9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 1311 a 1320


PNe0942 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos de dois protocolos de concentrados sanguíneos na cicatrização óssea associados a enxertos xenógenos
Ulli da Costa Cunha Martins, Débora de Souza Ferreira Sávio, Flávia Aparecida Chaves Furlaneto, Carlos Fernando de Almeida Barros Mourão, Roberta Okamoto, Sérgio Luís Scombatti de Souza, Michel Reis Messora
Depto CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a neoformação óssea em defeitos críticos (DTCs) na calvária de ratos tratados com enxerto ósseo xenógeno associado ou não a concentrados sanguíneos autólogos obtidos por centrifugação horizontal (H-PRF) ou de ângulo fixo (L-PRF). Foram criados DTCs na em 24 ratos, distribuídos nos grupos: coágulo sanguíneo (C), xenoenxerto (XEN), XEN+L-PRF e XEN+H-PRF (n=6). Injeções de calceína e alizarina foram realizadas aos 14 e 30 dias. Após 35 dias, os animais foram eutanasiados e os defeitos avaliados por microtomografia quanto ao volume ósseo (BV/TV), densidade de conectividade (Conn.Dn), separação trabecular (Tb.Sp) e volume de partículas ósseas remanescentes (VPR). Também foram realizadas análises por microscopia de fluorescência para taxa de aposição mineral (MAR), histomorfometria para área de osso neoformado (AON) e análises histopatológicas. Os grupos XEN+L-PRF e XEN+H-PRF apresentaram maiores valores de BV/TV e menores de Tb.Sp em comparação aos grupos C e XEN (p<0,05). O grupo XEN+H-PRF mostrou maiores valores de Conn.Dn, aposição de alizarina, MAR e AON em relação aos demais grupos (p<0,05).

Os concentrados autólogos L-PRF e H-PRF potencializaram a neoformação óssea, sendo o protocolo de centrifugação horizontal o de maior potencial biológico para regeneração óssea.

PNe0945 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

NANOESTRELAS DE OURO SEM CTAB: CARACTERIZAÇÃO E BIOCOMPATIBILIDADE PARA APLICAÇÕES EM PERIODONTIA E IMPLANTODONTIA
Juliana de Lima Teixeira Macedo, Thalles Gabriel Germano Lima, Geraldo Fonseca de Gouveia Neto, Maria Heloísa da Conceição Tavares de Lima, Amanda Maria Borba de Arruda Ribeiro, Audrey Nunes de Andrade, Daniela Siqueira Lopes
Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Implantes dentários apresentam boas taxas de sobrevida, porém descontinuidades na interface osso-transmucoso favorecem colonização microbiana. Nesse sentido, a nanotecnologia permite modular superfícies de titânio para aplicações preventivas e terapêuticas. As nanoestrelas de ouro destacam-se por sua morfologia anisotrópica e capacidade de interação celular. O surfactante brometo de cetiltrimetilamônio (CTAB), embora confira estabilidade e controle morfológico às nanopartículas devido às suas características físico-químicas, sua citotoxicidade impõe a necessidade de investigação e desenvolvimento de alternativas mais seguras. O objetivo desse estudo foi caracterizar nanoestrelas de ouro (AuNS) na ausência de CTAB e avaliar sua biocompatibilidade para periodontia e implantodontia. Trata-se de estudo experimental in vitro, no qual AuNS foram sintetizadas pelo método seed-mediated adaptado, substituindo CTAB por polivinilpirrolidona (PVP). A caracterização incluiu espectroscopia de absorção ultravioleta e visível, espalhamento de luz dinâmico (DLS), potencial zeta e microscopia eletrônica de transmissão (MET). Ensaios de citotoxicidade (MTT) foram conduzidos em células viáveis peri-implantares. As AuNS apresentaram raio hidrodinâmico de 120 nm, índice de polidispersão de 21,6%, potencial zeta de -17,8 mV (estabilidade moderada a alta) e tamanho médio de 18 nm ao MET. A viabilidade celular manteve-se acima de 80% até 5,38 ppm, com redução progressiva em maiores concentrações.

Conclui-se que a síntese de AuNS sem CTAB é viável, resultando em nanopartículas estáveis, com morfologia estelar bem definida e biocompatível em baixas concentrações, indicando potencial para aplicações peri-implantares.

(Apoio: CAPES  N° 88887.294040/2026-00)
PNe0947 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Revestimento de polipirrol e zinco em titânio tratado com PEO: uma abordagem para superfícies antimicrobianas e desempenho eletroquímico
Júlia Maria Teixeira Teodoro, Bruna Egumi Nagay, Thais Terumi Sadamitsu Takeda, Valentim Adelino Ricardo Barão, Maria Helena Rossy Pantoja Borges
Prótese Total FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo, desenvolvemos um revestimento de polipirrol (PPy) funcionalizado com zinco em duas etapas sobre titânio tratado por oxidação eletrolítica por plasma (PEO) para conferir atividade antimicrobiana. As superfícies foram caracterizadas em termos de morfologia/características físico-químicas e comportamento mecânico. A avaliação eletroquímica foi realizada por meio de um potenciostato conectado a uma célula de três eletrodos e com solução de fluído corpóreo (SBF). O potencial antimicrobiano contra biofilme monoespécie (S. sanguinis e E. coli) e polimicrobiano (microcosmo) foi avaliado quanto às unidades formadoras de colônia (UFC/mL) e estrutura do biofilme por MEV. A citotoxicidade em células pré-osteoblásticas MC3T3-E1 foi avaliada pelo ensaio de MTT. Um filme de PPy foi capaz de se formar em todas as superfícies e a presença de Zn não influenciou no achado. O grupo PEO-PPy/Zn obteve maior rugosidade (p < 0,05) e ângulo de contato e a dureza (p < 0,05) e a adição de Zn aprimorou as propriedades eletroquímicas. O Zn conferiu ação antimicrobiana eficaz e o filme PEO-PPy/Zn demonstrou citocompatibilidade adequada.

Assim, o tratamento PEO+PPy/Zn é uma alternativa promissora para implantes dentários devido a sua produção simples e acessível.

(Apoio: CNPq  N° 2023/2024)
PNe0948 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do diâmetro das plataformas protéticas na perda óssea peri-implantar: ensaio clínico randomizado longitudinal de 10 anos
Fabio Augusto Soares da Silva, Carina Maciel Silva-boghossian, Roberto Sales e Pessoa, Witalo Pereira de Jesus, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira, Michel Reis Messora
odontologia restauradoura UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre o diâmetro das plataformas protéticas e a perda óssea e parâmetros clínicos peri-implantares. Para tanto, um ensaio clínico randomizado longitudinal, com delineamento split-mouth, incluiu 12 pacientes edêntulos que receberam 4 implantes (n = 48) hexágono externo (4,5 × 13 mm) e subdivididos em 4 grupos de diferentes plataformas protéticas: (G1) 4,5 mm (platform matching - controle), (G2) 4,1 mm (platform switching - PS 0,4 mm), (G3) 3,8 mm (PS 0,7 mm) e (G4) 3,3 mm (PS 1,3 mm). A perda óssea peri-implantar foi avaliada por radiografias padronizadas (distância plataforma-primeiro contato osso-implante) em 1, 5 e 10 anos. Parâmetros clínicos após 10 anos incluíram profundidade de sondagem (PS) e espessura da mucosa peri-implantar (EMP) em milímetros, além do % sangramento à sondagem (SS). A análise por modelos lineares mistos para medidas repetidas considerou efeitos de grupo, tempo e interação grupo×tempo para perda óssea radiográfica, além de teste anova e qui-quadrado para investigação dos parâmetros clínicos (p < 0,05). Houve efeito significativo do tempo (p<0,001), com aumento progressivo da perda óssea, sem efeito do diâmetro (p=0,233) ou da interação grupo×tempo (p=0,305). As médias variaram de 0,08-0,41 mm (1 ano), 0,79-1,29 mm (5 anos) e 0,72-1,43 mm (10 anos). Não houve diferenças entre os grupos (p > 0,05) para PS (GC - 1,18±0,72; G1 - 1,34±0,80; G2 - 1,38±0,79 e G3 - 1,34±0,78), SS (GC - 25,0%, G1 - 29,2%, G2 - 27,1% e G3 - 22,9%) e EMP (GC - 1,81± 0,98; G1 - 2,25±1,24; G2 - 2,29±0,93 e G3 - 2,11±0,96).

Diferentes diâmetros de plataformas protéticas não influenciaram significativamente a perda óssea radiográfica nem parâmetros clínicos peri-implantares ao longo de 10 anos de acompanhamento.

(Apoio: CAPES  N° 33002029034P-7)
PNe0949 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Nanoestrelas de ouro: caracterização físico-química, citotoxicidade e ação antimicrobiana isoladas e juntas à prata na peri-implantite
Geraldo Fonseca de Gouveia Neto, Maria Heloísa da Conceição Tavares de Lima, Juliana de Lima Teixeira Macedo, Thalles Gabriel Germano Lima, Audrey Nunes de Andrade, Amanda Maria Borba de Arruda Ribeiro, Daniela Siqueira Lopes
Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho busca investigar o potencial antibacteriano e a citotoxicidade de nanoestrelas de ouro, isoladas e com nanopartículas de prata, frente aos microrganismos relacionados às infecções peri-implantares. As nanoestrelas de ouro livres de Brometo de Cetiltrimetilamônio (CTAB) foram sintetizadas e depois associadas às suspensões de nanopartículas de prata (AgNP's), as quais foram caracterizadas por Espectroscopia de Absorção Ultravioleta e Visível, Potencial Zeta, Espalhamento de Luz Dinâmico e Microscopia Eletrônica de Transmissão. A citotoxicidade foi avaliada por ensaio de MTT. A análise antibacteriana foi avaliada pela Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e Teste de Formação de biofilme. Os microrganismos testados foram: Streptococcus mutans, Staphylococcus aureus suscetíveis à Meticilina, Staphylococcus aureus resistentes a meticilina, Porphyromonas gingivalis e Fusobacterium Nucleatum. Nanoestrelas isoladas apresentaram alta biocompatibilidade em concentrações < 5,38 ppm. Na razão 1:1 (Ag:Au), observou-se efeito bactericida contra gram-positivos, com destaque para S. mutans. Na razão 1:3, também houve efeito bactericida em concentrações mais elevadas de ouro. Para os gram-negativos, apenas a proporção 1:1 apresentou efeito bacteriostático. A presença do ouro modulou a citotoxicidade do sistema associado.

As nanoestrelas livres de CTAB apresentaram biocompatibilidade adequada, sobretudo, quando associadas às (AgNP's) demonstraram atividade antibacteriana relevante contra microrganismos analisados, evidenciando potencial para aplicações mais seguras no controle de infecções peri-implantares.

(Apoio: CAPES  N° 88887.959090/2024-00)
PNe0950 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Revestimento guiado por carga com quitosana e poli-L-lisina promove efeito antimicrobiano e anticorrosivo em implantes de titânio
Ayrton Geroncio Silva, João Pedro Dos Santos Silva, João Victor Cunha Cordeiro, Nilson C Cruz, Elidiane Cipriano Rangel, João Gabriel Silva Souza, Bruna Egumi Nagay, Valentim Adelino Ricardo Barão
Protese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Revestimentos de superfície de implantes surgem como estratégias que visam minimizar a infecções peri-implantares. Objetivou-se desenvolver um revestimento bicamada de quitosana (CH) e poli-L-lisina (PLL) para o tratamento de infecções peri-implantares, utilizando discos de titânio (Ti) previamente tratados por tratamento hidrotérmico (HT) e plasma eletrolítico de oxidação (PEO) (grupos controle). Nos grupos experimentais, uma camada de CH foi depositada sobre as superfícies dos discos tratados, originando HT@CH e PEO@CH, seguida da deposição de PLL, formando HT@CH-PLL e PEO@CH-PLL. Foram realizadas caracterizações físico-químicas, tribológicas, eletroquímicas, microbiológicas e biológicas in vitro. O revestimento bicamada (CH-PLL) apresentou menor rugosidade, caráter hidrofílico, carga positiva (+4.68 mV) e melhor desempenho mecânico comparados aos controles (P<0,05). Além disso, o grupo PEO@CH-PLL exibiu maior resistência à corrosão (P<0,05). Os revestimentos com PLL também apresentaram efeito antimicrobiano antiadesivo, com redução significativa de Staphylococcus aureus (3,9 log10), Escherichia coli (3,1 log10) e biofilme polimicrobiano (1,8 log10), em comparação aos demais grupos (P<0,05). Ainda, os grupos com PLL apresentaram citocompatibilidade em células pré-osteoblásticas MC3T3-E1 em 7 dias de cultivo.

Esses resultados evidenciam o potencial de superfícies modificadas com PLL como estratégia promissora para reduzir infecções peri-implantares iniciais e, simultaneamente, favorecer a osseointegração.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/05142-2  |  CAPES  N° 001)
PNe0951 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Funcionalização de implantes com hidroxiapatita biomimética associada a magnésio para otimizar a osseointegração
Eduardo Enrique Reyes Guzmán, Ana Paula Ramos, Rodrigo Capalbo da Silva, João Pedro Justino de Oliveira Limírio, Vitoria Bottene Casagrande, Ana Carla Gonçales de Souza, Fellippo Ramos Verri, Hiskell Francine Fernandes e Oliveira
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a funcionalização de implantes com filmes de hidroxiapatita (HA) biomimética substituída por magnésio (HAMg), investigando aspectos físico-químicos, biomecânicos e biológicos da osseointegração. Foram comparadas superfícies comerciais submetidas a jateamento seguido de ataque ácido (SLA) com superfícies HA e HAMg, obtidas pelo método de deposição de monocamadas de Langmuir-Blodgett. As amostras foram caracterizadas quanto à morfologia por microscopia eletrônica de varredura (MEV), molhabilidade superficial e citotoxicidade in vitro (linhagem MC3T3-E1), ensaio MTT nos períodos de 7 e 14 dias. No estudo in vivo, 12 coelhos receberam implantes cone morse (3,5 × 10 mm) nas tíbias, com avaliações em 2 e 4 semanas. Foram mensurados o coeficiente de estabilidade do implante (ISQ), o torque de remoção (TR) e realizada análise por microtomografia computadorizada (micro-CT). in vitro, todas as superfícies apresentaram diferenças topográficas e ausência de citotoxicidade, sendo que o grupo HAMg demonstrou maior viabilidade celular. O grupo SLA apresentou maior ângulo de contato, enquanto as superfícies experimentais exibiram maior hidrofilicidade, favorecendo o crescimento osteoblástico. Em 2 semanas, o grupo HA apresentou maior ISQ e TR em relação ao SLA, indicando melhor estabilidade inicial, mantida em 4 semanas. A análise microtomográfica evidenciou maior volume ósseo no grupo contendo magnésio em 2 semanas, sugerindo estímulo à neoformação óssea precoce.

Conclui-se que superfícies funcionalizadas com hidroxiapatita, especialmente associada ao magnésio, promovem melhor desempenho na osseointegração quando comparadas à superfície SLA convencional.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNe0952 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Descontaminação de titânio com ácido cítrico: da integridade superficial ao equilíbrio biológico e antimicrobiano
Mirtes Maria Ferreira Corrêa, Mariana Alves Dos Santos, João Pedro Dos Santos Silva, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Samuel Santana Malheiros, Jairo Matozinho Cordeiro, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
Departamento de Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As doenças peri-implantares representam um desafio clínico, exigindo estratégias eficazes de remoção de biofilme que preservem a integridade do material. Assim, este estudo avaliou os efeitos antimicrobianos, físico-químicos, eletroquímicos e biológicos de agentes usados na descontaminação de titânio (Ti), com foco na identificação da concentração ideal de ácido cítrico (AC). Foram analisadas a integridade de superfície, comportamento eletroquímico e adsorção de proteínas após imersão por 1 min em solução salina tamponada (controle), clorexidina 0,2% (CHX), peróxido de hidrogênio 3% (PH), hipoclorito de sódio 1% (HS) e AC (10-40%). A atividade antimicrobiana foi avaliada em modelo de biofilme polimicrobiano sob condições aeróbias e anaeróbias. Efeitos biológicos foram analisados pela mineralização em superfícies tratadas, viabilidade de fibroblastos e pré-osteoblastos. Dados foram analisados estatisticamente (α=0,05). HS e AC40 causaram danos morfológicos e redução do teor de Ti. Em contraste, AC10-30 preservaram a superfície e apresentaram comportamento eletroquímico mais nobre. HS, AC30 e AC40 reduziram significativamente o biofilme (≈6log; p<0,05), indicando efeito dependente da concentração, enquanto CHX e HP foram semelhantes ao controle. A adsorção proteica foi semelhante entre grupos, porém CHX reduziu a viabilidade e alterou morfologia celular. Após 14 dias, superfícies tratadas com CHX e AC30 apresentaram maior formação de nódulos mineralizados (p<0,05).

CHX e PH não reduziram o biofilme e HS induziu danos superficiais. Por sua vez, AC30 mostrou equilíbrio entre ação antimicrobiana, integridade superficial e efeitos biológicos, indicando potencial como adjuvante no tratamento da peri-implantite.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° 24/15196-2)
PNe0953 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O EFEITO DE DENTIFRÍCIOS COM DIFERENTES PRINCÍPIOS ATIVOS NA MUCOSITE PERI-IMPLANTAR: UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
Débora Fachinelli Nishi de Souza, Lais de Paula Sumback Sivila Souza, Fernanda Angelio da Costa Deller, Mauricio Guimarães Araújo, Flavia Matarazzo
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o efeito do uso de dentifrícios contendo clorexidina 0,12% (CHX-DF) ou enzimas (ENZ-DF) como adjuvante ao tratamento e na prevenção secundária da mucosite peri-implantar (MPi), em indivíduos com implantes dentários, por 6 meses. Neste ensaio clínico controlado, randomizado, paralelo e duplo-cego, foram incluídos 51 indivíduos (56,5 ± 13,7 anos) com MPi em pelo menos um implante suportando próteses unitárias ou múltiplas. Após a terapia não cirúrgica da MPi, os participantes foram aleatoriamente distribuídos nos grupos: Grupo teste 1 - CHX-DF 0,12%; Grupo teste 2 - ENZ-DF; e Grupo controle - dentifrício fluoretado. Todos usaram o respectivo dentifrício 2 vezes ao dia, por 2 minutos. A avaliação dos parâmetros clínicos - índice de placa (IP), sangramento à sondagem (SS) e índice de manchamento de Lobene (IML) - foi realizada no início do tratamento (T0) e após 1 (T1), 3 (T2) e 6 (T3) meses. Os testes ANOVA, Kruskal-Wallis e Friedman foram usados para análise estatística, com nível de significância de 5%. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos nos parâmetros clínicos avaliados em nenhum tempo experimental. Apesar dos três grupos de tratamento terem apresentado uma redução significante no IP em T1, T2 e T3 comparado com T0, somente o grupo CHX-DF apresentou uma redução significativa no SS nos tempos T1 e T2, enquanto os outros grupos apresentaram SS semelhante até o final do estudo. Em T3, o grupo CHX-DF retornou o SS aos níveis iniciais. Após o tratamento houve redução no diagnóstico de MPi, mas sem diferença estatisticamente significante entre os grupos.

Conclui-se que dentifrícios antimicrobianos podem trazer benefícios em curto prazo na MPi, porém sem vantagens adicionais após 6 meses.

PNe0954 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Taxa de sucesso e sobrevivência de implantes cerâmicos de duas peças: estudo coorte retrospectivo com acompanhamento de até três anos
Aline Mattos Luiz, Francisco Augusto Horta Dos Santos, Ain Yamazaki, Alexandre Marques Paes da silva, Mayla Kezy Silva Teixeira, Daniel de Moraes Telles, Eduardo José Veras Lourenço
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os implantes cerâmicos de zircônia têm sido propostos como alternativa aos implantes de titânio, embora as evidências clínicas ainda estejam em consolidação. Este estudo avaliou a taxa de sobrevivência de implantes cerâmicos mediatos de duas peças e a influência de variáveis clínicas na ocorrência de falhas. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo observacional com 132 implantes instalados em 95 pacientes, com acompanhamento de até três anos. A taxa de sobrevivência foi de 95,45%, com seis falhas (4,55%), predominantemente precoces. A sobrevivência foi semelhante entre provisionalização imediata (95,89%) e tardia (94,92%), bem como entre torques ≤30 N·cm (93,75%) e >30 N·cm (95,69%). Implantes em fumantes apresentaram menor taxa de sucesso (88,9%) em comparação aos não fumantes (95,9%), sem diferença estatística. Nos implantes reavaliados clinicamente (n=48), observaram-se baixa prevalência de placa (12,5%) e sangramento à sondagem em 35,4%, indicando condições peri-implantares favoraveís.

Conclui-se que os implantes cerâmicos de zircônia de duas peças apresentam elevada taxa de sobrevivência, podendo representar uma alternativa previsível aos implantes de titânio.




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