nível de significância de 5%. A amostra foi composta por 1276 cirurgias, com prevalência de infecção de 10,6%, sendo as infecções do sítio cirúrgico as mais prevalentes representando (6,2%), enquanto a pneumonia foi a menos observada (0,2%). O tempo de internação hospitalar e os óbitos relacionados à infecção apresentaram diferença estatisticamente significativa (p<0,0001). Em relação à avaliação odontológica, 62,3% dos pacientes no grupo de cirurgia valvar foram avaliados e 25,8% no grupo de cirurgia coronária. Não foi observada infecção em 89,8% dos pacientes que realizaram avaliação odontológica; houve uma diferença significativa entre a duração da internação hospitalar e a avaliação odontológica (p=0,0187; p=0,0317).

Desta forma, a prevalência de infecção pós-cirúrgica foi considerada alta e tempo de internação hospitalar foi menor nos pacientes que realizaram avaliação odontológica.

PIa0076 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

MALOCLUSÃO E BULLYING: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS EM ESCOLARES DE TERESINA-PI
José Renato da Costa Santos Filho, Maria Eduarda Matos Sousa, RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Lúcia de Fatima Almeida de Deus Moura, Marina de Deus Moura de Lima, Marcoeli Silva de Moura, Cacilda Castelo Branco Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal objetivou analisar a associação entre maloclusão e bullying verbal em escolares. Foram avaliados 1.053 escolares, de 8 a 10 anos de idade, matriculados em escolas públicas e privadas de Teresina, Piauí. Os dados foram coletados por meio de questionários socioeconômico e demográfico, versão brasileira do Child Perceptions Questionnaire (CPQ8-10), além de exame clínico das crianças. O bullying verbal foi avaliado por meio de pergunta "Nas últimas 4 semanas, com que frequência outras crianças tiraram sarro de você ou lhe apelidaram devido aos seus dentes ou sua boca?, do CPQ8-10. A maloclusão foi classificada pelo Dental Aesthetic Index (DAI) e cárie dentária pelos índices ceod/CPOD. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e regressão de Poisson com variância robusta (p<0,05). A prevalência de bullying verbal foi de 21,7% e a de maloclusão de 66,3%. Na análise ajustada, renda familiar de até 1 salário mínimo (RP=1,42; IC95%=1,07-1,90; p<0,016), experiência de cárie (RP=1,76; IC95%=1,33-2,34; p<0,001) e a maloclusão incapacitante (RP=1,60; IC95%=1,15-2,23; p=0,006) permaneceram associadas ao bullying verbal.

Conclui-se que maloclusão incapacitante, renda familiar, experiência de cárie foram fatores associados ao bullying verbal em escolares, reforçando a importância da saúde bucal na dimensão psicossocial do cuidado odontológico infantil.

(Apoio: CNPq  N° 1  |  CAPES  N° 2  |  UFPI  N° 3)
PIa0078 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

TENDÊNCIA TEMPORAL DAS AÇÕES COLETIVAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE BOCA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (2020-2025)
Beatriz Luiza Germinari Basana, Amanda Tenório Pedro, Flávio de Melo Garcia, Luiz Renato Paranhos, Cristiane Maria da Costa Silva
odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A implantação de ações coletivas de prevenção do câncer de boca (ACPC) no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço na consolidação de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e à redução da mortalidade. Este estudo analisou a tendência temporal dessas ações no Brasil (2020-2025) e associações com indicadores estruturais, assistenciais e de incidência da doença. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, utilizando dados do Sistema de Informações do SUS (DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram analisados o número ACPC realizadas, além do número de participantes, biópsias e de casos de câncer de boca por 100.000 habitantes. Os indicadores estruturais incluíram a cobertura de saúde bucal da atenção primária, Indice de Desenvolvimento Humano e de GINI. Tendências temporais foram avaliadas por regressão de Prais-Winsten, com estimativa das taxas de incremento anual (TIA) e as associações, por regressão de Poisson com variância robusta, utilizando o software R. Observou-se aumento significativo no número de ACPC no Brasil (TIA=68,28%; p=0,03), com crescimento em todas as macrorregiões, especialmente no Sul e Sudeste. O número de participantes e de biópsias também apresentou tendência crescente significativa em parte das regiões. A incidência de câncer de boca permaneceu estável no período (p>0,05). Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as ACPC e as demais variáveis (p>0,05).

Embora tenha sido observada expansão das ações coletivas e de biópsias, os casos de câncer de boca mantiveram-se estáveis. Esse padrão sugere possível aumento da capacidade de detecção, mas ainda sem evidência de alteração na tendência temporal da ocorrência da doença.

PIb0079 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Alterações no microbioma salivar em pacientes com câncer oral e de orofaringe submetidos à radioterapia e fotobiomodulação: estudo piloto
Alana Picetti, Mariana Bitú Ramos Pinto, Daiana da Silva Ferreira, Amanda de Farias Gabriel, Isadora Peres Klein, Lina Naomi Hashizume, Marco Antonio Trevizani Martins, Manoela Domingues Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pacientes com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (CECCP) submetidos à radioterapia frequentemente apresentam mucosite oral e disbiose salivar. Este estudo piloto avaliou longitudinalmente as alterações no microbioma salivar, considerando mucosite oral, higiene bucal e fotobiomodulação. Trata-se de coorte prospectiva com seis pacientes com CECCP submetidos à radioterapia de intensidade modulada (60-70 Gy), associada ou não à quimioterapia. Amostras salivares foram coletadas antes (0 Gy) e ao final do tratamento, analisadas por sequenciamento do gene 16S rRNA. Os pacientes foram distribuídos em protocolos de fotobiomodulação intraoral (n=4) ou extraoral (n=2). A higiene bucal foi classificada por escore validado e a mucosite oral segundo a OMS. A diversidade microbiana foi avaliada pelos índices de Shannon e Simpson, e a composição por análises multivariadas e LEfSe.

Observou-se redução da diversidade microbiana em pacientes com mucosite moderada a grave (p=0,03) e higiene bucal deficiente (p=0,04), sem associação com fotobiomodulação ou xerostomia. Alterações composicionais indicaram aumento de espécies formadoras de biofilme e redução de anaeróbios comensais. Os achados evidenciam a interação entre radioterapia, microbioma oral e desfechos clínicos em CECCP, destacando o papel da higiene bucal e o potencial da fotobiomodulação na mitigação da disbiose e melhora da qualidade de vida.

(Apoio: Desenvolvida no âmbito do INCT em Biofotônica Translacional em Odontologia  N° INCT-BIOFOTOBUCAL  |  CNPq  N° 46/2024 - Programa INCT - e N°05/2024 - PIBIC)
PIb0080 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Caracterização clínico-patológica e associação da razão neutrófilo-linfócito em carcinoma mucoepidermoide
Bárbara Fraklaite Fernandes Sandy, Enrico de Paula Colnago, Leandro Noronha Soares, Cleiton Rone Dos Santos Lima, Diego Antonio Costa Arantes
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo caracterizar os aspectos clínicos, demográficos e patológicos de pacientes com carcinoma mucoepidermoide atendidos em hospital de referência no Centro-Oeste do Brasil. Trata-se de estudo observacional, transversal e retrospectivo, com abordagem quantitativa, baseado na análise de prontuários clínicos e laudos anatomopatológicos de casos diagnosticados entre 1993 e 2026. Foram avaliadas variáveis demográficas, clínicas, histopatológicas e inflamatórias. A amostra apresentou média de idade de 41,6 anos, com predomínio do sexo feminino (63,3%). Observou-se maior frequência de tumores de baixo grau (56,7%), com localização predominante na glândula parótida (46,7%) e palato (30%). Houve predominância de tumores em estágio inicial, classificados como T1 (63,3%) e sem comprometimento linfonodal (53,3%), sendo a cirurgia isolada a principal modalidade terapêutica (80%). Valores reduzidos da razão neutrófilo-linfócito associaram-se significativamente a tumores de baixo grau (p=0,03) e à ausência de invasão perineural (p=0,04).

Os achados evidenciam, nos casos avaliados, perfil clínico de menor agressividade e sugerem a razão neutrófilo-linfócito como potencial marcador prognóstico em carcinoma mucoepidermoide.

PIb0081 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Granuloma do anel hialino: um estudo retrospectivo de 20 anos em um único centro brasileiro
Mateus Santos de Souza, Cindy Meriane Alves de Oliveira, Thaís Cachuté Paradella, Ana Lia Anbinder
Biociências e Diagnóstico Bucal INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O granuloma de anel hialino (GAH) é uma reação inflamatória crônica rara associada a material exógeno na região maxilofacial. Este estudo retrospectivo teve como objetivo analisar os aspectos clinicopatológicos, histopatológicos, histoquímicos e imunohistoquímicos do GAH, além de sua ocorrência em lesões císticas tratadas por marsupialização ou descompressão. Foram revisados laudos emitidos ao longo de um período de 20 anos em um laboratório de Patologia Oral e Maxilofacial, com reavaliação das lâminas. Vinte casos foram confirmados. Clinicamente, as lesões eram intraósseas, radiolúcidas, uniloculares, predominando na mandíbula e associadas a dentes permanentes, especialmente molares. Histopatologicamente, apresentaram inflamação crônica com células gigantes multinucleadas tipo corpo estranho e estruturas hialinas em anel, variando em número por caso. Material birrefringente foi observado em mais da metade dos casos, e mineralização em 50%. As colorações mostraram positividade variável ao Ácido Periódico de Schiff (PAS) e marcação colágena frequente pelo tricrômico de Masson. A imunohistoquímica para CD68 revelou variação na área marcada e na quantidade de células gigantes. Houve associação significativa (p<5%) entre marsupialização e maior área de imunomarcação para CD68, além de maior número de células gigantes. O GAH foi identificado em 18,2% das lesões císticas marsupializadas/descomprimidas.

Esses achados descrevem o perfil clinicopatológico do GAH e sugerem que marsupialização ou descompressão podem intensificar a resposta inflamatória, possivelmente ao facilitar a retenção de material vegetal.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/10982-0)



.