9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 1401 a 1410


PNf1042 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

A desinfecção de placa de fósforo fotoestimulável com ácido hipocloroso interfere na qualidade da imagem radiográfica?
Ana Júlia Cangussu Lima, Débora Costa Ruiz, Deborah Queiroz Freitas
Departamento de Radiologia Odontológica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo, foi avaliada a qualidade de imagens radiográficas obtidas com placas de fósforo fotoestimulável (PSP) após desinfecção com ácido hipocloroso na concentração de 210 ppm. Duas PSPs do sistema VistaScan, sem uso prévio, foram submetidas a ciclos de desinfecção com ácido hipocloroso a 210 ppm. Antes e após cada cinco ciclos, foram adquiridas duas radiografias de um bloco de acrílico e de uma escala de alumínio para cada placa. A análise objetiva foi realizada por meio do software ImageJ, com quantificação dos parâmetros de brilho, ruído, uniformidade e contraste. A análise de variância de um fator (ANOVA) foi utilizada para comparar as alterações nos valores de cinza ao longo dos ciclos de desinfecção (α = 0,05). A concordância intraexaminador foi avaliada pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Considerando o número de ciclos de desinfecção, o brilho apresentou redução progressiva ao longo do tempo (p < 0,0001). O ruído variou entre os ciclos sem um padrão consistente (p = 0,005), enquanto a uniformidade apresentou variação discreta, porém estatisticamente significativa (p = 0,028). De forma semelhante, o contraste também variou significativamente, com discreto aumento ao longo dos ciclos (p = 0,008). Apesar dessas alterações, as variações observadas foram de pequena magnitude, e a qualidade geral da imagem permaneceu relativamente estável ao longo de todos os ciclos de desinfecção.

Conclui-se que, do ponto de vista da qualidade objetiva da imagem, o uso de ácido hipocloroso a 210 ppm é adequado para a desinfecção de placas de fósforo fotoestimuláveis.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNf1043 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Perfil imuno-histoquímico e análise molecular do BRAF p.V600E em lesões odontogênicas de células fantasmas
Maria Gabriella Apolinário Xavier, Raisa Jordana Geraldine Severino-lazo, Karina Helen Martins, Andreza Victoria Andrade de Lima, Adauto Gomes Barbosa Neto, Pollianna Muniz Alves, Jorge Esquiche León, Marianne de Vasconcelos Carvalho
PPGO/UPE UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A especificidade da imunomarcação para BRAF p.V600E em lesões odontogênicas de células fantasmas tem sido questionada, especialmente em lesões associadas à via WNT/CTNNB1, como o cisto odontogênico calcificante (COC) e o tumor dentinogênico de células fantasmas (TDCF). Embora essas lesões sejam molecularmente relacionadas à via WNT, elas frequentemente apresentam características epiteliais semelhantes às observadas em ameloblastomas, neoplasias classicamente associadas à ativação da via MAPK e à mutação BRAF p.V600E. Este estudo teve como objetivo avaliar se a imunopositividade para BRAF p.V600E nessas lesões correspondem ao verdadeiro status mutacional. Foram analisados dez espécimes fixados em formalina e incluídos em parafina, sendo nove casos de COC e um de TDCF. A imunohistoquímica foi realizada com dois anticorpos específicos para BRAF p.V600E (VE1 e RM8), e os achados foram comparados à análise molecular por PCR quantitativo em tempo real. Todas as lesões apresentaram marcação citoplasmática difusa com ambos os anticorpos, principalmente nas áreas epiteliais adjacentes às células fantasmas e nas regiões sólidas do TDCF. Entretanto, a análise molecular demonstrou ausência da mutação BRAF p.V600E em todos os casos, evidenciando completa discordância entre a imunomarcação e o perfil genético.

Os achados sugerem que a positividade observada está relacionada a características fenotípicas intrínsecas do epitélio dessas lesões, e não à verdadeira ativação da via MAPK, reforçando a necessidade de confirmação molecular do status mutacional do BRAF em lesões odontogênicas com células fantasmas.

(Apoio: CNPq  N° 304241/2021-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2016/11419-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2022/07479-9)
PNf1044 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto das complicações orais na qualidade de vida durante TCTH versus terapia CAR-T: um estudo de coorte prospectivo
Laura Luiza Trindade de Souza, Maria Stella Nunes Araujo Moreira, Vanessa Dos Anjos Bovolenta, Humberto Villefort Silva Chaves, Maria Emília Mota, Fábio de Abreu Alves, Jayr Schmidt Filho, Graziella Chagas Jaguar
Estomatologia HOSPITAL A C CAMARGO - FUNDAÇÃO ANTONIO PRUDENTE (FAP)
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar o impacto das complicações orais na qualidade de vida de pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) e à terapia CAR-T. A hipótese foi que pacientes em terapia CAR-T apresentariam menor incidência de complicações orais e melhor qualidade de vida. Este estudo de coorte prospectivo incluiu 29 pacientes, distribuídos em TCTH autólogo, TCTH alogênico e CAR-T. As avaliações ocorreram em cinco fases: admissão, infusão, D+5/D+8, enxertia (ou ausência de complicações no grupo CAR-T) e alta. Foram realizados exame intraoral, avaliação de dor, odinofagia, disfagia, pH salivar e aplicação dos questionários OHIP-14 e FACT-BMT. Utilizaram-se testes qui-quadrado ou exato de Fisher e teste t ou Mann-Whitney (p≤0,05). A xerostomia foi frequente em todos os grupos, com maior intensidade na Fase 3, associada à redução do pH salivar. A disgeusia iniciou-se na Fase 2 e intensificou-se na Fase 4. A mucosite oral ocorreu apenas nos grupos TCTH, com pico na neutropenia, estando ausente no grupo CAR-T. Pacientes em CAR-T apresentaram melhores escores no OHIP-14. No FACT-BMT, os piores resultados ocorreram nas Fases 3 e 4, principalmente nos domínios físico, social/familiar e preocupações adicionais. Houve melhora clínica e da qualidade de vida na alta, exceto no domínio social/familiar do grupo autólogo.

Xerostomia e disgeusia foram as complicações orais mais frequentes durante ambas as terapias. A ausência de mucosite oral no grupo CAR-T esteve associada a melhores indicadores de qualidade de vida. O acompanhamento odontológico contribuiu para o controle de focos infecciosos e reforça a importância da monitorização oral em pacientes submetidos a terapias celulares avançadas.

PNf1045 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Proteínas de adesão focal na progressão de lesões odontogênicas: análise de p-paxilina, HIC-5 e vinculina
Nathália Fernandes Silva, Flávia Letícia Magalhães Lemos, Milena de Almeida Ramos, George Sumael da Silva Pantoja, Karolayne Aparecida Queiroz Vitelli, Maria Sueli da Silva Kataoka, Sergio de Melo Alves Junior, João De Jesus Viana Pinheiro
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a imunoexpressão de p-paxilina, HIC-5 e vinculina em amostras de ameloblastoma (AME), queratocisto odontogênico (QO), cisto dentígero (CD) e folículo dentário (FD). Assim, foi realizado estudo imuno-histoquímico em 20 casos de AME, 18 de QO, 10 de CD e 8 de FD. A análise estatística incluiu ANOVA one-way com pós-teste de Tukey para dados paramétricos e Kruskal-Wallis com pós-teste de Dunn para dados não paramétricos, além de correlação de Pearson e regressão linear simples. Todas as amostras apresentaram imunoexpressão das proteínas de interesse, com padrão de marcação granular predominantemente em citoplasma. Observou-se maior expressão de p-paxilina no grupo AME, em comparação aos grupos QO, CD e FD (p<0,001). O grupo QO apresentou expressão significativamente superior à do FD (p<0,01). A HIC-5 também demonstrou maior expressão no AME em relação ao CD (p<0,05) e ao FD (p<0,001), além de diferença estatisticamente significativa entre QO e FD (p<0,01). Em relação à vinculina, houve maior expressão no AME quando comparado ao CD (p<0,01) e ao FD (p<0,001). O QO, por sua vez, apresentou expressão significativamente maior que os grupos CD e FD (p<0,001). Além disso, no grupo QO, observou-se forte correlação negativa entre HIC-5 e vinculina (r=−0,7306; p<0,05), e a análise de regressão linear revelou coeficiente de determinação (R²) de 0,5338.

Dessa forma, nossos achados sugerem possível modulação diferencial de proteínas de adesão focal entre as lesões estudadas, especialmente no AME e no QO, podendo refletir em alterações na dinâmica do citoesqueleto, associadas à maior plasticidade celular e à formação de invadopódios, contribuindo para o comportamento biológico mais ativo dessas lesões.

PNf1047 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Perfil de pacientes com câncer de boca nos últimos 20 anos: uma análise de tendência epidemiológica em amostra institucional
Igor Ambrosio Gama Barroso, Anna Clara Ferreira de Araujo, Guilherme Santos Vinhandelli, Maria Paula Durso Vidal Panizzi, Raquel Baroni De Carvalho, Fernanda Mombrini Pigatti, Danielle Resende Camisasca Barroso, Liliana Aparecida Pimenta-Barros
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O câncer de boca (CB) constitui relevante problema de saúde pública devido à elevada incidência e morbimortalidade, sendo o carcinoma de células escamosas (CCE) o tipo histológico mais prevalente. Objetivou descrever o perfil clínico-patológico de pacientes diagnosticados com CB no curso de Odontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no período de 2004 a 2024 e identificar mudanças epidemiológicas. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, baseado na análise de prontuários clínicos e laudos histopatológicos do Serviço de Anatomia Patológica/Ufes. Variáveis sociodemográficas e clínico-patológicas foram analisadas por estatística descritiva. A amostra foi composta por 219 casos elegíveis, sendo 187 (85,4%) de CCE. Observou-se predomínio do sexo masculino (73,7%); indivíduos autodeclarados brancos (42,9%); idade superior a 50 anos, com destaque para as faixas etárias de 51 a 60 anos (29,2%) e 61 a 70 anos (30,3%). Quanto aos fatores de risco, 93 pacientes (71,5%) relataram histórico de tabagismo, e 72 (60,0%) relataram consumo de álcool. As lesões ocorreram, principalmente, em borda de língua. Registrou 40% com envolvimento linfonodal. A exposição solar mostrou-se significativa e relatada por 88 dos pacientes (66,7%). O subgrupo não tabagista e não alcoolista correspondeu a 16,6% dos 187 CCEs, maioria mulheres, acima de 70 anos de idade e menor envolvimento linfonodal (20%).

Embora o perfil epidemiológico tabaco/álcool foi mantido, indícios de mudanças no padrão da doença foram identificados, entretanto, sem impacto no diagnóstico tardio, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção, ampliação na educação em saúde e no diagnóstico precoce.

PNf1048 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação dos aspectos clínicos, microscópicos e da taxa de transformação maligna da leucoplasia oral - estudo retrospectivo
Yasmin Dos Santos Rodrigues, Tiago Carvalho Dos Santos, Mirella Lindoso Gomes Campos, Paulo Sérgio da Silva Santos, Izabel Regina Fischer Rubira Bullen, Camila Lopes Cardoso
Estomatologia e Radiologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar os aspectos clínicos e microscópicos da leucoplasia oral (LO) e a sua taxa de transformação maligna. Após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, estudo retrospectivo foi realizado através da análise de prontuários de pacientes com diagnóstico final de LO atendidos entre 1987 e 2025, no Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. Foram coletados os dados: sexo, idade, raça, localização, tipo clínico, tamanho da lesão, tabagismo, etilismo, displasia epitelial, tempo de acompanhamento e transformação maligna. Associações foram avaliadas através dos testes qui-quadrado e t de Student para amostras independentes. 453 casos foram analisados, entretanto, somente 140 atenderam aos critérios de inclusão. A amostra incluiu 62 mulheres e 78 homens, com média de idade de 57 anos e predomínio de pacientes brancos. O tipo homogêneo foi o mais prevalente (64,3%), assim como lesões de até 1 cm (44,3%). O tipo heterogêneo foi mais frequente em homens (88,9%) e foram identificados 18 casos de leucoplasia verrucosa proliferativa. As localizações mais acometidas foram mucosa bucal, gengiva e língua. Displasia epitelial foi observada em 58 casos (41,4%). A maioria dos pacientes era tabagista e poucos relataram etilismo. Durante o acompanhamento, de 1 a 18 anos, 13 casos (9,3%) apresentaram transformação maligna. Os achados indicam que a LO exige vigilância clínica contínua, controle de fatores de risco e registros detalhados para favorecer o diagnóstico precoce da transformação maligna.

Os achados indicam que a LO exige vigilância clínica contínua, controle de fatores de risco e registros detalhados para favorecer o diagnóstico precoce da transformação maligna.

PNf1049 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Expressão de proteínas relacionadas à hipóxia e ao potencial invasivo no granuloma central de células gigantes
Francisco Genardo Neto Almeida de Oliveira, Jefferson Diego da Silva Veiga, Milena de Almeida Ramos, Douglas Magno Guimarães, Adriana Etges, Maria Sueli da Silva Kataoka, Sergio de Melo Alves Junior, João De Jesus Viana Pinheiro
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a imunoexpressão das proteínas HIF-1α, ADAM-12, HB-EGF e NOTCH-1, associadas à hipóxia, sinalização pró-invasiva e remodelação tecidual, nos subtipos do granuloma central de células gigantes (GCCG). Foram incluídos 27 casos de GCCG, sendo 12 agressivos e 15 não agressivos, submetidos à técnica de imunohistoquímica. A quantificação da imunoexpressão foi realizada em cinco imagens representativas das células gigantes multinucleadas de cada caso. A comparação entre os grupos foi realizada pelo teste t ou Mann-Whitney, de acordo com a distribuição dos dados. Além disso, foram realizados testes de correlação e de regressão linear simples. Os resultados demonstraram maior expressão de HIF-1α, ADAM-12, HB-EGF e NOTCH-1 nos casos agressivos em comparação aos não agressivos (p < 0,001). Observou-se correlação positiva moderada a forte entre HIF-1α e ADAM-12 nas lesões agressivas (r de Spearman = 0,685; p < 0,05) e correlação moderada nas lesões não agressivas (r de Pearson = 0,520; p < 0,05). Adicionalmente, a regressão linear simples indicou que os níveis de HIF-1α explicaram 75,6% da variação observada na expressão de ADAM-12 nas lesões agressivas, enquanto nas lesões não agressivas essa proporção foi de 27,1%.

Esses achados sugerem que proteínas relacionadas à hipóxia, sinalização pró-invasiva e remodelação tecidual podem estar associadas ao comportamento biológico mais invasivo da variante agressiva do GCCG.

PNf1050 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Laser de diodo de alta potência como alternativa na remoção cirúrgica de condiloma acuminado oral: relato de casos
Luiz Filipe Nakasone Peel Furtado de Oliveira, Jose Narciso Rosa Assunção-junior, Pablo Agustin Vargas, Victor Perez Teixeira, Kamilly de Lourdes Ramalho Frazão, Gustavo Antonio Correa Momesso, Luana Campos, Ricardo Scarparo Navarro
Pós-Graduação UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus de DNA com tropismo pelo epitélio pavimentoso, podendo infectar a região de pele ou mucosa. O condiloma acuminado representa uma das lesões provocadas pelo HPV que pode acometer a cavidade oral, sendo fundamental o papel do cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento. O objetivo é apresentar relatos de casos de remoção cirúrgica de condiloma acuminado oral com laser de diodo de alta potência e lâmina. Caso 1; paciente do sexo feminino, 21 anos, com queixa de "ferida na língua", relata surgimento espontâneo de lesão em dorso de língua há 8 anos, sem dor ou desconforto devido à localização e volume da lesão. A exérese total da lesão foi realizada com laser de diodo de alta potência (980 nm), promovendo corte preciso, remoção conservadora, hemostasia, visualização do campo operatório e reparação favorável. Três meses após a paciente relatou ausência de sintomatologia e sem sinais de recidiva. Caso 2: paciente do sexo masculino, 48 anos, com lesões simultâneas no assoalho bucal e ventre de língua, com tempo de evolução desconhecido. A exérese total da lesão foi realizada com lâmina, havendo sangramento e necessidade de manobras de hemostasia, maior desconforto e reparação favorável. O anatomopatológico em todas as lesões mostrou confirmação do diagnóstico de condiloma acuminado. Em ambos os pacientes foram realizadas as orientações sobre a prevenção e tratamento de HPV.

Pode-se observar que o laser de diodo de alta potência é um instrumento cirúrgico seguro e efetivo na remoção de lesões em tecidos moles orais. É fundamental o papel do cirurgião dentista no diagnóstico e tratamento, além de ações educativas para a adoção de condutas preventivas e transmissão de infecções orais e sexualmente transmissíveis.

(Apoio: CAPES  N° 131604/2026-0)
PNf1051 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da qualidade geral de radiografias periapicais sintéticas geradas por inteligência artificial
Erielma Lomba Dias Julião, Lucas Augusto Almenara Dos Reis,, Julia Ellen Martins Rodrigues, Pedro Henrique Pereira da Silva Costa, Teresa Cristina Rangel Pereira, Débora Costa Ruiz, Sergio Lins de Azevedo Vaz
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve por objetivo avaliar a qualidade geral de radiografias periapicais sintéticas geradas por inteligência artificial (ChatGPT), em função da variação de comandos textuais (prompts), das versões gratuita e paga da ferramenta, e das arcadas superior e inferior. Oito regiões anatômicas da cavidade oral foram definidas como regiões de interesse, sendo quatro pertencentes à arcada superior e quatro à arcada inferior. Para cada região, foram elaborados três prompts com diferentes níveis de detalhamento (simples, intermediário e detalhado). Cada prompt foi submetido quatro vezes à plataforma ChatGPT, resultando na obtenção de doze radiografias sintéticas distintas por região (3 prompts × 4 submissões), para cada versão da ferramenta (gratuita e paga). Três avaliadores analisaram, em consenso, as 192 radiografias geradas (3 prompts × 4 submissões × 8 regiões × 2 versões) através de uma escala de três pontos (1-inviável para uso, 2-razoável e 3-excelente). Para a análise estatística as radiografias foram agrupadas em arcadas superior e inferior. Os dados foram submetidos aos testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados indicaram que, embora a qualidade geral das radiografias sintéticas tenha sido baixa, a versão do ChatGPT utilizada exerceu influência significativa sobre essa qualidade (p<0,001), com melhor desempenho observado na versão gratuita. O tipo de prompt e as diferentes regiões anatômicas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas (p>0,05).

Conclui-se que a qualidade geral das radiografias periapicais sintéticas geradas pelo ChatGPT é influenciada pela versão da ferramenta, com melhor desempenho observado na versão gratuita.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo - FAPES)
PNf1052 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 12/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Abscesso Apical Agudo em Paciente Oncológicos em Quimioterapia: Um Estudo Retrospectivo
Isabela Canola Martins, Maria Emília Mota, Laura Luiza Trindade de Souza, Fábio de Abreu Alves, Graziella Chagas Jaguar, Maria Stella Nunes Araujo Moreira
Estomatologia HOSPITAL A C CAMARGO - FUNDAÇÃO ANTONIO PRUDENTE (FAP)
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pacientes submetidos à quimioterapia apresentam maior susceptibilidade a complicações infecciosas devido às alterações imunológicas associadas ao tratamento quimioterápico. Os abscessos apicais agudos (AAA) podem representar focos infecciosos relevantes e impactar a continuidade da terapia oncológica. Assim, este estudo teve como objetivo caracterizar os AAA em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia e identificar possíveis fatores associados ao seu desenvolvimento. Foi realizado um estudo observacional retrospectivo com coleta de dados por meio dos sistemas Tasy®️ e Cliniview®️. Foram incluídos pacientes ≥18 anos que desenvolveram AAA durante a quimioterapia. Pacientes edêntulos foram excluídos. Foram identificados 20 casos de AAA, com predominância do sexo feminino (70%) e idade média de 50 anos. Tumores sólidos corresponderam a 65% dos casos, majoritariamente em estágios avançados (T3-T4, 60%). Agentes à base de platina e antimetabólitos foram os regimes quimioterápicos mais frequentes (36,8% cada). Os AAA ocorreram principalmente nos ciclos iniciais da quimioterapia (C1-C2, 53%). Os molares foram os dentes mais acometidos (66,7%). Lesões de periodontite apical foram observadas em 88,9% dos casos, com diâmetro máximo médio de 3,75 mm. Os níveis de proteína C reativa aumentaram durante o AAA e reduziram após o tratamento. As médias de leucócitos e neutrófilos durante o AAA foram de 6.081,6/µL e 4.835,3/µL, respectivamente.

Conclui-se que os AAA em pacientes oncológicos em quimioterapia ocorrem com maior frequência nos ciclos iniciais do tratamento. A avaliação odontológica precoce e estratégias preventivas são fundamentais para reduzir complicações e garantir maior segurança ao cuidado oncológico.

(Apoio: CAPES  N° 88887.175622/2025-00)



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