9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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RCR012 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeito da Melatonina sobre parâmetros cardiometabólicos associados à Periodontite Apical Assintomática: uma revisão integrativa
Ana Paula Nóbrega Caetano da Silva, Waleska Felisbina Jansen Viana, Ellen Cristiny Aroucha Gomes Santos, Randerson Silva Araújo, Soraia de Fátima Carvalho Souza
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Periodontite Apical Assintomática (PAA) é um processo infecto-inflamatório dos tecidos periapicais com repercussões além do ambiente bucal. A PAA contribui para a inflamação sistêmica de baixo grau e aumento do estresse oxidativo, mecanismos envolvidos no início de disfunções cardiometabólicas, como a resistência insulínica. A Melatonina tem sido estudada como um possível agente protetor capaz de atenuar a resposta inflamatória sistêmica e repercussões cardiometabólicas precoces associadas à PAA. O objetivo desta revisão integrativa foi sumarizar as evidências disponíveis sobre o efeito da Melatonina nos parâmetros precoces de disfunção cardiometabólica em modelos animais com PAA induzida. Foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, EMBASE e BVS no período de 2015 a 2025. A busca, estruturada com os descritores MeSH e estratégia PICO, foi realizada por dois revisores independentes, com resolução de divergências por um terceiro revisor. Foram incluídos seis estudos que demonstraram, de forma convergente, que a PAA induz o aumento de citocinas pró-inflamatórias, estresse oxidativo e resistência à insulina, especialmente quando associada a fatores agravantes como dieta hiperlipídica ou tabagismo. A Melatonina atenuou significativamente esses efeitos, reduzindo os níveis de TNF-α, IL-1β e LPS, melhorando a sinalização insulínica, diminuindo o índice HOMA-IR e modulando o perfil lipídico, além de apresentar efeitos protetores locais sobre a PAA.

As evidências sugerem que a Melatonina exerce efeito modulador sobre parâmetros cardiometabólicos precoces associados à PAA induzida em modelo animal.

(Apoio: CAPES  N° Finance Code 001  |  CNPq  N° CNPq /MCTI No 407145/2025-7  |  FAPEMA  N° 003032/2020)
RCR013 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Metaloproteinases da dentina no século XXI: mapeamento das evidências científicas
Gerlane Lima Oliveira, Emanuelly Camilly Soares de Lima da Silva, Ana Paula de Andrade Silva, Ian Wesley Rocha Dos Santos, Maria Karolina Martins Ferreira, Renata Duarte de Souza-rodrigues, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Rafael Rodrigues Lima
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Metaloproteinases (MMPs) degradam a matriz extracelular e o colágeno dentinário, influenciando a progressão da cárie e a durabilidade das restaurações. Assim, este estudo analisou a produção científica sobre MMPs da dentina no século XXI. Para tanto, em fevereiro de 2025, foi realizada uma busca na Web of Science por artigos sobre MMPs da dentina. A busca totalizou em 2.108 artigos, dos quais 245 foram selecionados para extração de informações como: número de referências, ano de publicação, autores, palavras-chave, desenho do estudo e principais MMPS investigadas. Um total de 7.233 citações foram encontradas e o período de publicação variou entre 2001 e 2025. A região mais analisada da ação das MMPs da dentina foi a região coronária (n=119 estudos). O autor que mais publicou sobre MMPs no século XXI foi Pashley, DH (52 publicações), o país que publicou o maior número de artigos foi o Brasil (n = 100), a palavra-chave mais recorrente foi "metaloproteinases da matriz" (n = 180), o principal desenho de estudo foi in vitro (n = 158) e a principal metaloproteinase investigada foi a MMP-2 (n = 71). Constatou-se que o foco das pesquisas apresentou mudanças a cada cinco anos, evidenciando a influência do tempo nos interesses científicos. No início do século, o maior interesse de pesquisa foi o aspecto fisiológico das MMPs. Nos anos seguintes, o foco passou a investigar a interferência das MMPs nos tratamentos odontológicos. Atualmente, as pesquisas concentram-se na camada híbrida e em formas de inibir as MMPs, visando melhorar a adesão e a durabilidade das restaurações dentárias.

Conclui-se que são necessários mais estudos, especialmente clínicos, pois a revisão bibliométrica é quantitativa e não qualitativa, servindo como guia para futuras pesquisas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 307747/2025-5)
RCR014 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Cemental tear como causa de lesão periodontal lateral: relato de caso clínico
Karin Zuim, Helton Diego Dantas Linhares, Isabela das Neves Rôças, Flavio Alves, José Freitas Siqueira Jr.
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O cemental tear é definido como a separação parcial ou completa do cemento ao longo da junção cemento‑dentinária e pode mimetizar lesões endodônticas, periodontais ou fraturas radiculares verticais, dificultando o diagnóstico clínico. Este trabalho apresenta um caso clínico com o propósito de discutir os desafios diagnósticos e terapêuticos dessa condição. Paciente do sexo feminino, com 67 anos de idade, histórico de trauma dental na infância, reabilitação protética dos dentes anteriores e uso de denosumabe, apresentou abscesso periodontal localizado em incisivo central superior. A avaliação clínica evidenciou ausência de dor à percussão, palpação negativa e profundidade de sondagem de cinco milímetros na face vestibular. Testes de sensibilidade pulpar não foram realizados devido à presença de coroas protéticas. Exames radiográficos e tomografia computadorizada de feixe cônico demonstraram destacamento parcial de cemento na face vestibular do dente 11, associado à perda óssea alveolar lateral sem envolvimento apical. O tratamento envolveu terapia endodôntica associada a cirurgia periodontal exploratória. Durante o procedimento cirúrgico foram identificados destacamentos adicionais de cemento em dentes adjacentes não detectados previamente nos exames de imagem, sendo realizadas raspagem ultrassônica e alisamento radicular. Após doze meses de acompanhamento, a paciente permaneceu assintomática, embora exame tomográfico tenha evidenciado novo destacamento de cemento em dente adjacente.

O caso demonstra as limitações dos métodos de imagem na detecção do cemental tear e reforça seu potencial multifocal e recorrente, destacando a importância do diagnóstico precoce e do manejo multidisciplinar.

RCR015 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Retratamento endodôntico e dor pós-operatória: revisão de escopo e abordagem bibliométrica
Giulia Jacob Pupo, Daniela Elias Romanelli Carvalho, Letícia Tank Oliveira, Walbert de Andrade Vieira, Carolina Marino Wanderico, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes, José Flávio Affonso de Almeida
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de escopo objetivou sintetizar as evidências científicas sobre a dor pós-operatória no retratamento endodôntico e analisar o panorama da produção bibliométrica global. Foram consultadas seis bases de dados eletrônicas até novembro de 2024, seguindo as diretrizes PRISMA-ScR e utilizando análises de rede no software VOSviewer e regressão de Poisson. Dos 32 artigos selecionados, a maioria consistiu em ensaios clínicos randomizados (59,38%), provenientes principalmente da Turquia, Brasil e Índia. Os resultados indicaram que o número de citações é significativamente influenciado pelo fator de impacto do periódico e pelo tempo decorrido desde a publicação. Identificou-se uma lacuna crítica na literatura, visto que nenhum estudo avaliou protocolos de medicação sistêmica específicos para o controle da dor nesta modalidade de intervenção. O estudo demonstrou que o tema é marcado por alta heterogeneidade metodológica, especialmente nas escalas de dor e nos períodos de acompanhamento clínico.

A evidência atual revela que o desconforto após a reintervenção endodôntica permanece subexplorado e carece de uniformidade técnica na literatura científica. A expressiva variabilidade nos protocolos de tratamento e a ausência de investigações focadas em farmacoterapia sistêmica limitam a previsibilidade dos desfechos e a segurança na tomada de decisão clínica . Portanto, é imperativo que pesquisas futuras adotem desenhos experimentais rigorosos e escalas de avaliação padronizadas . Tais avanços são fundamentais para fortalecer a prática baseada em evidências e estabelecer diretrizes terapêuticas sólidas e previsíveis para o manejo da dor pós-operatória no retratamento.

(Apoio: CAPES  N° 001)
RCR016 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

O Envolvimento das Alterações Endodônticas na Dor Musculoesquelética Crônica
Eduardo Yujiro Abe, Thalya Fernanda Horsth Maltarollo, Mary Caroline Skelton-Macedo
Dentistica UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão de literatura explora como a necrose pulpar e a periodontite apical podem contribuir para a dor musculoesquelética crônica por meio de inflamação sistêmica de baixo grau. Foram analisados 11 artigos e 6 ensaios clínicos que relacionam patologia pulpar‑periapical a elevação de marcadores séricos (IL‑6, TNF‑alfa, hs‑CRP) e a doenças inflamatórias, especialmente a artrite reumatóide e síndromes miofasciais. A necrose pulpar favorece colonização bacteriana do canal radicular e progressão para periodontite apical, estabelecendo um foco crônico que libera citocinas e, potencialmente, endotoxinas na circulação sanguínea. Revisões sistemáticas indicam maior prevalência de periodontite apical em pacientes com doenças autoimunes, enquanto estudos clínicos demonstram redução significativa de IL‑6, TNF‑alfa e hs‑CRP após tratamento endodôntico, sugerindo impacto sistêmico reversível. Modelos experimentais e dados de biomarcadores apoiam a hipótese de que a inflamação periapical pode amplificar a sensibilização nociceptiva e modular quadros de dor articular e miofascial, ainda que a evidência direta para tendinopatias permaneça limitada.

Conclui-se que a necrose pulpar e a periodontite apical devem ser reconhecidas como possíveis coadjuvantes no fenótipo inflamatório dos pacientes com dor crônica, onde a eliminação do foco endodôntico, monitorada por IL‑6, TNF‑alfa e hs‑CRP, pode representar um componente relevante nas estratégias integradas no manejo da dor.

RCR017 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Tendências e evolução científica na obturação de canais radiculares: análise bibliométrica de materiais, técnicas e relevância clínica
Luiz Fernando Monteiro Czornobay, Karine Dos Santos Baran, Aurélio de Oliveira Rocha, Lucas Menezes Dos Anjos, Rayssa Sabino da Silva, Ana Maria Hecke Alves, Cleonice da Silveira Teixeira, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo realizar uma análise bibliométrica da literatura científica sobre materiais e técnicas de obturação endodôntica. A busca foi realizada em dezembro de 2025 na Web of Science Core Collection. Foram extraídos dos artigos selecionados o número de citações, ano de publicação, periódico, desenho do estudo, tema, continente, país, instituições e autores. Redes de coautoria e palavras-chave foram analisadas com o software VOSviewer. Correlações estatísticas foram realizadas com teste de Spearman (α=0,05). Um total de 3.480 artigos foi incluído. Estudos laboratoriais predominaram, representando aproximadamente 82% da amostra. Estudos biológicos foram o domínio temático mais prevalente (n=584), seguidos por investigações sobre a homogeneidade e qualidade das obturações (n=531). Brasil (n =545) e Ásia (n=1284) foram os principais contribuintes, e Mario Tanomaru-Filho destaca-se como autor mais produtivo (n=66). A análise revelou associações globalmente fracas, com leve tendência de estudos mais recentes publicados em periódicos de maior fator de impacto (ρ=0,137; p<0,001). Uma correlação negativa moderada confirmou que artigos mais antigos acumulam mais citações ao longo do tempo (ρ=−0,472; p<0,001).

A obturação permanece um tema central e em evolução na endodontia, com pesquisas predominantemente focadas em avaliações laboratoriais. O aumento no uso de técnicas avançadas de imagem reflete progresso metodológico; no entanto, há necessidade de estudos clínicos bem delineados, especialmente envolvendo dentes decíduos.

RCR018 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Podemos considerar um dispositivo reciprocante como alternativa ao ultrassom no protocolo final de agitação do irrigante endodôntico?
Camila Domingos Rodrigues, Georgiana Amaral
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão narrativa para comparar a Irrigação Ultrassônica Passiva (PUI) e o sistema reciprocante EasyClean (EC) (Easy Equipamentos, BH, Brasil) quanto à eficácia na desinfecção e na remoção de debris do sistema de canais radiculares, contribuindo para a tomada de decisão clínica baseada em evidências. Foi realizada busca nas bases PubMed e Google Scholar, incluindo estudos publicados entre 2016 e 2024 que comparassem os protocolos em ex vivo, com exclusão de trabalhos sobre retratamentos endodônticos. Seis artigos foram selecionados, avaliados e tabelados por um único revisor. Os estudos sobre remoção de debris indicaram que ambos os métodos promovem melhora significativa na limpeza em relação ao grupo sem agitação, com aumento da eficácia a cada ativação do irrigante. Não houve diferença estatística entre os métodos nos terços cervical e médio; porém, o EC apresentou melhor desempenho no terço apical, região crítica pela complexidade anatômica, em 66% dos estudos. Quanto à carga microbiana, ambos os métodos mostraram redução em relação à irrigação convencional, sem diferença estatística entre si, não sendo capazes de eliminar completamente os microrganismos. Observou-se ainda que o desempenho da agitação não depende apenas do dispositivo, sendo influenciado por fatores como anatomia do canal, volume da solução, tempo de aplicação e número de ativações.

Dessa forma, ambas as abordagens demonstram eficácia na desinfecção e na remoção de debris. No entanto, considerando o desempenho semelhante entre os protocolos, o sistema EC se apresenta como uma alternativa viável, destacando-se pelo menor custo, melhor desempenho no terço apical, facilidade de uso clínico e maior acessibilidade.

RCR019 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Efeito analgésico da fotobiomodulação e impacto na qualidade de vida após tratamento endodôntico: Relato de Casos
Caroline Beatriz Alves, Rafael Chies Hartmann, Maximiliano Schunke Gomes, Daiana Elisabeth Böttcher
Pós-graduação PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor pós-operatória (DPO) após o tratamento endodôntico é uma queixa clínica frequente, capaz de impactar a qualidade de vida e demandar o uso de fármacos. Este estudo objetivou descrever o efeito analgésico da fotobiomodulação (FBM) com laser de baixa potência (LBP) e seu impacto na qualidade de vida de pacientes com periodontite apical sintomática e assintomática submetidos ao tratamento endodôntico. Foram selecionados dois pacientes participantes de um ensaio clínico randomizado, um de cada condição clínica, tratados por terapia endodôntica convencional associada a uma aplicação de LBP (2,5 J por ponto) na região dos ápices radiculares, por vestibular e palatino, após o preparo químico-mecânico (PQM) e a obturação. A dor foi mensurada por escala numérica (6, 12, 24 e 72 horas) e a qualidade de vida pelo questionário OHIP-14 (inicial, 14 dias após o PQM e a obturação, e seis meses após o tratamento). No caso sintomático, o OHIP inicial foi 26, com ausência de DPO em todos os períodos avaliados e OHIP zero nos acompanhamentos. No caso assintomático, o OHIP inicial foi 14 e não houve dor após o PQM. Contudo, após a obturação, houve dor moderada (atribuída à extrusão de cimento), com redução progressiva até 72 horas e OHIP zero após seis meses.

Os casos clínicos descritos sugerem que o protocolo de FBM adotado, sem uso de analgésico, possa ser suficiente no controle da DPO e na melhora da qualidade de vida, representando uma alternativa potencial ao uso de fármacos.

RCR020 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Irrigantes em procedimentos endodônticos regenerativos: entre a desinfecção e a preservação do potencial regenerativo
Ximena Paola Escobedo Jiménez, Daniela Martins Lacerda Manzini, Jesus Aranda Rojas Lopez, Gisele Faria
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os procedimentos endodônticos regenerativos (REPs) requerem protocolos de irrigação que promovam desinfecção sem comprometer a viabilidade das células da papila apical. Este estudo mapeou os irrigantes empregados nos REPs bem como sua biocompatibilidade, citotoxicidade e bioatividade por meio de revisão narrativa de 31 estudos indexados no PubMed e Scopus, incluindo ensaios in vitro, modelos ex vivo, estudos em animais e ensaio clínico. Na instrumentação "mínima", o hipoclorito de sódio (NaOCl) foi o mais utilizado pela elevada ação antimicrobiana, porém apresentou citotoxicidade dose-dependente, comprometendo a viabilidade celular e o fenótipo osteogênico; concentrações ≤1,5% mostraram-se mais compatíveis com a sobrevivência das células-tronco da papila apical. Irrigantes alternativos como ácido hipocloroso (HOCl), octenidina, hipoclorito de cálcio [Ca(OCl)₂], clorexidina e soluções bioativas à base de chitosan e bioglass apresentaram menor citotoxicidade e melhor preservação funcional das células-tronco. Como irrigantes finais, o EDTA e o ácido cítrico favoreceram a desmineralização dentinária e a liberação de fatores de crescimento, incluindo o TGF-β, estimulando migração, adesão e diferenciação celular. Protocolos combinados (NaOCl seguido de EDTA ou ácido cítrico) ofereceram melhor equilíbrio entre desinfecção e bioatividade, embora exposições prolongadas ao EDTA possam reduzir a proliferação celular.

Conclui-se que NaOCl em baixas concentrações (≤1,5%) seguido de EDTA constitui a estratégia mais respaldada na literatura, enquanto HOCl, octenidina, Ca(OCl)₂ e soluções bioativas emergem como alternativas promissoras para preservar o fenótipo osteogênico e otimizar os desfechos regenerativos.

(Apoio: CAPES  N° 88881222574/2025-01  |  CAPES  N° 88881222574/2025-01)
RCR021 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco D - Lilás

Idade do paciente como fator prognóstico na terapia pulpar vital: uma revisão narrativa
Daniela Martins Lacerda Manzini, Gisselle Moraima Chávez-Andrade, Ximena Paola Escobedo Jiménez, Gisele Faria
Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A terapia pulpar vital (TPV), incluindo o capeamento pulpar direto (CPD), a pulpotomia parcial (PP) e a pulpotomia total (PT), representa abordagem minimamente invasiva para preservação da vitalidade pulpar em dentes permanentes maduros. A idade do paciente é frequentemente citada como fator determinante na decisão entre TPV e tratamento endodôntico radical, com base na premissa de que polpas jovens apresentam maior celularidade, vascularização e capacidade de reparo. Esta revisão narrativa visa analisar criticamente a associação entre idade do paciente e desfechos clínicos e radiográficos da TPV em dentes permanentes maduros. Foram considerados estudos clínicos, revisões sistemáticas e metanálises da literatura endodôntica, por meio de busca nas bases de dados PubMed e Scopus, com ênfase nas evidências mais recentes. A análise indica que a idade não constitui fator prognóstico significativo para PP e PT, pois a remoção do tecido pulpar coronário comprometido permite avaliação direta do remanescente pulpar, independentemente da faixa etária. Para o CPD, pacientes com mais de 40 anos apresentaram taxas de sucesso inferiores, atribuídas às limitações de inspeção do tecido pulpar em exposições de menor extensão, associadas ao envelhecimento pulpar.

Com base nas evidências disponíveis, ainda heterogêneas para o CPD, a decisão clínica deve ser pautada nas características do tecido pulpar, especialmente no controle hemorrágico e aparência tecidual, e não na idade cronológica. Para o CPD, idade superior a 40 anos representa fator de risco que merece consideração clínica.

(Apoio: CNPq  N° 130339/2026-1)



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