9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 991 a 1000


PNd0586 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da cirurgia ortognática na qualidade de vida associada à saúde bucal de indivíduos com fissura labiopalatina
Katheleen Miranda Dos Santos, Bernardo Olsson, Talita Farias Miksza, Delson João da Costa, Aline Monise Sebastiani, Rafaela Scariot
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi comparar a qualidade de vida associada a saúde bucal (QVRSB) de indivíduos com fissura labiopalatina (FLP) antes e após 6 meses da cirurgia ortognática. Foram incluídos indivíduos adultos com FLP, não sindrômicos, com deformidade dentofacial (DDF), no Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal. As variáveis independentes obtidas foram sexo, idade, raça, assimetria facial e fenótipo da FLP (uni/bilateral). A QVRSB e seus domínios foram obtidos com o instrumento Perfil do Impacto da Saúde Bucal - 14 (OHIP-14) antes e 6 meses pós-cirurgia. Os valores obtidos foram comparados utilizando o teste de Wilcoxon. Dos indivíduos incluídos, 58% eram mulheres, 54% tinham idade menor ou igual a 21 anos, 69% eram brancos, 58% apresentaram assimetria facial, e 73% FLP unilateral. Referente ao valor total e aos domínios do OHIP-14, foi observada melhora na autopercepção da QVRSB no valor total (p = 0,002), no domínio "desconforto psicológico" (p = 0,015), "incapacidade psicológica" (p = 0,002), "incapacidade social" (p = 0,001) e "deficiência" (p < 0,001). No pós-operatório de 6 meses, houve melhora na QVRSB nas mulheres (p = 0,007), nos maiores que 21 anos (p = 0,008), nos brancos (p = 0,008), nos assimétricos (p = 0,013), nos com FLP unilateral (p = 0,034) e FLP bilateral (p = 0,024).

A correção da DDF melhorou a QVRSB das mulheres, de indivíduos maiores que 21 anos, de raça branca, assimétricos e com FLP unilateral e bilateral. A melhora ocorreu considerando o valor total do OHIP-14 e os domínios envolvendo fatores psicológicos, sociais e limitantes envolvidos na autopercepção da QVRSB de indivíduos adultos com FLP.

PNd0587 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos da antibioticoterapia pós-operatória na prevenção de infecções em terceiros molares: ensaio clínico randomizado triplo cego
Marcelo Vinícius Andrade Lima, Kaique Rael Ferreira Silva, Heloisa Fonseca Marão, Angélica Castro Pimentel, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres, Rafael Pino Vitti, Gustavo Antonio Correa Momesso
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, triplo-cego, teve como objetivo avaliar os efeitos da antibioticoterapia pós-operatória na incidência de complicações, como alveolite e infecções locais, após extrações de terceiros molares inferiores, além de analisar dor, trismo e edema no pós-operatório. Foram avaliadas 60 extrações em 41 pacientes, entre 18 e 35 anos, sem patologias, com terceiros molares inferiores retidos, atendidos na Universidade Santo Amaro (UNISA). A amostra foi dividida em quatro grupos (15 dentes cada): (1) antibiótico pré e pós-operatório; (2) apenas pré-operatório; (3) apenas pós-operatório; (4) placebo. A dor foi mensurada pela escala visual analógica (VAS) em 6, 12, 24, 48, 72 horas e 7 dias. Edema e abertura bucal foram avaliados no pré, 48 horas e 7 dias. A presença de infecção foi observada em todas as consultas. Os resultados mostraram que os grupos com antibiótico pós-operatório (grupos 1 e 3) apresentaram menor edema nas primeiras 24h em relação ao grupo pré-operatório isolado. O grupo com antibiótico pré e pós apresentou melhores resultados de trismo nas primeiras 48h, sendo semelhante ao grupo pós-operatório no 7º dia. Também apresentou menor incidência de alveolite em 48h e 7 dias. Conclui-se que a antibioticoterapia pré e pós-operatória promoveu melhores resultados em dor, trismo, edema e infecção, destacando-se o uso pós-operatório como fator comum entre os melhores desfechos.

Conclui-se que a antibioticoterapia pré e pós-operatória promoveu melhores resultados em dor, trismo, edema e infecção, destacando-se o uso pós-operatório como fator comum entre os melhores desfechos.

PNd0588 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da impressão 3D no planejamento e execução de exodontias de terceiros molares mandibulares impactados serviço público de saúde
Franciel Alves Nascimento, Felipe Gomes Gonçalves Peres Lima, Larissa Gonçalves Cunha Rios, Deyverton dos Santos Mendes, Carlos José Soares, Thiago Leite Beaini, Priscilla Barbosa Ferreira Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto do uso de biomodelos obtidos por impressão 3D no planejamento e execução de exodontias de terceiros molares mandibulares impactados, em comparação ao planejamento convencional por tomografia computadorizada de feixe cônico, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo transversal comparativo com 21 pacientes, do ambulatório especializado da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Adotando critérios específicos quanto à morfologia da retenção e impactação dentária, o protocolo baseou-se na associação de tomografia computadorizada de feixe cônico à confecção de protótipos via manufatura aditiva, após segmentação e preparo digital no software Blender. Os biomodelos foram gerados e impressos por tecnologia FDM. Foram avaliados os parâmetros: planejamento pré-operatório, preparo do paciente, comunicação profissional-paciente, execução da sequência operatória, performance clínica, localização anatômica e tempo cirúrgico. Os dados foram coletados por questionário aplicado aos cirurgiões, com variáveis ordinais (-2 a +2) e tempo em minutos. A análise estatística incluiu estatística descritiva, teste de Mann-Whitney U e regressão logística multivariada para controle de variáveis de confusão. Os resultados demonstraram diferença estatisticamente significativa apenas para o parâmetro comunicação com o paciente (p=0,005). Não foram observadas diferenças significativas nos demais parâmetros avaliados.

Conclui-se que os biomodelos 3D contribuem principalmente para a melhoria da comunicação clínica, apresentando aplicabilidade como ferramenta auxiliar no contexto do SUS.

(Apoio: CAPES  N° Nº#001  |  CNPq  N° Nº INCT Saúde Oral e Odontologia # 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° #RED 00204-23 #APQ-03238-24 #APQ-03041-23)
PNd0589 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Caracterização de vesículas extracelulares derivadas de células-tronco mesenquimais e seu efeito sobre a diferenciação osteoblástica
Elisa Borges Taveira, Maria Carolina Coelho Bellini, Maryanne Trafani de Melo, Maria Paula Oliveira Gomes, Thamires Mazzola, Yasmin Milhomens Moreira, Pietro Ciancaglini, Adalberto Luiz Rosa
Departamento Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Vesículas extracelulares (EVs) são mediadoras da comunicação intercelular, com uso potencial nas terapias baseadas em células-tronco mesenquimais (MSCs). Os objetivos deste estudo foram: obter e caracterizar EVs de MSCs, avaliar sua internalização por MSCs e seu efeito sobre a diferenciação osteoblástica de MSCs. EVs obtidas de MSCs derivadas de medula óssea de ratos foram caracterizadas por detecção proteica, análise de rastreamento de partículas (NTA) e microscopia eletrônica de transmissão (TEM). A internalização de EVs foi avaliada em MSCs tratadas com 10 e 20 µg de EVs, por microscopia confocal, ao final de 12 horas. MSCs foram cultivadas em meio osteogênico por 7 dias que, 24 horas antes dos ensaios, foi substituído por meio osteogênico com soro fetal bovino livre de vesículas, sem acréscimo de EVs (controle) ou com 10 µg e 20 µg de EVs. A diferenciação osteoblástica foi avaliada por expressão gênica (n=4) e atividade de fosfatase alcalina (ALP) (n=6), e os dados foram comparados por ANOVA (p<0,05). As proteínas ALIX e CD63 foram detectadas nas EVs e a NTA mostrou uma população de EVs homogênea, com densidade de 1011 partículas/mL e dimensões entre 100 e 300 nm. A TEM evidenciou características morfológicas de EVs, variando do formato esférico ao cup-shaped. A internalização de EVs por MSCs foi observada nas duas concentrações, com maior densidade nas culturas tratadas com 20 µg de EVs. A expressão gênica de Alp (p≤0,0003) e osteopontina (p<0,0001), e a atividade de ALP (p=0,0003) foram maiores nas culturas tratadas com 20 µg de EVs.

Os resultados mostram que MSCs secretam EVs que são internalizadas por MSCs e favorecem a diferenciação osteoblástica, sugerindo potencial para aplicação de EVs em distúrbios ósseos de interesse odontológico.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/22479-0  |  FAPs - Fapesp  N° 2019/08568-2)
PNd0591 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

BRUXISMO DO SONO E EM VIGÍLIA EM PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA ORTOGNÁTICA - ACOMPANHAMENTO DE 1 ANO
Jessica Sarha Cavalheiro Silva, Fernanda Aparecida Stresser, Danielle Medeiros Veiga Bonotto, Rafaela Scariot, Aline Monise Sebastiani
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo do sono e em vigília é relevante em pacientes candidatos à cirurgia ortognática, com manejo desafiador nos períodos pré e pós-operatórios. O estudo investiga a ocorrência e evolução do bruxismo do sono e em vigília, bem como fatores associados, no pré-operatório e aos 6 e 12 meses após cirurgia ortognática. A amostra incluiu 79 indivíduos avaliados em três momentos: T1 (pré-operatório), T2 (6 meses) e T3 (12 meses). A identificação do bruxismo do sono e em vigília foi realizada pela Lista de Comportamentos Orais (Oral Behaviors Checklist - OBC) e exame clínico. Aspectos psicossociais, incluindo níveis de ansiedade, mensurados pela ansiedade (Generalized Anxiety Disorder - GAD-7), e sintomas somáticos (Patient Health Questionnaire - PHQ-15). As análises foram realizadas no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 31.0 (IBM, Armonk, NY, EUA). Observou-se redução significativa do bruxismo do sono apenas em T3, de 63 indivíduos (79,7%) para 36 (66,7%), (p = 0,007). O bruxismo em vigília não apresentou diminuição significativa entre os períodos avaliados. Pacientes com bruxismo em vigília frequente ou muito frequente apresentavam maior prevalência de sintomas moderados a severos do PHQ-15 quando comparados aos sem bruxismo em vigília tanto no T1 (p = 0,040) quanto no T3 (p = 0,009). Além disso, pacientes com bruxismo em vigília frequente ou muito frequente apresentaram maior frequência de sintomas moderados e severos de ansiedade no T1 em comparação com os pacientes sem bruxismo em vigília (p = 0,033).

O bruxismo do sono diminuiu após um ano de cirurgia ortognática. O bruxismo em vigília não reduziu significativamente, associando-se à ansiedade no pré-operatório e a sintomas somáticos ao longo do acompanhamento.

PNd0592 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

ESTRESSE CRÔNICO IMPREVISÍVEL LEVE COMPROMETE A MICROARQUITETURA TRABECULAR DO OSSO ALVEOLAR: ESTUDO IN VIVO EM RATOS WISTAR
Matheus Ferreira Lima Rodrigues, Larissa Pillar Gomes Martel, Ricardo Damasceno da Silva, Laryssa Soares Gonçalves, Ana Flávia Almeida Barbosa, Luanna de Melo Pereira Fernandes, Rafael Rodrigues Lima, Juliana Melo da Silva Brandão
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estresse crônico compromete a homeostase sistêmica, porém seus efeitos diretos na microarquitetura do osso alveolar íntegro permanecem pouco elucidados. Este estudo avaliou o impacto do estresse crônico sobre a microarquitetura trabecular, morfologia de superfície e integridade estrutural do osso alveolar. Após cálculo amostral, vinte e oito ratos Wistar foram distribuídos em dois grupos: Controle (n=14) e Estresse (n=14). O grupo Estresse foi submetido ao modelo de Estresse Crônico Imprevisível Leve (CUMS) por 21 dias. Ao término do período experimental, os animais foram eutanasiados para coleta de sangue, visando a quantificação de corticosterona sérica, e de hemimandíbulas, destinadas às análises de microtomografia computadorizada (micro-CT), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e histomorfometria. Os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk para avaliação da normalidade, seguido de teste t de Student ou Mann-Whitney conforme a distribuição (p < 0,05). O grupo Estresse apresentou níveis séricos elevados de corticosterona. Na análise microtomográfica, o estresse promoveu redução significativa do número de trabéculas (Tb.N) e da dimensão fractal (DF), bem como aumento da separação trabecular (Tb.Sp), com tendência à redução da fração de volume ósseo (BV/TV). A avaliação em MEV evidenciou maior porosidade superficial, enquanto a histologia demonstrou desequilíbrio na remodelação celular com focos de reabsorção.

O estresse crônico induziu hipercorticosteronemia e comprometeu a microarquitetura alveolar, reduzindo sua complexidade geométrica e favorecendo a reabsorção óssea. Esses achados reforçam o impacto estrutural do estresse sistêmico na qualidade do tecido ósseo alveolar.

PNd0593 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Doador como referência na análise comparativa da diferenciação osteoblástica de BM-SC e DP-SC
Tomaz Santana de Mendonça, Maria Paula Oliveira Gomes, Elisa Borges Taveira, Ana Luísa Henriques Schneider, Emanuela Prado Ferraz
CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de as células-tronco estromais (SCs) da polpa dental (DP-SCs) terem sido propostas como uma alternativa às da medula óssea (BM-SCs), não há um consenso na literatura, o que pode ser atribuído à variabilidade entre doadores. Para minimizar esse viés, este estudo comparou marcadores de diferenciação osteoblástica em células de ambas as fontes obtidas de um mesmo doador. DP-SCs e BM-SCs foram isoladas de um mesmo animal e cultivadas em meio de diferenciação osteoblástica por até 14 dias para avaliação de marcadores ósseos fenotípicos (atividade de ALP - Fast Red; mineralização - Alizarina; n=6 doadores) e genotípicos (Alp, Runx2 e Opn - RT-qPCR; n=2 doadores). Os dados foram analisados por ANOVA de dois ou três fatores (p≤0,05). Independentemente do doador, houve aumento da atividade de ALP com o tempo em ambos os tipos celulares (p<0,001); nos períodos avaliados, a atividade de ALP foi maior em DP-SCs em comparação às BM-SCs (p<0,001). Além disso, a produção de matriz extracelular foi maior em DP-SCs em relação às BM-SCs (p<0,001). A expressão gênica variou conforme a origem celular: aos 5 dias de cultivo, a expressão de Alp e Runx2 foi maior em DP-SCs, enquanto a expressão de Opn foi maior em BM-SCs (p<0,001).

Os resultados indicam que as DP-SCs apresentam maior potencial de diferenciação osteoblástica em comparação às BM-SCs quando obtidas de um mesmo doador. Tais achados validam o uso das DP-SCs como uma alternativa promissora para o tratamento de defeitos ósseos, visando reduzir a morbidade da coleta e o custo global do tratamento.

(Apoio: CAPES  N° 88887.113321/2025-00)
PNd0594 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito sistêmico e local da terapia periodontal sobre TNF-α e IL-10 em DM2: acompanhamento de 6 meses em múltiplos compartimentos biológicos
Renata Cristina Lima Silva, Francois Isnaldo Dias Caldeira, Ingra Gagno Nicchio, Maurício Gandini Giani Martelli, Paulo Sérgio Cerri, Silvana Regina Perez Orrico, Fábio Renato Manzolli Leite, Raquel Mantuaneli Scarel-Caminaga
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-10 (IL-10) são marcadores centrais das respostas pró- e anti-inflamatória. Com frequência crescente de indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e periodontite (P) como comorbidades, o objetivo deste estudo foi investigar se a terapia periodontal não cirúrgica (TPNC) impactaria diferencialmente a expressão de TNF-α e IL-10, em múltiplos compartimentos biológicos de pacientes com a comorbidade (ou cada doença isolada), ao longo de 90 e 180 dias de acompanhamento. Participantes (156) foram distribuídos: DM2descompensado+P, DM2compensado+P, DM2descompensado_semP, DM2compensado_semP, P e C (Controle). Sangue periférico e fluido crevicular gengival (FCG) foram coletados em baseline, 90 e 180 dias pós-TPNC. Investigaram-se a expressão gênica nos leucócitos, níveis proteicos em FCG e plasma; e em biópsias gengivais: morfologia e imuno-histoquímica. Por modelos de regressão, observou-se que a expressão do gene TNFA manteve-se significativa ao longo do tempo, bem como a expressão proteica no FCG e no plasma. TNF-α no FCG indicou que a resposta pró-inflamatória local foi modulada ao longo do tempo e de forma distinta pela presença de DM2 e pelo controle glicêmico. IL-10 também foi modulada significativamente ao longo do tempo, similarmente entre os grupos e compartimentos. Grupos com P tiveram mais células inflamatórias/mm² e desorganização da matriz gengival. DM2descompensado+P e P exibiram mais células TNF-α+ que C, e DM2descompensado+P expressaram mais IL-10+ que C, P e DM2compensado+P.

Conclui-se que a comorbidade DM2 descompensado+P intensificou alterações inflamatórias e teciduais, e que TPNC modulou longitudinalmente TNF-α e IL-10 local e sistemicamente.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/12788-5  |  FAPs - FAPESP  N° 22/06607-3  |  CNPq  N° 306433/2023-0)
PNd0595 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da Fotobiomodulação e de Agentes Antimicrobianos Tópicos na Resposta de Tecidos Moles na Osteonecrose Medicamentosa
Izabela Fornazari Delamura, Ana Maira Pereira Baggio, Arthur Henrique Alécio Viotto, Douglas Sadrac de Biagi Ferreira, Leonardo Perez Faverani, Fernando Pozzi Semeghini Guastaldi, Ana Paula Farnezi Bassi
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ) representa uma complicação de relevância clínica na odontologia, caracterizada por exposição óssea persistente na região maxilofacial associada ao uso de medicamentos antirreabsortivos. Esse estudo teve por objetivo avaliar a influência da fotobiomodulação (FBM) e de agentes antimicrobianos de aplicação tópica na modulação da MRONJ em modelo experimental utilizando ratas senescentes submetidas à ovariectomia. Os animais receberam administração do medicamento antirreabsortivo e foram posteriormente submetidos à extração dentária para indução da condição experimental. Após o procedimento cirúrgico, foram estabelecidos diferentes protocolos terapêuticos, incluindo a FBM e agentes antimicrobianos tópicos (pasta à base de metronidazol a 10% e lidocaína 2% ou gel de clorexidina à 2%), avaliados de forma isolada ou em associação com a FBM. A avaliação do tecido mole foi realizada por meio de análises clínicas, histológicas, histométricas e moleculares. A análise molecular por qRT-PCR foi realizada no tecido gengival para investigação da expressão de marcadores inflamatórios e angiogênicos, incluindo IL-6, IL-10 e VEGF. Os resultados demonstraram que a administração de zoledronato comprometeu significativamente (p < 0,0001) o reparo do tecido mole, evidenciado por atraso e desorganização epitelial, a associação entre FBM e metronidazol apresentou os melhores resultados, promovendo tecido epitelial mais organizado e menor infiltrado inflamatório quando comparado aos demais grupos experimentais.

Conclui-se que as terapias avaliadas, especialmente quando associadas, apresentam potencial como abordagens adjuvantes na modulação da MRONJ

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 141959/2025-8.)
PNd0596 - Painel Aspirante
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso do ozônio como agente conservante em peças anatômicas
Tauyra Mateus, Marcela De Almeida Gonçalves, Francois Isnaldo Dias Caldeira, Chaine Pavone, Lamis Meorin Nogueira, Ticiana Sidorenko de Oliveira Capote
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o potencial do óleo de girassol ozonizado como alternativa na conservação de peças anatômicas frente às limitações dos métodos tradicionais e à toxicidade do formol. Foram utilizados 18 corações de frango, distribuídos em três grupos, com 6 espécimes cada, todos fixados em formol a 10% e desidratados em álcool absoluto. O grupo 1 (G1) foi conservado em glicerina, o grupo 2 (G2) em óleo de girassol ozonizado e o grupo 3 (G3) em óleo ozonizado seguido de glicerina. As amostras foram avaliadas antes e após os tratamentos e ao longo de sete meses por análises macroscópicas, métricas, táteis e olfativas. Os dados foram submetidos ao teste de Two-way ANOVA e Z-SCORE (Comparações longitudinais de diferentes medidas no mesmo grupo) com nível se significância de 5%. O peso foi a única variável com diferença estatisticamente significativa, com redução mais acentuada no G2, indicando efeito desidratante do óleo ozonizado, enquanto o G3 apresentou comportamento mais próximo ao G1. Nas análises visuais, o G2 apresentou aspecto retraído, comprometendo a fidelidade anatômica, apesar de não haver diferença estatística entre as medidas em nenhum grupo. O G2 apresentou muita rigidez, seguido do grupo G3 e o G1 foi o grupo com menor endurecimento. Com relação à cor, o G1 apresentou cor bege uniforme e os grupos G2 e G3 apresentaram cor marrom com tons laranja, sendo estes mais próximos do natural. Olfativamente, os grupos G2 e G3 apresentaram odor característico de óleo ozonizado.

Os resultados indicam potencial do ozônio, com a necessidade de novos estudos para o aprimoramento de técnicas.




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