9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 40 Resumo encontrados. Mostrando de 11 a 20


RCR054 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Laser Er:YAG como pré-tratamento para infiltração resinosa em dentes incisivos com HMI: relato de caso
Diênifer Birmann Ramos, Giovanna Bueno Marinho, Vanessa Silva da Costa, Ana Carolina Cheron Gentile, Natália Akemi Yoshimura, Patricia Moreira de Freitas, Laurindo Borelli Neto, Marcelo Bönecker
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) gera desafios estéticos e impacto negativo na Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (QVRSB). Relata-se o tratamento de paciente (10 anos, sexo feminino) com opacidades demarcadas cor creme nos dentes 31, 41 e 42. O histórico inclui doenças respiratórias e pneumonia aos 3 anos. A HMI altera o índice de refração do esmalte, exigindo mimetismo da translucidez natural. O laser Er:YAG (2940 nm) promove ablação seletiva, amplia a porosidade de forma conservadora e preserva o tecido sadio. Após profilaxia e microabrasão (Whiteness RM), realizou-se pré-tratamento com laser Er:YAG: dessensibilização (0,20W; 20mJ) e modificação superficial (0,80 W; 40 mJ) que favorece a penetração da resina. A seguir, foram feitos o condicionamento com ácido clorídrico a 15% (Icon-Etch), lavagem e aplicação de etanol a 99% (Icon-Dry). A transiluminação guiou o monitoramento e a persistência da opacidade indicou a repetição do condicionamento por 4 ciclos de 2 minutos. O infiltrante (Icon-Infiltrant) agiu por 26 minutos, com reaplicações, seguido de fotopolimerização (40s). O procedimento, sob isolamento absoluto modificado, foi indolor e sem anestesia. A QVRSB foi avaliada pelo questionário Molar-Incisor Hypomineralization Impact Scale (MIHIS), que avalia impactos físicos e psicossociais. A pontuação do MIHIS reduziu de 43 para 28.

O resultado demonstrou mascaramento satisfatório, melhora estética e melhora na QVRSB.

(Apoio: CNPq  N° 44/2024  |  FAPESP  N° 2018/21696-7)
RCR055 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeito do laser Er:YAG na hipersensibilidade dentinária e qualidade de vida em paciente com HMI severa: relato de caso
Natália Akemi Yoshimura, Giovanna Bueno Marinho, Patricia Moreira de Freitas, Luciane Hiramatsu Azevedo, Isabel Cristina Olegário da Costa, Diênifer Birmann Ramos, Letícia Yumi Arima, Marcelo Bönecker
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Dentes com hipomineralização molar-incisivo (HMI) apresentam esmalte poroso e fragilizado que pode favorecer a presença de hipersensibilidade dentinária (HD), fratura pós-eruptiva e um impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Este relato de caso avaliou a eficácia do laser Er:YAG de alta potência na redução da HD e seu impacto na QVRSB. Paciente masculino, 10 anos, com HMI severa (MIH index; Mathu-Muju & Wright), apresentou opacidades demarcadas amarelo-acastanhadas e fraturas pós-eruptivas nos dentes 26 (B22III), 36 (B3II) e 46 (B3III), e restauração prévia no 16. Relatou "dor intensa" (escala de Pimenta adaptada e SCASS) nos dentes 36 e 46 e "dor moderada" no 26, com limitação para ingestão de alimentos frios, escovação e bochechos. Histórico médico incluiu prematuridade, infecções de repetição e uso de antibióticos na primeira infância. Foram realizadas quatro sessões (1 x semana) de irradiação com laser Er:YAG (20 mJ, 10 Hz, 0,20 W, ponta de safira 0,8×14mm, modo varredura, distância focal de 0,5-1 mm, sem refrigeração), com parâmetros previamente definidos in vitro. A HD foi avaliada pelas escalas de Pimenta adaptada e SCASS, e a QVRSB pelo questionário MIHIS. Avaliações foram feitas no baseline (BL), pós-tratamento (PT), 6 meses (6m) e 1 ano (1a). Observou-se redução da dor no PT: os dentes 26 e 36 apresentaram "dor leve" e 46 "sem dor". Nos controles 6m e 12m o dente 26 foi classificado como "dor leve" e 36 e 46 "sem dor". No SCASS, houve redução progressiva até ausência de dor após 1a. A QVRSB melhorou significativamente, com redução do escore total de 46 (BL) para 28 (PT), 27 (6m) e 29 (12m).

Conclui-se que o laser Er:YAG foi eficaz na redução da HD e na melhora sustentada da QVRSB em paciente com HMI severa.

(Apoio: CNPq)
RCR056 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Associação entre bruxismo e ansiedade em crianças e adolescentes: revisão de literatura narrativa
Monica Alves da Silva Leite, Amanda Pelegrin Candemil, Adriana de Oliveira Lira
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo é uma atividade dos músculos mastigatórios caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes, podendo também envolver tensão ou protrusão mandibular. De acordo com o ciclo circadiano, pode ser classificado em bruxismo do sono ou de vigília. Sua etiologia ainda não é totalmente esclarecida, mas apresenta origem central e multifatorial, pode estar relacionada a fatores psicológicos, condições sistêmicas, uso de medicamentos e, no caso do bruxismo do sono, questões respiratórias. Esta revisão de literatura teve como objetivo avaliar a associação entre bruxismo e ansiedade em crianças e adolescentes. Para esta revisão narrativa, foram consultadas as bases PubMed e SciELO, a partir dos descritores "bruxism", "anxiety", "children" e "adolescents". Foram incluídos estudos publicados em inglês, envolvendo crianças e adolescentes, publicados entre 2016 e 2026. Os estudos indicaram que o bruxismo apresenta frequência expressiva nessa população, podendo acometer aproximadamente 20% crianças no bruxismo do sono e 25% no bruxismo de vigília, para o diagnóstico é usado relatos dos cuidadores, questionários e exame clínico, sendo a polissonografia o método padrão-ouro para o diagnóstico do bruxismo do sono A literatura sugere possível associação entre fatores psicológicos e bruxismo, porém os achados ainda são divergentes. A relação com ansiedade parece ser mais consistente no bruxismo de vigília, enquanto no bruxismo do sono a associação é considerada fraca ou inconclusiva em alguns estudos.

O bruxismo é frequente em crianças e adolescentes e pode estar associado à ansiedade, especialmente em quadros de vigília. No entanto, sua etiologia multifatorial exige avaliação individualizada e abordagem multidisciplinar

(Apoio: CAPES)
RCR057 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Inteligência artificial na detecção de cárie em dentição decídua por meio de exames radiográficos: revisão de escopo
Izabela Soares Zappalá, Ana Flávia César Guimarães, Callebe Carneiro de Melo, Danielle Mandacaru-ramos, Maria Leticia Ramos-Jorge
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo mapear e sintetizar as evidências científicas sobre o uso da inteligência artificial (IA) na detecção de cárie em dentição decídua por meio de exames radiográficos. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o PRISMA-ScR, com protocolo registrado na Open Science Framework. A busca foi realizada de forma sistemática nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, Biblioteca Virtual em Saúde Brasil, Google Scholar e Cochrane, utilizando descritores e termos livres relacionados à IA, cárie dentária, dentição decídua e radiografia. Os estudos incluídos demonstraram que a aplicação da IA na detecção de cárie em dentição decídua por meio de exames radiográficos apresenta desempenho satisfatório, com níveis elevados de acurácia, sensibilidade e especificidade. Modelos baseados em deep learning mostraram bom desempenho na detecção de lesões cariosas, inclusive em estágios iniciais. Os estudos também destacaram o papel da IA como ferramenta de apoio à tomada de decisão clínica e sua aplicabilidade em contextos educacionais. Contudo, foram identificadas limitações, como a dependência de grandes bases de dados, heterogeneidade metodológica e escassez de estudos clínicos comparativos.

A IA apresenta-se como uma ferramenta promissora no diagnóstico de cárie em dentes decíduos, contribuindo para maior precisão e diagnóstico precoce a partir das análises radiográficas. Apesar dos avanços, sua incorporação na prática clínica ainda requer maior validação por meio de estudos clínicos robustos e padronizados. Dessa forma, recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas adicionais que ampliem a evidência científica.

(Apoio: FAPs - FAPEMIG  |  UFVJM  |  CAPES)
RCR058 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

O PAPEL DO CIRURGIÃO-DENTISTA NA IDENTIFICAÇÃO DE SINAIS DE ABUSO SEXUAL INFANTIL
Ana Carolina Lima Lucio Silva, Gisele Patrícia de Souza Albuquerque Machado, Leila Cristina dos Santos Mourao
aluno UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O cirurgião-dentista ocupa posição estratégica na detecção precoce do abuso sexual infantil, sendo frequentemente um dos primeiros profissionais a suspeitar de casos na prática clínica. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio da literatura científica, o papel desse profissional na identificação e notificação dessas situações, bem como as principais dificuldades enfrentadas. Realizou-se revisão de literatura nas bases PubMed e ScienceDirect, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2026, abrangendo revisões sistemáticas, narrativas, estudos transversais e diretrizes de associações profissionais. Foram considerados estudos que abordassem sinais clínicos orofaciais e condutas profissionais frente à suspeita de abuso. Os resultados evidenciaram que lesões em lábios, freios labiais e língua, como lacerações, hematomas e rupturas, constituem achados frequentes, reforçando a relevância do exame clínico odontológico na suspeição. Observou-se, ainda, elevada subnotificação dos casos, associada ao medo de erro diagnóstico, insegurança jurídica e desconhecimento dos fluxos de denúncia. A limitada abordagem do tema na formação acadêmica e a ausência de protocolos assistenciais padronizados agravam esse cenário.

Conclui-se que a capacitação técnico-científica e o preparo ético-legal do cirurgião-dentista são fundamentais para transformar sua atuação em ações efetivas de proteção à criança, contribuindo para a identificação precoce e adequada notificação dos casos.

RCR059 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Frenotomia lingual minimamente invasiva em lactentes: série de casos
Maria Fernanda Ramos de Farias, Juliana Antunes de Campos, Tayana Silva Dos Santos, Camille da Silva Rocha, Diego de Andrade Teixeira, Paulo Nadanovsky, Ana Paula Pires Dos Santos, Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade
Odontologia preventiva e comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo é relatar casos de bebês com anquiloglossia (AQ) submetidos à frenotomia minimamente invasiva. A avaliação da AQ foi realizada utilizando o Protocolo de Avaliação da Língua de Bristol (BTAT) e o Teste da Linguinha (TL). Foram incluídos 9 bebês (12 a 147 dias de vida), sendo 7 meninos, 8 nascidos por parto vaginal e 5 em aleitamento materno (AM) exclusivo. Seis bebês apresentavam baixo ganho de peso (BGP), 4 mães relataram dor e todas referiram alguma dificuldade no AM. Sete bebês foram classificados com AQ em ambos os testes, 1 com AQ no TL e resultado duvidoso no BTAT e 1 com resultado duvidoso nos 2 testes. Foi realizada incisão da porção transparente (mucosa oral) do freio com a tesoura Castroviejo, seguida de hemostasia e consulta pós-operatória entre 5 e 28 dias. No pós-operatório, dos 6 bebês com BGP, 3 melhoraram e 1 piorou. Das 4 mães com dor, 3 melhoraram, e entre as sem dor inicial, 1 relatou dor após a cirurgia. Dos 3 bebês em AM misto incialmente, 2 passaram para AM exclusivo e 8 mães relataram menor dificuldade no AM. Não houve relato de sangramento; 1 mãe apresentou mastite e aumento da dor após a cirurgia, mas manteve o AM exclusivo.

Nos casos relatados,a frenotomia minimamente invasiva promoveu melhora em alguns pacientes e pode ser considerada uma opção terapêutica potencialmente mais segura para bebês com AQ e dificuldades no AM. Ensaios clínicos devem ser realizados para estabelecer a eficácia e a segurança dessa intervenção.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  PROATEC/UERJ)
RCR060 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Aplicações de Inteligência Artificial no Manejo da Cárie Dentária na Primeira Infância: Uma Revisão de Escopo
Antonio Borges Nunes Neto, Letícia Caminha Aguiar Lopes, Felipe Rodrigues da Silva, Bruno Vicente Alves de Lima, Marina de Deus Moura de Lima, Maria Eduarda Macedo Vila Castro, Guilherme Castro Lima Silva do Amaral, Marta Maria Alves Pereira
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo tem como objetivo mapear a literatura atual a respeito da aplicação de inteligência artificial (IA) na predição, avaliação de risco, diagnóstico e detecção de cárie na primeira infância. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Web of Science, Embase e Scopus. A estratégia de busca considerou crianças de até 6 anos como população; ferramentas de inteligência artificial aplicadas à avaliação da cárie dentária como conceito; e uso de dados clínicos, radiográficos, fotográficos ou biológicos como contexto. Incluiu-se estudos originais sem restrição temporal. Excluíram-se estudos voltados à dentição permanente ou fora do escopo. A seleção foi realizada por dois revisores independentes via Rayyan (kappa=0,81), com resolução de conflitos com um terceiro revisor experiente no tema. A extração de dados foi conduzida por formulário padronizado, contemplando objetivos, fontes de dados, modelos de IA, métricas de desempenho e limitações metodológicas. Dos 1.018 registros identificados, 20 estudos foram incluídos, provenientes de 12 países, com predominância dos Estados Unidos. A maioria apresentou delineamento observacional, com amostras variando de 20 a 6.404 crianças. Entre os estudos, 18 (90%) abordaram predição e avaliação de risco de cárie, com predominância de dados clínicos e questionários. Métodos de machine learning, especialmente random forest, foram mais frequentes. A acurácia e a AUC apresentaram média de 0,8, indicando bom desempenho.

Modelos de IA para avaliar cárie na primeira infância são promissores, mas sofrem com heterogeneidade metodológica. Estudos futuros devem englobar dados multicêntricos e integração clínica.

(Apoio: CNPq  N° PICCS13321-2025  |  CNPq  N° PICCS13321-2025  |  CNPq  N° PICCS13321-2025  |  CNPq  N° PICCS13321-2025)
RCR061 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Tratamento cirúrgico com laser de diodo de lesão oral associada à dificuldade de aleitamento em lactente: relato de caso
Ana Carolina Sanches Pereira Guerra, Michele Machado Lenzi , Geraldo de Oliveira Silva-junior, Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Lesões orais em lactentes constituem um grupo heterogêneo de alterações que, embora geralmente benignas, podem ocasionar impactos funcionais relevantes ao interferirem na amamentação (AM) e no ganho ponderal (GP). Este estudo objetiva descrever o manejo cirúrgico com laser de diodo de alta potência de uma lesão oral fibrosa em lactente com dificuldade alimentar. Paciente do sexo feminino, com 7 meses, apresentando aumento nodular na região anterior da mandíbula desde o nascimento e associado a dente neonatal. Foi realizada a exodontia do 71 que apresentava mobilidade exagerada, porém, persistiu a dificuldade AM e baixo GP. Ao exame clínico, observou-se lesão séssil, firme, e com o envolvimento do 81, tendo uma mobilidade moderada; radiograficamente, evidenciou-se imagem radiopaca sugestiva de remanescente mineralizado. Realizamos a excisão cirúrgica sob anestesia local com laser de diodo (1W), sem intercorrências. A análise histopatológica confirmou lesão fibrosa benigna, com proliferação fibroblástica, infiltrado inflamatório crônico e focos de calcificação, sem sinais de malignidade. No pós-operatório, verificaram-se cicatrização satisfatória, ausência de dor e melhora significativa da sucção, da AM e do GP. Após quatro meses, não houve recidiva.

O uso do laser de diodo mostrou-se seguro, eficaz e minimamente invasivo, proporcionando adequada hemostasia e conforto pós-operatório, além de favorecer a recuperação funcional e o desenvolvimento nutricional do lactente.

RCR063 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Condições Sistêmicas Associadas à Hipomineralização Molar Incisivo: Uma Revisão de Escopo
Thayná Rodrigues Gomes, Aline Sampieri Tonello Benazzi, Susilena Arouche Costa, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Marcela Mayana Pereira Franco, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Cláudia Maria Coêlho Alves, Cecilia Claudia Costa Ribeiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo visou mapear as evidências científicas disponíveis sobre as condições sistêmicas associadas à Hipomineralização de Molares e Incisivos (HMI) em crianças e adolescentes. Conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, a busca abrangeu seis bases de dados eletrônicas (PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, Cochrane e LILACS) utilizando a estratégia PCC. Foram incluídos 48 estudos originais e revisões publicados entre 2008 e 2026. A síntese das evidências revelou uma etiologia multifatorial, destacando-se as doenças respiratórias (asma, pneumonia e bronquite) e gastrointestinais (especialmente a doença celíaca) como os fatores mais consistentemente associados. Episódios de febre alta, infecções urinárias, otite, uso frequente de amoxicilina nos primeiros anos de vida e fatores perinatais, como prematuridade e icterícia neonatal, também foram mapeados como preditores relevantes. Condições dermatológicas, como dermatite atópica, e a infecção pelo HIV surgiram como associações significativas em estudos recentes. Os mecanismos biológicos propostos envolvem hipóxia, acidose respiratória e interferência no metabolismo do cálcio e vitamina D, prejudicando a mineralização do esmalte pelos ameloblastos.

Conclui-se que a HMI atua como um potencial indicador clínico da saúde sistêmica do indivíduo, reforçando a necessidade de uma abordagem multiprofissional entre odontopediatras e pediatras para o diagnóstico precoce e manejo integral das condições de saúde e suas manifestações bucais.

(Apoio: CAPES)
RCR064 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco D - Lilás

Realidade Estendida na Ortodontia: revisão de escopo das tendências educacionais e clínicas
Maristela Barriento Lopes Peron, Thais Salgado Brandão, Jorge Daniel Aguirre, Eduardo Antonio Alvarez Palacios, Selly Sayuri Suzuki, Luciana Butini Oliveira
pós graduação FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A realidade estendida (RE), que inclui realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA) e realidade mista (RM), tem sido cada vez mais utilizada na ortodontia para aprimorar a visualização imersiva e a simulação de procedimentos. No entanto, a base de evidências ainda permanece fragmentada entre os contextos educacional e clínico. Esta revisão de escopo seguiu as diretrizes PRISMA-ScR e foi registrada na plataforma OSF (DOI: 10.17605/OSF.IO/QBG87). As buscas foram realizadas em oito bases de dados e em fontes de literatura cinzenta. De um total de 1.459 registros identificados, 34 estudos atenderam aos critérios de inclusão, dos quais 82% foram publicados a partir de 2020.Os estudos foram categorizados em oito áreas de aplicação: colagem de bráquetes, mini-implantes, cirurgia ortognática, análise cefalométrica e facial, modelos digitais, dentes impactados, controle emocional e ensino e treinamento. A RV foi a tecnologia mais utilizada (44,4%), seguida da RA (38,2%) e da RM (17,4%). A RV foi empregada principalmente para aprendizagem imersiva e treinamento pré-clínico, enquanto a AR e a MR concentraram-se na precisão clínica e na orientação de procedimentos. Metade dos estudos envolveu estudantes, residentes ou ortodontistas e frequentemente comparou intervenções com XR a métodos tradicionais.

A RE demonstra potencial como ferramenta complementar na educação e na prática clínica em ortodontia; entretanto, as evidências ainda estão em estágios iniciais e apresentam grande variabilidade. Sua consolidação exigirá ensaios clínicos robustos, metodologias padronizadas, maior acessibilidade e integração curricular.




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